Conselho do mestre

(Reprodução da internet)

Houve um momento, se a memória não me trai, em 96, em que o nosso treinador e o principal jogador entraram na minha sala e o tema que eles levaram para discussão era a necessidade de se contratar um baita goleiro, pois quem vinha jogando, embora tecnicamente bom, chamava gol… Isto é, não tinha muita sorte e, inclusive, acabara de se contundir.

Como era inviável contratar naquele momento um goleiro do nível que eles queriam, e que a camisa 1 do Flamengo merecia e merece, a solução a curtíssimo prazo tinha que ser doméstica. A primeira providência foi a convocação para a surpreendente reunião do nosso treinador dos juniores, Marcos Paquetá. Em síntese, sem medo de emitir o parecer, disse que o melhor goleiro do Flamengo, englobando-se todas as categorias, inclusive a de profissionais, era um menino que havia completado 17 anos, dos juvenis, cujo nome era Júlio César.

Isto gerou um certo desconforto na reunião, pois disse não entender como sendo tão bom e tão elogiado, já não estava ele nos juniores. Isto é outro papo e, aqui, fica apenas para registro.

Encerrada a reunião, Júlio César foi chamado para integrar o elenco de profissionais. Ainda com certa dúvida, não com relação ao talento e sim, à pouca idade, fui conversar e me aconselhar com um dos grandes mestres da bola, meu querido amigo Telê Santana.

No seu apartamento no Leme, Telê me fez duas perguntas. A primeira: O garoto é bom ou muito bom? A segunda: a cabeça dele é boa? Como já havia apurado tudo sobre Júlio César, respondi que não era bom, era excepcional, e que aos 17, tinha cabeça ótima e objetivos definidos.

Na sequência, o mestre concluiu: “não tenha nenhum receio. Jogador deste nível e com cabeça boa, não tem erro. Põe pra jogar!” O restante da história, a própria história conta…

Conto isto para mergulhar no presente. Vinícius Júnior, já!!! Talento além da conta e, por tudo que ouvi, cabecinha boa. Portanto, talento raro não faz parte da regra geral. Talento raro é exceção e, como tal, deve ser tratado. Não estou aqui dizendo para que peguem a camisa 11 e entreguem pra ele. Estou apenas defendendo a tese de que a hora é essa!!! A camisa 11 do Flamengo, quem viver verá, ele irá pegar naturalmente, no tempo dele…

Para encerrar: Recebi a informação de que o martelo do Maracanã pode ser batido amanhã, quando o fato novo deverá ser anunciado.

À demain…

Passando do ponto

 

(Foto: André Horta/Fotoarena / LANCE!Press)

Tudo está de pernas para o ar em nosso país, inclusive no futebol.

Algumas pessoas ligadas ao mundo do futebol que por aqui passaram e já se foram, se voltar pudessem, iriam concluir que desembarcaram em um outro planeta que, alguém se equivocara na confecção do milagre…

Quem é do tempo em que a máxima do futebol era “o espetáculo não pode parar” deve estar tendo uma enorme dificuldade para assimilar esta confusa modernidade, onde campeonatos são interrompidos e que o clássico dos milhões de outrora, seja obrigado a ser jogado em um outro estado, mesmo valendo pelo Campeonato Carioca.

Esta novela do Maracanã parece não ter fim e, chega a ser tragicômica a notícia de que Flamengo e Vasco jogarão neste final de semana, não mais no sábado e sim, no domingo, em Brasília, pelo fato do aluguel do Maracanã ter sido considerado abusivo e impagável pelos dois clubes. Será que quem negocia pelo outro lado não consegue raciocinar que inerte, sem vida, é que o Maracanã fica caro? Isto sem falar na total falta de compromisso com o interesse popular e com a nossa própria cultura. Que loucura…

Não é possível que não haja alguém que possa fazer este meio de campo, juntando as partes, apelando para o bom senso de todos, dando fim a esta novela insuportável. Isto mais parece um filme de terror em que vários Dráculas chupam o sangue de todos os bobinhos que adoram futebol…

Que tristeza… Onde fomos parar.


Antes tarde do que nunca

Acabo de receber a informação – e a fonte é absolutamente confiável – que, ante o comportamento da Odebrecht, que “corre para não chegar”, o Governador Luiz Fernando Pezão está convencido de que uma nova licitação, inclusive sendo permitida a participação dos clubes, é a única solução para pôr fim a esta novela insuportável.

ALELUIA!!!

Falta de sensibilidade

Não vou conseguir dormir se não deixar escapar o meu sentimento com relação a quão seja importante no ser humano, o mínimo exigível de sensibilidade.

Vamos começar pelo futebol, até porque, será o aquecimento para um assunto mais agudo. Como tenho feito até aqui, me preparei para ver o último jogo da seleção brasileira sub-17, às dez da noite, contra a seleção do Chile. Para conquistar o título, bastava um empate para a nossa seleção. Na realidade o que eu queria mesmo era ver o menino Vinícius Junior, eleito antes do jogo final, o craque do campeonato e, também o artilheiro.

Como vi todos os jogos, como poderia perder a final? E, como deixar de ser testemunha, ao vivo e a cores, da consagração desta joia rubro-negra?

O jogo foi fácil para o Brasil, embora muito pegado e, com Vinicius Junior muito marcado. Metemos 3 a 0, e faltando uns quinze minutos para acabar o jogo, quando a expectativa era pelo gol do nosso craque, se sairia ou não, eis que o treinador da seleção, em momento de rara falta de sensibilidade, retira de campo o motivo principal da grande maioria de quem assistia o jogo já não ter ido dormir.

Do nada, ignorando a inteligência, o bom senso, e em flagrante desrespeito ao óbvio, tira de campo quem merecia ficar até a última gota do jogo. Que insensibilidade…

Segundo assunto, este extrapolando o nosso tema central que é o futebol, e o coração dele, que é o Flamengo.

Esta história da carne, da “Operação Carne Fraca”, merece uma profunda reflexão. Ninguém é tão idiota que não imagine que exista pilantragem em tudo que nos rodeia. A lei do “farinha pouca, meu pirão primeiro” ou, “a de se levar vantagem em tudo” e, não importa como, está – infelizmente – dentro do contexto da nossa cultura. Espinafram a classe política, mas ela nada mais é do que o reflexo do nosso povo, até porque, todos, “inclusive todos” que lá estão, foram conduzidos por quem?

Depois de tudo que li e ouvi, fico com a clara sensação de que a ação da Polícia Federal foi desproporcional, colocando em risco a economia do país. Que nesta história há falcatruas, nenhuma dúvida, até porque, por aqui, há em quase tudo. Porém, dar a dimensão que foi dada, vai uma distância enorme.

Algumas coisas me intrigam. Quem dá o sinal verde para a Polícia Federal tomar tal atitude, na ação e na comunicação? Ou, a Polícia Federal tem total liberdade para agir como lhe der na telha?

No fundo, foi bom ter começado pelo futebol. Neste caso, apontamos a falta de sensibilidade de um profissional, certamente competente, até porque, acabou de conquistar um título importante. Da mesma forma, também comprovadamente competente, a nossa Polícia Federal, desta vez, errou na tinta…

Sensibilidade, é tudo…

Sem milho não há pipoca. Só Vizeu salva…

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

O time do Resende, segundo Edinho, que comentou o jogo pelo Première, entrou com uma proposta de jogo “démodé”, isto é, ultrapassada, com todo mundo lá atrás e seja o que Deus quiser…

Acho que Edinho exagerou. Claro que a proposta do Resende era defensiva mesmo, só que, quando o adversário tem limitações criativas, o esquema é absolutamente pertinente.

Faltou no jogo ao Flamengo, um mínimo de criatividade. As jogadas de lado do campo terminavam invariavelmente com cruzamentos que não eram da linha de fundo, mas sempre antes do bico da grande área. No bê-á-bá do futebol, todos sabem que, neste caso, a defesa estará sempre de frente, o que facilita tudo.

João Saldanha, se estivesse comentando este jogo, diria que o time do Flamengo foi burocrático, previsível, e que não houve ninguém inspirado ou com talento, para num drible ou lançamento, desmontar a retranca adversaria.

Repararam que parecia proibido driblar? Berrío, é só velocidade, aliás pouco explorada hoje. Depender do drible, da jogada individual…

Na criação, Matheus Sávio, muito aquém da necessidade mínima… Mancuello, como já vimos, dependendo do dia, no máximo, um bom coadjuvante. Cuellar, cumpriu a sua missão. Rômulo, de novo, nem lá, nem cá. Destrói pouco e não cria nada. Damião, pouco inspirado. Vizeu, entrou e resolveu.

Aliás, todos que entraram deram outro ritmo, melhorando o rendimento do time. De bom, o nosso goleiro. Thiago fez umas três defesas dificílimas. Gostei…

Valeu pela vitória, mas faltou muita coisa…

Quem diria…

(Foto Staff Images / Flamengo)

Modéstia de lado, com todo respeito a todos os outros blogs, o nível dos nossos comentaristas, com ou sem corneta, é simplesmente espetacular. Aqui, aprendo muito, o que me dá a possibilidade de reciclar, além de me divertir sempre. Alguns companheiros, já não preciso nem ler o nome, pois conheço pelo texto e, diga-se de passagem, muitos são brilhantes.

Nos comentários após o jogo de ontem contra a Universidad Católica, ficou mais do que claro que, antes combatido, Márcio Araújo virou quase que uma unanimidade rubro-negra. Unanimidade positiva, com muitos companheiros chegando a afirmar que no atual elenco, Márcio Araújo é o único volante realmente combativo e com capacidade de saída de bola.

O lado positivo disto tudo, como no futebol a confiança é quase tudo, é que estamos assistindo à recuperação de um jogador que pode ainda ser de extrema utilidade, principalmente na disputa da Libertadores.

Outra quase unanimidade, só que pelo aspecto negativo, é Rômulo. Acho que estamos vendo os mesmos jogos e os mesmos jogadores. O problema de Rômulo, é que ele não é lá, nem cá. Não destrói e tão pouco ajuda na construção das jogadas. Pode ser que a falta de ritmo – pois andou parado um bom tempo – possa estar influenciando o desempenho ruim de Rômulo. Se é isto mesmo, só o futuro vai definir.

Ainda pelos comentários, há por parte de alguns uma preocupação com Rafael Vaz, que realmente ontem não foi bem. Particularmente, acho a nossa zaga boa. Tipo, queijo minas com goiabada. Os estilos de Réver e Vaz são diferentes e casam perfeitamente. Talvez Rafael Vaz esteja passando um pouquinho do ponto na sua própria auto análise. Aqui, neste caso, talvez seja confiança em excesso. Arriscar menos e diminuir os lançamentos, é o que aconselho.

Vou agora tocar em um ponto que reconheço ser delicado. Não concluí ainda um pensamento definitivo sobre Berrío, porém, até por uma questão de me sentir obrigado a ser sincero nesta tribuna democrática, confesso que estou com a pulga atrás da orelha. Talvez tenha eu, influenciado pelo noticiário otimista, imaginado um tamanho equivocado para o talento deste colombiano que tem cara boa, sorriso encantador, velocidade de gazela, mas que ainda me deixa meio desconfiado… Tomara que eu esteja errado e que esta confissão seja fruto da frustração pela derrota de ontem.

Agora, é sacudir a poeira e pensar no Resende, jogo marcado para sábado, em Volta Redonda, às 18h30. E, lembrar que no outro sábado, dia 25, já pegamos o Vasco.

Libertadores, só no mês que vem, onde os dois jogos em seguida, contra o Atlético Paranaense, o primeiro aqui, e o segundo lá, praticamente definirão se avançamos para as oitavas de final ou, se ficamos na fase de grupos. Ganhar, principalmente o jogo aqui em casa, será absolutamente fundamental. Qualquer outro resultado que não seja a vitória, o risco da vaca ir pro brejo será enorme.

Ainda bem que há tempo suficiente para Zé Ricardo arrumar a casa.

Difícil comentar

(Foto: Staff Images / Flamengo)

. Resultado justo? Não!

. Time foi bem escalado? Juro que, embora aqui não tenha colocado, imaginei que Zé Ricardo pudesse surpreender, com Márcio Araújo ao invés de Gabriel ou Arão. Deu certo – e muito – no primeiro tempo. A estratégia foi feliz, infelizmente, com amplo domínio, faltou o gol.

. Se Zé Ricardo foi feliz na largada, ou seja, surpreendendo e conseguindo o mais difícil, o mesmo não ocorreu na etapa final. A entrada de Berrío, no lugar de Rômulo, foi perfeita, porém, a sequência de alterações, com Gabriel no lugar de Éverton e, principalmente, a de Damião no lugar de Arão, muito ruim, desestruturando o time.

. Hoje, o nosso craque foi um desastre. Diego, além de não contribuir em nada na construção das jogadas, foi o responsável direto pelo gol que tomamos. A falta que cometeu foi totalmente sem sentido.

. A zaga, que vinha muito bem, hoje, só a metade funcionou. Réver, perfeito. Rafael Vaz, titubeante. Laterais participativos, porém, sem brilho. Meio combativo, embora, pouco criativo. Ataque pecando nas finalizações, principalmente Guerrero.

. Outra coisa. Nesta competição, com arbitragens ridículas como a de hoje, a malandragem é terminar com 11. A expulsão de Berrío foi patética. Pouca inteligência… Tão importante como ser rápido, é pensar…

. Agora, é sacudir a poeira e ganhar o próximo jogo, que será contra o Atlético Paranaense, em casa.

. Sugiro segurarmos as cornetas. Continuo otimista. O duro, depois de um jogo como esse, é encontrar o sono…

Só vai dar Brasil na Libertadores

(Foto: Gazeta Press)

Acabo de ver a bela vitória do Botafogo, do Brasil, sobre o Estudiantes, da Argentina.

Embora não tenha um time brilhante, e com um elenco de razoável para bom, determinação, disciplina, força de conjunto e superação, fazem com que o torcedor alvinegro tenha o direito de torcer e de imaginar um final feliz para este sonho continental. No time argentino, o atacante colombiano Otero é o destaque absoluto. Baita jogador. E, jovem…

No Botafogo, o sistema defensivo quase perfeito. Meio pegador, com destaque para Aírton e, ataque que deu para o gasto, com direito a um golaço de voleio, o primeiro. Brilharam, Pimpão, autor do gol da vitória, e Sassá, que entrou e infernizou a defesa Argentina.

A manchete deste blog faz total sentido. Com este novo formato, indo até o final do ano, e com a maior quantidade de clubes, sendo que nesta edição são oito equipes brasileiras, as nossas chances aumentam barbaramente.

Acho bom lembrar que no início da Libertadores, apenas o campeão de cada país podia participar. Depois, campeão e vice. Até aí, era muito ruim para os grandes clubes brasileiros, onde o nosso campeonato é muito mais disputado, com pelo menos dez clubes podendo ser campeão ou vice.

Por isso, os grandes da Argentina, Paraguai e Uruguai ganharam muito mais do que os grandes brasileiros, pois participaram bem mais. Em seguida, um pequeno aumento, proporcional à importância de cada país, e agora, tudo liberado…

Com mais representantes, as nossas chances aumentam de mais. Podem me cobrar. De cada cinco disputas, no mínimo três títulos, quem sabe quatro, (para cravar) vão ficar por aqui. Quem viver, verá.

E nesta quarta-feira, que São Judas esteja em Santiago e, seja o que Deus quiser.

MEENNNNGGOOOOOO!!!!

Pingadinhas de terça…feira!!!

O garoto Manu com Mascherano.

. O pessoal do Grêmio está subindo nas tamancas e declarando guerra ao Barcelona. Emanuel Ferreira, o Manu, hoje com 11 anos, chegou do Nordeste há dois anos para um teste no Grêmio e, com nove aninhos deixou a gauchada enlouquecida. O tempo passou e, eis que o nosso Manu aparece este ano vestindo a camisa do Barcelona, com o pai tendo emprego garantido na Catalunha…

Na minha época de garoto, à primeira vista, o comentário seria de que “deram uma perna de anão” no Grêmio, porém, este tema merece uma análise mais profunda. Pela legislação atual, nenhum jogador pode assinar qualquer contrato com idade inferior a 16 anos, o que torna qualquer ligação, de qualquer menino com um clube, muito frágil.

O que meus amigos gaúchos afirmam é que o empresário de Manu (é verdade! com 11 anos, Manu já tem empresário…) convicto da genialidade do seu “cliente”, providenciou um teste no Barça. Manu encantou e, mesmo não havendo nenhum vínculo entre as partes, com o pai já devidamente empregado e recebendo em euro, Manu vai ficando por lá e, dentro de dois anos poderá ter sua ligação com o clube espanhol devidamente registrada. O Grêmio promete recorrer à FIFA, inconformado com a situação, mas como não há qualquer documento que ligue Manu ao Barça, vai ser difícil reverter o quadro, até porque, a vontade de Manu e Cia… é ficar por lá.

Vamos guardar bem este nome e acompanhar. Quem sabe estamos diante de Messi 2, a missão…


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. Hoje, vinha ouvindo no carro a Rádio CBN e, para os nossos companheiros de latinha, Zé Ricardo vai começar o jogo desta quarta-feira com Berrío, na direita. Embora não tenha um contato estreito com o treinador, já me julgo um razoável conhecedor do que vai naquela cabecinha e, seria capaz de apostar que vamos começar o jogo com Gabriel.

Sei que este é um jogador muito combatido, mas faço questão de afirmar que, se assim optar, Zé Ricardo estará sendo coerente pelo passado recente e, prudente, levando-se em conta as circunstâncias do jogo. Indo um pouco além, ousaria dizer que alguns jogadores evoluem com o tempo. Ficam melhores, mesmo! E, a meu conceito, este é o caso de Gabriel, a quem considero um jogador útil para compor o elenco. Como já defendo Márcio Araújo, depois dessa, estou pronto para as cornetadas. Futebol, é isso mesmo…


Gustavo Scarpa se machuca durante partida entre Fluminense X Ypiranga-RS. (Foto: Rudy Trindade)

. A diferença entre Flamengo e Fluminense, dentro das quatro linhas favorece ao Flamengo, porém, a diferença não é tão gritante. Esta distância aumenta quando fazemos a comparação entre os dois elencos. Aí, a vantagem do Flamengo é muito boa. Puxo o assunto para falar sobre a fissura no pé deste talentoso Gustavo Scarpa, que deverá parar por quatro ou cinco semanas. Em síntese, o favoritismo do Flamengo para conquistar o Campeonato Carioca, aumentou sensivelmente…


(Foto: Lúcio Adolfo)

. Coisa complicada a volta de Bruno ao futebol. Pela internet, uma enxurrada de ofensas ao goleiro e ao seu empregador. Os patrocinadores do clube certamente não foram consultados sobre a polêmica contratação e, inconformados com a possibilidade da transmissão de uma imagem negativa para as marcas, estão tirando o time de campo… É verdade que alguns torcedores foram assistir e apoiar o primeiro treino de Bruno, pelo Boa, seu novo clube.

Tudo vai depender muito da cabeça do Bruno, pois em cada jogo ele terá que ouvir, com certeza,  da torcida adversária, cobras e lagartos… A provocação será permanente, como aconteceu com Edmundo, após o acidente de automóvel na Lagoa. Neste aspecto, Edmundo foi light, matando no peito as provocações e reconstruindo, com a ajuda do tempo, a sua carreira. Não vai ser fácil para Bruno….

Pingadinhas de segunda…feira!

Brayan já no sub-20 do Flamengo (Foto: Fred Gomes)

. Muita gente me perguntando o que acho de Brayan, contratado ao Paulista, que disputou a Copinha. Dos jogos que vi, não consegui registrar este jogador. De cara, o fato de ser ele um camisa 10 autêntico, já é animador. Sorte para o Brayan e que ele alegre as nossas almas rubro-negras.


Treino da equipe, hoje, 13/03 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo).

. Lá se foi o nosso time para o jogo complicado de depois de amanhã, em Santiago, contra a Universidad Católica. Mancuello, vetado pelo departamento médico. Como o jogo vai ser pegado, está mais do que claro na minha cabeça que Zé Ricardo vai optar por Gabriel, com Berrrío pronto para entrar no segundo tempo. Como detesto comentarista de depois do jogo e não sou de ficar em cima do muro, acho ser esta, em função das circunstâncias, a melhor alternativa para começar o jogo.


. Embora seja o Vasco o mandante, o clássico de domingo contra o Botafogo será realizado no Engenhão. Pelo que li, os clubes tentaram jogar no Maracanã, só que o preço do aluguel cobrado pela Odebrecht foi considerado absurdo pelos clubes e pela Federação. Caramba, será que o Maracanã será um problema sem fim?


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. Voltando ao Flamengo, o noticiário dá conta de que o diretor Rodrigo Caetano acena com a possibilidade de Leandro Damião ter seu contrato, que termina agora no meio do ano, renovado por mais uma temporada. A decisão, seja qual for, criará polêmica, já que Damião – apesar dos três gols marcados no sábado – está longe de ser uma unanimidade. Se coubesse a mim esta decisão, tentaria esticar este contrato somente até dezembro.


Carlos Egon (Reprodução Facebook)

. Esta segunda-feira, 13 de março, é muito especial para toda nossa família do blog. Aniversaria hoje o querido Carlos Egon, a quem aqui abraçamos com todo carinho do mundo e, em nome de todos. Quando alguém muito querido aniversaria, a alegria é nossa!!! Que o seu presente chegue no finalzinho da noite de quarta-feira, com uma contundente vitória rubro-negra.

 

VIVA EGON!!! VIVA A VIDA!!! MEENNNGGOOOOOOOO!!!

FLABRATAÚ

O banco é forte, mais parecendo a junção do Bradesco com o Itaú.

Quem acompanha este blog, sabe perfeitamente que considero o elenco do Flamengo de muito bom nível.

Todo mundo está careca de saber que não se ganha um campeonato longo ou se é feliz em uma temporada, se o elenco não for consistente, robusto…

No futebol que é jogado hoje, onde a exigência física é enorme, somando-se a isso este calendário pesado, em que se disputa estadual, Primeira Liga, Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro, Copa Libertadores e Copa Sul Americana, não basta ter um ótimo time. Quem não tiver por trás deste time um banco forte, corre sérios riscos.

Hoje, ficou mais do que provado que o nosso elenco é de bom nível. O time, todo reserva, jogou um belo futebol, vencendo a Portuguesa por 5 a 1.

O meio de campo, composto por Cuellar – Márcio Araújo – Gabriel e Matheus Sávio, com um apoio pra lá de luxuoso dos laterais Rodney e Renê, foi o ponto alto do jogo.

Claro que quem marca três gols, como ocorreu hoje com Damião, não pode ser esquecido no bloco dos destaques. Certamente, nos jornais de amanhã, pelos três gols, Damião deverá receber a nota mais alta, mas no mesmo nível dele, colocaria Rodney, Márcio Araújo e Gabriel.

Acertou o nosso treinador escalando Thiago no gol. Aliás, já deveria ter feito isto antes, até porque, se houver algum problema com Muralha, o substituto deve ter um mínimo de experiência de jogo. Thiago, embora não muito exigido, passou segurança. Agora, daí a garantir que seja ele o reserva perfeito para toda temporada, vai uma enorme distância.

Juan, com a categoria de sempre, muito bem no jogo. Fez um gol e, quase faz o segundo. Donatti começou titubeando, depois se firmou. Vizeu começou o jogo fora de suas características, atuando pelos lados do campo e, foi bem. Berrío, que entrou na metade do segundo tempo no lugar de Damião, jogou de forma diferente, mais centralizado e, deu trabalho. Fez um gol que, corretamente, foi anulado.

Em noite feliz, o gol de falta marcado por Paquetá, que entrou no final do jogo, fechou o balanço positivo do “banco forte”, com chave de ouro.