Messi, Fla-Flu, Vice de Futebol e Tite

Messi

Voltando de Corrêas, eu e Messi (o mais espetacular Golden Retriever do planeta) viemos ouvindo rádio, um pouquinho na Globo, um pouquinho na Tupi. Nas duas, houve um tema que não deixou de passar por nenhum dos entrevistados. O drama argentino, de estar muito próximo de não disputar a próxima Copa do Mundo, talvez seja e, até terça que vem, será o principal assunto no mundo da bola.

A maioria dos entrevistados manteve uma postura neutra, afirmando que não irá torcer a favor, mas que também não secará a Argentina.

Não sei se foram sinceros ou se jogaram para a galera. Como me recuso a ser o politicamente correto a esta altura da vida, quero dizer que se entrevistado tivesse sido, teria afirmado que uma Copa do Mundo sem Messi é uma meia Copa do Mundo. Vou torcer muito pela Argentina. Aliás, coerente com uma das minhas maiores paixões, vou torcer pelo futebol.

Imagine só. Uma Copa do Mundo com Egito, Costa Rica (com todo respeito) e, por aí vai… sem Messi, sem a Argentina de Messi e Maradona…

Que lástima…


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Fla-Flu

Ouvi também no rádio que muitos ingressos já foram vendidos para o Fla-Flu de quinta que vem, feriado, no Maraca, e que o público deverá ser superior a quarenta mil pessoas.

Aqui pra nós, este jogo é infinitamente mais importante para o Fluminense do que para o Flamengo.

O fato do Cruzeiro ter ganho a Copa do Brasil, já o colocando na Libertadores, abre mais uma vaga, mesmo através da pré Libertadores, para os clubes brasileiros.

Claro que ficar entre os quatro primeiros no Campeonato Brasileiro é muito melhor, pois se evita o desgaste de uma pré Libertadores, mas não será o fim do mundo se a classificação vier, mesmo que na rabeira.

Agora, o fim do mundo é o Fluminense cair, de novo, para a segunda divisão. E se perder este jogo para o Flamengo, a chance de ficar entre os quatro últimos na tabela é quase de 100%.

Portanto, este não será um Fla-Flu qualquer.


Ricardo Lomba, Flamengo (Foto: Reprodução)

Vice de Futebol

Sou Flamengo de qualquer jeito, em qualquer lugar, independente de quem dirija o clube. Portanto, torço sempre e desesperadamente a favor.

Que o nosso novo vice de futebol seja feliz, que possa ajudar e que tenha muita sorte.

Gostaria apenas de colocar que, de um tempo para cá, o exercício de se criar dirigentes no futebol tenha perdido força. Os nossos bons dirigentes no futebol cursaram uma escolinha natural, no clube e ou, no mundo da bola. Não vou citar nomes e, seriam muitos, para evitar ciumeira natural.

Em síntese, experiência no futebol conta e, muito!

Boa sorte para o nosso vice-presidente e, que se atente para a importância da escolinha de cartola no futebol rubro-negro.


Tite

Hoje, entrevistado na Rádio Tupi, Tite foi de uma felicidade “Maracaneana”.

Quando a discussão comia sobre ser bom ou ruim o árbitro da TV, o argumento do treinador da Seleção foi fantástico. Disse ele que, ante a possibilidade de se fazer justiça, todos os outros argumentos ficam, não em segundo plano, mas definitivamente sepultados.

Pragmático! Brilhante!!!

Fato novo na área?

Ricardo Lomba, Flamengo (Foto: Reprodução)

O bravo Globo.com está cravando que o Flamengo tem um novo vice-presidente de futebol. Já recebi alguns telefonemas, claro que de rubro-negros, querendo a minha opinião sobre Ricardo Lomba. A todos, brincando, informo que o único Lomba com quem convivi foi o nosso goleiro, que era Marcelo – e um bom goleiro.

O que se sabe sobre o possível novo vice de futebol é que faz parte do Conselho Deliberativo, onde é o vice-presidente. Muito difícil se falar alguma coisa sem que o clube, através de uma nota que seja, oficialize o fato.

O curioso é que este tema surgiu após uma convocação feita pelo ex-presidente Marcio Braga, para uma reunião esta noite, em Ipanema, aos rubro-negros insatisfeitos com o desempenho do nosso futebol. Fui convidado e informei a impossibilidade de ir, por compromisso assumido anteriormente com Zico, que esta noite virará nome de automóvel.

Explico: A Toyota apresentará uma versão personalizada do Corolla. Vem aí o Corolla Zico. O evento acontecerá daqui a pouquinho na Rodobens, empresa do meu querido amigo Deco Verdi.

Parabéns a todos. Mais um gol de placa do maior ídolo da Nação Rubro-Negra.

Quem aconselha Rueda?

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

A pergunta é pertinente. Não há como um treinador colombiano que chega na fase aguda da temporada brasileira, sem conhecer praticamente ninguém no elenco do Flamengo, e nada saber sobre os nossos adversários, não sendo mágico e não tendo bola de cristal, não ter um mínimo de orientação sobre quem seja quem no elenco. O problema é que houve, não orientação, e sim, desorientação…

Em um dos comentários do post anterior, alguém colocou que tenho eu má vontade com Rueda. Não tenho má vontade com Rueda, nem com ninguém, pois perseguição não faz parte do meu roteiro de vida.

Eu apenas considerei – e continuo pensando igual – esta contratação muito arriscada, na medida em que o comandante chega com o pau comendo na guerra, sem conhecer ninguém. Comandados e inimigos. Convenhamos que seja esta uma linha de raciocínio absolutamente normal e coerente.

Voltando ao início do raciocínio, sem conhecer quase ninguém, Rueda é obrigado a se encostar em alguém em que confie para dar início ao seu trabalho.

A sequência é que em vários momentos todos concordamos que escalações absurdas tenham ocorrido, como por exemplo, no jogo contra o Botafogo e, no jogo de ontem, contra a Ponte Preta.

Além de escalações estapafúrdias, substituições grosseiras e sem nenhum sentido. Portanto, a primeira coisa a se fazer é detectar quem orienta Rueda e, tema apurado, comprar uma passagem para este incompetente só de ida e, para a Sibéria.

Muitos companheiros nos comentários do post de ontem registraram que o time do Flamengo joga sem alma, sem vida. Desculpem, mas discordo totalmente. O desempenho de um time em campo é fruto de uma série de fatores, como um bom ambiente, metas definidas, confiança no treinador, empatia com a torcida e, por aí vai… e, quando esta engrenagem não funciona, a coisa desanda no campo, onde é até normal se imaginar que o time não tenha fibra.

Ontem, vimos alguns absurdos. Diego, hoje tão criticado, jogando taticamente equivocado, longe da zona de criação e distante da grande área. Jogou quase que o tempo todo como volante. Convenhamos, isto é um absurdo!!!

Como é que pode Geuvânio começar jogando, com Vinícius Júnior na reserva? Bastou o menino entrar para, através da habilidade e petulância que tem, provocar a expulsão de um adversário e criar duas situações de gol. Isto em muito pouco tempo, pois o nosso Rueda é da escola de não se substituir no intervalo, só mexendo no time quando a vaca já foi pro brejo.

Outra coisa: não há jogador neste planeta, por mais talentoso que seja, que produza, que jogue o que sabe, quando fica claro que o treinador não confia nele. Isto vale para Vinícius Júnior e para Éverton Ribeiro, dois jogadores que poderiam render muito mais, porém, jogam sem confiança, pois sabem que não rezam na cartilha do treinador.

Algum dirigente precisa pegar o Rueda e promover com pessoas inquestionáveis, que tenham conhecimento de causa, de preferência rubro-negras, um debate informal.

Que tal promover um encontro de Rueda com Zico e Júnior?

Meu Deus, é tão simples…

 

Até quando?

(Foto: Staff Images/Flamengo)

Que escalação foi essa? E, de novo? Geuvânio jogando e Vinícius Júnior vendo…

Paquetá de centroavante? E, o pior. Diego, ao invés de ponta de lança, jogando de armador e, na maior parte do tempo, como volante. Ridículo!!!

Já comentamos aqui – mais de cem vezes – que o jogo começa a ser ganho, ou perdido, no vestiário, na escalação.

Hoje, esta derrota deve ser creditada à conta do senhor Rueda e, dos que palpitam para ele de forma equivocada.

Como a irritação é grande, fico por aqui. Aprendi que de cabeça quente, o melhor é esperar o nascer do sol.

Desculpem…

Emoção de cabeça pra baixo

Fluminense 0 x 1 Grêmio (Foto: Lucas Uebel / Grêmio)

Após os jogos deste final de semana, o que se conclui com extrema facilidade é que a emoção que reserva o final deste Campeonato Brasileiro está na parte de baixo da tabela, onde a diferença entre uma quantidade significativa de ”candidatos” ao rebaixamento é absolutamente insignificante e, neste bolo estão quatro grandes clubes.

No jogo das quatro da tarde optei por ver a partida do Fluminense. Queria ver como está o nosso adversário nas quartas de final da Copa Sul-Americana. Aliás, além dessa decisão em dois jogos, teremos outro Fla-Flu, desta feita pelo Campeonato Brasileiro. O Fluminense, após o jogo de amanhã contra a Ponte Preta, será o nosso próximo adversário no Brasileirão.

Hoje, o Fluminense – que perdeu para o Grêmio por 1 a 0 – foi muito mal. O primeiro tempo, que terminou 0 a 0, foi uma grande mentira. Diego Cavalieri, reassumindo a condição de titular, operou pelo menos quatro milagres. No segundo tempo, o Fluminense voltou melhor, mas mesmo assim, ainda ruim. Pelo que vi, aconselho aos meus amigos tricolores que estoquem Rivotril… O fantasma do rebaixamento está namorando o tricolor carioca…

No sábado, vi o empate do Vasco com a Chapecoense e, ao final do jogo que terminou empatado em 1 a 1, algumas conclusões ficaram claras.

O futebol brasileiro está muito parelho e nivelado por baixo. Um time pequeno bem arrumado consegue encarar a maioria esmagadora dos times grandes. O motivo é simples: falta de talento. Quando um time se fecha todo, como a Chape fez contra o Vasco, este ferrolho só pode ir para o espaço se o time adversário tiver jogadores diferenciados. Como o Vasco só tem um…

Esta linha de raciocínio me remete ao Flamengo. Neste deserto de grandes talentos, como não se colocar para jogar Diego, Éverton Ribeiro e Vinícius Júnior?

E, antes que alguém venha dizer que Vinícius Júnior é muito garoto e, quando têm entrado não tem jogado o que dele se espera, contra-argumento, afirmando que não se abre mão de talento, quanto mais nos dias de hoje. Vinícius Júnior sentindo apoio e tendo crédito do treinador, vai ganhar confiança e, jogar o que já vimos na Seleção Brasileira.

Em síntese, hoje em dia, desperdiçar talento é pecado mortal.

Me explico, señor Rueda?

Hora de baixar a bola e olhar para frente

Fred Luz (Reprodução do Youtube)

Alguém da minha total e irrestrita confiança ouviu um comentário dando conta de que, um dirigente do Flamengo teria convidado Zinho, para algum cargo na comissão técnica do futebol. Imediatamente liguei para o principal executivo do clube, Fred Luz, para checar a informação. Fred foi claro e transparente, afirmando que até o final do ano não haverá qualquer modificação na estrutura do futebol do Flamengo. E, emendou dizendo que a estrutura atual poderia, também, ser mantida.

Concordei plenamente com a primeira etapa. Seria realmente algo absurdo introduzir fatos novos em uma estrutura já muito mexida. Porém, lembrei que o mesmo não pode ser aplicado para o próximo ano, na medida em que, como qualquer empresa, os resultados ditam o caminho a ser tomado, e as substituições, se necessárias, a serem feitas. A linha de raciocínio, pelo que senti, é essa mesma.

Poeira baixada, pancada que doeu, assimilada, vida que segue… e assim deve ser, até porque o ranço que por ventura venha a ficar, acaba interferindo no amanhã. Como o amanhã do futebol é hoje, sugiro virarmos imediatamente a página, mesmo porque, temos objetivos importantes pela frente.

Pra começar: por favor, por favor mesmo, que tal dar um crédito de confiança ao nosso mais talentoso jogador? Pessoalmente, achei desproporcionais as críticas dirigidas a Diego. Claro que houve um declínio técnico após a contusão, mas caramba, nada de tão anormal. Tenho informações seguras de que, independentemente do aspecto técnico, Diego é de vital importância para o grupo. Achei esta ida para a Seleção absolutamente providencial, onde a autoestima será recuperada e, como no futebol confiança é quase tudo, a tendência é termos em breve o Diego que queremos de volta.

E por falar em confiança, estimo que o treinador Rueda comece a olhar e a tratar Vinícius Júnior com mais atenção e carinho.

Hoje, o futebol anda muitíssimo nivelado, onde com uma boa estratégia defensiva fica difícil se conseguir furar o bloqueio. O “milagre” é o talento. Só o talento, através do improviso, é capaz de mandar qualquer ferrolho para o espaço. No Flamengo, como em qualquer clube brasileiro, talento é coisa rara. Quem tem, ao menos um, precisa valorizar, afagar, dar força, colocar no colo…

O tratamento dado a Vinícius Júnior não tem sido compatível com o retorno que ele pode nos proporcionar. Por melhor que seja o jogador, quando ele sente que o treinador não o vê como fator decisivo, o emocional o coloca no chão e, obviamente, o rendimento cai. Isto vale para um jogador experiente. Imagine para um menino que acaba de completar 17 anos.

Não tenho nenhuma dúvida em afirmar que Vinícius Júnior é um jogador diferenciado. No nosso elenco, além dele, só mais três. Juan, Diego e Éverton Ribeiro. Antes que alguém reclame por não ter citado Éverton, quero dizer que não estou falando em jogador importante, útil, e sim, diferenciado, decisivo.

Não esqueci de Guerrero, a quem vejo como muito bom jogador, mas não no nível dos que aqui citei.

Muito bom que Vinícius Júnior fique no Flamengo e não vá para o mundial sub-17. Esta não é mais a turma dele. Só espero que, daqui para frente, haja um mínimo de sensibilidade e inteligência na utilização desta joia rara.

Fator sorte

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

No aeroporto, em Belo Horizonte, verdadeiras procissões de camisas rubro-negras rumando para os mais variados pontos do país e, volta e meia, lá vinha alguém pra lamentar e desabafar.

De muitos, ouvi que o nosso presidente não tem sorte e, a todos contestei, pois não se deve atribuir ao fator sorte o que, de fato e de direito, deve ser imputado a um trabalho equivocado.

Vamos começar? Há quanto tempo estamos aqui falando que o Flamengo deveria contratar um baita goleiro? Demoraram tanto que extrapolou o prazo de inscrição para a Copa do Brasil.

Resultado: perdemos o jogo de 180 minutos em função de uma falha grosseira de um goleiro nos primeiros 90 minutos e, ficamos entregues a outro goleiro para a decisão por pênaltis, goleiro este que, em 31 penalidades só conseguiu pegar uma.

Isto tudo nada tem a ver com sorte ou azar. Isto é resultado de falta de planejamento, somada a enorme falta de sensibilidade.

Falamos de um erro por falta de ação. Agora, vamos falar do erro por ação equivocada. Como é que se contrata um treinador estrangeiro na fase aguda da temporada? Isto vale para Rueda, como valeria para Zidane ou Pepe Guardiola. Qualquer um deles chegaria pegando o bonde andando, sem conhecer nada de Flamengo, do Flamengo e dos adversários do Flamengo.

A irresponsabilidade foi dupla. Do clube em contratar, e do profissional em aceitar. Citei aqui Zidane e Guardiola, embora tenha a certeza de que, se convidados fossem, teriam aconselhado nossa diretoria a desistir de tamanha loucura. O problema é que Rueda não é Zidane, e muito menos Guardiola.

O jogo de ontem estava desenhado e, pelo que aqui já foi colocado, ir para os pênaltis era como ir para a guilhotina. Portanto, era vencer ou, vencer. E, na necessidade de ganhar o jogo, os coringas apresentados pelo treinador foram Paquetá e Rodinei na ponta direita. Dose, para 800 elefantes…

Fechadinho, como jogou o Cruzeiro, só com alguém habilidoso para desarrumar o sistema defensivo azul. O Real Madrid paga 45 milhões de euros por Vinícius Júnior e o nosso Rueda vai de Paquetá e Rodinei.

O que tem o fator sorte a ver com tantos equívocos em tão pouco tempo?

O medo de perder não faz parte da história do Flamengo

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Começo encaminhando o desabafo do grande rubro-negro Fernando Luiz Versiani de Aragão:


“Técnico covarde, medroso, sem iniciativa, teimoso. Time sem imaginação. E o Diego sumido no jogo. O Muralha em 31 pênaltis na carreira, só defendeu um. A chance de o Cruzeiro ganhar nos pênaltis era imensa. Eles sabiam disso. Por isso não arriscaram.”


É isso. O jogo inteiro sinalizou que só o talento resolveria. E, o nosso PF colombiano preferiu trocar seis por meia dúzia, introduzindo, para ganhar o jogo, Paquetá e Rodinei.

Só o talento resolveria a nossa vida. Ao menos que tentássemos…

Hoje, foi como ir para a forca, sem ao menos espernear. Isto não é Flamengo!!!

Seja o que Deus quiser…

Treino do Flamengo em BH – 26/09/2017 (Foto: Staff Images / Flamengo)

Já em Belo Horizonte.

Na saída do Rio, no aeroporto Santos Dumont, já comecei a respirar o clima da decisão, com uma quantidade considerável de camisas rubro-negras circulando e, não só com destino à capital mineira.

No mais distante aeroporto do mundo, o caminho até o centro da cidade com um punhado de outdoors do candidato Bolsonaro, desejando boas-vindas a quem chegava. O motorista que nos conduziu ao hotel afirmou que volta e meia está ele por aqui, e que sempre o ambiente é agitado, com gente a favor e contra, também. A propósito, Bolsonaro é mineiro?

Voltando ao futebol. O Mineirão viverá um momento único, com uma final entre dois clubes com total afinidade, e idem com relação às torcidas. E, bom lembrar que são dois contumazes frequentadores de finais de Copa do Brasil.

Se o jogo fosse no Maracanã ou em campo neutro, até que toparia qualquer tipo de aposta. Aqui, na casa do Cruzeiro, fica tudo muito equilibrado.

Há no ar, pelo lado rubro-negro, uma certa pontinha de preocupação com relação ao gol. Acho que Muralha deveria ter jogado as últimas partidas do Campeonato Brasileiro para ganhar ritmo. O nosso Rueda – ou seja lá quem for – pensou diferente, preferindo preservar Muralha.

Tomara que eu esteja errado, e que o nosso goleiro seja o herói do jogo com o Flamengo campeão. Aí, irá prevalecer a máxima da minha avó Corina: “certo, é o que dá certo”.

Vamos aguardar o time que será escalado. Pode ser bobagem, mas há algo me dizendo que Vinícius Júnior pode ter amanhã o seu dia de glória. Mera intuição. Metade de torcida, metade de intuição.

E que São Judas esteja no Mineirão. Amém!!!

O Real Madrid é cego e incompetente

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Não vou comentar o jogo, até porque, pela escalação, fica a sensação clara de que o Flamengo não está nem aí para o Campeonato Brasileiro.

E mais. Poupar alguns jogadores, em função da decisão de quarta-feira em Belo Horizonte, tudo bem. Agora, escalar o time de forma equivocada, é outra coisa.

Com Éverton Ribeiro na armação, o nosso ataque escalado ficou por conta de Matheus Sávio, Paquetá e Gabriel, com o possante Geuvânio dando o ar da graça desde o primeiro segundo, e Felipe Viseu, único centroavante de ofício, só entrando na metade da última etapa.

Aliás, definitivamente provado está que as características de Diego e Éverton Ribeiro são distintas. Diego é cerebral, armador, criador. Éverton Ribeiro é agudo, decisivo. Portanto, pelo amor de Deus, vamos parar com esta loucura de imaginar que estes dois jogadores não possam jogar juntos. Isto é coisa de “professor pardal”…

E Muralha, não jogou por que? Juro que não dá pra entender. Vamos decidir um título em um jogo e, para esta partida, o goleiro que vai jogar não é preparado devidamente.

E, por favor, sem essa de arranjar desculpa de que não foi escalado hoje porque poderia se contundir. Ora bolas, até em treino qualquer um pode se contundir. O importante era dar ritmo de jogo a quem vai jogar na decisão da Copa do Brasil. Francamente…

Para finalizar. Concluímos hoje que o departamento de futebol do Real Madrid é composto por cegos e incompetentes. Como é que, podendo levar Paquetá, Matheus Sávio, Geuvânio e Gabriel, os cegos e incompetentes pagam 45 milhões de euros por Vinícius Júnior, reserva dos reservas, que só entra em campo faltando 15 minutos para o jogo acabar?

Com o ataque escalado, só mesmo a potente canhota de Rodinei para salvar a pátria…