Desanimador

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Aos dez minutos de jogo, meu amigo Luiz Guilherme sapecou: “que pelada!!!”. Pensei cá com os meus botões: “caramba, como pode um time que luta por um título brasileiro, em um momento decisivo, errar tanto e jogar como se fosse um jogo amistoso?”.

Infelizmente, salvo um pequeno período do segundo tempo, exatamente quando Vitinho fez o gol, o time foi triste, muito abaixo da crítica.

Paquetá, desde que foi vendido, não está jogando nada. Éverton Ribeiro, hoje, irreconhecível. César falhou clamorosamente no gol de falta. Falha que ele mesmo reconheceu. A ausência de Diego Alves foi sentida.

Nossa zaga, lenta. O primeiro gol do Botafogo foi a prova do que falo. Pará, horrível. Rodnei, igual. E Uribe? Jogou? Que coisa medonha…

Vitinho pode ter sido a exceção. Vaiado o tempo todo pela torcida do Botafogo, teve personalidade e foi o único jogador do Flamengo a jogar em um nível razoável.

Agora, é torcer para o Atlético Mineiro. Aprendi que quando se transfere a esperança nos pés dos outros, a vaca já foi pro brejo…

Sábado triste. Flamengo que não foi Flamengo.

Hora de recomeçar. E, sem repetir os inúmeros equívocos cometidos este ano. E sem esquecer que dinheiro não faltou…

Ano pra esquecer…

Adeus ao vermelho e preto?

Mário Celso Petraglia (Foto: Divulgação/Atlético-PR)

Mário Celso Petraglia talvez tenha sido o mais dinâmico e realizador dirigente com que tenha convivido neste nosso mundo da bola. O salto qualitativo que, graças a ele, deu o Atlético Paranaense, é realmente impressionante. Hoje, o rubro-negro do Paraná tem estrutura invejável para as divisões de base, e algo de cinema para os profissionais. Isto sem falar no verdadeiro bibelô que é a Arena Atleticana. Todo este pacotão, obra e graça de Mário Celso Petraglia.

Há quem possa torcer o nariz para o que aqui coloco, dizendo ser ele polêmico. Para quem por aí vai, respondo, perguntando: Que dirigente criativo e realizador, seja em que atividade for, não é polêmico?

Fiquei impressionado com o noticiário dando conta de que o Atlético Paranaense, por iniciativa de Mário Celso, sofreria uma transformação radical no seu visual, inclusive deixando de ser rubro-negro, para não ser confundido com o Flamengo, passando a ter identidade própria.

Não resisti e liguei para meu amigo Mário Celso e, de cara, sapequei a pergunta: “É aí Mário Celso, o Atlético vai deixar de ser rubro-negro?”. Mário Celso riu e disse que a notícia, vazada, de que o vermelho e preto seria abandonado, foi apenas “o bode colocado na sala”…

As mudanças ocorrerão, mas em vermelho e preto, até porque, é estatutário, na medida em que o Atlético nasceu da junção de dois clubes. Um era vermelho e o outro, preto.

Para finalizar, fiquei feliz em saber que o realizador, criativo e polêmico dirigente Paranaense, pensa como eu. Mário Celso também acha que é impossível qualquer clube se tornar mundial sem que tenha, ao menos, um ídolo, um jogador mundial. E, também como eu, Mário Celso acha que o caminho é dar a este ídolo situação financeira diferenciada que não o anime a deixar o Brasil.

E, acrescentou que isto ocorrerá em uma próxima geração. Como sou apressado, havendo coragem e competência, quem sabe muito mais rápido do que se imagina?

Uma coisa é certa. Nenhum clube será mundial, sem ter jogador mundial.

O perigo do retrocesso

Lendo os comentários sobre o último post tive a clara sensação de que corremos o risco de abrir mão daquilo que foi conquistado. Como temos a memória fraca, é prudente que recapitulemos que o movimento que nasceu no Copacabana Palace, onde três pessoas (Goni Arruda, Flávio Godinho e o “locutor que vos fala”) se reuniram imaginando um Flamengo novo, com a criação de uma equipe de trabalho preparada, competente, para encarar os desafios de um mundo novo que batia à porta dos clubes de futebol.

A evolução daquela reunião, com a inclusão de muitos outros nomes, redundou na criação da Chapa Azul, onde o propósito maior era estabelecer um novo formato de administração, totalmente descentralizado, com gente competente, profissionais ou amadores apaixonados, cuidando das mais distintas áreas.

A figura única do presidente daria lugar a uma equipe de altíssimo nível. Tanto isto é verdade que, com a impugnação de Wallim Vasconcellos, ante a urgência em definir o novo candidato, surgiu, por sugestão do próprio Wallim, o nome de Eduardo Bandeira de Mello.

Como foi Eduardo, poderia ter sido qualquer outro que admitisse não ser “o todo e único poderoso”, entendendo que o clube seria tocado por uma equipe séria e competente, com cada grupo se responsabilizando pela sua área. O curioso, é que este timaço de dirigentes está hoje dividido entre as Chapas Roxa e Rosa, em verdadeiro atentado à saúde rubro-negra.

Apenas como exemplo, como negar méritos a Luiz Eduardo Batista, o BAP,  polêmico, é verdade, mas genial na construção deste novo Flamengo?  Não estou aqui querendo desmerecer o presidente Eduardo. Apenas quero deixar bem claro que, o principal mérito do atual presidente foi dar continuidade a ideia original, e que quem ganha este difícil campeonato é o time e não uma única pessoa.

A estratégia de formar um grupo competente e independente, a meu conceito, foi responsável direta pelo salto qualitativo do Flamengo, que soube aproveitar – pela competência do grupo – o mundo novo e endinheirado com que os clubes de futebol se depararam. Quem teve competência, como o Flamengo, se deu bem. Quem não teve – e não foram poucos – perdeu uma oportunidade incrível.

Coloquei tudo isso para que os meus companheiros do blog tentem perceber que é um enorme erro querer levantar qualquer bandeira, em que nela caiba apenas um nome, até porque, qualquer que seja este nome, seria um enorme retrocesso, pois a modernidade pede independência de setores, principalmente os vitais, como finanças, marketing e, claro, futebol.  Hoje, o papel do presidente é muito mais institucional, além de ter a obrigação de ser um bom maestro, fazendo com que a orquestra esteja sempre afinada.

Portanto amigos, seja a Roxa ou a Rosa a chapa vencedora, que jamais se perca o caminho conquistado. O super-herói, já era. Hoje, em clube de futebol, a coisa caminha bem com um bom time, composto por craques em cada uma das funções vitais.

Em síntese, o sucesso do Flamengo não se deve a um EBM, e sim, a alguns – roxos e rosas – “EBM’s”…

O Flamengo fora das quatro linhas

Dimba (Reprodução da internet).

Meu amigo Michel Assef sempre disse que clube de futebol é uma utopia, em que a pessoa entra para fazer amigos e, em fração de segundos ganha um montão de inimigos.

Isto vai de encontro à filosofia de vida do meu inesquecível pai no rádio, Doalcei Bueno de Camargo que, sem medir as palavras, dizia: “o ser humano é um grande filho da puta. Há exceções”.

Juntando-se um e outro, Michel e Doalcei, talvez tenhamos o retrato do Flamengo de hoje fora das quatro linhas. Não vou aqui advogar em causa própria e cansar os meus amigos e companheiros do blog com a sórdida artimanha de que fui vítima, corrigida em primeira instância pelo judiciário.

Neste exato momento, há dois movimentos que chamam a atenção de todos. No primeiro – e que será apreciado hoje em reunião do Conselho de Administração – há a tentativa de impugnação da candidatura de Ricardo Lomba, sob a alegação de que, como Auditor da Receita Federal, estaria impedido de exercer o cargo de presidente do Flamengo.

Na verdade, sem qualquer envolvimento político de minha parte, um argumento absurdo, pois no estatuto do Flamengo não há qualquer menção à possibilidade de impedimento pelo motivo alegado. Na realidade, se fosse o caso, quem teria que se manifestar era a Receita Federal que, até agora, sabedora da intenção de Ricardo Lomba em ser presidente do Flamengo, simplesmente não se manifestou e, por conseguinte, como quem cala consente, está de acordo. Aliás, já há um caso rigorosamente igual, pois, o Fluminense elegeu seu presidente em idêntica situação.

Pior ainda, a iniciativa do candidato de oposição ao cargo de vice-presidente nas próximas eleições, aproveitando-se da posição que ocupa atualmente, de presidente do Conselho Deliberativo, para formar uma comissão a fim de analisar a venda de Lucas Paquetá para o Milan. Na comissão formada, há a figura de Arthur Rocha, responsável pela contratação de Dimba, a mais estranha transação – compra e venda – nos 123 anos de vida do mais querido clube do Brasil.

Incrível como alguém que é candidato da oposição – e atua como presidente do Conselho Deliberativo, com óbvios objetivos políticos – tem a coragem, a ousadia e a cara de pau de colocar em dúvida a dignidade de quem dirige o clube com transparência e absoluta correção.

E, que ninguém venha aqui dizer que é apenas uma comissão para avaliar um fato. Conversa fiada. A atitude foi tomada e a comissão criada, com o propósito de levantar suspeita com relação a negociação envolvendo Lucas Paquetá.

Em síntese, poderíamos ter tido um ano, esportivamente falando, bem melhor, ficando a sensação clara de que, apesar de certa frustração pela perda de alguns títulos que tínhamos condições de conquistar, que, pelo  menos dentro das quatro linhas o Flamengo é bem mais próximo de quem o ama, do que fora delas, onde a vaidade e os interesses pessoais falam muitíssimo mais alto.

De gol em gol perdido, a vaca vai indo para o brejo

(Foto: Staff Images / Flamengo)

Certamente você que leu o título deste post, dever ter pensado: “Vai indo, não. A vaca já foi pro brejo!!!”. É, pode até ser, mas é aquele tal negócio, muito comum entre nós rubro-negros que, otimistas por natureza, temos por hábito conjugar sempre o verbo acreditar.

Agora, aqui pra nós: ainda com a imagem na nossa cabeça do gol perdido por Paquetá contra o Palmeiras, no finalzinho deste jogo contra o São Paulo, com 2 a 2 no placar, Vitinho perde o gol da vitória, tão fácil de ser feito quanto o de Paquetá. Nestes dois gols perdidos jogamos quatro pontos para o alto, e ainda demos um de presente para o Palmeiras.

Desculpem se estou pegando pesado ou, sendo por demais pragmático. Talvez alguém lendo o texto possa estar pensando: “que mala este cara. Um jogo eletrizante, emocionante do primeiro ao último minuto e, ao invés de elogiar, lá vem ele criticar…”.

Até entendo quem assim pense. O jogo foi realmente emocionante – embora do nosso lado, tendo apenas Vitinho como destaque – mas é que dói ter a certeza de que não estamos colados e, com  “Super Bonder”, no Palmeiras, por dois incríveis gols perdidos.

Mais um lance que, tão cedo, não sairá da cabeça.

Jogo decisivo

Victor Luis comemora o gol que deu a vitória ao Palmeiras (Foto: Marcos Ribolli).

Este jogo contra o São Paulo não é decisivo para o Flamengo. O jogo, a meu conceito, define o campeonato. Além do Flamengo, não vejo ninguém que possa, ao menos, fazer cócegas ao Palmeiras, seja pelo ângulo matemático ou, pela qualidade.

A nossa missão, a cada rodada, será “vencer ou vencer”, deixando o secador ligado e direcionado, permanentemente, para o Palmeiras. Vi a partida deles. Ganharam, como poderiam ter empatado ou, perdido.

Não fosse o frango do bom goleiro do Santos no terceiro gol palmeirense, o resultado poderia ter sido problemático para Felipão e seus meninos. O 3 a 2 caiu do céu.

Tomara que os nossos meninos tenham em mente que é possível sim, remando muito, encostar no Palmeiras. Não gostei da semana que, ao invés de se trabalhar o ânimo e melhorar o jogo, perdemos tempo ruminando o problema disciplinar do nosso goleiro, tema que envolveu, além do treinador, o capitão do time.

Vencendo o São Paulo, vamos atravessar uma rodada em que ganharemos fora de casa, enquanto que o Palmeiras somou os três pontos em casa. Levando-se em conta de que na frente isto será invertido, terá o Flamengo dado um passo maior do que o seu rival.

Como sou um otimista de carteirinha, continuo levando fé. Este campeonato, para o Flamengo, será uma decisão a cada rodada.

E o Vinícius Junior, hein? Além de bom de bola, tem estrela…

(Foto: Twitter @LaLiga)

Como será o Flamengo do futuro?

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Por mais de duas horas tive o prazer de bater um longo papo com o ex-presidente do Flamengo, Luiz Augusto Veloso, que está em plena sintonia com a brutal transformação pela qual os clubes de futebol estão passando.

A internet mudou o mundo e, como parte, o futebol passa por um período de adaptação, onde alguns clubes demonstram que já pegaram o fio da meada, dentre eles o Flamengo.

Talvez resida aí o maior mérito desta turma competente que toca o clube. Luiz Veloso pensa como eu e, coloca com propriedade a importância do ídolo, principalmente para um clube popular e, mais ainda quando o sonho de todos é transformar este clube, de nacional, em um clube mundial.

Luiz lembra que alguns jogadores estão conseguindo a proeza de terem mais seguidores que o próprio clube e, cita como exemplo, o caso de Cristiano Ronaldo.

A observação que fiz neste papo amigo foi no sentido de que o Flamengo assume o discurso de se transformar em um clube mundial e, ainda não começou a se planejar para isso.

Não há como um clube ser mundial sem que tenha jogadores mundiais. Não adianta sonhar com o mundo e continuar sendo um clube vendedor. Já imaginaram que se não tivéssemos negociado Vinícius Júnior e Paquetá, teríamos dado o primeiro passo para transformá-los em jogadores mundiais?

Se este é o destino para o Flamengo, há de se planejar algo que vise manter no clube as novas joias raras que certamente irão aparecer, mesmo que para isso seja criado um novo tipo de convivência profissional com os jogadores que extrapolem a normalidade, ou seja, os super craques. Este planejamento precisa começar a sair do papel, e rápido, pois, neste momento pensamos de uma forma e agimos em direção oposta.

Pela ordem, Flamengo, Corinthians e São Paulo são os clubes brasileiros que estão com a mão na massa, visando a transformação de atravessar fronteiras. O primeiro a conseguir, será aquele que venha a pensar e a agir como um clube mundial.

Para o torcedor será o céu, pois poderá curtir e idolatrar os jogadores fora de série por um belo tempo. E, o primeiro a atingir este objetivo, de cara, vai garantir, também por muito tempo, a hegemonia continental.

Para o Flamengo ser do tamanho que sonhamos, está aí o primeiro dever de casa. Urge um projeto para manter os ídolos que, em última análise, serão nossos veículos para o mundo.

Alô Grêmio, acorda!!!

O técnico Marcelo Gallardo, do River, se dirige ao vestiário no intervalo.

Estou perplexo pelo fato de, até agora, não ter tido informação sobre qualquer ação do Grêmio visando anular o jogo de ontem.

Não sou advogado, mas baseado no bom senso, ficou para mim – no momento exato em que o treinador do River, suspenso pela CONMEBOL, além de se comunicar com seu auxiliar, foi ao vestiário no intervalo do jogo e exerceu a sua função de treinador, mesmo estando suspenso – a sensação de uma gravíssima agressão esportiva. Em síntese, o treinador, suspenso, influiu no andamento do jogo, mesmo estando impedido, o que torna a partida viciada, contaminada.

Ontem, só desliguei a televisão após a última entrevista e, hoje, ouvi um mundo de opiniões a respeito do tema, sem que ninguém tivesse dado ênfase a este ângulo que aqui abordo.

Consultei dois especialistas na matéria, e ambos pensam exatamente como eu. Tomara que esta mensagem chegue até alguém do Grêmio. O direito do clube gaúcho, segundo meus amigos advogados, é muito bom.

Dinheiro não é tudo

Acima, Lomba e Oaquim, abaixo, Landim (Fotos: Gilvan de Souza).

Leio com alegria, e também com preocupação, o depoimento do atual vice-presidente de futebol, e candidato da situação, Ricardo Lomba, dando conta de que, ao contrário dos anos anteriores, finda a eleição, o Flamengo, independente de quem seja eleito presidente, terá recursos para investir no futebol no início de 2019.

Embora a mensagem seja boa, levando-se em conta que muitos clubes já estão trabalhando os reforços para o ano que vem, fica a clara sensação de que, embora bem vestidos, estamos atrasados para a festa…

O Palmeiras, bem estruturado como o Flamengo – e mais rápido e eficiente no “gatilho do futebol” – já se acertou com alguns jogadores que, certamente, poderiam ser do nosso interesse. Em síntese, não adianta ter somente o dinheiro. Como na vida, o timing no futebol é decisivo.


Por que não um entendimento entre as chapas?

Antes que alguém responda sobre o post anterior, argumentando que as iniciativas para contratações visando 2019 não foram feitas em função da indefinição de qual seja o grupo vencedor nas eleições, levanto aqui a possibilidade de um entendimento entre as duas principais concorrentes, no sentido de que seja formado um pequeno grupo de trabalho, grupo este, composto por companheiros das duas chapas, em que havendo opiniões coincidentes, começar a trabalhar, iniciando por definir e contratar o treinador e, a partir daí,  ir montando o elenco.

O tempo está passando e, é bom não esquecer que, o que nós queremos, ou seja, o melhor, todos os outros clubes também querem.

A situação tem dois nomes familiarizados com o tema, e por coincidência, candidatos aos cargos de presidente e vice, Ricardo Lomba e Walter Oaquim. Definir entre um dos dois e, pronto.

A oposição certamente já deve ter em mente quem vai tocar o futebol, bastando, pois, antecipar a indicação. E, estes dois, um de cada chapa, dariam tratos à bola, cuidando do nosso futuro de maneira imediata. Fica a sugestão.

Folga contestada

O nosso bravo Fernando Versiani, rubro-negro de carteirinha, está uma fera com Dorival Júnior, pelo fato do treinador do Flamengo ter “premiado” seus jogadores, com dois dias de folga, após o jogo contra o Palmeiras.

Copio as mensagens que recebi do Fernando, pois nelas embutidos estão os argumentos. Aliás, os pertinentes argumentos.


“Kleber, o Dorival deu 2 dias de folga pra esses malandros. Brincadeira… isso não existe na Europa. 

Segue link: Esperando definição sobre o cargo, Lopetegui comandou treinamento do Real após derrota diante do Barça ”