A influência da imagem na hora do jogo

(Foto: Gilvan de Souza Luiz Gastão Bittencourt / Flamengo) Blog do Kleber Leite

Todos sabem que o futebol está longe se ser uma ciência exata. Aliás, no mundo dos esportes, é o futebol quem mantém a maior distância da regra natural das coisas, porém, mesmo com a sua imprevisibilidade, não há como negar que o fator psicológico tenha influência decisiva na hora do jogo.

Certa vez, me indispus com um jogador, quando após uma derrota no Morumbi, entrei no vestiário e ouvi a seguinte barbaridade: “Também, queriam o que? Ganhar do São Paulo?” Não deixei passar batido, até porque aquele comentário foi feito na frente de todos, com alto risco de contaminar o grupo.

Disse com todas as letras que quem pensava daquela forma não podia mais jogar no Flamengo que, distante naquele momento estava do São Paulo em organização, mas não em grandeza. Concluí dizendo que, quem não se sentia um super-homem com a camisa do Flamengo, não deveria ali estar.

E, é bom lembrar que, este episódio ocorreu em período, de 1995 a 1998, em que todos os jogadores e funcionários do Flamengo recebiam religiosamente em dia, embora a diferença de imagem de clube organizado, do São Paulo para o Flamengo, fosse realmente grande.

Faço esta colocação em função do noticiário comparativo de hoje, que coloca o Flamengo no céu e o Vasco da Gama no inferno. Claro que os jogadores de futebol também são impactados pela mídia e, com certeza, todos os jogadores de Flamengo e Vasco tomaram conhecimento de que, neste clássico, no Maracanã, haverá um confronto entre quem mais fatura no Brasil, contra quem passa por enorme dificuldade.

Pode ser que este clima apequene os jogadores vascaínos que, como seres humanos, reagem de acordo a situação de momento. Em síntese, no aspecto psicológico, o Flamengo, sem jogar, já sai ganhando de 1 a 0.

Acontece que o jogo não termina aí. Ele apenas começou com uma grande vantagem rubro-negra, porém, como dizia João Saldanha, “o jogo é mole, mas para ganhar, primeiro, tem que jogar”.  E, como certa vez, em um clássico dos milhões onde o Flamengo era franco favorito, Yustrich, nosso treinador, escreveu com letras garrafais no quadro negro, colocado, estrategicamente, na porta do vestiário, a seguinte mensagem: “Vasco é Vasco!”

O momento nos é amplamente favorável, mas nesta hora, humildade, sensibilidade e inteligência são fundamentais.


Não sei se a TV a cabo irá transmitir a preliminar, marcada para às 16 horas, na decisão do Campeonato Carioca sub-20, entre Flamengo e Vasco.

Quem vai ficar em casa, vale a pena procurar e, quem vai ao jogo, sugiro chegar bem mais cedo, pois a partida da garotada promete ser muito boa.

Este é o segundo e último confronto. No primeiro, no campo do Bangu, empate em 1 a 1. Bill, em que levo a maior fé, fez o nosso gol. Nesta decisão, em caso de novo empate, pênaltis.

Estarei lá antes das quatro, de olho em Vitor Gabriel, Bill e cia…

Kleber Leite

 

Aviso aos navegantes Rubro-Negros

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo) Texto de Kléber Leite

1 – O nosso presidente Eduardo Bandeira de Mello, por coincidência, cruzou com o ex-presidente Luiz Augusto Veloso no Parque Aquático do Flamengo e, fez questão de enfatizar que o banco de reservas do Flamengo, ontem, ficou do lado direito, contrariando uma enorme tradição, por determinação da Conmebol.

Ontem, citei aqui no blog que Luiz Augusto e Marcos Braz, como rubro-negros de corpo e alma, se sentiram agredidos com o que estavam presenciando no Maracanã.

Sem a mínima intenção de criar polêmica, até porque, como aqui já coloquei, com o novo Maracanã, onde já não existem os túneis exclusivos de entrada dos times, que agora entram juntos pelo mesmo túnel central, esta tradição passou a ser relativa, estranho o fato de a Conmebol ter feito esta determinação, pois, sempre, a escolha foi do mandante.

Das duas uma. Ou, o regulamento mudou ou, alguém inventou esta desculpa, ante o questionamento do nosso presidente. Luiz Augusto prometeu apurar.

Apurado, aqui informaremos.


2 – A Klefer, ou qualquer dos seus sócios, nada tem a ver com o acordo entre Flamengo e Odebrecht, para o aluguel do Maracanã, por quatro anos.

O que pouco que sabemos sobre este assunto, é por meio do noticiário. Portanto, algumas notícias que circularam hoje, atribuindo a nós a intermediação deste tema, não correspondem à verdade.

Ver mais de Klefer

2 a 0, com direito a susto…


Video Kleber Leite

Juro que estou dividido. Muito feliz pela vitória e, também, preocupado com o nosso futuro na Libertadores.

Embora não tenhamos jogado bem, a vitória foi justa. No jogo, pelo nosso lado, um único destaque. Éverton Ribeiro, além de marcar dois gols, foi o mais lúcido em campo. O curioso é que, apesar de ter feito os dois gols no segundo tempo, teve no primeiro uma atuação quase perfeita. Coisas do futebol…

Do destaque, passamos a quem não comprometeu. Aí, colocaria, Réver, Renê e Cuellar. Apesar de um pouco enrolado, não dá para deixar de destacar o esforço de Rodnei. Vinícius Júnior, vítima de um time sem poder de criação, onde Diego esteve em noite de pouquíssima inspiração.

Vou tocar num ponto, olhando para a frente. Paquetá tem que jogar mais adiantado, pois com Diego, apagado como está, passa a ser esta a nossa única saída. E o Ceifador, hein?

O nosso estagiário, cumprindo sua missão, conheceu a sua primeira expulsão. Não sei se foi uma decisão dele o fato de ter sido quebrada uma tradição que caminhava para ser centenária. O banco de reservas do Flamengo, hoje, ficou do lado direito, ao contrário de sempre. Motivo? O treinador poder pressionar o bandeira que corre daquele lado.

Ouvi enormes protestos. Luiz Augusto Veloso e Marcos Braz estavam cuspindo marimbondo pela quebra da tradição. Segundo eles, Fleitas Solich, Flávio Costa, Cláudio Coutinho, Zagalo, Carpegiani, Telê Santana, Joel Santana e todos os outros TREINADORES, respeitaram a tradição, e o estagiário, não. E os dois queridos companheiros lembravam que, como sempre foi, o Flamengo é o maior ganhador do Maracanã.

O tema é polêmico. Já pensei como eles, hoje, com o Maracanã onde os times entram juntos pelo meio, não havendo túneis, à esquerda e à direita, a mudança não foi tanta. Mas que é esquisito, é.

Deixo uma foto de uma noite de alegria. O reencontro com grandes amigos. Márcio Braga, completamente apaixonado, Fábio Luciano, Ronaldo Angelin, Rodrigo Arroz e tantos amigos mais.

Mesmo com susto, ganhar é muito bom!!!

Ronaldo Angelim, Rodrigo Arroz, Márcio Braga, Ana Paula, eu e Fábio Luciano. (Luiz Gastao Bittencourt)

 

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O clube na Copa

O ataque quase totalmente rubro-negro da Seleção, no amistoso contra a Bulgária em 1958: Joel, Moacir, o palmeirense Mazzola, Dida e Zagalo. Texto Kléber Leite

Algumas imagens da minha infância, e da minha adolescência, permanecem vivas. Entre elas, a primeira, ainda com seis anos de idade, o nosso tricampeonato de 55. A segunda, em 66, em Caxambu, ao lado de meu pai, vendo o treinamento da Seleção Brasileira, onde mais de 40 jogadores estavam convocados e, em função destes treinamentos, seriam definidos os 22 para a Copa da Inglaterra.

O que fomos fazer lá? Ver os jogadores do Flamengo convocados e, por eles torcer para que arrebentassem e garantissem vaga na relação final.

Em síntese, a paixão clubística era o que empurrava o torcedor de encontro à Seleção.

Lembro que, a cada convocação, era uma enorme expectativa, em que se torcia em função das camisas que os jogadores vestiam. Meu Deus, como era importante ter um jogador do seu clube na Seleção Brasileira e, como era frustrante quando isto não ocorria.

No nosso primeiro mundial, em 58, o Flamengo teve quatro jogadores convocados, ou seja, o Flamengo era quase 20% do nosso “escrete”. Joel, Moacir, Dida e Zagalo representavam o nosso mundo, a nossa paixão, na Copa do Mundo. Em 62, como foi importante a contratação de Zózimo, pois, graças a esta ação, lá estávamos representados. Da mesma forma em 70, em que a contratação de Brito garantiu o Flamengo em uma Copa do Mundo inesquecível.

Pode ser saudosismo, podem me chamar de retrógrado, mas sinto enorme frustração quando uma Seleção Brasileira vai para uma Copa do Mundo sem um único jogador do Flamengo. Acho isto tão importante que deveria fazer parte, como se marketing obrigatório fosse, estar atento ao mercado no sentido de que, jamais, em tempo algum, pudesse uma Copa do Mundo ser disputada sem que, na Seleção Brasileira, não houvesse ao menos um jogador vinculado ao Flamengo.

Alguém pode argumentar que Renato Augusto foi formado no clube. Tudo bem, como argumento de defesa. Mas o que vale mesmo é na hora da escalação oficial, ao lado do nome do jogador, estar o nome do clube. E, neste caso, haverá o nome de um clube chinês.

O que estou querendo dizer com tudo que até aqui coloquei?  Que deveria ser estatutária, a obrigação de toda diretoria em se empenhar ao máximo, no sentido de que proibido fosse não haver um jogador do Flamengo, disputando pelo Brasil, uma Copa do Mundo.

Que me desculpem os que pensam em contrário, os que acham que no mundo moderno não cabe este tipo de pensamento. Respeito, mas não abro mão de dizer que não ter um jogador carregando o Manto Sagrado embaixo da Amarelinha, em uma Copa do Mundo, é uma tremenda derrota. É absolutamente frustrante.

Kléber Leite

O ser humano

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo) Kléber Leite Artigos

HENRIQUE, o nosso amigo e querido companheiro do blog, definiu com maestria e pragmatismo a maldade que fizeram com Guerrero. Sacanagem! E, que sacanagem…

A cada dia que passa, das mais variadas formas e maneiras, mais me decepciono com o ser humano e mais me apaixono pelos cachorros. Como é que estes insensíveis representantes da FIFA, após Guerrero ter passado pelo que passou, após ter cumprido sua pena, pagando por um pecado a que foi induzido por um erro de uma nutricionista, em atitude com requinte de maldade, aumenta a pena que, como estava, severa e injusta já era.

Palavra de honra que gostaria de ficar trancado em uma sala, durante cinco minutos que fossem, com estes trogloditas da boçalidade. O problema é que a FIFA, que agora quer se passar pela madre Teresa de Calcutá, vendendo transparência para inglês ver, não divulga quem foram os idiotas responsáveis por tamanha injustiça.

O pior de tudo é que, sequer recurso é possível. Que transparência é essa? Que processo democrático é esse que trata o ser humano como se um cacho de banana fosse?

Dois dias para não esquecer

(Foto: Staff Images / Flamengo) Arquivo de Kleber Leite

Quando alguma coisa ruim acontece, o normal é se dizer que “este é um dia para esquecer”. Proponho, visando não repetirmos os mesmos erros, que façamos exatamente o oposto, deixando claro que, o dia de ontem, não devemos esquecer!!!

Ontem, houve uma tragédia anunciada, potencializada pela extrema falta de bom senso, de um mínimo de experiência, e da constatação da absoluta falta de comando no futebol do Flamengo.

Na antevéspera do jogo, ou seja, na sexta-feira, o nosso estagiário anunciava que pouparia quatro jogadores para o jogo de domingo, contra a Chapecoense. Todos noticiaram que Diego Alves, Paquetá, Éverton Ribeiro e Réver seriam poupados.

Aqui no blog (ler aqui) reagindo a esta “barbaridade”, foi para o ar o post, cujo título era “DESCANSO PERIGOSO”. Nos comentários do blog, nos veículos de comunicação, nas redes sociais, a grita foi geral. Ao invés de, ante tanta reação contrária, ao menos refletir, o nosso estagiário pisou no acelerador e, além dos jogadores já citados, poupou também Cuellar, Renê e Vinícius Júnior, em clara demonstração de diarreia mental.

O pior de tudo é que não apareceu uma santa alma, com um mínimo de sensibilidade e conhecimento de causa, para receitar um “imosec mental”, ou seja, para mostrar ao inexperiente profissional que esta decisão comprometia os interesses primários do clube.

Não estou absolutamente pregando aqui, que deva haver interferência nas decisões de um trinador. O que entendo é que a filosofia pertence à diretoria, enquanto as decisões técnicas, aí sim, ficam por conta do treinador.

Se entrar em campo um time titular ou reserva, compete aos dirigentes decidirem. Se na lateral direita deve jogar Rodnei ou Pará, a decisão é do treinador. Portanto, esta aberração – que custou ao Flamengo três pontos preciosos no campeonato – deve ser dividida entre os dirigentes que comandam o futebol e o inexperiente treinador.

Já passei pelo mesmo problema e, já contei aqui. O treinador queria escalar um time reserva em um jogo importante e, foi demovido da infeliz ideia. Portanto, o dia de ontem, é um dia para NÃO ESQUECER. Se isto for feito, esta barbaridade não voltará a ser cometida.


(Foto: Staff Images Fernanda Tórtima/ Flamengo)

E, a notícia ruim do dia foi a pena de Guerrero aumentada, o que o afasta do Flamengo e o elimina da Copa do Mundo. Como o assunto está ultrapassado e, já lamentamos o suficiente, deixo aqui uma sugestão.

Como o Ceifador, pelo que demonstrou até aqui, não tem “Ceifado”, como Felipe Vizeu foi negociado para a Udinese, por favor, olhem com mais carinho para Vitor Gabriel, a meu conceito, o melhor centroavante disponível no nosso elenco.

Vitor Gabriel (Foto: Staff Images / Flamengo)

 

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Quem autorizou esta loucura?

(Foto: Staff Images / Flamengo) Artigos do blog de Kléber Leite

Recuso-me a comentar o jogo, pois o que vale a pena ser comentado é o que aconteceu antes da bola rolar.

Meu Deus do Céu, que loucura é essa, de poupar um monte de titulares, quando estamos no início da temporada e, durante a Copa do Mundo, teremos mais de um mês de descanso.

Os comentaristas disseram que o motivo de tantos poupados foi para ter o time inteiro na quarta-feira. Por favor… na quarta, o jogo é contra um time ruim, já eliminado na fase de grupos da Libertadores.

Gostaria muito de saber de quem foi a “genial ideia” desta loucura. E, apenas por curiosidade.

O que me espanta é como os dirigentes permitiram, admitiram, endossaram, esta inconsequência, esta brutal irresponsabilidade. Quanta incompetência…

Jogamos três pontos fora. Quem é o responsável?

Se isto ocorre em uma empresa, é demissão geral. Do presidente ao massagista.

Que absurdo!!!

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Descanso perigoso

Treino do Flamengo – 11/5/18 (Foto; Gilvan de Souza Fernanda Tórtima / Flamengo) Jornalista Kléber Leite

O noticiário de hoje dá conta de que quatro jogadores serão poupados para o jogo, neste domingo, contra a Chapecoense, em Chapecó.

Levei um susto quando li a matéria informando que Diego Alves, Réver, Lucas Paquetá e Éverton Ribeiro vão ser poupados. Caso não haja motivo plenamente justificável, reputo como erro gravíssimo, pois está em jogo para nós a liderança do Campeonato Brasileiro e, consequentemente, somar pontos preciosos que podem ser decisivos na reta final do certame.

Diego Alves está atravessando o seu melhor momento no Flamengo, defendendo as bolas possíveis, as impossíveis e, quando é vencido, sua amiga trave, segura a barra. Poupar goleiro? Nunca vi…

Réver, que alguns companheiros criticam, julgo ser fundamental, pois é muito bom no jogo aéreo, além de ser o líder do time. E, Rhodolfo, que vai entrar, não joga há 200 anos… Paquetá, sem comentários… E Éverton Ribeiro, a exemplo de Diego Alves, sai do time, em seu melhor momento, desde que aqui chegou.

Será que estão sendo poupados em função do jogo pela Libertadores, que será em casa e contra um time fraquíssimo?

Decisões dignas e pertinentes ao célebre Professor Pardal… Pelo jeito, será um domingo de fortes emoções…

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O show foi da torcida

Fabio Koff (Foto: Adriana Franciosi Itamar Serpa / Agência RBS) Copa do Brasil

Antes do nosso papo sobre o jogo, duas mensagens. A primeira, para lamentar a grande perda do futebol brasileiro. Fabio Koff deixa uma enorme lacuna, pois foi a liderança que, durante muito tempo, conseguiu o milagre da união entre os clubes brasileiros.

Tive a honra de, em determinada reunião do Clube dos 13, propor a mudança de estatuto da entidade e, com isso, Fabio Koff pôde estender o seu mandato. A mudança foi a de permitir que ex-presidentes de clubes também pudessem exercer a presidência. Até então, só os presidentes de clubes, com mandato em vigor, poderiam presidir o clube dos 13.

Muito tempo depois, disputei com ele uma eleição no Clube dos 13, em que foi ele o vencedor com 12 votos contra 8. Não éramos inimigos. Apenas, naquele momento, tínhamos visões distintas sobre o futebol brasileiro.

O meu abraço sincero à sua família e ao mundo tricolor gaúcho. Fabio Koff foi uma das mais marcantes lideranças do futebol brasileiro.

Missão mais do que cumprida. Descanse em paz, amigo.


O segundo tema, para agradecer às mensagens de carinho e apoio aos amigos do blog sobre a notícia da minha absolvição no Conselho Deliberativo, que, na realidade, seria uma redundância. Este assunto está sepultado, pois fui absolvido, por ampla maioria, pelo Conselho de Administração, onde os beneméritos do clube, de acordo com o estatuto, são julgados.

Em síntese, esta vitória já comemoramos lá atrás.


(Foto: Gilvan de Souza Fernanda Tórtima/ Flamengo) Kleber Leite Arquivos

Agora, o jogo

Quase, por muito pouco mesmo, uma linda festa correu sério risco.

O Flamengo, que dominou todo jogo, não conseguiu traduzir esta superioridade em gols e, aos 40 do segundo tempo, tomou uma bola na trave.

O time começou com Geuvânio e Ceifador, que nada produziram. Entraram Jean Lucas e Guerrero e, claro que o time melhorou. Guerrero, nota-se com clareza, continua sabendo jogar bola, mas precisa de ritmo de jogo. Precisa jogar…

Fora a individualidade exagerada, principalmente no primeiro tempo, as atuações estiveram em plano bem razoável.

O que interessa é que a classificação foi garantida. Destaque absoluto para a nossa torcida, que deu um verdadeiro show no Maracanã. O nosso maior patrimônio esteve em noite de rara inspiração, amor, entrega e beleza.

Que torcida é essa!!!!!!!!!

Pagina Inicial de Kleber Leite

Deixando tudo bem claro

Ontem, o repórter Martin Fernandez, da Globo, me enviou a seguinte mensagem:

Kleber, tudo bem? Desculpa incomodar de novo com isso. Mas, para ser totalmente transparente com o Sr. (como tentamos ser sempre) a reportagem com os áudios do J. Hawilla deve ir ao ar até o final desta semana, no Globoesporte .com e no SporTV.

A minha resposta, na íntegra, foi a seguinte:

Martin, querido,

As gravações que já foram divulgadas há bastante tempo pela TV Record, não reconheço como idôneas. Há flagrante manipulação nos diálogos. Uma total desconexão entre o que se pergunta e o que se responde. Jamais, nos diálogos reais, verdadeiros, mantidos por mim, com o delator e réu confesso, José Hawilla, houve menção a nomes de pessoas, ao contrário do que ocorre nas gravações, quando os nomes são citados, exclusivamente, por ele.

Aliás, há um quadro no programa do Washington Rodrigues, na Rádio Tupi, que é exatamente o que aqui relato, quando o diálogo que vai ao ar sofre manipulação exatamente na fala de quem entrevista.

Diálogo original: “Ô fulano, você gosta de usar a camisa do Flamengo?” Resposta: “Adoro. Simplesmente me realizo. É o meu momento de glória.”

Diálogo que vai ao ar: “Ô fulano, você gosta de se vestir de baiana?” Resposta: “Adoro. Simplesmente me realizo. É o meu momento de glória.”

Nas gravações exibidas pela TV Record que, imagino serem as mesmas mencionadas por você, os meus advogados tentaram realizar perícia, porém, pela qualidade, os peritos contatados afirmaram ser impossível uma avaliação 100% precisa.

Enfim, respeito, mas lamento que este tema, já amplamente divulgado, retorne ao noticiário, como se já não tivesse causado enorme estrago na vida das pessoas.

Forte abraço.


Hoje, em um dos programas do SporTV, as mesmas gravações exibidas pela TV Record foram repetidas, e o apresentador André Rizek leu, apenas parcialmente, a minha resposta com relação ao que foi ao ar. Por isso, faço questão de aqui transcrever, na íntegra, os meus argumentos encaminhados ao repórter Martin Fernandez. Por que não leram na íntegra? É a pergunta que deixo no ar.

E, como informação para o repórter Martin Fernandez, que no programa afirmou que, pelo fato deste tema ser tornado público os clubes passaram a receber muito mais dinheiro pela Copa do Brasil, informo e afirmo que isto se deve, única e exclusivamente, ao fato de a Rede Globo ter passado a pagar pelos direitos de transmissão da Copa do Brasil um valor compatível com a realidade de mercado.

Enfim, deixo aqui, na íntegra, os meus argumentos de defesa, que na TV, estranhamente, ficaram faltando.

E para encerrar: Onde está a prova de que,  em qualquer momento, propina – de nossa parte – tenha sido paga a quem quer que seja?

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