222, 221,504 e 540. Que domingo!!!

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Como os “gênios” que comandam o nosso futebol não tiveram a sensibilidade de atentar para o momento político pela qual o país passava, tome de futebol num domingo em que o único jogo programado deveria ser em Brasília e, nada a ver com o nobre esporte bretão…

Então foi aquele “se vira nos 30”, para quem, como brasileiro, faz questão de acompanhar este momento decisivo na política e, como rubro-negro, o sagrado dever e prazer, de acompanhar a sublime paixão de vida e, quando possível, dar uma olhadela no clássico entre Vasco e Fluminense.

Aí meu amigo, o jeito é ser craque na arte de “zapear”…

Controle remoto permanentemente na mão e, tendo como base o canal 222 (Flamengo x Bangu), a toda hora, ou seja, a cada lateral, paralisação por contusão, parada técnica etc… direto para ver como as coisas caminhavam em Brasília. Aí, tome de 504 (Globo) e 540 (Globonews) e, quando dava, uma olhadela na decisão da Taça Guanabara (221).

Como nada é perfeito, nesta loucura “zapeativa”, acabei perdendo o segundo gol do Flamengo, que acabei vendo depois. Apesar dos 3 a 0, fica uma sensação de que alguma coisa está faltando. Apesar da fragilidade do time do Bangu, não tomamos gol por milagre…

Embora não seja um jogador luminoso, Marcelo Cirino vem sendo o atacante mais positivo do time, tanto é que é o artilheiro rubro-negro. Guerrero, nos dois últimos jogos, contou com dois erros grosseiros dos adversários. No penúltimo, do goleiro, e ontem, do zagueiro. Continua devendo…

Agora, o Vasco, de novo, na semifinal, e com a vantagem do empate. No meio de semana, Copa do Brasil, e precisando ganhar. Semana complicada…

De positivo, o retrospecto histórico, em que as grandes vitórias aconteceram em meio a momentos difíceis e complicados. No Flamengo, sempre tudo foi mais sofrido. Talvez, por isso, a conquista seja sempre mais gostosa…

A segunda-feira foi de uma avalanche de comentários sobre a reunião de ontem na Câmara dos Deputados. Hoje, o jornal O Globo deu um show, com um leque de comentaristas cada um melhor do que o outro. Nas redes sociais, na televisão e no rádio, muitas observações com relação à postura de alguns deputados, que teriam escorregado na elegância e no português. Não vou aqui entrar no mérito político, até porque este não é o propósito deste blog, onde o respeito à opinião é sagrado, e a educação na hora de discordar, obrigatória.

O que quero dizer, é que em um momento como o de ontem, com a emoção no ar, a forma passa a ser relativa, levando-se em conta a importância do conteúdo. Ao contrário de alguns que consideraram o que vimos um circo, consegui perceber emoção sincera em muitos dos deputados, até mesmo em alguns em desacordo com a língua pátria, mas falando com o coração, inclusive alguns, cujo conteúdo das mensagens fosse inteiramente em desacordo com o que penso. Mesmo pensando diferente, senti por parte deles sinceridade no que acreditavam e diziam. Às vezes, acho que os críticos esquecem que tudo que emana do povo, é reflexo do próprio povo. Como exigir comportamento e linguajar de príncipes e princesas, como se os nossos representantes tivessem formação da Sorbonne?

Companheiros, estamos no Brasil. Antes que alguém pense que não imagino um povo mais politizado e culto, claro que penso e sonho. Bem, mas aí já é outro papo…

 

Agradecimentos, sequência do desabafo, camisa nova e decisão em Brasília

Clipboard02Como não poderia deixar de ser, começo com um enorme MUITO OBRIGADO, por tantas mensagens carinhosas e estimulantes, através do blog, e-mails e telefonemas. Definitivamente, a paixão que nos une conseguiu algo difícil nos dias de hoje, qual seja, debater com respeito e educação e, em muitíssimas vezes, também com carinho. O nome disso é afinidade. Se escudo houvesse para este blog, seria um coração rubro-negro repousando em mãos que afagam e confortam. Mais uma vez, MUITO OBRIGADO A TODOS.

A sequência do desabafo nasce nos comentários. O HÉLDER, por exemplo, fala sobre o fato de se criticar sem conhecimento de causa. E, não tenho nenhuma dúvida de que a maioria absoluta dos rubro-negros desconhece a matéria. Grande parte imagina que esta relação com o Consórcio tenha iniciado na minha gestão. Errado! Dos seis milhões sobre o qual falamos, oitocentos mil diziam respeito a uma dívida contraída na gestão anterior, já por conta do negócio com o Consorcio. Este é o início do erro quando se diz que Edmundo custou seis milhões. Como já informei, do total de seis milhões, oitocentos mil reais diziam respeito a um empréstimo feito pelo Consórcio ao Flamengo, na gestão anterior à minha.

O companheiro DIEGO NUNES fala em se abrir aqui, espaço para quem esteve envolvido neste tema. O espaço não só está aberto, como me coloco à disposição para debater o tema, seja com quem for e onde for. Que estejam presentes os presidentes, desde Luiz Augusto Veloso até Eduardo Bandeira de Mello e, se tiver peito, o que não acredito, o presidente do Consórcio, Sr. José Isaac Perez. Se o presidente Eduardo Bandeira de Mello tiver interesse em promover este debate, estou confirmando a minha presença.

O companheiro LEANDRO, muito gentil, porém se equivocando nos títulos conquistados por Romário, que não foi campeão só em 96, no Campeonato Carioca. Romário, quando a Taça Guanabara era uma conquista importante, ganhou duas, em 95 e 96, sendo que em 95, na final contra o Botafogo, quando ganhamos por 3 a 2, fez os três gols do Flamengo. E, bom não esquecer, foi campeão continental na conquista da SuperCopa Libertadores, competição que contou com 17 clubes campeões das Américas, dentre eles Boca, River, São Paulo, Grêmio…

O companheiro ANDERSON fala e elenca temas importantes para debatermos. A ideia é boa. Temos falado em vários dos assuntos por ele mencionados, porém, de passagem. Se todos estiverem de acordo, podemos debater profundamente, tema a tema, um dia por semana. A relação o Anderson já fez. Terça- feira, seria um bom dia?

O companheiro LUIZ CARLOS comenta que a última camisa lançada pela Adidas é horrorosa, e indaga quem aprova este tipo de coisa no Flamengo. Luiz Carlos, quem aprova é o Conselho Deliberativo, muito embora, o clube, antes da apresentação ao Conselho Deliberativo, interaja com a fábrica de material esportivo.

Estava respondendo ao Luiz Carlos e me veio a ideia de, em cada camisa nova, a Adidas apresentar três opções, e todos os sócios participariam votando democraticamente para eleger uma delas. Isto daria um belo movimento. E, nada impede que, mesmo após haver a escolha por parte dos sócios, seja obrigatória a aprovação do Conselho Deliberativo. Tipo do assunto que quem é Flamengo vai fazer questão de participar. Acho que daria um belo caldo…

Lamentar a falta de diálogo e sensibilidade dos que comandam o nosso futebol. Todos os jogos deveriam ter sido antecipados para este sábado. O Brasil inteiro neste domingo, só pensa naquilo… Hoje, ouvindo a Rádio CBN, tive certeza da correção desta crítica. A CBN, amanhã, vai transmitir os jogos de futebol… PELA INTERNET!!!

No rádio, Verde e Amarelo x Vermelho, batalha que será travada em Brasília.

E, amanhã, seja o que Deus quiser…

Um domingo especial a todos. Emoção, não vai faltar…

DESABAFO

Mais uma vez, sem nenhum prazer, sou obrigado a voltar ao tema “Consórcio Plaza”.

Hoje, um querido amigo me desaconselhou e, como exemplo, citou o momento político do país, afirmando que não adianta explicar, por melhor e justos que sejam os argumentos, quando quem está do outro lado já tem opinião formada, mesmo que sem profundo conhecimento de causa.

Há sentido na colocação e diria até que é pragmática. O problema é que isto está atravessado na minha garganta e, mesmo ante um enorme sentimento de impotência ao longo de tanto tempo, isto continua me machucando, pelo lado pessoal e, principalmente, por ver o Flamengo ter sido vítima, não agora, onde as pessoas que dirigem o clube são corretas, e sim, lá atrás, de uma conspiração de malandragem, inconsequência e incompetência. A história que, quem quiser mais riqueza de detalhes, inclusive com documentos, vai encontrar aqui no blog (aqui), pode ser resumida da seguinte forma:

Com o shopping aprovado, conseguimos, eu e Gilberto Cardoso, mais 6 milhões de reais junto ao Consórcio, para: quitar dívida da gestão anterior junto ao Consórcio, recursos para resolver penhoras inadiáveis e comprar junto à Parmalat o passe do jogador Edmundo. Resumindo, o projeto do shopping passou a custar mais 6 milhões de reais para o Consórcio. Com tudo documentado, e com data fixada para o depósito dos 6 milhões, nos comprometemos nas outras pontas (penhoras e Parmalat).

Faltando dois dias para o depósito na nossa conta, recebo em Barcelona telefonema de Michel Assef e Getúlio Brasil, dando conta de que o Consórcio queria uma garantia para a aplicação dos 6 milhões, caso o shopping não fosse aprovado, e a garantia solicitada era o passe de Edmundo. Como os nossos cheques já estavam na rua para os compromissos que assumimos, a nossa posição de negociação ficou frágil.

Concordamos, exigindo que no contrato houvesse uma cláusula em que, com o shopping aprovado, esta “dívida” estaria automaticamente quitada, com o Flamengo nada devendo. O Consórcio aceitou, e no contrato esta é a cláusula 3.1.

Raciocinamos que na pior das hipóteses, com o shopping rejeitado, o Flamengo teria utilizado um grande jogador sem qualquer custo. O X da questão é que o shopping foi totalmente aprovado, tendo sido a assinatura do Governador a última etapa, e fez com que o contrato começasse a ter efeito, pois, a partir daquele momento, o shopping estava oficialmente aprovado, portanto, entre os benefícios para o Flamengo, a construção do Mini estádio na Gávea, o centro de treinamento construído, a parte social do clube recuperada e, com o Flamengo livre da “dívida” de 6 milhões de reais.

O tempo passou, desocupamos a Gávea para o início das obras, e o futebol foi se instalar no Fla-Barra.

Tudo corria às mil maravilhas, até que em evento social, já na gestão seguinte, José Isaac Perez, presidente do Consórcio, em momento de euforia, afirma ao Governador Garotinho e, na frente de outras pessoas, que havia corrompido quase toda Câmara dos Vereadores para aprovar o projeto. Pasmo, o governador se dirigiu ao ex-presidente Gilberto Cardoso, seu amigo pessoal que havia trabalhado junto a ele para que sancionasse o projeto do shopping, comunicando que, pela gravidade do fato, não havia outro caminho senão revogar. O que efetivamente ocorreu dois dias depois.

Aí, com Edmundo Santos Silva à frente, o Flamengo ao invés de acionar o Consórcio, que deu causa à não construção do shopping, não toma nenhuma providência, e ainda por cima passa a ser acionado pelo Consórcio. Pior do que tudo isso foi a defesa do clube, admitindo uma “dívida” que não existia e, em meio a dinheirama que caía por todos os lados dos cofres da ISL, negociar a tal “dívida”. Era, à época, uma louca vontade de pagar…

Este foi um período em que estive ausente por dois motivos. Pela total incompatibilidade de vida com quem dirigia o clube e, pelo fato de ter morado quatro anos em São Paulo.

Quando tomei conhecimento do caso pela imprensa, imediatamente, por livre e espontânea vontade, relatei o que aqui disse, em reunião do Conselho Deliberativo.

Sofro com o desenrolar deste caso. Dói em mim a injustiça que alguns cometem tentando me empurrar responsabilidade que jamais tive. Não gosto de tocar nestes casos, até por considerar cabotino, mas ante a situação, não tenho como não fazer.

Será que, levando-se em conta a coerência, alguém que quando assume o clube que estava em situação financeira caótica, com quatro meses de salários atrasados de 600 funcionários e mais uma centena de profissionais, inclusive os do futebol, dos seus próprios recursos, deposita junto com mais dois companheiros, significativa quantia para estancar o dilema, e é ressarcido quatro anos depois sem um tostão de juros, seria negligente com a paixão da sua vida?

Será que alguém que por nove anos, como presidente e vice-presidente de futebol, que rodou o Brasil e parte do mundo a serviço do Flamengo, nunca admitiu que o clube pagasse uma única passagem aérea, uma única hospedagem de hotel ou, uma Coca Cola, seria negligente ou irresponsável com qualquer coisa pertinente ao Flamengo?

Será que, um presidente que descobre que o clube foi vítima da “esperteza” de um diretor, por ele lá colocado, assume a responsabilidade, devolvendo aos cofres da instituição a quantia afanada, tem cara de ser negligente ou irresponsável?

Aos que não gostam de mim, peço apenas que, independente do sentimento de justiça, atentem, por favor, para a coerência.

Ontem, o Conselho Deliberativo entendeu que o acordo é o melhor caminho neste caso. Decisão do Conselho Deliberativo, no Flamengo, é como a lei. Não se discute.

Desculpem o desabafo, mas precisava…

Rizzoli, Claudião e Keno

copa_do_nordeste_lampions_league_2014_560_1A minha quarta-feira foi mais do que gorda em se tratando de futebol.

Ontem à tarde, vi e já conversamos aqui sobre Barcelona e Atlético de Madrid. A bela surpresa estava reservada para a noite. Resolvi ignorar a Taça Libertadores, com o São Paulo pegando o River Plate, dei algumas olhadelas no jogo do Vasco, pela Copa do Brasil e, concentrei a minha energia visual na semifinal da Copa do Nordeste, quando jogaram, em Recife, Santa Cruz e Bahia. E, não me arrependi…

Gostei tanto que, quero dividir com vocês o que achei importante. Vou começar pela arbitragem. No momento em que vivemos, em que todo brasileiro anda pasmo com tudo que vem acontecendo e, com a auto estima realmente abalada, não pude deixar de fazer a comparação entre um italiano, renomado e considerado melhor árbitro europeu, e um brasileirinho, aliás, brasileirão, pois, pelo vídeo, parece ter quase dois metros de altura. Nicola Rizzoli foi o árbitro do jogo que eliminou o Barcelona na Liga dos Campeões e, o sergipano Claudio Francisco Lima, também conhecido como Claudião, o árbitro da semifinal da Copa do Nordeste ou, “Lampions League”, como foi apelidada.

Resumo da ópera: o italiano, que foi inclusive o árbitro da final da última Copa do Mundo, quando a Alemanha derrotou a Argentina, foi um autêntico “soprador de apito”, maneira como Mario Vianna, ex-comentarista da Rádio Globo, classificava o juiz ruim.

Claudião x Rizzoli

Claudião x Rizzoli

Ontem, este italiano, cheio de pose, cometeu as maiores barbaridades e influiu decisivamente no resultado do jogo. Aqui, o nosso Sergipano, humilde, porém com muita autoridade, deu um verdadeiro show de arbitragem.

Sabe o que é, em um jogo difícil por ser decisivo e pegado pela rivalidade, não cometer um único erro? Pois é, assim foi a arbitragem do nosso Claudião. Não fosse pelo menino Keno, do Santa Cruz, que tem toda pinta de craque, Cláudio Francisco Lima, o Claudião, ganharia fácil o prêmio de melhor em campo…

Ontem, no apito, o Brasil ganhou da Itália. Ou melhor, goleou a Itália…

Ia esquecendo. Santa x Bahia foi um jogão. O placar foi 2 a 2. No Bahia, Marcelo Lomba operando milagres no gol, e Thiago Ribeiro, quanto mais velho, melhor. No Santa, revi aquele Arthur que jogou no Flamengo. Lá, melhor que aqui. Grafite, que todos conhecem, também jogou muito bem e fez até gol. Agora, a palavra “talento” encaixa como uma luva no garoto Keno. Cara de menino e, menino atrevido com a bola nos pés. Confesso que fazia tempo que não via um garoto com tanto talento. O repórter informou que estava no estádio um dirigente chinês só para observar Keno. Incrível como os chineses têm olhos compridos…

Ou será que os brasileiros, dirigentes de futebol, é que têm olhos curtos?

Keno marcou o primeiro gol do Santa Cruz. Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem

Keno, à frente, marcou o primeiro gol do Santa Cruz. (Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem)

 

Maraca, Messi e a polêmica de sempre

20140405171556_561A boa notícia, aliás, a ótima notícia do dia, ficou por conta da utilização do Maracanã para o primeiro jogo das finais do Campeonato Carioca, não estando confirmada a realização do jogo decisivo, o segundo, no Maraca. Este jogo, por enquanto, só Deus sabe onde será.

Federação, Comitê Olímpico e a empresa que administra o Maracanã encontraram, aos 48 do segundo tempo, um jeitinho de minimizar o sofrimento de todos pelas interdições do Maracanã e do Engenhão. Anteriormente, Rubens Lopes, o presidente da Federação, havia garantido a utilização do Engenhão nos jogos finais. Melhor agora, com o nosso Maraca liberado para a primeira partida do mais importante momento do Campeonato Carioca.


(Foto: Getty Images)

(Foto: Getty Images)

Não hoje, e sim, desde uns três jogos atrás, venho comentando com alguns amigos que alguma coisa estava acontecendo com Messi. Isto, em função do modo como vem se comportando ultimamente o melhor jogador do mundo.

O Messi que vimos hoje na derrota do Barcelona para o Atlético de Madrid, é o mesmo dos três últimos jogos. A sensação que se tem é a de que este gênio da bola, não está dando a menor bola, tanto para o Campeonato Espanhol, como para a Liga dos Campeões.

Hoje, parecia que Messi estava jogando uma partida amistosa, um “caça-níqueis” enfadonho, e não uma quarta-de-final da competição mais importante entre clubes no mundo.

O que pode ser? Qualquer coisa. A primeira aposta é a de que fisicamente haja um problema e esta ideia é reforçada, na minha cabeça, pelo comportamento dos companheiros de Messi que, nos últimos jogos, não têm procurado colocar o camisa 10 do Barça no jogo, como sempre fazem.

O fato é que, hoje, como nos últimos jogos, Messi andou em campo. Com certeza, há com ele algo que não foi divulgado e, consequentemente, por isso não sabemos do que se trata. Agora, com todo respeito à filosofia de jogo e aos outros jogadores, sem ele o Barcelona fica muito parecido com qualquer bom time.

Isto me remete ao inesquecível Domingo Bosco, supervisor de futebol do Flamengo, que, quando demonstrei preocupação pelo fato do Flamengo poder não ter em uma das muitas decisões disputadas, um determinado jogador de meio-campo, me tranquilizou da seguinte forma: “Kleber, meu querido, o único desfalque aqui, é o Zico”. Com Zico, ou com Messi, qualquer bom time vira timaço…

O que estará acontecendo com Messi?


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E, neste jogo entre Atlético e Barcelona, voltou a velha discussão da utilização imediata do árbitro eletrônico. Para quem não viu o jogo, bem no finalzinho, houve um pênalti escandaloso a favor do Barcelona, quando um jogador do Atlético meteu a mão na bola, visivelmente dentro da área. O árbitro, equivocadamente, marcou fora da área. Seria, se convertido o pênalti, o gol que levaria o jogo para a prorrogação.

Erro grosseiro, pertinente a qualquer ser humano, que a tecnologia poderia corrigir. A FIFA ainda reluta em adotar tal medida, alegando que, como este fato novo não poderá ser introduzido em todos os jogos, tudo deve continuar como está. Ou seja, tudo pela igualdade.

Esta tese pode ser derrubada se o fato novo vier a fazer parte das fases mais importantes dos campeonatos oficiais. Que jogos finais de qualquer campeonato oficial não tem cobertura televisiva? Aí, estaria estabelecida a igualdade. Exemplo: Campeonato Carioca. Árbitro eletrônico a partir das semifinais, onde todos os jogos serão televisados. Acho que seria um bom início para se corrigir algumas barbaridades de arbitragem, como a que vimos hoje.

A pergunta é simples. Você é a favor ou contra o árbitro da telinha?

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Pesquisa interessante, inteligente, séria, profunda e, como sempre, polêmica…

Acabo de ler no GloboEsporte.com, números interessantes sobre a paixão do brasileiro pelo futebol.

A Paraná Pesquisas foi a responsável pelo belo trabalho que ratifica o Flamengo como o clube mais popular do Brasil, e dá ao Corinthians um título preocupante para quem torce pelo Timão: o clube mais odiado do Brasil, ou seja, se eleição houvesse, seria o Corinthians o candidato de maior rejeição.

Aí, muito bem na cena aparece o Flamengo que, apesar de ser o mais querido, tem praticamente a metade de rejeição quando comparado ao Corinthians.

No terceiro posto do clube mais odiado aparece o Vasco e, claro, por obra e arte dos votos que devem ter partido, em sua grande maioria, de torcedores rubro-negros.

De qualquer forma, me causou espanto o alto índice de rejeição do Corinthians. Tenho a impressão de que os “torpedos” mais pesados partiram dos torcedores de Palmeiras e São Paulo – no caso torpedos caseiros – e, de fora, “torpedos” nacionais em vermelho e preto…

Vale a pena ler esta pesquisa. Competente e picante. Vejam e comentem. Discutir pesquisa é quase tão bom quanto discutir futebol. Apaixonante…


Pesquisa aponta Fla com maior torcida do país; Timão é o mais odiado

São Paulo e Palmeiras aparecem em terceiro e quarto lugares, e chama a atenção também o grande índice de desinteresse dos brasileiros por futebol

O time com maior torcida do Brasil é o Flamengo. O time mais odiado do Brasil é o Corinthians. Essas constatações fazem parte de pesquisa realizada pelo Paraná Pesquisas. Trata-se da primeira pesquisa sobre o assunto feita por esse instituto. As respostas eram espontâneas.

Duas perguntas foram feitas pessoalmente a 4.066 entrevistados com mais de 16 anos entre março e abril deste ano, em 214 municípios de 24 estados: “Para qual time você torce?” e “Qual é o time que você mais odeia?” A amostra atinge um grau de confiança de 95% para uma margem de erro de 1,5%.

As respostas para a primeira pergunta seguem a tendência das últimas pesquisas de tamanho de torcida, com Flamengo (16,5%), Corinthians (13,6%) e São Paulo (7,9%) no pódio, seguidos por Palmeiras (5,6%) e Vasco (4,5%). A partir daí, os resultados divergem – o que é natural, já que são institutos diferentes, com metodologias diferentes. 

 

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Nesta pesquisa, o Cruzeiro aparece em sexto lugar, com 4% da torcida, seguido de Grêmio (3,3%), Santos (3,2%), Atlético-MG (2,8%) e Internacional (2,6%). O primeiro clube fora do eixo Rio-São Paulo-Porto Alegre-Belo Horizonte é o Bahia, com 1,8%. Está à frente de Botafogo (1,8%), Fluminense (1,6%) e Sport (1,5)%. Outros clubes foram citados por 10% dos entrevistados. Nenhum time estrangeiro foi citado.

A novidade desta pesquisa é o índice de rejeição de cada clube. E o Corinthians surgiu como o time mais odiado do país, com 14,6% das respostas, uma ampla vantagem para Flamengo (8,6%), Vasco (5,9%), Palmeiras (5,3%) e São Paulo (3,2%). Depois aparecem Atlético-MG (1,9%) e Cruzeiro (1,6%) em empate técnico, assim como Internacional (1,6%) e Grêmio (1,4%). 

Chama atenção o que pode ser entendido como desinteresse do brasileiro por futebol  ou, pelo menos, pelos times de futebol. A resposta mais citada para a pergunta “por que time você torce” foi “por time nenhum”, com 19,4%. Ao mesmo tempo, a pergunta “qual o time que você mais odeia” teve como resposta mais citada “gosto de todos os times”, com 46,9% das respostas – que também eram espontâneas.

Fonte: GloboEsporte.com

Qual é o melhor esquema?

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Sempre achei essa discussão uma tolice, muito embora, em poucos casos, seja pertinente.

O melhor esquema sempre dependerá do material humano disponível. No caso do Barcelona, que tem à disposição Neymar, Suárez e Messi, claro que é o 4-3-3.

No caso do Flamengo, que não têm três atacantes deste nível, mais do que claro está, e hoje, nesta vitória de 3 a 0 sobre o Boavista, ficou provado que povoar melhor o meio de campo rende um resultado melhor. O meio, composto por Cuellar, Arão, Alan Patrick e Mancuello, foi o responsável pela posse de bola superior a 70% no primeiro tempo. Como tudo estava engrenadinho, as chances de gol foram criadas, e a vitória aconteceu com facilidade.

A cobrança de falta de Mancuello, no primeiro gol, uma pintura… Apesar de ter feito gol, aliás, presente do goleiro do Boavista, Guerrero continua devendo…

Cirino, ao contrário, vai subindo de produção e, como confiança em futebol é quase tudo, a tendência é melhorar ainda mais. Afinal, Cirino é o artilheiro do time no campeonato.

A semana inteira sem viajar, e consequentemente havendo tempo para trabalhar e descansar, também foi fator a ser destacado na boa atuação de hoje.

Agora, basta o Volta Redonda não vencer o Fluminense, amanhã, em Volta Redonda, para que tenhamos quase que a certeza da classificação.

Portanto, é bom não se deixar trair na frente da telinha. Amanhã, não é dia de secar… A derrota do Fluminense seria uma tragédia…

Um lindo domingo a todos.

Justa e corajosa firmeza

Até aqui, como sabia da nota oficial que seria divulgada pelo Conselho Diretor do Flamengo, mencionei o tema, sem contudo, até por uma questão de preservar a boa comunicação institucional, me aprofundar, o que passo a fazer agora.

Se nota pudesse ser dada para a postura da direção do Flamengo com relação ao tema Maracanã, 10 seria pouco. Na realidade, o que o torcedor precisava era ter a certeza da linha a ser adotada nesta luta que se avizinha.

Agora, já sabemos que o Flamengo não abre mão de disputar o direito de administrar o Maracanã, onde pode até ter parceiros, porém, sócios, jamais. Os parceiros podem ser os mais variados, como empresas interessadas em qualquer tipo de ação, ou até mesmo clubes, que mediante acordo, poderão utilizar o estádio. O mais importante é ser o DONO do Maracanã, de fato e de direito. E, mais do que claro está que esta é a única forma do Flamengo e do Maracanã conviverem juntos. Qualquer outra situação, haverá uma segunda alternativa, sendo que, neste caso, o Estádio na Gávea aparece como primeiríssima opção.

Parabéns ao presidente Eduardo Bandeira de Melo e seus companheiros de diretoria pela firmeza e por pensarem grande em momento tão importante. Quero ver quem vai se atrever a pegar o Maracanã, sabendo que, em hipótese alguma, lá jogará o Flamengo.

Há quem pense que o Governo do Estado jamais liberará a construção do estádio na Gávea para forçar o Flamengo a “entubar” o Maracanã de qualquer jeito. Duvido, por dois motivos. Primeiro, pelo fato deste tipo de atitude passar ao largo do caráter do Governador Pezão e, se por um motivo ou outro não couber a ele a decisão e, se houver este tipo de chantagem, com a firmeza com que os dirigentes do Flamengo se posicionam, tendo ainda o apoio dos seus torcedores, que se improvise arquibancadas metálicas até no aterro, enquanto se constrói o estádio definitivo.

O Flamengo e todos os seus torcedores estão prontos para esta batalha. Este momento nada mais é do que o nosso “Grito do Ipiranga”, com uma pequenina diferença: ao invés do “Independência ou morte!”, “Independência ou Independência! Ainda que tardia…”.

Fernandinho

(Foto: Lucas Uebel / divulgação)

(Foto: Lucas Uebel / divulgação)

“Deu no rádio” que Fernandinho, emprestado pelo Grêmio, vai vestir o “Manto Sagrado”.

Confesso que, quando apareceu, fiquei bem impressionado com a rapidez e ousadia deste atacante. Depois, como balão japonês, foi perdendo gás e, caindo… caindo…

Vou me aprofundar no tema, conversando com o pessoal do futebol. Imagino que a indicação tenha sido do Muricy.

De qualquer forma, tenho que ser coerente e reafirmar que se for para errar, que seja na ação, jamais na omissão.

E você, o que acha? Que tal o Fernandinho?

Pingadinhas de uma quarta-feira… Magra…

(Foto: Shaun Botterill / Getty Images)

(Foto: Shaun Botterill / Getty Images)

. Acabei de definir o título e, alguém atrás de mim protestou: Quarta-feira magra com os jogos da Liga dos Campeões? Respondi que sim, e que, com todo respeito a quem pense em contrário, quarta feira sem o “Manto Sagrado” desfilando, é Magra sim, e com M maiúsculo…

. Na magreza da quarta-feira, as zebras passearam. O Manchester City arrancou um empate em 2 a 2 contra o PSG, em Paris, e o time da Volkswagen, jogando em casa, sapecou 2 a 0 no Real Madrid, de Cristiano Ronaldo.

Realmente a coisa não anda nada boa para David Luiz, que também falhou jogando pelo seu clube. Outro brasileiro que pisou na bola foi o volante Fernando, que deu um gol de presente para os franceses. A parada será decidida na Inglaterra e, pelo fato de ter tomado dois gols em casa, a situação do PSG não é nada confortável. Pior ainda o problema do Real Madrid, que não fez nenhum gol e tomou dois. Caso o Wolfsburg meta um golzinho no jogo em Madrid, o Real terá que fazer quatro. A zebra está solta nos gramados europeus…

. O post de ontem rendeu todo tipo de papo. Primeiro, um esclarecimento. Acho que a maioria esmagadora não atentou para o detalhe principal. Na leitura, pode dar a impressão de que já há uma definição pelo estádio na Gávea, porém, a verdade é que a turma voltada a este tema está trabalhando em duas frentes, ou seja, com duas possibilidades, onde pode haver sucesso em uma delas ou, até nas duas. Pelo que ouvi, acho difícil o Flamengo sair dessa de mãos abanando. Enfim, já falei demais…

. Leio que Alexandre Pato, por opção do novo treinador, o italiano Antonio Conte, não deve ficar no Chelsea. O Corinthians, descarta a volta do atacante. Pato não topou e não topa ir jogar na China. Como Pato está apaixonado por uma carioca e, diga-se de passagem, uma opção de muito bom gosto, não seria para ele um negócio da China jogar na cidade maravilhosa, unindo o útil ao agradável, ou seja, de uma só vez resolvendo paixão e profissão? Duas perguntas:

  1. Esta só por curiosidade: Você gosta de pato?
  2. Vamos ao que interessa: Você gosta do Pato?