Tragédia anunciada em ritmo de tango

Argentina 0 x 3 Croácia (Fonte: Diario Olé) Noticias com Klefer

O sucesso é fruto de um somatório de aspectos positivos. E, a recíproca é verdadeira. O fracasso é produto de uma série de equívocos.

Lembram da campanha da seleção da Argentina nas eliminatórias? Pois é, só garantiu a vaga no último jogo, em noite de rara inspiração de Messi.

De lá para cá, não houve nenhuma evolução. Aliás, de lá para cá, os argentinos andaram para trás, com a AFA (Asociación del Fútbol Argentino) apostando em um técnico meio maluco que, além de não conseguir formar um time, pelo que se observa, não consegue sequer unir o grupo. A seleção argentina é um bando, dentro e, fora do campo.

Repararam o desânimo de Messi, não só hoje, como o tempo todo nesta Copa? Não há nenhuma necessidade de se ter conhecimento de causa apurado para concluir que o ambiente não é saudável. E, como fazer sucesso quando o ambiente não é bom? No futebol, impossível!

Outra coisa. Como é que um jogador como Di Maria pode ser barrado, em um time cuja principal deficiência é o setor de criação no meio de campo?

Em síntese, este time argentino já entra derrotado. A derrota foi decretada no vestiário, antes da bola rolar.

Qualquer pessoa, mesmo sem ser sumidade em futebol, deve ter notado neste jogo, de um lado, um time pra lá de bem arrumado, e do outro, um arremedo de equipe, sem brilho, sem vontade e sem alegria.

Deu pena ver a Argentina ser atropelada, perdendo de 3 a 0 e, praticamente dando adeus à Copa. Ao contrário da maioria dos brasileiros, torço sempre pelas seleções sul-americanas, inclusive pela Argentina

Horrível, ver um jogador extraordinário como Messi jogar com tanta tristeza em uma Copa do Mundo, quando deveria ele, para quem ama o futebol, ser o responsável por momentos mágicos e inesquecíveis.

Enfim, como diz o mestre Muricy Ramalho, “a bola não perdoa”.

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A Rússia está no páreo?

Russos comemoram gol contra o Egito na 2ª rodada da Copa (Foto: Jamie Squire – FIFA/Getty Images). Klefer

Do aeroporto, voltando pra casa, começo deixando a pergunta no ar. Já matematicamente classificada, e credenciada por vitórias indiscutíveis, além de ser a dona da casa, a Rússia é candidata ao título?

Quero dividir com vocês, pois ao longo de tanto tempo convivendo no mundo da bola, mesmo assim, tenho minhas dúvidas. Até onde o fator campo é decisivo em uma Copa do Mundo?

Se considerarmos as Copas – relativamente – mais recentes, em 66 o título foi para a Inglaterra. Em 74 para a Alemanha. Em 78 para a Argentina. Em 98 para a França. E, ponto!

Portanto, de 13 Copas (desde 1966), os donos da casa venceram quatro. Porém, é bom não esquecer que futebol, não sendo ciência exata, tem as suas explicações.

Das 13 Copas, cinco foram, tecnicamente, disputadas em campo neutro: México (1970 e 86); EUA (94); Japão (2002) e África do Sul (2010)… Portanto, 13 – 5 = 8.

Resumo da ópera: metade das Copas disputadas, em que o dono da casa seja um postulante, o título fica com ele.

Neste momento, só há uma questão: a Copa da Rússia está sendo disputada em um campo neutro ou, a Rússia é uma dona da casa com autoridade para ser campeã?

E… segue o líder!!!!

Mais de Klefer

Paquetá e o árbitro de vídeo

Sala onde ficam os árbitros de vídeo. (Foto: Dmitri Lovetsky / AP) Klefer

Vamos começar pelo mais espinafrado da Copa, o árbitro de vídeo. Em tudo que é lugar no planeta, este foi o tema mais discutido. A CBF, até com razão, encaminhou mensagem à FIFA, indagando sobre os reais critérios deste fato novo no futebol.

Pelo que tenho visto, dona FIFA terá enorme dificuldade em responder a esta simples e pertinente pergunta, pelo simples fato de não haver um critério definido. O que deduzimos é que tudo depende do entendimento entre o árbitro das quatro linhas, e o árbitro de vídeo.

Como seres humanos, nem sempre a comunicação é perfeita, daí a sensação de que batem cabeça. E, batem mesmo…

Já registrei aqui e repito que, a exemplo do tênis, quem se julgar prejudicado deveria ter – ao menos – uma vez em cada tempo, o direito de exigir a ação do árbitro de vídeo. Se tivesse razão, não contaria como já tivesse usado o recurso. Neste jogo contra a Suíça, duvido que o capitão da Seleção Brasileira não tivesse usado este artifício, caso estivesse ele disponível.

Como bem lembrou uma torcedora brasileira na “resenha” pós jogo, todo início é assim mesmo e os ajustes serão naturais. O importante é a continuidade deste bom fato novo.


Paquetá e Vinícius Jr. comemorando gol pelo Flamengo (Foto: Gilvan de Souza Fernanda Tórtima / Flamengo) 

E, os jornais ingleses estão dando conta de que o Liverpool está próximo de formalizar uma proposta por Paquetá. Segundo informam, o valor disponível seria 43 milhões de libras ou, 212 milhões de reais, praticamente o valor da multa, que é de 50 milhões de euros ou, 216 milhões de reais.

A notícia é preocupante, na medida em que, já não contando com Guerrero, Vinícius Júnior e Vizeu, ficar também sem Paquetá seria o caminho para que todos os sonhos rubro-negros fossem para o espaço.

Tomara que o nosso pessoal entenda que, sem milho, não há pipoca. Enquanto a bola rola na Copa, a hora de repor perdas definitivas – e possíveis – é essa!

E, por favor, que ninguém venha com a história de que não há material humano de qualidade disponível. Há sim!

Sem esta ação rápida, o líder corre o seríssimo risco de deixar de ser seguido…

Neste dia de Copa, até agora, deu o que tinha que dar. Bélgica e Suécia eram barbadas…

Empate com ponto de interrogação

Zuber marca para a Suíça (Foto: Getty images) Arquivos Klefer

A bola rolou. Esperávamos que rolasse redondinha, na batida dos últimos jogos amistosos. Não rolou.

Aí começa o ponto de interrogação. Não rolou legal, por que? Bem, a primeira explicação fica sempre por conta da estreia e, isto venho ouvindo desde 1974, na minha primeira cobertura de Copa do Mundo.

Paralelo a isso, lá vem nova interrogação, o que faltou? Vou começar. A contusão de Dani Alves foi uma tragédia. Aliás, não sei se tragédia foi a contusão de Dani Alves ou, a convocação – e condução a titular – de Danilo. Ficamos capengas. A Seleção só ataca pela esquerda.

Aqui no blog, brinquei um dia, perguntado quem você levaria para o seu time, se Danilo ou Pikachu? Infelizmente, por hoje, acho que acertei.

Poucos jogadores que decidem mesmo atuaram soltos, sem peso nos ombros. Talvez três: Marcelo, Neymar e Coutinho. Os outros sentiram e, não criaram…

No lance do gol da Suíça houve empurrão claro, que árbitro e arbitragem de vídeo (VAR) comeram mosca. Claro que este recurso é saudável, mas como fato novo ainda há tropeços. Talvez, como no tênis, deveria haver duas oportunidades – por cada tempo – do capitão do time solicitar a arbitragem de vídeo.

Enfim, empate com sabor de frustração. Qualquer brasileiro esperava mais.

Ia esquecendo. Achei as trocas do nosso treinador meio que seis, meia dúzia…

Vida que segue. Precisamos melhorar.

O jogo da vida

Lozano marcou o gol da vitória mexicana (Foto: Christian Hartmann/Reuters) Blog Klefer

Este foi, sem nenhuma dúvida, o jogo da vida da seleção mexicana. Curioso que, apesar de tecnicamente o jogador mexicano ser reconhecido e respeitado, as participações nas Copas jamais chamaram atenção. Talvez, até este jogo contra a Alemanha, o México tenha sofrido a síndrome do vira-lata…

Quem sabe tenhamos sido testemunhas de um divisor de águas e, esteja surgindo uma nova potência no futebol…

Difícil encontrar uma palavra para traduzir a atuação mexicana. Até a metade do segundo tempo, quando, visivelmente, o cansaço bateu, o time foi perfeito, dando a falsa impressão de ser dominado e, no contra-ataque, aterrorizando a defesa alemã. Atuação, em homenagem a eles, “de cine” ou, “de película”…

Agora, que ninguém imagine que a Alemanha já era. Embora um pouco distante do time que ganhou a última Copa, continua sendo uma potência. E, neste grupo que, além deles e do México, há Suécia e Coréia do Sul, não dá para preocupar.

Meu amigo Vinícius França lembra em boa hora que, se o Brasil for primeiro do grupo e a Alemanha ficar em segundo, teremos nas oitavas Brasil x Alemanha. Pessoalmente, se pudesse escolher, retardaria ao máximo este confronto.

Enfim, Copa é isso. Não dá para escolher. E, vamos nós. Seja o que Deus quiser.

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Peru que não faz, leva!!!

Schmeichel, goleiro da Dinamarca, comemora após o peruano Cueva perder um pênalti (Foto: Marcos Brindicci/Reuters) Klefer Noticias

Desculpem o título, mas é isso aí mesmo. A seleção peruana teve ao longo do jogo umas boas oito chances claras de gol, além de um pênalti desperdiçado. A Dinamarca, que não teve a metade das oportunidades, conseguiu fazer um gol, o da vitória.

Dois jogadores rubro-negros em ação. Trauco, embora não tenha comprometido, foi burocrático, arriscando muito pouco. Guerrero, que entrou no início do segundo tempo, deu uma mão de obra monstra para os defensores dinamarqueses. Aliás, a mais linda jogada foi de Guerrero que, por pouco não fez um gol de calcanhar que mereceria placa.

Como injustiça em futebol é relativo, vida que segue.  Vendo este jogo, cada vez fica mais forte a conclusão de que o Flamengo deve fazer o possível para manter Guerrero. Diria mesmo que, ante tantos sonhos que alimentamos ainda para este ano, Guerrero pode ser decisivo.

E, na bolsa de apostas por aqui, a Seleção Brasileira é favoritíssima.

Em ritmo de tango

Messi perde pênalti contra a Islândia (Foto: Getty Images) Klefer Arquivos

Vendo o jogo da Argentina, desde os primeiros minutos, ficava em mim a sensação clara do desânimo ou, da falta de confiança. Imaginei que o fundo musical, no vestiário, antes de o time entrar em campo, deve ter sido um tango e, daqueles bem sofridos.

O semblante não engana. Será que foi difícil notar, na fisionomia dos jogadores argentinos, o retrato da ansiedade, da dúvida, da tristeza?

E, dentro daquela premissa de que em futebol confiança é quase tudo, não poderia se esperar outra coisa, senão uma estreia bisonha do selecionado argentino.

Do outro lado, exatamente o contrário. Um time limitado, mas de um entusiasmo incomum, jogando com determinação, disciplina e enorme alegria.

E neste grupo, que ainda tem Croácia e Nigéria, depois deste empate, em tese, contra o adversário mais forte, sonhar com a classificação é obrigação.

Messi, um caso à parte. Acompanho a carreira deste gênio faz muito tempo. A paixão pelo futebol bem jogado fez com que eu o acompanhasse ao longo desta vitoriosa trajetória. Como vejo muito Messi jogando, é fácil afirmar que neste jogo estava ele completamente fora de sintonia. Como se estivesse jogando com uma tonelada sobre os ombros…

Vi, com tristeza, um Messi sem prazer de estar em campo, sem a alegria, sem a imprevisibilidade que o consagrou. E, além disso, não usando o bom senso. Quando as coisas não estão caminhando bem, o melhor é simplificar. O pênalti era para ser batido com mais segurança, com mais força. Nestes momentos, descomplicar é preciso.

Enfim, os “hermanos” começaram muito pior do que se poderia imaginar. Não sei se na delegação argentina há um psicólogo. Se houver, sugiro trocar. Se não houver, contratar um, com urgência.

De bom, a Marseillaise…

Umtiti, da França, coloca a mão na bola e comete pênalti para a Austrália (Foto: David Vincent/AP) Artigos Klefer

Costumo dizer que a França começa ganhando antes mesmo do jogo começar. O hino nacional francês é uma obra de arte capaz de emocionar até um caramujo. O problema é que depois do hino há o jogo e, como hoje, as coisas se complicam.

Os australianos entraram com uma proposta óbvia. Jogar fechadinho e, pelo porte físico, apostar na bola aérea.

O time francês é muito melhor no marketing dos seus jogadores do que na competência deles quando a bola rola. Acho esta equipe francesa, com boa vontade, razoável…

Pela primeira vez na Copa, a tecnologia foi acionada e, bem. O pênalti a favor da França existiu.

O pênalti cometido pelo jogador francês Umtiti, colocando a mão na bola, foi flagrante e ridículo. E, afinal saiu o gol da vitória. Chorado, pois a bola bateu no travessão e acabou entrando.

Resultado de 2 a 1, justo. A França procurou muito mais a vitória.

Pelo que vi, a não ser que muita coisa mude, o caminho do time francês tende a ser curto nesta Copa.

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Começou a Copa!!!

(Foto: Francois Lenoir/Reuters) Klefer Blog

Jogão!!! O cartão de visitas da Copa da Rússia, finalmente, foi apresentado. Espanha e Portugal fizeram a emoção do mundo do futebol.

Jogo eletrizante, tendo pênalti marcado a favor de Portugal com pouco tempo de bola rolando.

Os centroavantes brilharam, com Cristiano Ronaldo fazendo três, e Diego Costa, dois. O outro gol da Espanha, do lateral direito Nacho, uma pintura.

Agora, aqui pra nós: será que não há um goleiro espanhol melhor? No segundo gol de Portugal, de Ronaldo, um frango monumental.

E dois brasileiros participaram deste jogo espetacular, sendo que um deles, decisivo, tendo marcado dois gols. Diego Costa e Thiago, filho de Mazinho, foram os nossos “representantes” neste clássico europeu.

Este Cristiano Ronaldo alia talento, determinação, vigor físico, personalidade e sorte! Faltou alguma coisa?

O 3 a 3 foi justo. Ninguém merecia perder.

Quem não viu, perdeu um jogão.

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Peladão

Jogadores do Irã comemoram após o gol contra de Aziz Bouhaddouz, do Marrocos (Foto: Henry Romero/Reuters) Artigos de Klefer 

Marrocos e Irã foi um peladão de luxo. No Alcidão, no Recreio, já participei de peladas bem melhores, em que alguns dos “peladeiros” eram bem conhecidos: Walter Oaquim, Orlando Lelé, Miguel, Gérson Canhotinha, Zico, Antunes, Edu, Adilson José Miguel, Dé Aranha, Velho Apólo, Murilo, Zaca, Tio Vivi e, por aí vai… A bola rolava macia e gostava de ser bem tratada…

A correria na pelada da Copa foi intensa, com pouca qualidade técnica. O Marrocos começou bem, dando a impressão de que ganharia. Como balão japonês, foi apagando…

Era jogo para 0 a 0, mas um gol contra deu a vitória ao Irã, bem no finalzinho. O lance que originou o gol se observa muito no Brasil. Atacante de costas para o gol. Perigo, zero. Vem o zagueiro estabanado e comete falta burra. Na sequência, chuveirinho e gol contra.

Castigo pela burrice. Peladão!!!