Samir

Fla Imagem

(Foto: Fla Imagem)

A sorte realmente ajuda os competentes, mesmo quando eles se equivocam. Já disse aqui que considero Samir o único jogador do atual elenco do Flamengo com potencial para um dia vestir a amarelinha da seleção. Quando digo isto, claro que estou afirmando também ser ele o melhor jogador do Flamengo, jogando na sua posição de origem, que é a zaga de área, e não na lateral esquerda. Sinceramente, me incomoda ver o Samir no banco. Encaro este fato como uma agressão à natureza. Os cartões amarelos vão consertar o equívoco do competentíssimo Vanderlei. A sorte anda ao lado de quem tem talento.

Comemorar e lamentar

Foto: Romildo Jesus (Futura Press)

Foto: Romildo Jesus (Futura Press)

Quinta vitória consecutiva do Flamengo neste Campeonato Brasileiro. Claro que o alívio em ficar livre daquele fantasma da segundona é o mais importante. Agora, que fica no ar uma frustração pela filosofia de colocar contra o Coritiba, pela Copa do Brasil, aquele time esquisito, lá isso fica. Quarta-feira que vem poderíamos ter uma noite mágica no Maracanã.

Bem, como do Flamengo e de sua incomparável torcida tudo pode se esperar, quem sabe não pinta um milagre…

Renato Augusto

Muito bom, principalmente o segundo tempo, de Corinthians X Fluminense. Renato Augusto, que entrou nessa etapa, mudou completamente o ritmo do Corinthians e do jogo. Armou, desarmou, deu a cadência que faltava ao Corinthians, além de jogadas maravilhosas, sendo que numa delas aconteceu o gol do seu time.

69263_ori_renato_augustoTenho por Renato Augusto um carinho especial,  esta amizade começou em 2005 quando ele era o camisa 10 do nosso time de juniores e, como sempre gostei de acompanhar a base, via nele um potencial incrível. Quando Ney Franco assumiu em 2006, houve uma paralização de quase dois meses em função da Copa do Mundo. O time para decidir a Copa do Brasil com o Vasco começou a ser montado em uma excursão pelo Nordeste. Perguntei a Ney Franco quantos jogadores ele levaria e, me respondeu que levaria 21. Humildemente pedi que, além dos 21, levasse mais um, pois havia um menino nos juniores que poderia, pelo seu talento e personalidade, dar uma resposta positiva muito rapidamente. Ney, que estava chegando e não conhecia ninguém das divisões de base, topou. O jogador era Renato Augusto, que voltou titular absoluto da excursão e ajudou muito nos títulos conquistados.

Baita jogador!!!

Mudanças

Sempre atento, o Diário Lance quer saber de mim sobre os fatos novos no Flamengo e, em especial, no futebol. Bem, para quem não sabe:

  • FUTEBOL (vice-presidência): Assumiu Alexandre Wrobel.
  • PATRIMÔNIO (vice-presidência): Assumiu Wallim Vasconcelos.
  • REMO (vice-presidência): Assumiu Gerson Biscotto.
  • RELAÇÕES EXTERNAS (vice-presidência): Reassumiu Michel Assef.

O que eu acho? Para começar, todos são rubro-negros de verdade. Não há um que esteja ali para fazer graça.

Michel Assef

Michel Assef

Nas relações externas reassume meu querido amigo Michel Assef, um dos cinco mais apaixonados rubro-negros com quem tive o prazer e a honra de conviver. Ivan Drummond foi outro. Fico devendo três nomes. Com o seu vasto relacionamento e prestígio no mundo do futebol, melhor escolha impossível.

 

Gerson Biscotto

Gerson Biscotto

No Remo, com que alegria vejo o nome de Gerson Biscotto, de tantos e tantos serviços prestados ao Flamengo. Figura humana incrível, talento puro no trato com as pessoas, gentil, leal e firme. Uma das mais doces figuras que encontrei no Flamengo. Onde quer que esteja vai somar. Sorte do remo.

 

Wallim Vasconcellos

Wallim Vasconcellos

No Patrimônio, Wallim Vasconcellos, com quem não tive o prazer de conviver no Flamengo, embora tenha lutado pela sua candidatura à presidência. Digo isto pelo fato de todos os nossos amigos comuns se derreterem quando o assunto é Wallim Vasconcellos. Todos homenageiam permanentemente o grande rubro negro, uma figura humana adorável e disposta a se entregar de corpo e alma à sua paixão que é o Flamengo. Algumas pessoas, incluindo aí o próprio Wallim, talvez tenham feito um julgamento equivocado sobre mim.  Uma coisa é a minha opinião pontual. A outra, completamente diferente, é o meu conceito sobre a pessoa. Aliás, clube de futebol tem uma peculiaridade. Embora você entre para fazer amigos, acaba tendo inimigos. A maioria sem saber o motivo do desamor. Ciúme da cadeira é o mais comum.

 

Alexandre Wrobel

Alexandre Wrobel

No futebol, Alexandre Wrobel. Tem experiência? Não! Tem potencial? Muito! Alexandre Wrobel é até agora uma unanimidade no Flamengo. Por onde passou angariou uma legião de admiradores, em função da sua postura, competência e, como diriam os franceses, pelo “saber fazer”. Agora é diferente. Pelo simples fato de sentar na cadeira de vice-presidente de futebol, algumas dúzias de pessoas que lá gostariam de estar já olham para o nosso amigo de forma atravessada. Esta é a postura dos frustrados que querem porque querem, embora tenham a certeza de que nunca chegarão lá. Daí a inveja que se transforma em ódio. Já sabendo que pelo fato de ter assumido o futebol deixou de ser unanimidade, Wrobel tem que começar por uma máxima que no mundo da bola é definitiva. Pato novo não dá mergulho fundo. Pelo que tenho ouvido a respeito dele, sensibilidade e humildade caminham juntas 24 horas por dia na sua cabeça e na sua alma. Aí, não tem erro…

E, aqui pra nós. Muito melhor do que renovar por renovar, é renovar em quem se confie. E este é o caso. Toda sorte do mundo a todos.

Erro de avaliação

Muito difícil para quem está de fora analisar o que aconteceu ontem com o time do Flamengo. De qualquer forma, vamos lá.

O primeiro equívoco foi a falta de percepção com respeito ao momento do time, somado a uma oportunidade única que surgia, onde em tese, não haveria grandes problemas em se chegar até a fase semifinal da Copa do Brasil, já que nas oitavas o adversário é o Coritiba, batido pelo Flamengo recentemente no Campeonato Brasileiro (em Curitiba) e nas quartas de final o adversário provavelmente será o América de Natal. Com todo respeito…

O resumo da ópera é que, daí para frente, semifinal e final, em quatro jogos para valer, sendo dois em casa e contando com sua fantástica torcida, o Flamengo poderia salvar o ano ganhando um título nacional e garantindo vaga para a Libertadores. O conceito inicial de Vanderlei em priorizar o Campeonato Brasileiro era perfeito quando o Flamengo era figurinha carimbada entre os quatro últimos colocados, porém depois de quatro vitórias consecutivas o panorama mudou, e aí também deveria ter mudado a filosofia inicial de concentrar todas as energias para não cair para a segunda divisão.  Quem gosta de jogar em cassino, o que não é meu caso, diz que há dois fatores decisivos para qualquer jogador: jamais remar contra a maré e, principalmente, aproveitar o “churrilho”. No primeiro caso, remar contra a maré é respeitar o dia ruim. Melhor parar do que perder muito. No segundo, aproveitar o churrilho é tirar o máximo proveito quando a sorte está soprando à favor. A indicação para o time neste jogo de ontem era ter a força máxima, aproveitando o bom momento e abrindo caminho para começar a salvar o ano, tentando a conquista da Copa do Brasil. Infelizmente não se pensou desta forma. O time entrou a meia bomba na escalação, sem a pegada dos últimos jogos e o resultado todos sabem. Erro de avaliação.

Às vezes a figura do treinador é tão solitária que este tipo de erro fica mais fácil. Não sei se Vanderlei troca alguma ideia com alguém no Flamengo sobre as coisas mais importantes. Talvez tenha faltado isso. Houve certa vez o caso de um treinador que na véspera de um jogo importantíssimo num meio de semana, resolveu entrar com um time quase reserva para preservar os titulares para outro jogo importante no final de semana. Se não houvesse muita conversa, a ideia dele, solitária e ruim, teria prevalecido e talvez o resultado não tivesse sido tão bom, pois vencemos os dois jogos, claro que com o time principal em ambos.

O segundo equivoco diz respeito ao zagueiro Samir. Já aconteceu com Ney Franco e agora também com Vanderlei. Os dois treinadores entenderam como boa alternativa tirar Samir da sua posição de origem que é a zaga, fazendo um falso lateral esquerdo. Não deu certo com Ney, não deu certo com Vanderlei e não dará certo com ninguém. Hoje, eu seria capaz de apostar que de todo o elenco do Flamengo o único jogador com potencial para um dia vestir a amarelinha é Samir. Diria mais. Acho Samir o melhor jogador do Flamengo. Por favor, como diria nosso genial Ancelmo Gois, Samir na lateral, é o cacete…

 

Imagens: Hugo Harada (Gazeta do Povo)

Flamengo atento

Foto: Ivo Gonzalez (O Globo)

Foto: Ivo Gonzalez (O Globo)

Para que a imensa nação rubro-negra fique tranquila com relação à pesquisa divulgada hoje, que dá conta de que a torcida do Flamengo nos últimos quatro anos diminuiu mais do que a metade de toda a torcida do Fluminense, o que é uma aberração, divulgo aqui os e-mails trocados entre mim e o presidente Eduardo Bandeira de Mello.

Muito mais do que apenas trabalhando, a diretoria do Flamengo está atuando tecnicamente para contestar com absoluta autoridade e correção os números divulgados.

 

De: Kleber Leite
Enviada em: terça-feira, 26 de agosto de 2014 17:56
Para: Eduardo Bandeira de Mello
Assunto: IBOPE

Estimado Presidente,

Acabo de ser procurado pelo diário Lance para comentar uma pesquisa do IBOPE que será publicada amanhã. Nesta pesquisa de popularidade, o Flamengo que em 2010 tinha 17,2%, caiu para 16,2%, nesta realizada em 2014. Para se ter uma ideia do absurdo, em quatro anos a torcida do Flamengo diminuiu o equivalente à metade da torcida do Fluminense que, nesta pesquisa chegou aos 2%. Já registrei esta aberração no meu Blog e sugiro que o amigo procure os meios necessários para provar que houve equívoco na manipulação dos números e, que se não reparados, podem causar enorme prejuízo ao Flamengo.

Forte abraço,

Kleber Leite

 

De: Eduardo Bandeira de Mello
Enviada em: terça-feira, 26 de agosto de 2014 19:57
Para: Kleber Leite
Assunto: Re: IBOPE

Caro Presidente Kleber,

Leia mais

Alô Montenegro, essa não dá para engolir!!!

money graphRecebo telefonema atencioso do repórter Marcelo Resende, do diário Lance, querendo me ouvir sobre a pesquisa do IBOPE que será publicada amanhã no jornal comandado pelo competente e dinâmico empresário Walter de Matos Jr. Por uma questão ética não vou aqui divulgar os dados completos, porém deixo registrado o meu espanto pelo fato da torcida do Flamengo ter caído 1 ponto em apenas quatro anos. Na pesquisa feita em 2010 a torcida do Flamengo batia os 17,2%. Agora em 2014, quatro anos depois, bateu 16,2%, caindo 1 ponto. Para quem não sabe, 1 ponto significa a metade da torcida do Fluminense ou do Botafogo. Ambos aparecem empatados nesta pesquisa, cada um com 2,0 pontos. Como é que em quatro anos a torcida do Flamengo diminuiu o equivalente à metade da torcida do Fluminense? Com todo respeito, isto não existe. Confio no IBOPE, em seus dirigentes e métodos, porém mesmo sendo a matemática uma ciência exata e o centro da questão, é bom lembrar que os números são manipulados por seres humanos e os seres humanos erram.

Como para o Flamengo estes números podem representar significativo prejuízo, sugiro que o presidente Eduardo Bandeira de Melo encontre meios para escarafunchar esta pesquisa.

Dona FIFA, faça-me o favor…

Leio no portal UOL a matéria do excelente repórter farejador Vinícius Castro (ler aqui) em que o Flamengo levou “uma perna de anão”, na linguagem do futebol o mesmo que ser passado para trás, do clube árabe que comprou e não pagou pelo atacante Hernane, “O Brocador”.

Foto: Julio Cesar Guimarães/UOL

Foto: Julio Cesar Guimarães/UOL

Apesar da competência do repórter, achei estranho o trecho da matéria que afirma que, mesmo não pagando, sendo inadimplente e dando calote, a FIFA obriga que a documentação do jogador seja enviada para o clube caloteiro em sete dias. Como isto me pareceu absurdo, liguei para a CBF e falei com o novo diretor de registros, Reynaldo Buzzoni, e este confirmou que mesmo um clube inadimplente e caloteiro, após ter assinado com o jogador, tem a garantia de receber a documentação de transferência definitiva. Isto é muito parecido com a compra de um imóvel em que o vendedor, mesmo não recebendo o que lhe é devido pelo comprador, tem que assinar a escritura definitiva. Um absurdo! E não fica nisso. Se a CBF, por qualquer motivo, se negar a enviar a documentação no décimo quinto dia do pedido feito pelo clube caloteiro, este poderá utilizar livremente o jogador, devidamente acobertado pelo “manto sagrado” da FIFA.

Isto não é um estímulo à desonestidade?

Falar, para que?

Hoje vi e ouvi a entrevista de Felipão no REDAÇÃO SPORTV. Felipão chamou a imprensa de covarde pelo que, segundo ele, está sendo feito com Fred. Disse que, ao invés de atacar Fred, deveria ser ele o criticado por ter convocado para a seleção o atacante do Fluminense. Disse ainda que não se arrependia de nenhuma convocação, inclusive a de Fred e, se tivesse que disputar amanhã uma nova Copa do Mundo, chamaria os mesmos jogadores. Terminou agradecendo ao grupo que foi extremamente leal a ele.

Foto: Ivo Gonzalez - O Globo

Foto: Ivo Gonzalez – O Globo

Já falei sobre isto aqui e citei o exemplo de Mano Menezes que foi para o Flamengo na hora errada. Mano havia saído da seleção, mas a seleção não havia saído dele. Por isso, a forma estranha como saiu do Flamengo. Como o tempo é sábio e Mano é um excelente profissional, após o período de “luto”, colocando a seleção no passado, a coisa caminha bem no Corinthians. Com Felipão é igual. A seleção ainda não saiu dele. Felipão nada mais tem a ver, nem precisa explicar, qualquer assunto que não envolva o Grêmio. Acorda, Felipão!

Também não dá para resistir e deixar de colocar que a convocação de Fred pode até não ter sido um erro, haja vista as atuações do atacante na Copa das Confederações. O erro foi insistir na Copa do Mundo com Fred e obrigar a seleção a jogar com 10 jogadores. E o Jô? Será que Felipão o convocaria de novo?

Neste quesito, ponto para Dunga. Como não há um centroavante brasileiro que mereça ser convocado, melhor não convocar e, no improviso, tentar uma melhor saída.

Caminho para a Copa do Brasil

Ontem, falamos sobre a Copa do Brasil e hoje voltamos ao tema. Numa análise rápida do que vem pela frente para o Flamengo, não há como Vanderlei não desistir da ideia inicial de priorizar o Campeonato Brasileiro, deixando a Copa do Brasil num segundo plano.

Final da Copa do Brasil de 2013. Dá para repetir a festa esse ano

Final da Copa do Brasil de 2013. Dá para repetir a festa esse ano.

São dois os motivos. O primeiro, pelo fato do time ter engrenado, jogando com a faca nos dentes e com extrema inteligência. As quatro vitórias consecutivas credenciam o Flamengo a sonhar com voos mais altos ou, pelo menos, a garantia de que nenhum sufoco irá ocorrer. O segundo, basta dar uma olhadinha na tabela da Copa do Brasil. O primeiro adversário, já nas oitavas de final, é o Coritiba, sendo o primeiro jogo lá e o decisivo aqui. Nas quartas de final, os jogos serão contra o Atlético Paranaense ou América de Natal. Ultrapassando as duas barreiras iniciais, já estaremos na semifinal da competição, onde teoricamente o adversário será o Atlético Mineiro ou Corinthians. Depois, já vem os dois jogos finais. Dois jogos e pimba, pinta o campeão.

No mata-mata e com esta torcida, todo sonho é possível. E este não é dos mais complicados.