Diga aí, grande Egon!!!

Por motivo profissional, estou em Porto Alegre para acompanhar o final da estupenda jornada da nossa seleção, nas eliminatórias para a Copa do Mundo.

Juntando o útil ao agradável, vou rever queridos amigos que estão na seleção, especialmente nosso Renato Augusto, em estado de graça pela anunciada chegada de Romeo, primeiro pimpolho do casal Fernanda e Renato.

Pela impossibilidade de ter visto aqui de Porto Alegre o jogo do nosso Mengão, anuncio com o maior prazer do mundo que, como sempre, o nosso adorável Carlos Egon Prates, vai começar a levantar a bola para as competentes “cortadas” dos amigos do blog.

Diga aí querido Egon…


(Foto: Staff Images / Flamengo)

Queridos amigos,

Após algumas doses, os dedos aumentam e, o teclado do celular desaparece, kkkkkkk.
Vamos no mesmo embalo da Mia Farrow em “Terror Cego”…
Pensem num catado, digno de Aterro do Flamengo!
Foi mais ou menos isso que mandamos à campo hoje.
Como não sou sujeito de lamentar o óbito, torço ferrenhamente, como bom rubro-negro, pelo sucesso do nosso querido Ruedinha.
Prendeu mais os laterais, compactou mais o meio e, acreditou no conterrâneo Berrío.
Mas não se esqueça do ER7, amado colombiano…
Como nem mesmo esmeril está me amolando mais. Acredito que estamos em boas mãos.
Apenas um asterisco gigante! O cara vai ter que arrumar um buraco para o Éverton Ribeiro. Craque não senta em banco…
Quanto à pelada de hoje, nada mais natural que a ausência do sr. desentrosamento. Nem mesmo com todas as benesses da gratuidade…
Resultado absolutamente normal, não só por uma Liga morta, como para o bonde que colocamos em campo.
Para o show ficar completo, a famigerada camisa amarela mais uma vez…
Ou seja! Não cumprimos nossa obrigação, mesmo em cobranças de pênaltis e, estamos fora das semifinais de mais uma competição.
No exercício do bem me quer, mal me quer, já desfolhamos duas margaridas. A Libertadores e a Liga…
Mesmo natimortos, os próximos jogos prometem. Como surpresa, a classificação dos penetras Londrina e Paraná.
Vamos às notinhas dos bonecos.

MURALHA – A bola viajou 50 metros e, essa draga não pegou em 7,32 metros. Carimbou sua dispensa hoje. Vai pra prateleira do brechó. 1
GABRIEL – Não teve a quem marcar e pouco avançou. Como desculpa, a novidade na lateral. 5
LÉO DUARTE – Como o Paraná quase não chegou, não valeu o teste. 5
RAFAEL VAZ – Uma calma que amedronta e, alguns bons lançamentos. 6
KLEBINHO – Minha aposta desde os 15 anos. Mesmo deslocado não comprometeu. 6
MÁRCIO ARAÚJO –  Depois que “conheci” Cuellar, não sonho mais com Caramujo. 6
RÔMULO – Não pode nem ser reserva de um catado. 4
ÉVERTON RIBEIRO – Tem que jogar pra pegar ritmo. É craque mas tem que assinar. Tirou onda no pênalti. 7
GEUVÂNIO – Firulas e nada mais. Cópia sem vidros elétricos do Denilson. 5
VIZEU – Se tivesse ficado no banco não teria se machucado. Nulo. 3
V. JUNIOR – Quando parar de dificultar o fácil,x e jogar mais simples, vai justificar a grana preta paga por ele. 6

Carlos Egon Prates

O rubro-negro nasce otimista

Fernando Versiani bate um papo com o nosso Zico (Foto: Miguel Sá)

Hoje reencontrei meu querido amigo Fernando Versiani, o “FER” da Klefer, nome que é fruto da junção de Kleber e Fernando.

Apresentado o personagem, vamos ao tema. Fernando, como eu e mais 39.999.999 brasileiros, é um rubro-negro alucinado. Só que – e isto o arco-íris jamais entenderá – conduz a um otimismo além do normal, o que acaba contagiando e tornando tudo possível, inclusive quando ninguém mais acredita.

Fernando Versiani puxou a tabela do Campeonato Brasileiro, pediu papel e caneta ao elegante Maître Joãozinho e, após alguns rabiscos, arriscou: “Podemos ganhar este campeonato. O Flamengo vai fazer cinco jogos seguidos em casa. Se ganharmos todos, vamos papar este Campeonato Brasileiro, pois o Corinthians vai ratear”. Lembrei que não era só o Corinthians que estava na nossa frente, que o Grêmio também estava. E, mais otimista do que nunca, sepultou o tema com famoso…”quem viver, verá!!!”

Não parece, mas este tipo de comportamento contagia. Este “bem”, pega!!! Tomara que chegue até Rueda e seus meninos. Com todo respeito ao Chef Tita, do Esplanada Grill, o otimismo do Fernando foi o ponto alto do almoço.

Amanhã, ainda sem Conca, que estará no banco, será a vez da garotada mostrar serviço. Estratégia inteligente colocar os meninos, poupando quem vai pegar o Cruzeiro na final da Copa do Brasil, no dia 7, e o Botafogo, no domingo seguinte, pelo Brasileiro, partida que meu amigo Fernando considera o jogo chave para a “grande arrancada”.

O que mais posso dizer? AMÉM!!!

Rueda e Tio Conca…

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

E só dá o homem… Papo pra cá, papo pra lá e o assunto é o novo técnico do Flamengo, que em quatro jogos não viu seu time sofrer um único golzinho. Há quem defenda, há quem esteja, ainda, com as barbas de molho, mas indiscutivelmente o IBOPE do colombiano, tanto na mídia, como na galera, é de se tirar o chapéu.

Alguns comentaristas afirmam que já é visível o dedo do técnico e, quando apresentam este argumento, citam os quatro jogos sem tomar gol. Os menos entusiasmados acham que ainda é cedo para uma avaliação realista e, citam (particularmente não concordo) que os adversários foram fracos.

Hoje, no belo programa Redação SporTV, comandado por André Rizek, alguém comentou que Berrío só arriscou aquela genial jogada contra o Botafogo, e ontem, outra muito parecida, pelo fato de estar com confiança e, quem transmitiu a ele este elemento decisivo no futebol foi exatamente Reinaldo Rueda. Pode até ser, mas não é bom esquecer que no jogo contra o Botafogo, em meio à realização da linda jogada que redundou no gol do Flamengo, a plaquinha para a substituição de Berrío já havia sido levantada. E aí indago: Um jogador que sabe que vai ser substituído em segundos, está confiante?

O que ninguém pode negar é que este Rueda, independentemente de ser maravilhoso, ótimo, bom ou mais ou menos, chegou com os pezinhos devidamente aquecidos. E, isto é muito bom. Há quem discorde e, respeito, mas sorte é fundamental no futebol, principalmente nos jogos equilibrados.

A polêmica gerada ontem pela declaração de Rueda, de que provavelmente Éverton Ribeiro e Diego não deverão jogar juntos, ganhou corpo hoje e, entre rubro-negros foi o assunto mais comentado. Pude ver e ouvir a declaração de Rueda e a classifico como precipitada. Com isto, não dou, nem tiro a razão do treinador. Apenas tenho a sensação clara de que o tempo em que está comandando o time, seja insuficiente para conclusão tão importante.

E, bom não esquecer que Éverton Ribeiro foi o maior investimento feito até agora, juntando-se pagamento pela libração e o que o jogador ganha. Não bastasse isso, mexe muito com o sentimento do torcedor que ainda vê em Éverton Ribeiro o lampejo de talento capaz de definir uma partida. Pessoalmente, acho Diego mais organizador de jogo, mais cerebral. Éverton Ribeiro tem a centelha do talento. É mais rápido e mais agudo. Juro que não vejo nos dois características semelhantes, o que impossibilitaria escalação de ambos no mesmo time. Este tema promete…

E, com sensibilidade, Reinaldo Rueda vai mandar para Cariacica, para o tal jogo da “Primeira Liga” – que de primeira nada tem em ser pioneira, ou na qualidade dos participantes – um time de garotos e para compensar tanta juventude, Tio Conca que deve estar doido para começar um jogo. Aliás, a simples presença de Conca é o melhor motivo para ficarmos ligados na telinha…

O caminho certo e a “Primeira Liga”

(Fotos: Gilvan de Souza / Flamengo)

Bom jogo e, vitória com autoridade. A escalação do Flamengo era uma expectativa pra mim. Com todos à disposição, estava curioso para saber o time que entraria em campo. E, sobrou exatamente para o jogador mais caro, o que representou o maior investimento. Éverton Ribeiro jogou pouco mais do que cinco minutos e, só entrou porque Diego pregou.

Isto é uma crítica? Claro que não! Apenas uma constatação pouco comum. Com o embalo de Berrío após a linda jogada que classificou o Flamengo para a final da Copa do Brasil, realmente ficava difícil não começar com ele. A única possibilidade de Éverton Ribeiro começar, seria deslocar Éverton para a lateral, e Éverton Ribeiro ocupando a meia esquerda.

Rueda preferiu não complicar e, escalou com simplicidade. O time correspondeu, jogando bem o tempo todo. Defesa, atenta. Meio, pegador, dinâmico e criativo. Ataque, como deve ser, aporrinhando a defesa adversária o tempo todo.

Os gols foram de Diego e Arão. Guerrero não marcou, mas foi destaque. Jogou muito!

Continuamos no pelotão da frente e, com certeza, assim terminaremos este Campeonato Brasileiro.

Com o coração do torcedor totalmente ocupado pela decisão da Copa do Brasil, vamos nesta quarta-feira até Cariacica, jogar contra o Paraná, pela “Primeira Liga”… e, este é o tipo de reclamação que os clubes não podem fazer com relação ao calendário. Esta ideia infeliz, partiu deles. Como diria minha avó Corina, “quem pariu Mateus, que o embale”…

Brincadeira à parte, a esperança de que Rueda poupe seus jogadores importantes, livrando-os de desgaste e possível contusão, em jogo que não vale nada.

Aliás, a sequência será braba. Dia sete, decisão da Copa do Brasil e dia 10, jogo contra o Botafogo, pelo Campeonato Brasileiro.


Recebi a informação de que Reinaldo Rueda, na entrevista coletiva, deu a entender que Diego e Éverton Ribeiro não podem jogar juntos.

Depoimento, a meu conceito, se verdadeiro, precipitado. Bom não esquecer que Berrío – neste momento, titular absoluto – no jogo contra o Botafogo ia ser substituído quando realizou a linda jogada e caiu nas graças da galera, e do treinador.

Ao simpático Rueda, lembro uma máxima pertinente ao momento. “Muita calma. Pato novo, não dá mergulho fundo…”


E o Corinthians, hein? No jogo do primeiro, contra o último colocado, na casa do número 1 na tabela, a zebra pintou. Definitivamente, o futebol praticado no Brasil está nivelado por baixo…

Como manter a concentração?

Treino do Flamengo – 25/08/2017 (Fotos: Gilvan de Souza / Flamengo)

Ia utilizar para o título do POST a palavra “foco”, porém, para dar uma variada, optei pela “concentração”.

Onde quero chegar? Simples. Imagino o quanto deve ser difícil para qualquer treinador, já no meio da segunda e última etapa do calendário, encontrar os argumentos para manter a tropa ligada.

Vejam o caso do Flamengo. Estamos disputando três competições, sendo duas nacionais e uma continental, cujos objetivos às vezes coincidem.

No Brasileiro, como não se tem a certeza de que o time será campeão da Copa do Brasil ou, da Copa Sul-Americana, a briga é para ficar no pelotão de cima, atrás de uma vaga para a Libertadores do ano que vem.

A Copa do Brasil passa a ser – em importância – a grande prioridade, já que, sendo campeão, o Flamengo fecha o ano com uma grande conquista e a vaga na Libertadores garantida.

A Copa Sul-Americana, na realidade, a segunda divisão do futebol no continente, tem como única virtude também garantir vaga na Libertadores.

Agora mesmo, embora tenha o Flamengo, neste domingo, o jogo contra o Atlético Paranaense, pelo Brasileiro, ninguém tira da cabeça a decisão contra o Cruzeiro, que começa no dia sete de setembro.

A confusão é tão grande que espicharam a Copa do Brasil até o final do ano e, esqueceram de alongar o prazo para inscrições de novos jogadores.

O resultado disso é que, além do que aqui já foi colocado, os treinadores têm que se virar, com times diferentes nas três competições.

A Sul-Americana, na canetada, espichou também a Libertadores, sem a mínima preocupação com as competições nacionais Enfim, um mínimo de compreensão e paciência com os treinadores é mais do que justo, pois é realmente uma loucura conseguir assoviar e chupar cana, ao mesmo tempo.

Com quem veio de fora e pegou o barco no meio do oceano, como Rueda, a compreensão tem que ser triplicada.

E por falar em treinador, mesmo sem estar no campo, Zé Ricardo conseguiu um sopro rubro-negro para o Vasco que, finalmente, venceu.

Que o domingo seja rubro-negro, com sotaque carioca…

Sorteio ou azareio?

(Foto: Staff Images)

Duvido que o tema central desta quinta-feira não divida opiniões, muito embora, tenha eu uma opinião definitiva a respeito. A final da Copa do Brasil, entre Flamengo e Cruzeiro, será no Mineirão, casa do Cruzeiro. Pessoalmente, e várias vezes já disse aqui, penso que fazer o último jogo em casa não deixa de ser uma vantagem.

A prova disso são as manchetes de todos os veículos, rigorosamente iguais: “A decisão será no Mineirão”. Se bom fosse fazer o primeiro jogo em casa, as manchetes poderiam ser: “Flamengo larga na frente. Primeiro jogo será no Maracanã”.

Brincadeira à parte, dizer que, por coerência com o que penso, torci muito para o segundo jogo ser no Maracanã, mas dentro do que penso, para mim, ou melhor, para o Flamengo, não houve sorteio e sim, azareio. Mesmo assim, continuo um otimista de carteirinha. Vamos vencer o Cruzeiro e atropelar o azareio.

Bom lembrar que na final não existe mais o gol dobrado fora de casa, em caso de igualdade. Assim sendo, se o Flamengo vencer aqui por 3 a 1 e perder em Belo Horizonte por 2 a 0, pênaltis!!! Esta mudança de regulamento para a final traz um certo conforto para quem faz o primeiro jogo em casa, pois o visitante pode até marcar, desde que não vença o jogo.

Claro que, matematicamente, a possibilidade de a decisão ir para os pênaltis, em função da mudança no regulamento, aumenta consideravelmente. E diante do exposto, não restará alternativa ao Flamengo senão jogar ofensivamente no Maracanã. Não adotar esta estratégia é concordar em decidir o título na casa do adversário.

Guerrero está fora, pois levou mais um cartão amarelo. Aqui mesmo no blog, li um comentário muito interessante em que é colocado que no embate entre defensor e atacante, o normal é haver a falta do defensor no atacante, porém, Guerrero é exceção, pois comete mais, do que recebe faltas. E, sem falar no número de cartões que leva por reclamação. Já é hora de alguém ter um papo sério com ele e, abrir a possibilidade de punição cada vez que deixar de jogar por tomar cartão por reclamação. Jogador de futebol é como criança. Se os limites não forem estabelecidos, a coisa desanda…

Por falar em comentários e, com todo respeito, discordo de quem achou boa a atuação de Pará. Jogou torto o tempo todo e em nenhum momento foi eficaz no apoio, como deve ser qualquer bom lateral. Curioso que, de repente, Trauco, antes tão elogiado, virou um perna de pau.

A verdade é que um gol muda tudo. Muda tanto que encobre erros, como o que ia ser cometido. Quando fez a jogada do gol da vitória, Berrío já havia sido anunciado para sair, com Vinícius Júnior esperando à beira do campo. Ali, quem deveria ter saído era Pará, com Éverton passando para a lateral. Afinal, quem buscava a vitória era o Flamengo. Às vezes, a vitória encobre os equívocos. Como ontem…

Agora, esperar até o dia sete de setembro e, em função do que ocorrer no Campeonato Brasileiro, definir o time para o primeiro jogo decisivo. Melhor que haja este tempinho para que Rueda possa ir conhecendo melhor os jogadores. Com certeza, o conhecimento dará a ele maior segurança, não só para escalar, como – e principalmente – para substituir bem.

Para finalizar, uma boa notícia. Muito em breve o edital de licitação do Maracanã estará à disposição dos interessados e, pelo que apurei, em condições bem favoráveis ao Flamengo. O que é de fato – “O maraca é nosso!!!” – em breve, pelo pique da remada, será também de direito. E, este será o primeiro passo para o Flamengo ser um clube mundial.

Salve Diego!!!

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Que maravilha!!! Conforme esperava, ou melhor, tinha quase que certeza absoluta, estamos na final.

Ontem, coloquei aqui que os dois times jogariam desfalcados, e que isto poderia ser um fator decisivo para o Flamengo, que tem um elenco, sem discussão, bem superior.

Para melhorar, Guerrero e Berrío foram confirmados. Se já estava bom, ficou melhor.

Não gostei da opção de Pará na lateral esquerda. Jogou torto e foi peça nula. Engraçado que, de repente, Trauco virou um perna de pau.

Ainda no “não gostei”, demorou muito o nosso treinador para fazer uma alteração óbvia, que era colocar Vinícius Júnior no lugar de Pará. Claro que, puxando Éverton para a lateral, e Vinicius Júnior, no ataque, pela esquerda.

No momento em que, imagino, Rueda ia fazer isso, saiu o gol do Flamengo e, no lance a contusão de Berrío, que fez a jogada do gol e saiu.

Não sei se vocês notaram, mas o número 4 do Botafogo, o lateral direito, jogou o tempo inteiro mancando. Ali era o “mapa da mina”…

Resumo da ópera: deu o que tinha que ser. O Botafogo, sem duvida, é um time organizado, mas até provem em contrário e, respeitando todos os “professores” de futebol, quem ganha jogo é jogador. E, os nossos são melhores. O Botafogo, com o elenco que tem, foi longe demais.

Parabéns à nossa moçada. O time foi determinado. Valente…

Lindo o Maraca. Agora, como explicar tantos lugares vazios? Ridículo…

Para se chegar ao Maraca, um caos. Incompetência, geral.

Agora, sem Guerrero no primeiro jogo contra o Cruzeiro. Tomara que para nós seja sorteio e azareio para o Cruzeiro. O último jogo, o decisivo, no Maraca, seria a glória.

Que noite linda!!!!

MEEEEEEEENGOOOOOOOOOOOO!!!!

Tema polêmico

(Foto: Reprodução SporTV)

O Esporte Interativo antecipou e garantiu Zé Ricardo no Vasco. Esta história pode ser vista das mais variadas formas possíveis.

Vamos começar pela diretoria do Vasco que, imagino, após uma sucessão de derrotas resolveu mudar o comando e, indo ao mercado, achou Zé Ricardo – que conseguiu se segurar no comando técnico do Flamengo por mais de um ano – a melhor alternativa.

Aí está o problema: tivesse Zé Ricardo acabado de sair de qualquer outro clube do Brasil, não estaríamos aqui debatendo o tema. O problema é que até ontem era ele o treinador do… Flamengo!

Será que há na decisão algum apelo midiático? Será que há alguma estratégia de marketing? Será que a escolha para gerar polêmica foi proposital? E, o que pensa a respeito a torcida do Vasco?

Para falar a verdade, e me colocando na situação do torcedor vascaíno, no duro, no duro, tão preocupado em não cair novamente para a segunda divisão, este tormento assustador inibiria qualquer linha de raciocínio mais profundo. Em síntese, acho que o torcedor do Vasco tão apavorado está, que é incapaz de saber o que é bom ou ruim. O que é certo, é que se nada der certo, o culpado já está definido por antecipação.

Zé Ricardo pode consolidar a carreira ou, ir conhecer o inferno. Se os resultados começarem a ser positivos e, o fantasma do rebaixamento for espantado, maravilha…. Agora, se o negócio não começar a caminhar bem, será muito mais difícil para ele do que seria para qualquer outro treinador. Não vai faltar quem levante a bandeira de que, como rubro-negro, Zé Ricardo quer mais é que o Vasco exploda, ou melhor, caia…

Não sei o que levou Zé Ricardo a aceitar a espinhosa e delicada missão, onde a chance de dar errado é muito grande e, o preço a pagar, se isto acontecer, será mais caro para ele do que seria para qualquer outro. Talvez Zé Ricardo não tenha calculado o risco que corre. Esta decisão pode representar um nocaute na sua carreira. Qualquer outro treinador, na pior das hipóteses, perderia por pontos…e, seguiria em frente.

Em síntese, decisão muito arriscada. Saindo do boxe para o pôquer, Zé Ricardo foi para o jogo, arriscando tudo, com um par de 2. Com todo respeito…

Flamengo x Botafogo

E a nossa decisão? Como otimista de carteirinha, já estou preparado e contando as horas para estar no Maraca, na nossa casa. Os dois times vão jogar desfalcados e, aí reside a grande vantagem do Flamengo em ter um elenco, indiscutivelmente, superior.

Pelo regulamento, mesmo marcando um gol, qualquer gol do Botafogo coloca o Flamengo em desvantagem. Acho o tipo de jogo que temos que partir pra cima, espantando qualquer possibilidade para o adversário.

Que São Judas Tadeu vá ao Maraca…

Final de semana bom, surpreendente e preocupante…

Bom pra quem? Pra nós!

Sempre comento e repito que confiança é quase tudo em futebol. E, esta rodada do Campeonato Brasileiro, como interferência no jogo decisivo de quarta-feira, pela Copa do Brasil, foi amplamente favorável ao Flamengo.

Não só a vitória, mas principalmente o desabrochar da garotada, representada por Vinícius Júnior e Paquetá, é um sopro de animação, esperança e bom presságio para a hora da decisão na Copa do Brasil.

O Botafogo, que hoje foi derrotado pela Ponte Preta, ao contrário, sai de uma derrota para um momento de decisão. Além do ânimo em baixa, há também desfalques importantes. Em síntese, com todo respeito ao Botafogo, o sopro da vitória está com pinta de que vai para o Maraca de vermelho e preto.

A surpresa ficou por conta do Corinthians que, jogando em casa, para um público superior a 40 mil pessoas, perdeu a longa invencibilidade no Campeonato Brasileiro para o inconstante e imprevisível Vitória.

Aliás, aí está a explicação para o fato do futebol ser o mais popular esporte do planeta. Nada contra os outros esportes, mas o único absolutamente imprevisível, é o velho esporte bretão. No basquete ou no vôlei, inimaginável um time muito bom perder para um razoável. No futebol, a zebra é uma realidade.

E eu que ia neste POST, propor uma pesquisa para saber para quem o Corinthians iria – ou não –  capitular… A ideia chegou atrasada…. Que zebraça!!!!!!!

A preocupação, com certeza absoluta, deve estar na cabeça de todos os vascaínos. A derrota contundente por 3 a 0 para o Bahia, somando-se ao momento político do clube, deixa o ambiente conturbado e faz surgir o fantasma de mais um rebaixamento. Meus amigos vascaínos estão apavorados. E, com toda razão…

Para finalizar, deixo vocês com duas imagens praticamente iguais. O gol de Romário, pelas eliminatórias, e o gol de Vinicius Junior, pelo Campeonato Brasileiro. Impressionante como os gols foram parecidos. A imagem me foi encaminhado pelo nosso amigo Radamés Lattari.