Números reveladores

Os números referentes aos jogos dos principais clubes brasileiros, atuando em casa, foram apresentados e, mostram o Palmeiras como o que mais faturou, seguindo-se Corinthians e Flamengo.

Dei aqui uma ajeitada, pela média de faturamento por jogo, colocando os três clubes com o mesmo número de partidas, para uma análise mais justa.

Vamos lá:

De tudo que está aí em cima, o que mais me chamou atenção foi o fato de o Flamengo ter um ticket médio bem inferior ao de Palmeiras e Corinthians, o que na realidade deixa claro que, ao contrário do que muitos apregoavam, longe está a política introduzida pela diretoria rubro-negra de ser elitista.

Comparando-se com a dos seus principais concorrentes, a bem da verdade, é até bem popular.

Sem ter a mínima intenção de me intrometer no terreno do vizinho, o que vem sendo introduzido pelo Flamengo está muitíssimo mais próximo da realidade brasileira, embora ainda longe dela e, claro que, neste caso, sem que tenhamos a mínima culpa no cartório…

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A força do Flamengo e a pobreza dos nossos “artilheiros”

(Foto: Cris Dissat / @fimdejogo) Kléber Leite Blog

Horas após a desclassificação na Copa Libertadores, só não levei um susto por ter a noção exata do que é a paixão pelo Flamengo.

A fila na sede da Gávea era gigantesca e, quem por ali estivesse passando sem saber o resultado do jogo contra o Cruzeiro, imaginaria que sapecamos uma tremenda goleada no time de Mano Menezes.

Também, com uma fila daquelas para comprar o ingresso para domingo, só mesmo com a motivação que vem de um resultado espetacular…

Ao contrário, a noite anterior fora frustrante, pois apesar da vitória magra, pelo placar de 1 a 0, fomos eliminados da mais importante competição do calendário.

Realmente, o que move esta torcida única e inigualável, é a paixão que não tem limite. A cena foi comovente. Ganhei o dia. Como sempre afirma meu querido amigo Michel Assef, “a torcida é o que há de melhor no Flamengo”. Dr. Michel está coberto de razão… Que torcida é essa!

Recebi de um querido e competentíssimo companheiro de imprensa, rubro-negro como nós do blog, a prova inequívoca de que erramos muito nas contratações.

Por favor, deem uma olhadinha e comentem…Que tristeza…

Se no Maracanã tivesse sido igual…

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo Kléber Leite Blog

Tenho muitas coisas para comentar e dividir com vocês. Hoje, não dá para não elogiar o jogo e a disposição do nosso time.

No futebol, o que dá certo começa no vestiário. Finalmente, ante tantos bondes centroavantes, o nosso treinador acordou e improvisou. Desta forma, o time, apesar do improviso, voltou a jogar com onze jogadores.

Ganhamos e não levamos. A vitória de 1 a 0 manteve a nossa dignidade, porém, insuficiente para corrigir os equívocos do jogo no Maracanã.

Dentro do material humano disponível, com um caminhão de erros nas contratações, é isso aí o que temos de melhor para tentar o Brasileiro e a Copa do Brasil. Com um pouquinho de sorte, quem sabe…

Vamos virar a página. Perdemos a Libertadores fora do campo. Um mínimo de competência, já que dinheiro não faltou, teríamos um time para ser campeão. As contratações foram estranhas e desastrosas.

Vida que segue. Com tudo isso, dá para pensar em um título nacional. De certa forma, quem sabe não tenhamos começado hoje a encontrar o nosso melhor time.

Triste pela desclassificação. Orgulhoso pelo empenho demonstrado e, com esperança de que 2018, apesar de tantos recursos, não passe em branco.

O duro vai ser pegar no sono…

Na véspera…

Fernando Uribe (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo) Kléber Leite Blog

Na véspera da decisão pela vaga, nas oitavas de final da Libertadores, ainda na parte da manhã, é anunciada a relação dos jogadores rubro-negros para a viagem rumo a Belo Horizonte e, a ausência do centroavante Uribe, chamou a atenção de todos.

O espanto geral não foi pelo fato de ter se cometido alguma injustiça e sim, pela quantia paga para trazer o atacante que, pelo que nada demonstrou até agora, passou a ser a última opção para o comando de ataque.

Vocês estão lembrados de quando surgiu o interesse do Flamengo por Uribe, após consultar alguém em quem confio e com pleno conhecimento de causa, aqui no blog divulguei que, infelizmente, por esta informação confiável, Uribe não era nada demais?

Pois é. Sabem de quanto tempo precisei para obter uma informação precisa? Cinco minutos. Será que só eu tenho amigos confiáveis, que conhecem futebol, espalhados mundo afora?

Em síntese, causa profunda estranheza que um esquema profissional, com recursos e alta tecnologia, em pleno ano de 2018, compre gato por lebre…

Este é o nosso “Centro de Inteligência do Departamento de Futebol”… Francamente…

E, não falei no Ceifador… caramba quanto dinheiro jogado fora. Infelizmente, das três opções para a camisa 9, nenhuma me anima. A vantagem de Lincoln é que não custou nada…

Continuo afirmando que, quando não se tem, se improvisa. Como centroavante bom, não temos, melhor recorrer à criatividade, com Vitinho como falso nove, e qualquer um pela esquerda. Talvez Marlos, que tem habilidade. Pena ser vagalume.

Se dá para classificar? Respondo com outra pergunta. No futebol, o que não dá? Como diria o filósofo da objetividade: “difícil, mas não impossível”. E, acrescento: se jogarmos os 90 minutos como jogamos os últimos 25, contra o Grêmio, em Porto Alegre, dá para sonhar. Aliás, é o único jeito.


Mudando de assunto. O nosso bravo, querido e competente mediador deste blog, Robert Rodrigues, informou que durante todo o dia houve verdadeira invasão, por parte de torcedores do São Paulo, com ameaças e insultos dos mais variados.

O meu “pecado” foi ter afirmado – e reafirmo – que acho o elenco do Flamengo – o time também – superior ao do clube paulista. Caramba, que ofensa é essa?

Para os invasores agressores, dois recados.

  1. Neste blog o pensamento é livre, desde que, externado com educação. Portanto, a casa também é de vocês, desde que, não agridam.
  2. Medo é palavra que jamais existiu no meu dicionário de vida. Como diria meu querido ex-companheiro de Rádio Globo, Mário Vianna, “só duas aves morrem de véspera. Peru e porco!!!”

Voltando ao que interessa. Vai ser difícil, mas quem sabe…

Uma coisa é certa: muita emoção!!! E, que São Judas esteja por lá…

Kléber Leite pergunta: Qual é a estratégia?

Treino do Flamengo – 27/08/2018 (Foto :Gilvan de Souza / Flamengo) Kléber Leite Blog

Esta é a pergunta que estamos fazendo desde o momento em que o calendário ficou atropelado. Tenho a sensação de que este tema vem sendo empurrado com a barriga e, não é de hoje.

Pode até ser que no futebol do Flamengo as pessoas tenham a sensação exata desta necessidade, mas como não há uma liderança clara e natural e, como ninguém quer ser o pai da criança que pode nascer feia, o melhor é olhar a paisagem, deixar o tempo passar, e torcer para São Judas ajudar.

O que tem o Flamengo de organizado, competente e criativo na sede da Gávea, no “Ninho”, é exatamente o contrário. Parece que são dois clubes diferentes. Pior. Parecem rivais.

Finalmente, qual é a nossa prioridade? Enquanto isto não for definido, nenhuma programação lúcida, pertinente e competente pode ser traçada.

Por isso mesmo, estamos pela bola sete na Libertadores e entregamos, de mão beijada, a liderança do Campeonato Brasileiro para o São Paulo, cujo elenco – desculpe quem pensa em contrário – é bem inferior ao nosso.

Já dizia minha avó Corina que é melhor um pássaro na mão, do que três voando e, este é o caso.

Esta inércia em definir, em ter coragem de arriscar, está jogando por terra, talvez, o mais fácil Campeonato Brasileiro que tenhamos disputado.

Estamos no limite para saber o que queremos, no sentido de que as decisões pertinentes e corretas sejam tomadas para estes dois próximos jogos, na quarta e no domingo, sendo o primeiro pela Libertadores, e o segundo pelo Brasileirão.

Lembro aqui que, errar é humano. Imperdoável, é a omissão. Mil vezes melhor errar na ação, do que capitular pela irresponsável omissão.

Finalmente, qual é a nossa prioridade?

Continuo acreditando, mas precisamos jogar com 11

(Foto: Staff Images / Flamengo) Kléber Leite Blog

Confirmo tudo que disse no post anterior. O Flamengo só perde este Campeonato Brasileiro para ele mesmo. Como? Não priorizando a competição, e – já passou da hora – sem encontrar uma solução para um ataque mais produtivo.

Hoje, na expulsão de Cuéllar, com a saída do Ceifador, nada mudou, pois o Flamengo já estava com 10 jogadores. Ceifador não ceifa e, não joga…

De forma prática: se não há um centroavante de ofício que mereça a confiança do treinador, que se improvise, como muitos times estão fazendo. Sinceramente, Ceifador, Uribe e Lincoln, não dá para acreditar em nenhum deles. E, este negócio de justificar contratação é perda de tempo. O que interessa é ganhar o campeonato.

Nossa zaga, hoje, meio vacilante. Léo Duarte não jogou o que sabe. Pouca criatividade no meio, onde apenas Éverton Ribeiro brilhou.

Mais do que nunca, o Flamengo precisa do seu treinador. Os ingredientes para a feijoada são bem razoáveis, mas na falta da carne seca, compete a ele encontrar a boa e palatável solução.

Continuo levando fé. Só perderemos este campeonato para nós mesmos.

Convicção

(Reprodução do Twitter) Kléber Leite Blog

Após ver São Paulo e Ceará, em que o São Paulo venceu (Deus sabe como), cada vez mais convicto fico de que o Flamengo só perde este Campeonato Brasileiro para ele mesmo. E, por uma questão de coerência, se assim penso, a conclusão de que o Campeonato Brasileiro é prioritário, é mais do que óbvia.

Claro que o nosso time não é a seleção húngara de 54. O problema é que somos muito críticos – e, até natural – em querer a quase perfeição, e nos esquecemos de algo fundamental, que é a comparação.

Pergunto: você trocaria o nosso elenco pelo do São Paulo ou do Inter? Você trocaria o nosso time titular pelo do São Paulo ou do Inter?

Como este calendário é desumano, traçar prioridade é fundamental. Repito: o Flamengo só perde o Brasileirão para ele mesmo.

Cabeça de treinador

(Reprodução da TV) Kléber Leite Blog

O Palmeiras, graças à sua apaixonada patrocinadora, que sonha ser presidente, gastou uma fortuna para formar o atual elenco, onde o reforço de maior impacto para os torcedores veio do Santos.

Lucas Lima, realmente, um jogador bem acima da média, chegou e, em pouco espaço de tempo, apesar do quanto custou – e da esperança da galera palmeirense – começou a esquentar o banco.

Cheguei inclusive a sugerir ao nosso pessoal do futebol, “olho no lance”, pois estas aberrações fazem parte e, não é de hoje.

Aí, chegou Felipão enchendo a bola de Lucas Lima que, confiante e com confiança no novo treinador, voltou a jogar o que sabe e, o que sabemos nós ser ele capaz.

Como é que se marginaliza um dos raros talentos do atual futebol brasileiro? Tudo bem que cabeça de treinador possa levar a este estágio, mas o que fazem os outros no clube, incluindo o presidente e o vice de futebol? Não há conversa? Não há debate sobre o tema?

Em 2005, Helinho e eu encaramos a nossa mais difícil missão no Flamengo e, logo na chegada nos deparamos com duas barbaridades. André Santos, que chegou à Seleção Brasileira, era reserva de Andrezinho. E Diego Souza era, também, reserva.

Preciso explicar porque os matemáticos afirmavam que o Flamengo tinha 94% de possibilidade de ir para a segunda divisão?

No Palmeiras, Felipão restabeleceu a verdade e, lá atrás, com muita conversa e ações pontuais, deu para livrar o Flamengo do que seria o maior mico na sua gloriosa trajetória no futebol.

Em síntese, com todo respeito aos treinadores, se não houver uma linha direta entre os que compõem o departamento de futebol, a tirania burra de um “professor” pode ser mais devastadora do que um tsunami.

O Flamengo e o ser humano

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo) Blog Kléber Leite

Estou a trabalho em Buenos Aires e, desta forma, como sempre ocorre, Carlos Egon, nosso irmão do blog, vai levantar a bola, cujo tema central é o jogo do Flamengo.

Antes do Egon, já pedindo perdão por saber que vou contrariar alguns amigos, quero deixar clara a minha posição com relação ao novo episódio envolvendo Guerrero, com a extensão de sua pena até o ano que vem.

Aí, deixo de lado a paixão clubística e me apego ao sentimento humano. Será que estes gênios da FIFA, ou seja lá de onde for, responsáveis pelo prolongamento da pena, esqueceram que são seres humanos?

Será que não entendem que já passou do ponto o sofrimento de um atleta, que já pagou com juros e correção monetária, o erro que possa ter cometido.

Sabem o que penso? O ser humano está cada dia pior. Vibra com a desgraça dos outros. Esta ditadura da FIFA, impondo o que bem entende, com um bando de cordeirinhos dizendo amém, é o que há de mais covarde no mundo do futebol.

E o pior é que não mostram a cara. Agem com covardia e, como covardes se escondem. Como toda ditadura, esta chegará ao fim. Só que, até lá, muita maldade será cometida.

Registro aqui, o meu repúdio e inconformismo, ante tamanha agressão a um ser humano.

Agora, o nosso jogo.

Com vocês, levantando a bola com amor e bom humor, o nosso irmão, Carlos Egon

Dá-lhe Egon!!!


“Inquestionável que temos um time acima da média nesse Brasileiro. Mas como não conseguimos traduzir em campo tamanha superioridade?

Vejamos! Temos um elenco de mediano para bom, onde estamos colocados entre os quatro melhores do campeonato.

Como não conseguimos rodar, quando encaramos no Maracanã, uma baba como o Vitória?

A resposta não é difícil. Temos na maioria dos jogos a tal POSSE DE BOLA, que na verdade, nada representa…

Contratamos Vitinho, que chuta muito bem, mas não é suficiente para fazer a diferença. No meio do caminho um travessão… e nada mais…

Muito pouco pelo que custou, muito caro pelo que está demonstrando.

Ahhhh! Temos que levar em conta a tal da “adaptação”…

Uma mentira que serve como desculpa…

Quando nosso goleiro pega apenas uma bola e, o do Vitória deixou passar a única que foi na sua direção, fica difícil dar notas para essas crianças do parquinho de quinta-feira. Mas vamos lá!

Diego Alves – Espectador privilegiado que nos salvou num único chute – 8

Rodinei – Um touro quando parte pro ataque, uma anta quando tem que definir a jogada – 2

Réver – Como zagueiro, embora “usado”, é meu preferido na zaga. Não perde uma única bola pelo alto. Uma segurança – 8

Léo Duarte – Jogando ao lado do Réver, está aprendendo e melhorando a cada dia, mesmo não tendo trabalho hoje – 7,5

Renê – Aquela coisinha sem graça que desarma e não arma nada…. Jamais, em tempo algum, podemos esperar uma jogada de Júnior. A verdadeira água com salsicha – 5

Cuéllar – Eterno leão na marcação, mesmo não tendo um segundo volante para aliviar sua barra. Jogador de altíssimo nível que cobre tudo e todos. Inegociável… – 9

Paquetá – Sem gracinhas e muita dedicação. Não é vertical, muito menos decisivo, mas é muito craque quando deixa de lado as firulas – 7

Diego – Mesmo prendendo a bola em demasia, é diferenciado nesse time. Se esforça e até tenta marcar, mas a idade não permite correria desnecessária – 9

Éverton Ribeiro – Cada partida melhora absurdamente! Jogador fundamental no nosso esquema – 9

Ceifador – Deveria ser candidato pelo MST! De bola não entende picas – 1

Vitinho – Aos poucos vai se adaptando! Se é que isso existe…  Mas, já está partindo pra dentro como fazia no Botafogo – 7

Barbieri – Arrumou 3 pontos e nos aproximou do líder. Çei!!!!!”

Carlos Egon Prates

Bolinha malvada

(Foto: Fernanda Fiuza) Kléber Leite Notícias

E, ao invés de sorteio, azareio

Por todos os motivos do mundo, inclusive em respeito aos números, a torcida era para fazer o segundo jogo, o decisivo, pela Copa do Brasil, em casa.

Os matemáticos, baseados no retrospecto, informam que quem joga a segunda partida em casa tem 60% de chance de sair classificado.

Os torcedores mais ferrenhos, principalmente aqueles que não perdem um jogo no Maraca, querem sempre a decisão em casa. Enfim, por um motivo ou por outro, fazer a segunda partida em casa é preferência nacional.

O problema é que a bolinha não queria nada conosco e se bandeou para o lado do Corinthians. Agora, é fazer do limão uma limonada, até porque outra alternativa não há.

De bom, o fato do gol fora de casa não ser mais dobrado em caso de igualdade nos dois jogos. Acho mais justo e, cria uma possibilidade maior para tudo ser decidido nos pênaltis.

O nosso elenco é melhor do que o do Corinthians. O nosso time é melhor do que o do Corinthians. Desta forma, como disse Éverton Ribeiro na entrevista coletiva, é ter cuidado para não errar, pois segundo ele, vai se classificar para a final quem errar menos.

Prefiro dizer que vai para a final quem acertar mais, começando pela escalação…

Pergunta: O Flamengo é favorito?