Bom exemplo

LuxemburgoVi uma entrevista coletiva do treinador Vanderlei Luxemburgo fazendo “desafio” inteligente à torcida do Flamengo. Não sei se a ideia partiu de Vanderlei, se foi do marketing do clube, ou uma ação conjunta diretoria/treinador. O que importa foi a bela oportunidade, aproveitando a lua de mel do time com a torcida, para desafiar a nação rubro-negra a chegar a 150 mil sócios torcedores. Vanderlei, bem comunicativo, colocou que esta é a forma mais rápida para o clube fazer os investimentos necessários para a montagem de um grande time para o ano que vem.

Isto me faz lembrar de um episódio quando ocupava a presidência, e também de uma piada muito conhecida. Em 95, quando assumimos, encontramos o Flamengo com pouquíssimos sócios pagantes. Algo inferior a três mil. Na empolgação da galera com a contratação de Romário fiz exatamente o que Vanderlei fez agora. Disparei o projeto para a captação de cem mil sócios. O número, além de expressivo, tinha tudo a ver com o centenário do clube comemorado exatamente em 1995. Em síntese, de menos de três mil sócios, fomos para mais de sessenta mil. O incrível é que na sórdida e mesquinha política da destruição, não faltou quem rotulasse a ação como fracasso, pois anunciamos cem mil e só chegamos a sessenta mil.

A piada, muito conhecida, dá conta de um cidadão, fenômeno de potência sexual, que anunciou que, no Maracanã, dentro do gramado, faria sexo com 100 mulheres. Tudo pronto. Maraca lotado. As cem mulheres nuas deitadas em camas estrategicamente colocadas em torno do campo e o nosso bem dotado garanhão, para delírio da plateia, foi mandando bala… Quando chegou na mulher de número oitenta, começou a dar visíveis sinais fadiga. O que fazia com destreza e rapidez passou a ser arrastado, sofrido… Mesmo assim, lá foi ele… até chegar a de número noventa e oito, quando entregou os pontos, caindo desfalecido sobre uma linda morena que ficou apavorada com aquele corpo inerte sobre ela. A reação da platéia, após cinco segundos de estupefação, veio através de um coro: brocha!!! brocha!!! brocha!!! brocha!!! brocha!!!

Por favor, se ao invés de 150 mil sócios, a ação capitaneada por Vanderlei Luxemburgo chegar a qualquer número expressivo, comemore. Terá sido uma grande vitória…

 

Pingos de uma noite perfeita

Foto: Staff Images

Foto: Staff Images

  • O trânsito de ontem, na ida para o Maraca, foi prenúncio de que estava começando uma noite perfeita. Este horário de 22:00h, criticado por boa parte de quem escreve ou fala sobre futebol, tem a vantagem do deslocamento com facilidade, pois sai fora da hora do rush. Nos jogos que começam às 19:30h, há casos de pessoas que só conseguem chegar para ver o segundo tempo. Numa cidade com trânsito caótico como o Rio, evento, seja ele qual for, quanto mais tarde melhor… O problema é para quem tem que acordar cedo. Menor stress no trânsito e muitos mais bocejos no dia seguinte. É aquele tal negócio: se ficar o bicho pega. Se correr o bicho come.
  • Apesar do noticiário dando conta de que todos os ingressos foram vendidos, havia um número considerável de cadeiras vazias. Tenho quase a certeza de que os cambistas se deram mal. Compraram e não conseguiram repassar tudo, talvez pelo preço dos ingressos que foram majorados por se tratar de uma semifinal de Copa do Brasil ou, talvez esteja na cabeça do torcedor que decisão pra valer é no segundo jogo. Fato é que, o Maraca estava lindo, mas não lotado.
  • Este negócio de não se vender cerveja dentro dos estádios precisa ser revisto. Parece o lance do marido traído pela mulher dentro de sua própria casa que, como solução para o problema, trocou o sofá da sala. O sofá, ou melhor, a cerveja só trocou de lugar. Agora, não mais nos estádios e sim, em todos os botecos vizinhos. O resultado é que na vontade de tomar umas e outras, e na pressa de entrar no estádio, o torcedor acaba bebendo mais do que normalmente beberia com calma no local do jogo. Isto sem falar na confusão para entrar. Quase todos ao mesmo tempo e com a língua já enrolada…
  • O meu primeiro sentimento no jogo foi de preocupação. Já disse aqui e repito agora que em jogo parelho o fator sorte é decisivo e, ontem, o Flamengo de cara perdeu um gol feito. Não bastasse isso, mais duas chances de gol foram desperdiçadas ainda no primeiro tempo. Achei que não era um dia de sopro favorável…
  • A dona sorte, que não deu o ar da graça no primeiro tempo, chegou fogosa e vestida de vermelho e preto na segunda metade do jogo. No primeiro gol do Flamengo, a falta cometida pelo jogador do Atlético foi em cima da linha. Vi e revi, depois em casa, uma dezena de vezes. Realmente foi em cima da linha e, como a linha faz parte da área, foi pênalti, e não marcado pelo árbitro. Como a sorte estava do nosso lado, na sequência deste lance, aconteceu o gol de cabeça de Cáceres.
    No segundo gol, ouve um toque de mão de Cáceres e, como o Atlético levou vantagem no lance, o juiz mandou o jogo prosseguir. Aí, a sorte sorriu duplamente para o Flamengo. Se fosse marcado o toque, Cáceres, que já tinha cartão amarelo, seria expulso e, na sequência do lance o ataque do Atlético não só não deu em nada, como propiciou o contra-ataque do Flamengo com Gabriel derrubado na área. Deu tudo certo…
  • A torcida do Flamengo vibrou com a jogada do habilidoso Gabriel como se tivesse sido um gol. O banho de cuia, de cabeça, dado por ele no início da jogada, foi genial. As entortadas, até o pênalti ser cometido, foram de fazer inveja a Robinho e Messi. Como é bom ver um jogador talentoso… Melhor ainda, com a camisa do nosso time…
  • O companheiro do Diário Lance que foi o responsável por dar as notas aos que atuaram neste jogo, sapecou uma nota 4 para Léo Moura que, com todo respeito, a meu ver, fez uma partida perfeita. Se não foi mais agudo pela direita, foi pelo fato daquele espaço ter sido ocupado pelo Marcio Araújo, este sim, em noite de pouca inspiração. Imaginei até que, no segundo tempo, Vanderlei pudesse trocar o posicionamento dos dois, fato que não aconteceu.
    Parece que a bola tem uma profunda atração pelos pés de Léo Moura. Talvez pela maneira delicada como sempre é tratada. Isto sem falar no molejo do nosso lateral e, por isso, o adversário nunca sabe para que lado ele vai. Léo Moura, a meu conceito, está a cada jogo escrevendo seu nome na página dos melhores jogadores do Flamengo em todos os tempos. Talento, caráter ímpar, liderança e tempo de casa. Este é o nosso Léo.
  • E o Samir, hein? Parece um veterano. Esta é a maior joia deste elenco do Flamengo.
  • Não tão jovem, pois já tem 27 anos, quem também está brilhando e conseguiu por méritos próprios o seu espaço foi o goleiro Paulo Vitor. Para mim, tem sido uma alegria especial ver o sucesso do menino com quem convivi e sempre acreditei. Paulo Vitor se transformou num baita goleiro. Neste episódio, não se deve esquecer da presença de Vanderlei Luxemburgo, que acreditou e apostou no goleiro que muitos duvidavam e que hoje é quase unanimidade.
  • Como não há nada na vida, por melhor que seja, que não tenha um lado negativo, o ruim de ontem foi a contusão de Everton. Como a contusão é muscular, preocupa. Acho até pouco provável que jogue quarta-feira. O problema maior é que, pela sua forma de jogar, Everton não tem um substituto. A esperança é Vanderlei tirar um coelho da cartola…
  • E por falar em Vanderlei… ALÔ VANDERLEI!!! DOMINGO, CONTRA A CHAPECOENSE, RESERVAS E JUNIORES DO GOLEIRO AO PONTA ESQUERDA!!! NADA DE DAR SOPA PARA O AZAR!!! Por favor

Polêmicas

Um dos nossos gênios musicais, Lulu Santos, em uma de suas obras afirma que “o poeta é a pimenta do planeta”. Visto pelo lado poético e musical, Luiz Maurício, mais conhecido como Lulu, tem razão. Quem concorre por um outro lado para receber o título de pimenta do planeta é a polêmica. Convenhamos que a vida seria muito chata sem esta pimentinha malagueta chamada polêmica.

 

POLÊMICA 1
flamengo-adidas.jpg2_O presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, enviou para o presidente do Conselho Deliberativo solicitação para que seja votado pelos conselheiros a inclusão na camisa oficial, utilizada pelos jogadores de futebol, uma estrela simbolizando a conquista da Copa Intercontinental do time de basquete. O nosso bravo Delair vai colocar em votação e a vontade dos conselheiros será soberana. O diário Lance, na sua edição de hoje, promoveu pesquisa entre os leitores rubro-negros, em que 68% afirmaram não concordar e 32% foram a favor. Autêntica polêmica em vermelho e preto. Se você está lendo este blog, e é torcedor do Flamengo, gostaria muito de saber a sua opinião e, se possível, justificando. A minha é muito simples, e tem como base a filosofia popular e direta do grande rubro-negro Paulo César Ferreira. “UMA COISA É UMA COISA. OUTRA COISA É OUTRA COISA”. Com todo respeito ao basquete campeão…

 

POLÊMICA 2
A CBF anuncia a construção de 15 CT’s em cidades que não receberam jogos da Copa do Mundo, na tentativa de trabalhar melhor a garotada apaixonada por futebol. Este projeto, pelo que li, foi inspirado no que fez a Federação Alemã, com indiscutíveis resultados positivos, inclusive a conquista da última Copa do Mundo. A dúvida, ou a polêmica que se anuncia, é se isto é projeto para a CBF ou para os clubes. Com boa ou insignificante estrutura, não há cidade no Brasil em que não haja um clube de futebol. Não seria através dos clubes, com o apoio financeiro da CBF, o caminho mais fácil e prático para se garimpar novos valores? Ou… você não acredita na competência, ou talvez na seriedade dos clubes?

 

POLÊMICA 3
foto-55469199Com toda razão, Renato Maurício Prado, na sua coluna de hoje, mais uma vez estranha o fato do Maracanã, que tem capacidade para 78.000 torcedores, ter seu público máximo limitado, por determinação da Polícia Militar, que diz ser por motivo de segurança, em 55.000 pessoas. Renato esbraveja e com razão.  Como é que se constrói um estádio para lá de moderno e, na alegação de segurança faz com que um enorme espaço fique vazio, e consequentemente feio? O motivo é a segurança ou lei do menor esforço? Esta é a questão. Esta é a polêmica… O que você acha?

Política e futebol

Há quem comente que política e futebol não se misturam, o que discordo, na medida em que a política faz parte das nossas vidas o tempo todo, inclusive nos nossos lares.

imageNesta eleição, para presidente e governador, tivemos, como em um campeonato de futebol, jogos dramáticos, verdadeiras barbadas, resultados surpreendentes, caldeirão, jogo violento e até jogo desleal…

O mais dramático foi a eleição para a presidência, numa gangorra emocionante empurrada pelos institutos de pesquisa, com os primeiros números aparecendo bastante tarde em função do horário de verão em algumas cidades e, em outras não. Há muito tempo não havia eleição para presidente em que a decisão tivesse ficado para os minutos finais. Jogo decidido quase no período dos descontos… Jogo emocionante… Jogão!!!

A maior barbada foi a eleição de Ivo Sartori, no Rio Grande do Sul. O curioso é que gaúcho não gosta de repetir. Tarso Genro, que tentava a reeleição, teve 38,79% dos votos e Ivo Sartori, 61,21%. Barbada…

O mais intrigante para muita gente foi a derrota de Aécio Neves em Minas Gerais, após ter sido governador e ter saído com um índice de aprovação popular quase chegando a 90%. Em Minas, no seu campo, Aécio perdeu a eleição.

Bom de “caldeirão” é o Pezão. No terreiro dele, manda ele. Em Piraí, onde foi Prefeito, Pezão sapecou a maior goleada do campeonato carioca. 86,82% x 13,18%, de Crivella. No “caldeirão”, só deu Pezão…

E, num campeonato tão acirrado como o para a presidência, houve nos debates jogadas duras e, até desleais. Ninguém levou cartão vermelho… Dilma se reelegeu. Aécio virou time grande, candidatíssimo ao título no próximo campeonato.

Abre o olho Botafogo

Quem lê o título da matéria vai imaginando que vou falar sobre a delicada situação do Botafogo no Campeonato Brasileiro. Poderia até ser, mas não é.

Airton, expulso outra vez (Foto: Getty Images)

Airton, expulso outra vez (Foto: Getty Images)

Como todos sabem, vencendo o jogo de ontem contra o Inter e, acumulando enorme camada de gordura que praticamente o livra do rebaixamento, o Flamengo pode agora se concentrar no jogo decisivo de quarta-feira, contra o Atlético, pela Copa do Brasil. O Botafogo, para ficar livre das penhoras, tirou o jogo do Maracanã e se acertou com o pessoal de Manaus. Esta é uma jornada de sacrifício, pois a viagem é uma das mais longas para quem sai do Rio e, consequentemente, interfere no estado físico dos jogadores. Por ter ganho ontem, Vanderlei poderá poupar, se quiser, todo time titular e, acho que é exatamente isto que deve ele fazer. Os botafoguenses se animaram, pois vão pegar um “meio Flamengo”, e é sobre isto que quero falar e alertar.

Quando o meu querido amigo José Luiz Rolim era presidente do Botafogo, aconteceu a mesma situação que relatei anteriormente, só que de forma contrária. Quem passou a ter um jogo decisivo foi o Botafogo e, dias antes havia uma partida contra o Flamengo por outra competição. Não havia outra solução. O Botafogo colocou em campo, no Maracanã, um time formado por reservas e jogadores dos juniores. Nenhum titular. O Flamengo, completinho. Da mesma forma que os botafoguenses estão achando hoje uma feliz coincidência que obriga o Flamengo a colocar um time B em campo, os rubro-negros, à época, também acharam. O jogo do Flamengo completinho, contra o “meio Botafogo”, para desespero de todo Maracanã, onde só havia torcedor do Flamengo, terminou com a vitória do Botafogo por 1 X 0, com gol de Renato.

Baseado neste fato que participei e presenciei, sugiro que a torcida do Botafogo não fique tão animada. A zebra também pode ser rubro-negra.

MELHOR, IMPOSSÍVEL!!!

Foto: Staff Images

Foto: Staff Images

Chegando do Maraca. Noite linda e especial que, com certeza, quem ficou em casa deve estar arrependido.

Disse antes do jogo contra o Inter que vencer hoje era decisivo, com enorme influência na Copa do Brasil. Essa vitória vai possibilitar preservar TODOS os titulares no jogo em Manaus, contra o Botafogo. Desta forma, os principais jogadores podem se preparar, sem viagem, sem desgaste, para a decisão contra o Atlético-MG, pela Copa do Brasil.

O jogo, se tecnicamente foi nota seis, em disciplina tática e emoção, nota 10. Alguns jogadores do Flamengo estiveram em noite inspirada. Paulo Vitor, Léo Moura, Samir e Gabriel, mataram a pau.

Este jogo foi o oxigênio para a decisão contra o Atlético.

Alô, Vanderlei!!!  Reservas e juniores em Manaus!!!

Por favor…

Hora errada

Quase todos os assuntos pertinentes ao Flamengo são pesquisados e divulgados na internet pelo grande rubro-negro Mario Cruz. Em meio a noticiário farto e variado, eis que surge um fato novo e preocupante. O papo é que Vanderlei Luxemburgo estaria entrando numa esteira de atrito com a diretoria do Flamengo. O que se comenta é que, como estava afastado das quatro linhas por falta de interesse dos grandes clubes brasileiros, Vanderlei resolveu encarar o desafio proposto pelo Flamengo, e topou o salário de 300 mil reais, salário este bem inferior ao que recebia na época das “vacas gordas”.

Foto: Paulo Sérgio/LANCE!Press

Foto: Paulo Sérgio/LANCE!Press

O tempo passou e se hoje não está uma maravilha para o Flamengo, verdade é que melhorou bastante. Vanderlei encontrou o Flamengo na lanterna do Campeonato Brasileiro e, hoje, o clube ocupa a décima primeira posição, tendo a princípio, afastado o fantasma do rebaixamento. Faltando nove jogos para o final do campeonato, basta ao Flamengo vencer três e aí já estaria com 46 pontos ou, livre matematicamente do mico de ser rebaixado. Além disso, Vanderlei colocou o Flamengo na fase semifinal da Copa do Brasil. Inegavelmente um belo trabalho, com um elenco que podemos classificar de mediano.

Agora, o que se comenta é que Vanderlei começa a discutir o seu futuro na Gávea, já tendo colocado na mesa o quanto quer para continuar. Pelo que comentam, a pedida é superior ao dobro do salário atual e, para ficar, Vanderlei exige a contratação de três reforços de peso.

Não gostaria que este tema caísse na discussão se Vanderlei vale o que está pedindo. Acho até que, dependendo da produtividade, pode-se ir até além do que ele pede e, sobre os três reforços, isto me parece óbvio e me recuso a acreditar que a diretoria do Flamengo não pense da mesma forma. O que discordo, é com relação ao momento, pois futebol é algo muito mais sensível do que a maioria possa imaginar e, este tipo de coisa acaba atrapalhando. Vira assunto prioritário nas rodinhas, causa desconfiança e tumultua o ambiente. Pelo ponto que se chegou, há duas soluções. A primeira, se a diretoria estiver convencida de que o melhor para o Flamengo é Vanderlei continuar, é acertar “ontem” com o treinador e tornar público. A segunda, se não há uma certeza por parte da diretoria, é chamar Vanderlei, e dizer que um dia após o último jogo decisivo para o Flamengo, seja pelo Brasileirão ou pela Copa do Brasil, o assunto será discutido entre as partes. E, claro, obter o de acordo de Vanderlei, o que evitaria qualquer tipo de risco de ir ele para outro clube.

Enfim, tudo normal, num momento inoportuno.

 

 

Papagaio afinado

Recebi por este blog curiosa mensagem vinda de um querido amigo botafoguense, que mora e circula diariamente pela Gávea.

macaw-20282_640Diz ele que todos os dias ao acordar, a contragosto, está com o Flamengo na cabeça. O culpado disso é um simpático papagaio, que foi muito bem educado, pois assobia todas as manhãs a mesma coisa: o hino rubro-negro. O dono dessa joia rara, com certeza, é um torcedor apaixonado, pois para um papagaio decorar um hino sem qualquer erro, imagine quantas e quantas vezes este companheiro de paixão deve ter cantado…

Fico imaginando, além de nosso amigo botafoguense, quantos torcedores de outros times não escutam este papagaio. Quantos garotos na vizinhança não devem passar pela mesma situação e acabam levando esta obra de arte do mestre Lamartine Babo em suas mentes, mesmo que de forma inconsciente, pelo resto do dia? Claro que não basta o assobio de um papagaio para formar um torcedor. Mas que este bichinho deve ajudar, ah isso deve…

Que esse papagaio tenha vida longa e que ainda cante muito, mesmo que para desgosto de nosso amigo botafoguense e de torcedores de outros clubes. Bom não esquecer que a Gávea é terreiro nosso, e lá, só papagaio rubro-negro canta.

Ia esquecendo: o papagaio “mora” na altura da PUC, de frente para a mata, o que, de acordo com nosso companheiro alvinegro, garante sua integridade física e anonimato.

Morro da Viúva

Projeto original de Eike Batista

Projeto original apresentado por  Eike Batista

Eike Batista chegou hoje de viagem que, se não estou equivocado, foi para tentar encontrar no mundo asiático um comprador para o projeto do hotel quatro estrelas, no Morro da Viúva, sede do Flamengo. Neste avião, havia um pequeno grupo de rubro-negros que, tímidos, tiveram vontade de procurar saber, mas não tiveram coragem de perguntar se a viagem havia sido bem sucedida. Entre eles, comentaram que se porventura a empresa de Eike, vencedora na concorrência para construir o hotel, vendesse o projeto para alguém, o assunto teria obrigatoriamente que voltar ao Conselho Deliberativo para nova aprovação. Alguém ponderou e, acredito que seja o mais próximo da realidade, que deve haver algum gatilho no contrato em que a empresa de Eike possa ter o direito de chamar parceiros para o projeto. O direito de vender o projeto, e automaticamente transferir para o comprador toda a responsabilidade, acho pouco provável que seja admitido no contrato e, aí sim, voltaria o tema para ser aprovado no Conselho.  Enfim, tomara que este assunto evolua satisfatoriamente, pois administração de prédio e hotelaria não fazem parte da vocação rubro-negra.

Como diria, com sabedoria, o presidente campeão do mundo Antonio Augusto Dunchee de Abranches, o negócio do Flamengo é campo de futebol…

Maratona

Foto: Staff Images

Foto: Staff Images

Quarta-feira o jogo é contra o Inter, no Maraca. Depois, viagem “continental” para Manaus. Jogo no sábado contra o Botafogo. Retorno ao Rio e na quarta seguinte o primeiro jogo decisivo pela Copa do Brasil contra o Atlético Mineiro. Se palpitar pudesse, optaria pela força máxima contra o Inter, motivando o time e a torcida. Este é o jogo chave. Ganhando do Inter, um super e suculento mistão em Manaus para o jogo contra o Botafogo, com o time que vai decidir contra o Atlético, treinando e descansando no Rio, livre desta viagem de sete horas. Se não houver uma estratégia inteligente, só um milagre de São Judas Tadeu…