Tristeza, dor e exemplo

whatsapp-image-2016-11-29-at-16-34-43O tempo foi passando e, o que era assustador, foi ficando pior. A relação de amigos queridos envolvidos nesta tragédia foi aumentando ao longo do dia.

Como foi difícil me dirigir ao Dr. Victorino Chermont, pai do brilhante repórter e amigo Victorino Chermont. Como foi impactante ouvir o relato de que o filho de Caio Júnior foi salvo pela distração de não atualizar o passaporte vencido. Só não foi por isso… Esta mãe, que sofre a perda do companheiro amado, tem o consolo de que tudo poderia ser bem pior. O destino arrancou dela um ser amado e, caprichosamente preservou sua paixão maior.

Ao contrário, Mário Sérgio, segundo soube, foi escalado para comentar o jogo meio que em cima da hora, pois outro profissional não pôde ir. Coisa do destino…

Em meio a tanta tragédia, a atitude institucional mais digna e altruísta que vi em minha vida. O Atlético Nacional, da Colômbia, comunicando à Conmebol que estava abrindo mão da disputa do título da Copa Sul Americana e que, em consequência, a Chapecoense fosse proclamada campeã. Em meio a tanta tristeza, algo comovente pelo lado bom. Que atitude!!!

O Atlético Nacional de Medellín é o primeiro vice-campeão, campeão! Campeão na solidariedade e campeão no amor. Vice-campeão que entrará para a história. Não só a do futebol. O Atlético Nacional vira, com esta atitude, página de glória no livro da vida.

1 Comentário

  1. Kleber, moro em Florianópolis que apesar de ser catarinense fica no outro extremo do estado em relação a Chapecó. Aqui, as pessoas estão sentindo esse acidente como se fosse um de nossos times (Figueirense e Avaí). Muitos com quem falei me disseram que estão o dia todo segurando o choro, outros andam de cabeça baixa pelas ruas. É um sentimento horrível.

    A Chapecoense em pouco tempo conseguiu representar nosso estado e colocou por terra o discurso de entrarmos apenas para participar das competições.

    Ainda perdemos amigos da imprensa e o presidente da Federação Catarinense de Futebol.

    É uma dor incrível. Parece um pesadelo e a cada minuto a gente aumenta o choro contido. Está complicado fazer algo hoje.

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  2. Muito bem sinalizado. É nos momentos de dor que eventualmente encontramos os maiores sinais da beleza humana.
    Que os amigos e familiares das vítimas diretas dessa imensa tragédia sejam confortados pela solidariedade de todos brasileiros, dos atletas do Atlético Nacional e das vozes que rezam pelo mundo!

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  3. Profunda tristeza por cada vida perdida! Em especial pelo queridissimo PJ!!! Ariano Suassuna em sua absoluta genialidade, colocou na boca de seu personagem Chicó, referindo-se à alguem que havia morrido, o seguinte: “-Encontrou-se com o único mal irremediável desta vida”, faço minhas as “palavras” do Chicó!!! Que o Pai Celestial conforte todas as familias!!

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    • GIGANTES… meu amigo Anderson!!!
      Dirigentes e jogadores do Atlético Nacional, nunca mais serão esquecidos.
      Verdadeiros campeões. Não precisam ganhar mais nada.
      Emocionante, meu caro!
      FORÇA CHAPE…
      😢 😢 😢 😢 😢 😢

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  4. Tristeza absoluta.

    Ideia: Clubes poderiam fazer um jogo “ALL STAR” c os craques de todos os times, e renda/arrecadacao revertida para as familias dos atletas, jornalistas e para o clube. Poderiam convidar jogadores ate de outros clubes do mundo.

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  5. Na tristeza que estou sentindo, fiquei emocionado, como você bem disse, com o altruísmo do Clube Atlético Nacional. Daqui prá frente serei um torcedor desse Clube.
    Para aqueles que acreditam em Deus, só resta orar. Que descansem em paz com a graça de Deus.

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  6. Li esse texto no Facebook, nos créditos “Texto de Artur Crispin”.

    Costumo dizer que futebol é metáfora da vida e talvez por isso esse lance com a Chapecoense me deixa tão triste. Porque, por mais que torçamos pra Flamengo, Corinthians, Vasco, Palmeiras, Santos e outros grandes times, na vida a gente é mesmo uma Chapecoense. A gente sonha, luta, batalha, joga fechadinho na defesa, aguenta pressão no trabalho, salva bola em cima da linha no último minuto e quer ser campeão de algo, vibrar com a felicidade, alçar vôos altos. A gente é Chapecoense na vida porque, por mais que algumas vezes queira e em outras se sinta impotente, está lá, sempre na peleja. Nem sempre com torcida a favor, às vezes com o estádio da vida lotado, tentando virar o jogo fora de casa, mas estamos lá, buscando nossa realização, nosso conto de fadas. A gente adotou a Chapecoense porque ela é gente da gente. Com essa queda, a gente vê como se importa com bobagem, como perde energia com coisas pequenas, inclusive por aqui. Como a gente se demora em questões que não geram amor. “Donde no puedas amar, no te demores”. Já que vamos seguir na vida, é preciso ser mais Chapecoense. Se encontrar mais, sorrir mais, discordar quando for necessário, mas se respeitar mais. Cultivar os afetos, deixar os desafetos pra lá, nos livrar das âncoras e seguir com as velas. É preciso seguir, é preciso soprar. Vamo, vamo, Chape. Na metáfora dessa vida, jogo de futebol eterno, Chape somos nós.

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  7. Caro Kléber e amigos! A tristeza doce desssa criança é a de todos nós. O gesto do Atlético Nacional é o momento para se perceber vida após a morte.

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  8. E começam a chegar as notícias de que a provável queda desse avião era evitável. Erro humano. Se verdade for, dói ainda mais saber que perdeu-se tantas vidas de forma estúpida e tendo como causa o pior dos motivos, a falha humana.

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  9. Caros amigos, passados os momentos de comoção, entramos em uma racionalidade, proponho:
    – A Decisão da Sul Americana:
    Essa postura do Atlético de Medelin, não obstante de uma nobreza ímpar, não pode ser! Existe uma vaga na Libertadores em questão, premiações, e dirigente nenhum tem autonomia para abrir mão do que seja um patrimônio do clube. Mesmo que o seu conselho deliberativo delibere, a Comebol não deve permitir uma situação destas…
    Ao meu ver a Comebol, ela sim, tem que resolver essa situação, e a melhor forma é declarar os dois times campeões, com divisão das premiações e acesso aos dois clubes a Libertadores. Ficando o Atlético com a vaga da Sul Americana, e a Comebol em acordo com a CBF suprimindo uma das vagas do Brasileirão em favor da Chape, ao meu ver é a situação mais justa.
    – Quanto as vidas que se perderam, uma lástima fatídica, porém lembrando que todos eles gozaram de uma boa vida (jogadores, jornalista, dirigentes) até o momento fatídico de suas partidas, bem ao contrário da grande maioria do nosso povo, que sem o benefício do alívio da morte padecem em sofrimentos de sua existência. Desculpem-me, mas essa é a verdade cristalina, insensível eu sei, mas verdadeira. SRN.

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    • Nino, meu caro. O Atlético Nacional já tem vaga garantida para a Libertadores como atual campeão. E o sofrimento de alguns não justifica a morte de outros que “gozaram de uma boa vida”. Haja insensibilidade…

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      • É meu amigo Toledo!!! Coloquei até meu óculos…
        Não só morreram 72 pessoas, mas também, um número absurdo de familiares.
        Este é o legado tenebroso desta tragédia incomparável.
        Morreu um time, um clube, uma cidade… um país…

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        • Que exagero meu ilustre Carlos Egon Prates! Vc tem ideia de quantos pais de família morreram ou tiraram a suas vidas em decorrência dos últimos acontecimentos nesse pais? Vc faz ideia disso? De quantas vidas destruídas? Ou de quantas pessoas morrem diariamente nas dependências do SUS, anonimamente? Isso para não falar de utopias maiores, como os excluídos sociais! Comoção sim, condolências sim, mas me pergunto, por que somos capazes de sofre mais do que por outros? SRN.

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          • Meu caro Nino! Não só faço ideia de todos os argumentos que deu, como entendo, que o tema em questão não seja esse.
            Por ser mais velho que o amigo, já vi um pouco mais.
            Marco Aurélio (Supervisor do São Paulo), pensa rigorosamente como eu.
            A Chapecoense, por seu um clube AINDA em crescimento, com uma folha salarial de R$2 milhões, em nada se compara aos grandes clubes de primeira.
            Quando falo em familiares, lembro que 80% dos jogadores do elenco terão encerrados seus contratos ao final do ano.
            O que significa dizer, que os familiares passarão por problemas diversos, sem seus gestores.
            Não está em questão, os vários problemas do povo brasileiro e seus governantes de merda. Isso é bater em porta aberta, caro amigo…
            Educação, saúde e moradia, já fazem parte do nosso cotidiano, desde que Cabral desembarcou nesta terrinha.
            O que aconteceu com esta tragédia na Colômbia, não foi um problema de pane seca.
            Vidas que se perderam por uma pane de caráter, por economia absurda de litros de combustível.
            Neste episódio, sofremos mais, por acompanharmos a campanha de um clube em plena ascensão na Copa Sul-Americana.
            Neste blog, meu amigo, não discutimos problemas do Brasil!
            Estamos de luto, pela maior tragédia com um clube de futebol, no Brasil.
            Atitudes como o Atlético Nacional tomou ontem em seu estádio, nos dão a certeza que tudo pode ser mudado.
            Desde que, tenhamos um pouco mais de cumplicidade com o próximo.
            Um pouco mais do “Messi” do Kleber Leite…

            http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/11/medellin-tem-homenagem-vitimas-do-acidente-do-aviao-da-chapecoense.html

      • Roberto meu nobre irmão rubro negro. Primeiramente obrigado pelas correções.
        Em segundo lugar neste caso a infeliz “justificativa da morte de outros que gozaram uma boa vida” esta a cargo do total desrespeito pela vida humana, a qual parece nos evidenciar, a julgar pelos modos operacionais da Cia Aérea. Daqui para frente, ou os clubes usaram companhias maiores para vôos charter, ou terão que ter um consultor em aviação. SRN.

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  10. Por que não botamos o nome do repórter Victorino Chermont ( Rubro Negro ) na nova sala de imprensa do Ninho do Urubu ? Acho que seria linda essa singela homenagem……Passe para seus amigos lá, Kleber !

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