Pingos de uma noite perfeita

Foto: Staff Images

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  • O trânsito de ontem, na ida para o Maraca, foi prenúncio de que estava começando uma noite perfeita. Este horário de 22:00h, criticado por boa parte de quem escreve ou fala sobre futebol, tem a vantagem do deslocamento com facilidade, pois sai fora da hora do rush. Nos jogos que começam às 19:30h, há casos de pessoas que só conseguem chegar para ver o segundo tempo. Numa cidade com trânsito caótico como o Rio, evento, seja ele qual for, quanto mais tarde melhor… O problema é para quem tem que acordar cedo. Menor stress no trânsito e muitos mais bocejos no dia seguinte. É aquele tal negócio: se ficar o bicho pega. Se correr o bicho come.
  • Apesar do noticiário dando conta de que todos os ingressos foram vendidos, havia um número considerável de cadeiras vazias. Tenho quase a certeza de que os cambistas se deram mal. Compraram e não conseguiram repassar tudo, talvez pelo preço dos ingressos que foram majorados por se tratar de uma semifinal de Copa do Brasil ou, talvez esteja na cabeça do torcedor que decisão pra valer é no segundo jogo. Fato é que, o Maraca estava lindo, mas não lotado.
  • Este negócio de não se vender cerveja dentro dos estádios precisa ser revisto. Parece o lance do marido traído pela mulher dentro de sua própria casa que, como solução para o problema, trocou o sofá da sala. O sofá, ou melhor, a cerveja só trocou de lugar. Agora, não mais nos estádios e sim, em todos os botecos vizinhos. O resultado é que na vontade de tomar umas e outras, e na pressa de entrar no estádio, o torcedor acaba bebendo mais do que normalmente beberia com calma no local do jogo. Isto sem falar na confusão para entrar. Quase todos ao mesmo tempo e com a língua já enrolada…
  • O meu primeiro sentimento no jogo foi de preocupação. Já disse aqui e repito agora que em jogo parelho o fator sorte é decisivo e, ontem, o Flamengo de cara perdeu um gol feito. Não bastasse isso, mais duas chances de gol foram desperdiçadas ainda no primeiro tempo. Achei que não era um dia de sopro favorável…
  • A dona sorte, que não deu o ar da graça no primeiro tempo, chegou fogosa e vestida de vermelho e preto na segunda metade do jogo. No primeiro gol do Flamengo, a falta cometida pelo jogador do Atlético foi em cima da linha. Vi e revi, depois em casa, uma dezena de vezes. Realmente foi em cima da linha e, como a linha faz parte da área, foi pênalti, e não marcado pelo árbitro. Como a sorte estava do nosso lado, na sequência deste lance, aconteceu o gol de cabeça de Cáceres.
    No segundo gol, ouve um toque de mão de Cáceres e, como o Atlético levou vantagem no lance, o juiz mandou o jogo prosseguir. Aí, a sorte sorriu duplamente para o Flamengo. Se fosse marcado o toque, Cáceres, que já tinha cartão amarelo, seria expulso e, na sequência do lance o ataque do Atlético não só não deu em nada, como propiciou o contra-ataque do Flamengo com Gabriel derrubado na área. Deu tudo certo…
  • A torcida do Flamengo vibrou com a jogada do habilidoso Gabriel como se tivesse sido um gol. O banho de cuia, de cabeça, dado por ele no início da jogada, foi genial. As entortadas, até o pênalti ser cometido, foram de fazer inveja a Robinho e Messi. Como é bom ver um jogador talentoso… Melhor ainda, com a camisa do nosso time…
  • O companheiro do Diário Lance que foi o responsável por dar as notas aos que atuaram neste jogo, sapecou uma nota 4 para Léo Moura que, com todo respeito, a meu ver, fez uma partida perfeita. Se não foi mais agudo pela direita, foi pelo fato daquele espaço ter sido ocupado pelo Marcio Araújo, este sim, em noite de pouca inspiração. Imaginei até que, no segundo tempo, Vanderlei pudesse trocar o posicionamento dos dois, fato que não aconteceu.
    Parece que a bola tem uma profunda atração pelos pés de Léo Moura. Talvez pela maneira delicada como sempre é tratada. Isto sem falar no molejo do nosso lateral e, por isso, o adversário nunca sabe para que lado ele vai. Léo Moura, a meu conceito, está a cada jogo escrevendo seu nome na página dos melhores jogadores do Flamengo em todos os tempos. Talento, caráter ímpar, liderança e tempo de casa. Este é o nosso Léo.
  • E o Samir, hein? Parece um veterano. Esta é a maior joia deste elenco do Flamengo.
  • Não tão jovem, pois já tem 27 anos, quem também está brilhando e conseguiu por méritos próprios o seu espaço foi o goleiro Paulo Vitor. Para mim, tem sido uma alegria especial ver o sucesso do menino com quem convivi e sempre acreditei. Paulo Vitor se transformou num baita goleiro. Neste episódio, não se deve esquecer da presença de Vanderlei Luxemburgo, que acreditou e apostou no goleiro que muitos duvidavam e que hoje é quase unanimidade.
  • Como não há nada na vida, por melhor que seja, que não tenha um lado negativo, o ruim de ontem foi a contusão de Everton. Como a contusão é muscular, preocupa. Acho até pouco provável que jogue quarta-feira. O problema maior é que, pela sua forma de jogar, Everton não tem um substituto. A esperança é Vanderlei tirar um coelho da cartola…
  • E por falar em Vanderlei… ALÔ VANDERLEI!!! DOMINGO, CONTRA A CHAPECOENSE, RESERVAS E JUNIORES DO GOLEIRO AO PONTA ESQUERDA!!! NADA DE DAR SOPA PARA O AZAR!!! Por favor

1 Comentário

  1. Gabriel o CRAQUE PELADEIRO.

    Como e bom ver novamente um jogador assim vestindo o MANTO SAGRADO. Um jogador que vai para cima do adversario sem medo, como que dizendo com seus dribles AQUI E FLAMENGO P…..
    E quando ele vai o adversario teme pois sabe que dele vem o INESPERADO e nao existe nada que os zagueiros temam mais que o inesperado.
    Lembrei do Bebeto e de sua forma rapida, leve, esperta e atrevida de enfrentar os zagueiros sem medo, mas sim fazendo-os temer e fechar as pernas se nao.., ou ter que vir 2 pra marcar se nao…, ou ter medo de deixa-lo pensar se nao…, ou ter medo de ficar no mano a mano com ele , se nao… Ai que medo que medo que eles tem de ficar no chao em um drible desconcertante.
    Ontem lembrei de minha infancia quando me apaixonei pelo FLA ao ver aquela geracao que assim como o Gabriel fazia os adversarios recuarem fechando as pernas se nao….
    O Gabriel tem aquele poder de fazer a torcida levantar.
    Ontem o Gabriel me fez lembrar por que me tornei FLAMENGISTA.

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