O prazer da polêmica

(Foto: Clever Felix/Agência O Dia)

O nosso Globo.com (via Extra), que conta com uma garotada extremamente competente, largou na frente com uma bela sacada, colocando ao mesmo tempo a defesa de Gordon Banks, na Copa de 70, na famosa cabeçada de Pelé, e a defesa De Diego Alves, no jogo de ontem, contra o Cruzeiro (ver aqui).

Esta turma sabe das coisas. Eles sentem o cheirinho no ar de uma bela polêmica e, há algo no futebol mais importante do que a discussão? Chamo isto de jornalismo de oportunidade, claro que, com talento e criatividade.

Houve um comentário, em que, quem escreveu, fez questão de frisar que: “sem clubismo” …. e, em seguida afirmou que a defesa de Diego Alves havia sido melhor e mais difícil, pelo fato de não ter proporcionado o corner ao time adversário…  Genial!!! Claro que a opinião foi escrita pela alma rubro-negra, mas a explicação, de gênio…

O que posso dizer, é que vendo o jogo no Maraca, ao lado do meu querido amigo Michel Assef, quando a cabeçada saiu, para baixo e, com força, soltamos um palavrão, o mesmo e, ao mesmo tempo. Vi a bola lá dentro e, em seguida, em fração de segundos, o milagre da defesa de Diego Alves. Claro que, lá mesmo no estádio, tive a razoável noção da dificuldade que teve o nosso goleiro. Mais tarde, vendo o lance na TV, percebi que a defesa havia sido muito mais difícil do que imaginava.

O fato é que temos um goleiro, simplesmente, ESPETACULAR!!! Talvez tenha sido este o gol mais bonito feito pelo nosso “centro de inteligência” …

Continuamos correndo atrás

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

O título poderia ser, inspirado nos mais antigos, “Tudo como dantes no quartel de Abrantes…”. No fundo, continuamos um ponto atrás do São Paulo que, meteu 3 a 1 no Sport, em Recife. Nas escalações, Ceifador foi a surpresa no Flamengo, enquanto que Mano Menezes confirmou o time 100% reserva.

O primeiro tempo, com o Flamengo tendo muito maior posse de bola, definiu o placar do jogo. Bela jogada de Éverton Ribeiro, com gol de bico do Ceifador.

No mais, só mais uma bela jogada de Éverton Ribeiro, que o goleiro defendeu. Trauco foi decisivo, pois salvou um gol, rigorosamente, em cima da linha, com Diego Alves já batido.

No segundo tempo, só corremos risco quando Mano Menezes colocou em campo Arrascaeta e Thiago Neves.

Destaque absoluto para a defesa ESPETACULAR deste goleiraço que é Diego Alves. No nosso time, Diego Alves, salvou a lavoura.

Rodinei, muito ativo. Zaga, sem erros. Trauco, salvador. Piris, começou atabalhoado. No segundo tempo, cansou. Não vou analisar por um jogo, mas custo a crer que na nossa base não haja um jogador para a função, no mínimo, com a mesma qualidade técnica do jogador paraguaio.

Éverton Ribeiro foi o mais lúcido e criativo jogador do Flamengo. Diego, muita luta e pouca criatividade. Paquetá, prendendo a bola além da conta. Volto a colocar que acho um crime escalar Paquetá como volante.

Vitinho, mais ou menos. Pelo que custou, ficou devendo. E, o Ceifador, hoje, Ceifou…  Dos que entraram, gostei da disposição de William Arão.

Alguma providência precisa ser tomada. Na mais importante competição nacional, que é o Campeonato Brasileiro, times reservas continuam sendo escalados. Isto é puxar o tapete do torcedor e dos patrocinadores da competição.

Agora, de volta à Copa do Brasil, onde Flamengo e Grêmio, jogarão completos, com seus principais jogadores. Ainda bem…

PaiMengo

(Reprodução da internet)

Amigos queridos, pais ou ainda não pais: Neste dia tão especial, reproduzo aqui no nosso blog o lindo texto de Renato Mauricio Prado, no JB, de hoje.


Dia dos Pais no Ministério do Tempo

Influência do “Ministério del Tiempo”, divertida série espanhola que comecei a acompanhar no Netflix, sonhei ontem, véspera do Dia dos Pais, que voltava ao passado, cruzando portas que me transportavam, como num passe de mágica, a tempos já vividos. Não podia, porém, interagir com ninguém, nem mexer em nada. Apenas observar. E isso já era o bastante.

Foi assim que revi, em 1963, o Fla-Flu que decidiu o Estadual daquele ano, num Maracanã explodindo de tanta gente. O rubro-negro se sagraria campeão, com um 0 a 0, mas no sonho não era o jogo que me chamava a atenção, mas um menino que, feliz da vida, no colo do pai, nas superlotadas cadeiras azuis (aquelas que ficavam embaixo das arquibancadas), se maravilhava com aquele mundo novo à sua frente. Mal sabia que, no futuro, tal universo lhe seria tão próximo. E que o Flamengo, time de coração do “velho”, se tornaria uma de suas grandes paixões. Que tarde!

Através de outra passagem no tempo, o sonho me levou, em seguida, a mais um jogo épico, no mesmo Maracanã, novamente superlotado. O ano era o de 1969 e Brasil x Paraguai faziam um duelo dramático, pelas eliminatórias da Copa de 70. Uma vez mais nas cadeiras azuis, com o velho, um então já adolescente sofreria durante 68 minutos até que Pelé  estufasse as redes, garantindo a vitória por 1 a 0 e a vaga para o Mundial. Que jornada inesquecível! E quanta alegria no abraço emocionado de pai e filho, comemorando, eufóricos, o triunfo das “feras do Saldanha”.

Passando mais transversais do tempo, acabei no Maracanãzinho, onde os “Harlem Globetrotters” se exibiam, em meados dos anos 60. E lá estavam eles, juntos como sempre, o jovem e o pai, fãs do basquete, que já dera dois títulos mundiais ao Brasil, mas não podia se comparar ao nível do jogo que praticavam os americanos nesse esporte. Mágico. Inesquecível!

Nem todas as épocas visitadas, porém, reservavam somente alegrias. Eis que, de repente, me vi num fusca, em 1970, acompanhando, divertido, a conversa de pai e filho, enquanto, no Motorola do carro, o comentarista Ruy Porto analisava mais uma derrota do Flamengo. E o pai praguejava: “Time de cegos, meu filho. Se tirar o guizo da bola, ninguém joga. Só o argentino Doval é craque. Ah, nos meus tempos, o Flamengo tinha onze dovais em campo! E o moleque, no banco do carona, se pegava, matutando: “Onze dovais, pai? Cacilda”!

Mal sabia ele que, em pouco mais de dez anos, acompanharia, de pertinho, uma equipe rubro-negra que conquistaria o mundo, bem na sua frente, no Japão, permitindo-lhe a imensa alegria de ligar para o “velho”, do outro lado do planeta, só pra dizer, com a voz embargada: “Esse time aqui é o melhor Flamengo de todos os tempos. Tem mais que onze dovais, pai”! Que era maravilhosa, dava vontade de não acordar, nem sair mais dela.

Mas, sonho é sonho, e outras portas se abriam. E foi assim que reencontrei a praia de Ipanema das décadas de 70 e 80, onde pai e filho tinham uma rede de vôlei, sempre cheia de amigos e na qual as partidas de duplas se sucediam, disputadas com empenho, entusiasmo e alegria. O jovem até que jogava direitinho, chegou a ser federado pelo Botafogo, no infantil, e pelo Flamengo, no juvenil. Mas o coroa dava banho nele e em todos os da sua turma! Era craque, mesmo. Que toque! E que agilidade! Parecia um gato! E levava jeito para todos os esportes. Um baita atleta.

Foi ainda nas areias de Ipanema que pude rever, no sonho, pai e filho em longas caminhadas diárias. O mais jovem recuperando-se de uma grave contusão no tornozelo (sofrida justamente num jogo de vôlei) e o mais velho a lhe fazer companhia, do Castelinho ao Jardim de Alah. Quanta conversa boa e franca, naquele trajeto pela areia fofa – exigência da fisioterapia. Quanto companheirismo e solidariedade.

Portas, portas e mais portas. Que me levaram até à Copa de 78, na Argentina, onde o jovem, já jornalista, cobriu o seu primeiro Mundial, como enviado especial do Jornal do Brasil. Boas lembranças de lá? Com certeza. Mas as melhores vinham mesmo dos papos na volta, com o pai e a família, quando todos se deliciavam com as histórias que não podiam sair no jornal, como a do “perro caliente”, a do “Veni, veni, que yo voy pelear” e tantas outras peripécias vividas pelo caçula, na terra dos Hermanos.

No sonho, foi possível ainda me transportar até o ano de 1987, onde pude presenciar o filho, como correspondente internacional, então do Globo, levar o pai para conhecer os bastidores de um GP de Fórmula-1, no Estoril. Os olhos do velho brilhavam, vendo de pertinho os bólidos, nos boxes, e pilotos como Piquet, Senna e Prost preparando-se para a corrida. Já o olhar do filho se iluminava pela alegria de estar permitindo a ele tal prazer.

Até por Roma, passeei, no melhor estilo “El Ministério del Tiempo”, quando pai e filho (então acompanhados pela mãe) assistiram a um Mundial de Atletismo, no qual Zequinha Barbosa conquistou uma medalha de bronze, nos 800 metros. Que viagem deliciosa! Bem como a temporada que passaram juntos na Espanha, onde o rebento morava.

Tempo, tempo, tempo. Uma porta sombria de fevereiro de 1992, no entanto, tive o cuidado de evitar, para que o sonho, até ali tão bom, não se transformasse em pesadelo, ao reviver aquela despedida tão inesperada, tão prematura, tão absurda e eternamente doída.

Saudade, saudade, saudade. Como disse certa vez um amigo, ela não tem braços. Mas como aperta. Ainda que em sonhos, como é bom te rever, velho! Feliz Dia dos Pais para todos!

Renato Maurício Prado – Jornal do Brasil – 12 de agosto de 2018


Ali me vi ante situações tão parecidas que, também, voltei no tempo e me vi de mãos dadas com meu pai e minha mãe, entrando pela primeira vez, aos seis anos, no Maracanã, para ver o Flamengo tri-campeão.

A lembrança seguinte não foi boa. O ano, 62, meu pai e eu, no setor 4 do Maracanã, reservado para os sócios dos clubes, e ver Garrincha, sozinho, ganhar o campeonato. Tristeza, amenizada pelo fato de termos sido derrotados por um gênio.

No ano seguinte, 63, de novo no setor 4, um FLA-Flu de arrepiar, com Marcial fechando o gol e 0 a 0, dando o título ao Flamengo. Importante dizer que esta jornada ao lado do velho começou na Igreja de São Judas Tadeu.  Rezamos e velas acendemos. À tarde, Mengão campeão.

O amor pelo Flamengo me empurrou para o jornalismo. A venda de Gérson para o Botafogo despertou em mim a necessidade de dizer o que pensava. Mais uma vez, meu pai. Foi ele quem abriu as portas do Rádio para mim, por meio de um amigo que era diretor da Rádio Vera Cruz. Ali comecei. Graças ao empurrão dele.

Juntos saboreamos a era Zico. Eu viajando com o Flamengo para tudo que é lugar, e ele, meu maior ouvinte, saboreando as glórias da sua paixão maior, contadas pelo filho.

Fernando de Souza Leite, comandante da Marinha, rubro-negro de corpo e alma, apaixonado pelos animais, em especial pelos cachorros, marcou a minha vida com estas duas paixões, com as quais convivo, e sem as quais não teria valido a pena ter vivido.

(Reprodução da internet)

Ano eleitoral…

(Reprodução de rede social)

Infelizmente, no Flamengo, todo ano eleitoral é difícil. E, desta vez, duplamente, pois além de uma eleição para eleger um novo presidente, o atual presidente é candidato a deputado federal.

No meio de tudo isso, o interesse do torcedor que, na realidade, tem como única preocupação o sucesso do time.

Poderia haver uma solução, “blindando” o futebol, só que isto deveria ser feito pelo vice-presidente de futebol, que também está envolvido no processo eleitoral, como um dos candidatos ao cargo de presidente.

Algumas manchetes me deixam com a pulga atrás da orelha, como essa de hoje, em que Vizeu aparece magrinho em foto recente (que ilustra o post) na Udinese, da Itália, com o comentário de que no Flamengo vivia ele uma colônia de férias, pois vivia fora do peso.

Em síntese, a nota afirma que o Flamengo é uma bagunça, onde cada um faz o que quer e pesa quanto quiser. Li isto e me veio a memória o nosso jogo contra o Grêmio, onde o time demonstrou uma forma física invejável. Muito estranho. Cheiro de “produto” eleitoral…

Estamos em uma sinuca de bico. O ideal seria o presidente renunciar e ir cuidar da vida, na tentativa de se eleger deputado. E, que o vice-de-futebol fizesse o mesmo, indo cuidar da sua campanha para a presidência do clube.

Com dois não candidatos a nada, um na presidência e outro no futebol, quem sabe as coisas não caminhassem dentro da normalidade, sem rancor e algumas maldades, tão comuns em ano eleitoral no Flamengo. Fica a sugestão.

 

Pedido de desculpa

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Ontem, pelo sofrimento da derrota, acabei cometendo uma indelicadeza com um querido amigo. Cacau Barbosa foi funcionário do departamento de futebol do Flamengo, e hoje, cuida da carreira de vários jogadores de futebol, entre eles, Philippe Coutinho.

Ontem, com forte torção no tornozelo, não fui ao Maracanã e, vi o primeiro tempo do jogo em casa, indo no intervalo para o Flashback, onde Cacau recebia convidados para sua festa de aniversário. Lá, vi o segundo tempo, e quando o jogo terminou, não consegui reunir forças e humor para curtir a festa, mesmo tendo o maior carinho do mundo pelo aniversariante.

Aliás, até hoje não aprendi a perder e, se isto é defeito, vou morrer assim. Fui pra casa curtir a minha dor no silêncio da solidão.

Cacau, querido amigo, desculpe a minha falta de educação, mas se ficasse, o meu humor estragaria a sua linda festa.


Hora de usar a cabeça

O péssimo humor já passou. Nem quero falar sobre o jogo de ontem, e sim, tentar imaginar as saídas do que vem pela frente. Sei que o momento político, principalmente no Flamengo, tem enorme influência no futebol.

Agora mesmo, imagino que o pessoal responsável por algumas contratações que não deram – e provavelmente nunca darão – certo, esteja de certa forma tentando fazer ver ao treinador que tudo pode ser uma questão de adaptação e, quem sabe, no próximo jogo a coisa funcione…

A coisa não vai funcionar. O momento requer pragmatismo e ter o interesse do Flamengo como prioridade absoluta. Desta forma, quero aqui deixar o meu pitaco. Temos pouco tempo para ajeitar a casa, já que, no domingo, o time tem que entrar em campo para pegar novamente o Cruzeiro que, provavelmente, não deverá colocar em campo todos os seus titulares. Problema do Cruzeiro. O primeiro pitaco é conceitual. Temos que priorizar o Campeonato Brasileiro e colocar em campo o melhor time, doa a quem doer.

Não vejo como, não repetir, até a lateral esquerda, o time que vem jogando: Diego Alves; Rodinei, Réver, Léo Duarte e Renê. Como nunca vi este paraguaio Piris jogar e, como não temos um centroavante à altura das necessidades do Flamengo, completaria o time da seguinte forma: Cuellar, William Arão, Diego e Paquetá; Éverton Ribeiro e Vitinho. E, seja o que Deus quiser…

Muito melhor do que ter um centroavante ineficiente, é dar liberdade ao nosso jogador mais criativo, que é Paquetá. Ele, mais próximo da área, causará mais estragos para os adversários do que todos os centroavantes, juntos, até agora escalados.

Não é hora de se justificar contratações. No futebol, se erra e se acerta. A hora é de usar a cabeça, colocando em campo o que temos de melhor e, definitivamente, Ceifador, Uribe e até mesmo o menino Lincoln, não fazem parte desta turma. Paquetá, livre para criar, pode ser a nossa saída.

EM TEMPO:

O sempre atento, grande rubro-negro, Fernando Versiani, popular Versi, lembra que para domingo o Flamengo não poderá contar com Renê e Cuellar, ambos suspensos.

O meu pitaco, em nada muda. No lugar de Renê, obviamente, Trauco. No lugar de Cuellar, Piris ou Jean Lucas. Desta forma, recapitulando, pitaco do time para domingo:

Diego Alves; Rodnei, Réver, Léo Duarte e Trauco; Piris (ou Jean Lucas), William Arão, Diego e Paquetá; Everton Ribeiro e Vitinho.

Erros de avaliação

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Este jogo, contra o Cruzeiro, deixa bem claro o quanto nos equivocamos, das mais variadas formas, ao longo de um bom tempo.

Tenho por temperamento, ao invés de identificar culpados, procurar olhar para frente na tentativa de encontrar soluções. E, se não fizermos isto juntos, a vaca vai para o brejo, do goleiro ao ponta esquerda. Deixando bem claro, indo para o espaço Libertadores, Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil.

Temos cometido erros que não podem ser repetidos:

  • O nosso ataque é ridículo. O primeiro chute ao gol adversário foi aos 45 minutos;
  • Os erros de avaliação são flagrantes. Egídio não está no Flamengo por isso (e de graça)… preferiram Renê;
  • Uribe, Marlos Moreno, Ceifador e, por aí vai…

Aqui pra nós, será que a mais dispendiosa contratação do Flamengo – Vitinho – terá valido a pena?

Momento difícil. Em situação completamente diferente, em 2005, conseguimos dar a volta por cima, para não ir para baixo.

Agora, é saber dar a volta por cima, para ficar em cima. Pode parecer bem mais fácil. E, é. Mas não é tão simples. Pra começar, comando é tudo. Dentro e fora do campo.

Hora da verdade, é essa!!!

Os mistérios do futebol

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Estava cá, pensando com os meus botões, enquanto tentava imaginar a melhor formação do Flamengo, sem Paquetá, para o jogo contra o Cruzeiro, pela Libertadores, se alguém esquece de jogar futebol.

Explico: William Arão veio para o Flamengo provocando verdadeira revolução no Botafogo. Começou bem, a ponto de merecer convocação para a Seleção Brasileira, com seu jogo voluntarioso, defendendo bem e, sempre chegando como fator surpresa ao gol adversário.

Hoje, Arão, com a chegada do volante paraguaio, é a quarta opção do treinador. Daí a pergunta: alguém esquece de jogar bola?

A pergunta é para provocar mesmo. Uma tentativa de se encontrar uma explicação para tamanho declínio técnico. E, muito em função disso, jogadores que estavam jogados no lixo em determinados clubes, repentinamente, como num passe de mágica, trocam de clube e voltam a jogar bola. Quantos e quantos casos poderíamos aqui citar…

Não há como não concluir que, nestes casos, “haja algo no ar que não seja avião de carreira…”. São tantos os fatores para um jogador dar certo, que quando nesta engrenagem algo falha, acontece o declínio. E, não preciso dizer que dirigentes, treinadores e psicólogos devem estar sempre atentos. Muitas vezes, a bobeira é deles ou, de um deles.


A não ser que haja um teatrinho para ludibriar Mano Menezes ou, uma jogada de marketing para, em cima da hora do jogo, anunciar a presença de Guerrero, seria absurdo acreditar na escalação de alguém que, estava contundido, que não treinou e com o contrato sendo encerrado na sexta-feira.

E o papo que corre é que o Internacional pode ser o próximo passo de Guerrero. Será que o Inter topa assinar um contrato de longo prazo, como quer o jogador? Será que o Inter encara pagar uma milha por mês?

Aliás, a camisa 9 tem enredo parecido com a 5, onde hoje Arão é a quarta opção. Na 9, igual. Arrancado do Fluminense, artilheiro do campeonato, Ceifador é a quarta alternativa do treinador.

Querem saber de uma coisa? Tenho sérias dúvidas entre Uribe e Ceifador. Acho que no par ou ímpar da pelada iria demorar para escolher…

Pela melhor campanha na fase de grupos, o Cruzeiro ganhou o direito de fazer o segundo jogo em casa. Acho que é uma vantagem, pois decisão mesmo é no segundo jogo.

Os matemáticos afirmam que quem faz o segundo jogo em casa tem 60% de chance de se dar bem. Da mesma forma, provado está que na disputa de pênaltis, o time que bate primeiro tem chance bem maior de sair vencedor. Aliás, o percentual é o mesmo, 60%, contra 40%.

O que me anima é o retrospecto do Flamengo, que tem jogado muito bem fora de casa. A batalha é dura, mas dá pra ganhar.

Perda de tempo

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Quase inacreditável que, apesar de daqui a dois dias estar em jogo para o Flamengo, uma partida decisiva na mais importante competição do calendário, o principal assunto rubro-negro seja a dúvida se Guerrero está ou não fazendo corpo mole para não mais colocar o Manto número nove.

Antes que me esqueça, é bom lembrar que o contrato de Guerrero termina sexta-feira, agora e, pelas informações, está mais do que claro que o jogador só aceitaria renovar por quatro anos. Enquanto isso e, com razão, o Flamengo tem acenado que toparia renovar por mais dezessete meses, no máximo.

Fato é que este tema vem se arrastando e, sem solução prática. Desta forma, melhor virar a página e começar a entender que há vida sem o peruano, embora para um final feliz seja necessário se encontrar um substituto à altura.

Pelo que demonstrou até aqui, Uribe não é o homem. Ceifador, hoje, é – sem Guerrero – a terceira opção. No meio deles, o garoto Lincoln, que não vejo como solução.

E, não entendo como até agora o menino Vítor Gabriel não mereceu, ao menos, a oportunidade de ser relacionado. Claro que, pela idade, embora com belíssimo potencial, ainda é uma incógnita.

Por tudo isso, eu e meu amigo do blog, o catarinense Henrique, pensamos da mesma forma, com uma formação tendo Vitinho, pelo meio, com Marlos Moreno, pela esquerda. Entendemos que, apesar do improviso, o ataque ficará mais insinuante e rápido.

Seja lá qual for a alternativa do nosso treinador, o que não se deve mais, é perder tempo com Guerrero. Já deu…

Que vá com Deus…

O líder foi ali e, já volta!!!

(Foto: Paulo Whitaker / Reuters)

Vi São Paulo e Vasco. Como diz o Velho Apolo, o São Paulo suou um litro certo para ganhar o jogo.

Ontem, se criticamos o time do Flamengo pela atuação pífia diante dos reservas do Grêmio, hoje, por uma questão de justiça, não há como não dizer que, apesar de vencer o Vasco por 2 a 1, o São Paulo não jogou nada.

Não é de hoje que afirmo que a sorte é fundamental no futebol. E, não foi diferente neste jogo. Os dois gols do São Paulo – para quem tem um mínimo de intimidade com este esporte – foram obra e arte da dona sorte.

Claro que, há outros fatores, como no segundo gol, a perseverança de Éverton. Mas, não cruzou, e sim, se livrou da bola, que encontrou a cabeça de um companheiro, que cabeceou sem ver o gol e a bola foi parar na forquilha.

Volto a afirmar que o nosso time é melhor, que o nosso elenco é melhor. E, volto a afirmar que o Flamengo só perde este Campeonato Brasileiro para ele mesmo.

Neste momento, usar a cabeça é tudo. Estamos disputando três competições, todas muito importantes, mas é bom lembrar que para isto, temos um bom e numeroso elenco. A hora é de bom senso.

Este negócio de colocar ou não o time principal é relativo, haja vista o jogo contra o Grêmio, que, com o time reserva, nos venceu por 2 a 0.

O resumo da opera é que, até para poupar, decidir certo é determinante. Será que contra o Grêmio era hora de poupar alguém? Será que contra o Grêmio o time foi bem escalado? Cabe, Paquetá, o nosso mais agudo e criativo jogador, continuar jogando de volante?

E o centroavante, hein? Que problema… como não sei ficar em cima do muro, sem Guerrero, só vejo duas alternativas. A primeira, apelar para o improviso, com Vitinho como falso centroavante e Marlos, pela esquerda.

A segunda, é promover o melhor centroavante do Flamengo que, a meu conceito, é Vítor Gabriel. Não acredito em nenhum outro como solução definitiva.

Continuo levando fé. O líder foi tomar um cafezinho e, já volta!!!

Erramos muito

(Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

O primeiro erro ocorreu antes de a bola rolar. Não vou aqui discutir a filosofia. Se Réver, Léo Duarte e Diego deveriam ou não ter jogado. Se foram poupados, tendo o Flamengo uma boa equipe de avaliação física, motivos não devem ter faltado.

O primeiro erro a que me refiro diz respeito ao substituto de Diego. Imaginei que, sem Diego, Paquetá deixasse de ser volante, ocupando, mais adiantado, o lugar de Diego. Qual nada. Paquetá continuou como vinha jogando e, Jean Lucas, sem inspiração, ficou perdido como armador.

A primeira defesa de Paulo Vítor foi aos 37 do segundo tempo, em chute de Lincoln. Ou seja, o jogo inteiro o time do Flamengo, que ficou mais com a bola, foi absolutamente inoperante no ataque. E esse Uribe, hein? Será que pesquisaram direito? Palavra que o desânimo é total com relação a este jogador.

Vitinho, que estreou razoavelmente bem, neste segundo jogo contra o Grêmio não jogou nada e, acabou substituído. Não bastasse o resultado, ficamos sem Cuellar e Renê para o jogo contra o Cruzeiro, domingo, pelo Campeonato Brasileiro.

Não jogamos como líderes. Parecia que estávamos jogando uma partida amistosa. Pane mental, geral. E, bom lembrar que jogamos contra um time que atuou com 10 jogadores reservas. Cortez foi o único titular a jogar.

Sábado para esquecer. E que ninguém se iluda. As gozações do “segue o líder!!!” vêm por aí…

Aos meus queridos amigos do blog, a minha gratidão eterna pelo amor e carinho. Na segunda-feira, voltaremos ao tema.

Um beijo no coração de vocês.