Vantagem? Sempre!!! E o Maracanã???

O sorteio foi bom para nós e, “azareio” para o Botafogo.

Zagallo, o velho lobo, sempre disse, e com toda razão, que vantagem é vantagem, seja que vantagem for…

E, nesta semifinal de Copa do Brasil, o segundo jogo será com mando de campo do Flamengo, isto é, a decisão, o último jogo, será em casa.

Claro que já aconteceu de um clube resolver a parada no primeiro jogo, através de um placar dilatado, mas os números indicam que na maioria esmagadora das vezes a decisão fica para o segundo jogo. Portanto, vamos decidir em casa, o que é muito bom…

O noticiário dá conta de que meu querido amigo, Carlos Eduardo, presidente do Botafogo e do GAPA, levanta a bandeira de torcida única nos dois jogos. O outro Eduardo, presidente, o nosso, é radicalmente contra, pois como eu, acha esta saída o fim do futebol.

Paralelo a tudo, o Governador Pezão e a CBF trabalham no sentido de que o Maracanã seja palco, pelo menos, do segundo jogo.

Tomara que a investida dê certo. Este tipo de jogo, clássico e decisivo, foi feito para o velho Maraca.

Antes disso, tem Campeonato Brasileiro pela frente. A cabeça de Zé Ricardo deve estar a mil, pois há um time para a Copa do Brasil, e outro para o Campeonato Brasileiro.

Se acertar um já está difícil…

AH…DIEGO!!!

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Dois tempos, dois jogos distintos. Primeiro tempo em que o Corinthians mandou no jogo. Duas chances de gol, dois gols, só que, um anulado equivocadamente. Demos sorte…

O gol que tomamos, o de sempre. Indecisão e lentidão da zaga, com participações negativas de Pará – que poderia ter parado a jogada com falta – e o nosso goleiro estreante, que não falhou, mas a bola era defensável.

Segundo tempo, outro jogo, outro mundo. Começou com a bola dentro de Zé Ricardo, voltando com Arão no lugar de Cuellar. O Flamengo voltou arrasador, com Guerrero, já aos seis minutos, chegando um tostãozinho atrasado e perdendo o gol.

No sufoco, nas bolas pingadas – e foram muitas – pintou o gol de Réver. Aliás, um golaço!!!

Tivemos a vitória nos pés de Diego, em jogada muito bem trabalhada. Infelizmente, Diego, na cara do goleiro, perdeu o gol mais feito do jogo.

Zé Ricardo fez mais duas mexidas e, as duas muito felizes. Berrío, que entrou no lugar de Trauco, com Éverton indo para a lateral, foi – novamente – muito bem. Vinícius Júnior entrou no lugar de Diego – que saiu por estar sentindo forte dor na mão – e infernizou a defesa do Corinthians.

Houve ainda dois lances importantes. Um quase gol contra a favor do Flamengo, com a bola batendo na trave, e uma espetacular defesa de Diego, salvando gol certo de Jô.

Algumas coisas estão mais do que claras:

  • Temos, finalmente um goleiro;
  • A nossa zaga é lenta;
  • Cuellar é um jogador normal. Muito pouco para ser titular do Flamengo;
  • Arão não pode ser reserva de Cuellar;
  • No mais, questão de tempo para as coisas se ajeitarem. Estamos vivos neste Campeonato Brasileiro e nas duas outras competições;
  • Este jogo pode ter sido um divisor de águas. Vai dar muita confiança e, como no futebol confiança é quase tudo…

Continuo levando muita fé!!!

 

As porradas da vida

(Alexandre Schneider/Getty Images)

Liguei a televisão e ainda deu para ouvir o repórter falar a palavra tragédia e, ato contínuo, enviar mensagem de solidariedade para Abel Braga.

Talvez imaginando que todos os telespectadores estivessem ligados desde o início da reportagem, passou para outro assunto e me deixou angustiado. O jovem repórter nunca deve ter ouvido Deni Menezes, que nunca deixava de, a cada entrevista ou matéria, jamais encerrar, sem repetir os tópicos principais.

Como fiquei angustiado e órfão de informação, corri para o Globo.com, e lá me deparei com a tragédia. O filho caçula de Abel, João Pedro Braga, a cara dele, havia caído da cobertura da família, no Leblon, e morrido.

Por mais que a vida ensine, não dá pra segurar este tipo de coisa, vitimando uma família adorável e, um amigo especial, figura humana rara.

Dudu, meu filho, apaixonado pela cultura uruguaia, criou o restaurante Gonzalo, onde o destaque era a carne uruguaia e, de onde Abel não saía, tendo até mesa cativa.

Lembro que uma noite, após o jantar, ficamos conversando no barzinho e, lá pelas tantas, Abel disse que teria que passar mais uma temporada no exterior para poder pagar as obras, que sua mulher comandava, neste apartamento do Leblon, onde certamente foram muito felizes, até este sábado trágico.

Dizer o que para um amigo querido num momento como este? Melhor abraçar e, chorar junto. Algumas porradas da vida são injustificáveis e insuportáveis.

Estou chocado. Que Deus dê força a toda família para suportar esta cacetada da vida.

Força Abelão!!!

 

Ambiente quente

Pará conversa com Zé Ricardo após o gol do Santos (Reprodução da TV)

Querem saber? Isto é até bom, pois uma chacoalhada de vez em quando muda a rotina e desperta quem “anda viajando”…

A notícia que vazou, dando conta de que, na corrente que ocorreu no vestiário, após o jogo contra o Santos, houve um pega verbal entre o diretor Rodrigo Caetano e o zagueiro Rafael Vaz. A meu conceito, e por experiência própria, é um sintoma claro de que a chama está acesa, que estamos diante de um grupo que tem objetivos.

Já havia comentado em um POST anterior que, internamente, vale tudo, inclusive este tipo de bate-boca, com o diretor cobrando e o jogador se justificando. Isto é transparência, isto faz parte do processo e demonstra, por incrível que pareça, um grupo determinado e unido.

O que não é aceitável é tornar público um descontentamento com um companheiro, seja por que motivo for. E isto ocorreu durante o jogo, quando dois ou três jogadores, segundo relato do repórter Eric Faria, se dirigiram ao treinador Zé Ricardo, reclamando da jogada de Rafael Vaz que redundou no gol do Santos. Isto é inadmissível num grupo que pretende chegar a algum lugar. Entre quatro paredes vale tudo, “inclusive tudo!!!”. Ali dentro do vestiário, santuário do futebol, é que as coisas têm que ser resolvidas. Jamais em público.

Parabéns ao Rodrigo Caetano pelo puxão de orelha, na hora certa e no local apropriado. Meus pêsames aos jogadores cujos dedos duros comprometeram a tão importante união do grupo. E, tomara que esta atitude não deixe marcas profundas.

Por falar em Eric Faria, ridícula a posição do Santos, deixando transparecer que houve um diálogo entre o repórter e o quarto árbitro, que acabou influenciando na decisão final de Vuaden em voltar atrás, anulando o pênalti marcado. Eric é um dos mais sérios e competentes profissionais com quem convivi. Fica aqui, a minha solidariedade ao correto e competentíssimo profissional.

Não sei o que Zé Ricardo vai fazer com respeito à escalação do time. Espero que tenha entendido a lição de que até ele deve se proteger. Diego Alves, se estrear, no gol – caso contrário, Thiago – e Juan, na zaga, é fazer o feijão com arroz.

Arriscar, pra que?

Alô turma do futebol do Flamengo…

Fred Luz e Eduardo Bandeira de Mello (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Não sei como é a relação entre aqueles que participam do departamento de futebol do Flamengo. Tenho apenas a certeza de que as figuras humanas que por lá circulam são boas e muito bem-intencionadas, o que em última análise é um bom começo.

Hoje, o presidente Eduardo acumula a vice-presidência de futebol e tem como fiel escudeiro, seja para este tema, ou para qualquer outro, Fred Luz que, a meu conceito, é o melhor executivo que já passou pelo Flamengo.

Na sequência, o diretor Rodrigo Caetano, e a comissão técnica, com destaque e, não poderia ser de outra forma, para o treinador, que é Zé Ricardo. Como o assunto é futebol, vou me ater a ele e, desta forma, olhar para Eduardo Bandeira de Mello não como presidente, e sim, como o maior responsável pelo futebol do clube. Claro que a minha análise jamais poderia ser perfeita e justa, na medida em que não tenho profundo conhecimento de causa, não sei, na realidade, como a banda toca, como funciona o sistema. O que espero é que o diálogo não falte.

Já começamos bem, na medida em que há pouca gente envolvida, e esta é a primeira regra para o sucesso do futebol – “quanto menos gente, melhor”. Daí em diante, há de se ter o comandante em chefe como a cabeça pensante, organizador e articulador do processo. Na sequência, cada um executando o que lhe é pertinente.

Confiança entre as pessoas é absolutamente fundamental e, neste aspecto – importantíssimo – tenho certeza absoluta de que haja harmonia e confiança entre os indivíduos aqui mencionados. E, papo, papo, papo, papo… até se depurar tudo. Talvez isto esteja faltando.

Há dirigentes que, por timidez ou, influência de parte da mídia, acham que não podem mergulhar de cabeça, participando de decisões técnicas que, assim agindo, estariam agredindo a ética. Garanto que, com sinceridade e educação, nenhum profissional do futebol, seja ele supervisor, treinador, preparador físico, etc. irá se furtar a discutir e até dividir decisões com um vice de futebol ou, com o presidente do clube. Ao longo de nove anos tendo ocupado as duas funções, jamais tive este tipo de problema, até porque, como na minha empresa, tenho o direito, como presidente ou vice de futebol, de participar de tudo – “inclusive tudo” – que esteja ocorrendo.

Se o diálogo estivesse afiado, duvido que Zé Ricardo não pensaria melhor antes de escalar Muralha e, na substituição, colocar Gabriel em campo. Claro que respeito as convicções do treinador, porém, nem sempre estas convicções caminham de mãos dadas com o objeto a ser alcançado.

A escalação de Muralha, tendo como argumento a experiência, inegavelmente, é defensável, porém, não foi prudente. O argumento de que com Gabriel o time ficaria mais com a bola, pode até fazer sentido, mas pelo histórico recente do jogador, imprudente. E vou mais longe. Zé Ricardo, precisa se preservar, pensar um pouco nele também. Arriscar pra que?

Enfim, tomara que os nossos personagens tenham lido os comentários dos companheiros aqui no blog e que reflitam. Este é o primeiro passo para qualquer coisa caminhar bem. Saber ouvir ou ler é muito importante.

Para finalizar, dizer que continuo confiando em uma caminhada feliz nas três competições que estamos disputando.

Hoje, vendo um programa de TV, achei graça quando um comunicador disse que “nem sempre quem investe mais, tem mais chances de sair vencedor”, referindo-se ao fato de que o Botafogo, na opinião dele, mesmo tendo investido muito menos do que o Flamengo, é o favorito para a decisão da semifinal da Copa do Brasil.

Errou duas vezes. Muito bem fez a diretoria do Flamengo em investir e, quem investe com competência terá sempre maiores chances de atingir o objetivo. Com todo respeito à boa fase do Botafogo, não troco um time pelo outro de jeito nenhum e, tenho convicção cristalina de que vamos para a final da Copa do Brasil.

O que precisamos, talvez, seja conversar mais…

Em tempo: Recebi a informação de que o Governador Luiz Fernando Pezão está empenhado em encontrar uma solução para que, como mandante, o Flamengo possa jogar contra o Botafogo no Maracanã. A marcação do jogo para a Ilha do Urubu preocupa pela segurança dos torcedores. Acho que faz total sentido. Este é jogo para o Maracanã.

 

UFA!!!

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Palavra que foi difícil achar o título para este post.

O jogo começou muito bem para o Flamengo. Conforme era de se esperar, Berrío mantido na direita e, exatamente por ali, no talento de Diego e na velocidade de Berrío, o Flamengo saiu na frente e, tendo feito o primeiro gol, somado aos dois conquistados em casa, obrigava o Santos a fazer quatro.

Ali, no primeiro gol do Flamengo, muita gente teve a sensação de que o jogo já havia acabado. Não acabou, e só não acabou pelas falhas individuais do nosso time.

Muralha, que foi uma novidade na escalação, falhou em dois dos quatro gols. Rafael Vaz, que não conhece – quando o assunto é futebol – a palavra humildade, na tentativa de uma jogada de efeito, deu um corner de presente para o inimigo e, daí saiu o gol.

Pelo que ouvi do competente repórter Eric Faria, achei estranho o comportamento de alguns jogadores do Flamengo – Eric citou Pará, Berrío e Guerrero – que foram reclamar com o treinador Zé Ricardo da jogada equivocada de Rafael Vaz. Acho estranho, pois isto não é normal quando o ambiente é bom.

No vestiário, ou seja, na intimidade, vale tudo. Agora, reclamar com o treinador de um companheiro por um erro, irresponsável que tenha sido, na frente de todo mundo, é um péssimo sinal. Tomara que este episódio não deixe marcas e, que não tumultue o ambiente.

Gostei de Éverton, que está em grande fase. Diego começou maravilhosamente bem, fez um bom primeiro tempo e, sumiu no segundo. Cansou…

Réver bem. Laterais na batida de sempre. Meio defensivo, com Cuellar e Márcio Araújo, brigador e pouco inspirado. Berrío, balão japonês. Começou muito bem. Depois, foi sumindo, sumindo e acabou substituído. Guerrero, que é bom jogador e decisivo, precisa tomar um suquinho de maracujá. Poderia – e deveria – ter sido expulso.

Zé Ricardo certamente será criticado pela escalação de Muralha. Acho que apostou na experiência e, convenhamos, como tese, aceitável. Também deve ser aqui criticado por ter colocado Gabriel em campo em detrimento de Vinícius Júnior. O argumento, certamente, será pela importância de valorizar a posse de bola. Também, como tese, defensável. A dobradinha Rodinei e Pará foi uma boa alternativa.

Enfim, com enorme dose de suspense e, mesmo perdendo por 4 a 2 – placar exagerado pelo que se viu em campo – chegamos à fase semifinal e, o adversário será o Botafogo.

Hoje, derrota com sabor de vitória. E, de título….

Força, Ederson!!!

Dr. Tannure, Eduardo Bandeira de Mello, Ederson e Rodrigo Caetano (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo).

A notícia pegou todo mundo de surpresa. Difícil imaginar um atleta, jogador de futebol, em plena atividade, com contrato em vigor com o mais popular clube do Brasil, do nada, assim de repente, ter que conviver com o diagnóstico de estar com um tumor no testículo.

Para começar, meu abraço fraterno e carinhoso ao nosso pessoal do Flamengo. Do presidente Eduardo Bandeira de Mello, passando por toda comissão técnica e, chegando aos jogadores.

Neste momento, o apoio é absolutamente fundamental. A imagem da coletiva, onde inclusive estava o presidente do clube, é o retrato fiel do enorme abraço que o Flamengo, como um todo, afaga o seu atleta.

Bendito exame antidoping que, pelo fato de ter dado resultado positivo, obrigou pesquisa profunda para detectar a causa, já que, conforme disse na entrevista o Dr. Márcio Tannure, havia por parte do departamento médico do Flamengo a certeza de que Ederson não dera causa a resultado de exame inesperado. Pesquisando, o tumor foi localizado e, como a medicina é preventiva e, quanto antes detectado o problema maiores são as chances de um final feliz, bendito exame antidoping…

O apoio de todos, sem dúvida, é o primeiro passo para Ederson encarar o fato de maneira otimista e, começar a entender que, este é o tipo de notícia ruim que pode atingir qualquer ser humano, inclusive ele.

Falo de cadeira, pois em 2001, após exame de rotina, constatado foi que o meu PSA, de 1, havia dado um salto para 10. Resumo da ópera: câncer de próstata. Como Ederson, tive apoio e carinho do tamanho da torcida do Flamengo e, um belo dia me peguei raciocinando da seguinte forma: “Não sou melhor do que ninguém. Isto pode acontecer com qualquer um, inclusive comigo. Se o resultado não vier pela boa, a consciência de ter sido até aqui um ser humano legal me dá enorme paz. Então, bola frente, vamos ganhar mais uma guerra”. E assim foi, com a primeira batalha sendo ganha por obra do acaso, com meu querido amigo Marcos Lázaro me encaminhando para um médico que mais está para anjo da guarda, pois não tenho dúvida de tratar-se de um ser iluminado por Deus. Dr. Miguel Srougi, responsável pela urologia do extraordinário Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, salvou a minha vida.

O caminho foi longo, inclusive, no início dos exames, com suspeita de que poderia ter ocorrido uma metástase. Enfim, após a operação e o tratamento de radioterapia, tudo aos poucos foi voltando ao normal e, hoje, dezesseis anos depois, estou aqui com vocês.

Sabem o que nunca faltou? Fé!!! E é por aí que o nosso Ederson tem que caminhar. Primeiro, não se revoltar. Entender que este tipo de coisa pode acontecer com qualquer um. A partir daí, faca entre os dentes, com disposição para brigar pela vida.

Boa sorte, Ederson. Que papai do Céu esteja sempre protegendo você. Se depender de torcida, a guerra está ganha, afinal, você tem ao seu lado a maior torcida do mundo.

 

(Fonte: Site do CRF)

A camisa amarela

Recebi um amável convite do presidente do Conselho dos Grandes Beneméritos, Walter Oaquim, para uma reunião hoje, onde vai se debater a tal camisa amarela utilizada no jogo contra o Coritiba, sábado, na Ilha do Urubu.

Infelizmente, por compromissos impossíveis de serem desmarcados, não poderei comparecer, embora a minha opinião já tenha sido aqui colocada. Há uma enorme distância – e um claro conflito de interesses – entre o que seja benéfico no plano comercial para a fábrica de material esportivo (Adidas), e o valor institucional, no caso, para o Flamengo.

Houve quem aqui comentasse que o sucesso foi tão grande que as camisas esgotaram nas lojas. Pergunto: E daí?  Quanto a este fato, relembro que, em 1995, tendo como base a cor azul, só que, também com o vermelho e preto na camisa, aconteceu o mesmo fenômeno, ou seja, tudo vendido em tempo recorde. A diferença é que em 95, esta camisa, a terceira, somente podia ser utilizada em jogos comemorativos, jamais em jogos oficiais. Estranhamente, alguns companheiros membros do Conselho Deliberativo que – lá atrás – votaram contra a utilização da camisa somente para jogos festivos, aprovaram esta, inclusive para jogos oficiais. Aí, convenhamos, a coerência ficou pelo caminho…

Para piorar a situação, esta camisa amarela não leva nada de vermelho e preto, ao contrário daquela camisa azul de 95. Cheguei até a comentar que seria uma boa pedida para os torcedores do Flamengo levarem na bagagem para a Rússia, como traje obrigatório nos jogos da Seleção Brasileira.

Depois me dei conta de que nem para isso serve, pois não há nada na camisa, tirando fora o escuro que, diga-se de passagem, passa desapercebido, que remeta, da forma mais sutil que seja, ao “Manto Sagrado”, às nossas cores tradicionais, à nossa paixão maior…

Quando um clube com jogadores mundiais, como o Barcelona, joga de roxo, é fácil quem está recebendo a imagem em qualquer canto do mundo saber tratar-se do clube catalão, pois no mundo do futebol, não há quem não conheça Messi, Neymar e Luizito Soares. Em síntese, como as caras são mundiais, mesmo sem camisa, todos saberiam que o Barcelona está em campo. Quem não tem jogadores mundiais, como é o nosso caso, e tem a intenção de extrapolar fronteiras, como também é o nosso caso, precisa solidificar a sua marca que, obrigatoriamente, começa pela sua peça principal, qual seja a sua camisa. E, perder esta oportunidade de exibição, em um jogo oficial, com a imagem varando o mundo, convenhamos, não é uma decisão correta.

Claro que, não duvido da boa-fé de quem introduziu o tema no Conselho Deliberativo e, muito menos, de quem aprovou. O equívoco faz parte do ser humano e, se há quem tenha o direito de se equivocar uma vez ou outra é a atual diretoria, composta por pessoas de bem e, altamente qualificadas. Confiando na sensibilidade destas pessoas, fica aqui o convite no sentido de que este tema seja merecedor de uma profunda reflexão.

O “Manto” merece. O Flamengo agradece.

Competência e … sorte!!!

(Foto: André Durão / GloboEsporte com)

Aliás, há quem tenha como filosofia de vida que sorte e competência caminham juntas. Pessoalmente, acho que há casos que sim e, outros que não.

No caso do Corinthians, aí sim, sem medo de errar, pode-se dizer que sorte e competência caminham juntas, como se viu neste jogo contra o Fluminense.

Indiscutivelmente, o time do Corinthians é muito bem arrumado e, não é por acaso que está para completar trinta jogos de invencibilidade – e de ter a defesa menos vazada do Campeonato Brasileiro. Agora, querer negar que a sorte ajudou neste jogo contra o Fluminense, é negar o óbvio.

E o destino programou para domingo, em São Paulo, o jogo entre Corinthians e Flamengo. Da mesma forma que afirmo ser o Corinthians o time mais certinho do campeonato, não tenho nenhum receio em dizer que o Flamengo tem melhor elenco, um time não tão bem arrumado, mas, pelas individualidades, capaz de quebrar a longa invencibilidade do time paulista.

Além do que já coloquei e, talvez o mais importante, um jogo que pode, para o Flamengo, definir  o restante do campeonato. Ganhando, o Flamengo sinaliza que está no páreo e, tipo de vitória que dará moral para uma grande arrancada. Arriscaria dizer que, domingo próximo, temos uma final pela frente.

E, querem saber? Levo a maior fé!!!

Caiu do céu

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Não foi um jogo animador, mas ante as circunstâncias, foi bom demais. Ouvi de vários amigos durante o jogo que, se Réver estivesse em campo, não teríamos tomado o gol, pois faltou velocidade no lance, tanto para Juan, como para Rafael Vaz. Acho que não é por aí. Se o treinador resolve poupar um jogador, certamente há um motivo forte para isso. Com certeza, o nosso Zé não teve nenhum prazer em não escalar Réver.

O primeiro tempo até que foi bem razoável, com Éverton Ribeiro muito bem na armação, Geuvânio desinibido e, Berrío, na velocidade, dando enorme mão de obra para a defesa do Coritiba. O gol, uma pintura. Linda a metida de bola de Éverton Ribeiro e, perfeita a complementação de Berrío.

Mesmo antes do gol de empate do Coritiba, o nosso time já estava meio capenga, vacilante na armação e sem inspiração. Dos três que se destacaram no primeiro tempo – Éverton Ribeiro, Geuvânio e Berrío – apenas o colombiano continuava na mesma batida e, curiosamente, foi ele sacado do time.

O que não entendo e aceito é incoerência. Outro dia, num jogo muito mais difícil, Zé Ricardo ousou, sacando os dois volantes, na tentativa de tornar o time mais agressivo. Hoje, contra um adversário mais fraco, quando poderia ousar, foi conservador, sempre trocando seis por meia dúzia.

Rômulo, definitivamente, está fora de sintonia. Além de apagado no jogo, foi o grande responsável pelo sofrimento até o fim do jogo, pois, fominha, deixou de servir Felipe Vizeu que estava sozinho, e com o goleiro batido.

Vinícius Júnior, esquecido nos três últimos jogos – quando sequer relacionado foi – acabou sendo decisivo. A ousadia foi premiada e, do pênalti sofrido por ele, veio o gol da vitória.

Enfim, apesar do sofrimento, veio a vitória e, a esta altura do campeonato, era só o que interessava.

Que os que descansaram joguem na plenitude contra o Santos. Aliás, semaninha danada. Santos na quarta, e Corinthians no domingo e, tudo em São Paulo. Continuo levando fé. O nosso elenco é bom. O que falta é achar e engrenar o time.

Detalhe final. Um horror ver o Flamengo jogar de amarelo. Nem sempre a modernidade caminha de acordo com coerência e tradição. E, este é um caso típico.

Durante o jogo, descobri a vocação desta camisa para o torcedor rubro negro. Indumentária perfeita para ir a qualquer jogo da Seleção Brasileira. Camisa que não pode faltar na mala para a Copa da Rússia…