Deu Colômbia, no domingão da Copa

Jogadores da Colômbia comemoram a convincente vitória sobre a Polônia (Foto: FIFA / Getty Images) Artigos Kléber Leite

Estava no carro, antes do jogo decisivo entre Colômbia e Polônia e, quase perco o controle da direção, quando ouvi na minha querida Rádio Tupi, alguns queridos companheiros classificando esta Copa do Mundo como sendo de baixo nível técnico e que está nivelada por baixo. Levei um susto e comecei a me questionar. Será que estou vendo outro jogo? Será que estou vendo outra Copa?

Aí, chego em casa no finalzinho do empate em 2 a 2, entre Japão e Senegal e, começo a preparar o meu espírito para torcer pela Colômbia, no jogo de vida ou morte contra a Polônia, cabeça de chave pelo critério da FIFA e, favorita na bolsa de apostas.

Como já disse aqui, torço sempre pelos nossos irmãos de continente, onde tenho grandes amigos e muitas lindas histórias de vida.

A bola rolou e que final de domingo… A Colômbia deu um tremendo chocolate na Polônia. Exibição de gala, onde James Rodrigues e Cuadrado deram show… Caramba, como analisar esta Copa como sendo de baixo nível técnico e nivelada por baixo?

E, nem estou falando em algo fundamental no futebol que é a emoção. A quantidade de jogos emocionantes, até aqui, faz tempo não vejo nas Copas.

Falando em emoção, foi lindo ver a reação da torcida do Panamá, quando o seu time perdia por 6 a 0, comemorando o “gol de honra “, como se fosse o gol da conquista de uma Copa do Mundo. Momento marcante, inesquecível, poético, diria mesmo…

Ainda falando em emoção, não bastasse a transmissão consagradora de ontem no jogo entre Alemanha e Suécia, a dupla Luís Roberto e Roger Flores voltou a brilhar intensamente neste jogo maravilhoso entre Colômbia e Polônia. Quem vai ser o campeão do mundo, só Deus sabe. O “caneco” da emoção na Copa caminha sorridente para o talentosíssimo Luís Roberto. Roger Flores, a revelação na “latinha”. Galvão, não conta. Gênio é hors concours

Ia esquecendo. Domingo de Messi. O mais talentoso jogador do planeta completando 31 anos. Aliás, hoje é dia de aniversário dos gênios. Messi, no mundo da bola. Luiz Oscar Niemeyer, na música. Que o dia dos dois, um a quem amo e tenho como irmão de vida e, o outro que faz com a bola nos pés verdadeiras obras de arte, esteja sendo muito especial.

Por falar em Messi, os meus amigos e informantes argentinos garantem que o ambiente que vinha ruim, após uma longa reunião com o treinador maluquinho, melhorou muito. Será a terça-feira da verdade… Aqui estarei, como sempre, torcendo por Messi.

Para terminar. Há forte comentário de que Tite pode começar o jogo decisivo contra a Sérvia com Renato Augusto. Se verdade for, a minha torcida será dupla. Por ele, e claro, pela Seleção.

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