As prioridades

(Fotos: Gilvan de Souza / Flamengo)

Impossível, seja no dia a dia ou na própria vida, qualquer coisa caminhar bem sem que tudo seja planejado e organizado em função das prioridades.

Quanto mais importantes, mais tempo para a inspiração, e claro, para a transpiração, até porque o dia só tem 24 horas e, o que é mais importante vem sempre em primeiro lugar.

No fundo, é uma norma de sabedoria e de saber viver. Organizar a vida, de acordo com as prioridades.

Agora, vamos juntar a nossa prioridade, que é o Flamengo, com duas importantes figuras rubro-negras, formulando e deixando no ar duas perguntas:

1- Qual é a prioridade no nosso presidente Eduardo Bandeira de Mello?
2- Qual é a prioridade do nosso vice-presidente de futebol Ricardo Lomba?

Resposta 1- Eleger-se deputado federal.
Resposta 2- Eleger-se presidente do Flamengo.

As prioridades de cada um deles, diferem da nossa. A nossa qual é? Óbvio! Ver o Flamengo Campeão Brasileiro e Campeão da Copa do Brasil.

O problema é que para a nossa prioridade se transformar em êxito, passa obrigatoriamente pelos dois personagens citados e, dadas as circunstâncias, têm eles outras prioridades, diferentes da nossa.

Neste momento, a meu conceito, este é o problema maior. Não acredito em sucesso sem que se mergulhe de cabeça, de corpo e alma. Projeto prioritário requer concentração e atenção o tempo todo.

Preciso dizer mais?


Parceria

Não é de se estranhar a preferência dos jogadores do Flamengo pela permanência do atual treinador. Afinal, ele é… “parceiro”!!!

Aquela decisão absurda, de jogar em Belo Horizonte em um domingo, voltar para o Rio, para depois voltar à capital mineira e jogar na quarta-feira, é o fiel retrato da “parceria”, onde os jogadores pressionam e o “parceiro” cede.

Esta parceria é altamente danosa aos reais interesses do clube e de seus torcedores.

Já vi este filme…

O “X” do problema

Vi algumas cenas do desembarque da delegação do Flamengo e, confesso que fiquei com o coração apertado.


 

 

Aliás, fiquei com o coração TODO apertado. Estas são cenas quase iguais as de uma briga em família, quando você constata a animosidade entre as partes que você ama do mesmo jeito.

O que será que os jogadores e treinador concluíram com relação ao episódio e, o que será que os torcedores que promoveram o protesto estão pensando agora?

Vamos começar pelos torcedores. A pior coisa do mundo é quando se cria uma expectativa maravilhosa e, o “filme” toma um rumo oposto. A dor é muito pior. E, este é o caso destes torcedores. Imaginaram um resultado, ante tantas contratações, e estão verificando que a realidade é outra. Em síntese, sentem-se traídos.

O treinador e jogadores, pelo que tenho lido e ouvido, estão unidos e, mesmo sabedores de que os resultados estão aquém do que eles também esperavam, sentem-se injustiçados, mas são incapazes de reverter o quadro.

Aí, fica claro o “X” do problema, que pode ser resumido em pouquíssimas palavras: “Falta de liderança”!!! E vou além. Jogador de futebol, independentemente do nível cultural, tem uma sensibilidade depurada. Estes soldados já detectaram a fragilidade do sargento, do capitão e do general.

E antes que alguém interprete de forma equivocada, liderança a que me refiro longe está de truculência ou agressividade. A liderança a que me refiro não é imposta, e sim, reconhecida, e como tal, obedecida.

Quando há autoridade, somada a conhecimento de causa, coragem, ousadia e “savoir faire”, as coisas caminham naturalmente.

Hoje, o Flamengo tem um treinador de 36 anos, sem nenhuma ligação anterior com o mundo da bola, e que está tendo a sua primeira experiência no clube mais importante do Brasil. Conceitualmente, um absurdo!

A vice-presidência e diretoria de futebol, pelas informações das mais variadas, apesar de seres humanos do bem, distantes do que se possa imaginar como lideranças naturais e necessárias.

E, para fechar, o nosso presidente, que tem virtudes inegáveis, porém, todas, infelizmente, passam longe da necessidade do futebol do Flamengo.

Há no ar a possibilidade de uma mudança no comando técnico. Dizem que o presidente é contra, mas que há dirigentes a favor.

Se for para mudar o treinador para tiro tão curto, tem que ter ombros largos e liderança suficiente para compensar tudo aqui já colocado.

Mudar por mudar, trocar seis por meia dúzia, não vai adiantar nada. Se for para mudar, que a mudança seja radical, mesmo que muitos detestem. O momento pede coragem e ousadia.

Além de competência, o que é óbvio, a necessidade de um líder é mais do que clara.

Este é o “X” do nosso problema.

Ainda dá!!!

(Foto: Felipe Oliveira / Divulgação / E C Bahia)

Alguns companheiros aqui do blog, após o jogo contra o Vasco, claro que aborrecidos com o empate, em tom de gozação, deixaram para mim a pergunta com a finalidade sutil de cutucar: “E aí Kleber, ainda dá?”.

Respondo: “Depende”. De quem? De nós mesmos. E, como sou otimista, acho que antes tarde do que nunca, para Barbieri encontrar uma formação que dê mais agressividade ao ataque.

Nesta rodada, até agora, no que nos diz respeito, quase nada mudou, pois quem estava na nossa frente não venceu.

O Palmeiras, decepcionante. Dominado pelo Bahia, achou um gol no finalzinho do jogo, de bola parada. Neste jogo, me chamou a atenção um garoto do Bahia, de nome Ramirez, que fez a sua segunda partida pelo time profissional. Toda jogada do gol do Bahia foi dele. Espero que o nosso “Centro de Inteligência” esteja atento.

Corujei um pouquinho do jogo do São Paulo, que, de novo, não jogou bem, mas como o jogo foi na Vila, o ponto do empate deve estar sendo comemorado pelos são paulinos.

No Santos, me agrada muito o jovem lateral esquerdo Dodô. Comentam que o contrato de Dodô termina em dezembro. Será que o nosso “Centro de Inteligência“ sabe disso?

Continuamos a cinco pontos do São Paulo, que ainda lidera o campeonato. O problema é que o Inter vai jogar com a Chapecoense…

Este jogo com o Vasco pode ser visto de duas formas. A primeira: Pela fragilidade do adversário ao longo do campeonato, era jogo para faturar três pontos.

A segunda: Pela surpreendente atuação do Vasco, o empate acabou sendo justo. E, não adianta. Em clássico, todo favoritismo é relativo…

Semana inteira para trabalhar. Atlético Mineiro no final de semana, em casa e, na quarta seguinte, Corinthians, pela Copa do Brasil.

Tomara que São Judas ilumine as nossas inexperientes cabeças pensantes.

Surpreendente e emocionante

(Foto: Staff Images / Flamengo)

Duvido que alguém imaginasse este Flamengo e Vasco, em Brasília, com tantas nuances, surpresas e emoções.

O promotor do evento talvez tenha sido a exceção, pois pagou 500 mil reais ao Vasco, encheu o estádio Mané Garrincha e faturou uma graninha que não esperava ser tão boa.

A surpresa nos primeiros vinte minutos ficou por conta do Vasco, que, jogando muito bem, teve três claras chances de gol.

A “surpresa” do Flamengo foi a escalação de Pará. A ameaça de adiantar Paquetá não se concretizou. Uribe novamente escalado e, embora tenha se movimentado mais, continuou devendo, e muito!

A ausência de Cuellar talvez explique a facilidade que o Vasco teve no início do jogo. Piris Da Motta, o paraguaio, definitivamente, é bem inferior a Cuellar, o colombiano.

O árbitro, enrolado, deixou a todos confusos no gol do Vasco. Ninguém entendia o que ele sinalizava. A disputa de bola, achei normal. O nosso amigo Fernando Versiani crava que houve impedimento, pois na etapa final do lance ficaram dois jogadores do Vasco e o goleiro do Flamengo. Talvez por isso o bandeira não tenha corrido para o meio.

No segundo tempo, como os atacantes do Flamengo não marcavam, São Judas deu uma mãozinha e o incrível – e lindo – gol contra salvou a lavoura…

Triste a imagem de Bruno Silva saindo de ambulância, após bater fortemente com a cabeça no chão. Tomara que se recupere bem.

Infantil a expulsão de Diego. Como já tinha cartão amarelo, reclamou e levou o vermelho. Com a entrada de Arão e a saída de Uribe, nada mudou. O Flamengo, com Uribe, jogava com dez…

O resultado em 1 a 1 foi justo. Ninguém merecia perder. O time do Vasco surpreendeu. Ninguém esperava tanto.

 Paquetá

Treino do Flamengo – 14/09/2018 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

No noticiário, só dá Paquetá. Seja fora ou, dentro de campo, o mais agudo jogador do Flamengo é presença obrigatória no noticiário esportivo.

Dentro das quatro linhas, embora Paquetá seja o tema, quem provocou o noticiário foi o treinador Barbieri, ao admitir a possibilidade de Paquetá jogar mais adiantado, como um falso 9.

Na roda de amigos rubro-negros, há quem concorde e quem não esteja de acordo. Eu, até por uma questão de coerência, sou inteiramente a favor.

O bom treinador é aquele que, dentro do material disponível, encontra a melhor solução. Treinador de clube não tem o direito de ter esquema tático predileto, pois trabalha com o material humano disponível e, nem sempre há a coincidência do esquema tático da preferência do treinador, com o elenco que tem em mãos.

Como, infelizmente, neste momento, o Flamengo não dispõe de um centroavante com um mínimo de qualidade, não há como não tentar, através do improviso, atingir o objetivo.

Paralelo a isso, os números dão conta de que Paquetá, apesar de estar jogando como volante, é quem mais finaliza e cria problemas para os times adversários. Visando o jogo de volta contra o Corinthians, no dia 26, pela Copa do Brasil, seria uma boa, nesta partida contra o Vasco, a entrada de Arão no lugar de Uribe e, a partir daí, adiantando-se e dando liberdade a Paquetá.

Fora do campo, o noticiário dá conta de que Paquetá vai comemorar o réveillon em outro país, ou seja, que será negociado ao final deste ano. Após alguns telefonemas, o que tenho a passar para os amigos do blog é que este é o panorama mais provável.

Na cabeça de Paquetá, e das pessoas que cuidam de sua carreira, está definido que não há hipótese de que venha a se transferir para um clube europeu de segundo escalão. China e mundo árabe, nenhuma hipótese. Em função desta decisão, quem sabe possa ele ficar mais um pouco por aqui…

Contra o Flamengo, o momento. O contrato de Paquetá já termina em dezembro de 2020, com multa de 50 milhões de euros. Para renovar, certamente seu procurador exigirá a redução da multa. Dever de casa complicado para quem for assumir a presidência.

Pensando cá com os meus botões, tomara que o Real Madrid seja um dos interessados. Seria esta uma ótima “arma” para convencer os espanhóis a deixar Vinícius Júnior mais uns dois aninhos por aqui.

Sonhar não custa nada… pensar grande, como o Flamengo merece e exige, também não.

Desculpem-me os pessimistas, mas ainda dá…

(Foto: Staff Images/Flamengo)

Jogo conforme todos estavam prevendo. O Corinthians todo lá atrás, se defendendo, e o Flamengo, com os seus pecados de sempre, a começar pela escalação.

Os nossos três principais erros:

  1. Escalar Uribe. Melhor entubar o péssimo negócio e ponto! O que não pode mais é se admitir o rodízio entre os centroavantes. O pior é que nenhum joga o que o time precisa.
  2. Não dá mais para abrir mão de Paquetá como jogador decisivo. Para isto, tem que jogar mais na frente e, jamais de volante. Paquetá tem que estar sempre perto da área adversária.
  3. Demora em substituir, em tentar algo novo. Está mais do que na cara que, como não temos camisa 9, a saída é improvisar. Tomara que em São Paulo entre Arão, adiantando-se Paquetá.

Não adianta ficar aqui apontando outros defeitos técnicos, por exemplo, dos nossos laterais. É o que temos…

O Corinthians jogou com sabedoria. Aliás, isto vale para o futebol e para a vida. Quem tem a noção exata do seu limite de competência está dando o primeiro passo para o sucesso.

O Time do Corinthians é fraco. Jogou como time pequeno. Sabedoria…

Agora, querem saber? Se o nosso treinador for minimamente feliz, temos tudo para garantir a vaga no campo do adversário. Lá eles não poderão jogar como time pequeno. A torcida não vai deixar. E aí, para eles, mora o perigo…Se partirem pra cima, vão perder o jogo.

Continuo levando fé. Dependemos do Barbieri. Aí mora o nosso perigo.

Tomara que São Judas o ilumine.

O mundo mudou. Aqui, muito mais…

Invasão corintiana ao Maracanã em 76, é fácil perceber a forte presença rubro-negra. (Reprodução da internet).

Desde menino – comecei aos seis anos vendo, ao vivo e a cores, o Flamengo ser tricampeão – acompanhando o Flamengo por tudo que é lugar neste planeta, fui assimilando certas coisas do mundo da bola.

O tempo passou e algumas destas coisas, que jamais poderia imaginar diferentes, estão bem diante de nós. Como meus pais eram fiéis seguidores do “Manto”, onde o vermelho e preto estivesse, lá estávamos nós.

São Paulo, pela proximidade, com absoluta certeza, foi a cidade – depois do Rio,  claro – que mais vi o Flamengo jogar. E para lá já fui de todas as formas. Pela estrada, de carro e de ônibus.

Houve época em que havia o trem de prata, que era uma curtição, em que a viagem noturna era a melhor opção, pois até cabine havia. O passageiro dormia no Rio e acordava em São Paulo. E, claro que, de uns tempos para cá, o avião foi o meio de transporte mais usado.

Neste longo período, aprendi que neste eixo Rio-São Paulo do futebol havia a tradição das torcidas amigas. A nossa torcida amiga sempre foi a do Corinthians e, lembro que inúmeras vezes, fosse o jogo no Pacaembu ou no Morumbi, era a coisa mais comum do mundo a confraternização entre rubro-negros e corintianos.

O noticiário de hoje dá conta de que as autoridades estão classificando este jogo, entre Flamengo e Corinthians, como de altíssimo risco. Palavra que levei um susto.

Cansei, como torcedor, antes de ir para o nosso canto em um estádio paulista, ir cumprimentar e confraternizar com a torcida corintiana. E, a recíproca era verdadeira.

Que os corintianos me perdoem, mas aquela famosa invasão alvinegra no Maracanã, no jogo contra o Fluminense, houve, de forma camuflada, um enorme contingente de torcedores do Flamengo que, para a história, foram computados como torcedores corintianos. Enfim, a harmonia sempre prevaleceu, mesmo em jogos importantes ou decisivos. Será que isto mudou ou, será que as “autoridades” estão enxergando pelo em ovo?

Tomara que este jogo transcorra na mais absoluta paz, que a história seja preservada, que rubro-negros e corintianos continuem amigos e confraternizando. Tomara que não sucumba uma das melhores memórias que tenho deste nosso mundo da bola.

Outras coisas devem ter mudado e, muito! Pasmo estou com o estado do gramado do Maracanã, e mais surpreso ainda com as explicações dos responsáveis por sua manutenção.

Alegam eles que a quantidade exagerada de jogos está impossibilitando a boa conservação. Pera lá! Há muito tempo atrás, havia uma quantidade muito maior de jogos no Maracanã, que era utilizado permanentemente pelos quatro grandes clubes do Rio. E, não esquecendo que antes os quatro usavam, enquanto que hoje, Vasco da Gama e Botafogo desenvolvem os seus jogos, respectivamente, em São Januário e no Engenhão.

E, lembro ainda que, lá atrás, além dos jogos de TODOS os times grandes, cansamos de ver preliminares no Maracanã. E o gramado sempre foi muito bom. Então, que diabo de explicação absurda é essa? O pior é que não ouvi, nem li, ninguém rebatendo este argumento absurdo.

Há, sim, um forte cheiro de incompetência e, quem sabe, de descaso, no ar.

O caso Fagner

(Foto: Pedro Martins / Mowa Press)

Há quem comente que Fagner, que foi convocado para a Seleção Brasileira – e cortado em função de uma contusão – vai jogar contra o Flamengo. E, na esteira, surge o forte comentário de que tudo não passou de uma armação corintiana para ter o seu lateral direito no primeiro jogo da fase semifinal da Copa do Brasil.

O noticiário dá conta de que o Flamengo pode protestar junto à CBF e, chegar até o Comitê Disciplinar da Fifa. Os advogados especializados, mestres na matéria, afirmam que o Flamengo teria sucesso na apelação, caso Fagner tivesse abdicado formalmente de jogar pela Seleção, fato que não ocorreu. E, que da forma como os fatos ocorreram, o Flamengo teria que produzir prova de que tudo não passou de uma armação, o que convenhamos, é praticamente impossível.

Primeiro, não acredito que tenha havido alguma armação e, por um fato muito simples. No futebol, não há segredo. Desta pseudo armação, obrigatoriamente, teriam que participar  jogador, dirigentes, médicos, fisioterapeutas, preparadores físicos e… por aí vai. Isto sem falar nas pessoas próximas a todos aqui citados. Alguém, fatalmente, iria “colocar a boca no trombone”… Improvável, diria mesmo, impossível.

De qualquer forma, o Comitê Disciplinar da Fifa, tendo este caso como exemplo, deveria estender a uma situação como esta o que ocorre quando o jogador abdica de jogar, em que fica ele afastado por um determinado período das atividades de seu clube. A partir de agora, jogador convocado que, por contusão seja cortado, deveria ficar fora das atividades de seu clube enquanto a Seleção estivesse formada. Simples…

Cada macaco no seu galho

Esta é uma das máximas populares mais felizes e pertinentes que por aí se ouve na boca do povo.

A prova inequívoca de que o nosso barco está sem rumo e sem comando, reside neste depoimento do nosso treinador, que, ao invés de ocupar de forma pertinente a sua presença na entrevista coletiva, falando sobre o jogo, sobre tática e sobre os jogadores, escorregou feio, entrando em seara exclusiva dos dirigentes do futebol e, do presidente do clube.

Por favor, vejam:

Não quero aqui discutir o teor do depoimento de Barbieri, pois o enfoque é outro. O que está em discussão, como propõe o título deste post, é o respeito ao espaço alheio. E, definitivamente, isto passou ao largo da cabeça do nosso treinador, em clara demonstração de absoluta falta de comando por parte da diretoria.

Os assuntos institucionais são de ordem exclusiva de quem responde pelo clube, e não de quem responde pelo time.

Há ainda neste depoimento uma manifesta intenção em pavimentar a estrada para um possível fracasso. Muitas pessoas com as quais conversei entenderam desta forma.

Em síntese, a nossa casa do futebol está desarrumada, fora e dentro do campo.


Espírito bélico

Por favor, leiam este depoimento do nosso presidente, criticando a escalação do árbitro que vai apitar o nosso jogo contra o Corinthians:

 

“- Só o fato de ele ter sido incluído no sorteio já demonstra falta de respeito ao Flamengo. Isso, a convocação do Paquetá para um amistoso inexpressivo e a negativa em adiar a partida para são evidências da interferência no equilíbrio da competição. Absolutamente revoltante.”

 

Aprendi na vida e no futebol que as prioridades devem ser claramente definidas. Sempre!

A nossa prioridade qual é? Imagino que a maioria esmagadora deva ter respondido alguma coisa assim: “Ganhar!”, “Ser campeão!”, “Conquistar títulos!”…

Até entendo que o nosso presidente queira uma mudança radical na estrutura do futebol brasileiro, com um calendário menos político e, mais justo. Isto quer ele, e qualquer pessoa que ame o nosso futebol.

Só que esta não é uma bandeira para ser levantada de forma isolada, por um só clube. Aí, é suicídio… é pouco inteligente.

Falo de cadeira, pois já cometi o mesmo equívoco. Esta briga não é boa, não é inteligente. Não é uma briga para um, e sim para todos e, unidos!!!

O árbitro é um ser humano, e como tal, tem as suas vulnerabilidades e o seu sentido de preservação.

Desta forma, sabedor da porradaria entre Flamengo e CBF, sem nenhuma necessidade de ninguém da entidade sugerir qualquer má vontade com o nosso time, por preservação, puxa-saquismo e por aí vai, o árbitro – na dúvida – nunca terá boa vontade com o Flamengo.

Em síntese, até para brigar é necessário sabedoria. Brigar por brigar ou, para aparecer de bom moço, é um tiro no pé.

A esperança está nos adversários

(Foto: Marcos Ribolli)

Tive dúvidas sobre que jogo ver no domingo. O Gre-Nal, em tese, poderia ser o de mais fortes emoções, porém, como vamos jogar contra o Corinthians no meio de semana, em uma das semifinais da Copa do Brasil – e curioso para ver também o Palmeiras, que pode ser o nosso adversário na final – optei pelo clássico paulista.

Aí começa a explicação para o título deste post. Embora o time do Flamengo esteja jogando muito aquém do que dele se espera, e isto nos preocupa, ver o jogo entre Palmeiras e Corinthians não deixa de ser, de certa forma, animador.

De positivo, nos dois times, a intensidade. Neste aspecto, estamos devendo e, faz tempo.

Com relação aos valores individuais, o Corinthians de hoje está longe do time que foi Campeão Brasileiro no ano passado, principalmente no ataque.

Já o Palmeiras tem uns três jogadores diferentes que podem, pelo talento, resolver um jogo.

O placar de 1 a 0 para o Palmeiras foi justo. Poderia ter sido de mais… O time, bem arrumado. Aliás, se não estou equivocado, são dez jogos sem tomar gol. Felipão arrumou a casa.

Se Paquetá e Cuellar chegarem – e bem – para o jogo, com todo respeito ao Corinthians, dá para ter uma enorme esperança. O nosso time é melhor. O que me preocupa é a intensidade que sobra em Corinthians e São Paulo e, que tem faltado ao nosso time.

Em síntese, sem nenhum otimismo exagerado, apesar das contratações profundamente infelizes, olhando para os vizinhos, dá para acreditar em título, pois não há nenhum bicho-papão.

Ia esquecendo. Vi o sofrimento do Vasco. Além do time ser fraco, a onda de azar é impressionante. Gols inacreditáveis perdidos. E, o melhor jogador, Pikachu, expulso.
O Vasco está namorando a série B. O próximo jogo será contra o Flamengo. Se perder, fica oficialmente noivo, com casamento marcado…

Em tempo: Aquela tinta, inventada por um brasileiro que foi a solução para que a distância entre a bola e a barreira fosse respeitada nas cobranças de falta, está fazendo muita falta… Apurei que os árbitros pararam de usar, pois não houve acordo comercial entre a CBF e a empresa detentora dos direitos.

Sem este simples instrumento, os gols de falta serão mais difíceis de se ver. A tal tinta no gramado obrigava a barreira a não andar. Era uma arma para a arbitragem. Sua ausência está sendo sentida…