Ganhamos um ponto ou, perdemos dois?

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. Apesar do placar, com quatro gols, foi um jogo, tecnicamente, fraco. No duro, no duro, faltou qualidade, principalmente do nosso lado.

. A barração de William Arão, como era de se esperar, tornou o time menos ofensivo, pois embora não esteja em seu melhor momento, Arão se infiltra mais do que os outros volantes.

. Vinícius Júnior poderia, com trinta segundos de jogo, ter se consagrado e, mudado o curso da partida. Ao invés de tocar por cima do goleiro, preferiu tocar do lado. Depois, talvez sentindo a infeliz opção, foi figura apagada.

. Para não perder o embalo do setor direito, Berrío, que entrou no lugar de Vinicius Júnior, fez uma única boa jogada. No mais, o mesmo Berrío de sempre.

. Com a idade avançada, e consequentemente a velocidade diminuída, não dá para deixar Juan no mano a mano. Assim surgiu o pênalti e o segundo gol do Fluminense.

. Trauco foi um dos poucos a manter um bom ritmo o tempo todo. Foi premiado como gol de empate. Rever, também foi muito bem.

. Outra pergunta que cabe, a exemplo do título: Rodney é melhor do que Pará?

. Diego, apesar da garra de sempre e do gol, não fez uma boa partida. Natural, em função da longa parada.

. Será que não está mais do que claro que precisamos de um baita goleiro e, o mais rápido possível?

. Quinta, na Ilha do Urubu, vamos pegar a Chapecoense e, domingo, o Bahia, na Fonte Nova. Está na hora de uma engrenhada, caso contrário, vamos nos despedir muito cedo da possibilidade do título?

. Ia esquecendo. E a entrada do Conca, hein? Patético…

E aí, ganhamos um ponto ou, perdemos dois?

Aviso aos navegantes

Já passou do limite a covarde perseguição política que venho sofrendo ao longo de 20 anos no Flamengo.

Os que, por incompetência, inconsequência e, quem sabe até, má-fé, deram início à descabida defesa do Flamengo no caso “Consórcio Plaza”, juntamente com os oportunistas que por mim foram contrariados em seus objetivos, somando-se ainda, os que sem qualquer conhecimento de causa, irresponsavelmente, agridem pelo prazer de agredir, que tomarei as medidas judiciais cabíveis contra todos que denigrem a minha imagem.

Apresento agora, a contra notificação, por mim encaminhada ao presidente do Conselho Diretor do Flamengo.


Rio de Janeiro, 31 de maio de 2017.

Ao

Ilmo. Sr. Presidente do Conselho Diretor do Clube de Regatas do Flamengo

Av. Borges de Medeiros, nº 997, Lagoa

Prezados Senhores,

                        KLEBER DA FONSECA DE SOUZA LEITE, em resposta à notificação encaminhada por V.Sas. em 3.5.17, apresenta a seguinte contranotificação:

                       V.Sas. exigem, por meio da referida notificação, que o ora contranotificante efetue o pagamento de R$ 61.000.000,00 (sessenta e um milhões de reais), mais acréscimos legais, no prazo de 30 dias, sob pena de instauração de processo disciplinar pelo Conselho de Administração do Flamengo, com vistas à aplicação da penalidade de suspensão, que vigoraria até a quitação integral desse débito.

Desde logo, em resposta a correspondência datada de 3.5.17, o contranotificante afirma, aqui e agora, categoricamente que não reconhece a dívida que lhe é imputada por V.Sas. e que em nenhuma hipótese é de sua responsabilidade o ressarcimento de tal quantia ao Clube de Regatas do Flamengo.  É, pois, lastimável o expediente adotado por V.Sas. que demandam o ressarcimento de um alegado prejuízo que o ora contranotificante não deu causa.

Ressalte-se, por oportuno, que, conforme atestou o Conselho Deliberativo desta agremiação desportiva, todas as prestações de contas dos exercícios em que o notificante funcionou como Presidente do Clube de Regatas do Flamengo foram aprovadas, sem quaisquer ressalvas, não podendo V.Sas. agora, passados cerca de 20 anos da aprovação dessas contas, pretender responsabilizar o notificante por atos que já foram referendados pelo órgão deliberativo competente do clube.

V.Sas. também certamente sabem que, por força do art. 844 do Código Civil, a transação celebrada nos autos do processo nº 0077233-03.2002.8.19.0001 apenas opera efeitos entre as partes contratantes, e, por isto, não é oponível ao contranotificante, que não participou desse acordo.

Ademais, ainda que fosse imputável a aludida dívida ao contranotificante ­- o que não se admite em nenhuma hipótese -, V.Sas. declaram abertamente estar prescrita essa pretensão de cobrança dos malfadados R$ 61 milhões.

Enfim, por qualquer ângulo que se analise a questão, fica muito evidente que notificação ora respondida é um completo despautério cujo propósito não pode ser o ressarcimento do prejuízo alegado por V.Sas.

A notificação aqui respondida é, no entanto, reveladora das reais e lamentáveis intenções de V.Sas. É evidente o manifesto cunho político e persecutório na conduta adotada por V.Sas. na medida em que ameaçam arbitrariamente o contranotificante com gravosas sanções administrativas, caso não ocorra o pagamento pleiteado na notificação. Ora, quando V.Sas. cobram, por meio da notificação datada de 3.5.17, o ressarcimento de prejuízo daquele não lhe deu causa, exigindo o pagamento de dívida manifestamente prescrita, relativa a fato ocorrido há mais de 20 anos, durante uma gestão cujas contas foram aprovadas, é de se presumir que o ora contranotificante jamais pagará tal valor. Todavia, mesmo cientes dessa realidade acachapante, V.Sas. formulam uma descabida cobrança, para constranger e ameaçar o contranotificante com severas sanções administrativas.

Fica nítido, portanto, o escuso propósito de V.Sas., que conspiram para fabricar um “factoide” (consistente no não pagamento da alegada dívida), o que supostamente legitimaria esse velado caráter político e persecutório, pois criaria um fundamento (totalmente leviano, diga-se de passagem) para justificar a imposição de sanção administrativa/disciplinar que, na realidade, é de todo arbitrária e descabida. Essa conduta de V.Sas. viola os mais comezinhos princípios da boa-fé na condução de uma respeitada e reconhecida entidade desportiva. Afinal, não se pode admitir que o clube seja usado como títere de alguns indivíduos, que, eventualmente, possuam eventuais divergências, desavenças ou antipatias com o contranotificante.

Assim, surpreendido com essa evidente retaliação política de V.Sas., revelada nessa vetusta e descabida pretensão — irremediavelmente prescrita —, na qual se exige do notificante o pagamento de quantia estratosférica que não lhe pode ser imputável, o contranotificante reafirma que não deu causa ao débito de R$ 61.000.000,00 (sessenta e um milhões de reais), mais acréscimos legais, que lhe foi cobrado por meio da correspondência de 3.5.17.  Adverte, ainda, o contranotificante que tomará as medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis contra os responsáveis por essa descabida e constrangedora conduta adotada por V.Sas, caso decidam prosseguir nesse desiderato.

Atenciosamente,

KLEBER DA FONSECA DE SOUZA LEITE

A estreia do Urubu na Ilha

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. A atmosfera, para começar, espetacular! Fascinante ver o jogo tão colado ao campo, principalmente quando se trata da mais apaixonada torcida do planeta.

. O “aconchego” é tão verdadeiro que, as emissoras de televisão tiveram enorme dificuldade em “filtrar” o áudio. Ali, o que se fala, se ouve. Não tem jeito…

. Não fosse o momento de incerteza, a Arena teria lotação máxima. De qualquer forma, os quase quatorze mil presentes vestiram a nossa nova casa com dignidade e beleza.

. Estranhei, em momento tão importante, o Flamengo jogar como seu uniforme número dois. Se a opção é do mandante, não há como explicar não jogar com o “Manto”.  Se o objetivo é fazer do Flamengo uma marca mundial, perdemos uma bela oportunidade de aparecer para o mundo como normalmente nós somos. Este jogo, pela estreia da Arena, midiaticamente, extrapolou fronteiras. O vermelho e preto, a nossa marca, ninguém viu… Há ainda outro detalhe importante a ser colocado sobre este assunto, mas fica para o próximo POST.

. O jogo, nervoso. Natural, por tudo que vem acontecendo. Adorei os abusos de Vinícius Júnior, principalmente no primeiro tempo. Com a entrada do garoto, ganhamos um componente decisivo para quem quer ser vencedor. Estou falando de…OUSADIA!!! De acreditar, de ter talento, de partir pra dentro do adversário.

. De um modo geral, uma boa atuação do time. Sistema defensivo muito bem, com a zaga firme e decisiva. Não esquecer que o primeiro gol foi de Réver. O tão – para mim – injustamente contestado, Rafael Vaz, foi perfeito. Além de defender bem, contribuiu na saída de jogo. Desculpe quem pensa em contrário, mas acho Rafael Vaz um jogador pra lá de aproveitável. E, antes que esqueça. Márcio Araújo também.

. Quem tentou tudo, mas não estava em uma noite feliz, foi Diego. De qualquer forma, a elegância, a vontade, o espírito vencedor, sempre contribuirão para uma nota com direito a “passar de ano”. Hoje, Diego foi 6.5

. E o Conca, finalmente, estreou. Melhor do que a estreia, foi a entrevista ao final do jogo, onde deixou claro a angústia de querer voltar bem. Achei Conca meio “volumoso”… Perder uns quilinhos vai ajudar…

. O curioso do jogo e, só o futebol proporciona isso. O jovem goleiro do Flamengo, onde foi solicitado e, a bem da verdade, foi pouco, mas foi bem. O calejado goleiro da Ponte Preta, tão elogiado pela imprensa paulista, falhou nos dois gols. A lógica passa distante deste esporte que, por isso, é o mais apaixonante do mundo.

. Agora é o Fla-Flu. Com todo respeito ao Damião e ao Renê, os peruanos vão nos ajudar muito.

Geuvânio vale uma conversa?

Geuvânio (Foto: Reprodução)

Há certas coisas na vida e, consequentemente no futebol, em que se procura o caminho mais difícil, mais problemático, quando um simples telefonema poderia tornar tudo mais simples e, sem qualquer stress.

Este é o caso que envolve o atacante Geuvânio, praticamente contratado pelo Flamengo e, com o Santos ameaçando recorrer à Fifa, pois na transferência do jogador para o clube chinês foi colocado no contrato entre as partes a preferência para o Santos, em caso de retorno do jogador para o futebol brasileiro. E, para piorar, o Santos tem interesse em ter Geuvânio de volta. Resumo da ópera: problema criado e de solução imprevisível.

Paralelo a tudo aqui colocado, aparece o depoimento do presidente do Santos, Modesto Roma, gente boa, que tive o prazer de conhecer recentemente, dando conta de que gosta muito do presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, e que estranha não ter sido procurado por ele, já que a relação entre os dois é a melhor possível.

Como diria minha avó Corina, “um razoável acordo é muito melhor do que uma boa briga”. Fica a sugestão.

Uma coisa, é uma coisa. Outra coisa, é outra coisa

(Foto: Divulgação / Flamengo)

Tive tempo na vida para conhecer torcedor de tudo que é tipo. Mais exigente, menos exigente, brutalmente apaixonado, apaixonado comedido, equilibrado, enfurecido, dócil, violento, enfim, já vi de tudo.

O nosso momento, embora de questionamentos e, até de críticas com relação às últimas atuações, passando pelo desapontamento por algumas contratações e pela polêmica com relação ao treinador Zé Ricardo ser substituído, precisa de uma bandeira branca, pois há uma diferença brutal em importância, entre o que pensamos e a necessidade do Flamengo se recuperar, ganhando o jogo de amanhã.

Embora continue achando que poderíamos ter contratado com mais competência e, de ter dúvidas neste momento com relação à manutenção do treinador, nesta quarta-feira, quando a bola rolar, toda a minha energia será positiva, pois estará em jogo algo infinitamente mais importante do que um simples achismo de minha parte e, sobre este tema, repito que, somente quem está lá dentro tem a noção exata da temperatura e, por conseguinte, quando e como fazer. Portanto, bandeira rubro-negra na mão e bandeira branca no coração.

O Flamengo merece e precisa. Aqui, nada funciona sem o apoio da torcida. Aqui, a sinergia entre campo e arquibancada, é tudo. Isso aqui, é Flamengo.

Pior do que não contratar, é contratar errado

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Sabem quem é o autor do título deste POST? Cuca, ex-treinador do Flamengo e, atual “professor” do Palmeiras.

No futebol, quem vive nele ou, quem vive dele, se aprende todo dia, desde que, claro, se esteja atento e, haja humildade suficiente para captar uma mensagem que seja.

De todos os treinadores com quem trabalhei, Cuca foi o mais cuidadoso e participativo quando se tratava de reforçar o time. Além de pesquisar profundamente o “alvo” e, a partir do momento em que não houvesse nenhuma dúvida quanto às partes, técnica, física e médica, interagia ele pessoalmente com o jogador pretendido e, só após vencidas todas as etapas e, estando ele convencido, dava o sinal verde para a contratação. Já houve caso do jogador que queria se contratar, estar bem, técnica e fisicamente, mas “nas entrevistas”, por este ou aquele motivo, Cuca ter desaconselhado o fechamento do negócio. Em síntese, era ele extremamente meticuloso e exigente quando se tratava de colocar alguma cara nova no grupo e, tinha com ele a verdade que inspira o título deste POST.

Entre os poucos equívocos da atual direção do Flamengo, a maioria se concentra no futebol e, o mais contundente dos equívocos têm sido exatamente as contratações.

Curiosamente, apelidaram este setor de “inteligência rubro-negra”, que fica devendo exatamente na forma como se intitula. Se fosse competente, diria, pelo título, ser pretensiosa. Pelos resultados que verificamos, diria tratar-se de um título tragicômico.

. Rhodolfo, o zagueiro que acaba de ser apresentado, diz que está clinicamente curado do problema no joelho, mas por que motivo terá jogado tão pouco após a cirurgia? Conca, segundo apurei, foi ontem para compor o banco, ainda completamente fora de forma, e, já há quem duvide que esteja ele bem até o final do campeonato.

. Donatti, o zagueiro argentino, foi contratado sem que as duas figuras máximas do futebol, presidente e vice, além do treinador, o tivessem visto jogar. Aí, sinceramente, passa a ser loteria…

. Não vou aqui me alongar nem tomar o tempo de vocês falando da quantidade de jogadores que custaram valores consideráveis e que, já haja uma unanimidade com relação ao “final do filme”. E agora, fazer o que, com esta quantidade significativa de jogadores, que já sabemos que não vai dar em nada? O pior é que, pelos nossos erros nas contratações, os outros clubes já sabem quem é quem. Acabamos sendo a vacina para possíveis equívocos dos clubes rivais.

Bem que a “inteligência rubro-negra” se não demitida for, poderia fazer um cursinho intensivo com o  treinador do Palmeiras…

E agora?

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Ontem, coloquei aqui que, só quem está com a mão na massa pode saber se o treinador perdeu o comando e, consequentemente, deve ser substituído.

Pelas declarações do presidente, Zé Ricardo vai continuar, o que equivale a dizer que o nosso presidente está convicto de que o “barco” está em boas mãos.

Estes dois próximos jogos, com todo respeito ao que pensa hoje o presidente Eduardo, darão tom do final do filme.

Tomara que tudo dê certo, a começar pelo jogo desta quarta-feira, contra a Ponte Preta. Os pedidos de apoio à torcida foram válidos e inteligentes, até porque não há como no Flamengo qualquer coisa  caminhar bem sem que haja uma sinergia perfeita entre o campo e a arquibancada.

Semana que promete e, pelo jeito, vai definir o futuro do comando do nosso futebol. Semana de fortes emoções…

E, ia esquecendo. Cadê o baita goleiro? Como já dizia minha avó Corina, “quem tem um, não tem nenhum”. Quem tem meio então…

Time sem confiança

(Foto: Eduardo Valente / LANCE!)

Não há como se avaliar, com precisão, as atuações individuais do time do Flamengo, pois o aspecto psicológico agiu e, como era de se esperar, de forma negativa.

Quem esperava um monte de alterações, em função das últimas desastrosas atuações, teve que se contentar com um goleiro novo, e com Vinicius Jr, finalmente, começando um jogo.

Aliás, começo pelo garoto. Zé Ricardo, que teve três ou quatro ótimas oportunidades para dar chance ao garoto de começar jogando ou, ao menos, jogar meio tempo, e só não fez alegando o aspecto psicológico, acabou escolhendo o pior momento, o de crise, e com o time completamente sem confiança. Vinícius Júnior teve três bons lampejos e, como o restante do time, ficou devendo.

A principal providência, a prioritária, de preferência “ONTEM”, tem que ser a contratação de um grande goleiro. Muralha, queimado. Thiago, em um determinado lance, quando deveria ter saído do gol, inclusive com Juan cantando a jogada, quase entrega a rapadura. Thiago não está pronto.

. Pelo time do Avaí, que se não se ajeitar vai acabar caindo, perdemos mais dois pontos. Para não deixar de falar em destaques, aponto, pela pobreza do jogo, dois “meio destaques”: Mancuello, que entrou bem no jogo substituindo William Arão; e o veterano Juan, não o zagueiro do Flamengo, e sim, o hoje meio campista do Avaí.

(Foto: Eduardo Valente / LANCE!)

. Damião foi salvo pela bicicleta. Por ela e, só por ela, conseguiu aparecer. Diego, sempre lúcido, fez o que pôde, sentindo visivelmente a falta de ritmo de jogo. No mais, nada demais…

. O jogo agora é contra a Ponte Preta, quarta próxima, no Ninho da Ilha e, domingo, no Maracanã, o Fla-Flu com mando de campo do Fluminense. Não tenho nenhuma dúvida de que o nosso futuro, a curtíssimo prazo, vai depender da agilidade da diretoria em recolocar o barco no seu curso normal.

Continuo achando que o momento pede ação, começando pela contratação de um baita goleiro e, ter a coragem de mudar o que eles sentirem que seja necessário. Só se espanta crise, agindo.

Melhor conversar

(Foto: Igor Rodrigues / GloboEsporte.com)

Há muito tempo foi dito que a cadeira da presidência do Flamengo era a própria cadeira elétrica e, hoje, o nosso presidente deve estar entendendo isso.

Vi as imagens dos torcedores rubro-negros na porta do centro de treinamento George Helal e, deu para notar o quão tenso estava o ambiente.

Com a experiência de quase nove anos, como presidente e vice-presidente de futebol e, acima de tudo, como quem só quer o bem, a paz e o sucesso do Flamengo, afirmo que em momentos como esse, o diálogo é a única saída.

Tomara que o presidente Eduardo Bandeira de Mello pense desta forma, até porque, ouvir não custa nada e, quando há mensagens construídas pelo amor, pela paixão, por que não ouvir e, quem sabe, aproveitar alguma coisa…

Uma coisa é certa: o objetivo de todos, é o mesmo. Conversar, é preciso.

As duas dúvidas rubro-negras

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. A primeira, começa exatamente pela camisa 1. Há uma unanimidade com relação ao momento ruim de Muralha e, uma enorme dúvida, com respeito a ser ele um goleiro do tamanho do Flamengo.

Particularmente, e já coloquei isto aqui, houve um grave erro na montagem do elenco para esta temporada. Com a saída de Paulo Victor, ficamos rigorosamente entregues nas mãos de Muralha e, como dizia minha avó Corina, “quem tem um, não tem nenhum”. Acho que na saída de Paulo Victor, ato contínuo, alguém deveria ter sido contratado. E, é bom não esquecer que houve um momento para tirar Cássio, do Corinthians. Este episódio me motivou a falar sobre a importância do “timing” no futebol, onde citei a sensibilidade de Francisco Horta ao contratar Roberto Rivelino. Cássio, insatisfeito com a reserva momentânea, estava doido para sair. Aquele era o momento. Agora, Inês é morta…

No gol, as dúvidas são muitas. Muralha deve ser barrado? Thiago segura esta barra? Alguém deve ser contratado? Enfim, são essas as dúvidas. A primeira, só quem convive com o jogador pode responder, até porque, só se conhece alguém profundamente, convivendo.

Zé Ricardo é que tem que definir qual seja o nosso maior risco. Escalar Muralha ou arriscar com Thiago. Se a cabeça de Muralha está boa, iria com ele. Se não, solucionado para o jogo de domingo está, até porque, como opção, só restaria escalar o jovem Thiago. Não tenho nada contra se arriscar com jogadores jovens, só que, desde que sejam muito acima da média, como um dia, com 17 anos, Júlio César virou titular e foi campeão da Copa dos Campeões Mundiais e da Copa de Ouro. O problema, é que, em qualidade, a diferença entre Júlio César de 95, e Thiago, de hoje, é enorme…

Sintetizando: Está mais do que na cara que o Flamengo precisa de um baita goleiro. Ponto!

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. A segunda grande dúvida, é se Zé Ricardo deve continuar. Novamente, tenho que dizer que, só pode decidir isso quem está com a mão na massa, quem convive com os jogadores e com o treinador.

Certa vez, após me reunir com todos os jogadores, fui obrigado a demitir um treinador. Ficou claro que havia ele perdido não só o comando, mas também a confiança de todos.

Vejo este tema de forma bem simples. Se Zé Ricardo tiver perdido o “timão” do time, que assuma um interino e, que se procure um novo treinador. Se Zé Ricardo estiver com nervos e moral com a rapaziada em dia, só trocar, caso se encontre um treinador do tamanho do Flamengo, pois trocar de problema nada vai adiantar.

Ainda sobre Zé Ricardo, acho muito importante para quem decide ter a sensibilidade do que seja melhor para o Flamengo e, que isto detectado seja 100% respeitado. Exemplo: Eu, Kleber Leite, acho Márcio Araújo e Rafael Vaz jogadores aproveitáveis, úteis, porém, se tivesse que decidir, trataria de encontrar um clube para eles, pois, a minha sensibilidade rubro-negra diz que o “o Flamengo parou com eles…”