Hora de usar a cabeça

Sempre que possível, o técnico Zé Ricardo vem colocando em campo seus principais jogadores. Um ou outro que não tenha atuado, ficou por conta de problemas médicos ou como medida preventiva para evitar contusão.

Não quero discutir o que até aqui foi feito, até porque de nada adiantaria, porém, acho que o momento é oportuno para que se reflita o que fazer, principalmente nos dois próximos jogos, sendo um pela Primeira Liga, e outro pelo Campeonato Estadual.

Alguns jogadores, até pela idade, merecem cuidados especiais, sendo Diego o caso mais latente. Pela idade avançada e pela sua importância para o time, deveria ser adotada uma regra básica de só utilizar o camisa 10 em jogos realmente importantes, o que não é o caso dos dois próximos compromissos do Flamengo. Há ainda a necessidade de dar ritmo de jogo a quem não vem jogando, como é o caso do zagueiro argentino Donatti. Some-se a tudo isto, o fato de março estar chegando e com ele, vem a tão sonhada Libertadores.

A hora é de planejar. Para não escorregar…

Medo de decidir

(Foto:

Deu no rádio e no Globo.com, que Marcelo Cirino está arrumando as malas e nelas colocando suas chuteiras, e que o destino é Porto Alegre, mais precisamente o Internacional.

Soube que alguns dirigentes do Flamengo demonstram certa preocupação com a cessão do atacante, pois seria passar o recibo de uma transação que deu errado.

Quem pensa assim, certamente pouca experiência tem de futebol que, definitivamente, não é uma ciência exata. Por melhor que seja um jogador, por melhor que seja a fase dele, nada garante que o resultado de uma contratação seja um sucesso. Para que isto aconteça, além da qualidade do contratado, há outros fatores tão importantes quanto. Como dirigente, contratei dois jogadores que, em momentos distintos, eram considerados os melhores em atividade no futebol brasileiro e, foram dois tiros n’água. Portanto, que ninguém se envergonhe de uma tentativa ter sido frustrada, pois, na realidade, o pior erro é o da omissão. Na ação, dar errado faz parte do contexto…

Hoje, quem critica a contratação de Marcelo Cirino deve ter aplaudido de pé quando foi contratado. No futebol, o que mais existe é comentarista de resultado…

E, para finalizar, dizer que não será surpresa para mim se, efetivada a negociação, Cirino retomar no Inter o bom futebol que apresentou no Atlético Paranaense. Em futebol, confiança é quase tudo e, no Flamengo a confiança de Cirino foi para o espaço há muito tempo. A hora de mudar é essa. Será bom para todos…

Preocupado com o esquecimento

Aqui debatemos por alguns dias o problema da violência nos estádios e fora deles. Vários depoimentos foram contundentes, onde ficou mais do que claro que a sociedade brasileira não mais suporta tamanha agressividade.

Apesar de tudo que li e ouvi, até agora não apareceu nenhuma autoridade constituída propondo qualquer tipo de ação para dar solução ao problema. E mais: só li e ouvi depoimentos de jogadores, jornalistas e torcedores.

Está na hora do Secretário de Segurança, do Comandante da Polícia Militar, do Chefe da Polícia Civil, de cada estado, debaterem o tema à exaustão e, o mais rápido possível comunicarem à sociedade que tipo de medidas serão tomadas. Não é possível que os 27 governadores deste país, não promovam, cada um em seu estado, este dever de casa. O que o povo deseja, e de forma rápida, é a solução definitiva para este problema vergonhoso.

Vamos agir, caros governadores? Vamos trabalhar?

Para reflexão e, ação!!!!

Álvaro Oliveira Filho, comentarista da Rádio CBN.

Como para tudo na vida há um limite, tenho a impressão de que a violência nos estádios e no entorno, chegou ao seu extremo de suportabilidade, cabendo agora à sociedade tomar vergonha na cara e, encontrar uma saída para este câncer que tomou conta do futebol em nosso país. Definitivamente, a hora é de reagir, de debater o tema à exaustão e, com coragem, partir para as soluções, doa a quem doer.

Ontem, no carro, tive a feliz ideia de ligar o rádio na CBN, onde estava rolando o programa “Quatro em Campo”. Confesso que fiquei encantado com as corajosas, profundas e pragmáticas colocações do comentarista Álvaro Oliveira Filho, um dos melhores – provavelmente, o melhor – desta nova geração de comentaristas do rádio esportivo.

Tenho, não sei se defeito ou virtude, sempre que gosto muito de alguma coisa, a absoluta necessidade de dividir, de passar adiante…. Assim sendo, até por uma questão de coerência, aí vai para todos os companheiros e amigos do blog, um dos trechos em que Álvaro Oliveira Filho aborda, com enorme felicidade, este assunto tão preocupante.



De nossa parte, fica o compromisso de não deixar esta peteca cair. Vamos ficar em cima, cobrando de quem de direito, exigindo soluções imediatas.

Vamos debater a violência clubística?

Equipe do Flamengo é hostilizada pela torcida do Botafogo na chegada ao Engenhão (Foto: André Durão)

Mais do que na hora está a necessidade de um profundo debate sobre a violência no futebol brasileiro que, é eminentemente clubística e, claro que, mais importante do que o debate é colocar em prática a solução mais rápida e eficiente. Há algumas teses bastante conhecidas;

1 – Trabalhar em cima da inteligência das polícias, civil e militar. Aí seria uma ação baseada em informações importantes, desenvolvida para evitar confrontos entre as torcidas. As redes sociais servem de veículo para o encontro de alucinados, mais preocupados em sair na porrada, do que ver o jogo. Uma ação permanente, usando a tecnologia e fontes de informação, pode ser eficiente, evitando muita desgraça.

2 – Fontes policiais garantem que os torcedores mais perigosos já estão plenamente identificados, sendo que, no eixo Rio-São Paulo, seria uma média de 200 brigões por clube. A saída seria, através de ação do Ministério Público, provar ao judiciário a necessidade de que, a cada jogo, tenham que se apresentar em uma delegacia policial, de preferência, o mais distante possível do local da partida, e lá ficar até três horas após o apito final.

3 – Esta já colocada em prática em muitos Estados brasileiros: Jogo com uma só torcida.

4 – Punir o clube, ou os dois clubes, com perda de pontos ou até com pena mais severa, como por exemplo, suspensão por determinado período de competições internacionais. No caso do ocorrido ontem, dentro desta tese, mesmo com a carnificina ocorrendo fora do estádio, Flamengo e Botafogo ficariam suspensos três anos de qualquer competição internacional, começando pela eliminação na atual Libertadores. Esta tese parte da premissa da paixão maior de cada torcedor ser, não a violência, e sim, o seu próprio clube que, neste caso, seria o grande penalizado.

5 – Os mais românticos acreditam que numa gigantesca, competente e emocionante campanha nacional, através de mídia impressa e eletrônica, os corações podem amolecer e entender que o mais importante é a vida…

Enfim, fica o convite para o debate. Se você vê como solução qualquer das cinco possibilidades aqui colocadas, comente. Se não e, imagina algo novo, comente…

Através dos comentários, certamente teremos uma média que, será encaminhada para as autoridades competentes, CBF, Federações Estaduais e principais clubes brasileiros.

Vamos começar?

Muita sorte e pouco futebol

(Fotos Gilvan de Souza / Flamengo)

Duvido que qualquer rubro-negro tenha gostado da atuação do time, mesmo vencendo o BB (Botafogo B) pelo placar de 2 a 1.

Os primeiros 25 minutos foram até interessantes, com o time tocando bem a bola e dominando completamente o adversário. Os minutos finais da primeira etapa já apontavam um certo equilíbrio, tanto é que o Botafogo acabou empatando.

Os dois gols foram confusos, mas legais. O único erro foi o do bandeira, no gol do Botafogo, pois, precipitadamente, marcou um impedimento que fez a defesa do Flamengo parar, o que contribuiu para o gol do Botafogo.

O retrato do primeiro tempo foi o domínio amplo do Flamengo, porém sem muita objetividade. Não sei não, mas esta armação com apenas um atacante de ofício, no caso Guerrero, dá uma falsa impressão de domínio, mas fica faltando poder de fogo.

O engraçado, é que no segundo tempo com a entrada de Berrío no lugar de Mancuello, quando imaginei – pela velocidade – ver o colombiano bem aberto para puxar os contra-ataques, o que se viu foi Berrío jogando praticamente de lateral direito. Confesso que não entendi.

A zaga, firme. Diego, embora sem ser brilhante, o bom jogador de sempre. Éverton, como atacante não havia, tentou o que pôde e acabou premiado com o gol da vitória. Faltou Guerrero, que, como deixou o dele, foi importante. No mais, de razoável para baixo.

Ia esquecendo, entre os destaques rubro-negros, o fator sorte. Hoje, estava do nosso lado…

Não dá para não elogiar, não só a determinação, como o futebol apresentado pelo time B do Botafogo. Surpreendente…

No Flamengo, de bom, os 3 pontos. E, ponto!

Zé Ricardo, Abelão e Jair Ventura

O noticiário deste sábado ficou por conta dos treinadores de Flamengo, Fluminense e Botafogo, e os três foram extremamente felizes.

Jair Ventura, treinador do Botafogo, mais do que compreensível, escondeu o seu time para o jogo de amanhã, contra o Flamengo. No embalo, deu um sutil toque na torcida do Botafogo, afirmando que toda vez que o clube da estrela solitária joga fora pela Libertadores, encontra um ambiente hostil, estádio lotado e pressão de sufocar. Na entrevista, Jair Ventura, afirma que, por uma questão de justiça com os seus jogadores, e isto só a torcida do Botafogo pode resolver, no mínimo, o estádio tem que estar lotado… Bela e sutil cutucada…

Abel Braga, o Abelão, franco como sempre, e sem papas na língua, mandou um recado para os dirigentes tricolores, afirmando que, apesar do Fluminense ter sido o criador da Primeira Liga, esta competição não leva a lugar nenhum, pois não há critério para a participação dos clubes e, que tecnicamente, sem a presença de clubes de São Paulo, o nível ficaria sempre prejudicado. E, concluiu, afirmando que não colocaria em campo nos jogos da Primeira Liga o seu time titular, já que a prioridade é o Campeonato Carioca.

Aliás, antes de passar para o Zé Ricardo, acho oportuno registrar a minha estranheza com relação ao noticiário de hoje, que dá ênfase ao melhor faturamento do Flamengo nos jogos da Primeira Liga, do que no Campeonato Carioca. Ora, na Primeira Liga o Flamengo jogou um clássico contra o Grêmio, fora do Rio de Janeiro, enquanto que, no Campeonato Carioca, somente neste domingo o Flamengo fará o seu primeiro grande jogo. Em síntese, compararam jaca com beterraba…

Sei que alguns companheiros deste blog ainda têm certa dúvida com relação ao nosso treinador ter o tamanho do Flamengo. Pode até ser que ainda não tenha, mas que está caminhando para isso, não tenho nenhuma dúvida.

Primeiro, já há uma filosofia definida e, inteligente, no sentido de que, para se ganhar títulos importantes um bom time não basta. Quem não tiver um muito bom elenco, não chega.

Reparem que em diversas posições a diferença entre este ou aquele jogador é muito pequena. Neste momento, enquanto Conca não tem condições, a única dúvida é entre Mancuello e Berrío.

Embora nas outras posições tudo esteja, a princípio, definido, se mudança qualquer houver, pouco impacto negativo ocorrerá. Hoje, o Flamengo tem um bom elenco, e é assim que se conquista títulos e, só assim, como anuncia Zé Ricardo, um ou outro jogador pode ser poupado quando necessário, sem que haja prejuízo técnico.

Enfim, como um bom mineirinho, devagarinho, Zé Ricardo foi armando o seu tabuleiro…

Dois temas polêmicos

(Foto: Staff Images/Flamengo)

Este post é inspirado nos excelentes comentários do blog. Aqui, todos já entenderam que o espaço é livre e, desde que impere a educação e o respeito, discordar é absolutamente normal e, na maioria esmagadora das vezes, enriquecedor.

Nos comentários relativos ao jogo de ontem contra o Grêmio, pela Copa da Primeira Liga, dois assuntos distintos acabaram provocando em mim a vontade de “entrar na dança” e sapecar o meu pitaco.

O nosso querido NINO afirmou que, “a Primeira Liga é um embrião valioso para a libertação dos clubes”. Querido Nino: Não posso deixar de, em homenagem à própria história do futebol brasileiro, dizer que a Primeira Liga, na verdade, é a Segunda Liga.

Por favor, não esqueça que o primeiro grande passo na direção de um calendário racional e mais justo foi dado pela Liga do Nordeste, esta sim, a Liga número um que, através da Copa do Nordeste, possibilitou aos grandes clubes daquela região trocar quantidade por qualidade e, em consequência disso, proporcionando um melhor faturamento para os clubes, melhor exposição de marcas e estádios sempre cheios.

A diferença entre as duas ligas está no objetivo. A Liga do Nordeste tem como meta maximizar a qualidade do futebol em uma das regiões do país. A Primeira Liga, tem como objetivo…  Sei lá. Juro que não sei.

O outro tema interessante partiu do RODRIGO que, após ver o jogo do Botafogo pela Libertadores, concluiu que o Flamengo havia bobeado, trazendo Conca, em detrimento de Montillo. Aí, entrou em cena o nosso querido HENRIQUE, afirmando que Montillo, na partida de ontem, não havia jogado nada.

A diferença entre Montillo e Conca, neste exato momento, é que um é uma realidade. Pode até não ter jogado tudo que apregoou o RODRIGO, mas pode entrar em campo, pois a saúde permite. Conca é uma mescla de dúvida e esperança. Só Deus sabe…

Enfim, bons comentários, rendem uma bela polêmica. Obrigado pela polêmica e competente participação de todos.

Berrío tem estrela

(Foto: Staff Images / Flamengo)

O Mané Garrincha é uma verdadeira mãe para os estreantes rubro-negros. Desta feita, Berrío foi o aquinhoado. Engraçado que, o estreante antes de meter o gol, já estava deixando o torcedor desconfiado após três jogadas equivocadas.

Além de estrela, Berrío deixou claro que disposição é o forte. A recomposição, quando a bola é perdida, não é problema para o colombiano. A parte física ajuda. Berrío voa baixo…

No mais, pouca coisa a comentar. Diego, com a categoria de sempre, Éverton com a vontade de sempre e, Alex Muralha com três defesas importantes, foram os nossos destaques. No mais, todos jogando para o gasto numa Copa que não quer dizer muita coisa. 2 a 0 foi um placar correto.

Aliás, com os formatos longos da Copa do Brasil e da Libertadores, esta Copa da Primeira Liga está na cara que não vai longe.

Que venha o Botafogo…