Pingadinhas de segunda-feira

Morais e Jônatas disputam a bola em um clássico entre Vasco e Flamengo. (Foto: Reuters)

Morais e Jônatas disputam a bola em um clássico entre Vasco e Flamengo. (Foto: Reuters)

. O companheiro Igor, pede que eu fale alguma coisa sobre Jônatas, volante pra lá de talentoso, com quem convivi no Flamengo quando era vice-presidente de futebol.

Igor, Jônatas era um ser humano diferente. Muito na dele, tímido, mas de personalidade forte. Valente, crescia nos momentos de adversidade. Sempre tive por ele um carinho especial e a recíproca foi sempre verdadeira. Como jogador, como já disse, quase um clássico meio campista que, com estilo, era bom na criação e no desarme. Ainda como profissional, um fato curioso. Jônatas não disputava a bola na cabeça, pois tinha um trauma de criança. Quando o adversário cobrava um corner, jamais ficava ele na área, apesar de ter boa altura. Como não disputava a bola de cabeça, era o homem do rebote.

De Jônatas, todas as lembranças são boas. Como ser humano e como profissional.

. Leio que Luiz Antônio vai para o Cruzeiro. Já disse aqui que muito me incomoda a liberação de jogadores jovens e com potencial. Pode ser que alguém argumente que Luiz Antônio até aqui foi um jogador mediano jogando pelo Flamengo e, não há como negar o fato. O problema é que sinto que pode ele produzir muito mais do que temos visto. Outra questão que me anima na análise positiva é o fato de ser ele um jogador de múltiplas funções. Sinceramente, gostaria muito de ver Luiz Antônio trabalhando com Muricy Ramalho e, sempre é bom lembrar que para grandes campanhas é fundamental que as peças de reposição sejam boas. Enfim, se a direção de futebol do Flamengo não está se empenhando para manter este jogador, está cometendo um grande equívoco de avaliação.

. Ouvi na CBN uma bela participação do comentarista Álvaro de Oliveira Filho que, quando se cogitou o interesse do Flamengo pelo meia Jean, por indicação de Muricy e, juntando-se a isso a possibilidade do Fluminense liberar, Álvaro, em boa hora, lembrou do eterno presidente Francisco Horta, sugerindo que as diretorias de Fla e Flu se juntassem e partissem para um troca-troca. Engraçado que, pensamos juntos. A ideia é muito boa. Tomara que os cartolas rubro-negros e tricolores tenham ouvido o programa.

Campeonato sem caneco

(Foto: Marcelo de Mattos)

(Foto: Marcelo de Mattos)

A noite desta sexta-feira foi muito especial para mim. Primeiro, por ter participado de momento tão importante na vida de um menino de ouro, que é Renato Augusto, que ontem disse “sim” para a linda Fernanda. Claro que a recíproca foi verdadeira, para alívio e suspiro de mamãe Saleti.

Uma das melhores sensações na vida é o sentimento de justiça. Saber e testemunhar alguém que fez tudo com absoluta correção, empenho e talento, correr para o abraço da felicidade. Renato Augusto é isso, desde muito menino, quando chegou ao Flamengo. Quando teve sua primeira oportunidade, em 2006, agarrou e não mais largou. De lá para cá, inúmeras conquistas e muita força para superar algumas contusões. Enfim, ver alguém que merece, feliz, é maravilhoso.

Valeu também pelo reencontro com pessoas queridas. Alguns jogadores da época em que Renato Augusto subiu para a categoria profissional. Claro que não poderíamos deixar de relembrar um momento mágico, que foi o finalzinho do campeonato brasileiro de 2005. Faltavam nove jogos e a queda do Flamengo para a segunda divisão era anunciada pelos matemáticos de plantão. Foram seis vitórias e três empates. Verdadeira façanha…campanha de campeão…

fernando-flamengo2006-gloFernando, zagueiro, se superou. Por entender o que é o Flamengo, por paixão pelo clube, jogou nestes nove jogos o que nunca jogara na vida. Foi perfeito, dentro de campo, e fora dele, autêntico líder. Recordamos tudo com muito carinho e, nos emocionamos.

Costumo dizer que conquistei dois títulos, um como presidente e outro como vice de futebol, sem que caneco houvesse e sem volta olímpica.

Como presidente, a contratação de Romário. Como vice de futebol, ter participado de uma das mais lindas páginas de superação rubro- negra.

Momentos únicos, inesquecíveis, que entraram para a história. Conquistas maravilhosas, mesmo sem caneco pra levantar.

Que Liga é essa?

Gilvan de Pinho Tavares, presidente do Cruzeiro, anuncia a saída da Liga (Foto: Eduardo Deconto/GloboEsporte.com)

O presidente do Cruzeiro, Gilvan de Pinho Tavares, anuncia a saída da Primeira Liga (Foto: Eduardo Deconto /GloboEsporte.com)

Esta LIGA Rio-Sul-Minas é o retrato fiel do momento do futebol brasileiro. Já dizia minha avó Corina que “pau que nasce torto, não tem jeito. Morre torto”.

Esta Liga é o próprio pau que nasceu torto. Primeiro, por que Rio-Sul-Minas? Pra começar, deveria ser “Meio Rio-Sul-Minas”, já que do Rio, ficaram faltando Vasco e Botafogo. Agora, com a desistência do Cruzeiro, deveria ser “Meio Rio-Sul-Meio Minas”.

Independentemente do equívoco regional, onde em respeito até a tradição do futebol brasileiro, se deveria lutar por uma LIGA RIO/SÃO PAULO, o que se nota é que muito antes de qualquer ideal, a vaidade é a tônica, onde os dirigentes fazem beicinho e se engalfinham pelo poder.

Com todo respeito a quem pensa de forma diferente, Flamengo e Fluminense deveriam era estar brigando em duas frentes. A primeira, para transformar o campeonato carioca em competição atrativa e rentável e, paralelo a isso, já que LIGA está na moda, correr atrás da LIGA certa, que seria a LIGA RIO/ SÃO PAULO. O problema é que para se atingir estes dois objetivos, diálogo é fundamental e, infelizmente, o que se vê é a dupla Fla-Flu mais preocupada em brigar do que em construir.

E que ninguém venha argumentar que as missões são impossíveis. O enorme sucesso da Copa do Nordeste está aí para provar o contrário.

Claro que haverá necessidade de muita inspiração e bastante transpiração, mas como conquistar algo importante se não for assim?

Essa saída do Cruzeiro soa como uma mensagem de que está tudo errado.

A LIGA, DESLIGOU…

Muricy Ramalho

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Gosto de pessoas autênticas e, também gosto de pessoas polêmicas. Paralelo a isso, reverencio permanentemente o talento e, mais ainda, quando o talento vem envolvido em dose generosa de muita personalidade.

Dito isto, alma escancarada, como não estar encantado com a chegada de Muricy Ramalho para o Flamengo?

Consegui pegar o finalzinho da coletiva no SporTV3, e dois temas me chamaram a atenção. O primeiro, a afirmativa de que não será babá de jogador. Que todos são bem crescidinhos e sabem perfeitamente das suas obrigações. Que quem não tiver o mínimo senso de responsabilidade, simplesmente não pode fazer parte do grupo.

O segundo assunto me deixou intrigado. Disse que Samir é realmente um jogador interessante, mas que, pelo que foi informado, há uma negociação em curso… Será que a prática da boa política é o fato novo na versão Muricy 2016?

Enfim, fica a esperança de que, com uma retaguarda ativa e competente, composta por Flavio Godinho e Plinio Serpa Pinto, Muricy possa ajeitar a casa.

O que espero é que Muricy seja o mesmo de sempre, até porque, aprendi a admirá-lo do jeito que sempre foi. Autêntico, brilhante e polêmico.

Boa sorte!!!

Tempos de glória

kl5Elisa, popular “Ferrugem”, rubro-negra, cenógrafa da TV Globo, pupila de Mário e Cacá Monteiro, encontrou no seu ambiente de trabalho esta foto que nos remete a um passado não tão distante e repleto de alegria.

O abraço emocionado de Zico e Junior supera o limite da emoção. Eu e Manguito, as testemunhas, em momento onde felicidade era dia sim e, dia também…

Como não dividir isso com vocês?

 

FLA…UNIDO

Batendo um papo com os companheiros de imprensa.

Conversando com meus companheiros de imprensa.

Como sempre, a paz esteve presente no processo eleitoral rubro-negro. O ambiente não era de festa, pois quem é Flamengo nada tem a comemorar, mas não pode deixar de ser registrado o espírito democrático e respeitoso que verificamos, eu e meu filho Dudu, quando estivemos na Gávea para votar.

Após reencontrar velhos e queridíssimos amigos, fui chamado pelos companheiros de imprensa que me pediram um resumo destes últimos três anos. Disse que, fora o futebol, nota 10, que na realidade deixa de representar muita coisa, na medida em que o balanço final da nossa paixão maior, que é o futebol, foi muito ruim. E assim foi pelo fato de nunca ter havido ali, no coração do clube, uma liderança que se fizesse respeitar e, claro, que possuísse a sensibilidade de ter a noção exata do tamanho do Flamengo. Ao contrário, foi criado este monstro deste conselho gestor, onde todos se achavam no direito de palpitar, mesmo sem ter a mínima intimidade com o tema em pauta.

Pela boca de urna a chapa azul já ganhou. Menos mal, saber que, a partir de agora, o futebol estará entregue à dupla Godinho/Plínio, que tem intimidade com a matéria e temperamento para colocar os palpiteiros para correr. Melhor ainda que a liderança se estende ao campo, onde Muricy, se estiver bem de saúde, vai ser de fundamental importância para arrumar a casa.

O que mais me anima é o espírito de união que senti em todos. Flavio Godinho promete, a partir de amanhã, bater na porta dos talentos que compuseram a chapa verde, como Bap, Tostes e Landim, e chamá-los de volta à luta. Bela iniciativa. Tomara que a recíproca seja verdadeira e que, com os espíritos desarmados, o Flamengo possa contar com todos os seus “craques cartolas”.

Como diria Muricy Ramalho, “a bola vai adorar…”.

FLAPEQUENO

(Foto: Staff Images)

(Foto: Staff Images)

Pra começar, respeito quem pense de forma diferente, mas saindo do Maracanã, o que me veio à cabeça foi transmitir que acho muito pouco para o Flamengo, e para o torcedor rubro-negro, achar que o ano está ganho, que está tudo maravilhoso pelo fato do Vasco ter caído para a segunda divisão. Sei que talvez esteja indo de forma antagônica ao pensamento da maioria dos torcedores do Flamengo. Paciência…

Como este blog é democrático, da mesma forma que respeito a opinião de todos, espero que respeitem a minha.

Hoje, tudo que queria na vida era ter ido para o Maracanã, completamente concentrado no nosso jogo, imaginando um resultado positivo para almejar seja lá o que for. Título de campeão brasileiro ou uma vaga na libertadores. Infelizmente, fui ao jogo, ao lado de queridos amigos, mais para uma despedida do Maracanã, onde só estaremos no final do ano que vem, por conta das olimpíadas, do que para qualquer outra coisa.

O que vi, ao vivo e a cores, inacreditável… Os rubro-negros largaram o jogo do Flamengo, foram para a área interna do camarote para o ver o jogo entre Vasco e Coritiba e, claro, torcer pelo Coritiba.

Aquilo me bateu muito mal. Caramba, deixamos de vibrar com a nossa vocação de tantas glórias para ter prazer na desgraça alheia…

Triste, muito triste. Até porque, o futuro do clube mais popular deste continente não pode ser projetado através do insucesso de um rival, e sim, através da sua própria competência.

Hoje, vou ficar por aqui. Poderia até invadir o nosso terreiro e falar das nossas carências, mas isto pode ficar para amanhã.

Para que notícia boa não deixe de aqui haver, soube que Muricy recomendou ou, tomara, determinou, que Samir e Marcelo Cirino não sejam vendidos.

Há uma luz no final do túnel…

Chegou a hora

Coritiba x Vasco, o jogo mais importante da última rodada (Foto: Pedro Martins / Gazeta Press).

Vasco x  Coritiba (Foto: Pedro Martins / Gazeta Press).

Não há como negar que o jogo mais importante do dia seja Coritiba x Vasco. Hoje, vi matéria muito interessante com o treinador Jorginho, em que ele lembrava que a distância do Vasco para o último na zona do razoável conforto, que era de 13 pontos, nesta última rodada é de apenas um ponto.

Na realidade, antes do embate final, Jorginho, talvez com discurso em causa própria e, até com razão, dá ênfase ao bom trabalho realizado, independente do que venha acontecer hoje.

Embora relevante para a história, vai valer o que vier a ocorrer hoje. Para o Vasco, o ruim é que, para não depender de ninguém, o Coritiba precisa empatar, resultado que, para o Vasco é a morte.

O lado bom para o jogador vascaíno que vai entrar em campo, é saber que só a vitória interessa. Claro que é apenas uma questão de intuição, sensibilidade de momento, mas está muito forte em mim que, se vencer o jogo, o Vasco escapa. Não consigo imaginar o campeão brasileiro perdendo em casa o jogo da consagração. E, não sei o motivo, mas acho que o Fluminense vai aprontar pra cima do Figueirense.

Tudo, “inclusive tudo”, apenas palpite…

A minha sensibilidade positiva para os vascaínos tem como base o ano de 2005, quando passamos por sufoco parecido, em que os matemáticos afirmavam que o Flamengo tinha 93% de possibilidades de cair. Só que, a cada jogo, a confiança aumentava e, sinto igual, neste momento, para o Vasco.

Não vou ver este jogo, pois às cinco da tarde estarei no Maraca curtindo a minha paixão, e paixão é assim mesmo, independe de momentos bons para se fazer presente.  O ano foi ruim, mas a paixão sempre aumenta.

Paixão rubro- negra é diferente de tudo na vida. Esta paixão, não é paixão. É entrega…

Sei que a maioria esmagadora de quem é Flamengo vai torcer para o Vasco cair. A rivalidade alimenta a alma do torcedor e, como para quem é rubro-negro o momento é de fome, entendo que a desgraça do rival passe a ser uma “moqueca à Sávio”, do Esplanada Grill.

Como já passei por este momento, e sofri muito, embora o final do filme tenha sido maravilhoso, como ser humano não desejo isto para meu pior inimigo, quanto mais para quem é apenas um rival e, convenhamos, um grande rival.

Com a alma leve, plena de ternura, desejo um domingo lindo a todos, especialmente aos meus amigos vascaínos.

Muito estranho

(Imagem: reprodução da internet)

(Imagem: reprodução da internet)

Há no ar, uma chamada para o Programa “ESPORTE ESPETACULAR” (ver aqui),  do próximo domingo, na TV GLOBO, em que os ótimos repórteres Mauro Naves e Eric Faria entrevistam o treinador da Seleção Brasileira, Dunga.

O que chama a atenção nesta chamada, é o depoimento de Dunga, afirmando ter sido ameaçado por telefone, pelos empresários de jogadores que não foram convocados. Como a matéria completa só será exibida no domingo, intrigado estou para saber quais são os jogadores, até porque, como devem ser conhecidos, facilmente se saberá quem são os empresários. Como os repórteres que entrevistaram Dunga são de primeira linha, acho pouco provável que não tenham se aprofundado no tema, que deve merecer atenção especial da CBF, pois é inadmissível que um treinador da Seleção Brasileira sofra ameaça por não ter convocado um jogador. Isto é caso de polícia.

Aliás, por falar em Dunga, se fosse ele, colocaria as barbas de molho. Esta saída de Marco Polo Del Nero, com a chegada de um novo presidente, embora a princípio, não signifique grandes transformações, até mesmo pela afinidade entre quem sai de licença e quem assume, pode representar no futuro, dependendo do tamanho da licença de Marco Polo, um novo presidente com vontade própria. Aí é que mora o perigo para Dunga…

Enfim, só nos resta aguardar.

Último jogo do ano

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Domingo, vou ao Maraca. Já combinei com meus amigos Michel Assef, Radamés, “Bispo” LG, Roger, Vinícius França e Marcos Braz. O que nos une já é a saudade, pois ficar sem futebol até o final de janeiro, é muito ruim.

Este Flamengo x Palmeiras, que nada vale, nos empurra para o Maraca, como encararíamos um oásis no deserto. Só nos resta matar a sede e, esperar que 2016 seja, ao menos, mais emocionante para quem torce pelo Flamengo, já que este ano, simplesmente não existimos.

Portanto, domingo, ir ao jogo não é absolutamente uma ação masoquista, e sim, ato romântico de começar a matar a saudade.

Vamos ao Maraca?