Todas as formas de malandragem

Curioso o noticiário dando conta de que o Procon está à disposição do torcedor Potiguar para processar a empresa promotora do jogo entre as seleções de veteranos de Brasil e Argentina.

Daniel Cordone, o "Cannigia alternativo". Foto: DR

Daniel Cordone, o “Caniggia alternativo”. Foto: DR

Além de prometerem Jr. Baiano, Viola e Edílson, garantiram também um jogador em atividade, o corinthiano Emerson Sheik, além dos argentinos Sensini, Ortega e Caniggia. Este então, foi de lascar. Arranjaram um outro jogador, Daniel Cordone, ex-Vélez, muito parecido com o carrasco do Brasil na Copa de 90, e sapecaram uma fita no cabelo dele, igualzinha a utilizada por Caniggia, numa clara intenção de ludibriar quem havia pago o ingresso para ver o famoso jogador argentino. Claro que, apesar de outras estrelas terem atuado, ficou no ar uma sensação de malandragem explícita.

Agora, não foi só em Natal que o público foi ludibriado. Este Campeonato Brasileiro, onde o mandante pode negociar o seu jogo e levar para outra praça, tem sido palco de falta de respeito quase igual. Não foi só uma vez que o público lotou um estádio, esperando ver seu time do coração jogar completinho e, na hora H, o “professor”, por um motivo ou outro, resolveu poupar quase que todos os titulares. Em síntese, quem foi ao jogo comprou gato por lebre. Nada muito diferente do que ocorreu em Natal, só que, apenas agora o Procon acordou.

Rodadas de fogo

Quem acompanha o Criciúma? (foto: Alan Pedro)

Quem acompanha o Criciúma? (foto: Alan Pedro/Getty Images)

Eis o panorama dos que lutam para permanecer na primeira divisão. Matematicamente, há seis clubes brigando para ficar no céu e um já foi para o espaço.

Brigando para não cair:
CHAPECOENSE – 42 pontos. 11 vitórias. Jogos que faltam: Cruzeiro (c) e Goiás (f)
CORITIBA – 41 pontos. 10 vitórias. Jogos que faltam: Atl.MG (f) e Bahia (c)
PALMEIRAS – 39 pontos. 11 vitórias – Jogos que faltam: Inter (f) e Atlético PR (c)
VITÓRIA – 38 pontos – 10 vitórias. Jogos que faltam: Flamengo (campo neutro- Arena Amazonas) e Santos (c)
BAHIA – 34 pontos – 8 vitórias – Jogos que faltam: Grêmio (c) e Coritiba (f)
BOTAFOGO- 33 pontos – 9 vitórias – Jogos que faltam: Santos (f) e Atl.MG (c)
CRICIÚMA – matematicamente já rebaixado.

Gostaria de alimentar uma esperança para o torcedor do Botafogo, porém, acho que Botafogo e Bahia já desceram. Nesta análise, Chapecoense, Coritiba, Palmeiras e Vitória, vão brigar e só um deles irá para o buraco. Vejo este jogo contra o Flamengo como a decisão para o Vitória, sem ter o simpático clube baiano a necessidade de jogar no campo do adversário, pelo fato do Flamengo ter negociado seu mando, saindo do Rio e indo para Manaus. De qualquer forma, a tendência, na minha opinião, é o campeonato terminar daqui a duas rodadas, como se fosse hoje, onde cairiam, Vitória, Bahia, Botafogo e Criciúma.

Alguém discorda?

Maria Lúcia

O meu tempo do rádio provavelmente tenha sido a minha etapa mais feliz, mais contundente, principalmente com relação aos encontros de vida, até porque, neste período de fortíssimas emoções, comecei a formar o meu mundo, habitado por pessoas muito especiais e, entre elas, Washington Rodrigues, o Apolinho. Com o meu querido amigo aprendi que a melhor linguagem é a direta, a linguagem que todos possam entender e abraçar. E, aprendi com ele, competindo com ele. Como o talento do Velho Apolo era, e continua sendo, descomunal, somando vários sucessos na carreira, não só como repórter, mas também como comunicador, a minha única saída era trabalhar duro, tentando ser um repórter respeitado pelas notícias novas e seguras, como também, criar fatos novos, como uma nova linguagem na comunicação esportiva, valorizando o trabalho em equipe, com programas inovadores como o “Enquanto a bola não rola” e ” Bola de fogo”, que chegavam a picos de audiência só verificados com a bola rolando, isto é, na hora da transmissão do jogo mais importante do domingo. Desta “briga”, ele ainda na Globo e eu na Tupi, depois ele na Rádio Nacional e eu na Globo, nasceu uma grande e profunda amizade familiar. Só não estávamos juntos quando estava eu trabalhando para uma emissora de rádio, e ele para outra. No mais, sempre juntos. Minha família foi apresentada ao Pato Donald, Mickey, Pluto e cia… pelo casal Washington e Maria Lúcia, que bateram o recorde mundial de visitas à Disney. Momentos únicos, maravilhosos, inesquecíveis. Washington e Maria Lúcia, moravam na Timóteo da Costa, no Alto Leblon e, para lá fui de mala e cuia, para um apartamento muito próximo ao deles. Quem armou tudo foi Maria Lúcia. Klebinho e Dudu adoraram, pois poderiam estar o tempo todo ao lado de Washington Jr. e Bruno e, ainda por cima, com o Clube Federal na cara do gol, que acabou virando o quintal das duas casas. Na outra decisão importante de vida, Washington e Maria Lúcia tiveram papel decisivo. Após uma experiência frustrante de ter uma casa em Búzios, quando o dinheiro da entrada para a compra do imóvel me foi devolvido, Maria Lúcia, com sua sensibilidade de anjo, me perguntou o motivo de uma casa na praia, se o perfil da família era muito mais para a serra. Neste mesmo dia, fomos juntos ver umas casinhas em Petrópolis e, por ironia do destino, acabamos ficando com a primeira que nos foi mostrada pelo super corretor de imóveis, Indalécio Villas. Lá, jogamos peladas memoráveis, rompemos o ano jogando bola… sempre juntos. No meio de semana, as peladas eram no Alcidão, e o Velho Apolo, com sua torcedora número 1 sempre assistindo, era o centroavante (e bom!) do meu time.

Família Rodrigues

Família Rodrigues

Neste convívio, observei algo realmente mágico. Maria Lúcia, no fundo, era a grande responsável pela união de várias famílias, com sua alegria contagiante e seu poder em juntar as pessoas em torno dela. O que vou colocar aqui, espero que não deixe nenhuma das mulheres que conosco conviveram com uma pontinha de ciúme, claro que, ciúme no bom sentido. A verdade é que nunca vi, ao longo de toda minha vida, uma mulher vestir com tanta vontade e determinação a camisa do seu homem. Maria Lúcia era antes de tudo, Washington Futebol Clube. E ponto! Amor incondicional, louco como todo amor maior, cúmplice e amigo em todas as horas.

Ontem, Maria Lúcia nos deixou. Como sempre cuidou de todos, preparou cada um de nós para este momento. O sofrimento dela na etapa final de vida, de certa forma, foi mais um carinho que teve ela com todos que a amavam. Sei o quanto é difícil, mas torço para que o meu querido Velho Apolo tenha força para encarar esta cacetada da vida. É a vida.

Descanse em paz, querida amiga. Você foi a cúmplice que todo homem sonha ter.

Injustiça nº1

Imagem: Reprodução da TV

Imagem: Reprodução da TV

E não é de hoje…

Após o jogo contra o Grêmio, todo pessoal do Cruzeiro voltou a enfatizar a importância de Fábio, também pelo jogo, mas principalmente ao longo de tanto tempo estar sendo mais do que importante, estar sendo decisivo para o Cruzeiro conquistar tantos títulos. Acho que a principal virtude de Fábio esteja nas entrelinhas, pois é importante ler a palavra REGULARIDADE, mesmo não tendo ela sido mencionada. Aí, ato contínuo, vem logo na cabecinha de qualquer um uma pergunta que não quer calar. Por que, tanta má vontade por parte dos treinadores na hora da convocação para a Seleção Brasileira? Curioso, é que em todo longo período em que o nosso personagem vem se destacando não foram poucos os que dirigiram a nossa Seleção, e a indiferença ao grande goleiro do Cruzeiro foi um ponto em comum entre eles.

Foto: Pedro H. Tesch/Brazil Photo Press

Imagem: Pedro H. Tesch/Brazil Photo Press

E a explicação, qual é? Falta de estrela? Falta de lobby? Não jogar no Rio ou em São Paulo? Jogador desagregador? Pane mental, curiosamente igual, dos treinadores que dirigiram a Seleção? Um pouquinho de cada item aqui colocado?

Gosto muito de ouvir as pessoas que tem sensibilidade futebolística. Roger Flores, o meu afilhado, é uma delas. Além de ter sido um jogador diferenciado, sabe ver futebol como poucos e tem um enorme sentimento de justiça. Roger, considera Fábio um dos melhores goleiros com quem jogou e, a quem viu jogar. Um monstro!!!… assim Roger define Fábio, goleiro. E, segundo Roger, que conviveu tanto tempo com Fábio, uma figura humana tão positiva e especial, quanto extraordinário goleiro. Portanto, daquelas perguntas/dúvidas lá de cima, já podemos eliminar a que levanta a suspeita de poder ser ele um jogador problema. Deixo no ar para quem quiser responder, a seguinte pergunta: Que goleiro brasileiro, atuando no Brasil ou no exterior, é melhor do que Fábio?

Salvo pelo gongo

Quando terminou o jogo dos 4 x 0, na nova e humilhante derrota para o time mineiro, começou a passar um filme na minha cabeça e, neste filme, o início é muito bom e o final trágico, melancólico, deprimente. De um início promissor, quando sacudiu os brios do time e entre trancos e barrancos, Vanderlei foi levando o time do Flamengo de tal forma que o fantasma do rebaixamento ficou para trás muito antes do que se poderia imaginar. Em meio a esta luta, o treinador talvez tenha tido nesta Copa do Brasil a sua pior atuação profissional. Errou tudo, do início ao final e, se o Flamengo não está disputando esta final, ele é o principal responsável.

Com o time sem correr risco no Brasileirão e eliminado da Copa do Brasil, com certeza absoluta, o torcedor do Flamengo estava se preparando para entrar de férias quando acontece um novo vexame. Nova goleada imposta pelo Atlético, só que dessa vez foi de 4 a 0. Antes, uma atuação no Maracanã contra o Coritiba em que quase se entrega a rapadura, com o jogo ganho.

Não estivesse o Campeonato Brasileiro acabando, e se isto fosse uma luta de boxe, acho que o nosso treinador não teria gás para terminar em pé.

Vanderlei vai ser salvo pelo gongo.

Gol de barriga

Recebi convite para prestar depoimento para um livro, de autoria de Marcelo Kieling, André Viana e Paulo Andel, em comemoração aos 20 anos do gol de barriga de Renato Gaúcho. Mesmo sendo para qualquer rubro-negro um assunto pouco agradável, acabo de encaminhar a maneira como vi e convivi com o tema. Pela ordem, primeiro o convite que recebi e, em seguida, o meu depoimento.


Caro Kleber,

Boa tarde!

Foto: Anibal Philot/Agência O Globo

Foto: Anibal Philot/Agência O Globo

Em parceria com André Viana e Paulo Andel, estou escrevendo um livro sobre o Gol de Barriga, que em 2015 completa 20 anos.Sei da sua pele rubro-negra, mas seria de grande importância ter a sua visão e seu sentimento sobre aquele jogo e como você viveu o momento daquele gol.Será um grande honra poder contar com seu depoimento em nosso livro. Assim, peço que me enviem o seu relato para meu e-mail pessoal, ou podemos agendar um encontro onde tomaremos o seu depoimento.

Estou ao dispor para quaisquer informações.

Um forte abraço,

Marcelo Kieling


“Este tema, ainda polêmico, foi vivenciado por mim de duas formas. A primeira, no calor do jogo e, em função de uma filosofia muito pessoal sobre futebol, por uma questão de coerência, soube entender e aceitar o que aconteceu naquele dia no Maracanã. Quem me acompanha sabe que dou enorme valor ao fator sorte no futebol, principalmente quando as forças são parelhas. No lance específico em que acabou acontecendo o gol de Renato, o Fluminense recebeu o sopro da sorte em duas oportunidades. Inicialmente, quando Ailton ameaça chutar três vezes consecutivas e nas três, o jogador que estava em frente a ele, que era o meio campo Charles Guerreiro, vira de costas, o que convenhamos é impensável em se tratando de um jogo entre profissionais. Depois, pelo fato de não ter havido um cruzamento e sim, Ailton se livrando da bola de qualquer maneira e esta ir de encontro à barriga de Renato e, daí em direção ao gol. Sorte e estrela. Sorte do Fluminense e estrela de Renato, inegavelmente, um vencedor.

A segunda maneira de conviver com o tema foi mais duro, pois semanas após o jogo da decisão , ficou muito claro para mim, por fatos apurados, que o Fla-Flu em questão, na realidade deveria ter sido um simples jogo amistoso, já que, se episódios estranhos não tivessem acontecido, como o Fluminense ter jogado com o América no Maracanã e não no Andaraí,  como jogaram Flamengo, Botafogo e Vasco e,  principalmente, pelo  festival de erros de arbitragem no jogo Flamengo e Bangu, realizado na Gávea, o Flamengo teria sido campeão por antecipação e consequentemente o gol de barriga, mesmo que tivesse acontecido não teria a importância que tem hoje. Estes episódios, felizmente, no mundo do futebol, fazem parte do passado. O jogo hoje é mais limpo, principalmente fora de campo. De qualquer forma, como diria Castor de Andrade, “vale o que está escrito”, mesmo que tenha sido com a barriga…”

Kleber Leite.

 

 

O retrato da discórdia

Hoje, ainda cedo, recebo um telefonema de ilustre figura rubro-negra que, de cara, me perguntou se sabia o resultado da reunião de diretoria que decidiu o recurso de ex-dirigente para que um retrato fosse retirado do “Salão dos Presidentes”, como é conhecido, embora oficialmente leve o nome de “Moreira Leite”, que foi um dos grandes caciques da política rubro-negra.

Disse não saber de nada e, por curiosidade, procurei ter mais detalhes sobre o tema que, embora pareça simples, pode ser importante para o desenvolvimento político futuro.

Delair Dumbrosck

Delair Dumbrosck

Primeiro, é importante dizer para aqueles que não têm intimidade com os “corredores” do Flamengo que, desde a sua inauguração, a sede da Lagoa tem um espaço reservado para todos os ex-presidentes do clube. Em um salão importante, onde assuntos de peso são discutidos, a decoração fica por conta de uma galeria de fotos de todos os ex-presidentes. Recentemente, lá foi colocada a fotografia de Delair Dumbrosck. Ato contínuo, o ex vice-presidente geral do Flamengo, Arthur Rocha, encaminhou ao presidente Eduardo Bandeira de Mello ofício solicitando a imediata remoção do retrato de Delair ou, a inclusão dos retratos de todos os ex- vice-presidentes. Em síntese, Arthur Rocha argumentava que Delair, que nunca havia sido eleito presidente (foi vice na gestão Marcio Braga), estava ocupando um lugar indevidamente e que o conselho diretor optasse entre retirar o retrato, segundo ele intruso, ou colocar retratos de todos os ex-vices. Ontem, apurei posteriormente que, em reunião de diretoria, por unanimidade, foi decidida a retirada do retrato de Delair.

Embora pareça conversa, ou fofoca de comadre, o assunto é interessante e polêmico, além de ser peça importante no desenvolvimento político. Delair  acha que tem o direito de ocupar o salão pelo fato de ter, em diversas e longas oportunidades, substituído Marcio Braga na presidência, em especial no período em que Marcio estava com a saúde combalida. Isto corresponde à verdade? Sim! O argumento maior de Artur Rocha é o de que ele também, em algumas oportunidades como vice, substituiu Marcio na presidência. Isto é verdade? Sim!…embora Artur tenha substituído Marcio na presidência esporadicamente, enquanto Delair de forma ampla, por longos períodos, sendo em diversas oportunidades chamado mesmo de presidente.

O que eu acho? Todos têm razão!!! Por que? Porque a regra não é clara. Se o salão tivesse a finalidade de homenagear os PRESIDENTES ELEITOS, Delair não teria razão. Já se o salão tivesse a finalidade de homenagear os PRESIDENTES DE FATO, Delair teria razão, pois num momento difícil na vida do clube, ele foi PRESIDENTE na acepção da palavra. Como a regra não é clara, a decisão pode até ser política, como foi o caso, já que Delair e “os azuis” estão batendo de frente. Aquela velha história se repete: aos amigos, tudo, aos inimigos, o rigor da lei.

Esta historinha é o início dos caminhos políticos que começam a ser traçados. Delair já foi para outro lado.

Como ex-presidente, me sinto honrado em ter minha foto nesta galeria, mas fico triste por saber que até homenagem no Flamengo é motivo de desencontro.

E você, deixaria ou retiraria a foto de Delair?

Equívoco e dúvida

Flamengo x Sport-6572Os últimos depoimentos de Vanderlei Luxemburgo foram infelizes antes do jogo, e intrigantes no pós jogo. Antes do jogo, em entrevista ao Globo, Vanderlei justificou a não escalação de um time mesclado contra a Chapecoense como se em um clubeco estivesse. Afirmou que colocou todos os titulares contra um dos últimos colocados no Campeonato Brasileiro para não correr risco com relação a prioridade, que era não cair para a segunda divisão. Ora bolas, naquela altura do campeonato, faltando ainda uma quantidade significativa de jogos, e com as derrotas sucessivas da turma de baixo, a missão já estava cumprida, não havia mais como o Flamengo cair. O que não estava definida era a presença do Flamengo na final do Copa do Brasil e, como a missão era dura, apesar da vantagem dos 2 x 0 no Maracanã, os titulares precisavam ser poupados. Erro grosseiro, que não sei se por vergonha de dar o braço a torcer, Vanderlei nega. Aliás, pela maneira como este assunto foi colocado pelo treinador, ficou uma pontinha de dúvida. A prioridade era o Flamengo não cair ou, a prioridade do treinador, por uma questão de reconhecimento popular, era ser glorificado por ter salvo o Flamengo de pagar mico histórico, e por isso não quis correr nenhum risco?

Em síntese, por uma decisão pra lá de equivocada, e pela absoluta falta de diálogo e liderança no futebol do Flamengo, onde uma única pessoa determina tudo, a possibilidade de um título importante foi jogada no ralo. Isto sem falar na Libertadores. Definitivamente, compete ao treinador escalar. A filosofia obrigatoriamente deve ser determinada pelo comando do futebol. Infelizmente, isto não existe no Flamengo.

A parte intrigante foi uma mescla das duas entrevistas. Antes do jogo para o Globo e, após o jogo, para todos. Vanderlei afirma e, está absolutamente certo, que o Flamengo precisa de um ídolo. Dá a entender que sem, além do ídolo, mais duas ou três contratações de peso, a missão dele no ano que vem será fazer omelete sem ovos. Das duas, uma. Ou Vanderlei já recebeu sinal verde da diretoria de que tudo caminha para a contratação de dois ou três reforços ou, claramente e, também com razão, está dizendo à diretoria que se os contratos não pintarem, 2015 vai ser igual ou pior a este ano e que a responsabilidade será exclusivamente dela. Mais um mês e, não haverá mais dúvida.

Que torcida é essa?

Foto: Staff Images

Foto: Staff Images

Ontem, fui para o Maracanã já com uma pontinha de saudade. O jogo não valia nada. Coisa nenhuma a aspirar e tão pouco preocupação zero em não cair. Apesar disto, fui para o Maracanã sabendo que era uma despedida. Flamengo, no Maraca, só em fevereiro de 2015. Então, como não ir a este jogo e curtir ao máximo o prazer de ver o Flamengo jogar, de ver a torcida jogar?

Tenho absoluta convicção de que a maioria esmagadora dos rubro-negros foi ao Maracanã com este espírito. Talvez tenhamos batido um recorde. A maior torcida para um jogo que não valia absolutamente nada. Este foi o jogo da paixão, o jogo do amor maior. Todos que ontem estiveram no Maraca foram empurrados pelo amor, pela paixão e pela saudade antecipada.