Está chegando a hora

Treino do Flamengo – 29/01/2018 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Domingo, contra o Nova Iguaçu, às cinco da tarde, em Brasília, em partida válida pelo Campeonato Carioca, talvez seja o último jogo em que não veremos em campo, do goleiro ao ponta esquerda, o time que Carpegiani considera o titular.

E, é exatamente para este o exercício que convido os companheiros e amigos do blog, colocando no ar a seguinte pergunta: Na sua opinião, qual é o melhor time que Carpegiani pode colocar em campo?

E, como somos otimistas, já vale escalar o Ceifador, embora ontem, por este motivo, quase que a torcida do Fluminense ceifa o meu amigo Pedro Abad…

Pode ser até que eu esteja enganado, mas acredito que teremos em determinadas posições, a começar pelo gol, opiniões distintas. Em síntese, no gol, nas duas laterais e no meio campo, a unanimidade vai passar longe…

Vou dar a largada: Julio Cesar, Rodnei, Réver, Juan e Trauco; Cuellar, Arão, Diego e Éverton Ribeiro; Vinícius Júnior e Ceifador.

Este seria o time para começar, com Paquetá e Éverton, prontinhos para entrar… aliás, o fato de se ter um bom elenco obriga a quem é escalado como titular a dar o máximo, pois, se bobear, dança…

Se pedido pudesse fazer a Carpegiani, seria no sentido de que tenha ele, de forma imediata, a máxima atenção ao centroavante Vitor Gabriel. E, não esquecer de ter sempre colado a ele, os garotos Patrick, Bill e Jean Lucas.

E o seu time ideal, qual é?

Você aprova a contratação de Dourado?

(Reprodução da TV)

A contratação de Henrique Dourado é dada como certa.

Ainda sem poder contar com Guerrero e, como a reposta de Vizeu não foi satisfatória, a luz vermelha piscou na Gávea e, pelo jeito, inclusive diante da falta de bons atacantes no mercado, a diretoria do Flamengo partiu para cima do atacante que, no ano passado, foi o artilheiro do Campeonato Brasileiro, ao lado de Jô, do Corinthians.

Dourado é o tipo do jogador pesadão, pouco habilidoso, tendo como características principais, meter a bola pra dentro e ser um excelente batedor de pênaltis.

Embora a contratação não me anime, não há como não reconhecer que a tentativa seja válida. Tenho que ser coerente comigo mesmo e, quando abraço a tese de que o maior pecado é a omissão, não posso deixar de entender, e  – por que não? – concordar com a decisão de se resolver o problema, que é flagrante, com Henrique Dourado.

Bem, esta é a minha opinião. E a sua?

Alô CBF!!!

Ao longo do tempo, desde que o regulamento por pontos corridos foi implantado, a CBF vem adotando o critério no sentido de que o clube que faz o último jogo do Campeonato Brasileiro em casa, no ano seguinte, termine fora de casa e, vice-versa.

Isto vinha sendo respeitado ao longo dos anos, até que – e não se sabe o motivo – o Flamengo nos dois últimos anos jogou sua última partida fora de casa. Em 2016, contra o Atlético Paranaense e, em 2017, contra o Vitória da Bahia.

Para “arrumar a casa” e, principalmente, corrigir o erro cometido, não há como a CBF, nos dois próximos campeonatos, a começar por este de 2018, deixar de determinar que o Flamengo faça seu último jogo em casa. Aguardemos…

A volta de Julio Cesar

Apresentação de Julio Cesar – 29/01/18 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Segundo Nelson Rodrigues, toda unanimidade é burra e, partindo deste principio, embora esteja feliz pelo retorno de um dos melhores goleiros do Flamengo, senão o melhor ao longo da história, tenho a absoluta convicção de que há quem não pense como eu, porém, o consolo fica por conta da máxima do mais genial dramaturgo do Brasil, tão genial que, tricolor confesso, tinha em parte significativa do seu coração as cores vermelha e preta. Portanto, abaixo a unanimidade e, comecemos a discutir o tema.

Se juiz de direito fosse, a bem da verdade, e coerente com a necessidade da imparcialidade, impedido me daria para julgar. Como não sou juiz de direito e, de forma transparente me dirijo a todos, não posso deixar de colocar que tenho uma profunda relação de amizade e carinho com o nosso personagem que, já em 1995, a meu conceito – e há várias testemunhas – tratava-se de um talento raro.

Um pouco depois disso, vi e participei da condução de Julio Cesar, de goleiro juvenil para titular do time principal e, logo na largada, foi duas vezes campeão, tendo conquistado o título da Copa de Ouro e o da Copa dos Campeões Mundiais.

Não há como separar Julio Cesar do Flamengo, pois ele sempre foi apaixonado pelo clube e, quando isto ocorre, quando há este tipo de laço eterno, o retorno é facilmente explicável, até porque a iniciativa partiu dele e, em demonstração de grande e bela sensibilidade, o presidente Eduardo, o super CEO Fred Luz, a diretoria de futebol e Carpegiani, compraram a ideia.

A informação é a de que o contrato será de apenas três meses, com salário simbólico de quinze mil reais, e que este contrato não será renovado. Como ideia inicial, tudo bem, só que, há uma máxima popular que diz que “o futuro a Deus pertence”. E, apesar do que se pensa hoje, quem sabe em futuro bem próximo não se conclua que, para o bem de todos e felicidade geral da NAÇÃO, que uma providencial esticadinha no contrato até o final do ano seja absolutamente necessária…

Antes de falar sobre o profissional, primeiro, é importante que todos saibam que Julio Cesar é uma figura humana espetacular, adorável. Não tenho nenhuma dúvida de que, em breve tempo, será o líder deste grupo e, líder do bem… que vai ajudar muito na formação desta garotada que está surgindo. Os que têm potencial, como Paquetá e Vinícius Júnior, serão os grandes beneficiados, pois haverá no grupo alguém que possa mostrar a eles que têm talento, que a humildade e o espírito coletivo são fatores decisivos para o sucesso.

Quanto ao fato de poder contribuir como atleta, como goleiro, não tenho nenhuma dúvida, também. O mundo mudou. Roger Federer, com 36 anos, está atropelando todos os garotões do tênis, e ontem atingiu uma marca histórica. Quantos e quantos trintões – e alguns quarentões – e jogando na linha, estão por aí arrebentando… e, claro, convenhamos que seja muito melhor jogar com 36 anos no gol, do que no meio de campo…

Enfim, como rubro-negro, estou muito feliz. Julio Cesar chegou para somar. E muito! Para ele, toda a sorte do mundo.

Futebol pobre no Maracanã abandonado

(Foto: Agência O Globo)

Que tristeza ver o nosso Maraca totalmente abandonado. Inacreditável que, nem a marcação do campo está sendo feita. Impossível ver se a bola saiu, se foi fora ou dentro da área. Uma vergonha!!!

Não bastasse isso, metade dos refletores não foram acessos, em flagrante desrespeito aos profissionais que estavam em campo e, a quem pagou ingresso.

E, lembrar que houve época em que tudo no ”maior estádio do mundo” era tratado com o maior cuidado. Era uma questão de honra para quem administrava, que tudo fosse perfeito. Tempo em que havia amor pelo Rio e, consequentemente, pelos seus cartões postais.


Jogo fraco. O Flamengo começando a partida, achando que ganharia quando bem entendesse. O time do Vasco, ciente da sua inferioridade técnica, jogou com a cabeça e, sem dúvida, foi mais determinado. Tudo natural ante as circunstâncias, mas algumas coisas precisam ser corrigidas no Flamengo.

Para começar, Paquetá deve deixar o exibicionismo de lado. Foi egoísta, jogou para ele e não para o time. Sem dúvida é bom jogador, mas precisa levar uma chamada…

Definitivamente, Rodnei é melhor do que Pará e, a lateral esquerda também foi um desastre.

No meio, Rômulo, sem comentários. Cuellar, um tostãozinho melhor. Daí para a frente, só Vinícius Júnior aprontou alguma coisa. Todos os outros, abaixo da crítica.

Aliás, me preocupa a falta de um atacante decisivo. Entre Vizeu, Lincoln e “Ceifador” – que parece que querem tirar do Fluminense – fico com o Vítor Gabriel, o da Copinha. O melhor de todos.

Como resultado, olhando a tabela, tudo bem. Como mensagem para o torcedor que imagina um ano feliz, recado pessimamente dado…

Há dúvidas em todas as cabeças, inclusive na de Carpegiani.

A diferença entre realidade e a verdade

(Reprodução da TV)

Hoje estive com meu afilhado Roger Flores, que continua brilhando intensamente na telinha, e neste dia, talvez tenha sido da autoria dele o vídeo mais visto na internet. Refiro-me ao momento do programa em que ele aponta as grandes forças do futebol carioca, neste exato momento. Disse ele:

  • O time principal do Flamengo;
  • O time B do Flamengo;
  • O time da Copinha do Flamengo.

Não bastasse, ante a fragilidade atual de Vasco, Fluminense e Botafogo, afirma Roger que apostaria todas as fichas no time do Flamengo que ganhou a Copinha, se este disputasse o Campeonato Carioca.

Aí entro eu com a manchete do post. Infelizmente, a realidade do atual futebol carioca está muito próxima do que falamos até aqui ou, do que pensa Roger Flores, porém levando-se em conta a forma de disputa deste campeonato, onde nos momentos agudos tudo pode ser decidido em apenas um jogo, além do fato de estarmos falando em futebol, onde um time, mesmo que seja muito superior, pode ser surpreendido, colocar as barbinhas de molho não custa nada.

No futebol, a verdade, quer dizer, o resultado, em muitos casos não anda de mãos dadas com a realidade…

Portanto, nada de oba oba, nada de se achar próximo do céu. Até porque do céu ao inferno, um único jogo pode ser o veículo…

PP no Vasco…

(Foto: Fla Imagem)

Conheci Paulo Pelaipe à época em que era eu vice-presidente de futebol do Flamengo, e ele do Grêmio. Um sorteio, em Assunção, na sede da Conmebol, para a disputa da Taça Libertadores, nos aproximou e, ali, nasceu uma amizade que muito prezo, pois PP – para os mais íntimos – é de fato uma figura humana especial, com profundo conhecimento de causa sobre o nosso tema central, que é o futebol.

Até hoje, de forma equivocada, há quem afirme que eu o levei para o Flamengo, quando na realidade, após sondar o mercado dos executivos da bola, os dirigentes rubro-negros que comandavam o futebol à época, optaram por ele.

Como resolveu abraçar definitivamente a profissão de executivo de futebol, como poderia ele recusar o convite de um dos maiores clubes brasileiros? Sei que muitas pessoas ligadas a ele tentaram desencorajá-lo a assumir o futebol do Vasco, com o argumento de que, no momento, a briga em São Januário será para não cair.

Aí, me vem à cabeça, o convite feito pelo meu amigo Marcio Braga, para que eu e Hélio Ferraz assumíssemos o futebol, no ano de 2005, quando os matemáticos de plantão afirmavam que o Flamengo tinha 93% – ou 94% de chances, um ou outro – de cair para a segunda divisão.

Quase todos os nossos amigos tentaram, de todas as formas, com argumentos até interessantes, impedir que encarássemos o desafio monstro, que poderia nos sepultar como rubro-negros. Abraçamos o projeto, até porque quando se ama, não se pensa, não se faz conta… e, o final desta caminhada todos conhecem.

Talvez muita gente não saiba que, para mim, aquele momento foi a de conquista de uma Libertadores, só que, sem direito à volta olímpica… tanto é verdade que não tenho, no meu escritório, nenhuma camisa autografada em qualquer uma das conquistas da qual tenha participado (e desculpem a falta de modéstia, não foram poucas), porém, aquela, naquele momento crucial de 2005, está firme na parede.

Acho que assim deve pensar o meu amigo Paulo Pelaipe ao assumir o futebol do Vasco da Gama. Os grandes desafios, inclusive aqueles em que ninguém acredita, quando superados, proporcionam uma sensação indescritível.

Que meu amigo tenha boa sorte, e que esta só o abandone quando o Vasco jogar contra o Flamengo. Aliás, se conselho pudesse dar ao PP, seria de que ele, alegando qualquer motivo importante, retornasse hoje para Porto Alegre e, assumisse, de verdade, na segunda-feira.

E, neste sábado, todos no Maraca, onde a meninada campeã da Copinha dará a merecida volta olímpica. Vamos lá aplaudir?

Yago, Patrick e São Judas…

São Paulo 0 x 1 Flamengo – 25/01/2018 (Foto: Staff Images / Flamengo)

Esta conquista da Copinha teve a cara do Flamengo, onde não há como separar a vitória do sofrimento. No Flamengo sempre foi assim e, cá pra nós, vitória com sofrimento tem mais sabor…

Costumo dizer, e reafirmo, que no futebol, quando há um equilíbrio de forças, a sorte é fundamental. E, a dita cuja, graças a Deus – e a São Judas – entrou em campo com o time do Flamengo.

A nossa garotada teve garra, uma bela disciplina tática defensiva, com dois destaques absolutos: o goleiro Yago e o zagueiro Patrick.

A nossa história e, foi muito feliz o presidente Eduardo em entrevista após o jogo, está diretamente ligada às divisões de base e, este tipo de conquista emociona, porque é a afirmação da nossa verdadeira vocação. Que alegria!!!

Além da conquista, fica a certeza de que algumas carinhas que vimos nesta Copinha, muito em breve estarão brilhando no time de cima. Quem? Arrisco: Yago, Patrick, Bill e Vítor Gabriel.

Parabéns aos nossos garotos, ao pessoal da comissão técnica e à nossa diretoria.

Linda conquista!!! Com a cara do Flamengo…

MMMEEENNNGOOOOO!!!


Aquecimento da garotada campeã ao som do Hino Nacional Rubro-Negro!

 

 

O negócio é a Copinha

Flamengo 1 x 0 Bangu – 24/01/2018 (Fotos: Gilvan de Souza / Flamengo)

O jogo contra o Bangu foi na realidade um aperitivo para a Copinha.

Vinícius Júnior, como era de se esperar, em lance genial, deixou Lincoln na cara do gol, e assim, a vitória foi construída.

Ninguém ficou devendo, ou seja, todos foram competentes. Ronaldo, depois de Vinícius Jr., foi o destaque.

A bem  da verdade, não entendi bem a presença de Jean Lucas neste jogo. Imaginava ele ajudando na decisão da Copinha.

Pode ser até que seja precipitado, mas vou arriscar: Vítor Gabriel, em breve, será o nosso centroavante titular.

Agora, é esperar por esta Copinha que, aqui para nós, é um campeonato espetacular.

A nossa garotada é muito boa. Bill é a esperança. Joga muito! A manhã desta quinta-feira tem tudo para ser espetacular!!!

Olho na telinha, coração na boca e, seja o que Deus quiser…

MEEEEEENGOOOOOOO!!!!!!!

Terça-feira, com novidades…

(Foto: Alex Silva / Estadão Conteúdo)

Na Copinha, nos pênaltis, aliás, muito bem cobrados, o São Paulo eliminou o Inter e se classificou para a final contra o Flamengo. O meio jogo de hoje – menos de meia hora –, complementando o de ontem, suspenso em função do temporal, mostrou o time do São Paulo atacando mais, porém, deixando muitas brechas atrás. Tanto é verdade que as chances de gol foram em igual número e, na decisão por pênaltis, o time paulista deu show.

Deste time do São Paulo na Copinha, foi o que vi e, claro que, por tão pouco tempo, fica impossível se fazer uma avaliação correta. Nem mesmo o tempo curto jogado hoje dá para se avaliar alguma coisa, já que o São Paulo partiu pra cima, pois não queria ir para os pênaltis, ao contrario do Inter, que entrou em campo para não perder e forçar a decisão nas penalidades máximas.

Claro que torci para o Inter, pois seria melhor jogar com a presença de público favorável, pois se fosse a equipe colorada, haveria muito mais torcedores do Flamengo do que do clube gaúcho. Como confiança é quase tudo no futebol – e a nossa garotada está “voando baixo” – estou levando muita fé, embora tenha a absoluta convicção de que Vitor Gabriel, o nosso centroavante, vai fazer uma baita falta.

A esperança no ataque fica por conta de Bill, que pode desequilibrar o jogo. Importante não esquecer, dia e hora da decisão. Depois de amanhã, quinta-feira, às 10 HORAS DA MANHÃ!!!

A gozação do dia foi a de que, se desse Fla x Inter na final, o vencedor teria que jogar contra o Sport…


(Foto: Gilvan de Souza)

O pessoal do futebol, ao que tudo indica, em parceria com o procurador de Muralha, “deu tratos à bola” e para o bem de todos e felicidade geral da nação, Muralha foi emprestado a um clube japonês pelo período de onze meses. Melhor para todos, pois não havia mais clima para o goleiro jogar no Flamengo e, esta situação era ruim para os dois lados. Muralha não jogando, e o Flamengo pagando. Tomara que tudo dê certo por lá e, que os onze meses se transformem em vários anos…


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

A outra notícia que circula com insistência é a de que o sonho de consumo do novo presidente do Vasco das Gama, Alexandre Campello, é ter Rodrigo Caetano comandando o futebol vascaíno, o que gerou reações distintas por parte dos torcedores do Flamengo, causando preocupação em alguns, pela possibilidade de um trabalho poder ser interrompido, além de – de certa forma – se sentir passado para trás pelo Vasco.

Claro que houve também entre os rubro-negros quem comemorasse a notícia. Fato é que, esta cadeira no Vasco está vaga desde a saída de Anderson Barros, para o Botafogo. Pelo reto caráter de Rodrigo Caetano e, pelo permanente prestígio que sempre teve do presidente Eduardo Bandeira de Mello, e do Super CEO do clube, Fred Luz, acho que o sonho do novo presidente do Vasco vai ficar na vontade…


Para responder rápido. Se Flamengo x Bangu, jogo válido pelo Campeonato Carioca de profissionais, que será disputado amanhã, na Ilha do Urubu, estivesse programado para o mesmo dia e hora de Flamengo x São Paulo, na decisão da Copinha, que jogo você assistiria?