Vaga garantida no detalhe ou “Síndrome de Vira-Lata”?

Lloris, goleiro da França, em grande defesa (Foto: FIFA / Getty Images, Fernanda Tórtima). Blog Kléber Leite

Palavra que tenho minhas dúvidas. Aliás, acho que um pouquinho de cada um. A maioria dos comentaristas de hoje em dia analisa o jogo, não pelo que os times apresentaram, e sim pelo resultado da partida.

Portanto, não há nenhum absurdo em se dizer que a seleção francesa mereceu o resultado, porém, não é um equívoco em se afirmar que esta semifinal teve a vaga definida no detalhe de um único lance. Na única bobeada de marcação de bola parada, a Bélgica tomou o gol. No mais, um jogo parelho.

Há também quem possa afirmar que a camisa pesou, e que, consequentemente, a Bélgica foi vítima da famosa “síndrome de vira-lata”. Quem assim pensa, pode ter a sua dose de razão. O resumo da ópera é que um comentário final deste jogo pode ser tudo isto aí, jogado num liquidificador e, o sumo será a explicação exata.

Algumas coisas me impressionaram no time vencedor. Como é discreto e como é espetacular este goleiro da França, Lloris. Varane, o zagueiro, um monstro. Mbappé, o responsável pela jogada mais linda da partida: um passe de calcanhar sensacional.

O curioso do jogo ficou por conta dos centroavantes. Lukaku, o da Bélgica, muito badalado. Giroud, da França, muito criticado. Os dois não marcaram, mas Giroud participou infinitamente mais do que o seu concorrente belga. Compensou a falta de talento com uma disposição incomum.

E, esta é a Copa das bolas paradas. Daqui pra frente, quem não tiver este tipo de cuidado na formação de um time, vai dançar sempre… O futebol, talvez até pela carência de grandes talentos, está mudado… e, quem não entender isso vai ficar para trás.

Pode ser que eu esteja enganado, mas tenho o palpite de que o novo Bicampeão do Mundo será feliz porque vestiu azul…

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