O elefante e o caroço de azeitona

Estádio Raulino de Oliveira, também chamado de Estádio da Cidadania (Foto: Cristina Dissat).

Todos que acompanham o blog sabem o que penso e o quanto tenho elogiado a administração do presidente Eduardo Bandeira de Mello. Portanto, pontualmente, me dou ao direito de discordar de algo que, no momento, possa ser encarado como de pouca importância, porém, no futuro, poderá ter influência negativa e, tomara que não, mas também decisiva.

A intenção do Flamengo era inaugurar a Arena na Ilha do Governador neste jogo contra o Botafogo e, em meio a correria para aprovar tudo com as autoridades competentes, estranhei que o Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, fosse o estádio definido como opção alternativa.

Imediatamente me questionei – ué, e o Maracanã? Imaginei que, como o jogo estava marcado para domingo às 11 horas da manhã, um jogo à tarde poderia inibir a realização do clássico contra o Botafogo.

Consultando a tabela do campeonato, verifiquei – e com espanto – que não havia nenhum jogo marcado para o Maracanã. O resumo da ópera é simples. O pessoal do Flamengo tentou jogar no Maracanã, mas esbarrou na negociação com a Odebrecht, considerando caro o preço pedido.

Longe de questionar a competência de quem negocia pelo Flamengo, até porque, considero que o clube está muitíssimo bem entregue, gostaria de apresentar o seguinte argumento: no ano passado, o Flamengo viajou para jogar como visitante e também mandante, o que causa um desgaste além do normal. Neste jogo contra o Botafogo, claro que, como mandante, o ideal é ficar no Rio, pois nas rodadas seguintes, tome viagem… e que ninguém venha me dizer que não há desgaste para jogar em Volta Redonda, pois já vivenciei tudo isso e é realmente desgastante.

Muito mais cômodo ficar no Rio, concentrar no Hotel Windsor e jogar no Maracanã, além de termos, no estádio onde temos identificação histórica, 90% de torcedores rubro-negros.  Ah, mas é caro e estão nos passando pra trás. Ora, se a Arena da Ilha, a partir da semana que vem já estará aprovada, que se entube o preço cobrado apenas para este jogo e, depois que se dê uma banana para a Odebrecht e, vamos jogar na Ilha. Depois, com uma nova licitação, talvez o panorama mude e, com isso, tudo volte a normalidade.

Outro argumento interessante é que o jogo poderá ter um grande público, principalmente se Diego e Conca forem confirmados, mesmo que no banco de reservas. E, este grande público, com certeza, proporcionará uma bela renda, minimizando um possível prejuízo projetado.

Enfim, este tema me parece um caroço de azeitona perto de vários elefantes que esta competentíssima diretoria já conseguiu engolir. Mas, às vezes é assim mesmo. Quem é capaz de engolir um elefante, engasga num caroço de azeitona.

Mas, será que ainda não dá tempo para mudar?

Reforços

Éverton Ribeiro atuando pela Seleção.

Este talvez seja o tema predileto de qualquer torcedor, pois envolve paixão e, mesmo que a dita cuja não seja tão acentuada, como dizia Vovó Corina, “Pai é pai, mãe é mãe, mas novidade é novidade…”.

A simples viagem do diretor de futebol Rodrigo Caetano, já sinaliza que Éverton Ribeiro está no papo…

Não é nenhum gênio, mas inegavelmente pode ajudar muito. Dos outros jogadores mencionados, amaria ver Júlio César, que vi nascer, encerrar sua carreira no Flamengo.

Outro que me anima é Sassá. Aliás, acho que ele tem a cara do Flamengo e, como temos enorme deficiência no ataque, por que não?

Sem ser pessimista, neste momento, temos apenas dois atacantes qualificados. Guerrero e Vinícius Júnior. E, antes que alguém pondere que Vinicius é muito garoto, que pode sentir o peso da responsabilidade, lembro que estou me referindo à qualidade. Apenas isso, embora tenha comigo que, quando o raro talento existe, a idade jamais será problema. Ainda assim, somando-se, necessidade e qualidade, Sassá seria muito bem-vindo, até porque, passaríamos a ter três jogadores bons para duas vagas. Como o campeonato é longo, perfeito…

O problema, é que para ter Sassá agora, o Botafogo, obrigatoriamente, terá que fazer parte do processo, concordando. Apesar das desavenças últimas, por que não dialogar? Quem sabe um troca-troca?

O incrível para mim é o mistério de como duas belíssimas figuras humanas como Carlos Eduardo e Eduardo Bandeira de Mello viverem se bicando. Deveriam, pelas doces almas, viver se abraçando.
Por que não começar agora a reparar este absurdo desencontro?

Respondendo ao Henrique

Henrique é um dos nossos mais assíduos companheiros do blog. Pela foto, jovem, muitíssimo bem informado, conectado com o mundo, pragmático, crítico e de texto sempre bem elaborado. Vive em Santa Catarina e, tão apaixonado é pelo Flamengo que domina o tema como se morasse na Rua Gilberto Cardoso (para quem não conhece, a rua que leva o nome do inesquecível presidente rubro-negro, é por onde se estende boa parte do muro da nossa sede).

Ontem, o nosso Henrique, trocando boas ideias com o companheiro André, fez o seguinte comentário:


Andre, então poderíamos voltar à época em que o Flamengo não pagava salários, disputava para não cair, contratava reforços do Ipatinga, era despejado de CT, tinha comentarista da rádio como treinador e era mais lido na página policial do que na esportiva. Esse tempo era bom né? Ruim é agora!”


Henrique, amigo:

Convido você a uma pequena viagem pelo seu comentário, pois será uma boa oportunidade para se conhecer melhor a história do clube.

Você começou bem, dando ênfase à importância do Flamengo manter a sua dignidade, pagando religiosamente em dia os seus profissionais e funcionários. Levei isto tão a sério que, e Deus sabe como, mantivemos durante quatro anos esta relação de dignidade, não fazendo mais do que a nossa obrigação, pagando em dia a quem trabalhou. Pergunte a qualquer funcionário ou ex-atleta do clube se o que aqui afirmo corresponde à realidade. Portanto, à vontade neste aspecto, devo acrescentar que isto só foi possível por alguns fatores, dentre os quais, o mundo do marketing que começava a abrir as portas para os clubes de futebol. Outros presidentes, que viveram uma outra época, não tiveram como resolver o tema, com certeza, como gostariam. Bom não esquecer que ao longo da vida, até por uma questão estatutária, o Flamengo teve uma única forte fonte de receita – o futebol – que pagava todas as outras atividades esportivas. E, claro, o fato de se decidir mais com a emoção do que com a razão.

Quando você afirma que o Flamengo disputava para não cair, faltou o complemento: “e nunca caiu”! Todos os dirigentes que por lá passaram tiveram dificuldades. Portanto, cada caso é um caso. No que você aborda, tive uma única experiencia. Em 2005, ao lado de Hélio Ferraz, assumi o futebol que, segundo os matemáticos, tinha 93% de cair para a segunda divisão. Meus amigos me chamaram de louco por ter aceito uma causa, para eles, perdida. Confesso a você que, embora não tivesse dado volta olímpica ou, levantado um caneco, ajudar o Flamengo a sair daquela página que seria medonha, foi comovente e pra lá de gratificante.

Quanto a contratar reforços do Ipatinga, talvez você, muito jovem, não tenha a mínima noção do ocorrido. Ao final de 2005, entrando 2006, o Flamengo não tinha entre os profissionais de razoável nível, mais do que seis jogadores sob contrato. Era ir ao mercado, sem nenhum recurso, pois o clube passava por uma brutal crise financeira, ou colocar juniores e juvenis para jogar. Por isso, com a ajuda do meu amigo Zezé Perrela, presidente do Cruzeiro, e de Itair Machado, presidente do Ipatinga, conseguimos pegar, sem nada pagar, o que havia de melhor no clube que em dois anos sucessivos havia sido vice-campeão e campeão mineiro. Com os reforços do Ipatinga, em janeiro de 2006, começamos uma jornada que foi até 2009, onde conquistamos Copa do Brasil, o penta-tri Campeonato Carioca, um Campeonato Brasileiro e duas participações na Libertadores.

Quanto ao despejo do Fla/Barra, quem tiver a curiosidade de se aprofundar na matéria, basta entrar aqui no blog e clicar em “Consórcio Plaza”. Esta foi uma das mais escandalosas histórias ocorridas no Flamengo e, por incrível que pareça, ao invés do clube receber pelo enorme prejuízo financeiro e institucional, ainda está pagando. Um nojo…

Quanto ao fato de ter tido um ex-comentarista de rádio como treinador, deixo pra você a seguinte pergunta: Se a Seleção Brasileira teve um ex-comentarista como treinador, por que o Flamengo também não poderia ter?  Muitas vezes, é muito melhor arriscar, inovando, do que cair no lugar comum de profissionais que o mercado oferece no momento. E, este foi o caso. Quanto à página policial mencionada por você, confesso que não entendi. Teria sido o lance do despejo do Fla-Barra?

Para finalizar, querido Henrique, entenda que não há como se comparar momentos distintos. Hoje, Eduardo Bandeira de Mello, que com toda sua diretoria super competente, conta no orçamento anual com uma fortuna incalculável de direitos de televisão, isto só é possível pelo fato de lá atrás, Marcio Braga, Michel Assef, e mais alguns companheiros, terem iniciado uma batalha em que de um lado estava o Flamengo, querendo receber por seus jogos transmitidos, e do outro, o genial Dr. Roberto Marinho, que achava que não devia pagar nada,”pois a televisão ajudava a melhorar a imagem do Flamengo..”. A batalha foi longa e, Marcio Braga e Cia… ganharam a guerra, em que todos os dirigentes que depois vieram e, principalmente agora, estão usufruindo. Claro que, hoje, ter um talento como Fred Luz negociando, ajuda e muito. Reconheço…

Você acha legal o “sócio torcedor”? Você vê a TV FLA? Pois é.… tudo isto começou em 1995, com a campanha “Seja Sócio”, dirigida principalmente para os torcedores fora do Rio, com o batismo de “Sócio Off Rio”. Atrelado a este projeto nasceram a “TV Interativa” e a “Fla TV”. Estes projetos estão em pé até hoje, ajudando, e muito, ao Flamengo respirar financeiramente cada vez melhor.

Como detalhe final, deixo outra pergunta: Quem jogou mais bola, Zico ou Vinícius Júnior? Ou, quem foi mais importante para o Flamengo, Zico ou Vinícius Júnior?  Claro que você vai me chamar de maluco por perguntas tão estapafúrdias e, antes que isto ocorra, digo que citei este caso só para dizer que, com 16 anos, Vinicius Júnior, no seu primeiro contrato profissional pra valer, vai ganhar mais do que Zico ganhou em toda sua trajetória maravilhosa no Flamengo.

Em síntese, querido Henrique, os tempos são outros. Qualquer comparação pode ser perigosa e injusta.

Fortíssimo abraço.

Jogo esquisito

(Foto: Staff Images / Flamengo)

. Na realidade, todo jogo começa quando o time é escalado. Achei estranha a nossa escalação. Com um meio congestionado e, só Guerrero como atacante. Renê, jogador mais defensivo, foi o escolhido para a lateral esquerda.

. A sorte que não tivemos na Libertadores sobrou no primeiro tempo do jogo de hoje. Após o gol de Mancuello, o Atlético teve cinco chances claras de gol, inclusive com duas bolas na trave.

. O Flamengo jogou, até Vinícius Júnior entrar, com apenas um atacante e, sem nenhum jogador de velocidade. Ousaria dizer que, se Vinícius Júnior tivesse começado o jogo no lugar de Matheus Sávio, poderíamos ter vencido.

(Foto: Staff Images / Flamengo)

. Vinícius Júnior entrou na metade do segundo tempo e foi responsável por quatro boas jogadas. Fazia tempo que o Flamengo não tinha um atacante que partisse para cima dos adversários. E, o drible voltou… Que bom…

. Muralha, que tem sido muito questionado, foi muito bem. Na transmissão da Globo, quando Luiz Roberto aventou a possibilidade de Muralha ter falhado no gol do Atlético, Júnior interveio e, com conhecimento de causa, afirmou que além da cabeçada ter sido muito próxima ao gol, ainda foi para baixo e, para piorar, a grama artificial que é molhada, dá uma velocidade incomum à bola. Muralha, hoje, mandou bem.

. Pará, também, muito bem. A zaga só se enrolou no gol do Atlético, quando a marcação foi equivocada. No mais, sem problemas. Renê, bem atrás e fraco no apoio. Meio de campo defensivo, como sempre, bem. Criação, como sempre, não houve. E, Guerrero, o guerreiro de todos os jogos. O peruano deve estar pedindo a Deus, já que pedir ao Zé Ricardo não está adiantando, ao menos, um companheiro de ataque…

. Alguns papões ao título andam se enrolando e, o Palmeiras, atual campeão, dançou para o time apenas razoável do São Paulo. A zebra carioca andou passeando em São Januário.

. Semana que promete com o jogo treino em que estarão presentes Conca e Diego. Se estiverem bem e, se um atacante for escalado para jogar com Guerrero, “o bicho vai pegar”…

Esclarecimento 2

Desculpem, queridos companheiros do blog, mas preciso voltar ao assunto abordado no post de ontem, cujo título foi “Esclarecimento” (ler aqui).

Citei ontem o absurdo comercial de se pagar uma propina no mês de abril e, o contrato relativo a este malfeito só ser assinado em dezembro.

Na realidade, acabei omitindo o que há de mais importante, de irrefutável. A procuradoria dos Estados Unidos, em documento tornado público nos últimos dias, cita duas empresas – Itasca e Exterpise – em que uma delas teria recebido, em abril de 2011, da Klefer Int. a importância de um milhão de dólares, quantia esta que seria destinada a pagar propina pelo contrato referente a Copa do Brasil.

Três detalhes:

1 – Em abril de 2011 sequer sonhávamos em celebrar este contrato. Bem no inicio de dezembro de 2011, fui procurado pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Ouvi dele que, pelo fato da Conmebol ter declarado J. Hawilla persona non grata ao futebol sul-americano e, de ter proibido todas as federações do continente sul-americano a ter qualquer relação comercial com a Traffic, a CBF, atendendo orientação de seu departamento jurídico, não renovaria o contrato da Copa do Brasil com a Traffic e, atendendo determinação da Conmebol, celebraria com outra empresa um novo contrato. Disse que tinha uma semana para dar solução ao tema e nos pediu uma proposta. Debatemos internamente o assunto e, uma semana após apresentamos proposta, que foi aceita. Ato contínuo, assinamos o contrato. Tudo isto que aqui relato, ocorreu no mês de dezembro de 2011. A insinuação – até porque a procuradoria não acusa e sim, colocando sempre no condicional, insinua – de que este depósito, em abril de 2011, se destinaria a pagar propina pela Copa do Brasil, vai por terra, na medida em que, em abril de 2011 sequer imaginávamos comprar os direitos relativos à Copa do Brasil.

2 – Jamais ouvimos falar e nunca nos relacionamos de qualquer forma com as empresas citadas: Itasca e Exterpise.

3 – Estamos fazendo levantamento interno de todas as operações feitas pela Klefer, material este que será encaminhado à procuradoria dos Estados Unidos, pelo nosso advogado Dr. Michel Assef Filho.

Esclarecimento

Já escrevi aqui no blog que já havia dito tudo que poderia falar com relação à investigação americana que apura malfeitos no mundo do futebol. Como viajei e ilhado estava, com a comunicação comprometida, tanto é que nem pude ver o último jogo do Flamengo, só tomei conhecimento hoje sobre o noticiário que, embora tenha vindo da Espanha, tem como base a investigação americana.

Não posso – e me desculpo com todos os companheiros do blog por retornar a um assunto de ordem pessoal – deixar de colocar os seguintes pontos, mesmo contrariando a opinião de nossos advogados, que entendem que deveria eu esperar o momento oportuno. Como a minha formação é a do jornalismo, com todo respeito, não dá para deixar de dizer o seguinte:

1 – Jamais tive como pessoa física, ou através da Klefer, qualquer relação ou interesse comercial com o senhor Sandro Rosell.

2 – Desconheço e ninguém na Klefer tem conhecimento, de uma empresa de nome Itasca, que teria sido beneficiada por um depósito feito pela Klefer.

3 – O documento dos procuradores coloca no condicional que a Klefer Internacional PODERIA TER FEITO um depósito no valor de um milhão de dólares, em abril de 2011, para pagar propina pela Copa do Brasil. Informo que o contrato da Copa do Brasil foi assinado em dezembro de 2011. Como imaginar que um depósito feito em abril, seja destinado a um contrato que só foi assinado em dezembro e só começaria a ter validade em janeiro de 2015? Garanto que não há nos departamentos, jurídico e comercial, nenhum profissional que correria este risco. Em síntese, não somos idiotas.

4 – Quando o advogado Raphael Mattos foi ontem procurado para falar sobre o tema, de forma prudente e responsável, disse que precisava de tempo, pois desconhecia os fatos novos. Apenas isso. Como o Dr. Raphael Mattos estava viajando, a reunião de hoje, onde tomamos conhecimento com mais profundidade e debatemos o assunto, foi realizada com os Doutores Michel Assef e Michel Assef Filho.

5 –  Vontade de falar mais, tenho, e muita. Não faltará oportunidade quando chegar o momento exato.

Boas notícias

Treino do Flamengo – 26/05/2017 (Fotos: Divulgação / Flamengo)

Hoje, sinto o nosso ambiente no Flamengo bem mais descontraído. Mais uma vez repito e, pelos comentários, muitos companheiros pensam como eu. Tudo bem que a atuação contra o Atlético Goianiense, apesar da vitória, foi muito ruim. Só que os jogadores são seres humanos que sofrem influência psicológica e, isto ocorreu em função da desclassificação da Libertadores.

Diria mesmo que, o jogo pela Copa do Brasil foi o da ressaca… e isto vai passar. Aliás, já passou. Pelas fotos e vídeos dá pra notar o clima bem mais descontraído. Apesar do gramado sintético e, pelo jeito, ainda sem Éverton, dá para acreditar num bom resultado no domingo.

Sugestão

Treino do Flamengo – 26/05/2017  (Fotos: Divulgação / Flamengo)

Leio, e feliz da vida, que Conca e Diego estão prontos para o batente, e que neste meio de semana os dois – juntos, no mesmo time – participarão de um jogo treino, com adversário ainda a ser conhecido. Por que não fazer este jogo treino na Arena Flamengo, alçapão do Urubu, na Ilha do Governador?

Como será um jogo treino, acho que não haverá problema quanto a aprovação da Arena junto às autoridades competentes para o evento. A Arena está linda, o gramado perfeitinho e, uma bela oportunidade para o torcedor ir aprendendo o caminho…

Sem medo de errar, será matéria para o Jornal Nacional.

Assustado e preocupado

(Foto: CÉLIO MESSIAS/ESTADÃO CONTEÚDO)

Ontem, aliás madrugada de hoje, ouvi do meu querido Carlos Egon que, a atuação do nosso time havia sido muito ruim.

Daqui, raciocinei que o jogo, apesar de valer uma classificação para a próxima etapa da Copa do Brasil, trazia a facilidade que encontramos na partida de sábado pelo Campeonato Brasileiro e, por este motivo, o time devia ter entrado em campo mais relaxado do que deveria, daí a má atuação.

Acabei de falar com o Egon e fui para o blog. Confesso que fiquei assustado com seu texto e, mais ainda, com as notas por ele atribuídas. Fui dormir preocupado e, ao acordar, lendo os comentários, fiquei além de preocupado, assustado.

Reparem que desta feita, houve quase que uma unanimidade com relação ao trabalho que vem sendo feito pelo treinador Zé Ricardo. Até onde li, apenas um companheiro, entre todos, livrava a cara do nosso treinador. Não bastasse isso, uma quantidade considerável de jogadores foi descartada.

Pelo que li, de antemão, sei que o que vou aqui dizer não vai agradar à maioria absoluta dos companheiros, mas, é o tal negócio: amigo não é aquele que diz o que o outro quer ouvir, e sim, o que o outro precisa ouvir. Quanto mais em se tratando desta nossa família rubro-negra, que discorda, mas ama.

Amigos, acho que em função de uma atuação horrorosa, vá lá, a conclusão de um todo está distorcida.

Muralha é um Yashin? Claro que não. Mas, pergunto: no atual futebol brasileiro, quantos são bem superiores a ele? O nosso quarteto de zagueiros – Pará, Rever, Vaz e Trauco – é ruim? Será que já esquecemos de César Martins e Wallace? No meio defensivo, vocês acham mesmo Márcio Araújo, Arão e Éverton ruins?

Não há técnico no mundo que faça um time ser vencedor, se não houver um mínimo de criatividade no meio-campo. E, não há time no mundo que conquiste algo importante tendo apenas um atacante.

Com a saída de Diego e, sem poder ainda contar com Conca, não há solução, pois só estes dois sabem criar. E, só com Guerrero no ataque, definitivamente, não dá.

Contratar um atacante JÁ, é o mais primário dever de casa a ser feito. E, enquanto isso, por favor, Zé Ricardo, não invente e coloque o Vinícius Júnior para jogar 90 minutos.

No mais, acabar com este “centro de inteligência” que contrata com total incompetência.

Era isso. Falei com o coração, sem esquecer a razão.

Mengão pós jogo

(Foto: Celio Messias / Estadão Conteúdo)

Como sempre, quando – apesar de todo esforço possível, como agora – fica impossível para mim ver o nosso jogo, quem coloca a bola para rolar é o nosso doce, talentoso e bem-humorado, Carlos Egon Prates.

Diga aí, querido Egon…


Bem! Jurava que o festival de horror tivesse ficado na Argentina. Perdemos, com um festival de lambanças do Zé.

Vencemos hoje, com Zé fazendo um esforço abissal pra sair de Goiás eliminado…
Não existe nota maior que 5, pra qualquer jogador.

O Atlético tomou um gol, encostou a marcação no meio de campo e, foram para o suicídio. Deu certo! E, por pouco não deu MUITO certo…

Guerrero, nosso pivô, responsável pela chegada do meio, não viu cor de bola. O técnico do Atlético encostou o zagueiro no cangote dele. Babou!!!

Apesar das inúmeras faltas sobre o centroavante, a jogada morria ali.

Conseguimos (não sei como) jogar muito menos que contra o San Lorenzo. Definitivamente, saímos no lucro de Goiás…

Vamos às notinhas, que só serão dadas, por consideração ao meu amigo Kleber.
ELES não mereciam!!!

MURALHA – Sem culpa pontual em nada mas, culpado pela péssima reposição de bola. Pode cair em qualquer lugar – 3

PARÁ – De certa forma atacou com certa objetividade. Em compensação, fez um balaio de lambanças na marcação. O 1-2 sobre ele, só não foi notado pelo Zé Ricardo – 3

RÉVER – Nunca vi tão nervoso e afoito. Uma das poucas atuações pífias que assisti do nosso capitão – 2

VAZ – Definitivamente é o Fio Maravilha da nossa defesa. Alterna jogadas interessantes, com absurdas. Em dois lances, quase entrega a rapadura – 1

RENÊ – Posso quase garantir que, no futebol brasileiro, não existe lateral-esquerdo parecido com ele. Na contramão da modernidade, não passa do meio de campo. Só marca!!! – 3

MÁRCIO CARAMUJO – A pior partida que vi jogando esse ano! Errou tudo que podia e não podia. Até mesmo tropeços hilários na bola – 1

ARÃO – Coisa do outro mundo! Um terror tanto no meio como atacando. Nada deu certo para nosso volante – 1

TRAUCO – Para Traque faltou pouco. O perninha curta foi um dos responsáveis pela avalanche do Atlético. Nem marcava nem atacava – 1

ÉDERSON – Só foi notado quando perdeu um gol por querer cortar pra dentro. Não entrou em campo – 0

RODINEI – Ajudou na marcação, mas não foi o “ponta” que tem sido em outros jogos. Por outro lado, os lançamentos também não aconteceram. Valeu pela garra demonstrada – 4

GUERRERO – Continuo afirmando que é o melhor pivô “brasileiro”. Dentro da área é um jogador comum. Evidentemente, valeu pelo gol, mas hoje, não ganhou uma bola do zagueiro do Atlético – 4

MATHEUS SÁVIO – Entrou sob vaias, cruzou uma bola vadia e, caprichosamente entrou no cantinho. Como sou complicado para esquecer traumas, só pelas lambanças na terra do Maradona… – 0

ZÉ RICARDO – Pensei que tivesse aprendido na Argentina! Novamente jogou o time adversário pra cima de nós. Com a saída do Rodinei, deu sorte com o gol do Matheus. Por outro lado, perdemos a pouca posse de bola que tínhamos no ataque. Além, é claro, de liberar o lateral deles. Substituição básica e chorada pela Nação. Sai Rodinei, entra Vinicius Jr. Simples assim! As entradas de Rômulo, ManCUello e Matheus Sávio, tornaram Guerrero mais solitário ainda – 0

Valeu pela classificação, mas não valeu pela péssima partida que fizemos.

Abs amigos

Carlos Egon Prates