E o Palmeiras chegou…

(Foto: Cesar Greco / Palmeiras)

Cinco clubes ainda brigam pelo título: Palmeiras, Inter, São Paulo, Grêmio e Flamengo. Nesta rodada, Palmeiras, Inter e Grêmio venceram. São Paulo e Flamengo, empataram.

Flamengo e São Paulo pisaram na bola. Quem quer ser campeão não pode se dar ao luxo de tropeços evitáveis, na reta final do campeonato.

Dos três que venceram, o Palmeiras foi o que convenceu, embora o Cruzeiro tenha jogado com seu time reserva. O Grêmio, também com time mesclado, ganhou com um gol, aliás, golaço, no último minuto do jogo. E o Inter sofreu para vencer o Vitória.

Faltando onze jogos, o prognóstico é difícil, pois as competições paralelas – Copa do Brasil e Libertadores – podem influenciar, e muito, na definição deste Campeonato Brasileiro. Neste caso, Palmeiras e Grêmio, em tese, os principais favoritos, podem derrapar em função do calendário.

Matematicamente, ainda dá para o Flamengo. Todos os adversários têm os seus problemas, só que nós temos os nossos e, não são poucos. E, com toda sinceridade, ainda acho muito cedo para cravar, entre os cinco, um ou dois, que possam ser apontados como favoritíssimos. Os problemas, dos mais variados, rondam os pretendentes ao título. Quem souber administrar melhor será o campeão.

Agora, na sexta-feira, pegamos o Corinthians, certamente com o time reserva, em São Paulo e, em seguida, o Fluminense. Ganhando estes dois jogos estaremos no páreo. O problema é que para se ganhar, a bola tem que entrar no gol adversário…

Que solução terá Dorival?

Estreia morna

(Foto: Staff Images / Flamengo)

O primeiro jogo do novo treinador do Flamengo teve tudo a ver com ele. O time foi morno…

Para quem não gosta de Diego, hoje fez falta, pois durante todo jogo a bola ficou muito viva. Faltou quem pensasse um pouquinho mais.

Algumas verdades precisam ser enfatizadas. A primeira: não temos NENHUM centroavante que valha a pena escalar.

O de hoje, Lincoln, está no mesmo nível dos que não jogaram. Lincoln, embora feito em casa, não é melhor do que Ceifador e Uribe. Ou seja, a camisa 9, no Flamengo, não há quem mereça usar…

Jogo pobre. Agora, aqui pra nós: como é que ante tanto investimento os resultados são tão ridículos?

O treinador, morno, não inspirou. Aliás, como era de se esperar. O momento pedia alguém com algo a mais que, ao menos tivesse a capacidade de fazer com que estes jogadores entendessem o que é o Flamengo.

Treinador, morno. Jogo morno. Resultado ruim.

Meu otimismo está perdendo ante tanta incompetência.

Resultado da pesquisa

Acho importante a divulgação do resultado da pesquisa antes que a bola role em Salvador.

Como sou um otimista de carteirinha, das quatro questões proposta, discordo apenas da maioria dos amigos em uma delas, exatamente a se ainda é possível conquistar o título de Campeão Brasileiro. A maioria dos companheiros acha que não.

Antes dos detalhes destrinchados pelo querido companheiro Robert Rodrigues, faço questão de deixar a minha posição bem clara com relação à contratação de Dorival Júnior.

Não acho que tenha sido a melhor opção, pois faltando apenas doze jogos para o final do campeonato, o perfil de um técnico motivador seria muito mais pertinente ao momento. Dorival pode até ter os seus méritos, mas aqui pra nós, é pra baixo… imaginar que alguém se supere em função da sua energia e competência de comunicação, é querer se enganar.

Tomara que eu esteja errado.

Com vocês, a conclusão da nossa pesquisa. Dá-lhe Robert!!!


Dos 54 comentários no post, 44 eram – de fato – respostas à pesquisa. Os outros dez não opinavam sobre os temas abordados.

A primeira pergunta foi a que teve maior concordância nas respostas: 86% (38 amigos) disseram que a demissão do Barbieri foi um acerto, enquanto 11% (5) acharam um erro. Uma pessoa não teve posição definida.


Com relação à contratação do Dorival Junior: 61% (27) acharam que foi um erro, 27% (12) consideraram a contratação acertada e 11% (5) não se posicionaram de forma clara.


A confiança no título brasileiro não anda grande: 64% (28) não acreditam mais nessa possibilidade, enquanto que 27% (12) ainda levam fé na conquista. 9% (4) não opinaram.


Já a classificação para a Libertadores parece mais próxima na opinião dos amigos do blog: 66% (29) acham que o Flamengo não corre riscos de não se classificar para a maior competição do nosso continente, sendo que apenas 25% (11) acreditam correr o Flamengo algum risco. 9% (4) não opinaram.

PESQUISA

1 – A diretoria do Flamengo, acertou ou errou, demitindo Barbieri?

2 – A diretoria do Flamengo, acertou ou errou, contratando Dorival Júnior?

3 – Você acredita que o Flamengo possa ser Campeão Brasileiro?

4 – Você acha que o Flamengo corre o risco de não se classificar para a Libertadores do ano que vem?

O preço de uma decisão equivocada

(Foto: Jefferson Botega / Agencia RBS )

Deu no rádio – e já está em tudo que é lugar – que Mauricio Barbieri foi demitido. Enquanto a delegação viajava para Salvador, o treinador retornava para casa.

Sempre ouvi as melhores informações sobre Barbieri. Quem com ele conviveu no dia a dia teve a nítida certeza de que, amadurecendo, ganhando experiência, poderia ter um futuro brilhante. Tanto é que todos no Flamengo, mesmo diante da possibilidade da contratação de um novo treinador, queriam sua permanência na comissão técnica.

O noticiário, entretanto, dá conta de que Barbieri foi demitido sumariamente e, isto quer dizer com absoluta clareza que o ambiente entre treinador e jogadores não estava bom. Cheguei inclusive a ler que alguns jogadores se queixaram das constantes modificações e da falta de critério nas escalações.

Partindo da premissa de que seja Barbieri um profissional interessante e de futuro, é fácil concluir o quão equivocada foi sua efetivação como treinador. Erro crasso do presidente e do vice de futebol. Como efetivar um treinador de 36 anos, que nunca jogou futebol e nunca havia dirigido nenhum clube? Estava na cara que a falta de rodagem faria, mais cedo ou mais tarde, Barbieri rodar…

Esta decisão equivocada acabou por ceifar o amadurecimento de um bom profissional prestando serviço ao Flamengo.

O que se sabe é que o nome para dirigir o time nestes doze jogos restantes é Dorival Júnior. Certamente, será dito a ele que, se a situação vencer as eleições a continuidade estará garantida, o que, em tese, obriga um contrato somente até dezembro. Como está desempregado, é provável que Dorival Júnior tope correr o risco.

Como não sou de ficar em cima do muro, não posso deixar de dizer que é um nome que não me anima, embora entenda que, ante as circunstâncias, seria impossível ter uma pessoa de consenso neste momento.

Mesmo assim, como faltam doze jogos, o perfil de quem venha a ser contratado deveria ser, obrigatoriamente, o de um treinador que pudesse sacudir a moçada. Não vejo Dorival Júnior com este perfil.

O resumo da ópera é simples. O planejamento equivocado da diretoria jogou o ano pela janela.

A esta altura do campeonato, o fundamental é garantir vaga na Libertadores. Aliás, pelo que se gastou, se isto não ocorrer, será a maior prova de incompetência na história do nosso futebol.

Rescaldos da eliminação

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. Independente da nossa pouca força ofensiva – em que os atacantes não atacam e não fazem gols – não há como não se concluir que, infelizmente, o nosso ótimo goleiro Diego Alves não esteve em uma noite feliz.

No primeiro gol, sei lá, mas com jeitinho dava para defender. Talvez, falta de sorte… Já o segundo gol, há nele uma história embutida e, até agora, não contada.

Fato é que, em determinado momento, Diego Alves acusou um problema muscular e, pela imagem, imaginei que o nosso goleiro seria substituído, pois se há uma contusão traiçoeira, em que não adianta se insistir, é a muscular. Aí, me deparei com uma cena pouco comum, quando o médico do Flamengo, Dr. Tannure, começou a enfaixar a coxa de Diego Alves.

Se o treinador já tivesse realizado todas as alterações, seria até natural o procedimento, porém, em se tratando de contusão tão séria, por que não substituir? Radamés e Haroldo Couto, que estavam ao meu lado, argumentaram que era para não abrir mão de Diego Alves, pois o jogo poderia terminar empatado e, como se sabe, ele é um baita pegador de pênaltis. Argumentei que, apesar de poder ser esta a explicação, não era racional, pois para se pegar pênalti, explosão muscular seria necessária e, como fazer isto com músculo da coxa baleado?

Não demorou muito, gol do Corinthians. A bola era defensável, pois foi chutada de longe. Ficou em mim a sensação clara de que Diego Alves não chegou na bola em função do problema muscular. Erro grosseiro de avaliação, onde três erraram. O goleiro, o médico e o treinador. Vocês estão lembrados de que antigamente, muito antigamente, quando não era possível se substituir um jogador, quando havia um problema muscular, onde era colocado o jogador contundido? Acertou quem imaginou a ponta esquerda. No gol, jamais, pela importância decisiva da posição. Erramos feio.


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. Será que não deu até agora para que se perceba que, infelizmente, não temos NENHUM atacante com um mínimo de competência? As contratações para o setor foram pavorosas. Juntem Marlos Moreno, Ceifador, Uribe, Lincoln e Berrío, não dá um atacante. Não incluí Vitinho nesta relação, pois, embora não valha um quinto do que o Flamengo pagou, ganhando moral, ainda pode ajudar.

Este caso dos atacantes é muito parecido com a situação de uma empresa que vem apresentando prejuízo ao longo do tempo e, ao invés de concluir que é melhor entubar e estancar o preju, continua acreditando em milagre, insistindo e o prejuízo aumentando. Este é o nosso caso. O Corinthians tem problema igual. A diferença é que desistiu de jogar com 10 e, no improviso vai se virando. Ver o Ceifador escalado e Vitinho, o homem de 45 milhões de reais, no banco, é de doer.


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. Outra coisa: Não é o fato de se jogar com mais atacantes que vai fazer com que um time esteja mais próximo de fazer gol. Para o atacante entrar em ação, a bola, obrigatoriamente, tem que passar pelo setor de meio campo. Digo isto para criticar as alterações, onde o Flamengo perdeu o meio campo e, consequentemente, o jogo. Este é o momento em que falta um mínimo de experiência ao nosso eterno estagiário. Experiência aos 36 anos e, sem nunca ter jogado, convenhamos, é querer demais, é dar muita sopa para o azar…

O companheiro Jorge Abel, do “Esporte 24 horas”, me entrevistou e, lá pelas tantas perguntou se eu demitiria o Barbieri. Respondi que jamais o demitiria, na medida em que jamais o teria efetivado. Repito que, nada pessoal, nada contra ele, apenas conceitual, pois o Flamengo deve ter sempre um treinador compatível com o seu tamanho. Cuca e Abel deram sopa e, sequer, procurados foram. Muita incompetência…

. O noticiário dá conta de que os atuais dirigentes estão avaliando se demitem Barbieri, ou não. Agora ficou realmente difícil, pois não há no mercado alguém de peso e, sem esquecer que daqui a dois meses teremos as eleições. O ideal seria o treinador pedir o boné, pois assim o parto seria normal e, a sequência do brasileiro sem traumas.

Conseguir um interino para substituir o estagiário não seria missão das mais difíceis, até porque, só faltam doze jogos para o fim do campeonato. De qualquer forma, isto tem que ser bem pensado, pois seria o desastre dos desastres o Flamengo não se classificar para a Libertadores do ano que vem. Se dá para ser campeão? Dá tudo! Para ser campeão e até para ficar fora da Libertadores. Fosse numa roda de pôquer, diria que estamos na última mesa, a decisiva, a do tudo ou nada, onde para se ganhar, sorte e competência têm que caminhar juntos.

Abro mão de dizer o que faria se lá estivesse, pois alguns “fariseus”, como diria Mario Gonçalves Vianna, iriam me acusar de estar tumultuando o ambiente. O que desejo é que, ao menos nesta mesa final, os nossos dirigentes palpitem e decidam com sabedoria. Afinal, só tenho uma paixão. Só tenho um clube para torcer e, já estou cansado de perder.

Tristeza anunciada…

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Amigos, desculpem, mas ante tamanha decepção, serei curto e grosso.

Já dizia a avó do meu irmão Fernando Luiz: “CERTO É O QUE DÁ CERTO”. Complemento: “E, ERRADO, É NAO MUDAR O QUE NÃO DÁ CERTO”.

Não acho justa uma avaliação isolada deste jogo. O tema a ser analisado é mais profundo, embora ainda estejamos disputando o Campeonato Brasileiro – nossa derradeira chance de não fechar o ano de forma melancólica.

Como sempre olho para frente, torço a favor e, por natureza, sou otimista, vou ficar por aqui, pois se liberasse o meu lado selvagem de torcedor iria colocar fogo no circo, quando para a última apresentação do palhaço, paz é fundamental.

Muito triste… Nunca foi tão fácil, ante tantas simplicidades e, pela incompetência generalizada, só resta uma esperança.

Antes de berrar, juntos, temos que tentar. Ainda há uma esperança.

Isto aqui é Flamengo!!!

Chegando a hora

Treino do Flamengo – 25/09/18 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Estes dois jogos, pela fase semifinal, talvez sejam os mais encorpados desde que a Copa do Brasil foi criada.

Corinthians e Flamengo é o mais popular clássico do país e, neste caso, apresentando uma característica curiosa. Apesar do primeiro jogo ter sido no Maracanã, que terminou empatado, em tese, daria uma certa vantagem ao Corinthians, já que vai decidir em casa. Acontece que, sabidamente, o time do Flamengo é melhor e, por jogar com a sua torcida, o Corinthians não vai poder jogar só na defesa, na expectativa de uma bola para ganhar o jogo.

Mesmo que o seu treinador determine jogar igual ao que se viu no Maracanã, com a massa empurrando, vai ser difícil uma postura tão defensiva. E, aí é que mora o perigo. Continuo achando que vamos encontrar uma facilidade maior neste jogo do que no primeiro. Agora, se vamos traduzir em gol – ou gols – as oportunidades que vão aparecer, aí são outros quinhentos…

Tomara que o nosso treinador, com humildade, reconhecendo que não temos um único centroavante razoável, adiante Paquetá, escalando Arão ao lado de Cuellar.

E, por favor, neste momento de decisão, vamos parar com esse negócio de dizer que Vitinho não está bem. Que negócio é esse? Um jogador que estava em plena atividade na Rússia, portanto, bem fisicamente, e que custou 45 milhões de reais, ser sacado na hora do pega pra capar? Tomara que tenhamos juízo…

Que o time seja: Diego Alves; Pará, Réver, Léo Duarte e Trauco; Cuellar, Arão, Diego e Éverton Ribeiro; Paquetá e Vitinho.

Amém!!!


BH

Em Belo Horizonte, um jogo curioso. Apesar de ter vencido a primeira partida fora de casa, o Cruzeiro tem dois problemas enormes, exatamente com seus dois principais jogadores. Thiago Neves não está totalmente recuperado, e De Arrascaeta segue se recuperando de lesão muscular.

O Palmeiras, ao contrário, embalado com o incrível aproveitamento de 81% no segundo turno do Campeonato Brasileiro. Sei lá, mas acho que o Cruzeiro vai passar um perrengue… Torço para que supere…


E por falar em aproveitamento no segundo turno do Campeonato Brasileiro, estamos com o pífio rendimento de 51%, em sexto lugar. Muito pouco para quem quer chegar lá.

Tem razão Barbieri ao afirmar que este jogo contra o Corinthians é o nosso jogo do ano. Não só pelo jogo em si, mas do que influenciará, a começar, pelo jogo de sábado contra o Bahia, em Salvador.

Enfim, com certeza, fortes emoções. E, que São Judas esteja na Arena Corinthians.

Duas boas cabeças. Duas opiniões completamente diferentes

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

O que me chamou a atenção neste pós jogo entre Flamengo e Atlético Mineiro, foi constatar como profissionais – e de excelente nível – concluíram de forma antagônica o comportamento do eterno estagiário rubro-negro, Mauricio Barbieri.

Passo a reproduzir, primeiro o depoimento de Carlos Eduardo Éboli, da Rádio Globo no “Redação Sportv”, e repercutido no Globo.com e, em seguida, a opinião de Renato Maurício Prado, em sua coluna diária no Jornal do Brasil.


Jornalista fala em “grito de liberdade” de Barbieri: “Vitinho entrou em campo para não jogar”

Foi o grito de liberdade de Barbieri. Com 35 minutos de Vitinho colocando a mão na cintura, correndo para não chegar, se esforçando pouco e ineficiente tecnicamente, ele o trocou pelo Marlos Moreno. O Vitinho não conseguia ser uma válvula de escape para o Flamengo contra-atacar. Não pesou o fato de ser o jogador mais caro da história do Flamengo, não pesou ser uma contratação badalada, não pesou a recepção que ele teve. O que pesou foi a decisão do treinador. O Vitinho ontem entrou em campo para não jogar.

Carlos Eduardo Éboli – Redação SporTV – 24-09-2018


Fla vence. Apesar de Barbieri

“O técnico Maurício Barbieri é incrível! Até em um dia em que o Flamengo consegue uma vitória importantíssima, sobre o Atlético Mineiro, diminuindo para três pontos a distância para o líder São Paulo, ele consegue desagradar a torcida, com escolhas e decisões, no mínimo, discutíveis. Diria eu, escalafobéticas.

De cara, a escalação: por que começar com Matheus Sávio, jogador que repetidamente tem se mostrado inútil tanto no ataque quanto na recomposição do meio-campo? Será ele um “leão de treino”, aquele tipo de atleta que arrasa nos treinamentos, mas no jogo de verdade desaparece?

Como, nos dias de hoje, todas as práticas são secretas, nem dá pra saber. Mas até as balizas do Ninho do Urubu sabem que Matheus Sávio irrita profundamente a torcida e, jogo após jogo, não consegue justificar sua entrada em campo. Pra que insistir com alguém que já é vaiado no primeiro tempo? Não dá pra entender.

Com mais uma atuação medíocre, Sávio foi substituído por Vitinho, no intervalo. E o que houve meia hora depois? Barbieri tirou o reforço mais caro da história do clube e colocou em seu lugar Marlos Moreno! Vitinho não entrou bem? Não. Mas até com uma das pernas amarradas é melhor e mais perigoso nos contra-ataques que o Cafuringa colombiano! O que pretendia o estagiário?

A maior lambança, porém, tinha sido feita, um pouco antes. Aos 26 minutos – vou repetir: 26 minutos do segundo tempo -, com o Flamengo bem no jogo, podendo marcar o terceiro gol e liquidar a fatura, o treinador rubro-negro sacou o centroavante Henrique Dourado (outra escolha bizarra para titular) e pôs em campo o volante Piris da Motta. Ou seja: covardemente, recuou o Fla e entregou o campo ao adversário.

A partir daí, só o Atlético Mineiro jogou. E o gol de empate não saiu por sorte dos rubro-negros, que levaram até bola no travessão, no último lance da partida. Os maiores méritos da importante vitória rubro-negra foram de jogadores como Lucas Paquetá (enfim, voltando a atuar muito bem), Éverton Ribeiro, Cuéllar, Willian Arão (outro que está recuperando a antiga forma) e o lateral-esquerdo Trauco – que nunca entendi o motivo de ser reserva do limitadíssimo Renê.

Se Barbieri o escalou para poupar o titular, pensando no jogo de quarta-feira, contra o Corinthians, atirou no que viu, acertou no que não viu. O mínimo que se espera agora é que mantenha o peruano para a segunda partida da semifinal da Copa do Brasil. Apesar de certa deficiência na marcação, ele é disparado o melhor lateral do elenco. O único que sabe apoiar e cruzar com perfeição. Não à toa, os dois gols de ontem nasceram de seus pés. O primeiro, de Arão, numa jogada espetacular, chegando ao fundo e cruzando rasteiro, para trás. O segundo, com um passe perfeito, pelo alto, na cabeça de Paquetá.

Não dá pra saber que escalação o estagiário mandará a campo na quarta-feira contra o Corinthians, jogo importantíssimo, que pode levar o Flamengo à sua primeira final na temporada. Pelo que os centroavantes não conseguem fazer (muito por causa do esquema de muita gente rondando a área, mas ninguém encostando no pobre coitado), a melhor formação, com a volta de Diego, pode ser com Paquetá avançado e Arão ao lado de Cuéllar. Do lado esquerdo, Trauco na lateral e (apesar de ainda não estar bem entrosado) Vitinho no ataque.

Em suma: Diego Alves, Rodinei (ou Pará, tanto faz), Réver, Léo Duarte e Trauco; Cuéllar, Willian Arão e Diego; Éverton Ribeiro, Lucas Paquetá e Vitinho. Não pode ser muito diferente disso.

Vê se não inventa, estagiário! Ou a sua cabeça ainda pode rolar…”

Renato Mauricio Prado – Jornal do Brasil – 24-09-2018


Querem saber o que acho como resumo da ópera? Simples, pois a resposta está aqui mesmo no nosso blog, quando o meu ponto de vista é igual ao do Renato Mauricio Prado, enquanto que alguns queridos companheiros, em seus comentários, iam para um caminho muito próximo do pensamento de Carlos Eduardo Éboli.

Como não sou de ficar em cima do muro, gostaria de ratificar algumas posições:

1 – Nada tenho contra Barbieri. O meu problema é conceitual. Não entendo e admito, como um jovem de 36 anos, sem ter jogado profissionalmente e, consequentemente, sem vivência no futebol, seja o treinador do mais importante e popular clube brasileiro.

2 – Barbieri vem se equivocando quando escala Paquetá como volante. O mais agudo e perigoso jogador do Flamengo não pode jogar de forma tão recuada. Desperdício de talento. Sem a mínima intenção de comparar, mas já imaginaram Zico jogando de volante?

3 – Vitinho custou 45 milhões de reais. A mais cara contratação da história do Flamengo e, quando aqui chegou, estava em plena atividade na Rússia, portanto, com ritmo de jogo e fisicamente bem. Se Vitinho não está rendendo, esta responsabilidade tem que ser dividida com o treinador, que o tem escalado para uma função antes exercida por Vinícius Júnior, quando sabemos que esta nunca foi a posição exata de Vitinho.

4 – Deixar Vitinho no banco para escalar Matheus Sávio é dose para 80 javalis enfurecidos.

5 – Achar que, como diz muito bem Renato Mauricio Prado, Marlos Moreno, o “Cafuringa colombiano”, que há 80 jogos não faz um gol, possa resolver alguma coisa, é acreditar em Papai Noel, Gata Borralheira e, por aí vai…

6 – Ainda está atravessado na minha garganta o episódio de Belo Horizonte, quando o Flamengo jogou no domingo contra o América e, com o jogo seguinte programado para quarta-feira, ainda em Belo Horizonte, contra o Cruzeiro, em clara demonstração de falta de experiência e autoridade, Barbieri se curvou ao apelo dos jogadores e a delegação retornou ao Rio, para em seguida voltar novamente a Belo Horizonte. E, é por isto que os jogadores o defendem. Aliás, se defendem…

7 – O time que Renato Mauricio Prado escala como o ideal, ante as circunstancias, é o que eu venho clamando aqui no blog e, faz tempo…

Continuo afirmando que, apesar de tudo aqui colocado, com um mínimo de juízo e bom senso do nosso eterno estagiário, ainda dá para sonhar com os dois títulos. Otimismo é comigo mesmo.

Ganhamos!!! Apesar de tantos erros… Ainda dá!!!

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

O primeiro equívoco, aliás, como vem acontecendo sempre, foi na escalação. O nosso eterno estagiário coloca o time em campo com Matheus Sávio e Ceifador. Vitinho, o jogador mais caro da história do Flamengo, no banco.

Demos sorte do gol sair cedo, em bela jogada de Trauco, com Arão escorando de chapa, com categoria.

A partir daí, um jogo confuso, com muitos erros de passe. O Atlético, muito fraco, não ameaçava e, em cobrança de escanteio, com nossa zaga bobeando, os mineiros empataram.

No segundo tempo, o drama foi enorme e, nos salvamos na bela cabeçada de Paquetá. Por incrível que pareça, Vitinho, o homem de 45 milhões de reais, que havia entrado para jogar o segundo tempo, foi substituído por Marlos Moreno. Tipo da alteração para fulminar a carreira de um jogador.

No nosso time, Trauco, William Arão, Éverton Ribeiro e, Paquetá foram os que se destacaram. No mais, todos ficaram devendo…

Será que o nosso eterno estagiário ainda não chegou à conclusão de que para jogar com 11 jogadores, precisa escala William Arão ao lado de Cuellar e, deixar Paquetá com liberdade, jogando de falso 9?

Teste para cardíaco, com bola no travessão no último segundo do jogo. Como os adversários não são lá estas coisas, estamos indo, apesar das nossas inúmeras lambanças.

Agora o Corinthians. Outro teste para o coração. Hoje, apesar da vitória, foi duro aturar.

UFA!!!