De bom, além da vitória, as recuperações de Éverton Ribeiro e Muralha

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Pra começar, elogiar a sensibilidade e inteligência do torcedor rubro-negro que esteve na Ilha do Urubu. Desde o primeiro segundo em que colocou o pé no gramado, Muralha foi acarinhado de forma explícita, o que, com certeza, deve ter dado uma boa acalmada no seu sistema nervoso. Inteligente e sensível autuação da galera, pois é com Muralha que vamos decidir a Copa do Brasil.

Éverton Ribeiro foi outro destaque. Desde os primeiros lances foi participativo, ao contrário de jogos anteriores e, sem dúvida, hoje, o mais criativo e agudo do time.

Entre 26 e 27 minutos do primeiro tempo, o extraordinário comentarista do SPORTV, Lédio Carmona, fez uma colocação um tanto quanto estranha. Disse Lédio que Éverton Ribeiro estava aproveitando a oportunidade oferecida por Rueda.

Eu colocaria diferente, dizendo que Éverton Ribeiro está provando a Rueda que, pelo talento que tem, pode sim jogar com Diego e com qualquer outro jogador, desde que, como Diego, seja acima da média. Éverton Ribeiro criou a jogada do primeiro gol e fez o segundo. Ponto! Tomara que o nosso Rueda tenha aprendido…

Achei o time confuso. Jogamos contra um time fraco que começa a namorar com a zona de rebaixamento. Achei estranho, em determinado momento, jogando em casa – e do outro lado não estava o Barcelona – com três volantes em campo. Márcio Araújo, Arão e Cuellar, juntos, contra um time fraco e com dez jogadores, não é demais?

A zaga, apesar da fragilidade ofensiva do Sport, batendo cabeça, com Rhodolfo muito nervoso, cometendo faltas sem necessidade.

Nas laterais, Pará bem. Trauco, bem no apoio e deixando alguns furos atrás.

Guerrero começou parecendo que ia arrebentar. Ficou no gol.

Diego, que não vive, tecnicamente, um bom momento, compensa com enorme espírito de luta. Aliás, o jogador que deve se ter todo cuidado do mundo até o dia 27, é Diego, pois sem ele, a luz do time apaga. E, Diego não é mais um menino…

Berrío entrou muito bem. Poderia ter sido mais explorado.

Balanço positivo. Ganhar é muito bom…

E o gol de mão do Jô, hein? Que vergonha!!!

Quem escala o Flamengo? No futebol do Flamengo, quem pensa?

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Após a rodada espetacular, onde o Flamengo, de camarote, viu Corinthians e Grêmio perderem, e o Palmeiras empatar, imaginei que fôssemos levar a sério este jogo contra o Botafogo, pois, em caso de vitória, poderíamos ficar entre os quatro primeiros colocados, além de poder voltar a sonhar em chegar perto do líder do campeonato.

Quando ouvi no rádio o nosso time, com Rómulo, Geuvânio, Rafael Vaz e Matheus Sávio, achei que fosse pegadinha. Aí lembrei que primeiro de abril já ficou pra trás, faz tempo…

Que ideia infeliz, completamente fora de propósito e em total falta de sintonia com a realidade.

Será que saiu da cabeça deste treinador colombiano tamanha estupidez? Seria capaz de jurar que há uma eminência parda que, com certeza não é rubro-negra, que ante a total falta de conhecimento de causa do treinador, influencia de forma negativa e – ante a nossa causa de pura paixão – criminosa.

QUEM ESCALA O FLAMENGO? NO FUTEBOL DO FLAMENGO, QUEM PENSA?

Que triste despedida do Campeonato Brasileiro. Que papelão!!!

 

O caminho certo e a “Primeira Liga”

(Fotos: Gilvan de Souza / Flamengo)

Bom jogo e, vitória com autoridade. A escalação do Flamengo era uma expectativa pra mim. Com todos à disposição, estava curioso para saber o time que entraria em campo. E, sobrou exatamente para o jogador mais caro, o que representou o maior investimento. Éverton Ribeiro jogou pouco mais do que cinco minutos e, só entrou porque Diego pregou.

Isto é uma crítica? Claro que não! Apenas uma constatação pouco comum. Com o embalo de Berrío após a linda jogada que classificou o Flamengo para a final da Copa do Brasil, realmente ficava difícil não começar com ele. A única possibilidade de Éverton Ribeiro começar, seria deslocar Éverton para a lateral, e Éverton Ribeiro ocupando a meia esquerda.

Rueda preferiu não complicar e, escalou com simplicidade. O time correspondeu, jogando bem o tempo todo. Defesa, atenta. Meio, pegador, dinâmico e criativo. Ataque, como deve ser, aporrinhando a defesa adversária o tempo todo.

Os gols foram de Diego e Arão. Guerrero não marcou, mas foi destaque. Jogou muito!

Continuamos no pelotão da frente e, com certeza, assim terminaremos este Campeonato Brasileiro.

Com o coração do torcedor totalmente ocupado pela decisão da Copa do Brasil, vamos nesta quarta-feira até Cariacica, jogar contra o Paraná, pela “Primeira Liga”… e, este é o tipo de reclamação que os clubes não podem fazer com relação ao calendário. Esta ideia infeliz, partiu deles. Como diria minha avó Corina, “quem pariu Mateus, que o embale”…

Brincadeira à parte, a esperança de que Rueda poupe seus jogadores importantes, livrando-os de desgaste e possível contusão, em jogo que não vale nada.

Aliás, a sequência será braba. Dia sete, decisão da Copa do Brasil e dia 10, jogo contra o Botafogo, pelo Campeonato Brasileiro.


Recebi a informação de que Reinaldo Rueda, na entrevista coletiva, deu a entender que Diego e Éverton Ribeiro não podem jogar juntos.

Depoimento, a meu conceito, se verdadeiro, precipitado. Bom não esquecer que Berrío – neste momento, titular absoluto – no jogo contra o Botafogo ia ser substituído quando realizou a linda jogada e caiu nas graças da galera, e do treinador.

Ao simpático Rueda, lembro uma máxima pertinente ao momento. “Muita calma. Pato novo, não dá mergulho fundo…”


E o Corinthians, hein? No jogo do primeiro, contra o último colocado, na casa do número 1 na tabela, a zebra pintou. Definitivamente, o futebol praticado no Brasil está nivelado por baixo…

Como manter a concentração?

Treino do Flamengo – 25/08/2017 (Fotos: Gilvan de Souza / Flamengo)

Ia utilizar para o título do POST a palavra “foco”, porém, para dar uma variada, optei pela “concentração”.

Onde quero chegar? Simples. Imagino o quanto deve ser difícil para qualquer treinador, já no meio da segunda e última etapa do calendário, encontrar os argumentos para manter a tropa ligada.

Vejam o caso do Flamengo. Estamos disputando três competições, sendo duas nacionais e uma continental, cujos objetivos às vezes coincidem.

No Brasileiro, como não se tem a certeza de que o time será campeão da Copa do Brasil ou, da Copa Sul-Americana, a briga é para ficar no pelotão de cima, atrás de uma vaga para a Libertadores do ano que vem.

A Copa do Brasil passa a ser – em importância – a grande prioridade, já que, sendo campeão, o Flamengo fecha o ano com uma grande conquista e a vaga na Libertadores garantida.

A Copa Sul-Americana, na realidade, a segunda divisão do futebol no continente, tem como única virtude também garantir vaga na Libertadores.

Agora mesmo, embora tenha o Flamengo, neste domingo, o jogo contra o Atlético Paranaense, pelo Brasileiro, ninguém tira da cabeça a decisão contra o Cruzeiro, que começa no dia sete de setembro.

A confusão é tão grande que espicharam a Copa do Brasil até o final do ano e, esqueceram de alongar o prazo para inscrições de novos jogadores.

O resultado disso é que, além do que aqui já foi colocado, os treinadores têm que se virar, com times diferentes nas três competições.

A Sul-Americana, na canetada, espichou também a Libertadores, sem a mínima preocupação com as competições nacionais Enfim, um mínimo de compreensão e paciência com os treinadores é mais do que justo, pois é realmente uma loucura conseguir assoviar e chupar cana, ao mesmo tempo.

Com quem veio de fora e pegou o barco no meio do oceano, como Rueda, a compreensão tem que ser triplicada.

E por falar em treinador, mesmo sem estar no campo, Zé Ricardo conseguiu um sopro rubro-negro para o Vasco que, finalmente, venceu.

Que o domingo seja rubro-negro, com sotaque carioca…

Final de semana bom, surpreendente e preocupante…

Bom pra quem? Pra nós!

Sempre comento e repito que confiança é quase tudo em futebol. E, esta rodada do Campeonato Brasileiro, como interferência no jogo decisivo de quarta-feira, pela Copa do Brasil, foi amplamente favorável ao Flamengo.

Não só a vitória, mas principalmente o desabrochar da garotada, representada por Vinícius Júnior e Paquetá, é um sopro de animação, esperança e bom presságio para a hora da decisão na Copa do Brasil.

O Botafogo, que hoje foi derrotado pela Ponte Preta, ao contrário, sai de uma derrota para um momento de decisão. Além do ânimo em baixa, há também desfalques importantes. Em síntese, com todo respeito ao Botafogo, o sopro da vitória está com pinta de que vai para o Maraca de vermelho e preto.

A surpresa ficou por conta do Corinthians que, jogando em casa, para um público superior a 40 mil pessoas, perdeu a longa invencibilidade no Campeonato Brasileiro para o inconstante e imprevisível Vitória.

Aliás, aí está a explicação para o fato do futebol ser o mais popular esporte do planeta. Nada contra os outros esportes, mas o único absolutamente imprevisível, é o velho esporte bretão. No basquete ou no vôlei, inimaginável um time muito bom perder para um razoável. No futebol, a zebra é uma realidade.

E eu que ia neste POST, propor uma pesquisa para saber para quem o Corinthians iria – ou não –  capitular… A ideia chegou atrasada…. Que zebraça!!!!!!!

A preocupação, com certeza absoluta, deve estar na cabeça de todos os vascaínos. A derrota contundente por 3 a 0 para o Bahia, somando-se ao momento político do clube, deixa o ambiente conturbado e faz surgir o fantasma de mais um rebaixamento. Meus amigos vascaínos estão apavorados. E, com toda razão…

Para finalizar, deixo vocês com duas imagens praticamente iguais. O gol de Romário, pelas eliminatórias, e o gol de Vinicius Junior, pelo Campeonato Brasileiro. Impressionante como os gols foram parecidos. A imagem me foi encaminhado pelo nosso amigo Radamés Lattari.

 

Vinícius Júnior, neles!!!

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Ninguém foge à sua origem e, não há como negar que qualquer rubro-negro saboreia com muito mais gosto o ídolo feito em casa.

Não é de hoje que tanta gente clama por Vinícius Júnior ter o direito de começar um jogo.

Hoje, desde o primeiro minuto ficou claro que, mesmo num time sem o menor entrosamento, o perigo para o adversário residia nele.

No primeiro tempo as jogadas ofensivas pela esquerda eram prejudicadas, pois, lento para jogar na posição, Rafael Vaz se limitava aos cruzamentos infrutíferos, ainda na intermediária.

No segundo tempo, com a entrada de Renê, que saiu contundido, as jogadas começaram a aparecer.

Paquetá, mesmo improvisado, acabou sendo uma bela surpresa. Acima de tudo, foi um atacante agudo, sempre procurando o gol. Não bastasse, também foi um garçom de alto nível. Vinícius Júnior foi o “freguês” agradecido.

Diego Alves fez uma defesa espetacular, em chute de Walter, “o gordinho bom de bola”. Réver, Márcio Araújo e Arão, mandaram muito bem… Geuvânio, continua devendo. Éverton Ribeiro, também. E Diego, que entrou no meio do segundo tempo, esteve esperto.

Árbitro, sem menor critério nas marcações. Público, fraquinho. Vitória importante, na medida em que é preciso estar no pelotão de cima, em função da Libertadores.

O nosso Rueda sempre muito tranquilo, não demonstrando emoção. E, tem todo o direito. Aliás, o que o torcedor quer é ganhar. Se o treinador dá chilique, ou se comporta como um padre, pouco importa.

E o Corinthians, hein?

Jogo dos desfalques e…do entrosamento!!!

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Quem lê o título do post deve ficar imaginando que o autor ficou maluco. Como, em um jogo, um time desfalcado pode ter como meta o entrosamento?

Se fosse pegadinha até que daria certo. O “entrosamento” citado no título não é referente exclusivamente aos jogadores. Há um personagem fora do contexto, que é o treinador Reinaldo Rueda.

Sim, o jogo contra o Atlético Goianiense, em importância, tem em primeiro lugar carimbar os três pontos e, logo a seguir, uma bela oportunidade para entrosar time com treinador.

Além dos desfalques que já sabíamos, Éverton e Vizeu serão poupados. Éverton, por precaução, visando estar em ponto de bala para a decisão contra o Botafogo, e Vizeu por problema muscular.

Tomara que o nosso pessoal do futebol tenha alertado Rueda sobre um promissor atacante – centroavante, de ofício – do nosso time sub-20, chamado Lincoln, mais técnico e habilidoso do que Vizeu.

Seria um bom teste, até porque, sem Guerrero e sem Vizeu, não há entre os profissionais, nenhum outro centroavante.

E, que tal Vinícius Júnior começar jogando? Já está na hora…

Melhor oportunidade do que essa, impossível…

E quarta-feira tem decisão…

(Foto: Staff Images / Flamengo)

Joguinho, desanimador…

Fico imaginando o Rueda sendo apresentado em dia tão ruim. E, pior, por problemas burocráticos, não poderá ele dirigir o time no primeiro jogo, na fase semifinal da Copa do Brasil, contra o Botafogo.

Como sou pragmático, e não gosto de perder tempo, melhor esquecer o jogo de hoje e, concentrar toda energia possível para o jogo contra o Botafogo.

Quando um time está cansado, os treinadores vendem a necessidade do “pijama training”. O nosso momento é o do “cabeça training”. Esquecer tudo. Juntar o que temos de melhor, montar estratégia competente e, ir à luta.

Na quarta, voltam Diego e Éverton. Em contrapartida, teremos desfalques por conta de jogadores que não estão inscritos. Haja papo…

Enfim, a hora é de unir forças. Melhor que o primeiro jogo seja no Engenhão. Administrar lá e, resolver a vida na nossa casa, no nosso velho Maraca.

Vamos ressurgir das cinzas? No Flamengo, as grandes conquistas tiveram sempre muito sofrimento pelo caminho.

Vamos à luta!!! Mais uma…

Parece que saímos do mapa

Treino do Flamengo – 11/08/2017 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

De ontem para hoje o noticiário do Flamengo é praticamente inexistente. De novo, nada. De antigo e atual, a negociação com o treinador Rueda. E, isto é bom ou ruim? Claro que ruim, pois o afastamento do noticiário é uma constatação de que não estamos inseridos no contexto do momento, que é a Copa Libertadores.

Claro que isso vai passar, até porque, já neste final de semana engrenamos o Campeonato Brasileiro e no meio de semana a Copa do Brasil.

Para nós, situações bem distintas. No domingo, contra o Atlético Mineiro, pelo Brasileiro, praticamente um time alternativo, na medida em que, por lesão e cartões, o time jogará bem desfalcado. Jogo de relativa importância, onde o único objetivo é não desgarrar da turma de cima na tabela.

Já na quarta, ainda sem Guerrero, e já contando com todos que não jogarão contra o Atlético, um jogo decisivo, contra um time embalado e motivado. Pode ser que eu esteja enganado, mas apesar de nas entrevistas coletivas nada se perceber, esta indefinição no comando técnico deve estar mexendo com as cabeças dos meninos…

O noticiário dá conta de que Rueda pode estrear contra o Botafogo. Mas como é possível, se de todo elenco ele só conhece dois jogadores? Se o Flamengo quer apostar mesmo no treinador colombiano, o mais correto seria entregar a Jaime de Almeida a missão de concluir o ano. Paralelo a isso, Rueda iria se adaptando e conhecendo o elenco, para assumir, de fato e de direito, quando se sentir com amplo conhecimento e domínio total do futebol rubro-negro. E, isto pode acontecer ainda este ano, ou não. A decisão deve ser dele.

Pode ser e, tomara que dê certo, mas fica em mim a sensação de que estamos procurando a saída da forma mais complicada.

Como em futebol já vi de tudo, tomara que a estratégia, que considero equivocada, acabe dando certo. Ser otimista é o que nos resta.

Hora de mudar

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Na vida, há hora pra tudo, inclusive para mudar.

Hoje, Zé Ricardo começou o jogo com o fato novo de entrar com apenas um volante. O escolhido, dentro das circunstâncias, foi o menos indicado. O combatido Márcio Araújo ou, o não tão combatido Cuellar, seriam mais adequados, já que combatem e desarmam com muito mais eficiência do que Arão.

Como a maré não está pra peixe, foi exatamente uma falha de Arão que redundou no primeiro gol do Vitória.

Quando abriu mão de um segundo volante, Zé Ricardo tinha que colocar mais um meia ou um atacante. Optou por mais um atacante, elegendo Geuvânio. Como imaginava ele que o Vitória jogaria fechadinho, entendeu que um jogador mais técnico seria mais útil do que um de velocidade e, acredito que por isso, não começou com Berrío. Em tese, faz até sentido, só que Geuvânio não jogou nada. Dentro do pensamento do treinador, Vinícius Júnior seria melhor opção.

Para complicar ainda mais, os jogadores que vieram para desequilibrar tiveram uma manhã
pouco inspirada. Diego, mais recuado, em função da nova montagem do time, e Éverton Ribeiro, muito abaixo do esperado.

A hora é de acordar, se render à realidade e tomar as providências necessárias. Não há mais clima para Zé Ricardo continuar. Acho até que tomará ele a atitude de entregar o cargo.

Não ocorreu na coletiva, mas quem sabe amanhã?