Alô Grêmio, acorda!!!

O técnico Marcelo Gallardo, do River, se dirige ao vestiário no intervalo.

Estou perplexo pelo fato de, até agora, não ter tido informação sobre qualquer ação do Grêmio visando anular o jogo de ontem.

Não sou advogado, mas baseado no bom senso, ficou para mim – no momento exato em que o treinador do River, suspenso pela CONMEBOL, além de se comunicar com seu auxiliar, foi ao vestiário no intervalo do jogo e exerceu a sua função de treinador, mesmo estando suspenso – a sensação de uma gravíssima agressão esportiva. Em síntese, o treinador, suspenso, influiu no andamento do jogo, mesmo estando impedido, o que torna a partida viciada, contaminada.

Ontem, só desliguei a televisão após a última entrevista e, hoje, ouvi um mundo de opiniões a respeito do tema, sem que ninguém tivesse dado ênfase a este ângulo que aqui abordo.

Consultei dois especialistas na matéria, e ambos pensam exatamente como eu. Tomara que esta mensagem chegue até alguém do Grêmio. O direito do clube gaúcho, segundo meus amigos advogados, é muito bom.

Dinheiro não é tudo

Acima, Lomba e Oaquim, abaixo, Landim (Fotos: Gilvan de Souza).

Leio com alegria, e também com preocupação, o depoimento do atual vice-presidente de futebol, e candidato da situação, Ricardo Lomba, dando conta de que, ao contrário dos anos anteriores, finda a eleição, o Flamengo, independente de quem seja eleito presidente, terá recursos para investir no futebol no início de 2019.

Embora a mensagem seja boa, levando-se em conta que muitos clubes já estão trabalhando os reforços para o ano que vem, fica a clara sensação de que, embora bem vestidos, estamos atrasados para a festa…

O Palmeiras, bem estruturado como o Flamengo – e mais rápido e eficiente no “gatilho do futebol” – já se acertou com alguns jogadores que, certamente, poderiam ser do nosso interesse. Em síntese, não adianta ter somente o dinheiro. Como na vida, o timing no futebol é decisivo.


Por que não um entendimento entre as chapas?

Antes que alguém responda sobre o post anterior, argumentando que as iniciativas para contratações visando 2019 não foram feitas em função da indefinição de qual seja o grupo vencedor nas eleições, levanto aqui a possibilidade de um entendimento entre as duas principais concorrentes, no sentido de que seja formado um pequeno grupo de trabalho, grupo este, composto por companheiros das duas chapas, em que havendo opiniões coincidentes, começar a trabalhar, iniciando por definir e contratar o treinador e, a partir daí,  ir montando o elenco.

O tempo está passando e, é bom não esquecer que, o que nós queremos, ou seja, o melhor, todos os outros clubes também querem.

A situação tem dois nomes familiarizados com o tema, e por coincidência, candidatos aos cargos de presidente e vice, Ricardo Lomba e Walter Oaquim. Definir entre um dos dois e, pronto.

A oposição certamente já deve ter em mente quem vai tocar o futebol, bastando, pois, antecipar a indicação. E, estes dois, um de cada chapa, dariam tratos à bola, cuidando do nosso futuro de maneira imediata. Fica a sugestão.

Folga contestada

O nosso bravo Fernando Versiani, rubro-negro de carteirinha, está uma fera com Dorival Júnior, pelo fato do treinador do Flamengo ter “premiado” seus jogadores, com dois dias de folga, após o jogo contra o Palmeiras.

Copio as mensagens que recebi do Fernando, pois nelas embutidos estão os argumentos. Aliás, os pertinentes argumentos.


“Kleber, o Dorival deu 2 dias de folga pra esses malandros. Brincadeira… isso não existe na Europa. 

Segue link: Esperando definição sobre o cargo, Lopetegui comandou treinamento do Real após derrota diante do Barça ”

Uma boa notícia

(Reprodução da internet)

Em roda de amigos, em determinado momento, o papo descambou da política para o futebol, pois o assunto era liderança.

Foi quando um dos amigos, muito bem informado sobre temas rubro-negros, afirmou já ter o Flamengo um pré-contrato assinado com Abel, e que este era o ponto que unia as duas chapas com maiores possibilidades de vencer as eleições. Abel, embora unanimidade, estaria com um projeto diferente. Deixaria de ser treinador, para ser um gerente, um administrador.

Não resisti e liguei para o nosso Abelão, pois ante tão poucas opções de extrema qualidade no mercado de treinador, ver mais um indo embora, me assustou.

Abel ouviu e, desmentiu. Afirmou que ama o que faz e, em momento algum cogitou mudar de função.

Como não se pergunta a um amigo o que ele não pode responder, evitei falar sobre o tal do pré-contrato, embora torcendo para que seja verdade…


(Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

O que se fala e o que se pensa

Este tema também envolve um treinador.

Hoje, ouvi quem criticasse o treinador Dorival Júnior pelo fato de ter dito ele que o Flamengo continua vivo no Campeonato Brasileiro, quando na verdade, o próprio Dorival saiba que, com o empate diante do Palmeiras, o título ficou muito distante. Em síntese, o crítico afirmava que, embora pensasse de uma forma, Dorival dizia outra coisa.

Claro que é isso mesmo e, está coberto de razão. O que é que o sisudo crítico queria? Que Dorival, publicamente, admitisse que a coisa ficou complicada, muito difícil? Fez ele muito bem em afirmar que “Flamengo continua na cola”. Até porque, os seus comandados estão ligados no noticiário, como qualquer um. O depoimento, sincero que fosse, seria como jogar a toalha…

E, além disso, é bom não esquecer que o tema em pauta é futebol, onde tudo pode acontecer.

Como sempre dizia o inesquecível amigo Afonso Soares, “já vi muita noiva voltar do altar”…

E aquele gol perdido pelo Paquetá não me sai da cabeça…

A derrota seria injusta

Marlos Moreno comemora seu gol (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo).

Não faltou emoção e, apesar do resultado não ter sido bom, a verdade é que ninguém pode reclamar que o time não tenha lutado.

O Palmeiras, mesmo desfalcado, jogou com o regulamento debaixo do braço, em noite de rara inspiração de Felipe Melo, o craque do jogo. Logo atrás dele, Dudu, que deu uma mão de obra monumental para a nossa defesa.

O lance do gol do Palmeiras mostrou Pará desatento. Se estivesse mais ligado, teria cortado o lançamento para Dudu.  Éverton Ribeiro, hoje, pouco inspirado e, como ele, Paquetá – embora mais perigoso.

Na sequência de quem não foi bem, pra variar, Uribe. Total nulidade. Bem no jogo, enquanto esteve inteiro, foi Vitinho. Rápido, criativo e agudo. Fez uma bela partida.

Dorival Júnior, a meu conceito, acertou em colocar Diego e errou sacando Arão que, além de estar bem, poderia ser uma boa opção ofensiva para a tentativa de reação. Melhor seria ter sacado Pará, indo Arão para o lado direito ou, simplesmente, tirar Uribe e adiantar Paquetá.

E que gol perdeu Paquetá, hein? Poderia ter feito Marlos Moreno o herói do jogo, já que – finalmente – fez um gol, além do passe espetacular para Paquetá. Na hora, tive a sensação de que o péssimo gramado do Maracanã tirou o gol de Paquetá. Impossível conciliar show musical com futebol de boa qualidade.

O campeonato, se o Palmeiras vencesse, teria acabado. Com o empate, o Flamengo, mesmo na UTI, ainda respira. A derrota, hoje, seria injusta.

Agora, é bola pra frente!!!

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Deu no blog do meu amigo Gilmar Ferreira – e confirmado pelo Globo – que o vice de futebol, Ricardo Lomba, decidiu multar o goleiro Diego Alves em 30% dos seus vencimentos relativos ao mês em curso.

Achei a medida correta, pois se não fosse tomada, serviria de exemplo para quem tem um parafuso a menos dar vazão a qualquer maluquice.

Claro ficou que, quem fizer pipi fora do penico, terá uma conta a pagar. Agora, de uma vez por todas, o assunto está sepultado. Diego foi inconsequente e indisciplinado e, em função disso, recebeu a punição, ou seja, pagou o seu pecado.

Dito isto, não há como deixar de se colocar que, quem não pode ser punido é o clube. Há quem ache Diego um goleiro comum, com poucos recursos em alguns fundamentos. Esta, por exemplo, é a opinião do meu irmão de vida Carlos Egon.

Como o nosso espaço é livre e democrático, não posso deixar de dizer que penso diferente. Acho Diego Alves um baita goleiro e aqui lembro – a nossa memória é curta – o quanto sofremos com as experiências anteriores até Diego Alves ser contratado. Todos que vestiram a camisa 1 ficaram devendo, inclusive César, que só foi bem após a chegada de Dorival Júnior.

O que quero dizer? Simples. Diego Alves acaba de pagar a conta. Pagou o que devia. Portanto, sendo melhor do que César, não pode ser punido duas vezes. Joga quem é melhor. Esta é a mais precisa lei do futebol, a ser cumprida por qualquer treinador. Quem a ignora, cai do cavalo.

Neste sábado estarei no Maraca, na certeza de ser uma das testemunhas, ao vivo e a cores, da nossa arrancada para o título.

E no domingo, quem for carioca, muito juízo. O nosso Rio está pela bola sete e, como tal, não podemos mais errar. O Rio precisa de Paz.

Bom voto a todos.

A camisa 1

(Reprodução da internet)

Há várias formas de se ver e de se tratar o problema inesperado do Flamengo.

Muito difícil para quem está de fora fazer uma avaliação que seja profunda sobre o tema. Cheguei aqui a comentar que me causou estranheza ninguém tenha notado comportamento alterado ou, contrariedade, por parte de Diego Alves.

No meu tempo mais recente, tínhamos um excepcional treinador de goleiros, Robertinho que, faz tempo, foi contratado pelo Cruzeiro. Ele era, além de treinador, um verdadeiro psicólogo, que detectava qualquer possibilidade de derrapagem do nosso goleiro que, como todos sabem, era genial, mas complicado.

O que quero dizer é que várias prováveis lambanças foram evitadas, na medida em que havia total atenção em tudo que ocorria, fora e dentro do vestiário. Custo a crer que ninguém tivesse percebido uma modificação no comportamento de Diego Alves.

Isto é uma coisa. A outra, foi a maneira inteligente, em função do momento decisivo, que o pessoal do futebol deu tratos à bola sobre o caso. A “esfriada” foi competente…

Para fechar o circuito, tenho minhas dúvidas pelo estado psicológico, não de Diego Alves, e sim de César que – até agora – vem jogando com um tipo de responsabilidade, que será duplicada a partir do momento em que vai jogar quase como titular, tendo a obrigação de defender o seu lado e o do treinador que, por ele optou. César não é mais nenhum menino, embora tenha carinha de garoto. Tomara que segure a barra.

Mudando de tema. Torci pelo Palmeiras. Preferia que a jornada da Libertadores continuasse cruzando com o Brasileiro.

Há quem defenda a tese – e é boa – de que se tomar um sacode do Flamengo, e na quarta seguinte for eliminado pelo Boca da Libertadores, será ladeira abaixo…

Para isso, o Flamengo tem que vencer neste sábado, nem que de meio a zero seja.

Futurologia

(Reprodução da internet)

Acho até engraçado o que tenho visto ultimamente, quando baseados nos números dos matemáticos de plantão, alguns queridos e competentes companheiros de imprensa projetam os possíveis resultados de Flamengo e Palmeiras, como se fosse possível, em se tratando de futebol, saber o destino do campeonato, quando a quantidade de jogos ainda não permite isso.

Além do fato do futebol ser o esporte das surpresas, ainda deve ser considerado o momento. Exemplo: contra que Grêmio o Flamengo vai jogar? Se ainda estiver na Libertadores será um. Caso contrário, será outro. Contra que Vasco o Palmeiras vai jogar? Contra um time lutando para não cair ou, já livre do rebaixamento?

E mais. Dependendo dos jogos pela Libertadores, que time o Palmeiras vai colocar em campo? Enfim, impossível neste momento se fazer qualquer tipo de projeção. Quem ousar, estará fazendo exercício de futurologia…

Abro aqui parênteses para não propriamente levantar uma bola, e sim, defender uma tese. Todos que aqui convivem são testemunhas de que permanentemente afirmo que, confiança, é quase tudo no futebol.

Baseado nisto, sem que seja exercício de futurologia, ouso afirmar que, vencendo o Palmeiras neste sábado, o Flamengo arranca para ser Campeão Brasileiro, independentemente de tudo que possa vir a acontecer na frente.


Walter Oaquim

Agradeço o carinho e atenção do meu querido amigo e extraordinário rubro-negro, Grande Benemérito,  Walter Oaquim, para o lançamento da chapa, quando concorrerá como vice-presidente. Se a eleição fosse apenas para vice-presidente, seria a escolha mais fácil do mundo. Com todo respeito…

Walter é uma figura humana fantástica, pessoa que só faz o bem e que serviu com competência e dignidade ao Flamengo, como poucos. Diria, sem medo de errar, que trata-se de uma verdadeira “Bandeira Rubro-Negra”.

Infelizmente, amanheço no Rio somente no sábado, na certeza de testemunhar – ao vivo e a cores – a nossa arrancada definitiva para a conquista deste Campeonato Brasileiro.

Amém!!!

O Gavião e o Porco

Diego Alves (Foto: Gilvan de Souza)

O Gavião é o São Paulo. Sempre digo e, todos os meus amigos aqui são testemunhas, de que tanto na vida como no futebol, a percepção do timing é componente decisivo para o sucesso. Porém, há um limite para tudo, até para o timing que, além de competência na ação, aprecia a discrição.

Desta forma, o genial Francisco Horta contratou Rivelino. Assim, o Botafogo arrancou Gérson do Flamengo. Assim, Radamés Lattari (pai) contratou Paulo Cesar Caju. Assim, o Flamengo contratou Romário. Ações no momento exato, realizadas com rapidez e discrição.

Digo isto para concluir que achei grosseira a iniciativa do São Paulo, tornando pública uma possível tentativa junto ao Flamengo, em função do problema envolvendo o goleiro Diego Alves. O timing, perfeito. A ação, um desastre. O que poderia ser feito “na encolha”, com sensibilidade e competência, se transformou em atitude inconveniente e oportunista, causando péssima impressão. Assim como na vida, o “savoir faire” no futebol faz a diferença.

O Porco, claro, é o Palmeiras. Todos aqui são testemunhas de duas colocações que venho fazendo desde o início do campeonato. A de que o Flamengo ia brigar pelo título – já fui aqui gozado pelo meu otimismo – e que o Palmeiras é o grande rival. A cada rodada isto vai ficando mais claro, principalmente após o empate do Inter diante do Santos.

Temos duas boas vantagens. A primeira, os quatro desfalques do time de Felipão para o nosso jogo de sábado. A segunda, pelo fato do Palmeiras, estar disputando a Libertadores. Neste sábado, vão encarar Flamengo após uma batalha infernal em Buenos Aires, contra o Boca Juniors. Pedreira…

Recebi, via WhatsApp, do meu amigo Luiz Guilherme Barbosa, uma animação que traduz com perfeição tudo que acabo de dizer.

Eles também erram

Lucas Lima recebe cartão amarelo contra o Ceará (Foto: Marcos Ribolli)

Quando se tem amor a um clube é mais do que normal que a exigência seja maior, e o sentido crítico também. Por isso mesmo, aqui no blog, em função da nossa paixão, muitas vezes criticamos aqueles que comandam o nosso futebol. Não há nada de pessoal, apenas, coerência, pois, sempre queremos para o Flamengo o melhor e, se possível for, a perfeição.

Como a nossa paixão ocupa quase a totalidade do nosso tempo, esquecemos de olhar para o lado, para os nossos vizinhos, inclusive aqueles efusivamente elogiados pela competência e pela organização.

Faço esta introdução para dizer que, por aqui acordei e, espantado fiquei, ao ler os depoimentos do bom dirigente palmeirense, Alexandre Mattos, e do meu amigo Felipão, em que eles espinafraram o árbitro do jogo contra o Ceará, que alijou do jogo de sábado que vem, contra o Flamengo, quatro jogadores, um por expulsão e três pelo terceiro cartão amarelo.

Lendo, me dei conta de que, apesar de bons profissionais, eles também erram. Esqueceram que o jogo contra o Flamengo pode ser para eles o mais importante do campeonato? Como não poupar, pelos menos os pendurados em uma partida, em casa, contra um time que vive lutando para não cair? O rodízio, em função do numeroso e qualificado elenco, não tem sido uma rotina na vida do Palmeiras neste campeonato? Então, como não pensaram nisso?

Ao contrário, e elogiar é preciso, o nosso pessoal esteve muito atento no jogo contra o Paraná. Não dava para poupar ninguém, pois estamos correndo atrás para ver como é que fica na frente…

Na medida em que o jogo ia ficando mole, os pendurados iam sendo sacados. Nossa turma estava atenta. O pessoal do Palmeiras dormiu no ponto. Eles também erram.

Agora, para não perder o hábito da crítica. Será que ninguém percebeu o incômodo em Diego Alves? Será que a intempestiva e equivocada decisão do goleiro, se rebelando e não viajando, não poderia ter sido evitada com um bom papo?

Disse no post anterior e aqui repito. Dirigente bom é o que se antecipa ao problema, interferindo no momento exato, evitando o pior. Domingo Bosco foi o “Zico” nesta matéria…

Agora, colocar Diego Alves em campo, contra o Palmeiras, é o mesmo que fazer continência para a baderna. Há de se punir com jeito, mantendo a dignidade, porém, não prejudicando o time. Banquinho no próximo jogo e depois, vida normal. Diego Alves é um baita goleiro, um dos melhores do Brasil e claro, o melhor do Flamengo.