Como manter a concentração?

Treino do Flamengo – 25/08/2017 (Fotos: Gilvan de Souza / Flamengo)

Ia utilizar para o título do POST a palavra “foco”, porém, para dar uma variada, optei pela “concentração”.

Onde quero chegar? Simples. Imagino o quanto deve ser difícil para qualquer treinador, já no meio da segunda e última etapa do calendário, encontrar os argumentos para manter a tropa ligada.

Vejam o caso do Flamengo. Estamos disputando três competições, sendo duas nacionais e uma continental, cujos objetivos às vezes coincidem.

No Brasileiro, como não se tem a certeza de que o time será campeão da Copa do Brasil ou, da Copa Sul-Americana, a briga é para ficar no pelotão de cima, atrás de uma vaga para a Libertadores do ano que vem.

A Copa do Brasil passa a ser – em importância – a grande prioridade, já que, sendo campeão, o Flamengo fecha o ano com uma grande conquista e a vaga na Libertadores garantida.

A Copa Sul-Americana, na realidade, a segunda divisão do futebol no continente, tem como única virtude também garantir vaga na Libertadores.

Agora mesmo, embora tenha o Flamengo, neste domingo, o jogo contra o Atlético Paranaense, pelo Brasileiro, ninguém tira da cabeça a decisão contra o Cruzeiro, que começa no dia sete de setembro.

A confusão é tão grande que espicharam a Copa do Brasil até o final do ano e, esqueceram de alongar o prazo para inscrições de novos jogadores.

O resultado disso é que, além do que aqui já foi colocado, os treinadores têm que se virar, com times diferentes nas três competições.

A Sul-Americana, na canetada, espichou também a Libertadores, sem a mínima preocupação com as competições nacionais Enfim, um mínimo de compreensão e paciência com os treinadores é mais do que justo, pois é realmente uma loucura conseguir assoviar e chupar cana, ao mesmo tempo.

Com quem veio de fora e pegou o barco no meio do oceano, como Rueda, a compreensão tem que ser triplicada.

E por falar em treinador, mesmo sem estar no campo, Zé Ricardo conseguiu um sopro rubro-negro para o Vasco que, finalmente, venceu.

Que o domingo seja rubro-negro, com sotaque carioca…

Sorteio ou azareio?

(Foto: Staff Images)

Duvido que o tema central desta quinta-feira não divida opiniões, muito embora, tenha eu uma opinião definitiva a respeito. A final da Copa do Brasil, entre Flamengo e Cruzeiro, será no Mineirão, casa do Cruzeiro. Pessoalmente, e várias vezes já disse aqui, penso que fazer o último jogo em casa não deixa de ser uma vantagem.

A prova disso são as manchetes de todos os veículos, rigorosamente iguais: “A decisão será no Mineirão”. Se bom fosse fazer o primeiro jogo em casa, as manchetes poderiam ser: “Flamengo larga na frente. Primeiro jogo será no Maracanã”.

Brincadeira à parte, dizer que, por coerência com o que penso, torci muito para o segundo jogo ser no Maracanã, mas dentro do que penso, para mim, ou melhor, para o Flamengo, não houve sorteio e sim, azareio. Mesmo assim, continuo um otimista de carteirinha. Vamos vencer o Cruzeiro e atropelar o azareio.

Bom lembrar que na final não existe mais o gol dobrado fora de casa, em caso de igualdade. Assim sendo, se o Flamengo vencer aqui por 3 a 1 e perder em Belo Horizonte por 2 a 0, pênaltis!!! Esta mudança de regulamento para a final traz um certo conforto para quem faz o primeiro jogo em casa, pois o visitante pode até marcar, desde que não vença o jogo.

Claro que, matematicamente, a possibilidade de a decisão ir para os pênaltis, em função da mudança no regulamento, aumenta consideravelmente. E diante do exposto, não restará alternativa ao Flamengo senão jogar ofensivamente no Maracanã. Não adotar esta estratégia é concordar em decidir o título na casa do adversário.

Guerrero está fora, pois levou mais um cartão amarelo. Aqui mesmo no blog, li um comentário muito interessante em que é colocado que no embate entre defensor e atacante, o normal é haver a falta do defensor no atacante, porém, Guerrero é exceção, pois comete mais, do que recebe faltas. E, sem falar no número de cartões que leva por reclamação. Já é hora de alguém ter um papo sério com ele e, abrir a possibilidade de punição cada vez que deixar de jogar por tomar cartão por reclamação. Jogador de futebol é como criança. Se os limites não forem estabelecidos, a coisa desanda…

Por falar em comentários e, com todo respeito, discordo de quem achou boa a atuação de Pará. Jogou torto o tempo todo e em nenhum momento foi eficaz no apoio, como deve ser qualquer bom lateral. Curioso que, de repente, Trauco, antes tão elogiado, virou um perna de pau.

A verdade é que um gol muda tudo. Muda tanto que encobre erros, como o que ia ser cometido. Quando fez a jogada do gol da vitória, Berrío já havia sido anunciado para sair, com Vinícius Júnior esperando à beira do campo. Ali, quem deveria ter saído era Pará, com Éverton passando para a lateral. Afinal, quem buscava a vitória era o Flamengo. Às vezes, a vitória encobre os equívocos. Como ontem…

Agora, esperar até o dia sete de setembro e, em função do que ocorrer no Campeonato Brasileiro, definir o time para o primeiro jogo decisivo. Melhor que haja este tempinho para que Rueda possa ir conhecendo melhor os jogadores. Com certeza, o conhecimento dará a ele maior segurança, não só para escalar, como – e principalmente – para substituir bem.

Para finalizar, uma boa notícia. Muito em breve o edital de licitação do Maracanã estará à disposição dos interessados e, pelo que apurei, em condições bem favoráveis ao Flamengo. O que é de fato – “O maraca é nosso!!!” – em breve, pelo pique da remada, será também de direito. E, este será o primeiro passo para o Flamengo ser um clube mundial.

Salve Diego!!!

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Que maravilha!!! Conforme esperava, ou melhor, tinha quase que certeza absoluta, estamos na final.

Ontem, coloquei aqui que os dois times jogariam desfalcados, e que isto poderia ser um fator decisivo para o Flamengo, que tem um elenco, sem discussão, bem superior.

Para melhorar, Guerrero e Berrío foram confirmados. Se já estava bom, ficou melhor.

Não gostei da opção de Pará na lateral esquerda. Jogou torto e foi peça nula. Engraçado que, de repente, Trauco virou um perna de pau.

Ainda no “não gostei”, demorou muito o nosso treinador para fazer uma alteração óbvia, que era colocar Vinícius Júnior no lugar de Pará. Claro que, puxando Éverton para a lateral, e Vinicius Júnior, no ataque, pela esquerda.

No momento em que, imagino, Rueda ia fazer isso, saiu o gol do Flamengo e, no lance a contusão de Berrío, que fez a jogada do gol e saiu.

Não sei se vocês notaram, mas o número 4 do Botafogo, o lateral direito, jogou o tempo inteiro mancando. Ali era o “mapa da mina”…

Resumo da ópera: deu o que tinha que ser. O Botafogo, sem duvida, é um time organizado, mas até provem em contrário e, respeitando todos os “professores” de futebol, quem ganha jogo é jogador. E, os nossos são melhores. O Botafogo, com o elenco que tem, foi longe demais.

Parabéns à nossa moçada. O time foi determinado. Valente…

Lindo o Maraca. Agora, como explicar tantos lugares vazios? Ridículo…

Para se chegar ao Maraca, um caos. Incompetência, geral.

Agora, sem Guerrero no primeiro jogo contra o Cruzeiro. Tomara que para nós seja sorteio e azareio para o Cruzeiro. O último jogo, o decisivo, no Maraca, seria a glória.

Que noite linda!!!!

MEEEEEEEENGOOOOOOOOOOOO!!!!

Tema polêmico

(Foto: Reprodução SporTV)

O Esporte Interativo antecipou e garantiu Zé Ricardo no Vasco. Esta história pode ser vista das mais variadas formas possíveis.

Vamos começar pela diretoria do Vasco que, imagino, após uma sucessão de derrotas resolveu mudar o comando e, indo ao mercado, achou Zé Ricardo – que conseguiu se segurar no comando técnico do Flamengo por mais de um ano – a melhor alternativa.

Aí está o problema: tivesse Zé Ricardo acabado de sair de qualquer outro clube do Brasil, não estaríamos aqui debatendo o tema. O problema é que até ontem era ele o treinador do… Flamengo!

Será que há na decisão algum apelo midiático? Será que há alguma estratégia de marketing? Será que a escolha para gerar polêmica foi proposital? E, o que pensa a respeito a torcida do Vasco?

Para falar a verdade, e me colocando na situação do torcedor vascaíno, no duro, no duro, tão preocupado em não cair novamente para a segunda divisão, este tormento assustador inibiria qualquer linha de raciocínio mais profundo. Em síntese, acho que o torcedor do Vasco tão apavorado está, que é incapaz de saber o que é bom ou ruim. O que é certo, é que se nada der certo, o culpado já está definido por antecipação.

Zé Ricardo pode consolidar a carreira ou, ir conhecer o inferno. Se os resultados começarem a ser positivos e, o fantasma do rebaixamento for espantado, maravilha…. Agora, se o negócio não começar a caminhar bem, será muito mais difícil para ele do que seria para qualquer outro treinador. Não vai faltar quem levante a bandeira de que, como rubro-negro, Zé Ricardo quer mais é que o Vasco exploda, ou melhor, caia…

Não sei o que levou Zé Ricardo a aceitar a espinhosa e delicada missão, onde a chance de dar errado é muito grande e, o preço a pagar, se isto acontecer, será mais caro para ele do que seria para qualquer outro. Talvez Zé Ricardo não tenha calculado o risco que corre. Esta decisão pode representar um nocaute na sua carreira. Qualquer outro treinador, na pior das hipóteses, perderia por pontos…e, seguiria em frente.

Em síntese, decisão muito arriscada. Saindo do boxe para o pôquer, Zé Ricardo foi para o jogo, arriscando tudo, com um par de 2. Com todo respeito…

Flamengo x Botafogo

E a nossa decisão? Como otimista de carteirinha, já estou preparado e contando as horas para estar no Maraca, na nossa casa. Os dois times vão jogar desfalcados e, aí reside a grande vantagem do Flamengo em ter um elenco, indiscutivelmente, superior.

Pelo regulamento, mesmo marcando um gol, qualquer gol do Botafogo coloca o Flamengo em desvantagem. Acho o tipo de jogo que temos que partir pra cima, espantando qualquer possibilidade para o adversário.

Que São Judas Tadeu vá ao Maraca…

Final de semana bom, surpreendente e preocupante…

Bom pra quem? Pra nós!

Sempre comento e repito que confiança é quase tudo em futebol. E, esta rodada do Campeonato Brasileiro, como interferência no jogo decisivo de quarta-feira, pela Copa do Brasil, foi amplamente favorável ao Flamengo.

Não só a vitória, mas principalmente o desabrochar da garotada, representada por Vinícius Júnior e Paquetá, é um sopro de animação, esperança e bom presságio para a hora da decisão na Copa do Brasil.

O Botafogo, que hoje foi derrotado pela Ponte Preta, ao contrário, sai de uma derrota para um momento de decisão. Além do ânimo em baixa, há também desfalques importantes. Em síntese, com todo respeito ao Botafogo, o sopro da vitória está com pinta de que vai para o Maraca de vermelho e preto.

A surpresa ficou por conta do Corinthians que, jogando em casa, para um público superior a 40 mil pessoas, perdeu a longa invencibilidade no Campeonato Brasileiro para o inconstante e imprevisível Vitória.

Aliás, aí está a explicação para o fato do futebol ser o mais popular esporte do planeta. Nada contra os outros esportes, mas o único absolutamente imprevisível, é o velho esporte bretão. No basquete ou no vôlei, inimaginável um time muito bom perder para um razoável. No futebol, a zebra é uma realidade.

E eu que ia neste POST, propor uma pesquisa para saber para quem o Corinthians iria – ou não –  capitular… A ideia chegou atrasada…. Que zebraça!!!!!!!

A preocupação, com certeza absoluta, deve estar na cabeça de todos os vascaínos. A derrota contundente por 3 a 0 para o Bahia, somando-se ao momento político do clube, deixa o ambiente conturbado e faz surgir o fantasma de mais um rebaixamento. Meus amigos vascaínos estão apavorados. E, com toda razão…

Para finalizar, deixo vocês com duas imagens praticamente iguais. O gol de Romário, pelas eliminatórias, e o gol de Vinicius Junior, pelo Campeonato Brasileiro. Impressionante como os gols foram parecidos. A imagem me foi encaminhado pelo nosso amigo Radamés Lattari.

 

FLAMENGO x BOTAFOGO

Eduardo Bandeira de Mello e Carlos Eduardo Pereira

Voltando ao assunto da violência, tema central do POST anterior, um querido amigo, dirigente rubro-negro, tem opinião definida de que tudo que aconteceu no Engenhão, quando o tratamento dado ao time e aos dirigentes rubro-negros, faz parte de uma estratégia de polarizar o futebol do Rio, com o Flamengo de um lado e, o Botafogo do outro, como o grande rival.

Por este motivo, segundo ele, o ônibus do Flamengo foi apedrejado, e os dirigentes – inclusive nosso presidente – ameaçados no camarote destinado ao visitante.

O episódio, lá atrás, da transferência de William Arão, com o inconformismo injustificado da diretoria do Botafogo, já seria parte da estratégia de, por qualquer motivo, bater de frente com o Flamengo.

Lembrei ao meu amigo dirigente rubro-negro que esta estratégia adotada pelo Botafogo, na realidade, é um estelionato, já que Eurico Miranda, o presidente do Vasco, verdadeiro criador desta inteligente artimanha, não está recebendo um único centavo a título de royalty.

Aos meus amigos do Botafogo, em especial ao querido presidente Carlos Eduardo, pediria um pouco de reflexão sobre o tema. Hoje, diferente de quando Eurico Miranda descobriu este astuto caminho para popularizar o Vasco da Gama, as pessoas agem e reagem de outra forma, onde não há o mesmo humor e, onde sempre há rancor. O mundo mudou. As pessoas mudaram.

Hoje, há de se ter mais cuidado em tudo, mesmo com ideias que pareçam desprovidas de qualquer má intenção.

Aí, o meu amigo, dirigente máximo rubro-negro, está coberto de razão. Quando há paixão envolvida, todo cuidado é pouco…

Noite maluca

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Na escalação, e até entendo ante as circunstâncias, o IBOPE definiu o nosso time. Os jogadores mais em falta de sintonia com a torcida ficaram de fora. Pará, Vaz, Trauco e Márcio Araújo, barrados…

Jogo em que o Flamengo teve amplo domínio, porém, sem que isto trouxesse real perigo para o Botafogo.

Árbitro confuso, complicado, enrolado…

Rueda começou e deu sorte. O time foi melhor do que ele. A alteração, tirando Vinícius Júnior e deixando Vizeu, foi algo típico de quem não sabe quem é quem… Para deixar bem claro, nada anormal para quem não sabe sequer o nome de todos os jogadores.

Jogo ruim. Resultado bom. Até a próxima partida Rueda vai ter tempo para ser apresentado a todos os jogadores. Balanço, positivo.

Quarta tem mais. E, acho que vamos para mais uma final de Copa do Brasil.

O nosso time é melhor. Alguém tem dúvida?

Rueda, a política e o jogo

Gustavo Oliveira, Rodolfo Landim, Wallim e Bap, alguns dos signatários da carta (Foto: Pedro Torre)

Ilustres e queridas figuras rubro-negras, através de uma “carta aberta” (leia aqui) se dirigiram ao treinador Rueda, na tentativa de mostrar ao atual técnico campeão da Libertadores o que é o Flamengo.

Não consigo desvincular a citada mensagem de um ato político, que poderia ser uma carta aberta aos atuais dirigentes do clube, mas como boa estratégia de comunicação, a carona no “fato novo”, sem dúvida, despertou interesse maior e, não deixa também de ser uma bela válvula de escape para quem, como eu, nas entrelinhas, localiza uma pontinha de política eleitoral…

Dito isto, o noticiário dá conta, e não esperava outra coisa, que o nosso treinador faz mistério com relação ao time e aos jogadores que comporão o banco. O que não tenho nenhuma dúvida é que o espírito, amanhã, será completamente diferente do que vimos no último jogo.

Não há como negar que, independentemente de quem seja, um novo treinador proporciona um gás novo para os jogadores, e um clima de retomada de vida para os torcedores. Esta partida requer prudência, humildade, inteligência, determinação e um mínimo de talento.

Ainda bem que este jogo, o primeiro, será no campo do adversário, ficando o decisivo para a nossa casa, que é o Maracanã. Mesmo não podendo contar com os jogadores que não estão inscritos – com Everton Ribeiro sendo a ausência a se lamentar mais – acho que dá perfeitamente para terminar a partida de forma confortável.

Um cuidado maior do que o normal não será vergonha nenhuma, pois o sistema defensivo ultimamente tem andado um horror. Fica a esperança de que os torcedores rubro-negros que comparecerem ao Engenhão esqueçam o passado recente e apoiem todos os jogadores que forem escalados. Por falar nisso, duvido que Marcio Araújo não comece e que tenha ao seu lado, ao invés de um, mais dois volantes. Apostaria em Cuellar e Arão. O momento, pra começar, pede cautela. Acho que vai ser por aí…

Querem ver como a missão do treinador é complicada. Deixo no ar a seguinte pergunta: Na impossibilidade de contar com Diego Alves, que não está inscrito na Copa do Brasil, quem você escalaria no gol?

Parece que saímos do mapa

Treino do Flamengo – 11/08/2017 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

De ontem para hoje o noticiário do Flamengo é praticamente inexistente. De novo, nada. De antigo e atual, a negociação com o treinador Rueda. E, isto é bom ou ruim? Claro que ruim, pois o afastamento do noticiário é uma constatação de que não estamos inseridos no contexto do momento, que é a Copa Libertadores.

Claro que isso vai passar, até porque, já neste final de semana engrenamos o Campeonato Brasileiro e no meio de semana a Copa do Brasil.

Para nós, situações bem distintas. No domingo, contra o Atlético Mineiro, pelo Brasileiro, praticamente um time alternativo, na medida em que, por lesão e cartões, o time jogará bem desfalcado. Jogo de relativa importância, onde o único objetivo é não desgarrar da turma de cima na tabela.

Já na quarta, ainda sem Guerrero, e já contando com todos que não jogarão contra o Atlético, um jogo decisivo, contra um time embalado e motivado. Pode ser que eu esteja enganado, mas apesar de nas entrevistas coletivas nada se perceber, esta indefinição no comando técnico deve estar mexendo com as cabeças dos meninos…

O noticiário dá conta de que Rueda pode estrear contra o Botafogo. Mas como é possível, se de todo elenco ele só conhece dois jogadores? Se o Flamengo quer apostar mesmo no treinador colombiano, o mais correto seria entregar a Jaime de Almeida a missão de concluir o ano. Paralelo a isso, Rueda iria se adaptando e conhecendo o elenco, para assumir, de fato e de direito, quando se sentir com amplo conhecimento e domínio total do futebol rubro-negro. E, isto pode acontecer ainda este ano, ou não. A decisão deve ser dele.

Pode ser e, tomara que dê certo, mas fica em mim a sensação de que estamos procurando a saída da forma mais complicada.

Como em futebol já vi de tudo, tomara que a estratégia, que considero equivocada, acabe dando certo. Ser otimista é o que nos resta.

Neymar, Vizeu…

(Foto: AFP)

O mundo do futebol, e de todos os outros esportes, ainda em choque com a transferência quase bilionária (em reais, claro) de Neymar para o PSG.

Apurei com quem é do ramo que o grande articulador de tudo que ocorreu foi o pai de Neymar. Quem o conhece garante tratar-se de um talento raro em negociar.

E, ainda sobre o tema, Vinícius França, o pai do João mais rubro-negro do Brasil (que todos os outros Joões me perdoem), me enviou uma tirada muito boa: “Na coletiva de apresentação, Neymar disse que foi para o PSG pelo desafio. Neymar, vá lamber sabão. Você foi pelo dinheiro! Se fosse pelo desafio você teria ido para o Vasco…”

Brincadeira à parte, até porque sem bom humor não se vive, toda sorte do mundo para o nosso único gênio da bola.

A contusão muscular de Guerrero – grau dois – abre a porta para o jovem Felipe Vizeu.

Antes de abordar o tema, quero registrar que achei a substituição de Guerrero muito demorada, o que pode ter agravado a contusão. Quando o problema é muscular, quando o sinal é dado, o melhor é sair imediatamente. Guerrero ficou tentando, esperando por um milagre que não acontece nunca.

O noticiário dá conta de que Guerrero pode ficar de fora até do primeiro jogo, contra o Botafogo, pela Copa do Brasil. Claro que Guerrero fará falta, mas não deixa de ser interessante o fato de se ter a chance de uma avaliação melhor e mais segura, sobre Vizeu.

E o procurador do STJD vai propor penalidade para o presidente do Santos, pelo fato de ter se pronunciado, alegando ação externa para anulação do pênalti marcado, sem que prova tivesse. Meu caro procurador, com todo respeito, isto é futebol. Conjecturar que tenha havido ação externa é mais do que normal, ante tantos antecedentes na nossa arbitragem. Se todo chororô tivesse esta delicadeza do presidente Modesto Roma, do Santos, seria uma maravilha…

E, menos mal que os protestos rubro-negros acalmaram. Protestar, é uma coisa. Passar do ponto, com grosseria e, às vezes, com selvageria, é perder a razão.

Vamos ver o que nos aguarda neste domingo, às 11 da matina. E, curioso estou para ver o comportamento, primeiro do nosso time e, depois, da nossa torcida.

Tomara que a coisa engrene e que tenhamos um domingo de paz. Domingo que, pode ser de paz e retomada ou, de necessária guinada.

Vamos ver e torcer para tudo dar certo.