Quem é quem no futebol do Flamengo?

Rodrigo Caetano (foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Ontem, após o blog ir para o ar, recebi gentil mensagem do diretor de futebol do Flamengo, Rodrigo Caetano, por mim citado no último post, quando a ele fiz algumas cobranças. Respondi no mesmo tom gentil e, gostaria de trazer para o blog o tema que mais me aflige no futebol do Flamengo, qual seja a indefinição de comando.

Após a saída de Flávio Godinho da vice-presidência de futebol, o cargo passou a ser acumulado pelo presidente Eduardo Bandeira de Mello que, convenhamos, tem todo um clube para administrar, e o faz com rara competência, além das injunções políticas que fazem a presença do presidente do clube ser obrigatória, diminuindo obviamente o seu tempo para o futebol.

Neste momento, imagino eu, o presidente e seus companheiros de diretoria devem ter imaginado que seria sopa no mel implantar o regime composto apenas por profissionais, tese defendida por boa parte de companheiros de imprensa, e sobre a qual sou totalmente contrário. Como não sou dono da verdade e, tenho apenas uma opinião, admito a possibilidade, e respeito quem assim pense. O problema é que, seja qual for o regime, o processo hierárquico tem que ser muito claro e, o “presidente do futebol” tem que ter autonomia e liberdade para desenvolver o seu trabalho.

Se este é o modelo para o futebol abraçado pelo Conselho Diretor, Rodrigo Caetano é o “presidente” do futebol do Flamengo e, como não poderia deixar de ser, a pessoa que tem a obrigação de planejar, executar, estar atento, estabelecer metas e, cobrar quando necessário for.

Para ninguém ser traído pela memória, não vamos retroceder no tempo, nem falar em contratações, se foram boas ou ruins, até porque, há um antes e um depois, passando por modelos distintos. Vamos nos ater ao momento atual, fresquinho que está na cabeça de todos.

Lanço aqui alguns questionamentos, na tentativa de que possa ficar claro que, nada no futebol do clube está claro.

Quem decidiu pela demissão de Zé Ricardo?

Quem foi o “criador” de Reinaldo Rueda? Este tema foi decidido por quem? Isto foi debatido?

O fato de se contratar um técnico estrangeiro, sem quase nenhum conhecimento sobre o elenco do Flamengo e seus adversários, na fase aguda de uma temporada, pode ser considerada uma decisão de alto risco?

Quem escalou o time do Flamengo para o jogo contra o Botafogo? Mesmo que tenha sido uma decisão isolada do treinador, será que não cabia ao responsável pelo futebol do Flamengo lembrar ao ilustre profissional colombiano, que ninguém pode garantir que o Flamengo será campeão da Copa do Brasil e da Sul-Americana, e que por este simples motivo é importantíssimo ficar, pelo menos, entre os quatro primeiros colocados no Campeonato Brasileiro?

Talvez todos tenham esquecido, mas será que não faltou lembrar também que Corinthians e Grêmio perderam seus jogos, e que o Palmeiras empatou? Uma vitória sobre o Botafogo deixaria o Flamengo em quarto lugar…

Como é que um treinador declara em alto e bom som que, a principio, Diego e Éverton Ribeiro não devem jogar juntos? Que negócio é esse? E o enorme esforço feito pela diretoria para contratar Éverton Ribeiro, o maior investimento do Flamengo? Como é que surge uma possibilidade estapafúrdia destas e vai ganhando corpo, virando verdade… Quem chega no treinador e o chama para a realidade?

Como é que pode o Flamengo contratar dois laterais esquerdos para a temporada, sendo um deles titular absoluto da seleção peruana e, isto ser esquecido, como se num time de várzea, não havendo ninguém para a posição, se recorre a um jogador de outra posição? Quem conversa com o treinador? Quem argumenta com o treinador?

Não estou aqui para imputar culpa a quem quer que seja. Considero Rodrigo Caetano um bom profissional, porém, sempre é bom lembrar que cada um de nós tem o seu limite de competência. Pode ser isto, como também pode ter havido um grave erro de comunicação, e Rodrigo Caetano, embora competente e capaz de voos mais altos e ousados, não se veja, pelo fato de ninguém ter comunicado a ele, como sendo, num regime 100% profissional, de fato e de direito, o “presidente do futebol”.

Estou apenas querendo entender o que acontece no futebol do Flamengo, onde mais do que claro está que a orquestra está desafinada, e ninguém sabe quem é ou, se há um maestro capaz de fazer a orquestra tocar, sem desafinar…

Jogo ruim e tese absurda

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Quando digo jogo ruim, claro que me refiro à atuação abaixo da crítica do nosso time.

Primeiro tempo morno, com enorme dificuldade do Flamengo na criação.

No segundo tempo, por incrível que pareça, as melhores oportunidades, poucas, é verdade, foram da Chapecoense. Uma delas, de forma inacreditável, em falha de Diego Alves. Aliás, em lance parecido com a falha de Thiago, no jogo contra o Cruzeiro. A diferença é que Diego Alves teve sorte no erro do atacante da Chape. E por falar em goleiro, gostei muito do goleiro da Chapecoense.

A tese absurda é a do nosso treinador, que entende que Diego e Éverton Ribeiro não podem jogar juntos. Como é que dois jogadores, que são bem acima da média, não podem jogar juntos? Que negócio é esse? Já na saída de Éverton, Éverton Ribeiro deveria ter entrado. Não bastasse isso, quando saiu Berrío, entrou Paquetá. E, lembrar o sacrifício que foi para se contratar Éverton Ribeiro, o maior investimento para esta temporada. Isto é uma brincadeira…

Há outros problemas, mais profundos, que estão interferindo no desempenho do time. Aliás, quero aqui fazer uma correção. A informação que tive de que Fernando Gonçalves tem superpoderes, sendo o guru do futebol, não corresponde à verdade. Não há nenhum tipo de influência de Fernando Gonçalves, seja no que diz respeito a contratações ou a ser a pessoa que faz a cabeça do treinador. A verdade é que se limita ele à sua tarefa de manter em dia a “cabeça” do elenco. E ponto!

Há sim uma clara lacuna de comando. Se a opção de quem dirige o clube é que o futebol seja 100% profissional, o que não concordo, mas respeito, Rodrigo Caetano precisa assumir, comandar, cobrar e estabelecer metas.

Sem comando definido, nada funciona. Principalmente o futebol do Flamengo.

Rueda, Messi e Neymar

(Foto: Gilvan de Souza/ Flamengo)

Deu no rádio que o time do Flamengo, escalado para amanhã, pela Copa Sul-americana, contra a Chapecoense, em Chapecó, é o time considerado titular pelo treinador Reinaldo Rueda: Diego Alves, Rodnei, Réver, Juan e Pará; Cuellar, Arão, Diego e Éverton; Berrío e Guerrero.

Nesta escalação, com o rótulo de time ideal ou, time titular, há alguns pontos polêmicos.

Na zaga, com sinceridade, entre Réver, Juan e Rodolpho, é jogar a camisa pro alto e, os dois primeiros que pegarem, escalados estarão.

A lateral esquerda me intriga. Para esta posição foram contratados dois jogadores, Trauco e Renê, e quem assumiu a condição de titular foi o lateral direito Pará. Acho Trauco um bom jogador. Criativo e bem acima da média. Tem tudo para retomar a posição.

Talvez o tema mais polêmico seja a posição de Rueda, começando a concluir que Diego e Éverton Ribeiro não devem jogar juntos. Discordo do conceito. Quem sabe jogar, joga em qualquer lugar e com qualquer outro, que também saiba das coisas…

O maior exemplo para defender este ponto de vista é a Seleção Brasileira campeã de 70. Gérson e Rivelino jogaram no mesmo time. Pelé e Tostão, também.

O problema de Éverton Ribeiro, no Flamengo, é o mesmo de Renato Augusto, na Seleção Brasileira. Ninguém joga no mundo árabe ou na China, sem pagar um preço, às vezes caro, e sempre difícil. A readaptação ao futebol de primeira linha pode demorar um pouco.

De qualquer forma, mesmo em dúvida com relação aos pontos que aqui coloquei, muito bom saber que temos, finalmente, um time titular.


Messi marca seu primeiro gol em Buffon.

Messi começou a Liga dos Campeões da Europa de forma brilhante. O jogo foi contra a Juventus, em Barcelona, e um tabu foi quebrado. Messi nunca havia feito um gol em Buffon.

Hoje, fez dois e deu o outro, na vitória de 3 a 0 do Barça. Messi continua sendo, disparado, o maior talento do futebol. Se Messi continua o mesmo, o Barça, bem pior do que nos acostumamos a ver e admirar.


Neymar e Cavani.

Neymar, em Glasgow, contra o Celtic, jogou uma bela partida. O nosso Zico deu pra ele nota 8,5. Não sei se vocês vão me entender. Começo a notar uma preocupante diferença em Neymar. Está cada vez menos menino e cada vez mais marrento.

Hoje, levou um cartão amarelo por reclamação acintosa, embora tivesse razão para reclamar, pois recebeu falta clara, que o árbitro ignorou. E, por fim, andou às turras e trocando desaforos com o zagueiro escocês Anthony Ralston, que tem apenas 18 anos…

Enfim, o nosso inegável gênio precisa, com urgência, de jarra diária de suco de maracujá e, um pouquinho de chá de humildade.

Os comentaristas e o rival na trincheira

Toda vez que posso, faço questão de enaltecer o nível das pessoas que, na verdade, são responsáveis diretas pela sinergia do nosso blog.

Como sempre, leio todos os comentários e, num dia como o de ontem, o tom só poderia ser acalorado, contundente, porém, como sempre, sem ser agressivo.

Vou começar este post com o comentário do companheiro LUIZ CARLOS DE SOUZA NUNES que, deve ter tido, na encolha, aulas de pragmatismo e objetividade como o nosso mestre João Saldanha. Em poucas linhas, conseguiu dizer tudo:


Kleber, concordo com tudo. Só quero acrescentar o seguinte:
As nulidades de Geuvânio, Matheus Sávio e Rômulo, que já mostraram que não servem para jogar no Flamengo, continuam sendo escalados. Por quê será?
Desistir do campeonato achando que iremos conquistar a Copa do Brasil ou a Copa Sul-Americana. Será que algum vidente informou para essa gente que seremos campeões?
Se a própria diretoria descarta o campeonato brasileiro, como ficarão os jogos do Brasileirão daqui para frente? Vazios!
E se não ganhar a Copa do Brasil e a Sul-Americana, como ficará a campanha do Sócio Torcedor?
Para conquistar novos torcedores e também novos sócios torcedores faz-se necessário estar brigando nas primeiras colocações e ganhando títulos nacionais e internacionais e não campeonatos estaduais.
Até quando essa gente do futebol ficará dando tiro no pé?

Luiz Carlos de Souza Nunes


Quero aqui, mais uma vez, falar da importância do dirigente que, prefiro não chamar de amador, pois causaria certa confusão na cabeça da maioria das pessoas, já que, muita gente confunde amadorismo com incompetência ou inconsequência.

Este dirigente, de futebol, poderia ser chamado de dirigente não remunerado ou, de dirigente apaixonado. E, o fato de não ser remunerado e ser apaixonado, não quer dizer que não tenha ele conhecimento de causa. Conheci, no Flamengo e em outros clubes, dirigentes apaixonados e, por conseguinte, não remunerados, com muito mais conhecimento de causa e preparados do que a esmagadora maioria dos profissionais que tive oportunidade de conhecer. A favor deles há a sintonia fina com o clube, o saber real da necessidade do clube, coisas que só quem tem paixão e vivência consegue assimilar.

Há treinadores que não abrem mão de total liberdade de trabalho, o que concordo plenamente, porém, há uma enorme diferença entre decisões meramente técnicas, que competem ao treinador, e decisões filosóficas que, obrigatoriamente, são de responsabilidade da diretoria.

Ontem, por exemplo, a decisão entre escalar o time principal ou alternativo era um tema filosófico e de amplas consequências, como descreveu com absoluta precisão o nosso companheiro Luiz Carlos de Souza Nunes. Portanto, era uma decisão filosófica que deveria ter sido tomada pela diretoria não remunerada, apaixonada, pois esta diretoria é a que sabe onde o calo aperta, o que é bom para o clube e, como o seu torcedor pensa.

Como vice-presidente de futebol, já passei por um momento praticamente igual, quando o treinador e, neste caso foi o treinador mesmo, resolveu colocar um time alternativo em um momento decisivo. Sabedor do fato, mandei chamá-lo e, com toda delicadeza, disse a ele que esta decisão era filosófica e não técnica e, portanto, competia a nós decidir. Como era uma pessoa sensível, de bom nível e inteligente, entendeu a tese e, escalou o nosso time principal. Goleamos e, quatro dias depois, fomos campeões.

Canso de dizer aqui que, como rubro-negro, tenho orgulho de ver tanta gente séria e de bons propósitos dirigindo o Flamengo. O problema é que todo este bom propósito (retidão e competência) não consegue entrar no vestiário. Talvez mais atentos à mídia do que deveriam ser, acreditam que tudo se resolve com o “profissionalismo” e, como está provado, no futebol não é bem assim.

O Flamengo precisa, com a máxima urgência, de alguém nesta diretoria de futebol, com poderes de vice-presidente, hierarquicamente superior a todos que lá estão, com alma e conhecimento rubro-negro. Antes que alguma mente maldosa imagine que estou reivindicando em causa própria, deixo bem claro que após dedicar nove anos da minha vida ao Flamengo, entendo ter sido de bom tamanho, que a vida segue e, que renovar é preciso e, saudável.

E, antes que me esqueça. Duvido que a decisão de escalar aquele time de ontem tenha sido do treinador que, por absoluta falta de conhecimento de causa, jamais bolaria tamanha insensatez. E, o pior nisso, é que há, fantasiado de “profissional”, verdadeira eminência parda, alguém que influência sem o mínimo preparo e sem saber o que é o Flamengo. Será que temos um inimigo, ou melhor, um rival na trincheira?

Quem escala o Flamengo? No futebol do Flamengo, quem pensa?

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Após a rodada espetacular, onde o Flamengo, de camarote, viu Corinthians e Grêmio perderem, e o Palmeiras empatar, imaginei que fôssemos levar a sério este jogo contra o Botafogo, pois, em caso de vitória, poderíamos ficar entre os quatro primeiros colocados, além de poder voltar a sonhar em chegar perto do líder do campeonato.

Quando ouvi no rádio o nosso time, com Rómulo, Geuvânio, Rafael Vaz e Matheus Sávio, achei que fosse pegadinha. Aí lembrei que primeiro de abril já ficou pra trás, faz tempo…

Que ideia infeliz, completamente fora de propósito e em total falta de sintonia com a realidade.

Será que saiu da cabeça deste treinador colombiano tamanha estupidez? Seria capaz de jurar que há uma eminência parda que, com certeza não é rubro-negra, que ante a total falta de conhecimento de causa do treinador, influencia de forma negativa e – ante a nossa causa de pura paixão – criminosa.

QUEM ESCALA O FLAMENGO? NO FUTEBOL DO FLAMENGO, QUEM PENSA?

Que triste despedida do Campeonato Brasileiro. Que papelão!!!

 

O Flamengo não pode pagar a conta de uma cidade falida

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

O noticiário de hoje dá conta de que o Flamengo será julgado pelo STJD, em função da balbúrdia verificada ontem, no Maracanã, que culminou com a invasão de torcedores, que sequer com ingresso estavam.

Isto sem falar nas bombas de gás lacrimogêneo, gás de pimenta, corre-corre, pancadaria e pânico generalizado.

Que negócio é esse de tentar imputar culpa ao clube organizador, quando na realidade o poder público se omite de todas as formas, como se segurança não fosse um problema pertinente ao estado?

A engenharia de trânsito, pior a cada dia. Parte da confusão verificada, se deve à falta de planejamento para uma convivência suportável entre motoristas e pedestres, na área que circunda o Maracanã. Bagunça total!!! No jogo de ontem, nota ZERO para a nossa prefeitura.

Um jogo como este, em qualquer lugar civilizado deste mundo, o torcedor só se aproxima do estádio se exibir o seu ingresso. Como aqui é a casa da mãe Joana, todos chegam aos portões do estádio, inclusive quem não tem ingresso…

Quem tem que ser julgado, não é o Flamengo e sim, as “nossas autoridades”…

Ainda sobre o jogo:

Independentemente da paixão, no estádio, ninguém sequer comentou sobre possível impedimento no gol do Flamengo e, muito se questionou se Arrascareta estava em posição irregular no gol do Cruzeiro.

Há vantagens e desvantagens em se ver um jogo ao vivo. A vantagem é se estar no clima do jogo, ver o jogo e, não só a jogada. E, a vantagem de se ver na TV, é a informação precisa, além de se ter as repetições dos principais lances.

Cada maluco com o seu gosto. Para mim a emoção no estádio é incomparável.

No resumo da ópera, o árbitro agraciou o Flamengo com um gol e, o Flamengo retribuiu, agraciando o Cruzeiro com outro. Elas por elas…

Depois de amanhã, o jogo contra o Botafogo, pelo Brasileiro, no Engenhão. Não fosse a tradição do clássico, não fosse a rivalidade, com certeza o Botafogo – com a cabeça na Libertadores – não teria nenhum titular. Como o jogo é contra o Flamengo…

Para nós, jogo importante. Ninguém sabe o que vai acontecer dia 27, em BH. Na corrida para estar na Libertadores do ano que vem, é fundamental ficar no pelotão de cima na tabela do Campeonato Brasileiro. Antes que alguém lembre que ainda há o caminho através da Copa Sul-Americana, o meu argumento é o mesmo. Como só o campeão vai para a Libertadores, e como ninguém tem bola de cristal, melhor não dar sopa para o azar no Brasileiro.

Hoje, recebi carinhoso telefonema de Robertinho, treinador de goleiros do Cruzeiro e, com quem trabalhei no Flamengo, de 2006 até 2009. Profissional excepcional. O melhor treinador de goleiro que conheci. E que falta está fazendo…

Por que não tentar uma “repatriação”?

Diego Alves, Muralha, Thiago, e a torcida do Flamengo, iriam adorar…

Apesar das lambanças, continuo levando fé

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Primeiro, os equívocos. Caramba, o Real Madrid paga 45 milhões de euros por Vinícius Júnior e, no aperto para encontrar a melhor alternativa para o ataque, não podendo ter Guerrero nem Vizeu, o nosso treinador optou por Paquetá.

As alterações também estranhas. Vinícius Júnior entrou no lugar de Rodnei, com Pará passando para a lateral direita e Éverton deixando o apoio ofensivo, indo para a lateral esquerda. Opções infelizes e confusas. Para concluir as infelicidades, o lance isolado e decisivo em que Thiago falhou feio e entregou a vitória.

Tenho muito ouvido sobre a ineficiência do treinamento para os goleiros do Flamengo. Que saudade do Robertinho, que fez de Bruno o melhor goleiro do Brasil…

E a alteração do 6 pelo meia dúzia? Cuellar por Márcio Araújo, foi dose…

Vamos ao que foi bom. Número 1: William Arão!!! Que partida. Que dinâmica de jogo. Arão, foi o melhor jogador da partida e, o melhor atacante do Flamengo. Outro que jogou muito bem foi Juan. Perfeito o tempo todo. Diego, sobrecarregado na criação, também foi bem.

Ouvi a entrevista de Thiago Neves. Disse ele que Mano Menezes orientou os jogadores do Cruzeiro para que chutassem ao máximo, e de qualquer distância, pois fosse quem fosse o goleiro do Flamengo, os nervos estariam à flor da pele. Mano acertou na mosca.

De bom: o nosso elenco é melhor. Com Guerrero jogando, sem tomar cartão e, com o treinador escalando corretamente, juro que vamos ganhar em Minas.

Continuo levando fé!!!

Hoje, NÃO TIVEMOS TÉCNICO!!!

Favoritos de Rueda

Lucas Paquetá, Vinícius Júnior e Thiago. (Foto: Gilvan de Souza).

Deu no rádio, no Globo.com, e até na BBC, que Vinícius Júnior e Thiago foram os escolhidos por Rueda, nas duas únicas dúvidas que tinha para escalar o time do Flamengo para o primeiro jogo contra o Cruzeiro, na finalíssima da Copa do Brasil.

O que eu acho? Simplesmente, perfeito! Vamos lá. Aqui mesmo, no post de ontem, deixei no ar a pergunta: Muralha ou Thiago?

Uma maioria significativa optou por Thiago, sendo que, a justificativa mais usada, foi a de que Muralha, psicologicamente, não está bem e, em função disso, a outra opção, independentemente de quem fosse, seria a melhor alternativa.

A minoria ficou com Muralha e, o principal argumento foi o fato de ser um goleiro mais experiente e, em um momento decisivo isto pesa. De forma pragmática, fico com a minha tese de que futebol é momento. Como o de Muralha é ruim, Thiago neles!!!

No ataque, a situação é mais complicada. Com o Flamengo pagando o caríssimo preço pelo permanente nervosismo de Guerrero, que toma cartão amarelo jogo sim e jogo também, e pela contusão de Vizeu, restaram três alternativas. Paquetá, que é meia, improvisado. Vinícius Júnior, que é atacante, porém não é centroavante, e o jovem Lincoln, centroavante de ofício, do nosso time de juniores.

O noticiário dá conta de que Rueda optou por Vinícius Júnior, e que Lincoln estará no banco de reservas. Esta alternativa, a meu conceito, também é a mais apropriada para o momento. Com Paquetá, o time perderia muita força ofensiva, ficando apenas com Berrío como opção mais aguda. Lincoln, que tecnicamente sempre me agradou, seria a segunda melhor alternativa. E, Vinícius Júnior, abusado por natureza, mesmo sem ser um homem de área, pode ser um enorme transtorno para a defesa do Cruzeiro. Imagino eu que, nestas condições, Berrío deve jogar mais enfiado.

Enfim, pelo que se ouve ou, e pelo que se lê, como diz sempre o nosso companheiro PAULO EDSON SANTOS:

NÓS TEMOS TÉCNICO!!!
NÓS TEMOS TÉCNICO!!!
NÓS TEMOS TÉCNICO!!!
NÓS TEMOS TÉCNICO!!!

Muralha ou Thiago?

Ospina cai e observa a bola chutada por Willian entrar no ângulo (Foto: Raul Arboleda / AFP)

Com todo respeito à Seleção Brasileira, o que interessa mesmo é a decisão da Copa do Brasil.

O jogo da nossa Seleção foi muito chato. Horário esquisito – final de tarde no Brasil – e, de positivo os dois gols, realmente muito bonitos. O de Willian, plasticamente falando, uma obra de arte. O de Falcão Garcia, também bonito.

De positivo no jogo, só isso. Para o Brasil o resultado era indiferente, pois já classificado está. Para a Colômbia o pontinho do empate caiu do céu e, pelo jeito, os colombianos estão carimbando os passaportes para a Rússia.


(Foto: Gilvan de Souza)

Para nós rubro-negros, o mais importante no momento é saber o time que vai entrar em campo depois de amanhã.

Na frente, a dúvida é entre Paquetá e Vinícius Júnior.  No gol, Muralha ou Thiago.

As opiniões estão divididas. Há quem ache que, pelo episódio em que Muralha foi vítima de uma brincadeira por parte do jornal Extra, com a diretoria do Flamengo fazendo ferrenha defesa do jogador, a hora é de, por coerência, dar força ao jogador.

Por outro lado, há quem entenda que Muralha não tem a mínima condição psicológica de encarar este desafio e que, em consequência, o Flamengo correrá risco desnecessário.

Costumo dizer que, quem está com a mão na massa, quem está no dia a dia, é que pode opinar com absoluta convicção. Por isso, seja qual for a decisão, e novamente invocando a coerência, vou aceitar.

De qualquer forma, para não ficar em cima do muro, à distância, acho a escalação de Muralha, se ocorrer, de alto risco para o Flamengo.

E você? Iria de Muralha ou Thiago?

Quinta-feira Santa

Holanda vence a Bulgária.

Convenhamos que sábado e domingo sem futebol é muito ruim. Na verdade, quis dizer “sem Flamengo” e saiu “sem futebol”. Até porque, futebol houve. O que faltou ao final de semana foi emoção, foi paixão.

Por exemplo, vi o primeiro tempo de Holanda x Bulgária, pelas eliminatórias europeias e, apesar de ter vencido por 3 a 1, quem já viu grandes seleções holandesas e se depara com a atual, é de chorar. Robben é um oásis em meio a um deserto descomunal.

Pela saudade e pela importância do jogo, podemos batizar a próxima quinta de “quinta-feira santa…” Será o reencontro da nossa torcida com o time que disputa mais uma final de Copa do Brasil. Será o reencontro, em momento decisivo, de duas torcidas com afinidade.

Os dois clubes e as duas torcidas capricharam na comunicação, com mensagens carinhosas. Eu, particularmente, tenho enorme carinho, apreço e gratidão, ao Cruzeiro e a sua torcida.

 

 

Um dos episódios mais marcantes na minha vida esportiva ocorreu no dia 15 de novembro de 1995, no Mineirão (vídeo acima). No dia do centenário do Flamengo, a tabela da Supercopa da Libertadores determinava Flamengo x Cruzeiro, em Belo Horizonte.

Antes do jogo várias homenagens por parte da diretoria do Cruzeiro, comandada pelo querido Zezé Perrella, e de sua torcida. A melhor, a mais espontânea, ocorreu quando o árbitro apitou o final do jogo. O Flamengo venceu no dia dos seus 100 anos, por 1 a 0, gol do zagueiro Ronaldão. Ao apito do árbitro, o Mineirão inteiro cantou “parabéns pra você”.

Não deu para não chorar. A emoção foi forte e até hoje tudo está muito claro em minha mente, como se tivesse acontecido ontem.

O Cruzeiro e sua torcida ficaram e ficarão eternamente marcados no meu coração rubro-negro que, desde aquele dia no Mineirão, ganhou uma tatuagem azul.

Quinta que vem, quando a bola rolar, cada torcedor estará alucinadamente empurrando o seu time. A diferença é que sem um mínimo de rancor. A luta, será apenas pela vitória e, consequentemente, pela conquista de um título importante. Adversário assim, quando se ganha, não se tripudia. Se conforta…

Quinta-feira, mais santa, impossível…