Emocionante em tudo

(Fotos: Gilvan de Souza / Flamengo) Klefer Artigos

Bem! Talvez esse seja o jogo mais encardido para comentar. Diria eu, que ninguém jogou bem, ninguém jogou mal…

Mas, uma pergunta curiosa, de uma leiga, me pegou de calça arriada. “Por que os jogadores do Flamengo ficam tocando a bola no meio de campo e não evoluem?”

A namorada, ou meu encosto, viu justamente o que eu vi durante boa parte do tempo. Talvez ela não entenda, que sempre ficamos cozinhando o galo à procura de um espaço ou, até mesmo um canudo de fora da área.

Com 6 pontos distante do segundo colocado, não podemos, nem devemos criticar absolutamente nada. Seria absolutamente incoerente colocar alguma dúvida na nossa campanha.

Apenas alguns asteriscos devem ser lembrados.

Outro dia, conversando com meu amigo Pedrão, “justifiquei” o baixo rendimento do Ceifador pelo simples motivo dele não ser pivô nem referência.

Citei Vizeu como exemplo, dizendo que o cara jogou menos de meio tempo e fez dois gols. E, voltou a fazer hoje… Ou seja! em menos de 90 minutos, fez três gols…

Por quê isso? Simples! O maior artilheiro de todos os tempos do futebol mundial, Gerd Müller, com menos de 1,65 de altura, jogava invariavelmente dentro da pequena área… É onde ela passa, onde ela cai, onde ela sobra. É justamente o juízo final de todo o ataque. Pelos lados ou por cima…

Vencemos sem convencer, mas sem tomar sustos. Valeu pelos 3 pontos, pelo pranto do garoto, pelo adeus do Vizeu e, principalmente, pela nossa posição na tabela. Estamos convencendo…

Continuamos evoluindo mesmo com troca de jogadores. Hoje faltou a arte, a criatividade, o malabarismo do Paquetá. Por outro lado, o empenho e a vontade estão presentes em todos os jogos que Barbieri comandou. Se estão jogando por ele, acho ótimo. Se for pelo resgate do nosso DNA, melhor ainda.

Vamos ao parto das notas…

Diego Alves – Pouco trabalho, com reposição melhorada e muito comando sobre nossa zaga. É capitão… sem ser capitão – 7

Rodinei – Sem ter a quem marcar, se lançou ao ataque e fez belas tabelas com Éverton Ribeiro. Tem o chip meio torrado. Mas vale pela saúde – 6

Thuler – Compôs com tranquilidade o nosso lado direito. Mas teve ajuda muito importante do Cuellar – 7

Léo Duarte – Bem como nos últimos quatro jogos, mas hoje com muito menos trabalho. O Paraná não apareceu – 7

Renê – Como marcador, sempre convenceu. Mas o interessante é que está evoluindo como ala. A ponto de ser responsável por várias saídas de bola e algumas assistências interessantes

Cuellar – Como sempre, um monstro na proteção aos zagueiros, sem deixar de avançar quando aparece oportunidade – 9

Diego – A não convocação encheu o cara de brios… Está tentando provar que poderia estar lá. E vem convencendo – 8

Jean Lucas – Ainda não é, mas tem pinta. Um pouco afobado e errando botes. Mas nota-se perfeitamente que é um volante classudo mas que não perde a viagem – 7

Éverton Ribeiro – Perdeu um gol num lançamento espetacular do VJr. Mas não deixou de ser o “ajudante” de lateral, nem mesmo o atacante pela direita – 8

Ceifador – Enquanto não descobrir o caminho para a pequena área, vai viver dos pênaltis bem batidos. É uma questão de orientação – 3

Vizeu – Meia hora em campo… e mais um gol – 9

Vinicius – Continuo critico a sua objetividade. Mas hoje, isso é o que menos importa. A emoção, o pranto, as lágrimas após o jogo no colo da torcida, me deixou absolutamente emocionado. Sem dúvida alguma, foi o melhor momento deste domingo – 10

E temos técnico! Barbieri…

Carlos Egon Prates


O Formiguinha

Longe, agradecido ao Premiere – hoje com muitas interrupções –  feliz da vida vou dormir, curtindo a vitória sobre o Paraná e, a liderança pré-Copa, já garantida.

Mais uma vez fiquei impressionado com a dinâmica de jogo de Éverton Ribeiro, construindo, atacando e defendendo com incrível competência. Pena que no último lance do jogo, em lindo lançamento de Vinícius Júnior, o goleiro tenha atrapalhado o que seria um gol consagrador para o nosso “formiguinha” Éverton Ribeiro.

Este lance de despedida do Maracanã, com absoluta certeza, mexeu com a cabecinha do nosso Vinícius Júnior que, visivelmente, jogou sob a batuta da emoção. Aliás, parabéns!!! Hoje em dia é tão raro ver a ligação afetiva do jogador com o clube que, o que vimos não deixa de ser raridade.

Outro ponto positivo foi a entrada de Willian Arão, que deu outra dinâmica ao time, contribuindo – e muito – para o gol de Vizeu, outro a se despedir do Maraca.

Repararam que hoje não houve a necessidade de nenhuma grande ou pequena defesa do nosso baita goleiro? Em tempo: Paquetá faz muita falta…

O melhor da rodada, para nós, aconteceu no Ceará. O Palmeiras que, em tese, considero nosso mais perigoso adversário, depois de fazer 2 a 0, permitiu o empate ao Ceará. Na minha matemática, faturamos 5 pontos. Três que conquistamos, mais dois, que o Palmeiras perdeu.

Agora, o Palmeiras. Pra cima deles com humildade de líder…

Kleber Leite