Mudança inesperada…

(Fotos: Staff Images / Flamengo) Klefer Texto

Estou tentando entender até agora a mudança surpresa do nosso possante Barbieri. Jogamos onze rodadas com apenas um volante fazendo o papel de marcador e, de certa forma, o cara da nossa saída. Vezes Cuellar, vezes Jonas.

Não mais que de repente, mudou o babado e começamos com dois volantes e terminamos com três. Por razões óbvias o empate não seria um desastre.

Resultado mais que esperado, mas que não traduziu o que vimos em campo. Perdemos gols bobos, em que faltou, principalmente, a maturidade na jogada. A calma do cascudo…

Mesmo com seis meninos correndo, a base deu seu recado. Thuler, Léo Duarte, Jean Lucas, Paquetá, Vinicius e Vizeu entenderam a importância do adversário – e do mando contrário – e não sentiram…

Sofremos o gol numa bobeira infantil da zaga, e demoramos a entender o que havia acontecido. Colocamos a criança no chão, tivemos a posse de bola e, não perdemos mais as rédeas da partida.

Tudo tranquilo! Continuamos no “segue o líder” e vamos para a Copa com 5 pontos de vantagem sobre o segundo colocado.

A lamentar, um jogo que parecia muito mais difícil e, que no final, o empate não nos fez justiça. Até porque, jogamos pra vencer e tivemos oportunidades. Infelizmente, voltamos a desenterrar nosso fundamento mais detestável. Perder gols na cara do gol. Estava esquecido…

Vamos as notinhas dos meninos…

Diego Alves – Perfeito com as mãos, carniça com os pés. Continua rifando a bola quando tem que repor em jogo – 8

Rodinei – Muitos reclamam do QI da criança. Mas poucos entendem a sua importância atacando pela direita. Como Renê pouco avança, é a nossa segunda opção como atacante – 7

Thuler – Juro que não esperava tanta segurança de um garoto que subiu ontem. Hoje, contra um Palmeiras encardido, além do gol, ganhou todas pelo chão – 7

Léo Duarte – Assim como seu companheiro de zaga, mais uma vez mandou muito bem. A bobeada no gol do Palmeiras teve cúmplices – 7

Renê – O cara mudou radicalmente de quatro partidas pra cá. Marcando muito e avançando com consciência – 8

Jean Lucas – Determinado e muito habilidoso. Não merecia ter saído de campo. Acho que tem muito futuro, mas assim como alguns, deveria tocar mais rápido e prender menos a bola – 7,5

Cuellar – Andou meio vendido hoje e mais violento, mas com tudo isso, é de uma segurança absurda na proteção à defesa. Jamais esmorece – 8,5

Paquetá – Que me perdoem as “Paquitas”, inclusive eu! Mas o cara está pra lá de firulento perto da área. Como é a estrela da companhia, acho que Barbieri não se sente à vontade para chamá-lo no ovo. Está merecendo – 6

Éverton Ribeiro – Um dos melhores em campo. Assim como Rodinei, puxa nosso ataque pela direita, corta para o meio para armar e, ainda volta marcando – 9

Vizeu – Se não entrar faltando vinte minutos, não vale – 5

Vinícius – Despedida cheia de malcriação com os zagueiros do Palmeiras, com muitas voltinhas pra lá e pra cá… e dois gols que não se pode perder numa partida dessa importância. Mas devo admitir que soltou mais a bola. Coisa que não vinha fazendo – 7

Barbieri – Me surpreendeu com a entrada de mais um volante, mas voltou a armar o time muito bem, além de compacto. Mas vamos combinar! Diego Alves tá ajudando muito nosso ex estagiário – 8,5

VAMOS PRA COPA, E SEGUE O LÍDER…

Carlos Egon Prates


Futebol de campeão

O sol já vai raiar por aqui e, vai ser duro pegar no sono após este jogo tenso que, graças ao canal Premiere, pude acompanhar. O comentário do jogo ficou por conta do meu irmão rubro-negro, Carlos Egon Prates.

Vou para um outro lado. O de tentar entender o crescimento deste time que, neste terço de Campeonato Brasileiro, sobrou na turma.

Pra começar: que goleiro é esse? E aproveito para perguntar: você trocaria Diego Alves por qualquer dos três goleiros que estão na Seleção?

E por falar em Seleção, vamos para a colombiana. Será que este Pekerman é cego? No nosso continente, há algum volante melhor do que Cuellar?

Daí para a frente, não há como não se colocar o seguinte:

  1. Éverton Ribeiro, virou o faz tudo deste time. Reencontrou o seu futebol. Está desequilibrando.
  2. Embora neste jogo não tenha sido brilhante, Paquetá também está desequilibrando.
  3. Volto ao tema Seleção com uma pergunta: você trocaria Vinícius Júnior por Tyson?

Há muito mais para falar. Deixo para amanhã. Vou dormir com a luz do sol que vem chegando.

Santa madrugada…

MENNNNGGOOOOO!!!

Kleber Leite

Emocionante em tudo

(Fotos: Gilvan de Souza / Flamengo) Klefer Artigos

Bem! Talvez esse seja o jogo mais encardido para comentar. Diria eu, que ninguém jogou bem, ninguém jogou mal…

Mas, uma pergunta curiosa, de uma leiga, me pegou de calça arriada. “Por que os jogadores do Flamengo ficam tocando a bola no meio de campo e não evoluem?”

A namorada, ou meu encosto, viu justamente o que eu vi durante boa parte do tempo. Talvez ela não entenda, que sempre ficamos cozinhando o galo à procura de um espaço ou, até mesmo um canudo de fora da área.

Com 6 pontos distante do segundo colocado, não podemos, nem devemos criticar absolutamente nada. Seria absolutamente incoerente colocar alguma dúvida na nossa campanha.

Apenas alguns asteriscos devem ser lembrados.

Outro dia, conversando com meu amigo Pedrão, “justifiquei” o baixo rendimento do Ceifador pelo simples motivo dele não ser pivô nem referência.

Citei Vizeu como exemplo, dizendo que o cara jogou menos de meio tempo e fez dois gols. E, voltou a fazer hoje… Ou seja! em menos de 90 minutos, fez três gols…

Por quê isso? Simples! O maior artilheiro de todos os tempos do futebol mundial, Gerd Müller, com menos de 1,65 de altura, jogava invariavelmente dentro da pequena área… É onde ela passa, onde ela cai, onde ela sobra. É justamente o juízo final de todo o ataque. Pelos lados ou por cima…

Vencemos sem convencer, mas sem tomar sustos. Valeu pelos 3 pontos, pelo pranto do garoto, pelo adeus do Vizeu e, principalmente, pela nossa posição na tabela. Estamos convencendo…

Continuamos evoluindo mesmo com troca de jogadores. Hoje faltou a arte, a criatividade, o malabarismo do Paquetá. Por outro lado, o empenho e a vontade estão presentes em todos os jogos que Barbieri comandou. Se estão jogando por ele, acho ótimo. Se for pelo resgate do nosso DNA, melhor ainda.

Vamos ao parto das notas…

Diego Alves – Pouco trabalho, com reposição melhorada e muito comando sobre nossa zaga. É capitão… sem ser capitão – 7

Rodinei – Sem ter a quem marcar, se lançou ao ataque e fez belas tabelas com Éverton Ribeiro. Tem o chip meio torrado. Mas vale pela saúde – 6

Thuler – Compôs com tranquilidade o nosso lado direito. Mas teve ajuda muito importante do Cuellar – 7

Léo Duarte – Bem como nos últimos quatro jogos, mas hoje com muito menos trabalho. O Paraná não apareceu – 7

Renê – Como marcador, sempre convenceu. Mas o interessante é que está evoluindo como ala. A ponto de ser responsável por várias saídas de bola e algumas assistências interessantes

Cuellar – Como sempre, um monstro na proteção aos zagueiros, sem deixar de avançar quando aparece oportunidade – 9

Diego – A não convocação encheu o cara de brios… Está tentando provar que poderia estar lá. E vem convencendo – 8

Jean Lucas – Ainda não é, mas tem pinta. Um pouco afobado e errando botes. Mas nota-se perfeitamente que é um volante classudo mas que não perde a viagem – 7

Éverton Ribeiro – Perdeu um gol num lançamento espetacular do VJr. Mas não deixou de ser o “ajudante” de lateral, nem mesmo o atacante pela direita – 8

Ceifador – Enquanto não descobrir o caminho para a pequena área, vai viver dos pênaltis bem batidos. É uma questão de orientação – 3

Vizeu – Meia hora em campo… e mais um gol – 9

Vinicius – Continuo critico a sua objetividade. Mas hoje, isso é o que menos importa. A emoção, o pranto, as lágrimas após o jogo no colo da torcida, me deixou absolutamente emocionado. Sem dúvida alguma, foi o melhor momento deste domingo – 10

E temos técnico! Barbieri…

Carlos Egon Prates


O Formiguinha

Longe, agradecido ao Premiere – hoje com muitas interrupções –  feliz da vida vou dormir, curtindo a vitória sobre o Paraná e, a liderança pré-Copa, já garantida.

Mais uma vez fiquei impressionado com a dinâmica de jogo de Éverton Ribeiro, construindo, atacando e defendendo com incrível competência. Pena que no último lance do jogo, em lindo lançamento de Vinícius Júnior, o goleiro tenha atrapalhado o que seria um gol consagrador para o nosso “formiguinha” Éverton Ribeiro.

Este lance de despedida do Maracanã, com absoluta certeza, mexeu com a cabecinha do nosso Vinícius Júnior que, visivelmente, jogou sob a batuta da emoção. Aliás, parabéns!!! Hoje em dia é tão raro ver a ligação afetiva do jogador com o clube que, o que vimos não deixa de ser raridade.

Outro ponto positivo foi a entrada de Willian Arão, que deu outra dinâmica ao time, contribuindo – e muito – para o gol de Vizeu, outro a se despedir do Maraca.

Repararam que hoje não houve a necessidade de nenhuma grande ou pequena defesa do nosso baita goleiro? Em tempo: Paquetá faz muita falta…

O melhor da rodada, para nós, aconteceu no Ceará. O Palmeiras que, em tese, considero nosso mais perigoso adversário, depois de fazer 2 a 0, permitiu o empate ao Ceará. Na minha matemática, faturamos 5 pontos. Três que conquistamos, mais dois, que o Palmeiras perdeu.

Agora, o Palmeiras. Pra cima deles com humildade de líder…

Kleber Leite

Nóis kapota mais num breka…

(Foto: Staff Images / Flamengo) Kléber Leite

O meteoro Flamengo desembarcando no Mané Garrincha. Caso vença o Fluminense hoje, dispara na liderança do Brasileiro com 5 pontos de vantagem para o segundo colocado.” – João Guilherme.

E foi justamente isso que aconteceu! Jogo aberto com poucas oportunidades no primeiro tempo, mas com uma curiosidade. Buracos e mais buracos mal aproveitados pelo Flamengo. Novamente com a posse de bola e, mais uma vez, trabalhando muito mal o último passe.Em suma, nesta primeira etapa, passes em excesso e pouca objetividade.

Voltamos para o segundo… e Abel aprontou! Tirou um meia e colocou um avião no nosso lado direito. Isso mudou a cara do jogo e a posse de bola. Mas nada que nossa defesa não aliviasse. Aliás, muito bem novamente.

Tive a impressão que nosso time cansou no segundo tempo. Além de ter recuado muito, já não usava mais os contra-ataques como de costume. Vinícius estava bem mais recuado que ofensivo. E, sem dúvida alguma, é o nosso ataque…

Com prazer imenso, as notinhas do nosso escrete…

DIEGO ALVES – Mais uma vez falhou na reposição da bola. Apenas um defeitinho básico! Quanto ao GOLEIRO, enfim temos um top debaixo da baliza – 8

RODINEI – Muita correria, avança e defende com a mesma saúde, mas hoje tropeçou na bola em alguns lances. Sempre vale pela garra. Mas poderia ser mais consciente hoje – 5

RHODOLFO – Joga simples e sem enfeitar. Zagueiro zagueiro, com pinceladas de habilidade – 7

LEO DUARTE – Minha língua continua torrando na churrascaria. Jogou muuuuita bola hoje, novamente. Se isso for o normal, Tite vai ter que desconvocar Geromel – 8

RENÊ – Tô tão feliz com esse cara que vocês nem imaginam. O Fluminense jogou o primeiro tempo e metade do segundo, pelo lado dele. O cara terminou com as esperanças do Abel. Matou a pau – 9

CUELLAR – Só um louco não convoca esse cara! Principalmente sendo técnico de uma Colômbia. Com certeza Pékerman deve estar escondendo um Beckenbauer na cartola – 8

PAQUETÁ – Que me perdoe os “Paquitas”. Mas esse fenômeno não pode continuar brincando na entrada da área. Do meio pra frente, até entendo! Só não vai levar 10 por esse motivo. Mas quanto ao resto, foi um Deus – 8

ÉVERTON RIBEIRO – Formou com Paquetá e Cuellar um meio espetacular. O passe para o gol do Vizeu foi um primor. Só sobe de produção – 8

MARLOS – Muito rebolado, pouca objetividade. Apareceu pouco, mas foi importante no lance do pênalti – 5

CEIFADOR – Se tem pênalti é com ele! Hoje até se movimentou mais. Marcou até na defesa. Mas ainda longe do artilheiro do Brasileiro de 2017. É bom que melhore mesmo, pois estamos absolutamente no sal – 6

VIZEU – Fez tudo pra perder um gol feito, mas acabou arrumando com um biquinho. Entrou aos 22 e definiu o jogo, além de se movimentar mais que o Poste – 6

VINÍCIUS – Com a bola nos pés, fecha os olhos e parte. O grande problema é a objetividade depois disso. Perdeu bolas bobas, já dominadas. Continua sendo nosso ataque inteiro. Se cansar, temos que acreditar na nossa defesa – 6

BARBIERI – Quase levou um nó do Abel com a entrada do Tufão pela direita. Com o tempo, arrumou a casinha e engoliu o Abelão – 9

POR FAVOR… SIGA O LÍDER…

Carlos Egon Prates


Não são cinco. São seis!!!

Sobre o jogo, que vi graças ao canal Premiere, o nosso doce Egon já tocou a bola.

Dizer apenas que a diferença técnica entre o Flamengo e Fluminense é Maracaniana. No time do Flamengo, tirando Marlos Moreno e Ceifador, todos muito bem, inclusive o goleiraço Diego Alves que, quando solicitado, não erra. Vinícius Júnior e Paquetá, desequilibrando…

Agora, vamos ao tema que, nos da uma enorme esperança. O locutor no Premiere, a toda hora, dizia que com esta vitória o Flamengo chegando aos 23 pontos, abria cinco de vantagem para o segundo colocado.

Matematicamente, o cálculo está correto. Futebolisticamente, não!!! O segundo colocado é o Sport Recife, com 18 pontos. Pergunto? Alguém acredita – claro que excetuando-se os torcedores do clube pernambucano – que o Sport esteja no páreo para ser campeão brasileiro?

Desta forma, contra os clubes contra os quais brigamos pelo título (Palmeiras, Cruzeiro e São Paulo e Atlético Mineiro) abrimos SEIS pontos de vantagem. Sobre Grêmio e Inter, abrimos SETE pontos. E, sobre o Corinthians, atual campeão brasileiro, abrimos OITO pontos.

Faltando dois jogos antes da bola rolar na Copa. Paraná, em casa, e Palmeiras, fora. Que pena que tem Copa do Mundo. Pena interromper este santo embalo rubro-negro…

Kleber Leite

Siga o líder

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo) Kléber Leite

Meus amigos! Faz tempo que não vejo um exagero tão absurdo quanto a nossa posse de bola hoje…

No barato, ficamos pelo menos uns 80 minutos com ela. Mesmo de um lado para o outro, tocando nas laterais ou fazendo firulas no meio, só deu nós. Simplesmente não permitimos que o Corinthians jogasse. Complicado questionar o trabalho de Barbieri. Realmente o cara está se saindo melhor que o esperado.

“Cadê o técnico?” já não cabe neste momento. Compacto em todas as linhas, disputando palmo a palmo cada pedacinho do campo, vamos em frente sem sombra no retrovisor.
Gostei muito do que assisti hoje! Mordemos, corremos e, apesar do placar magrinho, fizemos o que tínhamos que fazer. Matamos numa das poucas oportunidades que tivemos e não deixamos Diego Alves jogar. Valeu muuuuuuito…

Pra variar, os Gambás vão chorar pela última bola do jogo. Bobeira da grossa! Antes da bola chegar ao Roger, Daronco terminou o jogo com ela nos pés do Rodinei…
Vamos as notinhas das nossas crianças abençoadas.

DIEGO ALVES – Voltou a ser o que era quando foi convocado. Seguro e simples, mas com um defeitinho pra conta. Tem que recolocar a bola em jogo com mais calma e precisão – 7

RODINEI – Cada vez que vejo a correria lembro do Toninho Baiano. É um ala que consegue avançar e um lateral que sabe marcar. Algumas diarreias mentais, mas por outro lado, é rei, perto do PARÁlelepípedo – 6

RHODOLFO – Com certeza é titular ao lado de Réver. Seguro no jogo inteiro e muito equilibrado nos passes – 7

LÉO DUARTE – Quem me conhece sabe o quanto fui crítico sobre a bola deste zagueiro. Felizmente estou queimando minha língua. Léo Duarte está realmente muito bem na fita. Desde o jogo contra o Galo vem jogando muito – 7

RENÊ – Gratíssima surpresa em todos os sentidos. Se continuar jogando essa bola, vão ter que contratar um reserva para o lugar do Trauco. Antes só marcava. Agora, mais assanhado, avança e participa de algumas assistências – 8

JONAS – Mais marcação ferrenha que Cuellar, mas menos habilidade. Volante levar cartão com 6 minutos é quase um caos anunciado. Não comprometeu em nenhum momento – 6

DIEGO – Soltando mais rápido a bola, mas reclamando muito com o juiz. Não podemos reclamar da entrega, mas podemos reclamar das escolhas. Hoje jogou bola e não rodou de um lado pro outro como vinha fazendo – 7,5

PAQUETÁ – Espetáculo de partida! Umas das melhores que vi esse ano. Prendeu menos a bola, fez menos firulas e marcou no campo todo – 9

ÉVERTON RIBEIRO – Em doses homeopáticas, vai voltando a ser o jogador do Cruzeiro. Ainda peca em carregar em demasia a bola, talvez pelo ranço de ser meia. Mas está melhorando muito – 6

CEIFADOR – Passei a adorar Guerrero e Vizeu por conta desse caneludo da porra. A bola realmente demora a chegar em condições. Quando chega isola. Se entrasse em campo com o número zero, estaria mais nos conformes – 3

VINÍCIUS JÚNIOR – Tenho que pegar leve com a criança! O cara é peixe do Guru…
Até agora, é uma mistura do Denner (ex-Vasco) com Fio…  Corre mais que notícia ruim, perde 90% das bolas dominadas. Talvez falte segurança para escolher a melhor jogada. No futebol, correr é muita coisa, mas não é tudo – 5

VIZEU – Entrou e decidiu… 10

BARBIERI – De grão em grão, de 3 pontos em 3 pontos, vai convencendo. Por mim, ficaria até o final do ano. Depois vamos estudar a campanha. Está merecendo.

POR FAVOR, SIGAM O LÍDER… MAS SEM NEGÓCIO DE CHEIRINHO…

Carlos Egon Prates

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Angra dos Reis de luto

Há uma semana perdemos uma das pessoas mais carismáticas e doces de Angra dos Reis. Na verdade, ninguém conhecia Marcio Frederico da Silva Reis.

Mas TODOS, conheciam Marcio da Fla Angra…

Por razões que a própria razão desconhece, além do seu amor incondicional pelo clube, Marcio nasceu no dia 3 de março. Coincidentemente, no dia de aniversário do nosso maior ídolo, Zico!!!

Em março de 1975, juntamente com Nilson Gonçalo (Nilsinho), fundou a primeira torcida organizada de Angra dos Reis. A Fla Angra…

Além do amor pelo Flamengo, foi eterno participante de TODAS as procissões marítimas de Angra, sendo um dos maiores vencedores do evento.

Além do mar e da terra, a Fla Angra também venceu inúmeros torneios nos campeonatos amadores do Aterro. Sempre levando e elevando o nome da organizada.

Em um determinado tempo, ficamos mais de 60 partidas invictos. E eu, como não jogava essa bola toda, bebendo ao lado dos meus amigos.

A última vez que encontrei meu amigo, já com 59 anos, me disse estar cansado de participar de alguns eventos, como a procissão marítima.

Até porque, após a morte do Roberto Marinho, e do afastamento do Boni da cidade, o evento ficou muito esvaziado.

Mas o amor irreversível pelo Flamengo, se resumia em ver os jogos na casa dele com vários amigos. Era nosso ponto de encontro…

Marcio, por muitas vezes, abriu mão da família para organizar viagens ao Rio e, colocar o barco da organizada na competição.

Aos 59 anos, vítima de um infarto fulminante, esse cara especial nos deixou.

Angra dos Reis perde o maior representante da nossa Nação. Meu amigo e parceiro Marcio da Fla Angra…

Carlos Egon Prates