Sala e cozinha

(Reprodução da internet)

Uma segunda-feira de definições, na cozinha e na sala.

A cozinha é o nosso Campeonato Estadual, onde caminhamos hoje, após longos debates, para ter Volta Redonda como palco para a semifinal, com pinta de final, entre Flamengo e Botafogo.

A pouca vergonha do que ocorre no Maracanã, que deveria ser o estádio do carioca que ama o futebol e, se transformou na casa da mãe Joana, com shows de rock e até de música sertaneja (????), maltrata o torcedor e obriga a que os dirigentes quebrem a cabeça para soluções paliativas.

Entendo perfeitamente o Flamengo não aceitar jogar no Engenhão. Decidir no campo do adversário? Convenhamos que, mesmo com a vantagem do empate, seria dar muita sopa para o azar…

Talvez, pela falta de hábito, não se tenha pensado em São Januário, que apresenta aspectos positivos. Campo neutro. Depois do Maraca e do Engenhão, o estádio com maior capacidade de público. Jogar sem precisar viajar. Com a saída de Eurico Miranda, mais confortável para a diretoria do Flamengo aceitar lá jogar. E, sem falar na oportunidade ímpar de se começar uma boa relação com a nova diretoria do Vasco.

Como já frisei, a “força do hábito de se usar o cachimbo, faz a boca torta”. Pela força do hábito, mesmo diante de um panorama novo, não se pensou nisso e, dá para entender.

Restou Volta Redonda, onde não se sabe o motivo, público e Raulino, não falam o mesmo idioma…

Enfim, o tempo curto para a decisão também pesou. Só não entendi o horário. Por que 16h30?


Na sala, isto é, no Campeonato Brasileiro, hoje na CBF, quando os clubes foram informados de que o “árbitro de vídeo” custaria 20 milhões de reais, desistiram no ato. Árbitro de vídeo, só na Copa do Brasil e, assim mesmo, só a partir da antepenúltima fase (quartas). Nesta reunião, um retrocesso. A grama sintética, que estava proibida, ganhou uma sobre vida. Agora, pode de novo. Até quando, só Deus sabe…

A outra decisão importante foi limitar – em cinco – o número de jogos que o mandante possa vender para outro estado e, proibir, faltando cinco rodadas para o encerramento do campeonato, que isto ocorra. Decisão perfeita que, desestimula qualquer malandragem.


E o Ceifador vem aí!!! Aliás, o Ceifador não vem. Vai, para Volta Redonda…

1 Comentário

  1. Isso aqui é Brasil. Bilhões e Bilhões gastos para ouvir Weslei safadão.
    Caro Kleber,
    Gestão é um somatório de pequenas coisas, nem isso nossos governantes e dirigentes conseguem enxergar. Paciência…..fazer o quê?

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    • Fernando,
      Inacreditável. O jogo Boavista x Bangu poderia ser colocado para a Ilha ou São Januário, pois não dará nem mil pessoas.

      Já o jogo Flamengo x Botafogo mostra o total retrocesso da FERJ. Com a possibilidade de mandar o jogo em Brasília e ARRECADAR (ainda mais o Botafogo, em penúria), os caras preferem vetar o jogo fora do Estado e empurrar para Volta Redonda (que nunca enche)… O jogo Flamengo x Nova Iguaçu teve renda de 600 mil, certamente passaria de 1.5 milhões no clássico decisivo.

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      • O jogo Boavista x Bangu poderia ser colocado no Aterro que não encheria! Acho que a nossa semifinal deveria ser no Engenhão, com torcida meio a meio. Afinal, como disse o Roger, não temos as 3 melhores equipes do Rio? Porque temer o foguinho, que tá com um time ridículo? Diante da decisão de jogar em Volta Redonda, só há uma conclusão, Flamengo e Botafogo não precisam de dinheiro, porque torcida não vai mesmo.

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  2. Não vejo surpresa nisso, uma confederação suja em um país sujo, a CBF não quer arcar com os custos da competição que ela organiza e promove, então seu ramo de negócio é o que? Financeira, que só visa lucro?

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  3. Para mim não teria problema algum jogar no Niltão.O jogo se ganha no campo.Alem do mais temos a vantagem do empate.O fato do estádio ter as côres,logotipos do Bota,não teria influência nenhuma.Acho que a nossa diretoria medrou.Salvo,se por orientação dos orgãos de segurança,houve a sugestão de não jogar lá,no sábado de carnaval,em razão da mobilização da PM e Civil para o evento de momo.
    Mas,vamos para Volta Redonda.
    Quanto maior a dificuldade,melhor é a vitória!!!
    ABS.
    SRN.

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  4. Campeonato falido, dirigentes incompetentes, medrosos. Deveriam entrar de sola nessa questão do Maracanã, se preciso fosse convocar o povo para um grande abraço no estádio para pressionar as autoridades a tomarem uma decisão. A Odebrecht não quer o Estádio então o que falta para o Poder Público retomá-lo?

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  5. Kleber, concordo com o seu descontentamento, porque de fato é o meu descontentamento e é o descontentamento de todo e qualquer Rubro Negro.

    Acontece que é IRREMEDIÁVEL. Não há como esperar em berço esplendido pelo Maracanã.

    Deveríamos todos apoiar e talvez fazer certa pressão, para que nossos dirigentes foquem em um estádio próprio. É essa a nossa meta para o futuro. Ou deveria ser.

    Por outro lado entendo perfeitamente quando as Diretorias de Finanças e Administração, ainda não dê o total apoio para a construção de um estádio. Faltam alguns processos…. GRC (Governança / Risco / Conformidade). Mas esse é o momento, e se não corrermos conta o tempo, corremos o risco de não ter esse estádio.

    A solução é antecipar esses processos.

    ———————————————

    Eu sou totalmente a favor de uma intervenção federal na CBF e em todas as federações estaduais. Muita gente iria cair e descobríramos quem de fato ganha dinheiro com futebol de forma ERRADA.

    Todo o resto é enxugar gelo.

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    • Bom dia Anderson.

      O grande problema é que muitos do que poderiam intervir, utilizaram o futebol e o dinheiro dele como trampolim para chegarem onde estão, ou seja, a intervenção seria tiro no pé…
      Quanto a situação do Maracanã, ninguém quer abrir essa caixa de Pandora. Seria pura limpeza de esgoto, quanto mais mexer mais fedorento vai ficar!!!! Estádio próprio com recursos próprios e algumas parcerias pontuais é o caminho a seguir…

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  6. Kleber fui pesquisar de ontem pra hoje sobre o VAR( Arbitro de Vídeo.)

    1 – “Em Portugal, o árbitro de vídeo (VAR, na sigla original em inglês), segundo a própria CBF, custa R$ 5 mil por jogo. No Brasil, a previsão é de cerca de R$ 50 mil por partida(ou mais). O preço dez vezes maior inviabilizou a implementação do Campeonato Brasileiro – clubes vetaram por maioria. E a diferença exagerada tem uma “culpada”, de acordo com os envolvidos: a estrutura de fibra ótica necessária para ter a tecnologia em campo.

    Por ser um país pequeno, Portugal instalou uma central de fibra ótica que atendia a todos os jogos ao mesmo tempo. No Brasil, pela extensão territorial e pela falta de estrutura, seria necessário ter uma central dessa em cada estádio. Isso multiplicou o custo. A explicação foi apresentada aos clubes no Conselho Técnico da última segunda-feira (5), na sede da CBF.”

    Aí eu pergunto:

    É impossível trazer uma parceira que seja a geradora e responsável pela fibra ótica? Para a CBF parece que sim.

    2 – Ao colocar em votação o projeto para ter o árbitro de vídeo no Campeonato Brasileiro em 2018, a CBF informou aos clubes que só poderia ter o recurso no returno da competição. Tudo por conta do desembarque da TV Globo do projeto. No fim de 2017, a emissora resolveu que não participaria como responsável por disponibilizar imagens e outros recursos nos lances decisivos dos jogos. Internamente, a cúpula da TV pesou que custo e mão de obra para o sistema ser colocado em prática seriam um problema. Além disso, entendeu que isso poderia gerar desgaste com torcida.

    Aqui cabe outra pergunta:

    A CBF é incapaz de fazer sozinha, a geração de imagens? Com zilhões de agências e produtoras de excelência, a CBF depende da TV Globo pra que? Deixa que eu negocio, que na minha mão a geradora de imagens ainda pagaria pelo trabalho.

    Nesse caso fica muito fácil entender que o custo operacional seria repassado aos clubes.

    Imagine então 380 jogos- a um custo de R$50.000 cada?

    Isso é um custo de R$19.000.000( Dezenove milhões) para o campeonato Brasileiro.

    Soma-se a isso o custo de equipamentos, funcionários, instalações e logística o que facilmente chega a um custo total de 50 milhões.

    Como a CBF não vai arcar sozinha, a Globo desistiu de entubar esse custo, todo esse custo será ou seria repassado aos clubes.

    E AQUI CABE MAIS UM QUESTIONAMENTO.

    Quais seriam os clubes “obrigados” a custear esse recurso?

    Os 20 da série A?
    Os 20 da série A + os 20 da Série B ?

    Tendo isso posto, esse custo inviabiliza a sua implementação na Copa do Brasil já nas primeiras fases.

    É justo implementar um recurso tão importante no meio de um campeonato?( no brasileiro só no returno e na Copa do Brasil só nas fases decisivas)

    CBF e Federações são vergonhosas. Não há como dar crédito a nada que venha dessas entidades.

    Se meu avô vivo fosse diria:

    “Joga uma bomba nuclear na CBF, pra não corrermos o risco de sobrar nem formiga. Se sobrar uma formiga pode sair ainda corrupta da CBF.”

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  7. O problema é o RIO DE JANEIRO, a Ferj só faz parte desse problema.

    Quem mora no Rio pode não gostar, mas os problemas no RIO estão GENERALIZADOS, O RIO o futebol apenas está INCLUSO nesse contexto.
    Vejo inclusive pedidos de INTERVENçãO FEDERAL na CBF. Uma Lava Jato do futebol ? Ou seria uma Lava CAMPO/GRAMADO ? ou uma Corta grama no futebol ? Ou uma gramado seco no futebol ? Ou uma OPERAçãO GOL CONTRA ? Ou operação IMPEDIMENTO ?
    A verdade é que o PRé-SAL que se tornou o futebol merece de fato uma sondagel abissal nesse. Ou veremos o futebol perder de GOLEADA pro rock, pro pop, pro sertanejo, pra tudo e para TODOS, mas principalmente para ele próprio, o que é o pior.

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  8. Tenho a impressão que a nova diretoria do Botafogo, diferente da anterior, vai aproximar-se do Flamengo e é uma decisão inteligente. Desavenças podem ir à justiça, mas a parte comercial é algo que nao podemos esquecer. Sou contra dar vantagem de local para o adversário. E muito simples isso: se vencer, vão dizer que venceu o clube de maior investimento e se perder, não vão0 dizer que o adversário mereceu e sim que o clube deu de mão beijada uma vantagem adquirida em campo e aliás dias atrás, o proprio presidente Kleber disse que vantagem é vantagem e tem que ser usada…

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  9. Pra quem sapato bico fino ?

    Muito engraçado essa discussão do ARBITRO DE VIDEO. Temos um campeonato com casos como o Maracanã onde um investimento BILIONARIO e novinho ENVELHECE sem ser usado para seu fim – o futebol – e ficamos discurtindo o uso de arbitro de video ?

    O futebol brasileiro está indo a festa de sandalia havaina velha e com prego pra prender e DISCUTINDO o sapato bico fino, é serio isso ?

    Acho que na pelada do bairro vão começar a cobrar o arbitro de video também.

    Primeiro seria bom trocar a sandália (estrutura) então DEPOIS buscar o PLUS. OU NãO ?

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    • FLAD+ O árbitro de vídeo talvez nos trouxesse mais credibilidade dentro e fora do continente e isso poderia nos ajudar a captar mais recursos (patrocínios) para mais clubes.

      Traduzindo: Mais dinheiro poderia fazer com que ficássemos menos dependentes de CBF e Federações e até mesmo de Maracanã.

      Como? Se cada clube tivesse seu estádio bonitinho e digno para disputar o campeonato, metade desses stress não aconteceriam.

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  10. ÁRBITRO DE VÍDEO
    Um retrocesso o que foi votado, enquanto todos os outros esportes trazem a JUSTIÇA DO RESULTADO através da tecnologia, o campeonato brasileiro continuará preso no século passado. O mais interessante é que todos os chorões que bradam que o Flamengo é “ajudado” pela arbitragem, votaram contra o VAR.

    A “desculpa” foi pelos custos, que no Brasil se transformaram em custosos – e superfaturados – 40 mil reais por jogo (enquanto em Portugal não passa de 5 mil reais). Por lá, inclusive, os custos são cobertos pela Federação portuguesa, por aqui a CBF quer impor os custos aos clubes.

    Acho um avanço a manutenção da grama sintética. Acredito que em poucos anos todos os estádios serão assim, pois ao longo do tempo apresenta custos menores, maior qualidade do piso e facilidade de manutenção. Se no Maracanã fosse sintética, por exemplo, não estaríamos vendo as vergonhosas reportagens falando das crateras do campo.

    Interessante também poder vender 5 mandos, importante para as finanças e projeção dos clubes.

    Poderiam ter decidido por final única na Copa do Brasil, cada ano sendo disputada em um estádio diferente, acho que seria mais legal.

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    • Diego, Portugal tem de fato um custo menor, por se tratar de um país muito menor que o Brasil. Talvez o fato custo nem seja o mais indicado para o nosso campeonato.

      No modelo português foi utilizada uma central de edição para a manipulação dessas imagens.

      Então vamos fazer um exercício de geografia.

      Se traçarmos uma reta da capital Porto Alegre até a capital Fortaleza, teríamos algo muito perto de 2500 kms de distancia.

      Brasília estaria mais ou manos no meio do caminho entre as duas capitais. A partir daí então se distribuiria um cabo de fibra ótica para todos os Estados que participem do campeonato brasileiro. Quando esse cabo chegar ao Estado, seria remanejado para os estádios. OK?

      Talvez esse modelo não se aplique ao Brasil justamente por ser um país continental.

      Mas já que somos continentais, poderíamos pedir ajuda a Conmebol para todo o continente.

      Há sim soluções. Não há é boa vontade, e nesse caso complica tudo.

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  11. KLEBER,

    POR QUAL MOTIVO SEQUER COGITAM REALIZAR O JOGO NA ILHA DO URUBU, ONDE É NOSSO ESTÁDIO PROVISÓRIO. MUITO MELHOR QUE VOLTA REDONDA, É NA NOSSA CASA E TEM O DOBRO DE CAPACIDADE ACIMA DA MEDIA DO CAMPEONATO CARIOCA.
    SE O ESTÁDIO NÃO É SEGURO PARA UMA SEMIFINAL, CREIO QUE NÃO SEJA SEGURO PARA NENHUM JOGO.

    SRN

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  12. Talvez tivesse sido INTERESSANTE usar grama sintetica na Ilha do Urubu REI.
    Se poucos usam, significa que poucos são CONDICIONADOS a jogar nela, isso poderia se reverter em vantagem TéCNICA nos jogos e talvez em uma PONTUAçãO mais positiva nos jogos em casa.
    IMPEDIMENTO para mim é a mais devastadora e DECISIVA regra do futebol. Talvez nenhuma outra influa tanto no resultado FINAL das partidas e CONSEQUENTEMENTE dos campeonatos. obrigar um jogador a SE MANTER junto ao seu ADVERSáRIO é um contra-censo.

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    • FLAD+,
      Gosto da regra do impedimento, mas poderia ter alguns casos de não aplicação. Por exemplo, nos passes de cabeça (ocorre muito em escanteios e faltas perto da área, no qual o jogador do time “raspa” na bola e acaba deixando o companheiro impedido).

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  13. Já que no início do ano, não vem lateral, zagueiro, segundo volante e, Adriano?

    – Começaram as especulações -, porque tem novo dirigente paulista pronto pra dar o bote, assim como foi com Ronaldinho.

    Não é de hoje a vaidade desse dirigente e as ironias feitas ao flamengo quanto a forma de equalização da dívida e que o Fla tem quatro torcedores a mais do que o Corinthians.

    Não queremos Adriano recebendo orientação do Fla para treinos e logo depois fechar com corinthians.

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  14. Flamengo, Palmeiras, Botafogo, Bahia, Chapecoense, Grêmio e Internacional foram os times que votaram a favor do árbitro de vídeo.

    Tão logo a informação de que não teremos árbitro de vídeo no Brasil esse ano, a International Board, entidade que serve de guardiã das regras do futebol, lamentou a decisão de não se utilizar o árbitro de vídeo no Campeonato Brasileiro neste ano.

    Alertou ainda, que não pode forçar ninguém a aplicar a tecnologia e que não existirá, por enquanto, qualquer tipo de apoio internacional para financiar o uso do sistema pelo mundo.

    Depois os dirigentes brasileiros, salvo é claro os que votaram a favor, não entendem porque o nosso campeonato tupiniquim, não tem qualquer valor comercial no resto do mundo, e o porque de inúmeras empresas estarem se afastando cada vez mais do futebol e se aproximando de outros esportes.

    NÃO TEMOS CREDIBILIDADE E FAZEMOS QUESTÃO DE NÃO TER.

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  15. O tamanho do estádio em que jogarão Botafogo e Flamengo não corresponde à grandeza dos times, mas sim, à pequenez da mente de seus dirigentes.

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  16. Podem me chamar de velho, ultrapassado, conservador, seja lá o que for. Mas esse tal de VAR é um saco! Mas, como a modernidade está aí para acabar com o Futebol tal qual aconteceu com o Maracanã, a sua implantação é inevitável. Teremos uma sobrevida neste 2018 mas, a partir de 2019 todos, no Estádio e em casa pela TV, ficaremos com aquela cara de idiotas, jogo parado, esperando a decisão do Sandro Meira Ricci em frente ao monitor, julgando um lance polêmico com a mesma competência que usava nas quatro linhas. Só falta colocarem o locutor gritando: ” Iiiiiiiiit’s Time!!! Façam-me o favor!

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