Meu amigo Yustrich

Dorival Knipel, ou Yustrich.

Dorival Knipel, ou Yustrich.

Após o post de ontem, aliás, agradeço aos queridos companheiros pelos comentários, houve quem duvidasse que Yustrich tenha tido realmente um amigo jornalista. Por favor, não duvidem. Teve sim, e fui eu.

Convivi com Dorival Knipel, popular Yustrich, quase que diariamente durante os anos de 1970 e 1971. O nosso extraordinário personagem que, como jogador, foi quatro vezes campeão pelo Flamengo e, como treinador, ganhou uma Taça Guanabara, à época em que a Taça Guanabara era um campeonato quase que à parte, pois tinha, além da Taça, volta olímpica e muita comemoração. Ainda como treinador, foi campeão mineiro por quase todos os clubes: Cruzeiro, Atlético, América e até, campeão pelo Siderúrgica, isto em 1964. Também foi campeão português e campeão da Taça de Portugal, treinando o Porto, na temporada 1955/1956. Seu último título como treinador foi pelo Cruzeiro, em 1977, clube onde também encerrou a carreira em 1982.

O nosso personagem, e que personagem, tinha cara de poucos amigos, era enorme, de poucas palavras e era objetivo ao extremo. Os jornalistas que cobriam o Flamengo tinham com ele uma convivência meramente profissional, até porque, penetrar naquela alma não era missão fácil.

O destino nos uniu, quando começando eu na rádio Tupi, recebi do inesquecível Doalcei Benedicto Bueno de Camargo, chefe da equipe e notável locutor, a missão de preencher boa parte de um domingo à tarde, sem futebol, pois era período de férias dos jogadores, em que, obrigatoriamente, deveria apresentar uma matéria “digna”, com o treinador do Flamengo.

Quando recebi este presente de grego, nem acreditei. Achei mesmo que fosse uma pegadinha, pois quatro dias antes, ao sair de férias, Yustrich juntou todos os jornalistas para solicitar que ninguém o importunasse no seu descanso, que seria em seu sítio, em Vespasiano, um pouquinho fora de Belo Horizonte. Quando caí na real, a única coisa que me veio à cabeça foi imaginar que, muito antes desta missão ser um problema, poderia ser, não um presente de grego e, sim, de Deus, pois um “foca” conseguir esta proeza, seria como um primeiro e importante gol na profissão. Primeiro, com jeitinho, fui até o Dodô (assim chamávamos o grande Doalcei), e deixei claro que faria de tudo para conseguir a matéria, mas que tivesse ele a noção da dificuldade da missão. A reação dele me matou, pois disse: “Se pedi para você fazer, é porque tenho certeza de que você pode”. Me mandou passar na administração para pegar as diárias, a passagem, e me desejou boa sorte. Isto, uma quinta-feira. Primeira missão foi descobrir onde era o sítio em Vespasiano e, por favor, principalmente os mais jovens, não imaginem o ano de 1970 com a tecnologia de hoje… Lembrei de uma querida amiga, também jornalista, que vivia em Belo Horizonte e, não foi difícil para ela, em menos de uma hora, descobrir o endereço. Enquanto ela procurava, imaginei como deveria aparecer para ele e, dizer o que? Uma luz, do nada, pintou na minha cabeça quando o telefone tocou, e esta minha amiga me dava a boa notícia de ter conseguido o endereço. Achei que, se chegasse acompanhado, seria mais gentil, mais suave, mais fácil de explicar as nossas presenças. Minha amiga não só topou como, aliás, adorou a ideia da aventura, e se prontificou a levar uma amiga, que era gaúcha e estava hospedada na casa dela.

Peguei o avião na sexta-feira bem cedo, as duas me buscaram no aeroporto e, rumamos direto para Vespasiano. O meu gravador, era, se não estou equivocado da marca UHER e, como características, a qualidade de som e o tamanho. Era enorme… portanto tinha que ficar no carro da minha amiga, pois nem de longe o nosso personagem poderia desconfiar, pelo menos no início, do propósito real da visita. Ah, ia esquecendo de dizer que esta minha amiga jornalista, além de competentíssima e simpática, era muito bonita. A amiga, da amiga, mais bonita ainda… Finalmente, chegamos. Paramos o carro e nos deparamos com um portão enorme de madeira, com algumas frestas que possibilitavam parcial visão do interior do sítio. Mesmo longe, vimos de cara, uma rede branca, balançando, e alguém muito grande estava ali deitado. Suando frio, toquei o sino que ali estava para anunciar a chegada de algum visitante. Segundos após, o portão foi aberto, se a memória não me trai o nome, por Maria, mulher de Yustrich. Simpática, nos recebeu e fui logo dizendo que eu era do Rio, que iria passar o final de semana na casa das minhas amigas e, como uma delas também tinha um sítio em Vespasiano, não poderíamos perder a oportunidade de levar as flores (compramos no caminho) para o casal. De repente, alguém se levanta da rede branca e vem até nós. Não precisei falar nada, pois a dona da casa fez a nossa introdução com enorme carinho. Yustrich me cumprimentou, ficou visivelmente impressionado com a beleza e a simpatia das suas visitantes inesperadas e, nos convidou para entrar. O papo rolou de forma descontraída e amigável, diria mesmo, adorável. Tão bom que, convidados fomos para almoçar. Aceitamos, claro, e o almoço, de tão agradável foi quase até às seis da tarde. Com todos já quase íntimos, imaginei que havia chegado a hora de engatar uma segunda e, pedir a entrevista. Criei coragem e falei o quanto seria importante para mim que estava começando, gravar uma matéria especial com o dono da casa. Yustrich, concordou, porém só fez uma exigência. Tínhamos que voltar para novamente almoçar com eles no dia seguinte. Nem acreditei…

E, ele ainda perguntou: Mas, com que gravador você vai fazer a entrevista? Respondi que minha amiga tinha um UHER espetacular… No dia seguinte, voltamos. Um sábado memorável, um sábado que faz parte da minha história de vida. Talvez, mesmo em se tratando de um “foca”, tenha feito uma das melhores entrevistas como profissional de rádio.  Duas horas de gravação!!! Um show!!! Peguei o último voo para o Rio e ainda no sábado à noite, madrugada adentro, editei o material. A entrevista, de tão boa, foi publicada no dia seguinte, em três páginas, no JORNAL DOS SPORTS.

Há pessoas que somam, que são importantes e decisivas na sua vida. Para mim, Yustrich foi uma delas. O meu primeiro degrau profissional. A minha primeira grande vitória. Onde quer que você esteja neste misterioso e, para nós, desconhecido mundo azul, muitíssimo obrigado, querido amigo.

 

Lembrete de Yustrich

Yustrich.

Yustrich foi goleiro e técnico de Flamengo e Vasco, dentre outros clubes.

Os números do Vasco, neste Campeonato Brasileiro, são assustadores:

  • 20 jogos. Em sessenta pontos possíveis, conquistou 13. Aproveitamento: 21,6%.
  • O pior ataque, contando-se os 40 clubes que disputam as séries A e B: 08 (oito!!!) gols.
  • A pior defesa, ao lado do Mogi Mirim, entre os 40 clubes que disputam as séries A e B: 34 gols.
  • O pior saldo de gols, entre os 60 clubes que disputam as séries A, B e C: -26 gols.

Isto me remete ao início dos anos 70, quando Yustrich era o treinador do Flamengo e, eu, repórter que começava a carreira na Rádio Tupi. Lembro que este fato ocorreu numa sexta-feira, antevéspera de um suculento Flamengo x Vasco. O momento era muito melhor para o Flamengo, que estava embalado, ao contrário do Vasco, que não se acertava de jeito nenhum. Naquela época, os repórteres tinham livre acesso para as entrevistas e, o único local não permitido era o vestiário. Naquele dia, estava eu aguardando os jogadores do lado de fora para as entrevistas iniciais, quando recebo um recado que Yustrich pedia para que eu fosse ao vestiário, pois precisava falar comigo. Por ter sido chamado, entrei no “terreno proibido”, onde encontrei o meu amigo, como de hábito, chupando muitas laranjas, da maneira que fazia sempre antes de todo treinamento. À sua esquerda, um balde com muitas laranjas, à sua direita outro balde, onde jogava os bagaços das laranjas. À sua frente, algo que os jogadores temiam. A balança. Nenhum jogador, deixava de se pesar diariamente e, quem controlava era o “chefe”. O “trabalho” já estava no final, pois o balde dos bagaços estava cheio e, feliz por todos os jogadores estarem no peso, me honrou com o convite para jantar na casa dele, em comemoração ao aniversário da filha, que era a paixão da sua vida. O que mais me chamou atenção, foi o que li, num quadro negro enorme, colocado na cara de quem entrasse no vestiário e, com letras garrafais… VASCO É VASCO!!! Assim mesmo, como está aí e, com três exclamações. Embora não trabalhasse em jornal, senti o faro de que aquela foto daria brincando uma primeira página e, acabei intercedendo junto ao “chefe”, no sentido de que, os jornalistas Lineu de Lavor e Zildo Dantas, respectivamente de “O Jornal” e “O Dia”, pudessem conduzir os respectivos fotógrafos para o local. Yustrich, até pousou com o giz na mão como se escrevendo estivesse. No dia seguinte, conforme intuí, primeira página, fácil.

Com certeza, por ser um treinador experiente e por respeitar a tradição, desta, ou de outra forma, Oswaldo de Oliveira dará o mesmo recado aos seus jogadores. Como aconteceu lá atrás, um jogo começa a ser ganho quando se tem a noção exata do que vem pela frente. E, como dizia João Saldanha, “o jogo é mole, mas primeiro, tem que jogar…” e, que ninguém se iluda. Depois de amanhã, com todos os problemas que o Vasco enfrenta, para passar para as quartas de final, o Flamengo vai ter que jogar muito e, com fome de desesperado.

Se o espírito for esse, a nossa chance é enorme.

 

Domingo feliz

(Foto: Staff Images)

(Foto: Staff Images)

Quase nunca me manifesto momentos antes dos jogos. Hoje foi diferente. Assim que cheguei ao Maracanã, meu amigo Vinícius França me informava a escalação do Flamengo. Sei que alguns queridos companheiros deste blog abominam determinados jogadores, sendo Wallace o mais criticado. Mesmo assim, dadas as circunstâncias, postei uma mensagem otimista, elogiando, pela ausência do jovem lateral Jorge, a escalação de Éverton, que na realidade jogou de ala, tornando o time bem ofensivo.

Tirando algumas jogadas atabalhoadas de Wallace, que vive rifando a bola, o restante do time começou bem. Seria injusto o Flamengo ter saído perdendo o primeiro tempo. Achei até que houve uma faltinha no início da jogada do nosso gol de empate, mas é aquele tal negócio… Num jogo, o juiz erra contra, no outro, a favor…

No segundo tempo, se Guerrero estivesse inspirado, o São Paulo poderia ter caído de quatro. O destaque do time, de novo, foi Emerson Sheik.

Samir, na zaga, muitíssimo bem. Aliás, no jogo de domingo, Wallace, que levou o terceiro cartão, não joga. Quem sabe, não nasce no domingo uma nova e boa zaga de área…

Quarta, contra o Vasco, retorna Jorge. Em contrapartida, Alan Patrick, que já jogou a Copa do Brasil pelo Palmeiras, está fora. Aí, Éverton retorna ao meio-campo, e o time está pronto.

No final do jogo, Samir foi muito feliz ao afirmar que este jogo contra o São Paulo serviu para a retomada de confiança do time. Perfeito! Confiança em futebol, é tudo!

Parabéns ao nosso Oswaldo, pelo bom senso e pela simplicidade.

Agora, que venha o Vasco.

Palpite infeliz

(Foto: Paulo Sérgio/LANCE!Press)

(Foto: Paulo Sérgio/LANCE!Press)

Já vi esse filme. Treinador novo, chega na quinta e, já dirige o time no domingo. Por mais que este profissional seja interessado e, por conseguinte, tenha uma noção ampla do mercado, certamente não tem 100% de convicção para escalar o time. E, aí? Aí, é hora de ouvir alguém. Quem?

O primeiro erro, ou o primeiro acerto, de Oswaldo de Oliveira já ocorreu, embora não saibamos o resultado, pois não sabemos com quem ele se aconselhou para definir o time.

Confesso o meu pessimismo inicial, na medida em que as pessoas que lá estão, são as mesmas que estavam à disposição do Cristóvão Borges, que foi o recordista olímpico em escalar errado.

Enfim, só nos resta aguardar…

Política Rubro-Negra

azulA última eleição, vencida pela Chapa Azul, foi um marco na história do Flamengo. Os Rubro-Negros não votaram em um nome, e sim, acreditaram em uma transformação, elegendo um grupo, realmente muito bom para dirigir o clube. Tanto é verdade que, quase em cima da hora, Wallim Vasconcellos, que era o candidato, foi impugnado pelo Conselho de Administração e, do nada, surgiu o nome de Eduardo Bandeira de Mello, que ninguém nunca havia ouvido falar. A vitória contundente da Chapa Azul foi a vitória do grupo, foi a vitória de uma nova proposta.

Hoje, 90% deste grupo já escolheu um lado. O azul turquesa. O azul “oposição”. Pelo que estou sabendo, até o final de setembro, a tendência é termos de um lado, Eduardo “Sozinho” Bandeira de Mello e, do outro, o grupo azul.

Continuo achando que uma união ainda é possível, desde que Eduardo ponha a vaidade de lado. Por que não, uma chapa única, com Rodolfo Landim presidente e, Eduardo vice? Seria o céu. Para o Flamengo, a perfeição.

Aliás, há quem tenha provas contundentes de que Eduardo havia se comprometido com o grupo, nesta direção, e depois mudou o discurso. Esta peça será uma das “armas” do azul turquesa, se eleição houver.

Tomara que não haja. O Flamengo vai adorar.

E agora?

Acabo de receber, enviada pelo querido amigo Getúlio Brasil, matéria do Globoesporte.com.

A matéria, muito boa, atual, oportuna e animadora, dá conta de que Rodolfo Landim aceita ser o candidato da pacificação, desde que, Wallin Vasconcelos e Eduardo Bandeira de Mello aceitem. Wallin já concordou. Eduardo, disse não.

Segue abaixo a matéria (a versão original, no Globoesporte.com, pode ser lida aqui).


Landim aceita ser candidato pelo fim do racha; Bandeira nega composição

Landim (à esquerda) atualmente é o vice de Wallim na chapa "Vencer, vencer, vencer" (Foto: Fred Gomes)

Landim (à esquerda) atualmente é o vice de Wallim na chapa “Vencer, vencer, vencer” (Foto: Fred Gomes)

Embora o presidente Eduardo Bandeira de Mello tenha dito que não está em discussão a possibilidade de reunificar o grupo que venceu a eleição de 2012, representantes da chapa “Vencer, vencer, vencer”, cujo candidato é Wallim Vasconcellos, ainda acreditam no fim da cisão. Vice de Wallim, Rodolfo Landim é tratado como o possível “pacificador”. Embora garanta que postular à cadeira mais importante do clube nunca tenha sido uma de suas prioridades, Landim admite assumir o desafio com o intuito de estancar a ferida aberta em 22 de julho, dia em que integrantes dos dois lados tentaram evitar um enfrentamento entre cabeças da “Chapa Azul”.

– Ser presidente nunca foi minha prioridade, mas, se for para unir todo mundo, eu aceito. Porém tem que ser agora, antes da homologação das chapas (que vai até 30 de setembro). Aceito agora (ser candidato). Esse papinho de unir lá na frente, no meio do processo, comigo não cola – disse Landim.

Rodolfo Landim sustenta que foi convidado há cerca de um mês por Bandeira para ser o candidato do grupo vencedor do pleito passado e que, caso aceitasse a proposta, o presidente desistiria de tentar a reeleição. Todavia, o ex-vice de planejamento tem dúvidas da firmeza do que garante ter ouvido do atual mandatário rubro-negro

– O Eduardo sabia que eu não queria ser candidato e talvez por isso tenha me convidado há mais ou menos um mês, antes daquela reunião (do dia 22 de julho). O Pedro Iootty (vice-presidente da Secretaria Geral) me procurou três vezes antes de ele me fazer esse convite, então o Eduardo sabia que minha resposta seria não. E ele sabia que o Wallim queria (ser presidente). O pessoal do SóFla (grupo político que apoia Bandeira) vive me dizendo: “Ah, o Bandeira vai se candidatar porque você não quis”.

Landim afirma que Eduardo já deveria ter abdicado de sua candidatura por Wallim Vasconcellos.

– Acho que pelo fato de o Wallim ter ido buscá-lo pela mão no BNDES, esse processo tinha que ser mais simples. Eu quem conhecia o Eduardo, e o Wallim me procurou para saber sobre ele, se eu tinha algo contra ele. Mas ele que fez questão de trazê-lo. Seria mais simples abrir mão em prol do Wallim. Agora por que ele não faz isso eu não sei – encerrou.

Bandeira nega composição e convite

Eduardo Bandeira em treino do Flamengo (Foto: Cahê Mota)

Eduardo Bandeira em treino do Flamengo (Foto: Cahê Mota)

Perguntado se de fato fez o convite a Landim pouco antes da reunião que consolidou o racha da “Chapa Azul”, Eduardo Bandeira de Mello, num extenso e-mail, negou. Apesar disso, fez diversos elogios a Landim e admitiu considerar o ex-correligionário como uma pessoa capaz de assumir a presidência do Flamengo.

“Em outubro de 2014, fui consultado pelo próprio Rodolfo Landim sobre a possibilidade de ser o candidato do grupo à reeleição. A partir daí, fui confirmado como candidato pela unanimidade do grupo, o que foi reiterado em várias reuniões até o fim de janeiro deste ano.
 
Em fevereiro, o Bap deixou a vice-presidência de Marketing e anunciou que formaria uma chapa para concorrer à presidência.
 
Em junho, cerca de duas semanas antes da reunião em que a dissidência se concretizou, o Rodolfo esteve na minha sala para conversar sobre a situação criada pelos ataques que o BAP vinha fazendo desde sua saída. Disse que vinha tentando contornar a situação e que intensificou seus esforços por ocasião da final da Champions League, em Berlim. Disse também que, após a volta de Berlim, começou a sentir que o Wallim iria se lançar como o candidato da dissidência. Disse que, se isso viesse a acontecer, se veria numa situação delicada, dadas as ligações pessoais e compromissos assumidos por ele antes da minha entrada no grupo.
 
Na ocasião, disse a ele que lamentava a situação criada e que eu só era candidato pelo pedido feito por todos. E que naquele momento não poderia recuar, uma vez que já havia recebido apoio da maioria dos integrantes do nosso grupo, além de uma ampla base de sócios. Disse ainda que os ataques do Bap haviam tornado a situação irreversível.
 
Disse também que eu o considerava um excelente nome para a presidência do clube e que lamentava ele não ter tempo nem condições profissionais para ter se apresentado como opção. Perguntei ainda se ele via condições de se candidatar em 2018, tendo mais três anos para se planejar, ao que ele respondeu que tinha compromissos firmados com investidores que confiaram nele e que nem em 2018 se via liberado para a missão.
 
Em 22 de julho, houve a reunião do grupo em que Wallim, Rodolfo e Gustavo explicitaram a intenção de concorrer contra nós e, em datas posteriores, e em clima amistoso, combinei com cada um deles o processo de exoneração.
 
Embora tenha profundo respeito por todos os rubro-negros que legitimamente se colocaram em uma posição contrária à nossa, em nenhum momento fiz qualquer acordo no sentido de abrir mão da candidatura, até porque essa seria uma decisão a ser tomada pelo conjunto dos grupos que formam a nossa chapa”.

Pedro Iotty nega tentativa de fazer de Landim candidato

Citado por Rodolfo Landim, o vice-presidente da Secretaria Geral do Flamengo, Pedro Iootty, deu versão diferente. Iootty, aliás, disse ter sido convidado por Luiz Eduardo Baptista, o Bap, a ser o candidato de consenso da “Chapa Azul”. De acordo com o grupo político SóFLA (Sócios pelo Flamengo), o ex-vice de marketing não aceita que Bandeira tente a reeleição.

– Landim não poderia ser o candidato por indisponibilidade profissional. Talvez, por isso, o Bap tenha resolvido me convidar para ser o candidato a presidente na chapa. Essa alternativa não seria possível por muitas razões, sobretudo, por eu entender que o Eduardo é o nome mais apropriado. Essa é a minha posição pessoal e é a do SóFLA, grupo de que faço parte, e também foi manifestada pelo próprio Landim, reiteradas vezes durante as muitas conversas que tivemos no intuito de manter a unidade do grupo.


E agora?

Sugestão – Todos que acham ser esta uma oportunidade extraordinária para o Flamengo, devem trabalhar junto ao atual presidente, no sentido de que ele abra mão da candidatura, como já fez Wallim Vasconcelos.

Plano B – Se Eduardo não concordar, mutirão, no sentido de Rodolfo Landim enfrentar Eduardo.
Perder a oportunidade de ter Rodolfo Landim na presidência é impensável, para quem o conhece e quer o melhor para o Flamengo

APÊLO

(Foto: Carlos Moraes / Agência O Dia)

(Foto: Carlos Moraes / Agência O Dia)

Queridos companheiros deste blog:  vou começar o nosso papo, perguntando e respondendo ao mesmo tempo. Vou me imaginar o repórter, perguntando e, entrevistado, respondendo.

1 – O que achou da demissão do Cristóvão Borges?

R: “Este fato chegou com bastante atraso. Se esta atitude tivesse sido tomada antes, a posição do Flamengo no Campeonato Brasileiro seria completamente diferente de estar ainda namorando a zona do rebaixamento. Mas, como dizia minha avó Corina, “antes tarde, do que nunca…”

2 – E a contratação do Oswaldo de Oliveira, gostou?

R: “Não é que não tenha gostado, mas tentaria antes de chegar nele, outras alternativas. Exemplo? Levir Culpi. Outro? Cuca. Mais um? Abel Braga. Levir, segundo amigo que mora em Belo-Horizonte, após estas derrotas sucessivas do Atlético, estaria numa zona de atrito com a diretoria. Cuca, segundo leio, está doido para voltar. Abel Braga, segundo a chef Rosani Simas, do Empório Leblon, restaurante que Abel frequenta quase que diariamente, foi fazer um passeio por Portugal, pois o seu compromisso com o mundo árabe é só em Janeiro. Enfim, em cada um destes ótimos treinadores, há uma pontinha de possibilidade. Por que não tentar? Qualquer tentativa, havendo poder de sedução, de apenas válida, pode se tornar possível. Enfim, preferiram o caminho mais fácil, menos trabalhoso e, com certeza, mais barato, até porque, Oswaldo de Oliveira estava desempregado. Como o tema está resolvido, que Oswaldo tenha boa sorte.”

3 – O Conselho Gestor segue firme. Esperava que no embalo das mudanças este conselho pudesse ser dissolvido?

R: “Torci muito para que este conselho fosse transferido para o departamento de bocha ou para a esgrima. Infelizmente, a mudança ficou pela metade, onde só saiu o treinador. Este cargo de vice-presidente de futebol deve mesmo continuar vago, pois quem ali estiver nada mais será do que um garoto de recados do tal Conselho Gestor.

4 – Para encerrar. Por que, “APÊLO” é o título deste post?

R: “Simples. Embora pense como aqui deixei claro, a partir de amanhã, será vida nova com Oswaldo de Oliveira e, o meu apêlo é no sentido de que, em homenagem à nossa causa maior e única, que é o Flamengo, darmos um pequeno período de férias para as nossas opiniões, ideias e pensamentos. Não há outra coisa a fazer senão torcer, e muito, pelo Oswaldo. Que ele seja feliz, pois aí, também seremos. Bola pra frente!!!

 

Novidade

Pelo que apurei durante toda a manhã, de zero a dez, 9.9 para, após o almoço, ser anunciada a demissão de Cristóvão Borges. A dúvida está entre incorporar ao Conselho Gestor, Flávio Godinho e Plínio Serpa Pinto ou, dissolver o Conselho Gestor e indicar um vice-presidente de futebol.

Como já coloquei no último post, fosse eu o presidente, transferiria o Conselho Gestor para ajudar na bocha, ou na esgrima, e indicaria imediatamente um vice-presidente de futebol.

Aguardemos…

A HORA, É ESSA!!!

(Foto: Staff Images)

(Foto: Staff Images)

Amigos, não vou comentar o jogo, até porque, o sofrimento já foi suficiente por hoje.

Como sou um otimista de carteirinha, já esqueci esta quarta-feira, e a minha cabeça já está no domingo, quando pegamos o São Paulo.

Presidente,

Com todo o respeito do mundo, há na vida os momentos exatos de agir. No nosso caso, já estamos atrasados, mas antes tarde do que ir para o buraco.

Acabo de ser informado que o espírito de quem comanda o Flamengo, é mudar. Que bom!!!

Amanhã, Jayme de Almeida! Mas, interinamente, até que se encontre um treinador com o tamanho do Flamengo.

Este Conselho Gestor, já deu o que tinha que dar. Igual ao Cristóvão.

Boa viagem para todos e, que comecemos a quinta- feira de cara nova, de espírito novo.

Se fosse eu o presidente, Conselho Gestor transferido para a bocha e, Plínio Serpa Pinto, vice- presidente de futebol, com plenos poderes. O treinador, garanto que ele irá encontrar.

Saudações rubro- negras.