E agora José?

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Domingo, vida nova. Sai da cabeça do torcedor a Copa do Brasil e retorna o Campeonato Brasileiro.

Na Copa, a posição atual do Flamengo pode ser considerada muitíssimo boa, já que não levou gol em casa e fez dois, o que equivale a dizer que a classificação para a fase semifinal, onde – se classificado – pegará Botafogo ou Atlético Mineiro, está maravilhosamente bem encaminhada.

No Campeonato Brasileiro, embora nove pontos distante do líder, a terceira colocação na tabela é animadora, mas dependendo do que aconteça na Copa do Brasil, e na Copa Sul Americana, o Campeonato Brasileiro poderá virar uma bola ou búrica, isto é, ser campeão passar a ser o único objetivo, pois a vaga para a Libertadores pode chegar antes, seja pela Copa do Brasil ou, pela Sul-Americana.

A grande verdade é que nenhum outro jogo no ano empolgou tanto quanto este contra o Santos. E, sem que os mais novos reforços tivessem participado, pois não estavam e, não mais poderão ser inscritos. Fato é que alguns jogadores se encontraram e, Zé Ricardo, talvez tenha dissipado certas dúvidas, como por exemplo, a definição do melhor meio campo e, quem sabe, continue com um ou outro grilinho na cabeça.

Até 26 de julho, data do novo jogo contra o Santos, tenho a impressão de que o nosso treinador possa ter dois questionamentos. Se, efetivamente, Thiago vai aguentar o rojão, e se começa com Pará ou Rodnei. No mais, Réver e Rodholfo, a zaga. Trauco na lateral esquerda. O meio, com Márcio Araújo, Cuellar, Diego e Éverton, e o ataque, com Éverton Ribeiro e Guerrero.

Este jogo de ontem foi formidável, pois além de uma monstruosa injeção de confiança, ressuscitou quem já estava sendo enterrado, como Cuellar, Márcio Araújo e Berrío. Joguinho santo…

Antes que esqueça, e até entendendo em função da modificação introduzida no calendário com o alongamento da Copa Libertadores e, em função disso, modificando outras competições, é importante que a CBF esteja atenta para uma Copa do Brasil com uma melhor distribuição de jogos para o ano que vem, pois a distância entre as duas partidas de uma determinada fase acaba sendo muito grande, como é o caso agora, entre os jogos de ida e volta, nestas quartas de final. Muito tempo entre um jogo e outro. Quebra o encanto…

E, a meteorologia informa que no jogo de domingo, contra o São Paulo, São Judas Tadeu terá São Pedro como companheiro. Sorte dos funcionários responsáveis por molhar, antes do jogo, o gramado da Ilha do Urubu. São Pedro fará o serviço de graça e, com enorme prazer… Os mais velhos que preparem suas galochas… Em tempo: Ainda se compra galocha? Por favor, quem souber, transmitir através do blog. Carlos Egon, que irá ao jogo, não abre mão de tão útil objeto, que até agora não encontrou no mercado…

Isso é FLAMENGO

(Fotos: Gilvan de Souza / Flamengo)

. Sem medo de errar: a melhor atuação do Flamengo neste ano. Antes do segundo gol, imaginei “de ruim, só o placar” como título do post, pois tanta superioridade, perfeição tática e atuações impecáveis, 1 a 0 seria uma maldade. No finalzinho, o golaço de Cuellar mudou tudo, inclusive o título do post.

. No domingo, afirmei aqui que Corinthians e Grêmio eram equipes muito bem arrumadas. Hoje, o time do Flamengo foi superior, pois além de muito bem arrumado, foi guerreiro, intenso, inspirado e criativo. O Flamengo que sonhamos…

. O primeiro tempo foi de uma perfeição impressionante. A diferença entre os dois times foi a determinação da nossa equipe, onde a marcação foi perfeita, ao contrário do Santos, que não tinha a mesma pegada e pecava defensivamente.

. A perfeição foi “do goleiro ao ponta esquerda”, onde cada um cumpriu a sua missão de forma impecável, o que contribuiu para o jogo coletivo engrenar.

. Nada contra William Arão, mas, indiscutivelmente, o time fica mais compactado com Márcio Araújo e Cuellar. As subidas de Arão deixam buracos naturais atrás. Contra um time de qualidade técnica inferior, vá lá. Hoje, a escalação do time foi perfeita, rigorosamente coerente em função do adversário e da necessidade da vitória.

. Berrío fez a sua melhor partida pelo Flamengo. Em outros jogos cheguei a concluir que havia ele errado na escolha do esporte, pois ante tanta deficiência técnica no trato com a bola, e tanta velocidade, o atletismo deveria ter sido para ele a melhor opção. Neste jogo, Berrío pareceu jogador de futebol e, muito bom. Tomara que continue sendo…

. Diego, um príncipe. Guerrero, decisivo. Tão decisivo que participou dos dois gols. Éverton, foi o motorzinho de sempre, em noite iluminada, com direito a gol de altíssima categoria.

. Zé Ricardo, tão criticado, em noite inspirada, a começar pela escalação do time.

. Quarta-feira, deliciosa. A melhor do ano.

Tudo pode acontecer

Joel comemora um de seus gols contra o Botafogo (Foto: Agência Estado)

Alguma coisa me dizia para aguardar o jogo do Botafogo. O meu santo realmente é forte, pois talvez tenha sido esta vitória do Avaí sobre o clube da Estrela Solitária a maior zebra deste atual Campeonato Brasileiro.

A mesa estava posta e com talheres de prata. Vitória que guindaria o Botafogo para a terceira colocação, com direito a terminar o dia na frente do Flamengo. Não bastassem os retornos anunciados de seus dois principais jogadores, Camilo e Montillo.

O começo do jogo já anunciava a tragédia. Um gol espírita, num bate rebate e, Montillo saindo contundido. Depois disso, um belo gol do Avaí, e o Botafogo, principalmente no segundo tempo, consagrando o goleiro da terra do Guga.

Até agora, dois times demonstraram bom futebol e, mais do que justo, estejam Corinthians e Grêmio, liderando o campeonato.

A pergunta é a seguinte: até quando?

Se continuar na batida que vem até aqui e, de forma invicta, o Corinthians pode ser o campeão com três rodadas de antecipação. Mas será que vai aguentar o repuxo?

O mesmo se aplica ao Grêmio. Time bem organizado, mas que já deu uma rateada em momento decisivo. A derrota, em casa, para o Corinthians, convenhamos, foi desanimadora. E, pior ainda, pelo fato de Luan, o craque do time, além de não ter jogado nada, ainda ter perdido um pênalti.

Uma coisa é uma coisa. Outra coisa é outra coisa. Da mesma forma que decepcionado fiquei com a atuação do nosso time contra o Bahia, animado estou pelo que está por vir neste Campeonato Brasileiro, onde a sensação que se tem é que tudo pode acontecer.  Por isto mesmo, minimizar os equívocos passa a ser fundamental. A começar pela escalação do time…

Agora, é novamente a Copa do Brasil e, contra um Santos com muitos problemas. Embora competições distintas, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro são competições interligadas pelo emocional. Uma boa vitória na quarta é a melhor vitamina para domingo.

Nesta véspera de encarar o Santos, vou propor aqui uma discussão tática, onde já lanço a questão que é polêmica: o treinador deve ter na cabeça o que considera ideal como concepção tática ou, escalar em função do material humano disponível?

Indo mais longe e, como exemplo: o treinador ama jogar no 4-4-2, porém, o quarto homem deste meio campo não pode jogar, e o reserva não é uma “Brastemp”. O treinador deve manter o seu esquema de jogo, mesmo sendo este reserva, que vai entrar, no máximo razoável ou, você mudaria o plano de jogo, utilizando um jogador de melhor qualidade técnica?

Indo mais longe ainda: sem Éverton, no jogo contra o Bahia, você escalaria Matheus Sávio, mantendo o 4-4-2 ou, entraria com Berrío, ou Vinicius Júnior, indo para o 4-3-3?

Por favor, comentem…

Comemorar ou desconfiar?

(Foto: Staff Images / Flamengo)

Claro que, no raciocínio do torcedor, o que vale é bola na rede e o que importa são os três pontos, mas não tenho como não deixar registrada a minha preocupação.

Num domingo colado na TV, vi o jogo entre Grêmio e Corinthians. Independentemente do resultado – o Corinthians venceu por 1 a 0 – vi dois times muito bem arrumados.

Em Salvador, exatamente o contrário, mesmo jogando em vantagem numérica desde a metade do primeiro tempo – quando um jogador do Bahia foi expulso – a desorganização do nosso time foi flagrante e, não fosse por um lance isolado, os três pontos virariam um.

Não quero ser chato, mas há algo no ar que não está legal. Em análise rápida e justa, ante a circunstância, este resultado caiu do céu.

Sou um otimista de carteirinha, mas curiosamente após uma vitória, saio mais preocupado. Será que estou errado?

Hoje, de bom, os três pontos e a estreia do Rodolpho. E, ponto!

A noite merece uma profunda meditação.

Poema de vida

Recebi este vídeo, fruto de um trabalho de extrema sensibilidade dos nossos amigos da Rede Globo, do rubro-negro Carlos Peixoto.

Apaixonante, inspirador, sublime…

Aí meus amigos, o clubismo passa ao largo, pois o amor une e inspira.

Curtam este poema de vida…

 

E por falar em embalar…

Flamengo 5 x 1 Chapecoense, na Ilha do Urubu. (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Revendo toda a tabela do Campeonato Brasileiro, encontrei algo muito interessante. Da vigésima primeira, até a vigésima quinta rodada, o Flamengo fará, de forma seguida, cinco jogos na cidade do Rio de Janeiro.

21ª – rodada –  Atlético Goianiense
22ª – rodada –  Atlético Paranaense
23ª –  rodada –  Botafogo
24ª – rodada –  Sport Recife
25ª –  rodada –  Avaí

Dos cinco jogos, o único em que não atuará como mandante será contra o Botafogo, em jogo programado para o Engenhão. Aqui pra nós e, com todo respeito, não é uma sequencia perfeita para uma bela arrancada?


Restam pouco mais de 100 (CEM) sócios torcedores para o Flamengo atingir a linda casa dos 100.000 (CEM MIL) sócios torcedores. Este projeto, hoje vitorioso e totalmente consolidado, teve início em 1995. O “sócio torcedor” de hoje, lá atrás, tinha o nome de “sócio off-Rio” e, era parte de uma campanha cujo título era “Seja Sócio”. Com esta campanha, o Flamengo, no ano de seu centenário, saiu de pouco mais de três mil sócios pagantes, para sessenta mil, algo simplesmente extraordinário para aquela época e, fator decisivo para o início de uma grande virada na arrecadação do clube.


Sem querer criticar qualquer comentário que seja, de uma forma ampla, acho que devemos e podemos estar felizes pelo resultado de ontem, porém, sem perder a coerência, pois não pode um jogador que vinha sendo aqui sistematicamente criticado, de repente, fruto de uma goleada onde não teve nenhuma participação, se transformar em boa opção de ataque.

Não preciso e nem devo falar sobre quem esteja eu me referindo, até porque, é irrelevante. Relevante sim, é estar atento à coerência, fator decisivo para qualquer tipo de análise.


Se punido fosse com inversão ou, inversões de mando de campo, pela confusão que houve entre torcedores em São Januário, o primeiro jogo a ser cumprido seria exatamente contra o Flamengo. Acontece que, em julgamento realizado ainda há pouco, o Vasco foi absolvido.

Aliás, muito boa foi a sacada do advogado cruzmaltino na defesa do treinador que, suspenso, teria dado instruções a um membro da comissão técnica que, teria descido até o banco de reservas, repassado as instruções ao preparador físico que, finalmente teria transmitido para o treinador auxiliar, que dirigia o time.

A sacada do “Michelzinho do Vasco” foi muito boa. Disse ele: “Isto é fantasia. Se o treinador Milton Mendes quisesse dar alguma instrução ao auxiliar bastaria passar via WhatsApp”. Milton Mendes, claro, foi absolvido.


Há algo muito interessante e, de polêmica gostosa, que foi tema na discussão com alguns amigos rubro-negros e do time do arco-íris.  Se você só pudesse dar uma nota 10, pelo jogo de ontem, você daria para quem? Diego ou Guerrero?

Começamos a engrenar?

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Tipo do jogo importante, pois sempre digo aqui que confiança é quase tudo no futebol. Jogo curioso, meio que fatiado, onde 80% do bolo foi comido pelo time do Flamengo. O placar de 5 a 1 é a prova disso.

Brilharam Diego e Guerrero. Diego, fez dois gols e uma assistência. Guerrero, fez três e uma assistência. Difícil dizer quem foi o melhor. Nota 10 para os dois.

No mais, quase todos muito bem, sendo que, Arão e Berrío, apenas discretos. Thiago falhou. Sorte dele que o time se superou e até goleou. Réver saiu contundido, e Juan levou o terceiro cartão amarelo. Rodolpho não teve tempo para mostrar muita coisa, mas demonstrou personalidade.

O Bahia, nosso próximo adversário, tomou de três do Corinthians. No aspecto psicológico, um bom momento para jogar com o Bahia, mesmo sendo o jogo em Salvador.

Como a Ponte Preta venceu o Cruzeiro, o Flamengo terminou a rodada em oitavo lugar. De qualquer forma, um belo salto. O mistério da rodada foi a decisão do Cruzeiro de jogar contra a Ponte com um time reserva. Decisão infeliz…

Para encerrar. Alô turma do futebol do Flamengo!!!! Por favor, um baita goleiro, URGENTE!!!!!! No mais, que delicia ir dormir ganhando e, de cinco…

Em homenagem aos rubro-negros, Claude e Thomás Troisgros… QUE MARRRAVILHA!!!!

Torcer, das sete e meia às onze

Treino do Flamengo – 21/06/2017  (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo).

Hoje à noite, embora as emoções mais fortes estejam programadas a partir das nove, quando a bola vai rolar para Flamengo x Chapecoense, na Arena da Ilha, há um jogo, entre Ponte Preta e Cruzeiro, começando às sete e meia, que – dependendo do resultado – nos tirará, em caso de vitória, na Ilha, da décima terceira posição, para ser sétimo ou oitavo.

O Flamengo, que tem onze pontos, passaria para quatorze. Se houver vencedor no jogo em Campinas, o Flamengo terminará a rodada em oitavo, porém, se houver um empate entre Ponte e Cruzeiro, o sétimo lugar estará garantido, pois aí Ponte e Cruzeiro chegariam a doze pontos. Como diria Afonso Soares, “de grão em grão, o Urubu enche o papo”…

Pelo noticiário, as dúvidas para a escalação do time são: Cuellar ou Arão, e Vinícius Júnior ou Berrío. Como o Flamengo joga em casa e, já teria um volante de pegada (Márcio Araújo), não dá para não optar por William Arão. A outra dúvida, até por uma questão de coerência, já que Zé Ricardo, finalmente, resolveu apostar no garoto, iria de Vinícius Júnior.

Pena que que Éverton Ribeiro não possa jogar. Torcedor, seja ele de que time for, tem na cabeça que, “pai é pai, mãe é mãe, mas novidade é novidade…” O fato novo que seria a estreia de Éverton Ribeiro, com certeza, deixaria a Arena da Ilha muito mais cheia. De gente e de esperança…

Ontem, assisti à partida entre Botafogo e Vasco (3 a 1). Como o time do Botafogo é bem arrumado. Será Jair Ventura tão bom assim?

Direito de resposta

Treino do Flamengo – 20/06/2017 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

O título vai na conta do oportunismo jornalístico, já que, “direito de resposta”, todos sabem do que se trata e, tem a força de despertar a atenção de todos para o tema em questão, que nos é comum e apaixonante.

O nosso amigo NINO postou o comentário abaixo:


“O negativismo impregnado”

Kleber Leite, reconheço que o momento político do clube não o inspire a criticas mais agudas, tanto a direção executiva quanto a direção técnica nesse momento.

Por esse motivo seu “otimismo institucional” esta perdoado, deixa que a gente critica!

É esse mesmo otimismo institucional que vai nos levar até o fim do 1o. turno (daqui a 8 rodadas) sem uma solução para os problemas desse time, pois não se engane, o SANTO DO ZR é forte, e ele sabe se equilibrar como ninguém na pressão da corda bamba, é um fenômeno.

Sua posição institucional tbm corrobora com o fato que talvez vc mesmo não tenha a certeza da solução a ser implementada, eu tbm não o condeno por isso!

Só para lembrar que hoje mesmo a nossa situação é INACEITÁVEL, somos 14o a 1 ponto da zona de rebaixamento, isso por sí só já seria determinante.

Nós podemos ser cegos, mas a direção do clube não tem esse direito. SRN.


Nino amigo,

Pra começar, muito bom lidar com quem escreve o que realmente pensa. No fundo, você me ajuda a esclarecer todas as situações por você apresentadas. Assim sendo, bela oportunidade para desenvolver os temas, pois com certeza, muitos devem pensar da mesma forma.

1  –  “O momento político não me inspira para críticas mais agudas”. Vamos lá: Primeiro, o momento político não poderia ser melhor e, só não é perfeito, pelo fato do futebol não ter ainda acompanhado o ritmo, pleno de sucesso, introduzido nos outros setores do clube. Portanto, mesmo sendo o futebol, sem qualquer dúvida, o que há de mais importante, não se pode deixar de reconhecer que demos uma bela caminhada.

Claro que hoje o mundo é outro, claro que o faturamento espetacular que vem sendo construído há bastante tempo possibilita um orçamento do tamanho do Flamengo e, que tudo isto ajuda e, muito. Porém, por uma questão de justiça, não se pode, em hipótese alguma, ignorar dois detalhes fundamentais. Hoje, o Flamengo está entregue – “do goleiro ao ponta esquerda” – a gente da maior seriedade possível. E, não bastasse isso, competentíssimos e, diria mesmo, alguns extrapolando e beirando a genialidade.

Quero, só para ilustrar, me referir à negociação do jovem Vinícius Júnior. Não fosse o talento do nosso negociador, Fred Luz, o Flamengo ao invés de ter vendido por 45 milhões de euros, teria topado 30, além de reduzir a “gordura” do negócio (comissões e despesas) de 20 para 15%.  Esta competência se estende ao jurídico, finanças, patrimônio e, por aí vai. E, bom não esquecer que poderia estar ainda tudo melhor, se aqui ainda estivessem fazendo parte desta diretoria, Luiz Eduardo Batista, o Bap, Flavio Godinho e Plínio Serpa Pinto.

Talvez você tenha tentado dizer que, pelo aspecto político, pela convivência, pela amizade, pelo carinho, tenha eu sido parcimonioso nas críticas. Não é verdade. Posso não ter sido agressivo ou contundente, até porque, quem lá está não mereceria, mas tenho sim chamado a atenção para os pontos que considero frágeis no futebol. Jamais me omiti. Apenas, não uso o espaço para fazer política, e sim, para dizer o que penso e alertar a quem de direito. E, sempre com elegância e educação, o que não é nenhum favor, é obrigação.

2- Com relação a – na sua observação – eu não ter sido contundente, pelo fato de, provavelmente não ter certeza da solução, ledo engano. Já disse aqui e repito:

  • Nas contratações, optamos pelo quantitativo, quando a melhor alternativa era partir para a qualidade.
  • Mais do que flagrante que este “setor de inteligência” tem se mostrado incompetente.
  • Pecamos na projeção do elenco, onde fomos consertando os “furos” causados pelas contratações equivocadas, em meio às competições.
  • Pecado mortal, não ter se contratado, até agora, um baita goleiro.
  • Perdemos realmente algumas boas oportunidades em contratar um técnico cascudo e vencedor. Tenho profundo respeito pelo trabalho de Zé Ricardo, mas por conceito definitivo, o Flamengo não é lugar para ninguém começar a carreira.

3 – Você fala no meu “otimismo institucional”. Vou além. Realmente, sou um otimista de carteirinha que só torce a favor. Mesmo com tudo que aqui coloquei, quero dizer a você que, com um pouquinho de sopro de São Judas, até porque sem ele ninguém chega a lugar nenhum, o Flamengo pode sim, e muito breve, já estar brigando na ponta da tabela.

O principal sopro de São Judas será no sentido de que Éverton Ribeiro, Rhodolfo e Geuvânio, entrem e arrumem definitivamente o time. Se isto acontecer, aposto todas as fichas que vamos ter o delicioso direito de torcer e, quem sabe, com um final extremamente feliz…

Pingadinhas de segunda…feira!!!

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. Notícia é fogo, principalmente quando equivocada. Alguém noticiou que o Flamengo terá nas próximas seis rodadas a possibilidade de encostar nos líderes, pois terá uma sucessão de jogos aqui no Rio de Janeiro. Curioso é que virou verdade, quando na realidade é mentira. Os próximos seis jogos do Flamengo serão os seguintes:

  • CHAPECOENSE – ILHA
  • BAHIA – FONTE NOVA
  • SÃO PAULO – ILHA
  • VASCO DA GAMA – SÃO JANUÁRIO
  • GRÊMIO – ILHA
  • CRUZEIRO – MINEIRÃO

Talvez a confusão tenha sido pelo fato do Flamengo jogar três seguidas no Rio de Janeiro, só que, a partida do meio será contra o Vasco e, em São Januário. No mais, como manda o figurino, um jogo como mandante e outro como visitante.


. Uma das polêmicas sobre o jogo de ontem ficou por conta da arbitragem. Não por qualquer lance e sim, pela substituição do árbitro, que sentiu um desconforto muscular. O curioso, é que ao invés de ser substituído pelo quarto árbitro, quem entrou foi o fiscal de linha, que estava atrás do gol à direita das cabines de rádio. Os mais antigos estranharam não ter sido o árbitro substituído pelo bandeirinha número um, que, antigamente, utilizava a bandeira vermelha. Nada importante. Apenas para registro.


. Apesar dos comentários em sua maioria negativos, o dia foi de discussão se o Flamengo pode ainda alcançar a ponta da tabela. Hoje, estamos distanciados do líder do campeonato por nove pontos. Claro que não é uma distancia confortável, mas pelo fato de termos concluído neste final de semana 21% do caminho a ser percorrido, convenhamos, é totalmente possível. Resta pedir a São Judas que Éverton Ribeiro, Rodholfo e o atacante do nome complicado, tenham sido tiros certeiros. Se assim for e, se possível, com um baita goleiro, com certeza, vamos brigar em cima.


. Muito boa a matéria de hoje, na página 19, do Diário Lance, sobre as mudanças que a FIFA pretende introduzir no futebol, a saber:

… Fazer com que o capitão do time seja o único jogador com permissão para dialogar com o árbitro.
… Parar o cronômetro em lances que tomem tempo, como por exemplo, a cobrança de pênaltis, atendimento a jogador lesionado e, até mesmo o gol e respectiva comemoração. Com isso o tempo real de jogo seria bem maior.
… Rigor total na aplicação dos seis segundos quando o goleiro estiver com a bola. Isto aí se marcado como deve, vai modificar muito resultado de jogo, pois estará criada uma clara chance de gol para o time adversário.
… Rigor total com jogadores que pressionam o árbitro ou, joguem o árbitro contra a torcida.
… Acabar com o diálogo entre árbitros e treinadores. Apenas mostrar o cartão que, dependendo da gravidade na ação do treinador, pode ser amarelo ou vermelho.
… Permitir que os defensores possam receber a bola na área, quando da cobrança de um tiro de meta.
… Caso um jogador que esteja no banco de reservas receba o cartão vermelho, o número máximo de substituições será reduzida em um. Caso as três substituições já tenham sido realizadas, no jogo seguinte o treinador só poderá fazer duas substituições.
… Relógio parando quando a bola estiver fora, nos 5 minutos finais do primeiro tempo e nos dez minutos finais do segundo tempo. Há ainda em estudo, a exemplo do que acontece em outros esportes, para fazer com que o futebol, em medida mais radical, tenha dois tempos de 30 minutos de bola rolando.

Sem analisar caso a caso, e com todo respeito à modernidade, até porque, a mim o novo atrai, e – consequentemente – dele não tenho receio, acho apenas que tantas introduções ao mesmo tempo podem pirar a cabeça do torcedor, dando a sensação de que está sendo ele apresentado a um novo esporte e, pior, tirando abruptamente dele o seu mais adorado brinquedo de estimação.
Pode até ser, desde que, com jeitinho…

O comentário sobre cada item, deixo com vocês. Até legal, pois vamos ter aqui uma média do que pensa o torcedor sobre o momento revolucionário da “Dona FIFA”.