Farinha pouca, meu pirão primeiro

(Foto: Staff Images / Flamengo) Kleber Leite

Esta máxima nordestina deve ter sido a filosofia do nosso estagiário que, certamente, o que queria era não perder, muito embora o empate representasse uma derrota para o Flamengo.

E aí, entramos naquele caso do conflito de interesses. O do nosso estagiário, em benefício próprio, era não perder. O do Flamengo era vencer, até porque este era o único objetivo, pois qualquer outro resultado deixaria o Flamengo em desvantagem para a próxima fase.

Incrível que Éverton Ribeiro tenha jogado como auxiliar de lateral. Jean Lucas, muito verde, completamente perdido. Laterais, com freio de mão puxado, não apoiando e não arriscando. Aliás, não arriscar foi o retrato do time ao longo do jogo.

Paquetá, completamente só na criação, pois não havia com quem dialogar. Vinícius Júnior, praticamente sem ser acionado, foi peça nula. E o nosso Ceifador, pra variar, não incomodou…

Rhodolpo fez uma boa partida. Léo Duarte não comprometeu. O nosso goleiro fez uma lambança e quase entrega o ouro.

O time do River dominou o meio de campo desde o primeiro minuto, porém, sem ser muito objetivo. Como não precisava vencer, ficou de bom tamanho.

Jogo estranho, onde o Flamengo entrou em campo abdicando do seu objetivo que, através da vitória, o deixaria diante de adversários mais fracos na próxima fase. Agora, para nós, não será sorteio. Pelo comportamento covarde de hoje, desistindo de tentar vencer, o sorteio tem tudo para virar “azareio…”


A nossa grande derrota de hoje aconteceu fora das quatro linhas. A perda de Fred Luz, como principal executivo do clube, foi, a longo prazo, uma perda irreparável. Acreditem, perdemos um super craque.

O Flamengo às vezes me espanta. Dentro e fora do campo, como hoje. Esta dupla derrota poderia ter sido evitada.

Vida que segue…

Kleber Leite