A Liga Número 1

Copa do Nordeste, a verdadeira Liga Nº1.

Copa do Nordeste, a verdadeira Liga nº1.

Tudo errado, a começar pelo título. A Liga número 1, bem-sucedida, que vem colhendo frutos a cada ano, e sem qualquer tipo de embate, é a Liga do Nordeste, responsável pela melhor competição regional do país. Lá, tudo foi construído com inteligência, sensibilidade e competência.

Ao invés de enfrentamento, Alexi Portela e seus companheiros, optaram pela diplomacia, pela conversa ao pé do ouvido… O resultado todos conhecem.

A Liga número 2, esta do tal Rio/Sul/Minas, prefere outro tipo de linguagem, dialogando sempre através da mídia, com a faca entre os dentes. Será que até agora ninguém entendeu que, certo ou errado, não há como caminhar qual não seja pela via da legalidade? Esteja correta ou não a legislação esportiva, não há como fugir dela, e as atitudes Quixotescas beiram o ridículo. Como se dizia antigamente, é dar murro em ponta de faca…

O resumo da ópera é que vai ter início uma série de jogos amistosos, pois não estando a competição incluída no calendário oficial, simplesmente não existe. Os jogos vão começar e a disputa é por um “caneco” de mentirinha… e, como os jogos não são oficiais, e consequentemente nada há em disputa, que os preços dos ingressos sejam compatíveis aos jogos que serão apenas amistosos. Que o torcedor não seja enganado e, que fique claro que não há campeonato nenhum sendo disputado.

A lógica correta do jornalista inglês

O jornalista Tim Vickery e seu estilo inconfundível (Imagem: reprodução da TV)

O jornalista Tim Vickery e seu estilo inconfundível (Imagem: reprodução da TV)

Ainda nesta esteira, o boa praça e brilhante jornalista inglês da BBC, Tim Vickery, que está há muitos anos no Brasil, coloca o dedo na ferida. Segundo ele, e concordo plenamente, esta turma da Liga número 2, ao invés de se preocupar, por meio do entendimento, em procurar as soluções para o calendário, prefere discutir belicamente outros temas.

Tim certamente aponta para o sucesso da Copa do Nordeste, onde o calendário estadual foi reduzido, abrindo espaço para o regional. Afinal, muito melhor um Bahia e Santa Cruz, numa competição regional, do que Bahia e Três Coquinhos, pelo campeonato estadual.

O nosso companheiro Tim, que não é contra os estaduais, sugere algo interessante para o campeonato carioca.  Os pequenos se enfrentando até que saiam os quatro melhores. A partir daí a reta final, com jogos eliminatórios. Os quatro grandes contra os quatro pequenos, numa espécie de quartas-de-final, em jogo único, onde fica mais fácil a zebra pintar e, consequentemente, mais emocionante.

Com a diminuição das datas no estadual, a estrada estaria devidamente pavimentada, prontinha para a competição regional. Claro que, em se tratando de um Rio/Sul/Minas, datas e formato dos estaduais deveriam ser iguais, possibilitando assim a construção do campeonato regional. Isto feito, vitória da qualidade. A exemplo do que já acontece no Nordeste.

Valeu, Tim!

QUE MARAVILHA!!!

(Foto: Marcos Riboli)

(Foto: Marcos Riboli)

Como não se emocionar vendo o Manto Sagrado envergado por esta garotada? Como não se emocionar diante de tão linda superação? Que maravilha…

O jogo começou tecnicamente muito bem, com o Flamengo melhor e, logo depois com o Corinthians equilibrando. Após nivelar o jogo, o time paulista marcou dois gols quase que em seguida, sendo o segundo uma pintura.

Como, por experiência, sei que nesta categoria é mais do que normal a garotada oscilar, não perdi a esperança e, não deu outra.

Segundo tempo com início avassalador, o Flamengo chegou ao empate em seis minutos e, só não chegou a virar o jogo por um erro da arbitragem, que marcou equivocadamente impedimento, em gol absolutamente legal.

Tempo encerrado, vieram os pênaltis e, através deles, a conquista da garotada que vestia o Manto Sagrado.

Felipe Viseu, hoje muito prejudicado pelos erros sucessivos no último passe, muito justamente, foi eleito o melhor jogador da Copinha.

Aliás, já disse aqui que, na enorme precariedade de bons jogadores nesta posição de centroavante, este menino pode ser um achado. Neste momento, será mais do que justo promovê-lo a reserva imediato de Paolo Guerrero.

Outros jogadores também chamaram atenção. Deixo, com o coração saltitante de alegria, a seguinte pergunta: Quais destes jogadores você palpita que, um dia, serão titulares no time principal?

MENGO!!!!!!!!!!

Começo de dúvidas

(Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)

(Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)

Já dizia Gerson, o Canhotinha de Ouro que, perder, nem em coletivo…

Respeitando a tese do mais genial camisa 8 que vi jogar, diria que, muito mais do que a derrota para o Santa Cruz por 3 a 1, o que mais me deixa tonto, é o tempo perdido.

Explico, e cito Mancuello como exemplo. Contratado como a estrela maior entre as novidades para 2016, supus que os treinamentos girariam em torno dele, isto é, a partir dele o time seria formado. Ao contrário do que me parece o óbvio, Mancuello somente entra no segundo tempo, em meio a inúmeras substituições. Como ponto para discussão, considero um erro estratégico.

No mais, um primeiro tempo bem razoável. Muralha, com três boas defesas. Arão e Gabriel, soltos e muito bem no jogo. Guerrero, se salvando com um lindo passe para o gol do Flamengo. Emerson Sheik, participativo como sempre, porém, nervosinho além da conta. Deveria ter sido expulso.

O nosso novo lateral direito, pra lá de tímido. Pelo que falam dele, vale a pena esperar.

De resto, feijão com arroz. Sem sal…

O segundo tempo, me recuso a comentar.

Está na hora de começar a mostrar a cara do time titular. O campeonato começa no próximo final de semana.

E, amanhã, Vizeu neles…

Comentários

(Foto: LANCE!)

(Foto: LANCE!)

Ontem, não tive como ver o jogo de estreia do Flamengo em 2016.
Reunião de família, nos festejos comemorativos dos 14 anos de Nando, meu neto mais velho (como o tempo passa…).
Durante o jantar, pelo rádio, acompanhamos o jogo e, sofremos nos pênaltis.
Curioso estou pelos comentários de vocês que viram o jogo.

Deixo aqui, algumas perguntas óbvias:

  1. O time jogou bem?
  2. Quais foram os pontos positivos?
  3. Quais foram os pontos negativos?
  4. E as “caras novas”?
  5. Algo a comentar sobre Muricy?
  6. Pelo que se viu ontem, dá pra ficar animado ou, preocupado?

A bola está com vocês…

Figurinhas carimbadas Rubro-Negras

Peu

Peu

Quando recebi o e-mail do companheiro José Renato, contando um pouco da vida de Peu, adorável figura humana com quem tanto convivi quando como repórter fazia a cobertura do Flamengo, bateu uma enorme vontade de dividir com vocês.

Peu foi um bom jogador que esteve presente na página mais gloriosa da história do nosso futebol. Figura doce, carismática pela humildade e, um dos raros seres humanos puros que conheci nesta vida.

Com vocês, com apresentação de José Renato, um pouquinho da doce figura deste menino alagoano.

Com vocês, Peu…


Júlio dos Santos Ângelo nasceu em Maceió, no dia 4 de abril de 1960. Um dos oito filhos do casal formado por “Seo”Antônio, roupeiro da equipe alagoana do Centro Sportivo Alagoano, o CSA, e “Dona” Maria, lavadeira do clube, entrou para a história do futebol com o apelido de Peu. Sua infância foi vivida praticamente no campo do Mutange, onde o Azulão treinava e mandava algumas de suas partidas. Durante os jogos costumava ajudar a mãe vendendo raspadinha e atuando como gandula.

Ainda com 15 anos passou a atuar nas equipes de base da CSA, onde logo se destacou por ser um meio campista habilidoso, veloz e que avançava ao ataque com grande facilidade. Chegou à equipe principal com apenas 17 anos e logo passou a ser chamado de Pelezinho. Graças ao jornalista Marcio Canuto, sabedor sobre o quanto o peso deste nome poderia atrapalhar sua carreira, o apelido logo foi deixado de lado. A excelente campanha da equipe em 1980, quando foi vice-campeã da Taça de Prata, atual Série B do campeonato brasileiro, e campeã alagoana, galgou Peu à condição de maior ídolo da torcida azulina. Dos rivais chegou a ganhar o apelido de “Demônio Preto”. Toda esta badalação acabou chamando a atenção do então técnico, e ex-jogador, Orlando Peçanha, que o indicou ao Flamengo. O interesse rubro negro acabou provocando a realização de uma pesquisa de opinião pública promovida pelo jornal local Tribuna de Alagoas, para saber se o craque alagoano deveria seguir para o Rio de Janeiro. Para a felicidade de sua mãe, que chegara a pedir ao presidente do CSA, João Lyra, que “pelo Amor de Deus” vendesse seu filho, seu destino foi a Gávea.

Atuar no Flamengo era a concretização do sonho de seu falecido pai, que fora fã de Dida, um dos grandes nomes da história da equipe carioca e que também iniciara a carreira no CSA. Peu chegou ao “Mengo” justamente no maior ano da história da equipe da Gávea, 1981. Coube a ele substituir o maior nome rubro negro de todos os tempos, Zico, que defendia a seleção brasileira durante as eliminatórias para a Copa do Mundo de 1982, durante o começo do campeonato brasileiro daquele ano. Estreou em 28 de janeiro na vitória por 2 a 0 frente ao Sampaio Corrêa no Maracanã. Com o retorno do Galinho, passou a ser utilizado como opção na linha de ataque. Embora não tenha se firmado como titular, o ano foi muito promissor para o atacante que conquistou a Taça Guanabara, o Campeonato Carioca, a Taça Libertadores e o Mundial Interclubes.

Além de sua habilidade, outra característica marcante em Peu era a sua ingenuidade, o que, somado com sua gagueira, o fazia ser a vitima preferida das brincadeiras de seus colegas de time. Durante a viagem de avião entre Los Angeles e Tóquio, onde o Flamengo decidiria a final do Mundial contra o Liverpool, Zico e Junior se dirigiram a ele e apresentaram um documento onde estavam listados todos os nomes dos atletas que possuíam bigode. Alertaram Peu, que em sua foto no passaporte ele estava sem bigode, e que pelo fato do seu nome não estar no documento, ele teria problemas para entrar no Japão. O atacante se desesperou pela possibilidade de ser mandado de volta ao Brasil. Minutos depois, coube ao comandante do voo continuar com a brincadeira o chamando pelo alto falante: “Jogador Peu, por favor, se dirija a cabine de comando” Chegando lá, o comandante o alertou do “problema” e lhe entregou um barbeador e um creme, para que retirasse o bigode. Agradecido, Peu se dirigiu ao toilette. Ao sair, se deparou com quase todos os seus amigos rubro-negros que não aguentavam de tanto rir.

O ano de 1982 começou com mais uma conquista, a do campeonato brasileiro, com participação decisiva de Peu que após longo período sem atuar, ao substituir Nunes, marcou um dos gols da vitória rubro-negra por 2 a 1 frente ao Guarani, em partida, realizada no Maracanã, válida pelas semifinais da competição, em 11 de abril. Naquele mesmo jogo, no entanto, sofreu uma distensão muscular que o afastaria dos campos por um longo tempo. Seu retorno foi demorado e as oportunidades no time titular, no entanto, se tornaram cada vez mais raras. No começo de 1983, acabou envolvido em uma troca, por empréstimo pelo meio campista Lino, do Atlético Paranaense para a disputa do campeonato brasileiro daquele ano.

Peu teve boas atuações na equipe do Furacão, comandada pelo Casal 20, Assis e Washington, que chegou as semifinais do campeonato brasileiro, sendo eliminada justamente pelo Flamengo. De volta a Gávea, com apenas 23 anos e muito mais experiente, a saída de Zico para a Udinese, em junho de 1983, talvez pudesse significar novas chances para Peu, no entanto, a instabilidade da equipe carioca acabou contribuindo para a sua saída, após a goleada de 6 a 2 sofrida frente ao Bangu em partida válida pelo campeonato carioca em 7 de setembro. Foram 59 partidas com a camisa rubro-negra e 11 gols marcados.

Poucos dias depois, em 25 de setembro, já estrearia no Santa Cruz em um clássico frente ao Náutico, vencido pela equipe tricolor por 1 a 0. Peu conquistaria o titulo pernambucano daquele ano, na épica vitória por 6 a 5, em disputa por pênaltis, frente a equipe alvirrubra. Ficou pouco tempo no Arruda, e logo no começo de 1984 foi contratado pelo Nacional de Manaus para participar a Taça de Ouro, o campeonato brasileiro. A aventura no Amazonas foi ainda mais curta, e naquele ano, chegaria a Ribeirão Preto, mais precisamente no Botafogo. Acabou se firmando no clube e durante 4 temporadas foi titular da equipe na disputa dos campeonatos paulistas, atuando com grandes jogadores, tais como Raí, Marco Antonio Boiadeiro e Mario Sergio. Durante este período chegou a ir jogar no futebol mexicano, sendo campeão nacional pelo Monterrey em 1986. Passaria ainda pelo Cruzeiro, em 1989, e São José, em 1990, antes de voltar a atuar no futebol alagoano, primeiro pelo Comercial de Viçosa, e posteriormente, por quase três anos, onde tudo começou o CSA. Terminaria a carreira por lá, aos 34 anos, sendo campeão alagoano em 1994.

Peu foi um jogador vencedor, que nasceu dentro do futebol, em uma família muito simples que sempre viveu do esporte, e que ganhou o mundo, literalmente, ao fazer parte de uma das maiores equipes da história do futebol mundial, sem que em momento algum, no entanto, chegasse a perder a sua ingenuidade e verdade.”

 

O estranho caso Benecy

    Benecy Queiroz (Foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A. Press)Benecy Queiroz (Foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A. Press)

Hoje, leio na página 16 do Diário Lance, a seguinte manchete: “SUPERVISOR CORRE RISCO DE SER BANIDO”. A matéria, que vale apena ser lida, (leia aqui) nos remete a uma profunda reflexão.

A minha, por exemplo, após ler e reler a matéria, é de me beliscar indagando em que mundo vivemos. O STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) acatou denúncia da procuradoria pelo fato de Benecy ter declarado, em entrevista à Rede Minas, que já “comprou” um árbitro. Benecy, que está há 40 anos no Cruzeiro, corre o risco de uma multa de 100 mil reais, suspensão entre 360 e 720 dias, e até banimento do futebol.

O que me espanta é que, ao invés de tentar se aprofundar no tema, procurando saber mais e, quem sabe daí pegar o fio da meada, Procuradoria e Superior Tribunal, se preocupam apenas em punir, sem ter a mínima curiosidade em querer saber mais.

Também é bom não esquecer que, uma pessoa com 40 anos de vivência no departamento de futebol de um único clube, “viajou” pelos mais variados momentos do futebol, em que, lá atrás, folclore ou não, há inúmeras histórias sobre este assunto complicado que é a arbitragem no futebol.

E, aqui pra nós, havia dirigente que se vangloriava de ter ganho até campeonato, em função de ter “armado” o esquema do apito. Se houve uma evolução no futebol, esta foi uma delas. Hoje, o nível é outro e, diria sem medo de errar que, quando os equívocos acontecem numa arbitragem, se deve exclusivamente ao fato do ser humano ser falível. A maioria esmagadora de quem apita futebol no Brasil tem a dignidade como algo inegociável.

Felipe Vizeu

Felipe Vizeu (Foto: Nicholas Modesto)

Felipe Vizeu (Foto: Nicholas Modesto)

Quando vejo um jogo entre juvenis ou juniores, mais preocupado fico em encontrar um talento, do que propriamente com o resultado do jogo. Claro que, como é uma competição com certa tradição, talvez esta Copinha seja exceção, onde a torcida é inevitável.

Com toda sinceridade, embora ache o time do Flamengo bem arrumadinho, embora como o time de cima, fraco no jogo aéreo defensivo, não consigo enxergar nenhum jogador que desequilibre, alguém que amanhã possa, pelo talento, se transformar em ídolo. Mesmo assim, não dá para deixar de destacar o atacante Felipe Vizeu, autêntico centroavante que, ao contrário da maioria que escolheu esta função, tem bom domínio de bola, é alto, forte, rápido e…canhoto!!!

Enfim, talvez após a Copinha, Guerrero terá um reserva de quem pode se esperar muita coisa boa.

Paixão por volante

29208-3130987A notícia é confirmada pelo vice de futebol do Flamengo, Flavio Godinho. O novo alvo rubro-negro é um jogador colombiano, de 23 anos, que pertence ao Deportivo Cali e, neste momento, está emprestado ao Jr. de Barranquilla. Posição? Volante!!!

Não sei se pela escassez de verdadeiros talentos ou, se pelo fato de ignorar onde estas raridades estão, fato é que, não se lê uma única linha em que apareça o interesse do Flamengo por um jogador criativo.

Todos os contratados até agora, e os que ainda interessam, no máximo, são armadores. Não é possível que não haja um jogador criativo, de habilidade, para ser localizado. Ou será que alguém imagina um time vencedor sem que haja, ao menos, um jogador luminoso. O exemplo do Vasco está aí para todos entenderem. A partir do momento em que Nenê foi contratado, a vida mudou para melhor…

Talento, é insubstituível. Sem talento, não dá…

Castor e Velho Apolo

Castor de Andrade

Castor de Andrade

Hoje, almocei com Bruno Rodrigues, o Brunão, talentosa figura do marketing esportivo e, filho desta bandeira do rádio esportivo que é o meu irmão Washington Rodrigues, o Apolinho.

Brunão fez com que todo o restaurante caísse na gargalhada contando uma passagem em que o personagem principal foi Castor de Andrade.

Para quem não sabe, Castor era uma das principais figuras do futebol do Rio de Janeiro, presidente do Bangu e, em paralelo, um dos “papas” do jogo do bicho. Ainda para quem não sabe, e principalmente para os mais jovens, registrar que uma das maiores paixões de Castor de Andrade era o nosso Velho Apolo.

O nosso personagem, que também adorava música e era frequentador assíduo das principais casas de espetáculo da cidade, num determinado sábado à noite, saiu de sua “prisão domiciliar” para ver um show no Canecão. Como não podia sair, para não ser reconhecido, contratou como sempre fazia, famoso maquiador de TV, que o deixou mais uma vez irreconhecível, inclusive nesta oportunidade, com barba e bigodão.

Maquiagem feita, Castor chamou a madame e juntos foram pegar o Velho Apolo e Maria Lucia na Rua Timóteo da Costa, no Leblon. Os quatro entraram juntos no Canecão, travaram contato com bilheteiros, porteiros, garçons e com as pessoas próximas à mesa onde estavam.

Tudo correu maravilhosamente bem. Show espetacular e Castor de Andrade, inteiramente despercebido. Fim do espetáculo, caminharam para pegar o carro, Castor pagou ao guardador, que recebeu a grana, e sapecou: “Valeu, seu Castor!!!”. Intrigado, Castor vira para o guardador e diz: “Ô rapaz, você foi a única pessoa que me reconheceu…”. O guardador, rindo, mandou ver: “Seu Castor, o senhor é a única pessoa que conheço que paga 50 reais de gorjeta”…