Batom na cueca

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Vi no final do dia, parte da entrevista coletiva no Ninho do Urubu, quando foi entrevistado o diretor executivo, Rodrigo Caetano.

Aprendi ao longo do tempo que, em momentos como este que o Flamengo atravessa, não é produtivo este tipo de entrevista, pois o entrevistado é obrigado a tapar o sol com a peneira e, ante o estado de espírito do torcedor, acaba soando mal, como se ali estivesse um ser alienado, completamente fora de sintonia com a realidade.

Numa situação como essa em que o futebol do Flamengo vive, um diretor ou o responsável pelo setor, só deve dar as caras se houver algo importante a ser comunicado. Não havendo, melhor ocupar o tempo de forma mais produtiva, pois não há explicação para batom na cueca…

O batom, foram as contratações em grande número que não deram certo e não encaixaram. O batom foi a contratação de um treinador que chegou, na fase aguda da temporada, com vários títulos em disputa, sem saber nada sobre Flamengo, jogadores do Flamengo e seus adversários.

A Cueca, o Flamengo e sua imensa legião de torcedores.

Não há o que explicar, pois explicado está, até porque o torcedor não é idiota. A hora é de assumir os equívocos e ter humildade e coragem para encontrar rapidamente as soluções.

Simples assim…

RUIM de “A a R”

Coritiba x Flamengo – 16/11/2017 (Foto: Staff Images / Flamengo)

O “A” é do amarelo. Nada contra a cor, que até acho alegre. O ruim é a interferência desta cor na tradição de um clube pra lá de centenário. O FLAMENGO É VERMELHO E PRETO!!!

Por favor, chega de se render aos interesses comerciais das fábricas de material esportivo. O FLAMENGO não é o Villa Real, e tão pouco o Brasiliense. O FLAMENGO É VERMELHO E PRETO!!!

O  “R” é de Rueda. Que coisa medonha o nosso time. Nunca vi tão desarrumado, sem inspiração e sem personalidade. Rueda foi um irresponsável em aceitar este convite. Visou única e exclusivamente o vil metal.

Como é que alguém chega para comandar um time, na fase aguda do calendário, com várias competições em disputa, sem conhecer ninguém no Flamengo e tão pouco nossos adversários?

Aí, tivemos a soma de um palpite infeliz por parte da diretoria, com uma extrema irresponsabilidade de Rueda.

O nosso treinador, que sabe de Flamengo o que sabemos nós de botânica, escala mal, substitui pior ainda e, não passa nenhuma energia. Um desastre.

Não está sendo pior em função da incompetência dos nossos concorrentes. Reparem que, mesmo com resultados ridículos, o Flamengo continua na mesma posição na tabela.

Temos um tempinho até o início da semifinal da Copa Sul-Americana. Alguém precisa por ordem na casa e dar uma injeção de ânimo na rapaziada. Duro é ver tanta desarrumação. Diego jogando recuado demais e, terminamos com Rhodolfo na ponta esquerda.

Há momentos pra tudo na vida. No nosso caso, uma sacudidela precisa ser dada IMEDIATAMENTE!!!

Será que ninguém vê? Por favor…

Peru, Corinthians e Flamengo

(Foto: EFE / Ernesto Arias)

A festa peruana, com 50 mil pessoas no estádio, foi algo mágico no futebol.

A vitória por 2 a 0 sobre a Nova Zelândia foi justa. A emoção maior foi após o apito final, com a torcida dando um verdadeiro show. Foi muito bom ver a classificação da seleção peruana. Torci muito. Valeu a pena ter encarado a madrugada.


(Foto: Miguel Schincariol / AFP)

E o Corinthians, ante tanta incompetência da concorrência, e com justiça, finalmente colocou a mão na taça. Conquista curiosa, em que após um primeiro turno irrepreensível, desceu a ladeira de forma vertiginosa e, mesmo assim, chegou lá. E, só chegou pelo fato de todos os concorrentes, pelos mais variados motivos, terem descido a mesma ladeira.

Pelo pouco investimento, uma conquista para ser muito comemorada pelos corintianos. Caiu do céu…

Dizer o que? Parabéns!!!


Treino do Flamengo – 14/11/2017 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

E, lá vamos nós no jogo de hoje contra o Coritiba. Leio que o nosso treinador vai barrar Arão, e “testar” Márcio Araújo. Será que o repórter escreveu certo? Será isto mesmo?

Enfim, nada mais me surpreende no futebol, mas ser for verdade, que é de lascar, é.

O Vasco empatou. Como tem o mesmo número de vitórias do que o Flamengo, mas perde no saldo  (que vergonha!), ainda estamos na frente. Hoje, até um pontinho é bom negócio, “quebra um galho”…

De uma certa forma, temos, a exemplo do Corinthians, contado com a incompetência da concorrência. E, de certa forma, muito bom que o Corinthians já seja o campeão. Que comemorem muito, de preferência, invadindo o final de semana. Que a farra se estenda até sábado…

Feriado Nacional. Aniversário da Maior Paixão Popular do País!!!

O que é mais importante: a Proclamação da República; ou o nascimento da maior paixão popular do Brasil?

Pois é… Neste 15 de novembro de 2017, mais uma vez coloco o que precisa ficar registrado na história do nosso país.

Se não fôssemos uma república, seríamos alguma outra coisa de qualquer maneira.

E se não houvesse o Flamengo? Este país seria igual? Afinal, somos uma religião, abraçada e envolvida por um manto sagrado que une mais de 40 milhões de pessoas.

“Eu teria um desgosto profundo se faltasse o Flamengo no mundo”.

Parabéns a todos os rubro negros, e parabéns ao “arco-íris”, que sobrevive na sombra do Manto Sagrado.

VIVA A VIDA!!!

E, O QUE É A VIDA SEM O FLAMENGO?

MEEENNNNGGGOOOOOO!!!

P E R I G O!!!

(Foto: Gilvan de Souza)

Leio no Globo.com que já há um sopro de mudanças no futebol do Flamengo para 2018, e que Fred Luz e Rodrigo Caetano “estavam na berlinda”.

De cara, faço questão de afirmar – e com absoluto conhecimento de causa – que a nossa estrutura diretiva é composta por pessoas de bem, competentes, porém, em um desenho completamente equivocado.

Como é que pode, um profissional raro como Fred Luz ficar à mercê dos resultados do futebol?

Cada um no seu cada um. Fred Luz é um extraordinário executivo, capaz de defender e conduzir os interesses comerciais do Flamengo como ninguém. Ele é o executivo do clube, não do futebol, até porque, ele próprio já me disse que o futebol não é a sua praia.

Poucas vezes convivi com alguém tão firme, competente, talentoso, criterioso, justo, pragmático, educado, sensível e, tudo isto, com charme.

O Flamengo tem um gênio como executivo. Um absurdo expor alguém assim. O futebol é problema do presidente e do vice de futebol, e ponto!!!!

Muito mais importante do que modificar trocando pessoas, é reorganizar a estrutura do clube, que com todo respeito, é falha.

Transportando o caso do FRED Luz para o futebol, é – mais ou menos – como se escalar o Diego como zagueiro de área ou, como goleiro. Uma loucura…

Sugiro uma reformulação administrativa imediata. Há o risco iminente de perdermos valores raros em função deste grande equívoco.

Tomara que o nosso presidente entenda o que estou colocando. Isto não é ser oposição, até porque, não sou. Isto é, modéstia à parte, saber enxergar quem é quem para o bem do Flamengo.

Itália, Ceni e Vinícius Júnior

(Foto: La Presse)

Bem que o árbitro espanhol tentou ajudar, mas a seleção italiana não se ajudou e a vaca foi pro brejo…

O jogo, pobre tecnicamente, foi rico em emoção. A Itália, com a entrada no time do brasileiro Jorginho, foi bem melhor do que no primeiro confronto, criando jogadas perigosas, o que jamais aconteceu no jogo realizado na Suécia.

Taticamente, o time sueco beirou a perfeição e, não fosse a parcialidade do árbitro, somada à falta de um atacante veloz que puxasse o contra-ataque, poderia ter saído com a vitória.

Ainda no primeiro tempo, o árbitro espanhol deixou de dar dois pênaltis claros a favor da Suécia. Dois lances onde funcionaram duas mãos malandras dos italianos.

O placar de 0 a 0 tirou a Itália da Copa. Papelão… ao molho de tomate!!!


(Foto: Marcos Ribolli)

Já era para ter dividido este tema com vocês e, sempre fui esquecendo. Achei muito legal a decisão de Rogério Ceni em aceitar a proposta para ser o treinador do Fortaleza.

Pela liderança e longa experiência no futebol, Ceni tem tudo para se tornar, quem sabe, um treinador de ponta.

Agora, livre da corrente afetiva que o ligava ao São Paulo, vai poder dar início ao trabalho sem o peso da paixão.

O futebol brasileiro está precisando de boas caras novas. Acho que Rogério Ceni vai se tornar um baita treinador. Boa sorte pra ele.


(Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

Hoje, vendo o jogo em que a Itália se despediu da Copa, não pude deixar de constatar como é importante um time ter, pelo menos, um atacante veloz e, claro, bom de bola. Se a Suécia tivesse ao menos um, teria saído com a vitória.

E, aqui em casa, nós temos e não usamos. Já está passando do ponto o não aproveitamento de Vinícius Júnior, que tem jogado, em média, de 15 a 20 minutos por partida.

Na realidade, hoje, a nossa melhor alternativa ofensiva pela esquerda é com Éverton de lateral e Vinícius Júnior no ataque. Será que é tão difícil ver isso?

E vamos jogar contra o Coritiba que, como precisa do resultado para afastar o fantasma do rebaixamento, vai acabar deixando espaço. Quando isto acontece, o bom de bola veloz fica com a faca e o queijo nos pés…

Vinícius Jr neles!!!

Desarrumado e sem inspiração

(Foto: Staff Images / Flamengo)

Em síntese, é o que pode se dizer do time do Flamengo neste jogo contra o Palmeiras.

O placar do primeiro tempo – 2 a 0 – que acabou sendo o resultado final, reflete como o nosso time entrou desarrumado. Pra começar, dando inúmeras oportunidades de contra-ataque ao Palmeiras e, daí, nasceu o primeiro gol. Erro crasso de posicionamento dos dois zagueiros de área que ficaram em linha, quando um deles deveria estar na sobra.

O segundo gol, mérito deste bom jogador Keno, construtor intelectual da jogada palmeirense.

Imaginei que no segundo tempo o senhor Rueda fosse colocar Vinícius Júnior no lugar de Renê. Primeiro, por ser uma alteração óbvia e, como agravante, pelo fato de Renê ter recebido cartão amarelo. Quem saiu foi Cuellar e, a partir daí, o time que estava desarrumado se transformou numa caricatura. As outras duas alterações, me nego a comentar. Perda de tempo…

O que fica mais do que claro é que o elenco não foi bem montado. Não dá para ficar sem Guerrero e ter Vizeu como reserva imediato. Não dá para ficar sem Diego e, entregar a criação do time para Paquetá, que hoje, a bem da verdade, não foi dos piores. Mas de qualquer maneira, ainda tem que comer muito feijão com arroz.

Pior de tudo é ter que, na impossibilidade de torcer por uma vitória nossa, ficar secando o Vasco para não nos ultrapassar. Duro…

Ainda pior, é que no meio de semana um resultado negativo diante do Coritiba, em Curitiba, obrigatoriamente nos colocará atrás de Vasco ou Atlético Mineiro, que se enfrentarão em São Januário.

Hoje, tirando um pouquinho da vontade de Éverton, Éverton Ribeiro e Paquetá, o que se viu foi uma pobreza só.

Infelizmente, a coisa tá feia…

Muito futebol. Qualidade zero!

(Foto: Fernando Soutello / AGIF)

Nesta fase de recuperação tenho visto tudo que é jogo de futebol.

Pelas eliminatórias para a Copa do Mundo, vi a vitória da Suécia sobre a Itália e, na madrugada deste sábado, Nova Zelândia x Peru, jogo que terminou empatado em 0 a 0.

Pelo Campeonato Brasileiro, vi a vitória do Atlético Paranaense em cima do Botafogo, no Engenhão. O que estes jogos tiveram em comum? A péssima qualidade.

O menos ruim foi Suécia e Itália, mesmo assim, de uma pobreza técnica de dar dó.

Agora, de irritar, os outros dois jogos, um pelas eliminatórias e outro pelo Campeonato Brasileiro. No Engenhão, só houve gol pelo fato de o goleiro do Botafogo, o paraguaio Gatito, ter espalmado a bola para dentro do gol. Não fosse isso, Botafogo e Atlético Paranaense estariam jogando até agora e, com certeza, o placar estaria em 0 a 0.

Definitivamente, toda vez que o Botafogo tem a obrigação de tomar a iniciativa, a vaca vai pro brejo. O time de Jair Ventura é bem arrumado, disciplinado, mas pobre de técnica. A sua única arma é o contra-ataque. Quando se vê obrigado a propor o jogo, se enrola todo. Tanto é verdade que esta foi a sexta derrota no Engenhão, neste Campeonato Brasileiro.

Fiquei acordado de madrugada, curioso em ver como a seleção peruana iria se virar sem Guerrero e, torcer por uma boa atuação do nosso lateral Trauco.

Guerrero fez muita falta. A seleção peruana perdeu personalidade sem a presença de seu artilheiro e principal jogador.

Trauco, burocrático ao extremo. Incapaz, como faz no Flamengo, de tentar uma jogada pessoal ou arriscar um chute de longe.

Enfim, muito futebol e nada para se aproveitar. Jogos duros. De se ver…

Neste domingo, o nosso jogo é contra o Palmeiras e os objetivos são iguais, com os dois lutando por uma vaga na Libertadores, via Campeonato Brasileiro.

Não tenho nenhuma dúvida que será um bom jogo. Flamengo e Palmeiras fazem parte de um pequeno grupo de equipes que têm condições de propor o jogo. Pelo fato de jogar em casa, a obrigação maior fica com o Palmeiras, o que equivale a dizer que o contra-ataque pode ser a solução para o Flamengo.

Tomara que o senhor Rueda lembre que Vinícius Júnior existe.

O fim da malandragem nas Copas

O tal árbitro de vídeo, com a sua já famosa sinalização retangular, avisando que a decisão foi tomada pela imagem da TV, está programado para decretar o fim da malandragem no futebol.

Não há, com tanta tecnologia, a menor possibilidade de qualquer lance passar batido.

Este tema é muito mais profundo do que se possa imaginar e, tem abertura para uma dezena de situações.

Voltando no tempo, se lá atrás houvesse o árbitro de vídeo, na Copa de 66 a campeã poderia ter sido a Alemanha.

O genial gol de gelo, do endiabrado Dé, não faria parte do folclore do futebol, pois teria sido anulado.

A famosa cotovelada de Pelé certamente teria representado a expulsão do Rei do Futebol.

O pulinho de Nilton Santos, na Copa de 62, para fora da área, teria sido em vão…

Há muitos mais lances que aqui poderiam ser citados, mas o que apresentei já deixa claro que a malandragem já era…

Bom ou ruim? Pelo romantismo e para os saudosistas, o corte na malandragem pode ser comparado ao futebol sendo mutilado.

Para os pragmáticos, o importante é preservar a verdade e, ponto final.

Se isto for analisado pelo lado técnico, pela beleza do espetáculo, será, sem dúvida, uma ação a valorizar os jogadores mais talentosos, pois ante “tanto olho”, os botinudos não vão arriscar.

Tudo isto aí, na Copa está garantido, até porque, dinheiro não é problema para FIFA.

O problema será para quem não puder bancar o fato novo. Hoje, no programa “Redação Sportv”, o talentoso André Rizek anunciou os números que a Conmebol diz gastar, por jogo, para ter o árbitro de vídeo: 500 mil reais.

Caramba, se os clubes estão discutindo quantia infinitamente menor para jogar no Maracanã, como bancar o árbitro de vídeo e suas parafernálias?

E nem estou falando em segunda, terceira e quarta divisões…

O resumo da ópera é que a malandragem terá um corte parcial. Quem puder bancar o custo da tecnologia, malandragem fora. Quem não puder, continuará convivendo com ela.

E a Itália, hein? Pela bola sete para ver a Copa pela TV…

Eurico, por Bisotto

Recebi, via e-mail, um texto espetacular do nosso companheiro do blog Eduardo Bisotto.
Como sou fascinado pelo talento, seria um crime não dividir com vocês.
O tema é polêmico. O texto, genial!!!
Leiam e, comentem.


(Foto: André Durão / GloboEsporte.com)

COMO É FÁCIL ODIAR O DIABO

Eurico Miranda é o demônio. Então é fácil odiá-lo. E por oposição simplista, amar seus opositores. Se Eurico Miranda é o demônio, Julio Brant, seu opositor, deve ser um anjo do Senhor enviado para combatê-lo. É fácil. É simples. E é errado.

É fácil odiar Eurico Miranda porque ele está no poder há muito tempo. É fácil odiar Eurico Miranda porque ele fuma charutos cubanos, o que faz com que pareça um ditador. É fácil odiar Eurico Miranda, como é fácil odiar qualquer um que esteja sob as luzes 24 horas por dia, sete dias por semana, 365 dias ao ano, como é o caso deste senhor nos últimos 30 anos.

Mas vem cá, querido: 30 anos sob os holofotes e ele não foi preso? 30 anos que incluem brigas homéricas com a Globo, inclusive exibindo o logo do SBT de graça em final de Brasileirão e ele não foi preso? Mas que bandidão da porra é este que não cai nunca? Que não encontra um único juiz a encará-lo? Que consegue ser idolatrado pela sua gente mesmo com toda esta blitz?

Nunca vi Eurico mais gordo na minha frente (nem mais magro). Nunca vi Julio Brant na minha frente.

Mas conheço efeitos-manada há tempo suficiente para saber que Eurico pode ter um milhão de defeitos, mas demônio, dificilmente ele é. Assim como Brant, santo, moderno, gestor, o caralho a quatro, dificilmente será. Ninguém entra na política da Associação de Bairro, quem dirá na política de um clube que lida com milhões (tanto financeiros quanto em pessoas), sendo o santo da vez.

Já odiei demônios. Já acreditei em narrativas fabricadas. Já fiz muita merda na vida. Mas passei da idade.

Cheguei na idade em que pensar liberta.

Odiar o Diabo é fácil.

Mas a pergunta imperativa é: Eurico Miranda, é mesmo o diabo?

Eduardo Bisotto