Você é mais quem?  Você vai torcer por quem?

Foto: Staff Images

Foto: Staff Images

Sim, são duas perguntas diferentes e, com todo respeito e sem falsa modéstia, absolutamente pertinentes. Uma coisa é se ter a convicção ou a sensibilidade de que um time é, ou está, melhor do que o outro. Completamente diferente é o comportamento como torcedor. Portanto, um bom exercício para os meus queridos amigos e companheiros deste blog é definir as duas situações, pois aí, na média, teremos uma noção mais exata de quem, entre Vasco e Botafogo, possa receber o rótulo de favorito.

Outro ponto intrigante diz respeito ao comportamento das duas torcidas. Há quem garanta que, em se tratando de dois jogos, sabedor de que o primeiro não decide, o torcedor se segura para ir ao segundo jogo, que é o decisivo. Não sei não, pois pela maneira que Botafogo e Vasco chegaram a esta final, quando o que não faltou foi emoção nos dois lados, poderemos ter uma surpresa agradável, com um público, no primeiro domingo, muito maior do que se imagina.

O árbitro do jogo, desta feita, entrará em campo sabedor que o chumbo que será cruzado entre os times, será um chumbo amigo. Os dois clubes são da casa, portanto, sem essa de, “na dúvida, contra o inimigo”…  Acho bom repetir aqui que, tenho a certeza absoluta de que jamais, quem quer que seja da Federação, insinuou a qualquer árbitro para prejudicar o Flamengo, até porque, em se tratando de ser humano não havia sequer esta necessidade, na medida em que irá prevalecer sempre nesta vida a lei natural da sobrevivência e do “farinha pouca meu pirão primeiro”. Juiz de futebol é um ser humano como outro qualquer. Só os dirigentes do Flamengo desconhecem. Por isso, jogaram a mais fácil conquista de um Campeonato Carioca pela janela. Palavra que não consegui ainda engolir esta briga tão pouco inteligente.

Barça x Bayern

B7GfmPlIgAID7h9E o sorteio não foi sorteio para Barcelona e Bayern. Foi um autêntico AZAREIO!!!

Uma maldade as duas melhores equipes do mundo se enfrentarem em uma semifinal. Enfim, assim determina o regulamento e, como dizia Castor de Andrade, “vale o que está escrito”. O primeiro jogo será no campo do Barcelona, ficando o decisivo para Munique. No fundo acho que foi meio azareio (palavra criada no rádio, tendo a palavra AZAR como origem) para os alemães e azareio completo para os espanhóis. Respeito o ponto de vista de quem acha indiferente jogar a primeira ou a segunda em casa, como respeito os que acham que jogar a primeira em casa é melhor, mas se a vida inteira pudesse eu escolher, em todas as decisões o Flamengo jogaria a segunda em casa. O exemplo é o Campeonato Brasileiro na era do mata-mata. Dos cinco títulos disputados, em quatro o Flamengo foi campeão fazendo o segundo jogo em casa. Dá pra discutir? Se dá, apresente os seus argumentos…

Vou torcer muito pelo Barcelona. A maneira de jogar, Neymar, Luizito Suárez e Messi são os motivadores do meu coração, escancaradamente encantado com este time espetacular.

E você aí, meu companheiro, vai torcer por quem?

Em tempo: acho que estamos ficando órfãos no quase inigualável prazer em torcer de verdade.

 

Fla x Flu

Time do Flamengo campeão do Rio x São Paulo de 1961

Time do Flamengo campeão do Rio x São Paulo de 1961.

Leio que houve um movimento, por iniciativa das diretorias de Flamengo e Fluminense, de se organizar uma decisão Fla Flu, em Brasília, em dois jogos, exatamente nos dois domingos e, nos mesmos horários, em que jogarão Botafogo e Vasco, na decisão do Campeonato Carioca.

Imagino que a ideia tenha nascido para cutucar o presidente da FERJ, Rubens Lopes. Ao que tudo indica e, ainda bem, o tema não evoluiu. Tenho a certeza de que a Federação não se oporia à realização dos jogos, desde que não houvesse conflito com os horários definidos para a decisão do campeonato. O problema é que, muito provavelmente, Flamengo e Fluminense pagariam para jogar. Deslocar as duas delegações até Brasília, mais despesas de estadia, alimentação, estádio, quadro móvel, etc…ficaria muito aquém do que poderia ser arrecadado, pois o torcedor é apaixonado, mas não é bobo. Partidas amistosas caem bem no início do ano, e não agora, em meio a tantas decisões.

Por outro lado, em atitude louvável, certamente tentando caminhar para um melhor entendimento com as diretorias de Flamengo e Fluminense, o presidente da FERJ, Rubens Lopes, mexeu os pauzinhos tentando montar um quadrangular com os quatro grandes eliminados das finais de Rio e São Paulo. Corinthians, São Paulo, Flamengo e Fluminense fariam um Rio-São Paulo relâmpago. Além do que já argumentei anteriormente, até porque, o torneio não seria oficial, já que não consta dos calendários da CBF, FERJ e FPF e, consequentemente, a conquista deste título seria de valor relativo para o torcedor, é bom lembrar que, de certa forma, Corinthians e São Paulo estão dando graças a Deus de terem ficado fora das finais em São Paulo. A explicação é simples: Eles só pensam naquilo… Na Libertadores!!!

De positivo, a faísca lançada pelo presidente da Federação do Rio, Rubens Lopes, para que tenhamos o Rio-São Paulo de volta, de forma oficial, como o torcedor gosta.

Arbitragem maluca

(Foto: Daniel Teixeira/Estadão)

(Foto: Daniel Teixeira/Estadão)

O lance que mais me impressionou neste final de semana aconteceu no jogo entre São Paulo e Corinthians, no Morumbi, pela Libertadores.

Emerson, do Corinthians, caiu e foi pisado duas vezes por um jogador do São Paulo. Não revidou. A jogada seguiu e, quando o jogador do São Paulo começou a caminhar, numa atitude infantil, porém nem um pouco agressiva, Emerson fez o que em colégio é comum entre as crianças, que é tocar suavemente “a vítima” com a ponta do pé, no calcanhar do outro que não está apoiado no chão, no caso, na grama. Nada ocorre, apenas um desequilíbrio de quem é tocado e, claro, algumas gargalhadas. Além de não ter colocado para fora o jogador do São Paulo pelos dois pisões, pra lá de agressivos, expulsou Emerson, que preferiu responder às agressões com sutileza. Faltou tudo ao árbitro, quem sabe até, ter tido uma infância normal e feliz.

As primeiras desta segunda, com cara de sexta e gosto de cabo de guarda-chuva

Foto: Staff Images

Foto: Staff Images

. Enquanto alguns companheiros se escondem em cima do muro, Roger Flores dá um show de independência e criatividade. Quando todos discutiam se foi pênalti ou não, no lance que decretou a vitória do Vasco, Roger preferiu apelar para o critério e mostrou dois lances. O primeiro, o pênalti marcado e, o segundo, o pênalti não marcado no lateral Pará. Mais do que claro ficou que critério não existiu na arbitragem de ontem. O árbitro, atendendo a este princípio básico, se marcou a favor do Vasco, teria a obrigação de marcar a favor do Flamengo ou, não marcar nenhum dos dois. Na opinião de Roger, o correto seria não marcar nenhum dos dois.


Reprodução da TV.

Reprodução da TV.

. Um lance incrível pós jogo foi o cumprimento de Pará ao juiz da partida (veja o vídeo AQUI). Assim que se ouviu o apito anunciando o fim do jogo, Pará foi em direção ao árbitro, estendeu a mão direita e, ato contínuo, o árbitro também estendeu a sua mão direita aceitando o cumprimento, só que, jamais poderia esperar um cumprimento tão forte, registrado no seu semblante de dor. A pergunta que não quer calar: “Isto foi uma agressão disfarçada em cumprimento?”

 


. Aprendi ao longo da vida a respeitar qualquer tipo de opinião, mas não posso concordar que, em nome de uma postura política, tenha sido até bom o Flamengo não ter ganho o campeonato. Lembro a quem assim pensa que, no hino do Flamengo não existe “pregar”, “pregar”, “pregar” e, sim, “vencer”, vencer”, “vencer”!!!


. Não sei se foi a defesa mais bonita até agora neste campeonato, mas o reflexo mais incrível foi o do goleiro uruguaio do Vasco, pegando, Deus sabe como, a bola de Alecsandro. Simplesmente impressionante…


. Por falar em Alecsandro, fora este lance, ninguém viu o atacante do Flamengo. Caso não seja contratado um bom atacante de área, os problemas no Campeonato Brasileiro serão bem maiores.


. O boato que corria ontem no Maracanã antes do jogo começar dava conta de que o Flamengo havia contratado Alexandre Pato. Vontade para Pato jogar no Rio é o que não falta…


. Romário, que deu o prazer de assistir ao jogo conosco, saiu decepcionado com o futebol que está sendo jogado hoje em dia. O Flamengo que já teve Romário, hoje tem Alecsandro…


. A economia de quem administra o Maracanã está invadindo o bom senso. A partir dos trinta minutos do primeiro tempo o “escurinho” imperava na boite Maracanã, sem que ninguém tomasse a providência de iluminar o campo de jogo. Os refletores só foram acesos no segundo tempo.


. A decisão de não se vender cerveja nos estádios continua causando uma série de transtornos. No caso do Maracanã, os bares que ficam na frente do portão 9 viraram concentração de “porristas” que, pelo fato de terem que beber rapidamente, acabam alterados bem mais cedo do que ficariam normalmente e, invariavelmente, criam as mais variadas confusões. Ontem, várias pessoas sofreram com a agressividade dessa gente. Se é o caso de proibir a venda de bebida nos estádios, que se estenda a um raio de pelo menos cinco quilômetros. Como está, melhor liberar a bebida no Maracanã, pois quem irá consumir, fará de forma mais lenta e moderada.


. Quem não torce pelo Vasco, e tem na beleza feminina fonte de inspiração de vida, certamente vai torcer para o Botafogo. Há quem comente que a nossa adorável Maitê Proença estaria disposta a trocar o pagamento da promessa da volta do Botafogo à primeira divisão, pela conquista do Campeonato Carioca. Se isto acontecer, Maitê posaria como veio ao mundo, imediatamente após a conquista do campeonato. O palco será o Maracanã. Até Kaká, direto de Orlando, já manifestou publicamente a sua torcida pelo Botafogo…


. Marco Antônio Alencar, botafoguense pra lá de roxo, organizando todo esquema para a ida dos “EXTRA ORDINÁRIOS” ao Maraca. Maitê, terá segurança redobrada e, um camarote só para ela. Merece…


. E Vanderlei, fica ou vai?

Política burra e suicida

(Foto: Staff Images)

(Foto: Staff Images)

Há duas formas para analisar este jogo entre Flamengo e Vasco. A primeira, jornalisticamente. Como todos os companheiros vão abordar o tema, prefiro dar este depoimento como ex-presidente do Flamengo. A política “Quixotesca”, adotada equivocadamente pela diretoria do Flamengo, foi a principal causa desta derrota para o Vasco e, de ter se jogado no ralo a conquista do mais fácil Campeonato Carioca de todos os  tempos.

Esta briga escancarada com a Federação torna público o clima de guerra entre as instituições, onde de um lado do ringue está a Federação e, do outro, o Flamengo. A briga é tão pública que até os árbitros, que são escalados e pagos pela Federação, convivem diariamente com isso. Já havia aqui alertado. Não há necessidade de ninguém da Federação fazer a cabeça da arbitragem para prejudicar o Flamengo. A natureza cuida disso. O árbitro, que é um ser humano e, como tal, pode raciocinar de que “farinha pouca, meu pirão primeiro”, na dúvida, irá sempre a favor do seu patrão. Jamais contra ele.

O lance do PÊNALTI é a prova do que aqui estou colocando. Não estou pregando que a diretoria do Flamengo deva rezar na cartilha de quem quer que seja. Apenas que ela saiba conviver e preservar os interesses do Flamengo.

Como dirigente, foram três campeonatos disputados com Rubens Lopes presidente da Federação. Ganhamos os três.

Agora, EURICO 1 x 0.

Luizito Suárez – A história verdadeira

luis-suarez--644x362Depois dos dois golaços de ontem pelo Barcelona, Luizito Suárez teve a sua vida escarafunchada, inclusive sendo revelada uma passagem rubro-negra, só que, contada pela metade…

A história verdadeira aconteceu no final de 2005, quando assumi a vice-presidência de futebol, ao lado de Hélio Ferraz. No Uruguai tenho um grande amigo, que entendo como um irmão de vida. Seu nome é Atílio Garrido, jornalista, historiador, escritor e um dos principais executivos da Tenfield, principal empresa de marketing esportivo do Uruguai. Um belo dia, Atílio empolgado por eu ter assumido o futebol do Flamengo, me chama pelo telefone dizendo que havia um jogador muito jovem, cujos direitos pertenciam ao Nacional, em que ele seria capaz de apostar todas as suas fichas. Disse que o nome do jogador era Luis Suárez e afirmou tratar-se de atacante espetacular. Como não estava lidando com ninguém interessado em fazer um bom negócio e, sim, com alguém que queria exclusivamente me ajudar, pedi que ele pesquisasse o tema, se aprofundasse, pois era importante saber se o Nacional toparia conversar e o que pensavam os dirigentes uruguaios com relação a uma possível transferência do jogador. Dois dias depois Atílio me liga e diz que 80% dos direitos econômicos do jogador poderiam ser cedidos por 500 mil dólares. Aí começou o nosso exercício. Óbvio que, dinheiro em caixa, no Flamengo não havia. Como a oportunidade continha uma margem de erro insignificante pela confiança que tenho no meu amigo, coloquei este tema na minha cabeça como prioritário. Alguém sugeriu que eu comprasse e emprestasse o jogador ao Flamengo. Apesar de ser uma possibilidade para não se perder o jogador, havia um outro lado, ético e, insuperável. Como um dirigente pode ter interesse financeiro em um jogador? Para quem tem a linha reta como padrão de vida, impossível. Então, me surgiu uma ideia que possibilitaria o Flamengo ter o jogador, no mínimo por cinco anos, sem gastar um único centavo e, quem sabe, tudo dando certo, usufruir um dia da metade do lucro gerado por uma transferência para o exterior. Aí entra um personagem importante, o empresário Eduardo Uram que, como tinha ligação com um dirigente, dirigente este, a meu conceito, de propósitos duvidosos, imaginava que comigo seria difícil fazer qualquer negócio com o Flamengo. Pois bem, chamei Eduardo Uram na minha sala e disse que as portas do Flamengo estariam sempre abertas para ele, desde que, o negócio que viesse a trazer fosse bom para o clube e, para materializar o meu pensamento, falei do assunto Luis Suárez, propondo o seguinte: Ele compraria o jogador, pagando integralmente os 500 mil dólares ao Nacional e, ato contínuo, cederia 50% dos direitos ao Flamengo, que faria com o jogador um contrato de cinco anos. Eduardo pensou e perguntou se poderia ir ao Uruguai pesquisar o tema e me responder, no máximo, em 15 dias. Após a minha concordância, Eduardo Uram embarcou para Montevideo, levando com ele o pai de Ibson, que realmente conhece tudo de futebol, e o nosso Andrade que, segundo Claudio Coutinho, foi o maior marcador do futebol brasileiro e, mais recentemente, nosso treinador no hexa Campeonato Brasileiro. Vencido o prazo, após observações em treinamentos e jogos, Eduardo Uram me telefona do Uruguai e, meio sem jeito, afirma que não estava sentindo firmeza em fazer o negócio, que tinha dúvidas com relação ao talento do jogador. Só me restou lamentar e muito mais ainda, quando pouco tempo depois, soube da transferência dele para o futebol europeu. O resto, todo mundo sabe…

Atílio Garrido, toda vez que o assunto é Luizito Suárez, não perdoa, dizendo: “ Uran, muy buena gente, pero de fútbol, no entiende nada…” Se bem que, de lá para cá, Eduardo Uram, que continua sendo gente muito boa, já deve ter aprendido bastante. Ali, o Flamengo perdeu um super craque e Uram, certamente, o melhor negócio da vida dele…

Coisas do futebol…

 

 

Alô Vanderlei!!!

Vou reproduzir aqui, os comentários de três parceiros deste Blog: José Carlos, José Victor e Pedro Cesar. Por favor, leia com atenção.


José Carlos

“Prezado Kleber, boa noite! Dessa FERJ,e esse tribunal, de quinta categoria, eu, sinceramente, não espero nada. Eu não sei, se o senhor sabe? Esse cara de pau, disse no show do Apolinho, da super rádio Tupi, que é flamenguista. Só se for dos inferno! O que tá me preocupando? Acabei de assistir o Vanderlei, na Fox. E o assunto, Vanderlei no SP, ainda não cessou! O Vanderlei, não esta passando confiança, porque ele não afirma logo: “Eu não vou deixar o Flamengo por clube nenhum!”. O meu projeto é ser campeão de tudo pelo Flamengo. Isso que agente quer ouvir. Agora, fica deixando dúvida na torcida, se o Vanderlei deixar o Mais querido do Brasil, agora é sacanagem! Deixa a crise do SP pra lá, quem sabe, não é esse ano que eles caem para a série B. Pra mim, ele tá perdendo o foco, e o pior, na minha opinião, já está prejudicando o time. Se o Vanderlei deixar o Mais querido do Brasil agora, vou considerá-lo traidor (…). E acho que a nação também! Boa noite! SRN”


José Victor

Bom dia Kleber, Milton neves falou na band que o luxa vai sair do flamengo.As entrevistas dele deixa tudo meio em aberto , ele não se posiciona em relação a isso.Oque você acha disso? ele vai ou não?”


Pedro Cesar de Oliveira Filho

“Concordo plenamente com o companheiro Jose Carlos, como falei anteriormente e uma baita sacanagem do São Paulo e o Luxemburgo dar corda para esse assunto em uma reta final de campeonato, lamentável!!!!
E pelo jeito ele vai embora mesmo…”


Leu? O que você achou?

Confesso, e me recrimino, por ter tido a intuição e não ter comunicado aqui no blog, o mesmo sentimento, ou sensação, que os parceiros tiveram. A bem da verdade, nunca senti em nenhuma entrevista de Vanderlei, a firmeza necessária capaz de convencer a quem está vendo ou ouvindo o depoimento dele. Tudo muito evasivo, como se alguém fosse bobo, como se tivéssemos nascido ontem. Deu para reparar que o São Paulo não anunciou até agora o nome do novo treinador? Deu para notar que o tempo que o São Paulo afirma que vai anunciar o nome do novo treinador é exatamente quando se encerra o nosso campeonato?

Não estou aqui afirmando que Vanderlei já está no clube paulista, mas que há algo no ar que não seja avião de carreira, não tenho nenhuma dúvida. Diria mais: Acho que o resultado deste campeonato pode ter influência no final deste filme. Se o Flamengo for o campeão, sei lá, pode ser que o emocional funcione e Vanderlei fique por aqui. Se o caneco for para outras bandas que não a Gávea, tudo pode acontecer. O ponto mais importante é o momento absolutamente inoportuno para Vanderlei dar corda num assunto que, para o Flamengo, só pode trazer prejuízo. A começar, pelo risco de perder este campeonato. Jogador de futebol é mais sensível do que se possa imaginar. Se passar pela cabeça dele que na hora decisiva de um campeonato, o comandante está com a cabeça em outro lugar, por que a dele estaria aqui?

Há momentos em um clube em que a presença do dirigente é decisiva. No caso do Flamengo, a hora de agir e, rápido, colocando tudo às claras, é essa. Se não, como diria Neném Prancha, “a vaca vai pro brejo”…

Passando do ponto

(Foto: Getty Images)

(Foto: Getty Images)

Aprendi com os meus mestres de vida que a vaidade dentro de um certo limite, é até saudável. O problema é quando passa do ponto…

Leio estarrecido que o procurador do TJD, cujo nome não sei (vou apurar) e, talvez aí esteja o ponto crucial da questão, vai denunciar o zagueiro Wallace, do Flamengo, por declarações desrespeitosas ao árbitro do jogo de ontem. Segundo o procurador geral do TJD-RJ, André Valentim (acabo de apurar o nome), as declarações de Wallace foram desrespeitosas e, somente aguarda ele o recebimento da súmula para entrar com a denúncia. Vamos ao desabafo de Wallace: “O que se fez hoje foi uma molecagem. Não estou falando que houve favorecimento, mas ele tem que ser imparcial. Falta que deu lá, ele tem que dar cá”. Isto me remete ao depoimento de Vanderlei Luxemburgo que foi punido por dizer que a imprensa deveria ”dar porrada” na Federação. Ora, todos sabem que o “dar porrada” quer dizer “criticar” a Federação. Nada além disso.  Da mesma forma a “molecagem” poderia ser “sacanagem”, “estar de brincadeira”, e por aí vai… Para tornar ainda mais claro que nada houve de desrespeitoso no depoimento do zagueiro do Flamengo, a sequência da frase o absolve: “não estou falando que houve favorecimento”. Wallace se referiu apenas a uma possível falta de critério. Onde está o desrespeito?

Ou será que não se pode comentar se houve ou não critério nas decisões de uma arbitragem? De minha parte, considero Wallace um bom zagueiro e um péssimo analista de arbitragem. Na verdade, se houve algo positivo na arbitragem de ontem, foi o critério. Como na primeira falta violenta, que merecia expulsão, ele deu cartão amarelo, todas as outras, inclusive as também violentas, mereceram o mesmo cartão amarelo.  Desta forma, o máximo que o procurador do TJD deveria fazer, era propor um curso intensivo de análise de arbitragem para o jogador do Flamengo. De resto, querer aparecer, também requer um mínimo de talento e senso de oportunidade…

Alô Rubinho!!!

Fonte Nova cheia para Bahia x Sport pela Copa do Nordeste (Foto: Felipe Rinaldi)

Fonte Nova cheia para Bahia x Sport pela Copa do Nordeste (Foto: Felipe Rinaldi)

Mais uma vez está ficando claro para mim que a fórmula ideal para o estadual é muito simples. Primeiro, um campeonato entre os clubes pequenos, onde quatro equipes se classificariam para uma etapa final, junto aos quatro grandes. A partir daí, 11 datas. Os oito clubes divididos em dois grupos de quatro. Primeiro turno, jogos dentro do mesmo grupo, ou seja, três jogos para cada time. No segundo turno, jogos cruzando os grupos, ou seja, quatro jogos para cada time. As semifinais, em apenas um jogo e a final em dois jogos. Campeonato enxuto, emocionante, rentável e que vai deixar vontade de “quero mais”, como tudo que quer ter vida longa, precisa. E aí sim haveria tempo para um Rio-São Paulo que, na minha opinião, depois do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil, seria o mais importante torneio do país. A Região Nordeste deu o exemplo. Os jogos deficitários dos estaduais de lá foram substituídos por grandes clássicos na Copa do Nordeste. Ontem, a semifinal entre Bahia e Sport Recife, na Fonte Nova, teve mais do que o dobro da média de público das semifinais aqui do Rio. A hora de mudar é essa!!!