Sem lambança e, com confiança, a sorte ajuda

(Foto: Clelio Tomaz/AGIF)

(Foto: Clelio Tomaz/AGIF)

O título é o fiel retrato do nosso Flamengo desta noite e, esperamos todos, que assim seja durante todo o restante do campeonato.

Pra começar, e para rimar, paramos de errar. Os nossos zagueiros de área fizeram a diferença. Não no jogo, até porque não se destacaram tanto. A diferença foi com relação ao passado, onde residia na zaga a maior vulnerabilidade do time. Hoje, nenhuma falha, por menor que tenha sido, e isto representa a retomada da normalidade.

Já disse aqui mais de mil vezes que confiança é quase tudo no futebol. William Arão é a prova mais recente desta verdade no mundo da bola. E, por falar em bola, a do Arão anda tão cheia que, não bastasse ter conquistado a titularidade, virou capitão e artilheiro…

Quando há em um time um jogador com confiança, que tenha liderança e, que saiba jogar bola, é a famosa sopa no mel.

Já dizia o genial Nelson Rodrigues que a sorte não é burra. A sorte, na realidade, escolhe quem o vento deve soprar e, o vento é apaixonado pela competência, não perdoa a burrice e, abomina a lambança. Acho que viramos a página. Que venha o Fluminense. Que venha qualquer um…

Muito bom após um jogo poder dizer que ninguém destoou. Claro que e, mais do que normal, fica claro quem brilhou mais: Goleiro, zaga e Arão, todos, no mínimo, nota 9. No mais, ninguém que não merecesse, ao menos, uma nota 7.

Estamos caminhando…

Para o pessoal do marketing do Flamengo ler e avaliar

(Reprodução Facebook)

(Reprodução Facebook)

Acabo de receber via e-mail a mensagem do companheiro Eduardo Bisotto, cujo ponto de partida foi o post, cujo título é “PREOCUPAÇAO“.

As colocações de Eduardo Bisotto são, como sempre, pertinentes e objetivas. Vale a pena ler.


Olá, Kleber. Tudo bom? Li o seu post de hoje, o Preocupação, sobre a falta de pegada na comunicação do Flamengo. Você foi direto na fonte do problema: não tem um dirigente ou um jogador capaz de gerar buzz, a viralização da era das redes sociais, a boa e velha polêmica que alimenta as discussões de botecos por séculos e fortalece a marca. Entendo e concordo plenamente. Mas como além do jornalismo tenho trabalhado com marketing político há um bom tempo e com redes sociais nos últimos anos, resolvi fazer uma análise com calma da comunicação do Flamengo e mandar os palpites por e-mail.

Primeira coisa que notei: tanto no Facebook quanto no Twitter, as duas maiores redes sociais da atualidade, a comunicação do Flamengo é absolutamente burocrática. Não há criatividade, não há conteúdos interativos, aliás, não há interatividade nenhuma. Me parece ser feito por jornalistas tradicionais. Nas internas, quando falamos sobre este tipo de comunicação, costumamos cornetar que jornalistas tem uma facilidade imensa em transformar redes sociais em depósitos de releases. E é tão somente isso que as redes do Flamengo são: depósitos de releases.

Tem 6 ou 7 vídeos diferentes de treino no Twitter, por exemplo. E aí eu me pergunto: o quê isso adicionou pro torcedor? O quê agregou de valor pra marca? Por quê o torcedor viralizaria um conteúdo assim? Um vídeo bem feito e bem editado, uma declaração do técnico, do Guerrero, algo assim, teria infinitamente mais potencial.

Outra bizarrice, tanto no Facebook quanto no Twitter: conteúdo exclusivo pra Sócio Torcedor. Eu sei a importância imensa que tem o ST para o clube, sei que é o modelo do Barcelona, mas pra começo de conversa, estamos no Brasil. Primeiro é necessário fidelizar o torcedor, numa relação íntima com o clube. E isso as redes sociais do Flamengo (como aliás de 99% dos clubes brasileiros) não oferece. Depois transforma-se o torcedor em Sócio. E certamente os benefícios pra ele devem ir muito além de um conteúdo exclusivo em rede social.

Rede social é media mass, é pra falar com o povão. É tevê aberta, não por assinatura. Lá no barraco da favela, as pessoas tem celular com WhattsApp e acessa redes sociais. Mas não tem grana pra pagar o ST. Vai se descartar este torcedor, pura e simplesmente? Vale ressaltar que aqui também vai certa miopia do departamento de marketing: este torcedor pode consumir. Mas certamente não é o mesmo tipo de consumo que as classes A+B, focos maiores dos programas de ST vão consumir. É preciso ser criativo e criar produtos do tamanho do bolso e com o perfil majoritário da torcida. Ganha-se em escala, não em preço. Estamos falando da maior torcida do país, uma das maiores da Terra.

Agora deixemos o Twitter de lado, uma rede social diferenciada, que no Brasil oscila entre canal de comunicação de jornalistas e espaço para bate-bocas e migremos para o Facebook, rede que mais engajou e se adequou à cultura brasileira. Contei 16 posts em um espaço de 10 horas. Se fosse conteúdo de excelência, diferenciado, com alto potencial viral ou de engajamento, até faria sentido. Mas com uma comunicação burocrática, engessada e absolutamente tradicional, o resultado é um só: diminui brutalmente o engajamento geral da página e isso acaba por diminuir o próprio alcance das postagens.

Veja o nível do ridículo: uma postagem daquelas bizarras “exclusiva para Sócio Torcedor”, com uma entrevista do Arão, teve 15 compartilhamentos. Isso numa página com 10.579.789 milhões de curtidas. É de partir o coração de qualquer gestor de redes sociais.

Finalizo porque minha análise já tá virando um textão chato. O correto seria, antes de mais nada, definir uma estratégia de comunicação clara. E isso, obviamente, tem que ser feito pelos gestores do clube, Presidente e Diretores à frente. Em seguida, chama-se o Diretor da área e se transmite a estratégia, cobrando que ele apresente ações táticas concretas que gerem uma comunicação minimamente eficaz. E estas ações táticas só deveriam ser pensadas a partir de uma ampla pesquisa, monitorando as redes, dissecando o perfil dos seguidores, segmentando-os e compreendendo-os em profundidade. Ferramentas de monitoramento existem pra isso.

Por fim, um argumento que valida a sua tese da importância do ídolo. Com toda a rejeição que vem sofrendo, com a seca de gols terrível e com a má-fase que o Guerrero vive, ele ainda gera um barulho enorme. É o único post com alguma repercussão à altura do tamanho global da página (e do próprio Flamengo): o vídeo com o recado dele pra torcida no retorno tem mais de 195 mil visualizações. Para o bem e para o mal, o grande jogador, ainda que apenas na expectativa e esperança da torcida, acaba sempre gerando repercussão. Certamente valeria o mesmo para dirigentes de alto gabarito, como você citou em seu post.

Um abraço,

Eduardo Bisotto

O dono do mundo


Há determinadas cenas que chocam pela violência que, necessariamente não precisa ser física. Há a agressão moral, descabida e grosseira, como esta que acabo de ver no Globo.com (vídeo acima).

Cada vez que vejo Cristiano Ronaldo, mais admiro e me apaixono pela figura humana de Messi. Um é um gênio com a bola nos pés e exemplo como homem. O outro, o “dono do mundo”, um bom jogador e uma figura humana que deixa a desejar e, que piora a cada cinco minutos…

Minha solidariedade ao profissional de imprensa agredido moralmente por Cristiano Ronaldo.

Que papelão!!!

Preocupação

Como hoje é o nosso tradicional “Dia da Polêmica”, vou tocar em um assunto que, a bem da verdade, vem me chamando a atenção e preocupando há um bom tempo.

Sei que a Copa América e a Eurocopa tomam significativo espaço da mídia. Sei que, embora sem sequer ter sido iniciada, as olimpíadas já ocupam espaço importante nos veículos de comunicação. Tudo isto é verdade.

Claudio Coutinho

Claudio Coutinho

Da mesma forma, venho observando que, independentemente dos resultados, o Flamengo vem ocupando espaço insignificante na mídia, principalmente após a saída de Muricy Ramalho que, quando ainda dirigia o time rubro-negro, tinha espaço garantido nas rádios, TV’s e jornais.

Pergunto: A que se deve isso?
Respondo: Não há hoje no Flamengo, nos mais variados quadros (direção, comissão técnica e jogadores) ninguém com poder de comunicação interessante, capaz de alimentar os famintos espaços dos veículos de comunicação.

Pergunto novamente: E isto é ruim?
Respondo: Muito ruim!!! Para um clube popular, interagir permanentemente com o seu povo, é absolutamente fundamental. Seja por que caminho for…

Sempre defendi a tese de que o treinador, independentemente da sua competência, como sempre é quem mais empresta a imagem para entrevistas coletivas e programas esportivos, acaba se transformando na imagem do próprio clube.

Hoje, temos um treinador que pode ser o mais competente e promissor treinador do mundo, mas duvido que qualquer repórter tenha prazer em com ele desenvolver uma matéria. Motivo? Comunicação ruim. O conteúdo que possa ele ter pode até ser bom, a forma como transmite, muito ruim. Não impacta, não polemiza, não comunica, não emociona, não tem charme…

Zico e Romário.

Zico e Romário.

E entre os jogadores, há algum ídolo que, pelo fato de ser ídolo, tenha seu espaço garantido na mídia? Há algum jogador que, mesmo ídolo não sendo, seja sempre procurado pelos repórteres?
Respondo: Não temos nenhum ídolo e, nenhum dos jogadores balança na comunicação o coração do torcedor.

E entre os dirigentes? Bem, aí talvez resida, no aspecto em pauta, a parte mais fraca.

Enfim, embora possa estar passando batido para muita gente, esta ausência flagrante na mídia, a médio e longo prazos, pode afetar a saúde do clube mais popular do Brasil.

Marcio Braga

Marcio Braga

Um clube popular não pode viver sem um grande ídolo. Um clube popular não pode deixar de ter um treinador com T maiúsculo, respeitado, e que todos tenham interesse em saber o que ele pensa, seja lá sobre o que for.

Menos importante do que os dois exemplos acima, mas se um clube popular tiver ao menos um dirigente polêmico, também é bom.

Enfim, as figurinhas carimbadas estão fazendo falta. Refletir sobre o tema, é preciso. E, de preferência, o mais rápido possível.

Mundo novo

(Foto: Efe)

(Foto: Efe)

Assisti toda a entrevista coletiva, a primeira de Tite como treinador da Seleção Brasileira e, a impressão foi a melhor possível.

Em 2005, quando o Flamengo caminhava para o que seria a maior mancha na sua trajetória gloriosa de vida, que seria cair para a segunda divisão, mesmo desaconselhado por muitos amigos que consideravam a “empreitada” de altíssimo risco e, em função disso, um provável tiro político no pé, não pensei em mim e resolvi encarar o desafio.

A primeira providência foi pegar um avião para São Paulo e tentar a contratação de um novo treinador. Imagino que todos já tenham sacado de quem se tratava. Isso mesmo, Tite. Ao lado de Paulo Angione, à época o supervisor do departamento de futebol, após “vender o meu peixe”, ouvi Tite dizer que iria pensar.

Quando entramos no carro, a caminho do aeroporto, já estava pensando em um novo nome, pois tinha certeza que Tite iria declinar do convite. Ali, foi fácil concluir, pois diante de mim estava uma pessoa que me passou sinceridade, respeito, sensibilidade e educação. Respeito ao Flamengo, ao não negar de pronto o convite. Sensibilidade e sinceridade, para que eu dali saísse percebendo que não aceitaria. Faltou a educação. Bem, esta qualidade nasceu com ele. Tite é um gentleman.

Não tive tempo para ficar aborrecido ou frustrado, pois o Flamengo não tinha tempo a perder. O final desta historia, a mais emocionante  para mim como dirigente rubro negro, todos conhecem.

Contei esta passagem para dizer que fiquei comovido com a entrevista coletiva de Tite. Sinceridade, sensibilidade, educação, otimismo, talento, criatividade e muita emoção, o tempo todo.

Arrisco e não tenho medo em afirmar que muito em breve o mundo notará uma brusca transformação no desempenho da nossa seleção. Como me considero um ser humano espiritualizado, não poderia deixar o relacionamento humano como o item número um em qualquer situação e, nesta entrevista, Tite colocou com clareza que, sem amor, entendimento, compreensão e  carinho, não há projeto coletivo que possa ser bem sucedido, por mais talentosos que sejam os profissionais.

Muito bom ouvir de alguém, com toda a sinceridade um… “não sei” e, concluir dizendo que preferia esta alternativa por uma questão de sinceridade, e que a sinceridade seria a tônica de sua relação com a imprensa e com seus comandados.

Tite afirmou que vai interagir com todos os treinadores dos jogadores que venham a ser convocados. Isto é ganhar tempo com humildade. Se alguém já sabe tanto sobre o jogador com quem ele irá trabalhar, por que não ouvir e aplicar o óbvio?

A primeira retomada será o da credibilidade. Isto começou hoje, na apresentação de Tite como novo treinador da Seleção Brasileira.

Maldade…

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Pra começar, apesar do resultado – um empate com sabor de derrota – a se registrar o enorme prazer de poder voltar a torcer, a se ter esperança na vitória durante todo o jogo.

Embora justiça seja algo relativo no futebol, o empate foi pouco para o time que procurou a vitória o jogo todo. A demonstração da  superioridade do Flamengo sobre o São Paulo foi a quantidade de escanteios a favor do rubro-negro (um montão, perdi a conta) contra dois – ou três – a favor do tricolor paulista.

Embora falte entrosamento dos novos zagueiros, entre eles, e com o restante do time, não dá para não registrar que, finalmente, as lambanças acabaram. No máximo, como no segundo gol do São Paulo, erro de posicionamento. As lambanças ficaram no passado.

Alan Patrick, novamente o melhor do time e, hoje, o melhor em campo. A intensidade foi a sua principal virtude e, o mais importante, durante todo o jogo. Maldade, exatamente ele perder o pênalti, no último minuto de jogo. Aliás, tive a nítida impressão de que na corrida para a bola houve uma mudança de ideia com relação ao canto em que bateria. E, quando isto acontece, normalmente o batedor “dança”…  De qualquer forma, atuação simplesmente impecável. Alan Patrick deu show.

Os laterais também foram bem, principalmente Jorge que, além de apoiar sempre, tecnicamente é muito bom jogador.

William Arão, depois de Alan Patrick, foi destaque no Flamengo. Jogador moderno, defendendo, armando e concluindo. Não bastasse tudo isso, jogou com impressionante garra rubro-negra. Será que por isso virou capitão?

Cirino, muito criticado dentro de suas limitações, deu enorme trabalho aos defensores do São Paulo. Continuo achando que, na dificuldade de se encontrar bons atacantes, Marcelo Cirino pode ser muito útil.

Éverton, embora não tenha aparecido muito, foi incansável. O vai vem feito por ele no jogo de hoje também merece destaque. A participação dele foi tão intensa, que passou mal e pediu para ser substituído.

Se o garoto, centroavante argentino, bom de bola e temperamental, tivesse jogado pelo Flamengo, teríamos vencido, no mínimo, por 4 a 0. Vizeu promete, mas ainda está muito verde. Pela incerteza que passa Guerrero, mais um jogador para esta posição – e o mais rápido possível – é mais do que necessário.

Enfim, domingo de glória. Voltamos a ter o prazer de torcer. Maldade, foi o resultado do jogo. Maldade, foi o melhor em campo ter perdido um pênalti no último lance do jogo.

Assustador…

O "brasileiro" Eder fez o gol da vitória da Azurra (REUTERS/ Vincent Kessler)

O “brasileiro” Eder fez o gol da vitória da Azurra (Foto: Reuters/ Vincent Kessler)

…O nível, não do futebol brasileiro, e sim, mundo afora.

Hoje, vi o segundo tempo de Itália x Suécia, pela Eurocopa. Confesso que fiquei assustado ante tantas caneladas, passes errados e jogadas bizarras.

Esta semana almocei com Zico, nosso ídolo eterno e, lá pelas tantas, disse ele que hoje em dia no futebol parece haver uma lei impedindo o drible. E é a pura verdade, não só no futebol brasileiro.

O futebol empobreceu e, o que é pior, dentro de campo. No jogo entre italianos e suecos, foi preciso um brasileiro naturalizado italiano arriscar uma jogada individual para que a rede fosse balançada. De resto, verdadeiro circo dos horrores para quem já viu tantos talentos encantando o mundo com a bola nos pés.

O incrível é que Milton Leite, locutor do SporTV, afirmou que o primeiro tempo havia sido pior. Ainda bem que peguei este bonde andando…

Que joguinho horroroso…

Savoir faire

Roberto de Andrade, presidente do Corinthians (Foto: Mauro Horita - Agência Estado)

Roberto de Andrade, presidente do Corinthians (Foto: Mauro Horita – Agência Estado)

… É fundamental, também no futebol. Os franceses consagraram o termo “savoir faire“, que na realidade é muito mais profundo do que a simples tradução, que é “saber fazer”.

O deles é profundo na medida em que remete à mais profunda aptidão, passando claro pela extrema competência.

Leio que três treinadores, pelos mais variados motivos, disseram NÃO ao Corinthians.

Caramba, quanto amadorismo e, quanta incompetência colocando a imagem do clube em risco. No mundo da bola, o primeiro embate entre clube e profissional é a sondagem – e feita por alguém sem qualquer vínculo oficial com o clube. Se a sondagem for positiva, aí sim o papo passa a ser oficial. Caso contrário, terá havido apenas uma sondagem de algum torcedor apaixonado e, estará a instituição preservada.

O “savoir faire” passa longe da turma do Parque São Jorge.

Pegou muito mal para o Corinthians…

O melhor de tudo…

(Foto: Agência O Globo)

(Foto: Agência O Globo)

…foi, finalmente, jogar com dois zagueiros confiáveis e, como Papai do Céu aprecia as coisas quando são bem feitas, com um deles, que hoje estreava, decidindo o jogo.

Caramba, quanto tempo para se chegar à conclusão de que o time carecia de uma zaga de área firme…

Os amigos estão lembrados de que aqui, por diversas vezes, coloquei que a missão mais fácil do mundo era ajeitar a nossa zaga, pois quem quer que fosse contratado seria um “santo remédio”…

Tirando Juan, muito bom, mas em função da idade, problemático, o restante que lá havia, por deficiência técnica ou inexperiência, “jogava contra o patrimônio”…

Réver foi firme e decisivo. Durante o jogo recebi um telefonema de uma destas figuras carimbadas do futebol, me informando os problemas recentes vividos por Réver que explicam o declínio técnico do estreante de hoje. Quando se muda de forma radical, como vestir o “manto sagrado”, pode ser – e espero que seja – uma retomada de vida para ele. Réver, jogou como nos seus melhores momentos, e foi decisivo. Papai do Céu fez a parte dele. Agora, Réver vai decidir se vai ou fica. Fui claro?

E o companheiro de zaga? Simplesmente, perfeito. Calmo, talentoso acima da média para um zagueiro. Boa estatura e, canhoto…

Enfim, começamos a remontar um time. Temos, finalmente, zagueiros!!!

O Dia da Polêmica

1 – Gilmar Rinaldi e Dunga, demitidos. Certo ou errado?

2 – Tite Chegando. Esta é a melhor opção?

3 – Além de Tite, que treinador brasileiro mereceria dirigir a nossa seleção?

4 – Mozer foi contratado para fazer o elo entre Direção/Comissão Técnica e jogadores, além de dar mais vida ao vestiário rubro-negro que, segundo dizem, está fraco na animação. Que tal, gostou?

5 – Mozer chegou dando força ao treinador Zé Ricardo, enquanto o presidente, mais ponderado, afirma que o assunto está sendo analisado com calma. Qual dos dois raciocínios é mais coerente com a realidade rubro-negra?

Vou começar:


(Foto: Ricardo Moraes - Reuters)

(Foto: Ricardo Moraes – Reuters)

1 – Conforme já havia dito no post de ontem, o momento requer mudança no futebol brasileiro. A hora de mudar era essa mesmo.


2 – Tite virou quase que uma unanimidade nacional, muito embora Nelson Rodrigues sempre tenha defendido a tese de que “toda unanimidade é burra”… Brincadeira à parte, me parece uma escolha óbvia.


Cuca Levir Zico3 – Essa é quase uma pegadinha. Com certeza muitos nomes serão mencionados. Dos treinadores em atividade no Brasil, deixa eu ver… difícil… mas para não ficar em cima do muro, vou citar dois: Cuca e Levir Culpi. Dos treinadores brasileiros no exterior, Zico.


Fabio Luciano4 – Embora a maioria das pessoas não entenda, até porque esta é a parte íntima do futebol, um bom “vestiário”, isto é, quando o fator emocional é pra cima momentos antes do jogo, é muito importante. Na minha passagem pelo futebol, o campeão do mundo em vestiário foi Fábio Luciano, e não tenho nenhuma dúvida em afirmar que, a ele, neste aspecto, devemos muitas vitórias. Portanto, se o” vestiário” precisava de energia, a providência foi válida. Com relação ao escolhido, no caso Mozer, Flávio Godinho consumou a contratação após ouvir alguns jogadores que com ele atuaram.


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

5 – A colocação do presidente, não tenho nenhuma dúvida, se encaixa melhor à nossa realidade. Claro que a intenção de Mozer, dando força ao treinador Zé Ricardo, foi a melhor possível, mas a esta altura do campeonato o melhor é não se comprometer, pois o futuro é incerto e duvidoso…

Agora, é com vocês…