Bola pra frente

O telefone tocou e, do outro lado da linha, meu amigo Radamés Lattari – meio assustado – informando que na Argentina corria a notícia de que Paolo Guerrero havia sido flagrado no exame antidoping, no jogo pelas eliminatórias, entre Argentina e Peru.

Infelizmente, a notícia tomou corpo e chegou por aqui com mais detalhes, inclusive a confirmação da suspensão de trinta dias, imposta pela FIFA.

Há momentos na vida em que não se pode deixar de ser pragmático. E, assim espero que estejam agindo os dirigentes do Flamengo.

Que se dê a Guerrero todo apoio psicológico e jurídico e, que a vida seja tocada sem ele, até porque, pela pena imposta pela FIFA, Guerrero já pode começar a pensar como será 2018, pois 2017 já era…

Os que defendem a não renovação de contrato de Guerrero e, o principal argumento é o péssimo custo/benefício, já estão pregando que o fato em pauta caiu do céu, livrando o Flamengo de entrar em outra furada…

Os que gostam de Guerrero lamentam, mas já começam a conviver com a realidade do peruano estar encerrando um ciclo no Flamengo.

Confio no pragmatismo de Fred Luz. Não se entra em guerra perdida. Agora, é dar força a Felipe Vizeu, pois é com ele que contamos para uma conclusão feliz deste ano que já está acabando.

Vizeu e Vinícius Jr neles!!! E, estamos conversados.

 

A hora é essa!!!

Flamengo 3 x 3 Fluminense – 01/11/2017 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

No programa comandado pelo craque na comunicação Marcelo Barreto, foi feita uma observação muito interessante sobre Vinícius Júnior. Em síntese, foi colocado que, o menino que pôs fogo no Fla-Flu, é a união de talento, inteligência e velocidade. Perfeito!

O toque de trivela que deu para Éverton Ribeiro foi o início de um dos mais belos gols vistos recentemente no Maraca. Gol em três tempos e com três toques. Vinícius, Éverton Ribeiro e Vizeu. Espetacular!!!!

Alguns companheiros de imprensa analisam em função do resultado. Alguns afirmaram que Rueda mexeu certo. Discordo. Rueda, escalou mal e, substituiu com atraso, pois Vinícius, que deveria ter começado como titular, na pior das hipóteses, deveria ter entrado no intervalo. Há quanto tempo, quantos e quantos companheiros aqui já escreveram que a melhor formação para o Flamengo era com Éverton na lateral e Vinícius Jr pela esquerda de ataque? Pois é…

E, por favor, sem essa de se dizer que Vinícius funciona melhor entrando durante o jogo. Ora bolas, é uma questão de matemática, pois quanto mais tempo ele jogar, obviamente, mais tempo terá para “colocar fogo no jogo”.

Não sei se Éverton vai se firmar de lateral esquerdo. Pode ser, pode não ser. Só sei que já é hora do nosso time ter um atacante que reúna talento, inteligência e velocidade. Este é o ponto crucial. Se temos no elenco, não escalar, convenhamos, é maluquice.

E querem saber mais? Guerrero vai produzir muito mais. Aliás, Guerrero ou quem estiver jogando de centroavante.

Há momentos na vida para tudo. É hora de Vinícius Júnior.

 E aí Rueda, aprendeu?

Flamengo 3 x 3 Fluminense (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Meus amigos… (saudades do João).

Emoção a dar com pau. Algumas naturais, outras sem a menor necessidade.

Vimos o jogo juntos: eu, Radamés Lattari, e o aniversariante, Michel Assef.

Muito nervosismo pela perspectiva de classificação, pelo fato de ser um Fla-Flu e, pela necessidade de um dia feliz para um rubro-negro que tanto amo, e que aniversariava.

Primeiro tempo, ridículo. No intervalo, o time já poderia ter sido modificado. De qualquer forma, este Fla-Flu deve ter deixado um recado definitivo para Rueda, o treinador que pegou o bonde andando.

Não é possível que, daqui para frente, Vinícius Júnior não seja titular. Aliás, como lembrou meu amigo Fernando Versiani, o acaso mostrou a Rueda o que temos de melhor. Éverton na lateral esquerda, e Vinícius Júnior ocupando o lado esquerdo do ataque.

Vizeu é bom jogador? Não sei, preciso ver mais. Agora, com certeza, não tendo Guerrero, é ele a alternativa óbvia.

Amanhã falamos mais sobre este Fla-Flu eletrizante. Hoje, comemorar duplamente. A classificação para a semifinal e o aniversário deste extraordinário rubro-negro, meu querido amigo Michel Assef, que, aliás, está me aguardado para o brinde da vitória.

Rueda, aprendeu?

A incerteza é a força do futebol

(Reprodução da internet)

Quando era garoto, o nosso ídolo era o Popeye, marinheiro franzino, cujo combustível para se tornar o homem mais forte do mundo era o espinafre. Pois bem, se o futebol fosse o Popeye, o espinafre seria a incerteza.

E por esta imprevisibilidade o futebol é o mais popular esporte do planeta. Disparado…

Quem viu o jogo entre Lanús e River Plate, na noite de ontem, vai entender perfeitamente o que quero dizer.

No primeiro jogo, no Monumental de Nuñez, River 1 a 0. Ontem, no campo do Lanús, o River chegou fácil aos 2 a 0, ainda no primeiro tempo.

Em síntese, para se classificar para a final, o Lanús precisava fazer quatro gols. E, por incrível que pareça, fez!

Um no finalzinho do primeiro tempo e três no segundo, sendo que o último, com o auxílio do árbitro de vídeo, que confirmou o pênalti.

Enfim, este negócio de dizer que “já vi tudo em futebol”, só mesmo para quem não sabe nada do nosso tema.

O futebol, definitivamente, é mágico!!!


(Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA)

Com a vitória do Lanús, o Grêmio passando hoje, fará o segundo jogo na Argentina. Se o finalista fosse o River, a final seria em Porto Alegre.

Sei lá, mas acho que o torcedor gremista devia estar torcendo pelo River. Não deve ter acreditado no que viu…


Treino do Flamengo – 30/10/2017 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

E, hoje à noite, no Maraca, seja o que Deus quiser. A vantagem é do Flamengo, mas a vitória do Lanús deve servir de alerta para que todos entendam que, ninguém deve ter a certeza da vitória, por melhor que seja.

Vamos torcer para o nosso Rueda não inventar. Isto acontecendo, tudo ficará mais fácil, mais simples.

Aliás, a simplicidade, até provem em contrário, é o caminho mais curto e rápido para o sucesso.

Pingadinhas de segunda

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. O nosso Carlos Egon, em seu comentário, pescou uma passagem curiosa no jogo contra o Vasco. Após perder um gol incrível – a melhor chance do jogo – Paquetá, ao invés de lamentar o lance por ele perdido, levanta e sacode os dois braços, num gesto característico de “exigir” apoio da torcida. A conclusão do Egon, foi genial: “cara de pau…”


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. Pelo que leio, hoje é o dia decisivo para se saber se Guerrero joga contra o Fluminense. Tenho cá as minhas dúvidas, embora torcendo para que seja ele liberado. Incrível como a sucessão de fatos fez com que o Flamengo abrisse mão de Damião, o reserva imediato e, paralelo a isso, largasse pra lá, não desse moral a Vizeu, a opção que restava. Sensibilidade na sola do sapato…

O que mais me preocupa se Guerrero não jogar é o que vai fazer Rueda…


. Ontem, fiquei em dúvida sobre que jogo ver. As opções eram: Atlético MG x Botafogo, Ponte Preta x Corinthians e Fluminense x Bahia.

Pesou o fato de termos que decidir contra o Fluminense e, em função disso, o jogo que seria a última opção de escolha, acabou sendo o eleito.

Claro que clássico é clássico e, por isso mesmo tudo pode acontecer, mas pelo que vi ontem, o Flamengo vai ter que fazer um esforço descomunal de incompetência para não ir adiante na Copa Sul-Americana. Em síntese, o Flamengo só perde para ele mesmo.

(Foto: Rudy Trindade/Estadão Conteúdo)

Muito me espantou neste jogo o comportamento da torcida do Fluminense. Gustavo Scarpa talvez seja o único jogador tricolor que qualquer torcedor gostaria de ver em seu time. E não é que, desde o início do jogo, a torcida do Fluminense deu de pegar no pé dele. Como é craque, respondeu com uma linda jogada que terminou no gol de empate. E, além de craque, demonstrou sabedoria e sensibilidade apenas balançando a cabeça negativamente, manifestando reprovação pela atitude da torcida.

O torcedor às vezes viaja. E, nestas viagens, o Corinthians perdeu Rivelino para o Fluminense e Silva para o Flamengo.  Cito estes dois exemplos, já que estamos em semana de Fla-Flu.


(Foto: Divulgação Corinthians)

. E o Corinthians, hein? Como previu o treinador e pitonisa Renato Gaúcho, o Timão despencou…

É verdade que foi uma tarde de Aranha. O goleiro da Ponte esteve soberbo, fazendo defesas impossíveis.

Ainda hoje, caso o Palmeiras vença o Cruzeiro, a diferença será só de três pontos e, domingo, na Arena Corinthians, o bicho vai pegar.

Como sempre afirmo, confiança em futebol é quase tudo. E, é exatamente isso que está faltando ao Corinthians.

Semana decisiva para o campeonato…

No mais… volta Guerrero!!!

O preço da teimosia

Flamengo 0 x 0 Vasco (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Minha avó Corina sempre repetiu pra mim o que ela ouviu da avó: “Errar, é humano. Persistir no erro, é burrice”.

Quem viu o Fla-Flu, e tem uma mínima noção de futebol, concluiu que o Flamengo jogou com 10 jogadores em função da esdrúxula atuação de Paquetá, escalado para ocupar o lugar de Guerrero.

O que o Fla-Flu sinalizou? Simples. Que houve um erro de avaliação, pois não havia a sintonia fina entre as características do jogador e a posição em que foi escalado.

Rueda ignorou a sinalização do Fla-Flu e, errou de novo escalando Paquetá como centroavante. Errar, entendemos. Continuar errando e, no Flamengo, é insuportável aturar.

E não vale o argumento de que Vizeu não é bom jogador ou, não atravessa boa fase. Da mesma forma que, Vinícius Júnior ali, também seria uma improvisação. Mas caramba, seria uma tentativa mais pertinente, pois Vinícius é um atacante. Até o Rafael Vaz de centroavante poderia se aturar a “invenção”. Agora, colocar em campo o que se sabe que não vai dar certo, é demais…

E, não esquecer que jogamos contra um time limitadíssimo tecnicamente, embora, agora com Zé Ricardo, muito bem arrumado.

Voltando ao tema anterior. Jogando vinte minutos, Vinícius Júnior deu um gol feito para Vizeu e, em jogada individual, foi derrubado na entrada da área. Infelizmente, Diego bateu mal.

Por falar em Diego, o nosso ponta de lança está jogando muito longe da área. Não joga como um ponta de lança, como deveria, e sim como um armador.

Nosso goleiro, além de muito bom, tem sorte. Laterais, nota 5. Zaga de área, perfeita. Arão, melhor do que Márcio Araújo. Diego e Éverton Ribeiro, discretos. Éverton, só a disposição de sempre. Paquetá – ou melhor, Rueda que o escalou – difícil de aturar. Vizeu perdeu gol feito, e Vinícius Júnior deixou claro que, pelo raro talento nos dias de hoje, tem que jogar.

No próximo final de semana o Flamengo vai a Porto Alegre jogar contra o Grêmio. O Vasco recebe o Vitória da Bahia, no Maracanã.

O perigo continua rondando a nossa área. E a teimosia continua. Até quando?

O que fazer? 

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Queridos amigos, já em casa. Pela cirurgia, viagem cansativa. Agora é ter juízo, não abusar e esperar o dia quatro chegar, para – aos pouquinhos – ir retomando o dia a dia.

O amigo SÉRGIO, em seu comentário, pede e, com razão, uma maior participação minha no blog, já que, “de molho”, vou ter tempo. Sérgio, querido, só não fiz isto ontem, porque, confesso, estava com os quatro pneus arriados…

Hoje, já refeito, vamos à luta. Que time escalar amanhã? Simples. O que tivermos de melhor. No duro, dentro desta filosofia, que espero ser a mesma do treinador Rueda, a única dúvida é quem vai jogar no lugar de Guerrero. Pode ser qualquer um, menos Paquetá, que já vimos não ter o menor cacoete.

Em um dos comentários, o companheiro e amigo FLAD+, afirmou que Réver se sairia melhor de centroavante do que Paquetá. E, achei tão interessante a observação que, com a bola levantada, arrematei dizendo que nem precisava ser o Réver, que o Rafael Vaz, faria bem melhor. Curiosamente, o jogo deste sábado é contra o Vasco. Sei que é maluquice, mas seria interessante…

Voltando à realidade, as opções passariam a ser Vizeu, Lincoln – que já deve estar por aqui – ou Vinícius Júnior, com um esquema de jogo modificado, jogando na base do toque e da velocidade.

Se me coubesse escalar, começaria com Vizeu, deixando Vinícius Júnior preparado para entrar. De resto: Diego Alves, Pará, Rhodolfo, Juan e Trauco; Márcio Araújo (pois Cuellar está suspenso), Arão, Diego e Éverton; Éverton Ribeiro.

Tomara que o nosso pessoal tenha aprendido a lição. Como ninguém no Flamengo tem bola de cristal pra saber se seremos campeões da Copa Sul-Americana, temos de jogar com duas frentes, escalando o que temos de melhor no Campeonato Brasileiro.

E, se “invenção” houver na escalação contra o Vasco, que ao menos seja inteligente, coerente e criativa.

Aliás, já passou do tempo disto acontecer.

 

Sofrimento até na vitória

Fluminense 0 x 1 Flamengo – 25/10/2017 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Caramba, não dava pra se ter sofrido menos? A pior coisa do mundo é ser crítico depois de uma vitória.

As coisas vão ficando claras. Temos, finalmente, goleiro! Temos técnico? Sinceramente, tenho minhas dúvidas. Não quero discutir a opção de Rueda por Paquetá para ocupar o lugar de Guerrero. Quero estranhar o fato de termos jogado com dez jogadores, e Rueda só ter se tocado aos 40 minutos do segundo tempo. Paquetá, em posição que não é a dele, somando-se uma noite infeliz, não acertou uma única jogada e só foi substituído quando faltavam cinco minutos para o jogo acabar.

Dificilmente discordo do excelente comentarista Lédio Carmona. Hoje aconteceu. Dizer que pelo menos Paquetá foi esforçado, convenhamos que não foi uma conclusão feliz. E também não vi tanta virtude apregoada por ele ao colombiano Cuellar. Como considero Lédio Carmona o melhor comentarista da televisão, acho importante fazer esta colocação, pois fica clara a minha independência com relação a análise profissional feita por mim e, acho que até o valoriza. Mais ou menos a mesma coisa do cara que elogia permanentemente o bom gosto da mulher. No momento de uma observação negativa, fica claro que os elogios eram absolutamente verdadeiros.

Voltando ao jogo. Temos goleiro! Duas defesas espetaculares e a tão necessária sorte na bola na trave. Zaga firme. Os três muito bem. Infelizmente, acho que problema do Réver foi grave. Laterais que lutaram e não brilharam.

Arão valeu pelo gol. Aliás, no gol do Éverton, a sintonia fina entre Arão se projetando, e Éverton Ribeiro no passe perfeito, foi espetacular. Cuellar, bem. Diego e Éverton Ribeiro, num mesmo nível. Se não foram brilhantes, ajudaram.

Enfim, o sono virá pela vitória, embora a preocupação futura possa fazer com que acordemos antes do olho abrir…

Por falar em olho, Rueda, por favor, tenha os seus mais abertos durante o jogo. Com todo respeito…

Dividindo um momento lindo no futebol

Equipe sub-17 do Vitória, com o goleiro Endrio à frente.

Pra começar, muito obrigado por tantas mensagens carinhosas. O maior patrimônio da vida, definitivamente, é o amigo. Muitíssimo obrigado a todos, pelo carinho e solidariedade.

Como estou de molho, e assim continuarei nos próximos quinze dias, vivo procurando o que ler e o que ver.

Hoje, vi algo espetacular, diria mesmo, comovente. Partida pela Copa do Brasil Sub-17. Arena Corinthians, com um belo público. Jogo: Corinthians x Vitória, que terminou empatado em 0 a 0, em que brilhou o goleiro do Vitória, Endrio, com seus 1,97m. O incrível é que, apesar dessa altura, rapidíssimo. Leva muito jeito.

O melhor ocorreu após o jogo. O time inteiro do Vitória, de mãos dadas, subiu a arquibancada aplaudindo os torcedores da equipe que lá estavam. Momento mágico, único, lindo…

E que daqui a pouco impere o bom senso, a inteligência e o respeito ao óbvio ululante. Que Rueda coloque em campo o que temos de melhor.

Será tão difícil concluir qual seja, ante as circunstâncias, o nosso melhor time? Basta de experiências de gosto duvidoso.

Viva o óbvio!!!

A hora do bom senso

Treino do Flamengo – 23/10/2017 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

O primeiro recado aos companheiros e amigos do blog é um pedido de desculpas, pelo fato de não estar tão atuante neste espaço como deveria e, gostaria.

Estou em São Paulo desde a última sexta-feira, e aqui vi a derrota do Flamengo para o São Paulo, mas não no Morumbi, e sim no Hospital Sírio e Libanês, graças ao nosso canal Première. Aqui, estou entregue ao extraordinário urologista, e adorável figura humana, Miguel Srougi, o meu anjo da guarda.

Como encarei uma cirurgia, pelo raro talento do Pelé da urologia, estou em franca recuperação, não o suficiente para estar amanhã no Maracanã, pois só deverei ser liberado, e ainda assim para pegar “pianinho” durante 15 dias, na quinta-feira.

Nestas horas é que se dá valor a duas coisas. À vida, em primeira até a última instância e, à tecnologia. Viva a vida!!! E, bendito canal Première…

Disto isto e, após passar o dia acompanhando a preocupação dos amigos corintianos, concluo o seguinte:

. Que milagre faz esta turma do Botafogo. Com um investimento insignificante, o pessoal do futebol conseguiu montar um elenco que está dando para o gasto, graças a um treinador que leva muito jeito, e um time sempre bem escalado, aplicado e determinado. Faltando oito jogos para cada clube no Brasileirão, o Botafogo é o de melhor campanha do returno;

. E não é que o Renato Gaúcho tinha razão. Como vaticinou ele, o Corinthians despencou. O problema é que, mesmo antevendo, Renato não soube equilibrar as coisas, escalando várias vezes times reservas, privilegiando a Libertadores;

. O Flamengo foi pelo mesmo caminho errado, poupando quando não tinha que poupar. Erro de avaliação grave;

. Para finalizar, que alguém assuma uma liderança positiva no Flamengo. Os erros “do bonde andando” já foram cometidos. Plantar um treinador estrangeiro na fase aguda e decisiva do calendário foi um baita equívoco. Da mesma forma, entregar o bastão do futebol para quem não tem experiência e ante situação que todos sabemos.

Com tudo isso, simplificar é preciso. Não abrir mão das duas frentes – Brasileiro e Sul-americana – em hipótese alguma. Partir com tudo, com o que tivermos de melhor e, isso qualquer rubro-negro sabe, para cima do Fluminense e do Vasco.

Leio que Vinícius Júnior está recuperado. Isto é muito bom. Tomara que lembrem que ele existe.

E que nunca mais alguém abra a boca para dizer que Diego e Éverton Ribeiro não podem jogar juntos.

O momento requer bom senso. Que tal colocar em campo o que temos de melhor? Simples, até porque, além de não haver tempo para experiências – algumas incompreensíveis – isto aqui é Brasil. E aqui, a banda toca assim. Com os melhores…