Vitória da zaga

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Neste Fla-Flu, longe, a melhor atuação da zaga de área, composta por Réver e Rafael Vaz. Perfeitos em tudo. Da determinação, passando pelo plano tático e chegando à técnica, foram perfeitos. Há ainda a ser considerado, principalmente no primeiro tempo, o que os dois contribuíram nas saídas de bola. Que partida!!!

O jogo, pode ser dividido em duas etapas. No primeiro tempo, domínio absoluto do Flamengo. O time cansou visivelmente na etapa final e correu sérios riscos.

Outro monstro, no bom sentido, foi Guerrero. Fez de tudo. Armou, aporrinhou a defesa do Fluminense o tempo todo e, nos escanteios, foi um auxílio luxuoso para Réver e Rafael Vaz. Saiu, não por contusão e sim, porque estava extenuado.

Salvo um susto ou outro nas saídas de bola, hoje, Muralha foi bem. Laterais, como de costume, bem. No meio, Márcio Araújo e Arão, dois leões. Éverton, valeu pelo gol e pela dinâmica de jogo.

Mancuello entrou bem, mas, sei lá, não é um jogador decisivo. Berrío, tem que me convencer que é jogador de futebol. Acho que a cigana enganou este rapaz. O negócio dele deveria ser o atletismo. E o Damião, hein? Cadê o Vizeu?

Enfim, domingo de fortes emoções. E a semana está só começando…

Greve e, o time para o Fla-Flu

Manifestantes protestam no Aeroporto Santos Dumont (Foto: Wilton Jr/Estadão)

Esta greve de hoje, mais parece uma ditadura, obrigando, até na porrada, o cidadão a aderir ao movimento. Acho que o tiro saiu pela culatra ou, o tiro foi no próprio pé, pois o povo brasileiro não comprou a ideia e foi, simplesmente ridículo, ver grupelhos querendo, no peito, convencer a população de que o motivo da greve era justo. Como toda greve política, um verdadeiro fracasso…


Treino do Flamengo – 28/04/2017 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Agora o Fla-Flu

O noticiário dá conta que o técnico Zé Ricardo pode poupar um ou, dois titulares, para o jogo de domingo, contra o Fluminense. As principais dúvidas seriam Éverton e Donatti, que se recuperam de lesões musculares. O momento pede bom senso e inteligência. Como as lesões foram musculares e, esta é a mais traiçoeira entre todas as lesões, melhor guardar os dois, principalmente Éverton, para o jogo de quarta-feira, pela Libertadores. No mais, quem estiver em condições, tem que jogar o Fla-Flu. Simples assim…

Como o nosso processo é democrático e como este blog se transformou em uma família rubro-negra, com todo respeito, gostaria de convidar meus companheiros para uma reflexão profunda sobre o potencial do nosso elenco. Respeito qualquer tipo de opinião, mas na média, acho que pegamos pesado na tinta após a derrota para o Atlético Paranaense.

Claro que também enxergo vulnerabilidades na formatação do elenco, mas caramba, não é tão ruim assim. Tanto não é, que estamos disputando a Libertadores e, se o Flamengo terminou o último Campeonato Brasileiro em terceiro lugar, foi exatamente pelo fato de ter um bom elenco, como pede qualquer competição por pontos corridos.

Diria, sem medo de errar, que este elenco está entre os cinco melhores do atual futebol brasileiro, muito embora, e é verdade, a distância entre todos seja muito pequena.

O que acho, aliás, o que tenho certeza, é que com o que gastamos poderíamos ter conseguido melhores jogadores e, consequentemente, melhores resultados.

E, para terminar, já me desculpando pela insistência, clamar para que as cabeças pensantes do nosso futebol entendam que exceção, com cabeça boa, não tem idade. Insuportável ver Guerrero jogar sozinho, como único atacante. Vinícius Júnior, ONTEM!!!


Gol de braço

Hoje, ligou para mim um simpático repórter do Globo.com anunciando o tema a ser abordado. O gol de barriga de Renato Gaúcho e se este fato causou a demissão de Vanderlei Luxemburgo. De cara, pedi que a premissa da matéria fosse colocada de acordo com a verdade, portanto, “o gol de braço” de Renato Gaúcho…

Depois, deixei claro que este lance e, consequentemente a perda do título de 95, nada teve a ver com a saída de Luxemburgo. O problema foi uma desavença, incontornável, entre ele e Romário que, por uma questão de respeito aos personagens, me reservei o direito de não entrar em detalhes. A opção, que todos sabem, pelos mais variados motivos, não poderia ter sido outra.

Aproveitei para dizer que, em condições normais, o Flamengo deveria ter sido campeão em 95 com pelo menos duas rodadas de antecedência. Naquele tempo se jogava tanto dentro, como fora de campo. Hoje, felizmente, isto quase não existe mais.

E, como dizia Waldir Amaral, “Lobo não come lobo, domingo é dia de Fla-Flu”. Magia pura…

 

A vida em três jogos

Arão marcou no último Fla x Flu, que acabou empatado em 3 a 3 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo).

Pode ser que alguém ache que este Campeonato Carioca está meio esvaziado, mas duvido alguém afirmar que um Fla-Flu não vale nada, quanto mais dois, valendo um campeonato que, exatamente os dois, disputam ao longo do tempo o título de “Rei do Rio”.

Este campeonato será decidido nos dois próximos domingos e, no meio, na quarta-feira, há o jogo pela Libertadores, onde uma vitória sobre a Universidad Católica garante presença nas oitavas de final, independentemente de qualquer outro resultado. Em síntese, três jogos absolutamente decisivos. Nesta altura do campeonato, respeitando-se quem tenha qualquer problema médico, é colocar em campo o que há de melhor.

Este Fla-Flu é curioso, na medida em que, por capricho do destino, os dois melhores jogadores, um do Flamengo e outro do Fluminense, contundidos, não jogarão. Diego e Gustavo Scarpa, se presentes estivessem, com certeza, seria outro Fla-Flu, pois talento verdadeiro em atividade no futebol brasileiro é coisa rara.

De qualquer forma, pelo que o Fluminense vem encantando com a garotada e, pela atuação de ontem do time do Flamengo, que perdeu, mas não decepcionou, o Fla-Flu de domingo promete fortes emoções. Ao longo do tempo, neste tipo de campeonato decidido em dois jogos, o primeiro sempre é amarrado, onde o empate é o placar mais normal ou, em caso de vitória de alguém, o placar é sempre apertado. Claro que há exceções, como no Brasileiro de 92, quando no primeiro jogo o Flamengo sapecou 3 a 0 no Botafogo. A tendência deste primeiro Fla-Flu é ser um jogo cauteloso.

Com respeito ao jogo de quarta, pela Libertadores, é vencer ou vencer! Aliás, para os dois brasileiros do grupo, pois o Atlético Paranaense recebe, em casa, o San Lorenzo e, também em caso de vitória, independentemente da última rodada, estará classificado. Um empate que seja neste jogo contra a Universidad Católica, do Chile, transfere a classificação do Flamengo para a última rodada, onde jogaremos fora, contra o San Lorenzo, onde tudo pode acontecer.

Semana como gostamos. Decisiva e com previsão de fortes emoções. Já repararam que, historicamente, nestes momentos o Flamengo se agiganta?

Com todo respeito à paralisação maluca que querem fazer amanhã no país, com todo respeito à Lava Jato e a qualquer outra coisa importante que possa existir no planeta, as nossas cabeças e corações estarão totalmente ocupadas de domingo a domingo próximos.

A causa é nobre, apaixonante e justa…

Quem promete…cumpre!!!

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

No POST anterior, para quem não leu, disse que me recuso a comentar qualquer jogo de futebol quando não haja normalidade. É o caso da grama sintética, com os donos da casa – ainda por cima – fazendo chover no “gramado” momentos antes da partida começar…

Com tudo isso, não fosse a falha do nosso goleiro no primeiro gol do Atlético, o resultado poderia ter sido outro.

Claro que falta ao Flamengo o jogador decisivo. Hoje, com toda adversidade, se Diego estivesse em campo, seria uma barbada.

Além de não ser justo criticar o time pela situação inusitada do gramado, é importante dizer que o placar foi absolutamente injusto. O predomínio do Flamengo, principalmente no segundo tempo, foi absurdo. Além de dominar o adversário, três gols inacreditavelmente perdidos. Dois com Damião e, o pior, com Gabriel.

Embora tenha a opinião de que Vinícius Jr. seja o único talento entre os garotos do Flamengo, não há como não registrar que Matheus Sávio entrou muito bem no jogo.

Guerrero, foi guerreiro, armador, ponta e centroavante. Jogou muito bem. Faltou alguém com ele no ataque.

Aliás, não dá para dizer que alguém tenha jogado mal. Como ponto negativo, apenas a falha do nosso goleiro no primeiro gol. De resto, dentro das limitações naturais do que estamos observando no futebol brasileiro, não dá para reclamar.

Hoje, infelizmente, São Judas estava de folga…

Vamos combinar?

Flamengo bate o Atlético-PR, por 1 a 0, no Brasileirão do ano passado (Foto: Gilson Borba / Futura press)

Aprendi com alguns mestres de vida e de futebol que, qualquer análise a ser feita, em primeiro plano, deve ser observado o fator normalidade.

Exemplo 1: Como comentar um jogo realizado na altitude, onde a normalidade passa ao largo, a ponto de um jogador cair duro fazendo um polichinelo, como foi o caso do ponteiro João Carlos, em jogo da Seleção Brasileira, em La Paz, a 3.600 metros de altitude?

Ou, o caso do nosso Zico, também defendendo a seleção, na mesma La Paz, que sequer conseguiu sair do hotel para o estádio, de tanto que passava mal. Quem entra em campo em uma situação assim, entra em igualdade de condições com o seu adversário?

Em síntese, esta é uma situação atípica, que foge à normalidade e, até perigoso é, fato já comprovado em vários congressos de medicina esportiva.

Exemplo 2: Jogar em gramado sintético. Isto pode ser um quebra-galho nas peladas, mas quem já foi peladeiro de carteirinha, como é o meu caso, sabe que jogo em gramado sintético é outro jogo. Como na nossa pelada havia um desfile de craques, como Orlando Lelé, Miguel, Dé, Gérson, Zico e por aí vai, o grau de exigência com o gramado era grande e, por isso, jogávamos no “tapete do Alcidão”, mil vezes melhor do que o gramado de hoje do Maracanã.

O resumo da ópera, é que torna-se impossível e injusto analisar um jogo e avaliar atuações individuais, quando a normalidade foi na esquina tomar um cafezinho. Jogar na altitude ou em gramado sintético, é algo fora de contexto. Julgar alguém quando o cenário é um destes casos, injusto é.

Portanto, neste Flamengo e Atlético Paranaense, vamos torcer com a corneta trancada a sete chaves no armário. Neste jogo, qualquer cornetada nascerá injusta. Combinado?

E, que São Judas nos ajude.

 

Tirando uma coisinha ou outra, muito bom!!!

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Um jogo até certo ponto difícil de ser comentado.

O Flamengo, com uma escalação, em tese, defensiva – com três volantes – foi melhor do que com um time, em tese, menos defensivo, porém, não tão bem arrumado.

Até o segundo gol, o domínio do Flamengo era absolutamente flagrante, com muito mais posse de bola e com algumas oportunidades criadas.

Guerrero, que foi guerreiro, poderia ter fechado a tampa do caixão, perdendo o gol mais feito do jogo, na mais linda entre todas as jogadas. Depois disso, correria, desarrumação e o gol único do Botafogo.

Goleiro bem. Nas laterais, Trauco melhor que Pará. Zaga, firme. No meio, quem ficou devendo foi Rômulo. No mais, todos bem. No ataque, só deu Guerrero.

E, que venha o Fluminense.

Jorjão e a decisão deste domingo

Jorjão

Ontem foi um dia feliz e festivo para muitos rubro-negros. Jorge Rodrigues, o Jorjão, completou 70 anos e a comemoração foi em um simpático clube, na Barra da Tijuca.

Na minha vida como dirigente só vi três pessoas que tiraram dinheiro do próprio bolso para resolver situações emergenciais do clube. Jorjão foi uma delas.

Rubro-negro apaixonado, com recursos próprios, rodou o mundo atrás do Flamengo e, como diretor de futebol, tinha uma mania, que era a de se dirigir aos jogadores, momentos antes de cada jogo, numa linguagem direta que faria corar minha avó Corina.

Alguns companheiros chegaram a me questionar se aquilo era positivo, e outros recriminavam o linguajar rasteiro. Tive a absoluta certeza de que era positivo, quando – num jogo importante no Maracanã – vi que, após o aquecimento, os jogadores levaram um tempo enorme para colocar o uniforme, atrasando a entrada do time em campo. O corpo mole deles era pelo fato do grito de guerra não ter acontecido e, como era importante para eles e o nosso Jorjão se atrasara, foram empurrando com a barriga, na esperança de Jorjão chegar. Ali, tive a certeza do quão positivo para o time era o grito de guerra do Jorjão.

É aquele tal negocio. Não é você que tem que gostar do namorado da sua filha. Quem tem que gostar é ela. E, neste caso havia uma doce e eficaz sinergia entre o recado inflamado do Jorjão e os jogadores do Flamengo.

Os temas eram variados, dependendo do momento e do jogo. O final, era sempre o mesmo e, como todos já sabiam, ouvia-se um coro: “E hoje… é pica neles! Piiiiiiica neles!!!”

Saúde e muitos anos de vida para o grande rubro Jorge Rodrigues, o Jorjão do Flamengo.


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Semifinal de domingo

Agora, a decisão de amanhã. Há no ar que a zaga voltará a ser composta por Réver e Rafael Vaz. Acho esta zaga boa, onde as características dos jogadores se completam. Resta saber como anda o estado emocional de Rafael Vaz. Com ele, a saída de bola fica melhor, mais fácil e mais objetiva.

No mais, vamos ver o que o nosso Zé Ricardo está preparando, principalmente no que diz respeito a como compensar a ausência de Diego. E, sempre é bom lembrar que o Flamengo joga com dois resultados. Vitória e empate.

A semana do Botafogo foi praticamente toda dentro do avião. Isto desgasta. E, como…

Apesar de muita gente aqui no blog questionar o interesse pelo Campeonato Carioca, continuo achando que é um título importante. E para o Flamengo conquistar o primeiro título do ano, faltam três jogos. O primeiro, e com a vantagem do empate, é neste domingo.

Todos ao Maraca…

 

Quinta-feira quente

. Conforme anunciamos aqui, “um século atrás”, o Governador Luiz Fernando Pezão bateu o martelo e determinou nova licitação para o Maracanã, inclusive com a participação dos clubes. No momento de turbulência em que vive o país, medida mais do que pertinente. Agora, que cada clube procure seus parceiros e, como diziam os antigos, “leva quem tiver mais garrafas vazias para vender…”


(Foto: Rodrigo Rodrigues/CBF)

. No sorteio da Copa do Brasil, foi sorteio para o Flamengo (graças a Deus), e “azareio” para o Fluminense. O Flamengo pega o Atlético Goianiense e o tricolor vai pegar o Grêmio. Em contrapartida, o Flamengo decide fora, enquanto que o Fluminense faz o segundo jogo no Rio. O Botafogo, terceiro carioca participante, pegou o Sport Recife, com o segundo jogo programado para a capital pernambucana.


(Fotos: Pedro Vilela / Agencia i7 / Mineirão)

. O sucesso de ontem no Mineirão, quando jogaram Cruzeiro e São Paulo, foi a criação do “ARCÃOBANCADA”, que é o espaço criado para os cães, inclusive com direito a veterinário e treinador. Muitos torcedores puderam torcer, tendo ao lado o melhor amigo. Quem lá esteve, achou o ambiente simplesmente espetacular.


(Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

. E Vinícius Júnior não será inscrito para a fase decisiva do Campeonato Carioca, embora o regulamento permitisse. A comissão técnica entendeu que não deveria alterar a programação feita para o jogador.

Com todo respeito a quem pensa assim, discordo. Zico, na Copa de 74, e Maradona, na de 78, foram vítimas de avaliações equivocadas. Pelé, em 58, na Copa, a dupla Robinho e Neymar, no Campeonato Brasileiro, e nosso goleiro Júlio César, na Copa dos Campeões Mundiais e na Copa de Ouro, são exemplos de meninos que entraram e venceram. Todos dizem que, apesar de jovem, Vinícius tem cabeça boa. Se é diferenciado, por que não colocá-lo para jogar?

Além de todos estes argumentos, há o psicológico. A frustração que representou para a torcida a contusão de Diego seria compensada pela esperança de ver este menino de ouro em campo. Enfim, tomara que ele não faça falta…

Mais claro, impossível!!!

Recebi do meu querido irmão Radamés Lattari este texto que apresento aqui no blog, que sepulta de vez o tema do campeonato brasileiro de 1987.


Filho de torcedor do Sport pergunta ao pai: “Pai somos os campeões brasileiros de 87?”
O pai responde: “Sim, claro que somos!”

Filho pergunta então:Pai, quanto ficou Sport x Corinthians?”
Pai: “Não jogamos contra o Corinthians.”

Filho: “Quanto ficou Sport x São Paulo?”
Pai: “Não jogamos contra o São Paulo.”

Filho: “Quanto ficou Sport x Palmeiras?”
Pai: “Não jogamos contra o Palmeiras.”

Filho: “Quanto ficou Sport x Santos?”
Pai: “Não jogamos contra o Santos.”

Filho: “Quanto ficou Sport x Cruzeiro?”
Pai: “Não jogamos contra o Cruzeiro.”

Filho: “Quanto ficou Sport x Atlético-MG?”
Pai: “Não jogamos contra o Atlético-MG.”

Filho: “Quanto ficou Sport x Grêmio?”
Pai: “Não jogamos contra o Grêmio.”

Filho: “Quanto ficou Sport x Internacional?”
Pai: “Não jogamos contra o Internacional.”

Filho: “Quanto ficou Sport x Vasco?”
Pai: “Não jogamos contra o Vasco.”

Filho: “Quanto ficou Sport x Fluminense?”
Pai: “Não jogamos contra o Fluminense.”

Filho: “Quanto ficou Sport x Botafogo?”
Pai: “Não jogamos contra o Botafogo.”

Depois um silêncio profundo, o filho pergunta já com medo da resposta…

Filho: “Pai, ganhamos jogando contra quem?”

E o pai todo orgulhoso responde: “Fomos campeões brasileiros da 1a divisão em 1987 vencendo os poderosos Criciúma, Joinville, Portuguesa, Inter de Limeira, Bangu, Ceará, CSA de Alagoas, Treze da Paraíba e super Guarani de Campinas…”

O filho abaixa a cabeça e diz que não vai comentar esse assunto na escola…

Simples assim.


E, alguns sábios ministros do nosso STF não conseguiram entender algo tão simples.

Já encheu o saco

Esta história do título de 87, convenhamos, já passou do ponto.

O Sport que fique com o que está escrito na CBF, e que o Flamengo fique com o que pensam e escrevem todos os grandes clubes brasileiros, pois não cabe na cabeça de ninguém um título de Campeão Brasileiro ser disputado entre o campeão da primeira divisão, contra o campeão da segunda.

O Flamengo e o Internacional não foram a campo por decisão unânime do Clube dos Treze, que nada mais era do que a reunião dos grandes clubes brasileiros.

Há neste tema o lado nebuloso, quando o presidente do Sport, ante a intenção de ingressar no Clube dos Treze, assinou um documento reconhecendo os dois clubes como campeões de 87.

Pelo estatuto do Clube dos Treze, era necessária unanimidade entre os clubes fundadores para a entrada de qualquer novo postulante e, na condição – à época – de presidente, deixei claro que o Flamengo só daria a unanimidade, já que todos os outros clubes estavam de acordo, se o presidente do Sport assinasse o referido documento.

O presidente do Sport assinou e isto ficou engavetado em um cofre do Clube dos Treze, em flagrante manobra política, até ser entregue – e não faz tanto tempo – à presidente Patrícia Amorim, como uma espécie de “favor” em troca do apoio do Flamengo à candidatura de Fábio Koff à presidência do Clube dos Treze. Patrícia fez o papel dela, exibindo para Deus e o mundo, inclusive, tendo entregue o documento na CBF.

Naquela oportunidade, Ricardo Teixeira, então presidente da CBF, bateu o martelo e decretou o Flamengo campeão de forma oficial. O Sport retornou ao judiciário e, hoje, com certeza, sem muito conhecimento de causa, e com um dos ministros fazendo tremendo gol contra, não ao Flamengo e sim à justiça, talvez querendo demonstrar independência, votou contra o seu clube de coração. Doalcei Camargo tinha razão. O ser humano é indecifrável e, via de regra, muito estranho.  Há exceções…

O que importa, e o que vai ficar na história e na memória de quem teve o privilégio de acompanhar aquela jornada gloriosa, é que o time campeão brasileiro da PRIMEIRA DIVISÃO de 1987, tinha a seguinte formação: Zé Carlos; Jorginho, Leandro, Edinho e Leonardo; Andrade, Ailton, Zinho e Zico; Renato Gaúcho e Bebeto.

O time campeão da SEGUNDA DIVISÃO, alguém lembra? Com todo respeito, isto já encheu o saco.