Tudo errado

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Para começar e, com todo respeito, este Flamengo x Botafogo era jogo para o Maracanã. Entendo a posição da diretoria, seu inconformismo com o que a Odebrecht cobra pelo aluguel do Maracanã, mas foi uma decisão muito mais para atender uma postura de negociação, do que para atender a necessidade do time, que precisava destes três pontos.

E vou mais longe. Mesmo com o aluguel caro, duvido que no Maracanã o resultado financeiro não fosse infinitamente melhor.

Hoje, o nosso Zé Ricardo teve a sua pior participação como treinador do Flamengo. Se o jogo de hoje fosse contra o Barcelona ou Real Madrid, ainda daria para justificar uma escalação com Cuellar, Arão e Márcio Araújo. Mas contra o Botafogo? Francamente…

E, qual é o problema que tem o nosso treinador para alterar o time no intervalo? Será superstição?

Qualquer treinador voltaria para o segundo tempo com Diego e Vinícius Júnior. Mais primário, impossível!!!

De bom? Vinícius Júnior e Diego, que se tivessem jogado mais tempo, certamente o resultado do jogo teria sido outro. Estes dois pontos coloco na conta do nosso treinador, sem nenhum receio de estar sendo injusto.

E, por favor, que tenha servido de lição. Chega de jogar com apenas um atacante. Guerrero é bom jogador, mas não é santo milagreiro…

E, pior foi ouvir Zé Ricardo reclamar do gramado do Raulino de Oliveira. Será que ninguém sabia disso? E o jogo poderia ter sido no Maracanã…

Enfim, vida que segue. Perdemos dois pontos absurdos.

O elefante e o caroço de azeitona

Estádio Raulino de Oliveira, também chamado de Estádio da Cidadania (Foto: Cristina Dissat).

Todos que acompanham o blog sabem o que penso e o quanto tenho elogiado a administração do presidente Eduardo Bandeira de Mello. Portanto, pontualmente, me dou ao direito de discordar de algo que, no momento, possa ser encarado como de pouca importância, porém, no futuro, poderá ter influência negativa e, tomara que não, mas também decisiva.

A intenção do Flamengo era inaugurar a Arena na Ilha do Governador neste jogo contra o Botafogo e, em meio a correria para aprovar tudo com as autoridades competentes, estranhei que o Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, fosse o estádio definido como opção alternativa.

Imediatamente me questionei – ué, e o Maracanã? Imaginei que, como o jogo estava marcado para domingo às 11 horas da manhã, um jogo à tarde poderia inibir a realização do clássico contra o Botafogo.

Consultando a tabela do campeonato, verifiquei – e com espanto – que não havia nenhum jogo marcado para o Maracanã. O resumo da ópera é simples. O pessoal do Flamengo tentou jogar no Maracanã, mas esbarrou na negociação com a Odebrecht, considerando caro o preço pedido.

Longe de questionar a competência de quem negocia pelo Flamengo, até porque, considero que o clube está muitíssimo bem entregue, gostaria de apresentar o seguinte argumento: no ano passado, o Flamengo viajou para jogar como visitante e também mandante, o que causa um desgaste além do normal. Neste jogo contra o Botafogo, claro que, como mandante, o ideal é ficar no Rio, pois nas rodadas seguintes, tome viagem… e que ninguém venha me dizer que não há desgaste para jogar em Volta Redonda, pois já vivenciei tudo isso e é realmente desgastante.

Muito mais cômodo ficar no Rio, concentrar no Hotel Windsor e jogar no Maracanã, além de termos, no estádio onde temos identificação histórica, 90% de torcedores rubro-negros.  Ah, mas é caro e estão nos passando pra trás. Ora, se a Arena da Ilha, a partir da semana que vem já estará aprovada, que se entube o preço cobrado apenas para este jogo e, depois que se dê uma banana para a Odebrecht e, vamos jogar na Ilha. Depois, com uma nova licitação, talvez o panorama mude e, com isso, tudo volte a normalidade.

Outro argumento interessante é que o jogo poderá ter um grande público, principalmente se Diego e Conca forem confirmados, mesmo que no banco de reservas. E, este grande público, com certeza, proporcionará uma bela renda, minimizando um possível prejuízo projetado.

Enfim, este tema me parece um caroço de azeitona perto de vários elefantes que esta competentíssima diretoria já conseguiu engolir. Mas, às vezes é assim mesmo. Quem é capaz de engolir um elefante, engasga num caroço de azeitona.

Mas, será que ainda não dá tempo para mudar?

Jogo esquisito

(Foto: Staff Images / Flamengo)

. Na realidade, todo jogo começa quando o time é escalado. Achei estranha a nossa escalação. Com um meio congestionado e, só Guerrero como atacante. Renê, jogador mais defensivo, foi o escolhido para a lateral esquerda.

. A sorte que não tivemos na Libertadores sobrou no primeiro tempo do jogo de hoje. Após o gol de Mancuello, o Atlético teve cinco chances claras de gol, inclusive com duas bolas na trave.

. O Flamengo jogou, até Vinícius Júnior entrar, com apenas um atacante e, sem nenhum jogador de velocidade. Ousaria dizer que, se Vinícius Júnior tivesse começado o jogo no lugar de Matheus Sávio, poderíamos ter vencido.

(Foto: Staff Images / Flamengo)

. Vinícius Júnior entrou na metade do segundo tempo e foi responsável por quatro boas jogadas. Fazia tempo que o Flamengo não tinha um atacante que partisse para cima dos adversários. E, o drible voltou… Que bom…

. Muralha, que tem sido muito questionado, foi muito bem. Na transmissão da Globo, quando Luiz Roberto aventou a possibilidade de Muralha ter falhado no gol do Atlético, Júnior interveio e, com conhecimento de causa, afirmou que além da cabeçada ter sido muito próxima ao gol, ainda foi para baixo e, para piorar, a grama artificial que é molhada, dá uma velocidade incomum à bola. Muralha, hoje, mandou bem.

. Pará, também, muito bem. A zaga só se enrolou no gol do Atlético, quando a marcação foi equivocada. No mais, sem problemas. Renê, bem atrás e fraco no apoio. Meio de campo defensivo, como sempre, bem. Criação, como sempre, não houve. E, Guerrero, o guerreiro de todos os jogos. O peruano deve estar pedindo a Deus, já que pedir ao Zé Ricardo não está adiantando, ao menos, um companheiro de ataque…

. Alguns papões ao título andam se enrolando e, o Palmeiras, atual campeão, dançou para o time apenas razoável do São Paulo. A zebra carioca andou passeando em São Januário.

. Semana que promete com o jogo treino em que estarão presentes Conca e Diego. Se estiverem bem e, se um atacante for escalado para jogar com Guerrero, “o bicho vai pegar”…

Boas notícias

Treino do Flamengo – 26/05/2017 (Fotos: Divulgação / Flamengo)

Hoje, sinto o nosso ambiente no Flamengo bem mais descontraído. Mais uma vez repito e, pelos comentários, muitos companheiros pensam como eu. Tudo bem que a atuação contra o Atlético Goianiense, apesar da vitória, foi muito ruim. Só que os jogadores são seres humanos que sofrem influência psicológica e, isto ocorreu em função da desclassificação da Libertadores.

Diria mesmo que, o jogo pela Copa do Brasil foi o da ressaca… e isto vai passar. Aliás, já passou. Pelas fotos e vídeos dá pra notar o clima bem mais descontraído. Apesar do gramado sintético e, pelo jeito, ainda sem Éverton, dá para acreditar num bom resultado no domingo.

Muito cuidado nessa hora

(Foto: Staff Images / Flamengo)

Todos que aqui convivem sabem que sou um otimista de carteirinha. Talvez seja, muito mais do que uma característica rubro-negra, um conceito de vida, de quem acredita, de quem quer o bem, de quem ama a vida. E, quem ama a vida não tem tempo para desencontros, desamor, picuinhas e birras.

Abro desta forma para, depois de uma vitória por 3 a 0, chamar atenção para uma possível euforia que pode ser perigosa.

Ganhar: maravilhoso. Três pontinhos no Brasileirão: espetacular. O problema é que não devemos nos enganar. Jogamos contra um time muito fraco, aliás, muitíssimo fraco, candidatíssimo, já na segunda rodada, ao rebaixamento.

Dito isto, elogiar as atuações dos nossos laterais – principalmente Trauco – da nossa zaga, do nosso meio pegador e… ponto!

Continuo achando, apesar do esforço, Ederson completamente fora de esquadro. Sem Diego ou Conca, a criação estará sempre comprometida.

Sem Guerrero, com o que temos, num jogo pra valer, será de doer. E o nosso Zé Ricardo, insensível continua. Com todo estádio – atenção!!!! O jogo foi em Goiânia – pedindo Vinícius Júnior, lá vem ele, de novo, com Matheus Sávio…

Legal, muito bom ver o garoto Vinícius Júnior, que voltou a entrar no finalzinho, fazer uma jogada espetacular. Demonstrou, além do talento que já conhecemos, personalidade…

Como dizia minha avó Corina: “o que é do homem, o bicho não come”.

Juízo rapaziada. Ganhar é maravilhoso, mas hoje há de se avaliar bem a vitória.

E o Palmeiras, hein?

Previsão realista

(Foto: Buda Mendes/Getty Images)

Sem medo de errar, com toda convicção possível, afirmo aqui, neste dia 16 de maio que, com Conca e Diego ou, mesmo só com um dos dois, e se mais um ATACANTE aparecer para ajudar o solitário e competente Guerrero, o Flamengo vai brigar pelo título de campeão brasileiro.

Internamente, a única chance para o ataque repousa no jovem Vinicius Júnior, caso consiga ele se firmar, jogando nos profissionais 80% do que jogava na base, problema muito bem resolvido. Caso contrário, só contratando.

Éverton Ribeiro, se vier e estiver bem, pode ajudar.

Pintou o campeão?

(Foto: Celso Pupo/Agência Estado)

Hoje, vi dois jogos inteirinhos. Pela manhã, a vitória do Fluminense sobre o Santos, por 3 a 2 e, às quatro da tarde, o Palmeiras sapecando 4 a 0 no Vasco.

No jogo da manhã, muito equilibrado, o fator sorte foi decisivo, sempre ao lado do Fluminense, inclusive no lance do pênalti que, para mim, não houve. Claro que o juiz não teve a intenção de ajudar o Fluminense. Num lance desses, em que o árbitro tem participação decisiva, alguém dá azar e, consequentemente, alguém tem sorte. Hoje, o tricolor deu sorte. O placar mais justo teria sido o empate.

Que jogador este Lucas Lima. Ousaria afirmar que é o jogador que o Flamengo precisa. Super criativo, agudo e decisivo. Na transmissão, o repórter informou que o contrato do camisa 10 do Santos termina no final do ano. O jogador se considera injustiçado, e o Santos anuncia que não fará nenhuma loucura para renovar com o craque.

Um nome excepcional para aplicar o dinheirinho que vem da Espanha…

(Foto: Edilson Dantas)

. O Palmeiras me impressionou pela intensidade. Um time harmonioso, muito equilibrado em qualidade nos três setores. Defesa, meio de campo e ataque no mesmo ritmo e com a mesma – ótima – qualidade.

Neste jogo, de novo, Dudu jogou um partidaço. Zé Roberto, com 42, parecendo ter saído dos juniores…

O Vasco tem que abrir o olho. Na primeira rodada já aparece na zona de rebaixamento. O time criou algumas oportunidades, mas faltou um pouquinho de sorte ou confiança. Em compensação, não fosse Martín Silva, o vexame seria monstruoso…

. E o Atlético Paranaense, hein? Pensando na Libertadores, poupou os titulares e tomou de seis do Bahia. Aliás, a minha tranquilidade para quarta-feira, a bem da verdade, repousa muito mais no jogo do Chile, do que no nosso na Argentina. Claro que será dureza na Argentina, mas pior ainda, será para o Atlético em Santiago…

Poderia ter sido melhor

(Foto: André Durão)

Começamos, infelizmente, mal. Até porque, em casa, o dever neste campeonato longo tem que ser feito e, hoje, não fizemos.

Achei o time mal escalado. Não entendi a escalação de Matheus Sávio, quando o normal seria entrar com Renê na lateral e Trauco no meio. Para piorar a situação, Berrío era um a menos.

Mesmo assim, com um sistema defensivo quase perfeito, conseguimos terminar o primeiro tempo em vantagem, fruto da soma de sorte, com o erro do goleiro deles. Matheus Sávio cruzou, o goleiro se enrolou, e a bola acabou entrando.

No segundo tempo, nosso treinador tentou consertar, mas deu azar. Trauco passou para o meio, com Renê na lateral, saindo Matheus Sávio. Só que, Trauco, sei lá o motivo, estava irreconhecível e acabou substituído, corretamente, por Éderson.

Vinícius Júnior entrou quando faltavam dez minutos. Fazer o que?

Não dá para não elogiar e, muito, a atuação da zaga e do meio campo defensivo. Réver, Rafael Vaz e Márcio Araújo jogaram demais. Pará e Arão, também, muito bem, porém, em plano inferior.

Perdemos dois pontos. Vida que segue…

Aqui, não há dúvida

Treino do Flamengo – 11/05/2017 (Fotos: Gilvan de Souza / Flamengo)

Quando uma notícia é divulgada com firmeza e com riqueza de detalhes, uma coisa é certa: a fonte é ponta firme, é pra lá de segura e confiável.

No penúltimo post, se não me equivoco, aqui foi divulgado todo o panorama sobre a negociação envolvendo o jovem, e talentoso, Vinícius Júnior. Claro que, a diretoria do Flamengo, que trabalha sério, não pode confirmar nada oficialmente pelo fato de, embora tudo acertado, o documento ainda não estar assinado. Como já dizia Castor de Andrade, “vale o que está escrito”…

O direito do Real Madrid levar Vinícius Júnior embora, começa em 2018, desde que o jogador faça parte da Seleção Brasileira que irá disputar a Copa do Mundo. Caso esteja fora da lista, aliás, o que é o mais provável, a apresentação será em janeiro de 2019, porém, como na Europa será meio de temporada, há a grande possibilidade de Vinicius Júnior continuar no Flamengo até junho do mesmo ano.

No mais, não há nada de novo além do que já foi publicado no post anterior e, tomara que no sábado, contra o Atlético Mineiro, o nosso craque esteja no banco e seja a faísca de esperança do torcedor rubro-negro.

Mais claro, impossível!!!

Recebi do meu querido irmão Radamés Lattari este texto que apresento aqui no blog, que sepulta de vez o tema do campeonato brasileiro de 1987.


Filho de torcedor do Sport pergunta ao pai: “Pai somos os campeões brasileiros de 87?”
O pai responde: “Sim, claro que somos!”

Filho pergunta então:Pai, quanto ficou Sport x Corinthians?”
Pai: “Não jogamos contra o Corinthians.”

Filho: “Quanto ficou Sport x São Paulo?”
Pai: “Não jogamos contra o São Paulo.”

Filho: “Quanto ficou Sport x Palmeiras?”
Pai: “Não jogamos contra o Palmeiras.”

Filho: “Quanto ficou Sport x Santos?”
Pai: “Não jogamos contra o Santos.”

Filho: “Quanto ficou Sport x Cruzeiro?”
Pai: “Não jogamos contra o Cruzeiro.”

Filho: “Quanto ficou Sport x Atlético-MG?”
Pai: “Não jogamos contra o Atlético-MG.”

Filho: “Quanto ficou Sport x Grêmio?”
Pai: “Não jogamos contra o Grêmio.”

Filho: “Quanto ficou Sport x Internacional?”
Pai: “Não jogamos contra o Internacional.”

Filho: “Quanto ficou Sport x Vasco?”
Pai: “Não jogamos contra o Vasco.”

Filho: “Quanto ficou Sport x Fluminense?”
Pai: “Não jogamos contra o Fluminense.”

Filho: “Quanto ficou Sport x Botafogo?”
Pai: “Não jogamos contra o Botafogo.”

Depois um silêncio profundo, o filho pergunta já com medo da resposta…

Filho: “Pai, ganhamos jogando contra quem?”

E o pai todo orgulhoso responde: “Fomos campeões brasileiros da 1a divisão em 1987 vencendo os poderosos Criciúma, Joinville, Portuguesa, Inter de Limeira, Bangu, Ceará, CSA de Alagoas, Treze da Paraíba e super Guarani de Campinas…”

O filho abaixa a cabeça e diz que não vai comentar esse assunto na escola…

Simples assim.


E, alguns sábios ministros do nosso STF não conseguiram entender algo tão simples.