Classificação com “gol de placa”

Flamengo 1 x 0 Avaí | Copa São Paulo 19/01/2018 (Foto: Staff Images / Flamengo)

Que jogo bom e emocionante. Esta Copinha, sem dúvida alguma, vem proporcionando a quem gosta de futebol jogos bem mais interessantes do que muitos disputados pelos barbados…

Flamengo e Avaí têm times realmente interessantes, com bons valores individuais e muito bem arrumados. O placar de 1 a 0 para o Flamengo foi justo e construído no primeiro tempo, com o golaço do centroavante Vítor Gabriel.

Aliás, além de ter feito o gol da vitória, Vítor Gabriel foi a principal figura do jogo, dando uma canseira “monstra” aos defensores do Avaí.

O futebol é curioso. Nos jogos anteriores, Vítor Gabriel, apesar de esforçado, brigou um pouquinho com a bola. Hoje, matou a pau, decidindo o jogo.

O nosso goleiro, Iago, é de uma firmeza impressionante. Começou na reserva e, pelo jeito, virou – por merecimento –  titular.

Estranhei a ausência de Hugo Moura, excelente volante e capitão do time. Na transmissão do SporTV não houve nenhuma informação a respeito. Nem se estava no banco.

Não entendo e, já foi a segunda vez que o nosso treinador fez uma modificação que, definitivamente, compromete a produção do talentoso Bill que, no primeiro tempo jogou pela direita, infernizando a defesa do Avaí e, na segunda etapa, deslocado para a esquerda, pouco produziu.

A nossa zaga, perfeita, onde há o casamento ideal de um jogador cuja força é a principal característica, com outro que, tecnicamente, faz lembrar Aldair. Patrick é flagrante projeto de craque.

Na próxima segunda-feira, na semifinal, vamos pegar a Portuguesa. Acabo de ser informado que o jogo será no Canindé, o que me causou estranheza, pois imaginei que houvesse a preocupação em se procurar a maior neutralidade possível, o que não está acontecendo. Com mil estádios em São Paulo, vamos jogar exatamente no campo do adversário.

Mais um obstáculo para ser superado. O nosso time é bom.

Parabéns para à garotada.

Como classificar a não atitude de Neymar?

Estava vendo o jogo do PSG, que com três minutos já fazia 1 a 0, num golaço de Di Maria, e percebi que o que locutor mais dava ênfase era na possibilidade de Cavani igualar o recorde de Ibrahimović como o maior artilheiro da história do clube francês.

Cavani, para alegria geral, fez o gol e, a partir daí um enorme frison tomou conta de todos no Parque dos Príncipes, pois quem lá estava poderia fazer parte da história, afinal, se Cavani fizesse mais um, este gol representaria um momento único, pois estaria quebrado um recorde histórico.

O PSG estava jogando muito e, longe, Neymar era o melhor em campo. O jogo estava 7 a 0 e, no finalzinho do jogo, pênalti em Cavani. Na hora, imaginei que não haveria discussão para a cobrança, já que todos que ali estavam queriam fazer parte de um momento mágico, inclusive Neymar.

Quando o nosso craque pegou a bola, jurava que ele, de forma solene, fosse entregar para Cavani e, por tabela, participar diretamente daquela comoção coletiva, abrindo mão de bater o pênalti e, com humildade, colaborando com o desejo de todos.

Qual não foi a minha decepção, quando Neymar pegou a bola, ignorando o fato mais importante do jogo, e a vontade de todos, colocou a bola na marca do pênalti e fez o oitavo gol do PSG, o quarto dele.

Quando o juiz apitou o final da partida, algo incomum ocorreu. Quase todos no estádio vaiando o melhor jogador em campo, autor de quatro gols e dois passes decisivos, na vitória do seu time pelo placar de 8 a 0.

Como admiro o futebol de Neymar, fiquei triste e sem entender o comportamento egoísta e insensível do nosso craque. Ali uma coisa ficou clara. Para o torcedor, ou seja, para o ser humano, a alma está acima da genialidade e da idolatria. Infelizmente, acho que este episódio vai marcar a vida de Neymar. Tomara que eu esteja errado…

 

Dançando, e bem, de acordo com a música

Volta Redonda 0 x 2 Flamengo – 17/01/2018 (Fotos: Gilvan de Souza / Flamengo)

Conversando com alguns dirigentes do nosso futebol, tive a oportunidade de ratificar o que penso e, não é de hoje, que considero este nosso calendário perverso e muito pouco inteligente.

Esta loucura não é recente. Houve um momento em que tivemos que decidir entre realizar uma pré-temporada decente, e o risco de resultados ruins, em função de não utilizar a força máxima no início do Campeonato Estadual.

Nunca duvidei da nossa decisão – lá atrás – em garantir uma boa pré-temporada, mesmo colocando em risco o título estadual. Muito tempo depois, neste ano de 2018, os responsáveis pelo futebol do Flamengo tomaram a mesma decisão. Diria mesmo e, sem falsa modéstia, uma decisão responsável, tecnicamente defensável e corajosa.

O Flamengo só terá os seus principais jogadores a partir da quarta rodada. Até lá, a garotada vai se virando, e bem, como ocorreu neste início de campeonato contra o Volta Redonda.

Neste jogo, contra um time modesto, mas cascudo, a garotada teve personalidade, intensidade, determinação, garra e talento. A vitória de 2 a 0 foi magra, ante tanto domínio e tamanha superioridade.

Todos estiveram muito bem, e os dois gols foram lindos. Para citar um destaque, sendo coerente com o que já vi na Copinha, este zagueiro Patrick é acima da média.

O Campeonato Carioca, e a Copinha, podem ser representados por uma gangorra, onde esta boa garotada vai vivendo na ponte aérea. Um jogo no Rio, outro em São Paulo. Cansativo? Pode até ser, mas nesta idade, e com este tesão em fazer história, a ponte aérea é pinto…

Quando é que os nossos dirigentes vão entender que a qualidade é o que vale? De que adianta um monte de jogos inexpressivos? Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo deveriam entrar apenas numa fase final de Campeonato Estadual. Menos jogos, melhor qualidade, num calendário mais humano e responsável.

Quando começará está revolução? Enquanto ela não vem, o Flamengo, dançando de acordo com a música, sai disparado na frente.

Depois de ver o Botafogo empatando – Deus sabe como – e o Fluminense perdendo, além  do Vasco mergulhado em problemas, a maior zebra do ano seria o Flamengo não ganhar este Campeonato Carioca.

Em tempo, é bom registrar que um campeonato começa a ser ganho fora do campo. E, neste aspecto, o Flamengo começou muito bem.

VINIBILL

Flamengo 1 x 0 Audax | Copa São Paulo 16/01/2018 (Foto: Staff Images)

Entenderam a manchete aí de cima?

Explico. VINI é como Vinícius Júnior é conhecido pelos amigos mais chegados, entre eles, o agente dele, Frederico Pena, que com rara competência conduziu toda negociação com o Real Madrid.

Hoje, por uma dessas felizes coincidências, no almoço, esbarrei com um trio animado, que reunido estava para discutir a renovação de contrato do jovem centroavante Lincoln, também representado por Frederico Pena, que estava acompanhado do CEO rubro-negro, Fred Luz, e do diretor de futebol, Rodrigo Caetano.

Estão lembrados de uma manchete aqui no blog, quando Rueda roeu a corda, dando uma banana para o Flamengo? Pois é… a manchete foi “JÁ VAI TARDE!” e, esta manchete nunca foi tão feliz e oportuna. Pra quem não sabe, se Rueda continuasse no Flamengo, Vinícius Júnior iria embora para o Real Madrid ao final da temporada passada.

Agora, com Carpegiani, o panorama mudou. Em julho, quando completar 18 anos, Vinícius Júnior vai ser transferido para o Real, porém, só irá neste ano de 2018 se quiser. O acordo entre os clubes – eu não sabia – deixa a decisão para o jogador, que tem a opção de dizer se, em 2018, fica ou vai. Pelo jeito, VINI ficará mais um ano no Flamengo.

BILL é o nosso ponta direita que jogou muito na partida, pela Copinha, contra o Audax, tendo sido o grande protagonista do jogo que classificou o Flamengo para a próxima fase.

O chamamento de Carpegiani, trazendo de volta seis jogadores titulares que disputavam a Copinha, pode comprometer o futuro do Flamengo na competição, mas o simples fato de, em função disso, BILL ter tido a oportunidade de jogar, já livra a cara do nosso treinador…

Palavra que fiquei impressionado com tudo que vi. BILL é habilidoso, veloz, consciente, tem visão de jogo, dribla muito e, é um jogador decisivo. O gol foi um pouco de tudo isto que acabo de colocar. E, ainda quase marca outro gol por cobertura, dando um sutil tapa na bola. Neste lance o bom goleiro do Audax operou um milagre.

Ia fazer algumas outras observações sobre o jogo, mas ainda encantado com a atuação de BILL, fico por aqui.

Vinícius Júnior e Bill. VINI, pela esquerda, BILL, pela direita. Um inferno para qualquer defesa. Os dois são nossos, viu Carpegiani?

Dormimos no ponto

Gustavo Scarpa (Foto: Djalma Vassão / Gazeta Press)

Claro que o que passo a colocar aqui nada mais é do que uma opinião meramente pessoal, cuja base é a nossa paixão comum. Até este momento tinha eu a quase certeza de que o nosso pessoal, na encolha, estava trabalhando a contratação de Gustavo Scarpa, um dos raros jogadores em atividade com poder de criação e, ainda jovem, pois completou recentemente 24 anos.

Com enorme frustração, li agora no Globo.com que o Palmeiras acaba de acertar um contrato de cinco anos com Scarpa. Antes que alguém diga que isto pode ser revertido, que o Fluminense pode recorrer, não há como negar que, mesmo que isto aconteça, o Palmeiras continuará tendo enorme vantagem sobre qualquer outro possível interessado, pois já há um contrato em vigor. O que pode acontecer na frente, caso o Fluminense tenha sucesso no judiciário, será um acordo entre as partes, com Scarpa cumprindo o seu contrato com o Palmeiras.

Imagino o quanto deve estar feliz o torcedor palmeirense, pois as seis contratações feitas já deixam a pista de quem deva ganhar tudo neste ano de Copa do Mundo. Além de contratar dois jogadores que desequilibram – Lucas Lima e Scarpa – o Palmeiras fez mais quatro contratações pontuais e inquestionáveis: Emerson Santos para a zaga; Weverson para o gol; Marcos Rocha e Diego Barbosa para as laterais. Caramba!!!

Claro que futebol não é ciência exata e, nem sempre as coisas funcionam como se espera, mas não há como negar que para ganhar título, o primeiro passo é o time que se coloca em campo e, o do Palmeiras – no papel – é de encantar o seu torcedor. Que inveja…

A emoção voltou

(Foto: Staff Images)

Nem foi preciso esperar a primeira partida oficial da temporada para o domingo de quem gosta de futebol e, é Flamengo, voltar a ter sentido, voltar a ter emoção.

O jogo eliminatório, entre Flamengo e Coritiba, pela Copinha,  foi muito bom. E o que não faltou foi emoção, do primeiro ao último minuto.

Confesso que fiquei surpreso com a atuação do nosso time, cuja base foi a do sub-17, pois seis jogadores retornaram ao Rio, convocados por Carpegiani para encorpar o elenco que vai começar a disputa do Campeonato Carioca.

A bem da verdade, o jogo foi bom também pelo time do Coritiba, que a exemplo do Flamengo, também jogou muito desfalcado, mas quem entrou nada ficou devendo aos que tiveram que subir para ajudar os profissionais.

Os dois times muito bem arrumados, com o Flamengo melhor quase que o tempo todo. O Coritiba só foi perigoso após tomar o gol. O final foi eletrizante, onde brilhou o goleiro reserva do Flamengo.

Neste jogo, gostei muito do rapidinho Bil, que toda vez que partiu para cima do marcador, se deu bem. Outro rapidinho, Yuri, também deixou boa impressão.

O jogador que nos jogos anteriores mais me havia encantado, o capitão do time, Hugo Moura, não é que tenha jogado mal contra o Coritiba, mas me pareceu sem a mesma desenvoltura, sem o mesmo ânimo, tendo até perdido um pênalti. Sei lá, mas acho que Hugo Moura sentiu não ter sido chamado por Carpegiani. Merecia…

Tomara que alguém tenha observado este fato e que uma “ força” possa ser dada a este volante que realmente tem futuro.

Achei engraçado o fato de muitos companheiros de imprensa terem levado um susto com a atitude do Flamengo por ter suspendido o contrato de Guerrero. Ué, o que queriam que o Flamengo fizesse?

Vai começar a semana, e nela, o início do Campeonato Carioca. Vamos começar com a garotada, até porque, em função deste calendário maluco, é optar por isso, ou abrir mão da pré-temporada. A opção é corretíssima.

E por falar em garotada, torcer para que Carpegiani, ao contrário do senhor Rueda, tenha boa vontade com Vinícius Júnior.

Que venha o Campeonato Carioca…

ESTRANHO, CURIOSO E INTRIGANTE

 

Manchete do Globo.com: “FLA SE APROXIMA DE ANUNCIAR COLOMBIANO INDICADO POR RUEDA”.

A matéria dá conta de que trata-se do atacante Marlos Moreno, de 21 anos, que pertence ao Manchester City, da Inglaterra, e está emprestado ao Girona, da Espanha. Marlos Moreno era do Atlético Nacional, onde jogou 39 partidas, marcando oito gols.

Na temporada 2016/2017, jogou pelo Deportivo La Coruña (assista a um lance de sua estreia no clube galego no vídeo acima). Foram 23 jogos e nenhum gol marcado. Agora, no seu novo clube, o Girona, só jogou três partidas, não tendo marcado nenhum gol.

ESTRANHO, CURIOSO E INTRIGANTE, o fato de um treinador abandonar um clube e, mesmo após a saída deste profissional, este clube dê sequencia, mesmo já tendo contratado outro treinador, ao que o que deu no pé planejou.

No meu tempo, qualquer jogador para ser contratado passava pelo crivo do treinador do momento e não o do passado. Será que Carpegiani já ouviu falar em Marlos Moreno? E, outra coisa. Confiança, responsabilidade, comprometimento e competência, não foram marcas registradas do senhor Rueda na sua triste passagem pelo Flamengo.

Segunda pergunta: você compraria um carro do Rueda?

 

Contratar para resolver

(Foto de Ricardo Cassiano / Lancepress)

No plano estadual, a diferença do Flamengo para os outros três adversários é simplesmente gigantesca.

Enquanto Vasco, Fluminense e Botafogo, brigam dia a dia para manter a dignidade, honrando seus compromissos, o Flamengo navega na paz, sem quase nenhum tipo de problema.

Embora ainda, oficialmente, não tenha contratado ninguém, pela diferença técnica, não há como negar que este Campeonato Carioca se anuncia, em tese, como o mais fácil de todos os tempos para o time de Carpegiani.


As baterias do Flamengo, segundo o noticiário, estão voltadas para a contratação de um centroavante e, Vagner Love é a bola da vez.

Acho uma boa pedida, já que no mercado as opções são curtas. Entre o clube e o jogador, tudo certo, faltando apenas o clube da outra ponta liberar Love.

A preocupação em preencher esta lacuna se deve à possível longa ausência de Guerrero. Love é boa pedida. A nove ainda é muita areia para o caminhão de Vizeu.

Respeito quem pense da necessidade de se contratar um zagueiro e dois laterais, mas se pudesse opinar nesta matéria de “engordar o bolo”, concentraria toda energia em ter Gustavo Scarpa. Com Love e Scarpa, mesmo não contratando mais ninguém, o Flamengo brigaria, na cabeça, por todos os títulos.

Quem de mansinho está se arrumando é o São Paulo que, segundo dizem, está mais perto de Scarpa, depois de ter feito contratações boas e pontuais.


Ontem, vi o jogo da Copinha. O nosso time me pareceu fraco no setor ofensivo. Mais uma vez, o quarto zagueiro – número 4 – e o capitão do time, volante, número 5, foram os destaques. Levam muito jeito…

Tomara que o time cresça nesta fase de mata-mata. Ontem, os meninos não foram egoístas… Acho que alguém deve ter dado uma dura que veio em boa hora…


Deixo no ar a seguinte pergunta: se você pudesse contratar somente dois jogadores para o Flamengo, quais seriam?

Meio estranho

Júlio César, Carpegiani e Adílio (Fotos: Gilvan de Souza / Flamengo)

A coletiva de Paulo César Carpegiani transcorreu dentro do que se esperava, afinal, o Flamengo não é um fato novo para ele e, a recíproca é verdadeira.

De positivo – e acho que no futuro pode render bons frutos – as presenças de ilustres figuras rubro-negras, como Adílio e Júlio César, ex-companheiros de Carpegiani na mais gloriosa jornada do futebol rubro-negro, afinal, a presença do ídolo sempre é positiva.

Quando digo que no futuro poderá render bons frutos, me refiro à possibilidade de, pela amizade, Zico poder contribuir de alguma forma, mesmo que seja apenas opinando. Prefiro mil vezes Zico dizendo o que pensa para o treinador do Flamengo, do que saber a opinião dele através de uma ou outra matéria de rádio ou jornal. Para o Flamengo será muitíssimo melhor, pois ignorar a capacidade de Zico analisando futebol e, muito mais ainda, o futebol do Flamengo, é como jogar dinheiro fora…

O que realmente me intrigou foi a fala de Carpegiani, dando conta de que, podendo ser até muito em breve, pode ele indicar – ou participar – da escolha do futuro treinador do Flamengo. Como o tema gerou entre os coleguinhas enorme curiosidade, o presidente Eduardo se apressou em dizer que isto era coisa para o futuro, que Carpegiani era o treinador e, ponto final.

Apesar da oportuna intervenção do presidente, tentando esvaziar o assunto que naquele momento não lhe interessava, a pulga ficou atrás da orelha de todos. Não quero aqui me precipitar fazendo uma análise do fato por ter quase a certeza de que já há um plano definido e, só não é colocado em prática neste momento pelo fato de uma das peças, no caso o treinador, por algum motivo importante, não poder desembarcar na Gávea.

Ora, se Carpegiani já havia decidido dar uma guinada em sua carreira abandonando as quatro linhas para ser coordenador, se o Flamengo já havia se convencido de que Carpegiani tinha todos os atributos para a função, inclusive o tendo convidado formalmente, a guinada – ou melhor, a marcha à ré – de coordenador para treinador, só tem uma explicação. Há um nome definido em que todos acreditam, só que não pode assumir agora. Para não abrir mão de algo que estão convencidos, os dirigentes convenceram Carpegiani a segurar o barco enquanto o comandante não vem.

E quem seria? Renato Gaúcho? Se for, com Rodrigo Caetano, Carpegiani e Renato, o Flamengo adota definitivamente a bombacha e o chimarrão…

Nada contra, apenas uma constatação curiosa.

Já vai tarde

(Foto: Staff Images/Flamengo)

Ou melhor, corrigindo a manchete, NÃO DEVERIA TER VINDO… Rueda, o colombiano louvado por Deus e o mundo – muito mais graças aos fatores sorte e marketing – comunicou à diretoria do Flamengo que vai largar o barco que nunca soube comandar, até porque não sabia nem o nome dos marinheiros e, vai se arrancar para o Chile, atrás de uns trocados mais polpudos do que os daqui e, talvez um pouco movido pela vaidade de dirigir uma seleção nacional em uma Copa do Mundo, embora seja este um projeto arriscado, na medida em que, Copa para a Seleção Chilena só em 2022 e, até lá, muita água vai rolar…

Tudo que começa errado, termina errado. Rueda foi coerente na sua irresponsabilidade. Errou na chegada, assumindo o comando do mais popular clube do Brasil, na fase aguda da temporada, com o time disputando quatro títulos.

Fosse ele um profissional razoavelmente responsável, jamais teria aceito o convite, pois é humanamente impossível alguma coisa dar certo nestas condições. Foi coerente, pois irresponsável foi na entrada e, também na saída, deixando o Flamengo com a broxa na mão e, comprometendo a programação para 2018.

No comando da equipe foi responsável por uma série de barbaridades que um treinador mediano brasileiro jamais cometeria pelo simples fato de conhecer os seus comandados. E, por favor, que ninguém critique a direção do Flamengo pelo fato de deixar que Rueda tomasse a iniciativa de pedir demissão. Só faltava, além de tudo, ele sair daqui levando mais um milhão em função de uma multa rescisória… Enfim, já vai tarde. Vida que segue…

O que se comenta é que o treinador será Paulo César Carpegiani que, a princípio, viria para ocupar o cargo de coordenador. De Carpegiani só tenho as melhores lembranças possíveis, como jogador e como treinador. Figura humana doce, com bom poder de aglutinar e, com uma baita bagagem. Tomara que dê certo, embora o preferisse como coordenador, com Cuca dirigindo o time. Apenas uma colocação de ordem pessoal. Puro achismo…

No elenco para 2018, até agora, o Flamengo foi o único a não contratar. Não vejo nisso nenhum grande problema. Certa vez, em um papo de vestiário, Cuca me disse algo que me deixou plenamente convencido: “Muito pior do que não contratar, é contratar errado”. E, no caso do Flamengo que, pelo fato de faturar mais acaba pagando o preço de ter que pagar mais e, com isso, inviabiliza transações futuras, pois os possíveis pretendentes não têm como pagar os salários que pagamos aos nossos jogadores. Além disto, temos um elenco numeroso e, embora muita gente discorde de mim, um bom elenco. A contratação, ante as circunstâncias, tem que ser cirúrgica. Mesmo que seja uma só. Alguém que venha para resolver e dar uma nova vida, uma nova esperança…

Muitas vezes, uma única contratação muda completamente o cenário. A minha torcida é no sentido de que os nossos dirigentes tenham tido a sensibilidade de acompanhar toda esta confusão envolvendo Gustavo Scarpa. Sinceramente, jogaria todas as fichas para contratar quem na minha opinião é um dos mais promissores jogadores em atividade no Brasil. Talento raro e, muito parecido com o Conca do passado, super atuante. Scarpa jogou os 38 jogos do Campeonato Brasileiro e, com todo respeito, em um time, com boa vontade, mediano.

Mudando de assunto. Vi o nosso último jogo da Copinha, o que empatamos com o time gaúcho em 1 a 1. Placar injusto. Jogamos infinitamente melhor e perdemos muitos gols. Aliás, uma dura bem dada vai cair do céu. Estes garotos, na ânsia de aparecer, visando contratos milionários, jogam para eles e não para o time. Neste jogo, o Flamengo só não ganhou pelo egoísmo de seus atacantes, com cada um querendo marcar o seu golzinho de qualquer maneira, mesmo tendo um companheiro melhor colocado e pronto para fazer o gol. Tomara que quem comanda o time tenha notado este deslize e dê uma sacudidela geral. Embora não seja justo e, quase impossível se avaliar por um jogo, gostei do volante – capitão do time – e do zagueiro de área pela esquerda. Os dois levam muito jeito. O centroavante, ligeirinho, começou bem, depois sumiu. Nesta terça, se não estou equivocado, às sete da noite, com um empate garantimos a classificação. Estarei de olho. Boa sorte para a garota.

Pensamento do dia: A vida sem Rueda será bem melhor…