Incompetência + Azar = Bilhete de volta

(Foto: FIFA / Getty Images)

1 – Não esquecer que demos um gol para a Bélgica. O gol contra de Fernandinho foi ridículo.

2 – Tite teve a chance de mudar o panorama do jogo no intervalo. Inacreditável que Fernandinho tivesse ficado até o fim do jogo. Uma atuação ridícula, comprometedora.

3 – Gabriel Jesus, um horror!!! E, inacreditável que, no intervalo, Tite tenha tirado William e deixado Gabriel Jesus.

4 – As alterações óbvias no intervalo eram: RENATO AUGUSTO x Fernandinho; Douglas Costa x Gabriel Jesus. Hoje, fomos incompetentes dentro e fora do campo. Em um mesmo nível, estiveram Fagner, Fernandinho, Gabriel Jesus e… Tite!

5 – Apesar de todas as lambanças, como sempre digo, quando a coisa é parelha, a sorte é decisiva e, hoje, a sorte caminhou ao lado dos belgas.

6 – Resumo da ópera: talvez tenha sido está a Copa mais fácil de ser conquistada. Pisamos, feio, na bola!!!

Tudo pronto

Treino da Seleção – Sochi – 04/07/2018 (Foto: CBF)

O problema é que a sexta-feira não chega. Como o noticiário está calmo, e as dúvidas foram dissipadas, não há o que fazer, se não esperar a hora dos jogos.

Cavani não joga. Os uruguaios tentam esconder o óbvio, mas ninguém é bobo. Esta contusão na panturrilha é grave e, o tempo para a recuperação é superior a um mês. Como a Copa acaba no próximo dia 15…

Em função deste desfalque, a França entra como favorita. Se o garoto que vai ocupar o lugar de Cavani (Maxi Gomez) for tudo isso que meu amigo Atílio Garrido fala, quem sabe o Uruguai não surpreende….

No Brasil, Marcelo volta e Tite terá à disposição, no banco de reservas, todos jogadores. Com todo respeito aos belgas, levo a maior fé na nossa Seleção.

E por falar em nossa Seleção, vou deixar vocês com um texto divino do nosso querido amigo Eduardo Bisotto.

Diga aí Bisotto…


Porque me ufano da minha Seleção

Enquanto assistíamos ao jogo da Croácia, o amigo Renan Santos perguntou porque eu torcia tanto para o Brasil. Expliquei de modo bastante superficial que eram minhas memórias afetivas infanto-juvenis. Como sou bem melhor escrevendo do que falando, achei legal escrever este texto.

Comecei a acompanhar futebol com alguma atenção em 1990, aos quatro anos. Não vou mentir: minhas memórias deste tempo são limitadíssimas. Mas lembro de meu saudoso avô xingando os argentinos, o Dunga, o meio-campo da Seleção e nossos zagueiros de tudo quanto foi coisa em italiano na hora em que o Caniggia fez aquele gol desgraçado nas oitavas-de-final. E lembro da minha avó, preocupadíssima com o mau exemplo que o netinho estava tendo, xingando ele de volta e cobrando compostura.

Lembro muito claramente das Libertadores e Mundiais do São Paulo em 1992 e 1993 e o quanto aquilo me alegrava. Lembro também das Eliminatórias pra Copa de 1994. Da crise na Seleção. Do convoca-não-convoca Romário. E da alegria indescritível o dia que classificamos para a Copa com Romário destruindo o Uruguai no Maracanã.

A Copa de 1994, pra mim, equivale a um momento mágico. Lembro de todos os jogos, de cada gol, de como eu idolatrava o Baixinho. Aliás, confissão que só a minha esposa, a Jéssica, já ouviu: tenho medo de encontrar Romário pessoalmente. A chance de eu começar a chorar, abraçar ele e fazer uma fiasqueira do tamanho do mundo não é pequena.

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Quase…

Jogadores ingleses comemoram a vitória sobre a Colômbia, nos pênaltis (Foto: FIFA / Getty Images)

A Colômbia, sem James Rodriguez, seu principal jogador, fez uma partida heroica contra a Inglaterra.

Jogo tecnicamente pobre, porém, rico em emoção, com o gol de empate da Colômbia sendo marcado no finalzinho do jogo, em espetacular cabeçada do excelente zagueiro Mina.

Na prorrogação, tudo equilibrado, e nos pênaltis, os ingleses – mais frios – foram os vencedores.

Antes, a Suécia, mais objetiva, eliminou a Suíça, em jogo de baixo nível técnico.

Resumo da ópera: por tudo que vi até aqui, a final desta Copa do Mundo será na decisão do grupo do Brasil. Uruguai, França, Brasil e Bélgica são infinitamente superiores a Rússia, Croácia, Suécia e Inglaterra. Claro que, em se tratando de futebol, tudo pode acontecer, mas não há como negar que o grupo onde se encontra a Seleção Brasileira seja muito mais forte do que o outro.

Pode ser que me engane, mas toda a pinta de um Brasil x França, em uma semifinal, com toda pinta de final. Se o Uruguai jogasse completo, com Cavani em campo, a França correria um seríssimo risco, porém, sem ele – e só com Luizito para resolver – será uma missão muito difícil.

E, bom não esquecer que meu amigo Atílio Garrido, jornalista, escritor e historiador uruguaio, informou aqui no blog que o provável substituto de Cavani será Maxi Gomez, um garoto de 21 anos, que começou no Defensor do Uruguai e depois foi para o Celta de Vigo, onde nos cinco primeiros jogos fez cinco gols – tendo feito dezessete no total. Segundo Atílio, Gomez é um fenômeno. Se for mesmo, e se não sentir a estreia na Copa, a França corre risco.

Na nossa Seleção, de ruim só a suspensão de Casemiro. No mais, Douglas Costa liberado e Marcelo, escalado. Só o sobrenatural de Almeida nos tira esta Copa.

Azar e inocência

(Foto: Laurence Griffiths / Getty Images)

Que Copa espetacular!!!

Este jogo entre Bélgica e Japão, em que todos nós, por motivos óbvios, torcemos pelo Japão, quase se transforma em mais uma surpresa desta Copa, onde o inesperado tem acontecido.

O Japão, que chegou a fazer 2 a 0 em poucos minutos, conseguiu ser azarado e inocente.

Azarado pelo fato de ter tomado um gol sem querer. No primeiro gol da Bélgica, o “sobrenatural de Almeida” deveria ter ido para a súmula como o autor do gol.

A inocência ficou por conta do último lance do jogo, onde ao invés de – numa cobrança de corner – sair tocando e ficar com a bola – já que o jogo estava no seu minuto final – a “santa inocência” japonesa propiciou o gol da vitória da Bélgica.

Não era hora de cruzar a bola na área, e sim, de segurar e esperar a prorrogação.Enfim, vamos pegar a Bélgica.

Querem saber? O Japão ajudou o Brasil. Este jogo baixou a bola dos belgas. Hoje, aposto todas as minhas fichas. Vamos atropelar a Bélgica.

Neymar e William

(Foto: FIFA / Getty Images)

Jogo difícil, complicado…

Primeiros 25 minutos surpreendentes, com o México dominando. A partir daí, com muita inteligência, só deu Brasil.

Não sou muito voltado às estatísticas no futebol, porém, ao final do jogo de hoje, a TV mostrou uma única bola mexicana na direção do nosso gol. A posse de bola mexicana mais esteve para a da Espanha. A do Brasil, muito mais objetiva.

Quem ganha jogo é jogador. Partindo desta premissa, seria muito difícil uma zebra. Neymar e William mataram a pau. Jogaram demais. Desequilibraram… ganharam o jogo!!! E, como não destacar a atuação de Thiago Silva? Jogou como um príncipe…

Pena que Casemiro tenha tomado o segundo amarelo e, em consequência, fique fora do próximo jogo.

Tomara que Tite não tenha se encantado com Filipe Luis. Marcelo é dez vezes melhor do que ele. Marcelo é um jogador decisivo e, só se ganha Copa do Mundo com jogadores que decidem.

Melhor mesmo foi no final do jogo, com a torcida brasileira cantando “Cielito lindo”. “Aí aí aí aí… tá chegando a hora, o dia já vem raiando meu bem e o México foi embora…”

ESPETACULAR!!!

Esta é a Copa das zebras?

(Foto: FIFA / Getty Images)

O fato é que, Espanha, Portugal, Argentina e Alemanha foram para o espaço. E vejam bem: estamos falando de três seleções Campeãs do Mundo – Espanha, Argentina e Alemanha – e, da última campeã europeia – Portugal.

Neste jogo entre Espanha e Rússia, só uma única pessoa, meu amigo Atílio Garrido, apostou na Rússia. O mundo inteiro apontava a Espanha como autêntica barbada.

Caso a caso:

ARGENTINA – Tragédia anunciada. Confusão na AFA, classificação nas eliminatórias no último jogo, um treinador completamente fora de esquadro, time fraco e, Messi jogando triste.

ESPANHA – Na bolsa de apostas de Londres, a segunda preferida. O problema é que futebol é momento. O tic-taca no Barcelona fez sucesso, pois além de valorizar o toque de bola, era perfeito na criação, e o gol era uma consequência natural. Esta seleção espanhola levou o tic-taca para a Rússia. Esqueceu a criação e, consequentemente, os gols. Jogando para o lado ninguém ganha Copa do Mundo.

PORTUGAL – Poderia ter ido mais longe. Um time de razoável para bom e Cristiano Ronaldo, tinindo. Deu azar ao cruzar com o Uruguai, com uma defesa espetacular, e com Cavani e Luizito em jornada de gala. Já disse aqui e repito. Esta seleção uruguaia muito se parece com a nossa Seleção de 94. Firme na marcação e na defesa, acreditando em Romário e Bebeto.
Na seleção uruguaia, tudo igualzinho, só que com Cavani e Luizito resolvendo. Portugal poderia ter ido além. Deu azar encontrando o Uruguai.

ALEMANHA – O papelão da copa. Um misto de empáfia e preguiça. Entrou achando que a Copa estava no papo e que o México era barbada. Começou como jamais poderia imaginar e não se encontrou mais.

E, quase a Dinamarca faz aumentar esta relação, pois por pouco não mandou a Croácia para casa. Os dinamarqueses precisam treinar pênaltis. Que horror!

Sugiro “enjaularmos a zebra” até as 13h desta segunda-feira.

Um novo Cavani?

Atílio Garrido, jornalista, escritor e historiador, é um irmão de vida que tenho no Uruguai. Sabe tudo de futebol. Ele que me indicou para o Flamengo Luizito Suárez e Godin, quando cada um deles tinha 17 anos.

Atílio está na Rússia e, após o jogo do Uruguai, enviei mensagem para ele e, lá pelas tantas, brincando, disse que Messi havia nascido no lado errado do rio, ou seja, se tivesse nascido no Uruguai, esta seleção uruguaia com uma defesa espetacular, com Cavani e Luizito Suárez na frente, e com Messi no meio, seria imbatível. E, já outro tema, lamentei a contusão de Cavani.

A resposta de Atílio, na mensagem de voz, traz uma informação importante, a de que pode estar surgindo um novo Cavani. A mensagem é em espanhol, mas dá para entender. Ele começa falando sobre o nascimento errado de Messi, fala sobre o novo Cavani e aposta em uma zebra na Copa.

Com vocês, Don Atílio Garrido, “El Rey de Punta”…