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Nilmar: de saída (Foto Genaro Joner)

Nilmar: de saída (Foto Genaro Joner)

A primeira notícia esportiva que leio, é sobre a venda de Nilmar, feita pelo Inter, para o futebol árabe.

Não estou aqui para questionar a necessidade financeira do clube, ou para me aprofundar e procurar saber se o Inter fez um bom negócio. O que me vem à mente é que no fundo, com um campeonato nacional em andamento, quase chegando à sua metade, o torcedor que foi ao estádio e pagou seu ingresso, ou que tenha participado do projeto sócio/torcedor, na esperança de ver o seu time campeão, de repente, toma esta traulitada na sua esperança.

A FIFA, tão meticulosa às vezes, em outras situações – como esta – é absolutamente omissa. Com um campeonato nacional em andamento deveria ser proibida qualquer transação, pois na realidade trata- se de uma “perna de anão” no torcedor. Estelionato, mesmo!

O torcedor do Inter que, desde o início do campeonato, apostando no elenco que a ele foi apresentado, foi pingando seu dinheirinho suado, rodada a rodada e, quase ao final do primeiro turno é informado que um dos seus principais jogadores foi vendido. E o dinheiro gasto pelo torcedor na esperança da conquista do campeonato, quem devolve?

Sim, porque talvez, se soubesse desde o início da competição que o seu time não terminaria, por este motivo, sem jogador tão importante, não teria pingado nos cofres do clube o seu dinheirinho, até porque, torcedor nenhum é masoquista. Se o time está bem, ele vai ao estádio. Caso contrário ele fica em casa, até como forma de protesto. Vejo este episódio como autêntico estelionato, em que a vítima, pra variar, é o torcedor.

E a dona FIFA, nem aí… só preocupada com as “janelas”…

1 Comentário

  1. O problema é nosso, Kleber, do futebol brasileiro, não dá FIFA. O mundo inteiro se alinha em torno de um calendário e o futebol brasileiro vai na contramão. Aí somos sempre pegos de calças curtas com o campeonato em andamento. É sabido que nosso mercado é mais frágil em relação à praticamente todo o resto das praças. O único jeito de se proteger minimamente seria alinhando o calendário.
    Este debate precisa ser feito urgentemente. Ou continuaremos a ver situações como esta em todos os clubes brasileiros ano após ano.

    PS: Como colorado considero a saída de Nilmar um ganho técnico. Desde que voltou do mundo árabe ele não conseguiu recuperar o futebol que tinha no início da carreira.

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  2. Sr. Kleber acho correta as suas palavras. Falou quem conhece.
    Uma grande perda para o público que paga ingresso e principalmente os ST (que são milhares). As vezes o torcedor não pensa no que essa ação pode ser revertida negativamente contra o clube.

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  3. Mesmo com toda a robalheira que lhe é peculiar, a FIFA é a menos culpada desta situação. Se o calendário do nosso futebol fosse adequado ao que é praticado no resto do mundo… Se os clubes não tivessem sido usurpados e agora estão falidos, se a lei Pelé tivesse algo melhor que boa intenção apenas… Talvez não estivéssemos nesta pindaíba.

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  4. “O torcedor do Inter que, desde o início do campeonato, apostando no elenco que a ele foi apresentado, foi pingando seu dinheirinho suado, rodada a rodada e, quase ao final do primeiro turno é informado que um dos seus principais jogadores foi vendido. E o dinheiro gasto pelo torcedor na esperança da conquista do campeonato, quem devolve?”

    Grande Presidente.
    Bastava este parágrafo!!!
    O Sócio-Torcedor não tem direito a voto, nem mesmo vetar possíveis contratações nem vendas.
    Mas pode ser chamado de miserável, por Wallim e Bap.
    Ótimo texto!

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      • Perfeito Bisotto!
        Ignorava isso. Está explicado o número gigantesco dos sócios do Inter.
        Além é claro, da “cidade” que se transformou o Beira-Rio.
        Grande abraço, amigo.

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  5. Caro Kleber, sinceramente, esperar algo de bom da FIFA para o futebol é querer muito, e ainda mais para o futebol brasileiro é esperar mais ainda, eles não estão nem ai para o futebol, só querem saber de grana (muita grana)!!

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