Flafesta e Luxemburgo

Festa da torcida no treino aberto no Maracanã (Foto: Cahê Mota, Rodrigo Branco).

Alguns amigos, rubro-negros e integrantes do arco-íris, escreveram e telefonaram, achando meio fora de propósito a ação desenvolvida hoje pela diretoria do Flamengo, colocando, no Maracanã, uma multidão para o último treino antes do jogo de amanhã, contra o Santa Fé, pela Copa Libertadores.

O argumento é no sentido de que há uma visível falta de conexão com o momento que vive o time do Flamengo, com a euforia do torcedor.

Não tiro certa razão de quem assim pensa, mas, ao mesmo tempo, até como conceito de vida, acho que todas as tentativas são válidas, e que o grande pecado é a omissão.

São duas formas de ver as coisas, uma mais profunda na análise – a de alguns amigos – e, a outra – a minha – que aplaude as iniciativas e, quanto mais ousadas, mais gosto. Tomara que a rapaziada do futebol tenha tido uma noção exata do que é a paixão rubro-negra.

Quem sabe não tenha sido uma sacudidela que estes jogadores estão, visivelmente, precisando…

O melhor de tudo, é que a resposta virá rápido. Amanhã vamos saber se funcionou ou, não.


(Reprodução da internet, Fernanda Tórtima)

Os amigos, sempre atentos, ligaram e mandaram mensagens, dando conta da presença de Vanderlei Luxemburgo, no Esporte Interativo. Liguei a televisão e tive a oportunidade de ver um bom programa, com profissionais interessantes e competentes, trocando figurinhas com o treinador.

O papo fluiu legal e, dois detalhes me chamaram atenção. O primeiro foi com respeito a Éverton, que quando indagado se foi uma boa iniciativa do São Paulo, Vanderlei disse que sim. E, complementou, afirmando que Éverton, embora não seja um craque, arruma qualquer time. Interveio um dos participantes da mesa, dizendo que o São Paulo já tinha uma quantidade significativa para a função que Éverton desenvolve pelo lado esquerdo, ao que Vanderlei respondeu: “é verdade, mas nenhum tão bom quanto Éverton”…

O segundo detalhe vai muito de encontro a tese do meu amigo Fernando Versiani, sobre qual seja a melhor formação de ataque do nosso time. O assunto foi o tal do camisa 9 que, na opinião de todos no programa, inclusive na de Vanderlei, cada vez mais sai da lupa do futebol moderno.

A tese do Fernando Luiz, e com ela começo a concordar, é a de que o Ceifador deveria ceifar o banco de reservas e o ataque, que primaria pela rapidez, deveria ser formado por Éverton Ribeiro, Lucas Paquetá e Vinícius Junior, onde não haveria um homem fixo, mas em contrapartida, a movimentação, pelas características dos três jogadores citados, deixaria o sistema defensivo adversário enlouquecido.

Vanderlei chegou a citar a própria Seleção Brasileira atual que, atingiu o seu melhor momento jogando exatamente desta forma. Enfim, foi um bom programa que, para mim, serviu para concluir que de retrogrado, Vanderlei Luxemburgo nada tem. Ao contrário, está bem atualizado…

E por falar em treinador, antes que esqueça, CADÊ O NOSSO TREINADOR?

Início Kleber Leite