Desvantagem interessante

(Foto: André Durão)

Antes do nosso tema, uma rápida pincelada no jogo da quarta-feira.

O Botafogo venceu o Vasco pelo placar de 3 a 2, num jogo alegre, vá lá que com certa dose de emoção, mas de baixa qualidade técnica e, em consequência, de muitos erros.

O Vasco foi até melhor, só que errou tanto no seu sistema defensivo que acabou castigado. Os dois times são muito fracos. Os dirigentes de Vasco e Botafogo devem deixar a paixão de lado e começar a entender que o risco, para os dois, de um rebaixamento no Campeonato Brasileiro, é enorme…

O nosso tema. Acho muito bom ter que correr atrás da vitória neste jogo contra o Fluminense. Será, sem dúvida, uma bela oportunidade para uma avaliação real do time e, melhor do que tudo, tendo a obrigação de vencer. Aí meu amigo, é a hora de se ter a certeza de que ser melhor no papel, realmente é meio caminho andado para uma conquista…

Hoje – desculpe meu querido genial irmão Francisco Horta – para o Flamengo, é vencer ou vencer!!! Jogo bom de se ver. Jogo bom pra torcer. Fla-Flu feito para o Maracanã. No Engenhão, pela vergonha que é este país.

Aliás, sendo o Maracanã uma propriedade do Estado, que tal uma lei que faça do Maraca um palco EXCLUSIVO para o futebol?

Não há nada mais importante para este estádio do que um Fla-Flu. As pessoas perderam a noção mais primária das coisas. A Suderj informa: No Maracanã, no maior do mundo, sai o FLA FLU, e entra… WESLEY SAFADÃO!!!

QUE TRISTEZA!!! QUE VERGONHA!!!

Guerrero e as surpresas de Tite

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

A boa notícia rubro-negra foi a volta de Guerrero aos treinamentos. Sei que o tema é polêmico e, aqui mesmo no blog, já deu para notar que o peruano está longe de ser uma unanimidade.

Faço parte da turma que vê Guerrero como um bom jogador. Não é aquele centroavante que vive empurrando a bola pra dentro. Também não é o centroavante rápido e habilidoso. Talvez seja um pouquinho de cada uma destas características, somando-se a competência em fazer muito bem o papel de pivô.

O que não se pode negar é que Guerrero seja um tormento para qualquer zaga, pois é de encarar e, tem força física. Mesmo para os que o consideram o “Tuta Peruano”, deixo no ar a seguinte pergunta: Guerrero está fazendo falta?


(Foto: Max Rossi/Reuters)

E a novidade do Tite, hein?

Nem na CBF as pessoas sabiam de quem se tratava e como se pronunciava corretamente o nome do lateral esquerdo, que pertence ao Shakhtar Donetsk – e que já tem 28 anos.

Sei que o trabalho de acompanhamento de todos os jogadores brasileiros é extremamente competente, e que está mais próximo da Rússia, onde a seleção jogará na sexta-feira, porém, fica no ar a sensação de que o fato de o jogador atuar no Brasil é o primeiro passo para não ser convocado. Acho que este tipo de convocação é um desestímulo para quem joga aqui.

Deixo no ar a seguinte pergunta: Será que não há no Brasil nenhum lateral esquerdo melhor do que Ismaily?

De um lado um tapetão tosco. De outro uma revolução no futebol mundial. É fácil saber quem é o campeão de 1987

(Reprodução da internet)

Amigos do blog:

Por favor, já que o tema voltou a fazer parte da pauta da semana, leiam com a máxima atenção, neste texto brilhante, a visão do companheiro e amigo Eduardo Bisotto, sobre a mais ridícula discussão da história do futebol brasileiro.


“Recebi no final do ano passado, de presente do amigo Kleber Leite, o livro “1987: A História Definitiva”. De largada, o título parece pretensioso. Após a leitura de suas 307 páginas, a conclusão é inescapável: não há nada de pretensão ali. É apenas mera constatação. Assinado pelo diplomata rubro-negro Pablo Duarte Cardoso, o livro não é daqueles que deve ficar restrito ao público flamenguista. É uma obra prima que contribui, e MUITO, para a compreensão da maior paixão nacional, o futebol.

Cardoso não deixa pedra sobre pedra naquele ano. Sua pesquisa abrange desde o ambiente político em que vivíamos, passando pela estruturação da Copa União, comparando com a maneira pela qual o futebol se organizava mundo afora e desmontando e explicando nos mínimos detalhes as questões legais. Sua conclusão no aspecto legal é devastadora e precisa: o problema é que a questão foi julgada por diletantes, pessoas completamente alheias às questões esportivas, incluindo a própria legislação brasileira a respeito e que mesmo assim não se viram impedidas de julgar o caso. 

Comecemos do começo: a Copa União de 1987 foi a salvação da lavoura em um ano de absoluto caos na CBF de Nabi Abi Chedid e Octávio Bulhões. Os mandarins do futebol brasileiro na época tinham em mãos uma Confederação falida, dependente de dinheiro público via Loteria Esportiva e em confronto com a FIFA de João Havelange. O descalabro era tão grande que a dupla brincava de revezamento na Presidência: ora era Octávio o Presidente, ora era Nabi.

Com o ano andando e sem um puta pila em caixa para organizar uma competição nacional, Octávio chegou a declarar de forma peremptória: se dependesse da CBF, não teríamos Campeonato Brasileiro em 1987. Para só ser desautorizado por Nabi quando a coisa já estava andando.

Se hoje muitos se deslumbram diante da gestão do Flamengo, certamente é o desconhecimento da história o motivo. Quando se vê o nível da gestão de Márcio Braga, as ideias que ele levou adiante, não só para o clube, mas para todo o futebol brasileiro e o nível das figuras que envolveu, como João Henrique Areias, diretor de vendas da IBM do Brasil na época e responsável pelo marketing da competição, se descobre que o Brasil, há exatos 31 anos, dispunha de gênios muito à frente de seu tempo.

Para quem gosta de gestão esportiva o livro é absurdamente apetitoso. Talvez por isso eu o tenha devorado em uma tarde. Foi na Copa União que pela primeira vez na história do futebol brasileiro se tratou da venda dos direitos de televisão de forma séria. Até então, a maioria dos dirigentes de futebol consideravam a TV como concorrente e viam no estádio sua principal fonte de receita. Inclusive o presidente do meu Inter na época, Gilberto Medeiros, era radicalmente contra a negociação entre o Clube dos 13, capitaneada por Areias e a TV Globo.

O choque vai ficando cada vez maior quando descobrimos que a Premiere League, liga independente dos clubes da Inglaterra, só foi criada em 1992. Ou seja: o Brasil estava cinco anos à frente daquela que hoje é a Liga mais forte do planeta, com aquele que é reconhecidamente o campeonato mais forte e disputado do mundo. Tudo obra e graça dos 13 e tantos quantos se juntaram na aventura, Rede Globo incluída. 

Mas então, aonde a coisa toda descambou? Naquilo que sempre descamba no Brasil: politicagem, mesquinharia, falta de visão de conjunto e de longo prazo. Descambou com Eurico Miranda pulando a cerca: de dia, almoçava com o Clube dos 13 e era seu aliado, de noite, jantava e dormia com a CBF. De um ponto de vista cínico, até poderíamos dizer que Eurico fazia o quê fazia no interesse maior de seu clube e por isso mereceria respeito. O fato é que, se ganhou campeonatos e tamanho graças à aliança com a CBF, olhe-se o tamanho que o Vasco está hoje. 

Descambou com uma Constituinte que se tinha Márcio Braga lutando por uma legislação esportiva moderna, tinha de outro vários deputados fazendo lobby para manter as Federações estaduais de pé. Justamente as maiores interessadas em sabotar os clubes.

Descambou na falta de apoio político. Mas não na falta de seriedade do evento.

Para uma resenha do livro, que é o que eu me propunha neste texto, já estou ficando longo demais. “Mas e o Sport, cadê?”, há de perguntar quem me acompanhou até aqui. O Sport não existe no contexto do verdadeiro Campeonato Brasileiro de futebol de 1987. 

DEPOIS que os 13 organizaram a competição, da qual o meu Internacional foi vice-campeão, a CBF de Nabi e Octavio Bulhões saiu feito vaca-louca para tentar retomar o controle. Teve de sabotagem no calendário a regulamento clandestino, passando pela tentativa de impedir a Globo de transmitir as partidas negociadas com o Clube dos 13. Numa tentativa de apaziguamento, a grana que ajudou com que o Sport jogasse a Série B acabou vindo de uma fatia do que os 13, numa gestão não vista até então nestas plagas, conseguiu levantar para o Campeonato.

Mas por quê ainda discutimos o Campeão Brasileiro? Bom, eu resumiria numa frase: é que o Brasil tem uma dificuldade imensa para ser minimamente sério.

No meio das idas e vindas da relação mais do que conturbada entre os 13 e a CBF, foi proposto que a vaga na Libertadores do ano seguinte fosse decidida entre Campeão e Vice da Copa União (módulo verde só na cabeça da CBF) contra campeão e vice do módulo amarelo (na prática, a Segundona). Os 13 toparam porque já estavam de saco cheio de discutirem por tudo e, a bem da verdade, naquele ano ninguém tava nem aí pra Libertadores, uma competição deficitária e que só dava prejuízo aos participantes.

Eis que no final do campeonato, a dupla Nabi-Octávio informa: o quadrangular não seria mais apenas pra decidir a vaga na Libertadores. Seria para decidir quem era, de fato, o Campeão Brasileiro de 1987. Alguém em são consciência duvida de quem venceria o título, de qualquer modo, num quadrangular envolvendo Campeão e Vice da Série A contra Campeão e Vice da Série B? Ainda mais em 1987, quando clube grande não andava nas divisões menores. 

Mas então, por que Flamengo e Inter não jogaram? Primeiro, porque como dito anteriormente, não estavam nem aí pra Libertadores, uma competição tão quebrada quanto era o próprio futebol brasileiro da CBF de Nabi-Octávio. Segundo, porque não foi esse o combinado. E terceiro, porque se a legislação da época fosse respeitada, o Campeonato que começava em um determinado ano deveria terminar naquele mesmo ano. Além de tudo a ideia de um quadrangular para decidir o título era ilegal.

Fecho com um desagravo muito bem feito pelo livro ao comportamento do Kleber como Presidente do Flamengo, quando o Sport foi aceito no Clube dos 13 em 1996, agora infelizmente transformado numa mera associação para dividir os direitos de televisão. Para um novo clube entrar, era exigida a unanimidade dos votos. À época (e pelo que entendi do texto até hoje, ainda), alguns acusaram Kleber de capitular diante do Sport, já que poderia ter vetado a sua entrada. A história contada pela própria ata da reunião não é esta.

O Sport, cuja conduta dos dirigentes deveria envergonhar qualquer torcedor com um mínimo de decência, comprometeu-se na reunião a reconhecer o Flamengo como seu campeão. Chegou a assinar um documento reconhecendo isso, documento que inclusive foi utilizado pela CBF para reconhecer provisoriamente o título rubro-negro. Entretanto, o Sport deu pra trás e resolveu deixar o dito pelo não dito. O gigante que mostrou que sua palavra não valia nada foi Luciano Bivar, Presidente do partido pelo qual Jair Bolsonaro pretende ser candidato a Presidente da República e presidente do Sport na época. O mesmo Bivar afirmou em 2013 que pagou propina para que Leomar, volante do Sport do qual ninguém mais lembra fosse convocado para a Seleção por Emerson Leão em 2001.

1987 tem um Campeão Brasileiro e um Vice. O Campeão é o Clube de Regatas do Flamengo. O Vice é o Sport Clube Internacional. Qualquer torcedor de clube grande com um pingo de vergonha na cara é moralmente obrigado a reconhecer isto. 

Já os nanicos podem se divertir com o outro nanico que ganha um título no tapetão, julgado por gente que não faz a menor ideia sobre questões esportivas básicas, inclusive as legais e 31 anos depois que o verdadeiro campeão comemorou. 

Encerro conclamando: rubro-negros ou não, leiam o livro. É uma aula magna sobre a história recente do futebol brasileiro.”

Eduardo Bisotto

Jogo estranho

Flamengo 4 x 0 Portuguesa – 18/03/18 (Foto: Staff Images/Flamengo)

Tente imaginar um jogo entre Flamengo e Portuguesa, em que, tendo quase 70% de posse de bola e com uma vitória inquestionável pelo placar de 4 a 0, o goleiro do Flamengo tenha sido um dos destaques, defendendo um pênalti e fazendo mais cinco defesas muito difíceis, sendo uma delas, em cobrança de falta, cinematográfica….

A verdade é que o nosso time está se acertando, principalmente no meio campo, com Diego jogando quase como um volante e, Éverton Ribeiro começando a dar pinta de que está reencontrando o seu ótimo futebol.

Outro detalhe incomum no jogo foram as jogadas de ombro executadas com perfeição por Juan e Éverton. Além das jogadas de ombro, duas de peito, também obras de Juan e Éverton.

Vinícius Júnior deixa o time mais agudo e, tivesse ele um companheiro de ataque mais rápido, iria aparecer muito mais.

Ceifador, ceifou. De pênalti! Hoje, não se enrolou muito com a bola, mas muito lento, travou o nosso ataque. Saiu no segundo tempo. Lincoln que entrou, perdeu dois gols, sendo um deles por ser fominha e lento. Repito aqui: O garoto Vítor Gabriel é, na ausência de Guerrero, o nosso melhor centroavante. Geuvânio, que entrou no segundo tempo, meteu dois. Um com a colaboração do goleiro, e o outro, um golaço!

Não foi por acaso que a Portuguesa, até aqui, não havia perdido para nenhum time grande. Time muito bem arrumado, principalmente do meio para frente.

Fiquei com pena do grande narrador Luiz Roberto tentando explicar o regulamento maluco deste campeonato, onde o Flamengo, se faturar a Taça Rio, já tendo conquistado a Taça Guanabara, ainda assim, terá que disputar o título. A vantagem será a de jogar pelo empate. Que coisa ridícula…

Agora, é encarar o Fluminense na fase semifinal da Taça Rio, na procissão interminável, deste Campeonato Carioca, cuja fórmula, deve ter sido construída num hospício.

Rubro-Negras…

Hoje, com enorme dificuldade, pois em todas as bancas perto de casa o JB estava esgotado, consegui um exemplar e, a coluna do Renato Maurício Prado, em forma e conteúdo – a melhor entre todos os jornais – trazia algo que penso e, venho dizendo faz tempo.

Aqui, coloquei que o time do Flamengo é Vinícius Júnior + 10. O nosso Renato, cujo talento extrapola a normalidade, criou a figura do treinador entregando a camisa 11 para Vinícius e, jogando as outras para o alto…

É isso aí. Que Carpegiani escale 10. O “óbvio”, o bom senso e a inteligência, já escalaram e, não abrem mão do menino de sorriso lindo e maroto.

Vamos ver no jogo deste domingo o time que Carpegiani vai colocar em campo. Como o próximo jogo pela Libertadores está distante e, como há uma forte conotação comercial nesta partida, já que, vendido foi, é de se imaginar que quase ninguém será poupado. Melhor assim…

Vou deixar vocês com um vídeo, autêntico e, espontâneo. O depoimento de um vascaíno, proprietário de um bar. Som e imagem definem quem é quem no mundo da bola.

Um lindo domingo para todos.

Eu bem que avisei…

(Foto: AP Photo/Dolores Ochoa)

Quando garoto, amava 99.9% de tudo que minha mãe dizia. Afinal, Dona Lizete era do tipo mãe perfeita, onde amor, carinho, cuidado e devoção ao filho, representavam a própria vida dela.

Sou eternamente grato, reconheço e reverencio todas estas qualidades, em que fui o grande beneficiado. A única coisa que me deixava desconfortável na relação com minha santa mãezinha era a forma como pontuava quando algo que eu fazia ou, atitude que tomava, dava errado. Era inevitável: Lá vinha o famoso…”eu bem que avisei…”

Aquilo me deixava louco, talvez até pelo fato de ser a materialização do meu equívoco, da minha escolha infeliz…do meu erro… E, com todo respeito aos meus companheiros e amigos que um dia pensaram diferente, não posso de aqui deixar de colocar e, como fazia minha doce mãezinha, saborear a vitória da minha “certeza absoluta”.

Desde o primeiro momento que vi Vinícius Júnior jogando, ficou muito claro que aquele menino não era um jogador comum. Habilidoso, veloz, agudo, abusado, artilheiro e carismático. Como é que alguém com todas estas “estrelas” pode não dar certo?

Jamais deixei de acreditar, mesmo sabendo que deveria ele ter um tratamento diferenciado e, ao invés disso, talvez tenham até criado na cabeça dele o fantasma da dúvida, pois depois de ser negociado aos 16 anos por 45 milhões de euros, no máximo o que conseguia jogar no Flamengo, eram míseros 20 minutos.

Não foi à toa que, Telê Santana, Claudio Coutinho, João Saldanha, Zagallo, Oswaldo Brandão e, poucos mais, foram treinadores “diferentes”. Eles simplesmente não inventavam, não se achavam…respeitavam o óbvio. O incrível é que, mesmo estando na cara, há quem não consiga enxergar o óbvio.

Aqui mesmo no blog já li comentários e, não foram poucos, de que a venda para o Real Madrid, por 45 milhões de euros, representava o maior estelionato na história do futebol.

Pois é… eu bem que avisei…


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

E agora?

Agora é problema do treinador e, ele está sendo pago para resolver – e já está atrasado – este tipo de coisa. Para facilitar a vida do Carpegiani e deixá-lo inteiramente à vontade, registro aqui apenas o óbvio. O time do Flamengo é: Vinicius Júnior + 10. Simples assim…


(Foto: Reuters)

E o Messi, hein?

Amigos, o time do Barcelona não é o mesmo. Quem conhece um pinguinho do tema sabe que este time que vimos ontem, longe está daquele que encantou o mundo. O que não mudou foi Messi. O tempo passou e continua o mesmo gênio, com a mesma criatividade, com a mesma velocidade, com o mesmo imã que tem nos pés… Messi me encanta.

O meu ídolo, todos sabem, foi Zico. Nunca torci tanto por alguém como torci pelo Galo. Como sou fascinado pelo talento, como reverencio o raro talento, o gênio, como não torcer por Messi? E, paralelo à genialidade, Messi passa suavidade, leveza, doçura e esperança. Sim, esperança. Poder acreditar que quem é bom de corpo e alma, possa ser o melhor do mundo. Sou Messi Futebol Clube. Jogue onde jogar, esteja onde estiver. Para quem gosta de futebol, Messi é o ídolo máximo da bola…

Vini e Egon

Emelec 1 x 2 Flamengo – 14/03/2018 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Hoje, nesta noite de alegria, o texto sobre jogo é do nosso irmão Carlos Egon, o aniversariante.

E como não se encantar com quem tem talento para decidir? Incrível como alguém não entenda que este garoto é iluminado.

Fico por aqui.

Dá-lhe Egon!!!


E eis que surge uma quarta sem lei…

Convidei alguns amigos de Angra para assistir ao nosso show na minha casa, que, evidentemente, também é deles.

Gabi, Heraldo, Alexandre, Samir e João.

Todos poderiam ser filhos, irmãos e, até mesmo, netos.


Os Caras…

O que falar ou escrever dessa exibição? O que foi dois, poderia ser cinco.

Chegaram uma única vez (um time que não perdia há 16 jogos) e, num pé traíra, derrubaram nosso goleirinho…

Vou ser cuidadoso com as notinhas, pra não ficar de bunda de fora com os exigentes…

Diego Alves – Um pé descuidado derrubou nosso goleirinho. Sem culpa – 5

Rodinei – Marcou como ninguém, atacou menos, mas segurou tudo que vinha pela esquerda. Tem que aprender a cruzar – 6

Rodholfo – Juntamente com Juan, o esteio da nossa defesa. Nada se criou pela esquerda ou pela direita – 8

Juan – Um príncipe! Joga muito esse aposentado arretado – 9

Renê – Altos e baixos, sem comprometer. Marca bem, mas entrega aos adversários sem nenhuma cerimônia. Tem que melhorar o passe nas saídas de bola – 5

Jonas – Cuellar tem que abrir o olho. O cara tem o espírito de Libertadores. Não existe bola perdida, seja onde for – 8

Paquetá – Soltou mais a bola e, foi muito util na marcação. Continua com o pé tortissimo e descalibrado. Pode acontecer tudo… Mas raramente acerta o retângulo. Melhorou em relação ao coletivo – 6

Diego – Aquela coisinha sem graça, mas que vez ou outra funciona. Hoje, entendeu o que é o espírito de uma Libertadores, mas correu atrás – 6

Éverton Ribeiro – Ainda não é o que foi! Entre trancos e barrancos, já sabe que no banco existe um furacão. Isso muda o espírito do cara – 4

Éverton Cardoso – Hoje foi mais água que salsicha. Não apareceu, a não ser pelas subidas do lateral – 5

Dourado – Centroavante paraguaio! Até o momento, uma fraude – 1

Vinicius Júnior – O craque do jogo. Deus supremo! Dois golaços – 15

Carlos Egon Prates

Muita emoção e dois equívocos

(Reprodução da internet)

A morte de Bebeto de Freitas mexeu muito comigo. Tanto que, sob forte emoção, no post anterior (ler aqui), acabei trocando os personagens de um episódio importante, além de deixar de registrar um fato que nos deixa mais felizes do que pintos no lixo.

A troca de personagens foi com relação ao jogo entre Flamengo e Botafogo, pelo Campeonato Brasileiro, quando colocamos no Castelão 105 mil pessoas. O presidente do Botafogo, à época, era Carlos Augusto Montenegro, e não Bebeto de Freitas. A emoção me traiu.

A gozação de que, dos 105 mil, 100 mil eram rubro-negros, 4 mil curiosos e mil botafoguenses, foi sim em cima do meu querido Bebeto de Freitas, no calçadão de Copacabana, onde eu corria e ele ia ver um jogo de vôlei de praia. Portanto, minhas desculpas a todos.


E por falar em desculpas, deixei de registrar o aniversário de um irmão do blog.

Hoje, soprando as velinhas em Angra dos Reis, o nosso querido Carlos Egon Prates. Dona Lurdinha, a mamãe cantora, lá está, para alegria do nosso Egon.

E assim é a vida. Tristeza para uns, alegria para outros. Hoje, experimentamos os dois momentos. Melhor que, as duas figuras, a do momento de tristeza e, o da alegria, fizeram e fazem este mundo melhor.

E amanhã, seja o que Deus quiser. MMEEENNNGGGOOOO!!!!

Bebeto de Freitas

(Foto: Bruno Cantini/ Atlético-MG)

Na semana passada, jantava com meu amigo Luiz Guilherme Barbosa em um restaurante na Lagoa, quando chegava, acompanhado de sua mulher, meu querido amigo Bebeto de Freitas.

Após longo e afetuoso abraço, retrato da nossa amizade, do respeito mútuo e da saudade, o futebol foi o tema e, em meio ao papo polêmico, brinquei, dizendo que não deveríamos ir para o voto, pois como sempre, o Flamengo seria maioria. E, também, como sempre, lá se foi Bebeto resmungando e dizendo para quem quisesse ouvir que, torcer pelo Flamengo era falta de imaginação…

Hoje, no mesmo restaurante, almoçando com o nosso pessoal da Klefer, e com o meu afilhado Roger Flores, recebi a triste notícia do falecimento do meu amigo Bebeto.

Caramba, estive com ele aqui, poucos dias atrás… foi o que me veio à mente e a inevitável conclusão de que a vida é um fiapo.

Bebeto foi um ser humano cuja principal virtude foi nunca abrir mão e, lutar pelas suas convicções. Não era para a maioria das pessoas uma seda no trato, mas colocava no colo os amigos de verdade.

No esporte, um baita triplo vencedor, como atleta, treinador e dirigente. Foi campeão em tudo, graças ao seu talento, disciplina, carisma e liderança.

Certa vez, decidimos levar um Flamengo e Botafogo, partida válida pelo Campeonato Brasileiro, para Fortaleza. Um sucesso! Colocamos 105 mil pessoas no estádio e, louco ele ficava quando eu dizia que eram 100 mil rubro-negros, 4 mil curiosos e mil botafoguenses…

Neste dia, saímos do estádio às três da madrugada. Percebemos que estávamos sendo enrolados na arrecadação e, juntos, partimos para a briga. E, a cada berro que dávamos, chegava um saco de dinheiro…

Época fantástica, em que a rivalidade era só dentro do campo. Fora dele, amor, carinho, respeito e camaradagem.

Lá se foi um dos grandes do esporte brasileiro. Se lá em cima houver reencontros, desse não abro mão.

Até um dia, Bebeto, querido amigo.

A lista de Tite e o Flamengo

(Foto: Reprodução da internet)

O que uma coisa tem a ver com a outra? Tem e, muito!

Para nós, torcedores apaixonados, jogar cinco minutos pelo Flamengo – não importando contra quem – seria a glória. Infelizmente, esta não é a média do pensamento dos jogadores de futebol, onde a regra é que o clube grande brasileiro seja apenas o trampolim para dois objetivos: chegar à Seleção Brasileira, e jogar no futebol europeu. Como toda regra, há as exceções, raríssimas, diga-se de passagem.

O nosso Diego não é exceção e, embora feliz em jogar no Flamengo, tem como meta prioritária, no momento, disputar a Copa do Mundo. Confesso que estava muito preocupado com esta lista de Tite, pois desconfiava que Diego nela não estaria.

Muito ruim para o Flamengo, que depois de amanhã vai precisar do seu camisa 10 inteiro, de cabeça boa, para o jogo pela Libertadores. E como andará a cabeça de Diego após esta convocação?

E, não esquecendo que é a penúltima antes da Copa, portanto, decisiva. Imagino que o pessoal do futebol já deva estar trabalhando em cima disso, mas não há duvida de que tenha sido para Diego um duro golpe. E como confiança é quase tudo em futebol, temo que a ausência de Diego na lista de Tite… “possa sobrar pra nós”…

Missão complicada para qualquer psicólogo…