André Gustavo Richer

André Richer (Reprodução da internet)

De malas prontas para voltar, recebo a triste notícia do falecimento do ex-presidente do Flamengo, André Richer.

Os rubro-negros mais jovens, acostumados com os números estratosféricos via direitos de TV, marketing e sócio torcedor nos dias de hoje, não têm ideia das dificuldades encontradas pelos que presidiram o Flamengo em outros períodos.

E, esse é o caso de Richer, pessoa de finíssimo trato, um gentlemen na acepção da palavra que, como outros tantos ex-presidentes, se virou para manter a pipa rubro-negra no alto.

O Flamengo, em respeito à tradição do clube, que nasceu através do remo, sempre abraçou os esportes olímpicos e, como já frisei aqui no blog, já houve uma olimpíada em que um terço da delegação brasileira era composta por atletas e treinadores do Flamengo. Isto sempre custou ao clube uma fortuna incalculável, pois só havia gastos. Receita, zero.

Mesmo assim, ocupando o lugar do Estado, que deveria se responsabilizar por este espaço, o Flamengo ia se virando como podia, até porque, jamais houve uma contrapartida para o sacrifício rubro-negro por parte de nenhum governo.

Posto Mengão (Reprodução da internet)

André Richer, com o seu jeito educado e persuasivo, conseguiu alugar um espaço no terreno da Gávea, onde – durante muito tempo – abrigou o posto Mengão, explorado pela ESSO. O tema na época foi controverso, porém, com apoio quase unânime do Conselho Deliberativo, que carimbou a negociação. Em síntese, naquela época, encontrou o ex-presidente a saída para o problema.

A minha homenagem a este grande rubro-negro, e por tabela, a todos os que não estão mais conosco, que entregaram parte significativa das suas vidas à nossa maior paixão.

Descanse em paz, querido amigo e companheiro, André Gustavo Richer.

Cavadinhas

(Reprodução da internet)

Nas rádios do Rio, principalmente nas rádios Globo e Tupi, surgiram verdadeiras obras de arte que, com uma só palavra, diziam tudo. Assim nasceu a expressão “mala” que, como todos sabem, passou a ser chamado o chato.

O “jabá” foi a expressão que surgiu para, em uma palavra, todos saberem que um locutor, ou programador, levava vantagem de alguma gravadora para que uma música ou um cantor fosse divulgado. E, em um mundo diferente do de hoje que, ferozmente, combate a corrupção, havia naquela época quem defendesse e, sobre isso, há um episódio genial, em que um companheiro, no ar, fez o seguinte comentário: “Só é contra o jabá, quem não está no jabá”.

Outros tempos. Onde o “jabá” que se vê hoje em dia por aí, comparado com os de antigamente, deixa no ar até um certo “romantismo malandro” quando se olha para trás.

Também no rádio, surgiu a expressão “cavadinha” que, era uma maneira ardilosa, malandra, sorrateira, engenhosa, que um locutor “trabalhava” para ser escalado em um determinado jogo. O termo pegou e, até hoje está por aí.

Hoje mesmo, leio que o treinador argentino Edgardo Bauza dá entrevista falando sobre um possível interesse do Flamengo, de que um de seus agentes está em tratativas com os dirigentes rubro-negros e, por aí vai…

O surpreendente é que o desespero de ver o nosso time sem comando é tão grande que, embora esteja na cara tratar-se de uma “cavadinha “, damos uma de bobinhos, acreditando ser verdade.

Torcendo para ser verdade, até sendo o Bauza…

Cadê o treinador?

Fora do campo também se ganha jogo e campeonato

(Foto Filippo Monteforte / AFP)

Vocês viram o jogo entre Roma e Barcelona? Vocês viram o quão ridículo foi o time da Catalunha? Pois é… lá, como aqui, dinheiro não falta, mas o resultado não vem.

Com a base que tinha, com as absurdas modificações introduzidas no time, em flagrante demonstração de incompetência, e com um treinador que tem cara de tudo, menos de treinador, o poderoso Barça virou uma melancólica caricatura de time.

Por favor, companheiros deste blog, não deixem passar este exemplo. Também no futebol, dinheiro é bom, mas não resolve tudo. Na vida, como na bola, o “savoir faire” (saber fazer) continua sendo a grande diferença.

Nos comentários do último post, nosso talentoso e pragmático Henrique se mostrou animado pelo fato de ter lido que os jogadores do Flamengo estavam gostando do novo treinador. Henrique, amigo e querido companheiro, quando é que um treinador começando um trabalho não teve a “admiração” dos seus pupilos?

O Flamengo não foi feito para quem não tem nenhum tipo de credencial para exercer a função de treinador, que para quem não sabe, não se limita a escalar e treinar o time.

Compete ao treinador a formatação do elenco que, é mais complexo do que muitos possam imaginar. Há de se ter competência, sensibilidade, ser respeitado pelo seu histórico, estar em sintonia fina com o mercado da bola e, ter… liderança!!!!

Caramba, será que esta derrocada do Barcelona não é mais do que suficiente para acordar os nossos dirigentes?

Deixando bem claro

Treino do Flamengo – 09/04/18 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Antes que alguém possa imaginar que estou forçando barra para que Cuca seja contratado, quero deixar bem claro que, embora já tenha externado a minha opinião no post anterior e, até exagerei, imaginando a estratégia para ter Cuca de maneira imediata, faço questão de afirmar que, como não sou dono da verdade, respeito qualquer ponto de vista, até porque, o tema em questão pode ser encarado como subjetivo.

Se o presidente Eduardo e aqueles que compõem a cúpula do futebol entenderem que o nome ideal seja outro, tudo bem. Vanderlei, Dorival… enfim, o direito de escolha é sagrado.

O que não abro mão é da filosofia. Aí, deixa de ser subjetivo, em função da grandeza do Flamengo que, definitivamente, não foi feito para ninguém iniciar carreira.

Será que fui claro?

SERÁ?

Hoje, dia do jornalista – e tal fato me foi lembrado pelo nosso Rei (Zico, claro!) -, vou deixar aqui para os meus queridos amigos rubro-negros a informação que recebi e, a fonte merece todo crédito possível.

1 – Tudo certo com Renato.

2 – Há no ar a tentativa de ser contratado como diretor de futebol:

  1. Felipão.
  2. Abel Braga.

Deixo as informações, no aguardo de saber o que vocês pensam.

Confesso que, “preciso baixar a poeira” do espetacular vinho de Beaune (Bourgogne) para dizer o que penso.

De cara, até por uma questão de coerência de vida, tenho paixão pelo novo. E, em se tratando de Flamengo, pensar grande é mais do que pertinente. É tudo!!!

Amigos queridos

Atlético-GO 1 x 3 Flamengo l 07/04/2018 (Fotos: Paulo Marcos)

Se a transmissão do nosso amistoso tivesse sido pelo canal Première, haveria enorme chance de daqui ver o jogo. Como o curso da comunicação tomou outro rumo, fiquei na saudade…

Como o blog é nosso e, como somos um time, Carlos Egon Prates, o “Rei de Angra”, vai rolar a bola para vocês, com o carinho e o talento de sempre.

DÁ-LHE EGON!!!


É impressionante a falta de sensibilidade dos nossos gestores. Colocar um ídolo como Júlio César para jogar apenas 45 minutos num amistoso mequetrefe, é – no mínimo – falta de respeito à sua história. O cara briga com a família inteira para realizar seu último sonho e, os mamutes agradecem dessa forma…

Quanto ao jogo, estamos vivendo de bolas paradas ou cruzamentos despretensiosos sobre a área. Nada além disso. Acho até que mudou para pior!

Poucos times no universo podem jogar com apenas um volante. Principalmente quando sabemos, que temos no meio, dois jogadores que apenas cercam. Não marcam.

Confesso que estava dividido entre ver a saída do Lula do Sindicato dos Metalúrgicos e a saída do Diego do time…

Como essa criança esqueceu o futebol do Santos, Alemanha e Espanha! Apesar do golaço, ficou devendo o resto.

Acho até que sua mesmice, contagia o resto do time. Somos pragmáticos e burocráticos ao extremo, mesmo sabendo que do outro lado está um timeco de segunda divisão.

Quase chego à conclusão que Ceifador tem pouca culpa nas suas atuações. Como acertar a cabeça do cara, no meio de dez cabeças diferentes?

Nem mesmo um atirador de elite vai acertar. Se a bola chega quadrada, é porque o meio está falhando. Elementar caros amigos!

Serviu, para provar que o Flamengo não pode ser tocado por estagiários de prontidão. Já tivemos nossa dose com Zé Ricardo. Que por sinal, foi melhor que Rueda e Carpegiani.

Barbieri me parece um bom garoto, mas ainda é muita areia para o seu caminhão. Os buracos no meio, deixados hoje, são buracos que não foram consertados por Carpegiani quando técnico…

Não sei se será Renato ou Cuca. Mas tenho absoluta certeza, que tem que ser alguém com sangue nos olhos para assumir essas lesmas desinteressadas…

Notinhas dos bonecos.

César – A única que chegou, entrou. A defesa deixou o cara com as calças no joelho – 5

Rodinei – Gosto um pouco dele, porque detesto Pará. Deixar o cara cabecear no primeiro pau, é infantil para um profissional – 2

Réver – A mesma bobeira cometida por Pará, já que joga por aquele lado – 2

Juan – Sem nenhum trabalho pelo seu lado, mas muito bom no bote – 4

René – Dúvida atroz! Ou ele ou Trauco. É mole ou quer mais? – 3

Cuellar – Joga chupando cana e assobiando, vai se virando como pode. Guerreiro sem causa e sem parceiro – 5

Diego – Como disse acima, já jogou muito mais que isso. Embora tenha feito um golaço, continua sendo uma enceradeira de brechó – 5

Paquetá – Soltou mais a bola, mas não acrescentou muita coisa. Não pode parar na jogada esperando marcação de juiz, como fez duas vezes – 4

Éverton Ribeiro – Em dois minutos, com duas jogadas, virou o jogo. Continua muito distante do cracaço do Cruzeiro. Compreensível! Falta o famoso encaixe que tinha na Raposa – 5

Éverton Cardoso – Podemos reclamar de tudo ou qualquer coisa. Mas, sem dúvida alguma, mesmo com futebol pobre, é muito útil ao time – 5

Ceifador – O Fluminense jogava pra ele. Referência num time que tinha pouquíssimas alternativas, a não ser, procurá-lo na área. Nosso elenco é infinitamente melhor, mas a bola não chega até ele. Vai fazendo de pênaltis, os gols que perde com ela rolando – 4

Barbieri – Entrou no mesmo estilo de Carpegiani, com mais buracos no meio. Tem que entender que dois volantes é primário. Vencemos por 3 a 1 que é irrelevante. Tem que descobrir, porque tomou um de um amontoado – 4

Carlos Egon Prates

Tudo claro

Eduardo Berrizo (Foto: Martin Rickett / PA)

Como estou longe, e a ansiedade nestas circunstâncias potencializa a curiosidade, voltei aos velhos tempos de repórter e, após uns dez telefonemas, o quadro com relação ao nosso futuro treinador é o seguinte:

1 – O nome é Renato Gaúcho. Os problemas para Renato romper com o Grêmio todos já sabem. Pode ser que sim, pode ser que não.

2 – Eduardo Berizzo, técnico argentino, com passagens por Espanha e Chile, entrou na lista para a alça de mira.

3 – Cuca, que já havia declinado de alguns convites alegando que tinha um compromisso com a Globo, para o Flamengo iria, ONTEM!!! GARANTO!!!

O Flamengo jamais demonstrou interesse e, como o tema foi badalado na imprensa, a Globo que ainda não tem o contrato assinado com Cuca para ser comentarista na Copa, exigiu do treinador uma definição.

Como, por parte do Flamengo, ninguém se manifestou, hoje, Cuca se comprometeu a assinar o contrato com a Globo. Portanto, a partir de agora, quem quiser ter Cuca, só após a Copa do Mundo.

4 – Por ordem, esta é a cronologia do futebol rubro-negro:

  1. Esperar a resposta de Renato.
  2. Ir dando tratos à bola, pesquisando o treinador argentino.
  3. Barbieri.
  4. Se o item C falhar, quem sabe, Cuca, após a Copa.

O que eu acho disso? Pode até dar certo e, tomara que dê, pois em qualquer situação, torço a favor, mas a sensação de que a condução é equivocada, é enorme.

Linha cruzada

(Reprodução da internet)

O nosso bravo Globo.com noticia que, na impossibilidade de ter Cuca, a diretoria do Flamengo, com calma, tentará convencer Renato Gaúcho.

O bom leitor, além de ler, procura com cuidado o que está por trás das palavras. E, aprendi que nenhum repórter inventa uma notícia. O repórter é o veículo. O “pai” da notícia sempre é outra pessoa. Por isso mesmo, desconfio que a fonte desta informação esteja na Gávea ou no Ninho do Urubu.

E o que está por trás das letras? Simples. Há a intenção clara de passar para a opinião pública que Cuca, por motivos particulares, não aceitou conversar e, diante da negativa, o alvo passa a ser Renato Gaúcho.

O problema é que Cuca e seu procurador, Eduardo Uram, jamais foram procurados pelo Flamengo. Afirmo e aqui escrevo, pois este fato me foi confirmado por ambos.

O resumo da ópera, pelo que deduzo: O Flamengo quer Renato, mas ainda patina na tentativa por motivos óbvios. O Grêmio disputa a Libertadores, Renato é gremista de carteirinha e, está próximo de virar estátua no tricolor gaúcho. Tudo isso pesa na hora de uma decisão.

E, pelo fato de poder haver críticas se a investida em Renato não der certo, o “terreno já está sendo preparado”…

Caetano tem toda razão

(Reprodução da internet e Twitter)

Por favor, não leve em conta se você gosta ou não do ex-diretor de futebol do Flamengo, Rodrigo Caetano. Gostaria muito que os amigos do blog atentassem para um único ponto da entrevista coletiva concedida por ele e, amplamente divulgada.

Refiro-me ao momento em que Caetano afirma, com todas as letras, que o futebol do Flamengo é pautado pelas redes sociais.

Quando assumi a presidência, ouvi de duas pessoas o mesmo ensinamento. O saudoso e querido Flavio Soares de Moura, e meu irmão Michel Assef, sem que nada tivessem combinado, quase que com as mesmas palavras, me deram o seguinte recado: “O Flamengo não pode ser dirigido de fora para dentro.”

Naquela época as redes sociais não existiam, em contrapartida, a força dos comunicadores e colunistas era bem maior do que se verifica hoje.

Em síntese, o que os meus dois queridos companheiros tentavam me dizer era para que eu tivesse coragem em decidir, que ouvisse quem julgasse poder contribuir intelectualmente. Que tivesse coragem e não pautasse a vida do clube pela opinião de quem estava fora do barco.

Claro que o mundo mudou. Como radicalismo não faz parte da minha vida, entendo que se deve ouvir, sim. Desde que se tenha uma noção exata de quem está opinando. Exemplo: Aqui mesmo no nosso blog há pessoas pelas quais aprendi a ter respeito e admiração. O que estou querendo dizer? Simples. Que até para ouvir é necessário ter coragem para eleger.

Traçar qualquer caminho populista, isto é, pensar e agir pela cabeça do que a maioria – que pode ser enganosa – acha, é covardia, é transferir para outros a decisão que deve, até estatutariamente falando, ser de quem foi eleito para decidir.

Certa vez, tentei convencer meus companheiros em uma reunião no Conselho de Administração que deveríamos contratar um determinado profissional para ser o presidente do futebol. Acabei de propor e, uma voz rouca e baixa foi ouvida. Flávio Soares de Moura, quase irado, foi soltando o verbo: “Não votei no fulano. Votei em você. A responsabilidade é sua, não fuja dela”. Resumo da ópera: a minha proposta foi rejeitada por unanimidade…

Como tenho respeito e carinho pelo presidente Eduardo, acho que deveria ele fazer uma profunda reflexão sobre o depoimento de Rodrigo Caetano. Não sei se corresponde à realidade, mas se pertinente for, é hora de começar a pensar e agir diferente. O Flamengo não pode ser dirigido de fora para dentro.

Cadê o treinador?

(Reprodução da internet)

Esta é a pergunta que todo torcedor do Flamengo, do Oiapoque ao Chuí, está fazendo e, torcendo por uma resposta que seja compatível com o tamanho do Flamengo.

Pelo noticiário, entre os treinadores consagrados, vitoriosos, as alternativas seriam Cuca e Felipão. Tenho por Felipão o maior respeito, mas como premissa de vida, acho que cada um de nós tem o seu momento e, o melhor momento de Felipão ficou no passado.

Cuca, apesar de já somar consideráveis conquistas em sua trajetória profissional, ainda, em função do seu potencial, está distante do ápice. Portanto, juntando perfil e objetivos, não vejo como não se entender que seja Cuca a melhor, talvez única, alternativa, em função da realidade do mercado.

Embora, estatutariamente, possa o presidente Eduardo contratar quem bem entender – e pelo tempo que julgar conveniente -, pode ser que, em função das eleições programadas para o final do ano, passe pela cabeça do presidente que, eticamente, só deva assinar com um treinador até o final deste ano.

Se isto estiver ocorrendo, é um grande equívoco. O presidente do Flamengo, na certeza do que seja o melhor para o clube, deve ter coragem para bancar os seus projetos. Este, duvido, ante as circunstâncias, que alguém possa ser contra.

Alguém se oporia a um contrato com Cuca pelo período de dois anos? Aliás, como já há dois candidatos, se isto o aflige, o nosso presidente poderia consultá-los. Duvido que viessem a criar qualquer problema.

A pior de todas as soluções é a que é alimentada pelo medo de errar. A pior alternativa é contrariar a premissa de que o Flamengo é final de linha para um treinador. Lugar de alguém começar a carreira não é na Gávea. O Flamengo, pela sua grandeza, dispensa experiências. O torcedor rubro-negro é exigente e imediatista. Paciência é uma palavra que não consta do nosso dicionário.

Aliás, nem tempo há para isso. Vem aí o campeonato brasileiro e a sequência da Libertadores.

CADÊ O TREINADOR?  CADÊ O CUCA? JÁ FALARAM COM ELE? E AÍ?????