1 a 1

França 4 x 3 Argentina (Fotos: FIFA / Getty Images)

Nos confrontos de hoje pelas oitavas de final, empate entre europeus e sul-americanos, com a França despachando a Argentina e, o Uruguai mandando Portugal para casa.

A Argentina precisa de uma reformulação urgente. Um treinador maluquinho e todo tatuado, que perdeu um tempo inteiro anulando Messi, escalado como falso centroavante.

A superioridade francesa foi inegável, embora em determinado momento do jogo a França estivesse perdendo. Messi fez o que pode. O problema é que o time argentino não ajuda.

Mbappé, o craque do jogo, enlouqueceu a fraquíssima defesa Argentina com sua espantosa velocidade. Placar de 4 a 3, até um pouco fora de contexto. A França merecia mais.

Uruguai 2 x 1 Portugal

Depois, um show de raça da seleção uruguaia. Time bem montado, com uma defesa sólida, onde a zaga de área é espetacular, um meio de campo sem muito brilho, mas muito combativo e, lá na frente, Luizito e Cavani, principalmente este, jogando demais.

Este time do Uruguai, no formato, lembra muito a Seleção Brasileira de 94, onde todos brigavam para Romário e Bebeto resolverem. O Uruguai é igual. Todos lutam – e muito – para Cavani e Luizito garantirem “o leite das crianças…”

Tudo corre para a França. Este jogo próximo, contra o Uruguai, que poderia ser complicado para os franceses, sem Cavani, que teve um problema muscular, a missão ficará brutalmente facilitada para os azuis.

Que zaga a do Uruguai, hein? Como joga este Godin. E pensar que por muito pouco, Godin e Suárez não jogaram no Flamengo… Sábado de muitas emoções. E em qual dia não há emoção nesta Copa?

Pode ser que esteja enganado, mas vamos cruzar com a França na semifinal. Só uma seleção pode impedir isso. A Bélgica merece todo respeito…

Questões da Copa

 

(Imagem: Folha/UOL)

1. O “lado” em que ficou a Seleção Brasileira, com Uruguai, Portugal, França, Argentina, México, Bélgica e Japão, é mais difícil do que o outro “lado”, cujas seleções são Espanha, Rússia, Croácia, Dinamarca, Suíça, Suécia, Colômbia e Inglaterra?

2. Das cinco seleções sul-americanas, só uma – a peruana – não se classificou. Por continente, a América do Sul atingiu o melhor índice (80%), superando o continente europeu. Isto é sinal de que os sul-americanos evoluíram?

3. Argentina ou França. Você vai torcer por quem? E quem é o favorito em sua opinião?

4. Uruguai ou Portugal. Para quem vai a sua torcida? E quem você vê com mais chances de vencer?

Melhor parar por aqui. Amanhã, após o segundo jogo, mergulhamos nas partidas seguintes.

Tenho a sensação de que o primeiro jogo, entre Argentina e França, será de arrepiar. Se Messi acordar inspirado, mesmo com este mediano time da Argentina que ajuda pouco, nem o hino francês segura. Em tempo: costumo dizer que, pela execução da Marseillaise, a França começa todo jogo ganhando de 1 a 0.

O sábado, para quem gosta de futebol, será mágico.

A explicação perfeita para a zebra da Copa

Ontem, recebi – via WhatsApp – uma mensagem que faço questão de dividir com vocês.

Radamés Lattari, meu querido amigo, embarcando para a China e, já dentro do avião, definiu com precisão, não só a surpreendente eliminação da Alemanha, como também a postura do futebol brasileiro após a goleada de 7 a 1, para a Alemanha, até a Copa da Rússia.

O nosso Rada foi muito feliz. Confiram.

Estamos caminhando na Copa imprevisível

(Foto: FIFA / Getty Images)

E a Alemanha, hein? Quem diria… e o pior é que jogando contra uma seleção fora do contexto, leva de 2 a 0 e vai embora pra casa.

Claro que a vergonha dos 7 a 1 ninguém vai apagar. Da mesma forma, a seleção campeã do mundo ser eliminada na primeira etapa da copa, é também um enorme papelão.

Não sei se vocês concordam comigo, mas a soberba é a maior explicação para o fracasso alemão. A Alemanha já vai tarde…

Jogamos para o gasto e, nesta Copa do equilíbrio e das surpresas, foi de bom tamanho. Não houve um grande destaque individual. Todos estiveram em um mesmo nível. Preocupante a contusão de Marcelo que, a meu conceito, é um dos melhores jogadores do mundo.

Agora, o México. Vamos passar!!!

Estou levando a maior fé, embora seja obrigado, por dever de ofício, a dizer que nesta Copa tudo pode acontecer.

Eu, Vinicius França, Márcio Braga e outros grandes rubro-negros assistimos à vitória brasileira no Flashback.

A “FLASELEÇA” foi um sucesso. Torcemos juntos, no Flashback, com alma rubro-negra e espírito canarinho. Uma delícia torcer com meus irmãos rubro-negros pela nossa Seleção. Momento único…

E lá vamos nós…

Que Copa!!! Que loucura!!! Apesar do VAR…

Messi chuta para marcar o primeiro gol do jogo (Foto: FIFA / Getty Images)

Antes da emoção do jogo, vamos ao tal do VAR, a “estrela” desta Copa.

Nada tenho contra a tecnologia, desde que aplicada com critério e com justiça. Este pênalti marcado contra a Argentina foi um dos maiores absurdos do futebol.

Vejam que coisa curiosa: na transmissão da Rede Globo, Luís Roberto e Roger entenderam como pênalti. Na transmissão do Sportv, o ex-árbitro Paulo Cesar de Oliveira, repetindo o lance mais de dez vezes, demonstrou com clareza que não houve nada na jogada, que o jogador Nigeriano forçou uma barra. Errou o árbitro do jogo e errou o VAR que, de bom, só a ideia. A execução por parte da FIFA é um autêntico desastre. Uma bagunça!!!

A Argentina começou como Argentina. Depois da lambança da arbitragem, quase pirou e, “na hora da onça beber água”, voltou a ser Argentina e, por isso, conseguiu a classificação para as oitavas.

Messi, como sempre, decisivo e genial. O gol foi uma obra de arte. As matadas, na coxa e no pé, sem que a bola fugisse, simplesmente, um momento mágico.

E como é ruim este Higuaín. Não bastasse ter sido decisivo para que a Argentina não levantasse o caneco no Brasil, quando perdeu o gol mais feito da Copa diante da Alemanha, neste jogo, contra a Nigéria, perdeu um gol inacreditável quando o placar era de 1 a 1.

Outro detalhe: Ficou claro pelas imagens que o treinador Argentino está rifado. No gol da vitória, ninguém para comemorar com ele.

Como amo o futebol e tenho paixão pelos gênios da bola, torci muito pela Argentina, isto é, torci muito pelo Messi. Que bom que a Copa continuará contando – e agora só Deus sabe até quando – com o maior talento, disparado, desta geração. Messi é gênio!!!

Agora, é torcer para o tempo passar rápido e que a nossa Seleção, em situação infinitamente melhor do que estava a Argentina, confirme a classificação. Embora tenha quase que a certeza de que não será um jogo mole, levo fé, muita fé, no nosso time.

E, não posso deixar de registrar a vitória da seleção peruana, onde Guerrero, com um passe decisivo (detesto o termo “assistência” para o futebol) e um gol, foi o craque do jogo. Tomara que a nossa turma do futebol entenda que Guerrero ainda pode ser muito útil ao Flamengo.

Que Copa é essa?

Sardar Azmoun, do Irã, leva as mãos à cabeça após perder grande chance (Foto: FIFA / Getty Images)

Emoção talvez seja a palavra exata para traduzir ou, definir da melhor forma, esta Copa da Rússia.

Esta última jornada, envolvendo Portugal, Espanha, Irã e Marrocos, foi surpreendente e espetacular, onde o VAR foi a “estrela” dos jogos.

O time do Irã saiu de campo chorando. O de Marrocos, reclamando. Como dizia João Saldanha, só reclama e chora quem perde…

Resumo da ópera: Classificados, Espanha, em primeiro e, Portugal, em segundo. Espanha pega a Rússia, e Portugal, o Uruguai.

Não há como não se registrar as surpreendentes participações de Marrocos e Irã neste grupo. Embora tenha terminado em quarto, Marrocos me chamou mais a atenção. Exibiu um belo futebol. Só não teve sorte…

Por seu turno, o Irã quase chega lá. Teve sorte nos dois primeiros jogos e por muito pouco não manda Portugal para casa.

A Espanha, como time, ficou devendo. Isco e Iniesta jogando muito. E, ponto!

Portugal começou muito bem e foi caindo de produção. Mais ou menos, copiando o comportamento de seu principal jogador, Cristiano Ronaldo.

Acho a Espanha favorita contra a Rússia. O jogo entre Uruguai e Portugal me parece mais equilibrado e, tudo pode acontecer.

Emoção, teu nome é Copa da Rússia!!!

Uribe e a Celeste Olímpica

Fernando Uribe em ação pelo Toluca-MEX (Foto: Rocio Vazquez/AFP Photo)

O companheiro André Nogueira, comentando o post anterior, pediu a minha opinião sobre Fernando Uribe, atacante colombiano que estava jogando no México e, ao que tudo indica, novo reforço do Flamengo.

Como não tenho opinião formada por absoluto conhecimento de causa, procurei me informar com uma dessas pessoas que estudam e se aprofundam no mercado da bola. Este profissional – que por motivos óbvios me pediu sigilo quanto ao seu nome – respondeu à minha mensagem da seguinte forma: “Uribe não é nada demais. Não é jogador para chegar e jogar neste time do Flamengo”.

Infelizmente, a informação não anima. Esperemos…


(Foto: FIFA / Getty Images)

Celeste Olímpica

E a seleção uruguaia, a famosa “Celeste Olímpica”, consegue chegar ao final desta primeira fase de Copa do Mundo em primeiro lugar no seu grupo, com três vitórias, inclusive – a desta segunda-feira – contra os donos da casa.

Neste jogo, o treinador uruguaio fez algumas experiências e, diga-se de passagem, altamente positivas, principalmente no setor de meio campo.

Há neste time uruguaio três jogadores muitíssimo acima da média, que são Cavani, Luizito Soares e Godín. Só que, além desses, o time é consistente e, consequentemente, confiável.

Nas oitavas, duvido que os uruguaios não tenham a preferência por pegar Portugal. Eles entendem a Espanha como um adversário mais complicado. E, com toda razão…

Deu Colômbia, no domingão da Copa

Jogadores da Colômbia comemoram a convincente vitória sobre a Polônia (Foto: FIFA / Getty Images)

Estava no carro, antes do jogo decisivo entre Colômbia e Polônia e, quase perco o controle da direção, quando ouvi na minha querida Rádio Tupi, alguns queridos companheiros classificando esta Copa do Mundo como sendo de baixo nível técnico e que está nivelada por baixo. Levei um susto e comecei a me questionar. Será que estou vendo outro jogo? Será que estou vendo outra Copa?

Aí, chego em casa no finalzinho do empate em 2 a 2, entre Japão e Senegal e, começo a preparar o meu espírito para torcer pela Colômbia, no jogo de vida ou morte contra a Polônia, cabeça de chave pelo critério da FIFA e, favorita na bolsa de apostas.

Como já disse aqui, torço sempre pelos nossos irmãos de continente, onde tenho grandes amigos e muitas lindas histórias de vida.

A bola rolou e que final de domingo… A Colômbia deu um tremendo chocolate na Polônia. Exibição de gala, onde James Rodrigues e Cuadrado deram show… Caramba, como analisar esta Copa como sendo de baixo nível técnico e nivelada por baixo?

E, nem estou falando em algo fundamental no futebol que é a emoção. A quantidade de jogos emocionantes, até aqui, faz tempo não vejo nas Copas.

Falando em emoção, foi lindo ver a reação da torcida do Panamá, quando o seu time perdia por 6 a 0, comemorando o “gol de honra “, como se fosse o gol da conquista de uma Copa do Mundo. Momento marcante, inesquecível, poético, diria mesmo…

Ainda falando em emoção, não bastasse a transmissão consagradora de ontem no jogo entre Alemanha e Suécia, a dupla Luís Roberto e Roger Flores voltou a brilhar intensamente neste jogo maravilhoso entre Colômbia e Polônia. Quem vai ser o campeão do mundo, só Deus sabe. O “caneco” da emoção na Copa caminha sorridente para o talentosíssimo Luís Roberto. Roger Flores, a revelação na “latinha”. Galvão, não conta. Gênio é hors concours

Ia esquecendo. Domingo de Messi. O mais talentoso jogador do planeta completando 31 anos. Aliás, hoje é dia de aniversário dos gênios. Messi, no mundo da bola. Luiz Oscar Niemeyer, na música. Que o dia dos dois, um a quem amo e tenho como irmão de vida e, o outro que faz com a bola nos pés verdadeiras obras de arte, esteja sendo muito especial.

Por falar em Messi, os meus amigos e informantes argentinos garantem que o ambiente que vinha ruim, após uma longa reunião com o treinador maluquinho, melhorou muito. Será a terça-feira da verdade… Aqui estarei, como sempre, torcendo por Messi.

Para terminar. Há forte comentário de que Tite pode começar o jogo decisivo contra a Sérvia com Renato Augusto. Se verdade for, a minha torcida será dupla. Por ele, e claro, pela Seleção.

Que loucura!!!

(Foto: FIFA / Getty Images)

Todos nós que vimos este jogão entre Alemanha e Suécia estamos com a sensação de ter sido um privilégio, de termos vivido um dos mais emocionantes momentos deste esporte mágico, incomparável, que é o futebol.

As nuances desta partida foram fascinantes, com surpresas a cada jogada e, como não poderia deixar de ser, a decisão ficou para o minuto final do período de acréscimo.

Juro que, tirando fora qualquer jogo do Flamengo e alguns da Seleção Brasileira, nunca me envolvi e vibrei tanto com uma partida de futebol. Como brasileiro, claro que, torci para a Suécia, pois não gostaria de ver o Brasil pegando a Alemanha já nas oitavas de final.

Só que o jogo foi tão envolvente, tão emocionante que, já no finalzinho, deixei de ser um torcedor para me transformar num espectador embasbacado por este momento mágico do futebol.

Prefiro falar da emoção proporcionada a todos nós, do que, neste momento, levantar a bola para análises, tática e técnica. Incrível que, até a Suécia, time derrotado, saiu de campo muito mais com a sensação de ter sido parte de um espetáculo extraordinário, do que a equipe que perdeu e, no último minuto do jogo.

Não dá para não registrar a transmissão ESPETACULAR, pela Rede Globo, da dupla Luís Roberto e Roger Flores. Luís Roberto conseguiu, como se músico fosse, transmitir toda beleza e emoção, interpretando de forma genial, uma rara obra de arte.

Além do talento profissional, Luís Roberto consegue transmitir mensagens fundamentais de vida, como amor, emoção, simpatia, alegria e esperança.

É um supercraque da “latinha”.  A meu conceito, o substituto natural no dia em que Galvão Bueno, o maior comunicador do esporte brasileiro de todos os tempos, resolver descansar o gogó.

Se o jogo de estreia for no Maracanã, com certeza ouviremos: “A SUDERJ informa: Na Rede Globo, sai Galvão Bueno e entra Luís Roberto”.

Que Copa, hein? Alguém lembra de um início de Copa do Mundo tão emocionante e surpreendente?

Em seis minutos…

(Foto: Getty Images / FIFA)

O futebol é mágico. Um tempo inteiro, 45 minutos, mais um de prorrogação na primeira metade. Mais 45 minutos do segundo tempo e, nada de gol, apesar da monstra pressão da Seleção Brasileira – e um caminhão de gols perdidos. Aí o juiz sinaliza dando seis minutos de prorrogação. E, nestes seis minutos a vitória veio e, por 2 a 0. Simplesmente, emocionante!!!

Sou incondicional admirador da turma da Globo que transmite os jogos da Seleção, mas hoje, vi outro jogo.

Tite, elogiado por eles, errou na primeira alteração. Não deveria ter saído Willian, para a entrada de Douglas Costa. Paulinho era o óbvio para sair.

Fagner, elogiado na transmissão, não jogou nada. Se o Brasil tivesse jogado sem ele, nenhuma diferença faria. Fagner também poderia ter saído para a entrada de Douglas Costa.

Na transmissão, meu querido amigo Arnaldo viu pênalti em Neymar. Acho que o árbitro acertou voltando atrás. Não houve nada no lance.

Agora, o que concordamos. Phillippe Coutinho, de novo, foi o melhor da Seleção. Partida brilhante, tanto no aspecto individual, como coletivo.

Neymar, visivelmente desequilibrado emocionalmente, precisa colocar os nervos no lugar. O cartão amarelo que levou demonstra isto com clareza. Desequilíbrio emocional e infantilidade.

E, bom não esquecer que a agressão verbal ao jogador da Costa Rica pode representar algum tipo de punição. O gol que marcou, tomara que represente um divisor de águas no seu comportamento. A Seleção precisa muito dele.

Valeu pela vitória que traz paz e esperança. Jogo muito bom de se ver.

Que linda manhã de sexta-feira.