UFA!!!!!!!!!!!!!!

Flamengo 1 x 0 Portuguesa | Copa São Paulo de Futebol Júnior | 22/01/2018 (Fotos: Staff Images/Flamengo)

E a garotada nos proporcionou mais uma alegria, embora a vaga na final pudesse ter sido conquistada sem tanto sofrimento.

O jogo estava tranquilo, com o Flamengo vencendo por 3 a 1 e com domínio pleno. Após perder uma tonelada de gols, inclusive com três bolas na trave, houve um pouquinho de tudo no final do jogo.

A mistura de um certo relaxamento, com um punhado de alterações, sendo uma delas injustificável – me refiro à saída de BILL – fez com que a Portuguesa achasse um gol e, por muito pouco, não empatasse.

E, só não empatou graças a um milagre operado pelo – muito bom – goleiro Yago. Seria absolutamente injusto o Flamengo ser castigado com o gol de empate, mas como todos sabem, justiça no futebol é bola na rede.

O destaque do jogo, novamente, foi o centroavante Vítor Gabriel, que fez dois gols, além do passe decisivo para o outro gol. Curioso que Vítor Gabriel só entrou no time pelo fato dos atacantes que jogavam terem sido chamados por Carpegiani para compor o elenco no Campeonato Carioca.

E, de forma pragmática, foi possível constatar que Vítor Gabriel é melhor do que todos que antes eram titulares. Pena que, pendurado, tenha tomado o cartão amarelo que o impede de jogar a final.

Aliás, o árbitro foi muito rigoroso, dando o cartão por entender que Vítor Gabriel estava comemorando o gol provocando a torcida da Portuguesa. O árbitro, neste lance, “operou” o Flamengo. Será que era sabedor que nosso artilheiro estava pendurado?

Outro que foi muito bem e, também novamente, foi Bill. Que menino talentoso. Antes de sair fez uma jogada genial e, pura maldade, a trave salvou. Arriscaria já afirmar que, os dois melhores atacantes, entre todos os garotos, são Bill e Vítor Gabriel. Aliás, eles se completam…

Nossa defesa andou meio atabalhoada, porém com uma disposição incomum. No meio, hoje, nenhum destaque.

O que vale é que estamos na final e, seja o que Deus quiser na quinta-feira.

Apesar do susto, parabéns para nossa garotada.

Meeennnngooo!!!!

Respondendo ao Julieverson

O nosso companheiro Julieverson, certamente em função do que aconteceu na última eleição no Vasco da Gama, puxou o tema para discussão, meio que, querendo saber qual é a fórmula ideal para ser adotada nos clubes e, querendo entender a diferença entre torcedor e sócio.

Certa vez, estava eu sendo entrevistado no programa de TV que era comandado pelo querido José Carlos Araújo, quando lá pelas tantas, um jovem rubro-negro, que fazia parte do quadro ‘”repórter por um dia”, e que afirmara ter o sonho de um dia ser presidente do Flamengo, me perguntou o motivo de, na política rubro-negra, as caras serem as mesmas, embutindo na pergunta a crítica que era óbvia, pregando uma renovação no quadro de dirigentes. Ouvi e, disse que iria responder com uma pergunta a ele e, sapequei: “Você é sócio?”. Ato contínuo, veio a resposta: “Não!”. Quase não precisei mais falar e, como num passe de mágica, o assunto passou a ser outro.

Como muito bem colocou no post anterior o nosso amigo Julieverson, torcedor é torcedor, sócio é sócio. Ou seja, o torcedor tem como princípio torcer. O sócio, de participar da vida do clube.

Graças aos meus pais, sempre entendi o quão era importante contribuir e participar da vida do Flamengo. Minha carteirinha de sócio, que ainda tenho (imagem abaixo), é de 1965, portanto, são mais de 50 anos como associado à paixão da minha vida. Naquela época era eu sócio patrimonial e, o número do título não esqueço nunca: 6654.

Respeito todas as campanhas de marketing que vendem vantagens para alguém ser sócio de um clube, mas não abro mão em afirmar que nunca haverá vantagem maior do que, mesmo modestamente, você estar contribuindo para a consolidação da sua paixão e, além disso, adquirindo o direito de ter voz ativa, através do voto.

Qual é o melhor sistema? Há controvérsias, reconheço, mas o que é praticado no Flamengo é extremamente democrático e, para não dizer que é perfeito, acho que o processo eleitoral deveria ser mais curto, com as chapas sendo inscritas em data próxima à eleição, fato que não ocorre hoje, quando as chapas são apresentadas no meio do ano, e as eleições acontecem no mês de dezembro. Período muito longo que, em ano eleitoral, acaba mais dividindo do que somando.

De qualquer forma, a eleição no Flamengo é direta, o que me parece saudável e democrático. O outro formato, como o que se viu recentemente no Vasco da Gama, embora tenha ocorrido pela primeira vez, dá margem a que uma minoria decida de forma diferente do que todo quadro social optou. Como a bíblia de um clube é o seu estatuto, certo ou errado, deve se cumprir o que está escrito. Desta forma, sem discussão, Alexandre Campello é de fato e de direito o presidente do Vasco da Gama.

Outro tema polêmico diz respeito à duração do mandato. Na minha época, no Flamengo, o mandato era de dois anos. Depois, o Conselho Deliberativo entendeu que deveria ser de três. O argumento de quem defendia a tese de que dois anos era o ideal se baseava no fato de que, se o presidente não fosse bom, lá não permaneceria por muito tempo.

Já quem sempre defendeu o mandato de três anos, tem como argumento principal o fato de que, sendo o mandato de dois anos, o presidente eleito, após o primeiro ano, já encara no ano seguinte um ano eleitoral e, não há como negar que este seja um baita argumento. Para o bom andamento do clube, não tenho nenhuma dúvida de que o mandato de três anos seja muito mais produtivo.

Para encerrar, deixo aqui o meu fraterno abraço, de reconhecimento e gratidão, aos sócios rubro-negros que não residem no Rio de Janeiro. Esta é uma prova inconteste de amor ao clube. Dar, sabendo que nada ou, muito pouco, terá em troca. Isto é amor!!!

Garotada Rubro-Negra

Flamengo 1 x 0 Cabofriense – 21/01/2018 (Fotos: Gilvan de Souza / Flamengo)

Antes de falar sobre o nosso segundo jogo pelo Campeonato Carioca, gostaria de fazer duas colocações que me vieram à cabeça vendo esta partida.

A primeira foi em função do primeiro tempo, muito ruim, do volante Jonas. Lembrei do notável Gérson, o nosso “Canhotinha de Ouro” que, com enorme sabedoria, dizia sempre que quando o jogador sente que nada dá certo, a única solução é simplificar ao máximo, não arriscando nada.

Aí, a confiança vai retornando e a normalidade estará de volta. Jonas, fez exatamente o contrário, querendo se recuperar do erro anterior com uma jogada de efeito e, cada vez errava mais, a ponto de irritar os torcedores que começaram a pegar no pé do nosso personagem.

O segundo detalhe, é um equívoco que vem sendo cometido ao longo do tempo, não só no Flamengo, como em muitos clubes. Em 1995 ou 1996, um ou outro, ficamos sem goleiro e a
solução foi recorrer às categorias de base.

No time de juniores o titular era Marcelo Leite, um bom goleiro, normal. Nos juvenis, havia um gênio do gol, Júlio César. Quem foi guindado ao time principal foi Júlio César, após muita discussão, pois houve quem defendesse a tese de que deveria ser Marcelo Leite o escolhido por ser mais velho.

O erro já existia na base, pois se um jogador é um gênio, embora mais jovem, deveria ser o titular da principal categoria entre os meninos. O titular dos juniores já deveria ser Júlio César que, pela idade, jogava no time juvenil. Só que “na hora da onça beber água”, o que vale é o talento.

Por que motivo toco neste assunto? Por estar concluindo, vendo os garotos em ação, que há casos parecidos, atualmente, com o que acabo de mencionar.

Entre os goleiros, sinto mais firmeza no mais jovem, que é Iago. Na zaga, embora mais jovem, Patrick, lembrando Aldair, dá pinta de que será entre todos, o que irá mais longe.

No meio, o capitão do time da Copinha, Hugo Moura, me chama mais a atenção do que outros mais velhos e, no ataque, apesar de mais novo, este BILL é o Vinícius Júnior pela direita… melhor do que qualquer outro jovem atacante.

Quanto ao jogo, o melhor de tudo, aliás, como era esperado, foi Vinícius Júnior. Todas os lances de perigo no primeiro tempo tiveram o carimbo dele. No gol, iniciou e finalizou a jogada.

Talento, rapidez e precisão. Com 17 anos, Vinícius Júnior está pronto. Tomara que Carpegiani tenha a coragem que o senhor Rueda não teve. Craque, não precisa esperar…

Mesmo sem ter brilhado, este elegante Jean Lucas dá pinta de que está fazendo vestibular para craque…

De um modo geral, a garotada, mais uma vez, deu o recado, demonstrando que, em algumas oportunidades, a solução para o time principal passa longe de uma contratação duvidosa. Está em casa…


A notícia triste foi o falecimento de Cézar Rizzo, querido companheiro de inúmeras jornadas na Rádio Tupi. Cézar, muito talentoso, era um narrador que reunia um pouco do melhor de cada grande narrador, por isso, era chamado de “Saladinha”…

Cézar Rizzo era rubro-negro e, nas nossas peladas, por ser muito alto e forte, era o nosso goleiro. Segundo Gérson, o “Canhota”, Cézar, como goleiro era um baita narrador…

Descanse em paz, querido amigo. Você escreveu e, muitíssimo bem, a sua página na história do rádio.

Panorama visto da ponte

Alexandre Campello, à esquerda, novo presidente do Vasco (Foto: Paulo Fernandes)

Ontem, quem não acompanha a política do Vasco deve ter tomado um susto quando foi anunciado o novo presidente, após a reunião do Conselho Deliberativo.

Muita gente falou em “armação”, em vergonha, em trairagem e outras coisas mais, quando na realidade, o estatuto do clube não sofreu nenhum arranhão.

O presidente “eleito” em São Januário cometeu o grande erro de imaginar que o jogo estava encerrado e, sentindo-se vencedor, começou um mandato que era de fato, mas não era de direito.

Com isso, talvez pecando pela vaidade, começou a falar como presidente e agir como tal, sem minimamente dividir o bolo com o seu vice-presidente. A faca entre os dentes do vice juntou-se com a faca que Eurico Miranda mordia.

Juntaram-se e produziram um facão que decepou Júlio Brant. Quem viu o filme “O advogado do diabo” entende com facilidade a minha conclusão sobre o fato. A vaidade é a inimiga número um do homem.


(Foto: Marcelo Theobald / Extra)

Acabo de ver Fluminense e Botafogo. O jogo foi razoável, apenas nos quinze minutos finais e, assim mesmo, por conta do time do Fluminense que, com duas alterações introduzidas por Abel, melhorou e quase ganha.

O que já disse aqui, reitero. O Flamengo só perde este campeonato para ele mesmo. A diferença entre o elenco do Flamengo e do “arco-íris, é um absurdo. Vasco, Botafogo e Fluminense que abram o olho, pois neste momento são candidatíssimos ao rebaixamento no Campeonato Brasileiro.


Pedro Abad (Foto: Mailson Santana / Fluminense)

Hoje, lendo O Globo, me deparei com o depoimento do presidente do Fluminense Pedro Abad, se desculpando pela forma como Diego Cavalieri e outros jogadores foram dispensados.

Neste mundo de inconsequência, irresponsabilidade, agressividade e arrogância, tomar conhecimento de atitude tão espontânea e digna, não deixa de ser um lembrete de que ainda há seres humanos especiais.

Deixo aqui um forte e carinhoso abraço ao presidente tricolor Pedro Abad, um ser humano especial.


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

E amanhã, pelo que leio, com o reforço de Vinícius Júnior, em horário maluco para um domingo – oito e quinze da noite – o Flamengo parte para o seu segundo jogo pelo Campeonato Carioca, competição que nunca foi tão fácil conquistar. Mas como dizia o genial João Saldanha, “o jogo é mole, mas primeiro tem que jogar”…

Que o nosso domingo termine feliz…

Classificação com “gol de placa”

Flamengo 1 x 0 Avaí | Copa São Paulo 19/01/2018 (Foto: Staff Images / Flamengo)

Que jogo bom e emocionante. Esta Copinha, sem dúvida alguma, vem proporcionando a quem gosta de futebol jogos bem mais envolventes do que muitos disputados pelos barbados…

Flamengo e Avaí têm times realmente interessantes, com bons valores individuais e muito bem arrumados. O placar de 1 a 0 para o Flamengo foi justo e construído no primeiro tempo, com o golaço do centroavante Vítor Gabriel.

Aliás, além de ter feito o gol da vitória, Vítor Gabriel foi a principal figura do jogo, dando uma canseira “monstra” aos defensores do Avaí.

O futebol é curioso. Nos jogos anteriores, Vítor Gabriel, apesar de esforçado, brigou um pouquinho com a bola. Hoje, matou a pau, decidindo a partida.

O nosso goleiro, Iago, é de uma firmeza impressionante. Começou na reserva e, pelo jeito, virou – por merecimento –  titular.

Estranhei a ausência de Hugo Moura, excelente volante e capitão do time. Na transmissão do SporTV não houve nenhuma informação a respeito. Nem se estava no banco.

Não entendo e, já foi a segunda vez que o nosso treinador fez uma modificação que, definitivamente, compromete a produção do talentoso Bill que, no primeiro tempo jogou pela direita, infernizando a defesa do Avaí e, na segunda etapa, deslocado para a esquerda, pouco produziu.

A nossa zaga, perfeita, onde há o casamento ideal de um jogador cuja força é a principal característica, com outro que, tecnicamente, faz lembrar Aldair. Patrick é flagrante projeto de craque.

Na próxima segunda-feira, na semifinal, vamos pegar a Portuguesa. Acabo de ser informado que o jogo será no Canindé, o que me causou estranheza, pois imaginei que houvesse a preocupação em se procurar a maior neutralidade possível, o que não está acontecendo. Com mil estádios em São Paulo, vamos jogar exatamente no campo do adversário.

Mais um obstáculo para ser superado. O nosso time é bom.

Parabéns para a garotada.

Como classificar a não atitude de Neymar?

Estava vendo o jogo do PSG, que com três minutos já fazia 1 a 0, num golaço de Di Maria, e percebi que o que locutor mais dava ênfase era na possibilidade de Cavani igualar o recorde de Ibrahimović como o maior artilheiro da história do clube francês.

Cavani, para alegria geral, fez o gol e, a partir daí um enorme frison tomou conta de todos no Parque dos Príncipes, pois quem lá estava poderia fazer parte da história, afinal, se Cavani fizesse mais um, este gol representaria um momento único, pois estaria quebrado um recorde histórico.

O PSG estava jogando muito e, longe, Neymar era o melhor em campo. O jogo estava 7 a 0 e, no finalzinho do jogo, pênalti em Cavani. Na hora, imaginei que não haveria discussão para a cobrança, já que todos que ali estavam queriam fazer parte de um momento mágico, inclusive Neymar.

Quando o nosso craque pegou a bola, jurava que ele, de forma solene, fosse entregar para Cavani e, por tabela, participar diretamente daquela comoção coletiva, abrindo mão de bater o pênalti e, com humildade, colaborando com o desejo de todos.

Qual não foi a minha decepção, quando Neymar pegou a bola, ignorando o fato mais importante do jogo, e a vontade de todos, colocou a bola na marca do pênalti e fez o oitavo gol do PSG, o quarto dele.

Quando o juiz apitou o final da partida, algo incomum ocorreu. Quase todos no estádio vaiando o melhor jogador em campo, autor de quatro gols e dois passes decisivos, na vitória do seu time pelo placar de 8 a 0.

Como admiro o futebol de Neymar, fiquei triste e sem entender o comportamento egoísta e insensível do nosso craque. Ali uma coisa ficou clara. Para o torcedor, ou seja, para o ser humano, a alma está acima da genialidade e da idolatria. Infelizmente, acho que este episódio vai marcar a vida de Neymar. Tomara que eu esteja errado…

 

Dançando, e bem, de acordo com a música

Volta Redonda 0 x 2 Flamengo – 17/01/2018 (Fotos: Gilvan de Souza / Flamengo)

Conversando com alguns dirigentes do nosso futebol, tive a oportunidade de ratificar o que penso e, não é de hoje, que considero este nosso calendário perverso e muito pouco inteligente.

Esta loucura não é recente. Houve um momento em que tivemos que decidir entre realizar uma pré-temporada decente, e o risco de resultados ruins, em função de não utilizar a força máxima no início do Campeonato Estadual.

Nunca duvidei da nossa decisão – lá atrás – em garantir uma boa pré-temporada, mesmo colocando em risco o título estadual. Muito tempo depois, neste ano de 2018, os responsáveis pelo futebol do Flamengo tomaram a mesma decisão. Diria mesmo e, sem falsa modéstia, uma decisão responsável, tecnicamente defensável e corajosa.

O Flamengo só terá os seus principais jogadores a partir da quarta rodada. Até lá, a garotada vai se virando, e bem, como ocorreu neste início de campeonato contra o Volta Redonda.

Neste jogo, contra um time modesto, mas cascudo, a garotada teve personalidade, intensidade, determinação, garra e talento. A vitória de 2 a 0 foi magra, ante tanto domínio e tamanha superioridade.

Todos estiveram muito bem, e os dois gols foram lindos. Para citar um destaque, sendo coerente com o que já vi na Copinha, este zagueiro Patrick é acima da média.

O Campeonato Carioca, e a Copinha, podem ser representados por uma gangorra, onde esta boa garotada vai vivendo na ponte aérea. Um jogo no Rio, outro em São Paulo. Cansativo? Pode até ser, mas nesta idade, e com este tesão em fazer história, a ponte aérea é pinto…

Quando é que os nossos dirigentes vão entender que a qualidade é o que vale? De que adianta um monte de jogos inexpressivos? Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo deveriam entrar apenas numa fase final de Campeonato Estadual. Menos jogos, melhor qualidade, num calendário mais humano e responsável.

Quando começará está revolução? Enquanto ela não vem, o Flamengo, dançando de acordo com a música, sai disparado na frente.

Depois de ver o Botafogo empatando – Deus sabe como – e o Fluminense perdendo, além  do Vasco mergulhado em problemas, a maior zebra do ano seria o Flamengo não ganhar este Campeonato Carioca.

Em tempo, é bom registrar que um campeonato começa a ser ganho fora do campo. E, neste aspecto, o Flamengo começou muito bem.

VINIBILL

Flamengo 1 x 0 Audax | Copa São Paulo 16/01/2018 (Foto: Staff Images)

Entenderam a manchete aí de cima?

Explico. VINI é como Vinícius Júnior é conhecido pelos amigos mais chegados, entre eles, o agente dele, Frederico Pena, que com rara competência conduziu toda negociação com o Real Madrid.

Hoje, por uma dessas felizes coincidências, no almoço, esbarrei com um trio animado, que reunido estava para discutir a renovação de contrato do jovem centroavante Lincoln, também representado por Frederico Pena, que estava acompanhado do CEO rubro-negro, Fred Luz, e do diretor de futebol, Rodrigo Caetano.

Estão lembrados de uma manchete aqui no blog, quando Rueda roeu a corda, dando uma banana para o Flamengo? Pois é… a manchete foi “JÁ VAI TARDE!” e, esta manchete nunca foi tão feliz e oportuna. Pra quem não sabe, se Rueda continuasse no Flamengo, Vinícius Júnior iria embora para o Real Madrid ao final da temporada passada.

Agora, com Carpegiani, o panorama mudou. Em julho, quando completar 18 anos, Vinícius Júnior vai ser transferido para o Real, porém, só irá neste ano de 2018 se quiser. O acordo entre os clubes – eu não sabia – deixa a decisão para o jogador, que tem a opção de dizer se, em 2018, fica ou vai. Pelo jeito, VINI ficará mais um ano no Flamengo.

BILL é o nosso ponta direita que jogou muito na partida, pela Copinha, contra o Audax, tendo sido o grande protagonista do jogo que classificou o Flamengo para a próxima fase.

O chamamento de Carpegiani, trazendo de volta seis jogadores titulares que disputavam a Copinha, pode comprometer o futuro do Flamengo na competição, mas o simples fato de, em função disso, BILL ter tido a oportunidade de jogar, já livra a cara do nosso treinador…

Palavra que fiquei impressionado com tudo que vi. BILL é habilidoso, veloz, consciente, tem visão de jogo, dribla muito e, é um jogador decisivo. O gol foi um pouco de tudo isto que acabo de colocar. E, ainda quase marca outro gol por cobertura, dando um sutil tapa na bola. Neste lance o bom goleiro do Audax operou um milagre.

Ia fazer algumas outras observações sobre o jogo, mas ainda encantado com a atuação de BILL, fico por aqui.

Vinícius Júnior e Bill. VINI, pela esquerda, BILL, pela direita. Um inferno para qualquer defesa. Os dois são nossos, viu Carpegiani?

Dormimos no ponto

Gustavo Scarpa (Foto: Djalma Vassão / Gazeta Press)

Claro que o que passo a colocar aqui nada mais é do que uma opinião meramente pessoal, cuja base é a nossa paixão comum. Até este momento tinha eu a quase certeza de que o nosso pessoal, na encolha, estava trabalhando a contratação de Gustavo Scarpa, um dos raros jogadores em atividade com poder de criação e, ainda jovem, pois completou recentemente 24 anos.

Com enorme frustração, li agora no Globo.com que o Palmeiras acaba de acertar um contrato de cinco anos com Scarpa. Antes que alguém diga que isto pode ser revertido, que o Fluminense pode recorrer, não há como negar que, mesmo que isto aconteça, o Palmeiras continuará tendo enorme vantagem sobre qualquer outro possível interessado, pois já há um contrato em vigor. O que pode acontecer na frente, caso o Fluminense tenha sucesso no judiciário, será um acordo entre as partes, com Scarpa cumprindo o seu contrato com o Palmeiras.

Imagino o quanto deve estar feliz o torcedor palmeirense, pois as seis contratações feitas já deixam a pista de quem deva ganhar tudo neste ano de Copa do Mundo. Além de contratar dois jogadores que desequilibram – Lucas Lima e Scarpa – o Palmeiras fez mais quatro contratações pontuais e inquestionáveis: Emerson Santos para a zaga; Weverson para o gol; Marcos Rocha e Diego Barbosa para as laterais. Caramba!!!

Claro que futebol não é ciência exata e, nem sempre as coisas funcionam como se espera, mas não há como negar que para ganhar título, o primeiro passo é o time que se coloca em campo e, o do Palmeiras – no papel – é de encantar o seu torcedor. Que inveja…

A emoção voltou

(Foto: Staff Images)

Nem foi preciso esperar a primeira partida oficial da temporada para o domingo de quem gosta de futebol e, é Flamengo, voltar a ter sentido, voltar a ter emoção.

O jogo eliminatório, entre Flamengo e Coritiba, pela Copinha,  foi muito bom. E o que não faltou foi emoção, do primeiro ao último minuto.

Confesso que fiquei surpreso com a atuação do nosso time, cuja base foi a do sub-17, pois seis jogadores retornaram ao Rio, convocados por Carpegiani para encorpar o elenco que vai começar a disputa do Campeonato Carioca.

A bem da verdade, o jogo foi bom também pelo time do Coritiba, que a exemplo do Flamengo, também jogou muito desfalcado, mas quem entrou nada ficou devendo aos que tiveram que subir para ajudar os profissionais.

Os dois times muito bem arrumados, com o Flamengo melhor quase que o tempo todo. O Coritiba só foi perigoso após tomar o gol. O final foi eletrizante, onde brilhou o goleiro reserva do Flamengo.

Neste jogo, gostei muito do rapidinho Bil, que toda vez que partiu para cima do marcador, se deu bem. Outro rapidinho, Yuri, também deixou boa impressão.

O jogador que nos jogos anteriores mais me havia encantado, o capitão do time, Hugo Moura, não é que tenha jogado mal contra o Coritiba, mas me pareceu sem a mesma desenvoltura, sem o mesmo ânimo, tendo até perdido um pênalti. Sei lá, mas acho que Hugo Moura sentiu não ter sido chamado por Carpegiani. Merecia…

Tomara que alguém tenha observado este fato e que uma “ força” possa ser dada a este volante que realmente tem futuro.

Achei engraçado o fato de muitos companheiros de imprensa terem levado um susto com a atitude do Flamengo por ter suspendido o contrato de Guerrero. Ué, o que queriam que o Flamengo fizesse?

Vai começar a semana, e nela, o início do Campeonato Carioca. Vamos começar com a garotada, até porque, em função deste calendário maluco, é optar por isso, ou abrir mão da pré-temporada. A opção é corretíssima.

E por falar em garotada, torcer para que Carpegiani, ao contrário do senhor Rueda, tenha boa vontade com Vinícius Júnior.

Que venha o Campeonato Carioca…