Pontos corridos ou mata-mata? Campeonato Brasileiro ou Copa do Brasil?

Question_mark_(black_on_white)E lá vamos nós para o final do Campeonato Brasileiro, em que já sabemos quem é o campeão, ficando a emoção por conta de quem vai para a segunda divisão, e quais serão os representantes do futebol brasileiro na Taça Libertadores da América. A discussão é se o que o povo gosta é do tal dos pontos corridos, como é o modelo do Brasileirão ou, a cada jogo uma decisão, como é Copa do Brasil.

Confesso que o formato do teste coronariano do mata-mata, para mim, é mais atraente. O modelo do Campeonato Brasileiro tem o defeito de, embora sendo todos os jogos importantes, serem raros os que tem cara de decisão. Agora, é preciso levar em consideração que, se houvesse uma modificação na forma de disputa do Campeonato Brasileiro, saindo os pontos corridos e entrando o mata-mata, acabaríamos tendo ao longo do ano duas competições iguais, que significaria uma overdose de emoções repetidas. A discussão é boa, mas pelo fato da Copa do Brasil atravessar o ano inteiro, inclusive contando com os clubes que disputam a Libertadores, não restará outra alternativa à CBF, qual não seja manter tudo como está. A discussão continuará sendo qual é a melhor competição. Para mim, a Copa do Brasil ganha de goleada.

Jogo decisivo

bolo-flame_1350738204007Tenho a impressão de que o jogo de amanhã às 9 da noite, entre Flamengo e Vitória, tem cara de que vai definir a turma que vai para a segunda divisão. Caso vença o jogo, o Vitória dará um passo gigantesco para não cair, pois o seu adversário direto, que é o Palmeiras e que está um ponto na sua frente, joga no dia seguinte contra o Inter, em Porto Alegre, com o colorado correndo atrás de uma das vagas para a Libertadores e, tendo no seu calcanhar nesta empreitada o seu grande rival, Grêmio, fato este que conduz a tendência do jogo para uma vitória do Inter. Um empate não é bom para o Vitória, pois mesmo que o Palmeiras perca para o Inter, Vitória e Palmeiras estariam empatados, e o Palmeiras tem uma vitória a mais do que o clube baiano. O último jogo para cada deles, será em casa. O Palmeiras pegando o Atlético do Paraná, e o Vitória jogando contra o Santos. Meu palpite é de que a fôrma da segunda divisão estará amanhã em Manaus. O bolo vai sair de lá… Quentinho…

Polêmica

imagesEste tema é interessante e polêmico. O goleiro Fernando Prass, em entrevista coletiva, não só afirmou que não vê nada demais em um jogador aceitar incentivo para vencer, como também garantiu que já recebeu polpuda quantia para seu time derrotar o adversário. Isto é conhecido no meio do futebol como “mala branca”. O incentivo para ganhar não parte do clube que o jogador defende, e sim, de um outro clube interessado no resultado. Exemplo hipotético: Flamengo x Vitória, o jogo. O Palmeiras que tem interesse na vitória do Flamengo, pois briga com o Vitória para não cair, entra em cena.  Neste caso, a turma do Palmeiras oferece um incentivo aos jogadores do Flamengo para que estes ganhem o jogo. A legislação esportiva condena e a tese é a de que quem recebe para ganhar, pode receber para perder. Particularmente, acho um equívoco. Quem recebe para ganhar, pode perfeitamente se recusar a receber para perder.

O procurador do STJD, Paulo Schmitt, vai oferecer denúncia, tentando a condenação de Fernando Prass, por este ter admitido que já recebeu dinheiro de um outro clube interessado no resultado para ganhar o jogo. Desde minha época de repórter tenho conhecimento deste tema, ou seja, este assunto existe não é de hoje… Já soube de caso em que os interessados pela vitória de um time paulista “armaram” o incentivo dentro da concentração deste clube, e clube tido como exemplo de conduta e disciplina. Neste caso, não adiantou muito, pois apesar do incentivo, o time em questão foi derrotado.

Há também o caso da malandragem envolvendo dirigente desonesto que levanta o dinheiro no clube para incentivar outro time a ganhar, e fica na dele, não comunicando a intenção aos jogadores do time que precisa vencer. Se vier pela boa e, mesmo sem incentivo, este time vencer, ele pega o dinheiro e põe no bolso. Se ocorrer a derrota, vida que segue…

As histórias são muitas e a polêmica vai continuar. Se você estiver com a intenção de colaborar, por favor, responda a estas duas perguntas:

1 – Quem recebe incentivo para ganhar, também aceita para perder?

2 – Você acha crime alguém receber incentivo, que não seja do seu próprio clube, para ganhar?

Sorte

Foto: Luiz Fernando Menezes

Foto: Luiz Fernando Menezes

De novo, volto ao assunto. Assisti ontem a uma entrevista serena e brilhante do treinador Muricy Ramalho. Após a vitória nos 90 minutos e a derrota nos pênaltis para o time colombiano, Muricy afirmou que, embora triste pela eliminação, entrou no vestiário se dirigindo aos jogadores afirmando que deveriam estar eles tristes pela eliminação, mas de cabeça em pé, pois no campo foram perfeitos. Só não tiveram sorte…

Muricy, com sua simplicidade e linguagem direta, comentou o jogo com perfeição absoluta. As inúmeras bolas na trave (perdi a conta), os incríveis gols perdidos, e o lance do escorregão de Alan Kardec, o melhor cobrador de pênaltis do São Paulo, definem que o fator sorte é absolutamente decisivo no futebol.

Burocracia burra

Foto: Mauro Horita/Agência Estado

Foto: Mauro Horita/Agência Estado

Ainda bem que o Corinthians não foi penalizado neste caso Petros. A discussão era se o jogador havia sido inscrito corretamente, ou não. Ora bolas, se está caracterizado que não houve por parte do clube má fé na escalação, e realmente, por um motivo ou por outro, o jogador não estava totalmente regular, que se puna o clube, mas não arrancando dele os pontos preciosos conquistados no campo, pontos estes que podem representar a perda de um título, ou contribuir para um eventual rebaixamento. Às vezes, tenho a nítida impressão de que quem inventa este tipo de coisa, só faz com a clara intenção de aparecer. Este caso da Portuguesa, que acabou rebaixada, define o que estou dizendo. Que o tal jogador estivesse irregular, vá lá. Mas que vantagem teria a Portuguesa em colocar em campo um jogador para atuar tão pouco tempo? Houve má fé? Foi um recurso ilegal para atingir algum objetivo?

Enfim, não houve uma punição, como deveria ter havido. Houve um fuzilamento injusto, arbitrário, desonesto e burro.

Aventura

Saí para o aeroporto Santos Dumont feliz da vida, imaginando a noite de glória na Arena Palmeiras embalada pela genialidade de Paul McCartney.

O roteiro todo armazenado na minha cabeça. De Congonhas para o hotel, pegar as credenciais e seguir o quanto antes para o local do show, ao lado do meu querido amigo Luiz Oscar Niemeyer, não sem antes abraçar Berry Marshal, empresário de Paul, que se transformou em amigo de infância de Luiz Oscar a partir de 1990, quando marcamos um gol de placa, trazendo Paul McCartney  pela primeira vez ao Brasil. O meu voo da TAM, programado para às 15:15h, foi cancelado e fomos acomodados em outro voo que partiu trinta minutos depois. Aí, começou a aventura. Depois de quase uma hora e meia voando, o comandante anunciou que, em função da tormenta em São Paulo, estaríamos pousando no… GALEÃO!!!

E pousamos. E após longa espera dentro do avião, sem que qualquer solução fosse apresentada, o que restou foi pegar a pequena mala e voltar para casa. Frustrante…

Ah, quem viu a TAM do genial comandante Rolim Amaro e vê TAM de hoje, é para chorar de saudade…

Agora, vou seguir o conselho do nosso querido Carlos Egon Prates e ver os dois meio campistas do time colombiano, na partida contra o São Paulo.

Tomara que a turma do futebol do Flamengo tenha lido no Blog as dicas do Carlos Egon. O Flamengo está precisando de uma bela sacudidela. A hora é essa!!!

O criador do GAPA

Nesta eleição do Botafogo, como não conhecia os projetos dos candidatos, confesso que torci muito por Carlos Eduardo Pereira, com quem tive o enorme prazer de conviver num mundo completamente distante do futebol, o mundo dos animais.

O mascote alvinegro Biriba

Biriba, o simpático mascote alvinegro dos anos 40.

Meu pai deixou em mim duas marcas extraordinárias. O amor pelo Flamengo e o amor pelos animais. Se não afino com Carlos Eduardo no primeiro item, no segundo a identificação é total. Carlos Eduardo não só ama os animais, como dedicou, e dedica, parte da sua vida em benefício deles. Há em Petrópolis o GAPA, criado pelo novo presidente do Botafogo, e que já ultrapassa a casa de três mil doações, entre cães e gatos. Quantas e quantas vezes estivemos juntos no Supermercado, ou no Parque de Exposição em Itaipava, onde regularmente o GAPA promove as adoções dos animais, normalmente recolhidos nas ruas. Muito bom saber que uma figura humana notável vai comandar, em fase tão difícil, o destino de uma das grandes marcas do Rio e do Brasil, que é o Botafogo. Com certeza querido amigo Carlos Eduardo, Papai do Céu não vai esquecer de olhar por alguém que ao longo da vida vem dedicando seu tempo a causa tão nobre. Sugiro, por todos os motivos do mundo, que a partir de agora o Botafogo volte a ter um cachorrinho como mascote…

Noite de fortes emoções no Mineirão, onde Atlético e Cruzeiro decidem a Copa do Brasil. Em São Paulo, na nova arena Palmeiras, um outro tipo de emoção. O mega show do genial Paul McCartney. É para lá que eu vou…

Emoção

Desculpe quem achar cabotino, mas não posso deixar de registrar algo que me comoveu profundamente. O tema central é Romário. O comentário é de Maycon Chagas e foi deixado nesse post. Carinho do tamanho da torcida do Flamengo…

Especial-Romario-Flamengo-Hipolito-PereiraArquivo_LANIMA20111101_0093_39“Eu sou dessa geração, com 13 anos em 1995, que teve na chegada do Romário talvez o momento de maior alegria no futebol. Não era simplesmente a chegada de um super craque ao clube, era a vinda daquele jogador que tinha sido eleito o melhor do mundo. Era aquele jogador que seis meses antes tinha sido o principal jogador da Seleção na conquista da Copa do Mundo, o que não ocorria há 24 anos. Com Romário tive a decepção daquela injustiça, coisas que tornam o futebol tão mágico, de ver o Renato Gaúcho fazer um gol de barriga e tirar o título carioca de 1995. Tive a frustração de estar num Maracanã lotado e ver o time ser vice da Super Copa, também em 1995, time comandado pelo grande Apolinho. Mas com Romário vi o título de 1996 e com ele vibrei com os mais de 200 gols. Com Romário os torcedores do Flamengo retomaram a autoestima. Se foram poucos títulos pouco importa. Não é só de títulos que um clube vive. A torcida também quer alegria de ser invejada por ter o mais genial jogador da década de 90, o melhor que vi jogar em toda a minha vida. Sou mais o baixinho que Messi. Era muito legal ver o Fla jogar no Nordeste, Norte e ter aqueles estádios lotados. Era incrível sonhar com o Fla jogando na minha cidade, Juiz de Fora, com o Romário. Infelizmente em 1995 o Fla jogou lá duas vezes com o São Paulo e o União São João, mas sem ele. Mas nessas ocasiões você Kleber foi super simpático com aquele garoto que ficou o tempo inteiro ao lado do alambrado. Aquele garoto que sonhava em ver de perto os ídolos, pegar um autógrafo e ao mesmo tempo queria fazer faculdade de jornalismo, sonhava em trabalhar no rádio esportivo, a exemplo do também ídolo que era você. E nessa ocasião, além de você falar comigo da profissão, dar uns conselhos, me deixou entrar no vestiário ao fim do jogo. Pude pegar alguns autógrafos, realizar um sonho de conhecer alguns jogadores e também o craque da latinha que havia se tornado presidente do clube. Hoje sou jornalista, não atuando no esporte, mas pude ter essa felicidade de trabalhar com rádio esportivo por um tempo. O que foi uma realização. E você tem parte nisso Kleber. Parte na minha decisão de ser jornalista e de ter, certamente, me tornado ainda mais apaixonado pelo Flamengo. Contratar Romário foi uma alegria tão grande quanto o Hexa. Pet é um ídolo eterno. Mas Romário é o gênio. É o Rei. Nem as suas passagens por Fluminense, e retorno ao Vasco, apagaram nada da bela história que ele construiu no Fla. Obrigado por tudo Romário e Kleber. E como você faz falta no Rádio…

Maycon Chagas”

 

Romário ou Pet?

Foto: Arquivo L!

Foto: Arquivo L!

Renato Maurício Prado, em sua coluna, divulga pesquisa feita entre seus leitores que consideraram que Pet, com enorme vantagem, tenha sido mais idolatrado pela torcida do Flamengo do que Romário.

Com todo o respeito, achei o encaminhamento da pergunta meio truncado. A pergunta não foi quem fez o gol mais importante ou, quem conquistou o título mais importante ou, títulos mais importantes. A pergunta foi sobre quem foi mais idolatrado pela torcida do Flamengo, e aí, os números são amplamente favoráveis a Romário. Primeiro, na chegada. Que jogador parou o Rio de Janeiro no dia de sua apresentação, mobilizando a maior caravana de todos os tempos entre o aeroporto Tom Jobim e a zona sul da cidade? Que jogador foi responsável pelo Flamengo ter batido todos os recordes de público pelo Brasil inteiro? A Umbro bateu o recorde mundial de vendas de camisa de time de futebol com a 11 do Flamengo. A 11 de Romário. Em Vitória, no Espírito Santo, para ver Romário, foi formado o maior corredor polonês que se tem conhecimento até hoje. O ônibus do Flamengo, da saída do hotel até o portão do estádio, isto é, em todo o longo trajeto, teve a escolta do povo. Tudo isso, só para ver Romário, um segundinho que fosse… O nome disto, é idolatria. Neste quesito, só um jogador poderia competir com o baixinho, só que, aí a parada seria indigesta e, claro, Romário ficaria em segundo. Zico é tão importante que se confunde com o Flamengo. Quando isto acontece o ídolo se transforma em Deus.

Zico é o Deus rubro-negro.