As interrogações Rubro-Negras

(Reprodução da internet)

1 – Renato Gaúcho ou Abel?

Talvez resida nesta interrogação a maior demonstração do quanto o clube está desunido, o quanto o aspecto político e a vaidade conseguem superar o real interesse do Flamengo.

No post anterior, respondendo ao companheiro de blog e ferrenho rubro negro, Nino, afirmei e, aqui reitero, achar um absurdo, sendo Renato Gaúcho a meta das duas chapas, que não tenha havido um entendimento entre elas para uma negociação imediata com o representante do treinador. Partindo-se da premissa de que qualquer planejamento para 2019 passa obrigatoriamente por quem vai dirigir o elenco, nesta indefinição estamos perdendo um tempo precioso.

Observação feita, vou chutar a bola que acabo de levantar. Esta é uma bela dúvida, pois são dois treinadores compatíveis com o tamanho do Flamengo, o que torna qualquer opinião, seja qual for, defensável. À primeira vista, até pelo fato de estar mais em evidência, o nome de Renato Gaúcho parece mais atraente, pois Renato poderia produzir um duplo resultado. No campo de jogo e no marketing.

Ao contrário do que muitos companheiros aqui afirmaram, no sentido de que o valor que Renato pediria para dirigir o Flamengo poderia inviabilizar a negociação, acho que as pedidas de um e de outro serão muito próximas. Que ninguém se engane quanto a isso…

Em síntese, vai valer a convicção de quem vai comandar o clube e, em hipótese alguma, seja quem for o eleito, deve abrir mão de sua convicção.


(Foto: Gilvan de Souza)

2 – Diego Ribas?

A criação é a maior carência do futebol mundial. Encontrar um jogador habilidoso, criativo e decisivo, é como fazer seis pontos na loteria. Como o Flamengo já perdeu Paquetá e, não há nenhum anúncio de reposição ao menos de nível parecido, não procurar Diego propondo uma renovação de contrato, por pelo menos mais uma temporada, considero uma baita falta de sensibilidade. E que seja rápido, pois a fila anda…


(Foto: Thiago Ribeiro/AGIF)

3 – Diego Alves?

Sem essa de se argumentar que há um problema de grupo. A partir da apresentação em 2019, será vida nova, com novo presidente, nova diretoria e novo treinador. Portanto, vida nova, onde o que passou, passou…

Com todo respeito às últimas atuações de César, jamais abriria mão de Diego Alves, pois o considero muitíssimo acima da média dos goleiros em atividade no Brasil. E, sempre é bom lembrar que, como dizia minha avó Corina, “quem tem um, não tem nenhum”.


Lomba e Landim durante debate realizado no Flamengo (reprodução da internet).

4 – Landim ou Lomba?

Esta é uma indagação que me incomoda. A proposta da Chapa Azul era transformar o conceito, saindo a figura centralizadora do presidente, entrando pra valer uma equipe de altíssimo nível. E, deu certo! E é bom lembrar que o somatório das chapas, roxa e rosa, de hoje, nada mais é do que a chapa azul, de ontem. Gente séria, criativa e competente, cada um no seu cada um, encontrando as soluções para os vários Flamengos.

Na chapa rosa, vejo como aspecto negativo o radicalismo do Só Fla. Falo de cadeira, pois fui vítima de um grupo que sequer sabe quem eu sou e que jamais teve sequer o interesse em se aprofundar no tema para que tivesse uma opinião abalizada.

As formações de grupos que, na realidade, ocorrem em função das afinidades pessoais ou clubísticas, são absolutamente normais. Complicado é se criar um clube, dentro do próprio Flamengo. Por melhor que sejam as intenções, isto é inaceitável. Como esta turma é composta por gente jovem e, claro, um dia muitos deles responderão pelo clube, a esperança é que amadureçam e entendam que o Flamengo não é deles, como nunca foi de ninguém. E que sejam, ao menos, menos radicais e um pouquinho mais sensíveis, amistosos e justos.

Já na chapa roxa, vejo como problema o nome do vice-presidente. E, se Landim não puder, por qualquer motivo que seja, terminar o mandato?

Como sou fissurado pelo talento, leva a chapa roxa, neste item, uma grande vantagem, pois contará com a genialidade de Luiz Eduardo Batista, o BAP. Polêmico, é verdade, mas que liderança, tão flagrantemente brilhante, foi unanimidade? O talento, a alguns, incomoda…

Como a eleição será no dia oito de dezembro, há tempo para pensar e definir o voto.

Para refletir

O Flamengo é finalista da Copa do Brasil sub 17. O primeiro jogo, em Santos, 1 a 1. Em Nova Iguaçu, com um gramado perfeito, novo empate e, pelo mesmo placar. Nos pênaltis, o Flamengo eliminou o Santos e a final será contra o Fluminense, que superou o Palmeiras (veja o último pênalti e a comemoração da garotada no vídeo acima, publicado na conta oficial do Flamengo no Twitter).

Claro que torci e fiquei feliz com a classificação para a final, porém, um detalhe muito me chamou atenção. Estou impressionado como hoje em dia, até a garotada demonstra um egoísmo preocupante. O Flamengo, mesmo com dez jogadores no segundo tempo, poderia ter vencido e, isto só não ocorreu em função de, em três oportunidades, o “farinha pouca meu pirão primeiro” dominar as cabecinhas dos nossos jogadores.

No desespero de aparecer a qualquer custo, os meninos abriram mão do jogo coletivo e, por pouco, em função disso, não perderam a vaga para a final. Em três oportunidades no segundo tempo, tendo um companheiro completamente livre para fazer o gol, o egoísmo falou mais alto, quase comprometendo o objetivo que era a vitória.

Acho que estas atitudes têm muito a ver com as influências ruins. Não deve faltar quem fique buzinando no ouvido dos meninos que o jogo, o clube, o objetivo, enfim, tudo é segundo plano. O negócio é meter gol, pois este é o caminho mais rápido e eficaz para aparecer.

Que as influências do mal existem, não tenho nenhuma dúvida. O que me preocupa, pelo que vi neste jogo, é que não haja um trabalho no sentido de conscientizar a garotada que o futebol é um esporte coletivo, onde o egoísmo não cabe, pois pode contaminar e comprometer o resultado. Tomara que os dirigentes e comissão técnica tenham notado esta aberração e que hajam rápido.

Neste jogo, um lance curioso que eu estava doido para ver. Na cobrança de pênaltis, o jogador do Santos fez a cavadinha e, bem-feita. Só que o goleiro do Flamengo não escolheu nenhum canto para pular. Parado ficou e, com extrema facilidade, fez a defesa. O santista ficou com cara de bobo. Certamente para ele, cavadinha, nunca mais…

Em noite de Diego, vitória pra lá de merecida

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Diego Ribas, tão criticado – e muitas vezes de forma injusta – foi o nome do jogo, em que o Flamengo meteu 2 a 0 no Grêmio. Pra começar, a vitória foi justa, pois até no seu pior momento na partida o Flamengo teve as melhores chances para marcar.

Um primeiro tempo bem superior ao Grêmio, com total domínio do meio campo, onde no ataque apenas Vitinho representava perigo para a defesa do Grêmio. Uribe teve a chance de fazer o primeiro gol e, só não fez por não ter a mínima velocidade necessária para um atacante que veste a camisa de um clube que tem como meta ser mundial.

Se faltou competência a Uribe, sobrou sorte ao colombiano. Imaginei que o time voltaria para o segundo tempo com Berrío no lugar de Uribe, porém, Dorival preferiu não mexer e, quis o destino que, em lance irregular – e em claro jogo perigoso – Uribe abrisse o placar.

Estranhamente, o Flamengo recuou e só voltou a reequilibrar o jogo com a entrada de Berrío, que, com sua velocidade, passou a infernizar a defesa do Grêmio, tendo sido decisivo para o gol de Diego.

César fez uma defesa de cinema, em cabeçada de Geromel. Todo sistema defensivo, muito bem. Meio campo pegador, com Cuellar combativo. Dinâmico com Arão e Éverton Ribeiro e, muito criativo com Diego. Vitinho, bem no primeiro tempo, sumido no segundo. Uribe, em noite de sorte, acarinhado pela arbitragem. Berrío, pela velocidade, sempre útil. Marlos Moreno, que entrou bem, perdeu um gol cara a cara com Paulo Vítor.

Os cinco pontos de diferença continuam. Na próxima rodada, pegamos o Cruzeiro em Belo Horizonte, enquanto o Palmeiras joga contra o Vasco, em São Januário. Pelas circunstâncias, acho a missão do Palmeiras mais complicada.

Na última rodada, pegamos o Atlético Paranaense em casa e, o Palmeiras recebe o Vitória, da Bahia…

Claro que é improvável o Palmeiras deixar escapar o campeonato. A única esperança é que o improvável adora o Futebol.

Segue abaixo a avaliação do nosso querido amigo Carlos Egon Prates ao desempenho do nosso time. Como sempre, com ótimas tiradas:


Exibição de gala! Sem dúvida alguma o melhor jogo do Flamengo neste Brasileiro…
Imagina a cabeça do Renatão, vendo Dorival Júnior armar um time impecável, como aconteceu hoje.

Durante 90 minutos mais descontos, apenas uma cabeçada do Geromel e uma defesa espetacular do César.

Não resisto! NOTAS PARA OS GAROTOS…

CÉSAR – Mesmo com o peso de substituir Diego Alves, vem garantindo nossas vitórias como a defesa a queima-roupa do Geromel. Irretocável – 9

PARÁ – Descascou cebolinha e comeu sem tempero. Sabendo das virtudes do pontinha, deu uma de Renê. Defendeu mais que atacou – 7

RODOLFO – Faz parte da minha zaga titular. Com ele e Réver na defesa, difícil tomar gols pelo alto – 8

RÉVER – Apesar da idade continua espanando tudo pelo alto. Tem deficiências por baixo, mas por cima é absoluto – 8

RENÊ – O melhor entre os zagueiros. Apesar de ter perdido um gol na cara do goleiro, tudo que caiu pela direita ele engoliu – 8,5

CUELLAR – Aquilo de sempre e sempre bom. Regularidade absurda durante o Brasileiro inteiro. Baita volante de marcação – 8

ARÃO – Sem dúvida alguma o nome do jogo. Achou uma brecha pela direita e mesmo sendo 2º volante, foi um belíssimo segundo atacante – 9,5

DIEGO – Hoje só perdeu para Arão! O velhinho matou a pau e foi premiado com um gol de oportunismo, que fechou o caixão do Renatão – 9,4

EVERTON RIBEIRO – Após algumas partidas em baixa, foi importantíssimo hoje. Muitas vezes puxou nosso contra-ataque além de voltar na marcação – 8

URIBE – O gol e mais nada! A dificuldade desse carinha em acertar passes de 1 metro, é impressionante – 6

VITINHO – Depois que afirmei que era um dos poucos que chutava bem, estou torrando minha língua. A impressão que tenho é que ele não sabe que está jogando pelo Flamengo. O Vitinho que vimos no Botafogo não tem nada a ver com o que está jogando no Flamengo. Dispersivo ao extremo – 4

BERRIO – Entrou cheirando a tinta e numa arrancada deixou Diego na cara do gol. É fundamental puxando um contra-ataque – 8

DORIVAL JÚNIOR – Com certeza não deve ter lamentado a falta do Paquetá.
Armou um belíssimo esquema e não deu a menor chance do Grêmio tocar a bola – 9

Com a vitória do Palmeiras, ficou ainda mais difícil. Mas o prazer de ver o Flamengo jogando como hoje, de certa forma, compensa nossas tristezas durante o ano. Continuo sonhando com os gols perdidos do Paquetá e Vitinho…”

Carlos Egon Prates

Falta geral de talento

(Foto: Alex Pantling/Getty Images)

Fiquei pensando cá com os meus botões, após as derrocadas de seleções como Alemanha, Croácia, Itália, Argentina e por que também não colocar aqui o Brasil, que, a falta do jogador criativo, talvez esteja igualando, nivelando tudo, no mundo do futebol.

Viram o jogo da seleção contra Camarões? Pois é… Neymar não jogou. Saiu cedinho com um problema muscular. E, como já não tínhamos Phillippe Coutinho, criação, ZERO!

Claro que o maior volume de jogo ainda ficou com a nossa seleção, mas não a ponto de haver um desequilíbrio que, só o grande talento é capaz de realizar. Embora não pareça, a diferença entre o bom jogador e o “diferenciado”, é um abismo.

Richarlison, Gabriel Jesus, e todos que jogaram contra Camarões, são bons jogadores. Neymar é a exceção. O único diferenciado. E quem ganha o jogo, quem faz a fila andar, é o “diferenciado˜. E, com todo respeito, na nossa seleção, só há dois: Neymar e Philippe Coutinho. Sem eles, a Seleção Brasileira é igual a qualquer outra.

Já contei este fato aqui no blog, mas como é pertinente ao que afirmo, vou repetir e – por respeito ao jogador – sem citar o nome. Era uma decisão de campeonato, o Flamengo podia ter um desfalque e isto muito me preocupava. Encerrado o apronto, fui até Domingo Bosco e disse a ele da minha preocupação com a possível ausência de um titular no jogo decisivo.

Bosco me ouviu e sapecou: “vá dormir tranquilo. Aqui, o nosso único desfalque é o Zico. Ele é o único impossível de ser substituído. Como ele vai jogar, vamos ganhar e ser campeões”. Ganhamos, fomos campeões e Zico desequilibrou. Bosco era um gênio.

Didi, Gérson, Rivelino, Dirceu Lopes, Paulo César Caju, Parada, Carpegiani, Falcão, Pelé, Tostão, Roberto Dinamite, Jairzinho, Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo Fenômeno, Romário e Adriano estão entre o que eu vi que, realmente desequilibravam…

Domingo Bosco, se um deles não jogasse, certamente diria que o time entraria capenga.

Hoje, com certa boa vontade, Philippe Coutinho e Neymar. Com muito boa vontade…

Inspirado em Zagallo

Treino do Flamengo – 19/11/2018 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo).

O nosso companheiro e amigo do blog, Sergio Amoedo, em seu comentário, fez a seguinte sugestão de escalação do nosso time para o jogo contra o Grêmio:

– César; Rodnei (ou Pará), Léo Duarte, Réver e Renê; Cuellar, Arão, Éverton Ribeiro e Diego; Berrío e Vitinho.

Li e adorei. Aliás, adoro o óbvio. Talvez o amigo Sérgio, quando fez a sugestão, tenha se inspirado no Velho Lobo que, em 1970, levantou a bandeira de que os melhores deveriam jogar. E desta forma, foi possível ter no mesmo time Piazza e Clodoaldo, Gérson e Rivelino, Tostão e Pelé.

Exatos 48 anos (quase meio século ) se passaram e a sensibilidade e coragem do meu querido amigo Zé, continua valendo…

Talvez Dorival Júnior nem pense nisso, até porque, quem escala Geuvânio, deixando Éverton Ribeiro no banco, certamente não vai entender do que aqui estamos falando, mas com que alegria, querido Sérgio, li a sua doce sugestão de escalação. Tomara que Dorival também tenha lido e, claro, se sensibilizado…

E, antes que alguém possa interpretar de forma equivocada, estamos falando da escalação ideal ante as circunstâncias…

Não perguntei, mas tenho certeza absoluta de que Diego, o nosso camisa 10, também aprovaria, pois, finalmente, poderia ele contar com um atacante rápido e agudo para dar seguimento aos seus lançamentos.

Ia esquecendo. Esta escalação iria surpreender e preocupar, quem sabe, o nosso futuro treinador…

Já vi muita noiva voltar do altar

(Foto: Staff Images / Flamengo)

Hoje, em entrevista à nossa Rádio Tupi, o ótimo repórter André Marques me indagou se ainda dava para o Flamengo, respondi, citando o que dizia sempre o grande comentarista Afonso Soares: “já vi muita noiva voltar do altar”. A noiva, no caso, o Palmeiras…

Em viagem, vi um pouquinho do primeiro tempo e, no exato momento que liguei no Premiere, quando avião pousou, gol de Arão. Era meu dia. Na entrevista, acertei também o placar. Deu tudo certo.

E agora, com vocês, meu companheiro e irmão Carlos Egon, que viu o jogo todo.

DÁ-LHE EGON!!!


“Estava eu macambúzio, pensando na morte da bezerra, aguardando Sport x Mengão, quando não mais que de repente, descobri que o Paraná poderia fazer uma travessura. Fez!

Evidente que não deixa de ser um suspiro, até porque não estamos falando do Dream Team, e sim, de futebol. Um esporte que não permite gracinhas nem malcriação…

Nosso Mengão, mesmo não fazendo uma bela exibição, segue agarrado ao líder. Jogar na Ilha do Retiro nunca foi coisa fácil para time nenhum. Fomos, vimos e vencemos…

Não importa o que perdemos nem quantos gols deixamos de fazer, mas sim, a posição que ocupamos no momento.

Esse Brasileiro, desde a 1ª rodada, sempre foi uma incógnita, em que o líder empata com o último colocado já rebaixado e, o vice-líder, naufraga perante um time que recentemente escapou do rebaixamento. Não existe regra nem prognóstico para absolutamente nada.

Mais uma vez, Paquetá nos deixou na mão, mostrando o quanto é imaturo mesmo voltando de uma suspensão. Gostaria que alguém me explicasse, o porquê de mantê-lo no elenco quando já está negociado. Isso é incompreensível…

Num jogo pra lá de morno, destaco César e Arão.

A diferença – 5 pontos – de acordo com as poucas rodadas, nos dão algumas esperanças. Com certeza NÃO conseguiremos repetir 2009. Mas, após tantas decepções, quem se importa!

Pelo andar da carruagem, vamos conseguir uma vaga para a Libertadores sem passar pela pré.

Não deixa de ser uma frustração pelo número de competições que participamos e naufragamos.

O funil está apertando e estamos conseguindo nos manter entre os quatro melhores do Brasileiro. Não deixa de ser esperança para o ano que vem.

Por outro lado, temos todos os motivos para lamentar o que poderia ser, mas não foi.
Mesmo sendo otimista ao extremo, não posso negar que 2018 foi um ano em que acreditamos em tudo, mas a contratação do QUASE, nos deixou com a brocha na mão… mas sem escada…

HOJE, ganhamos 3 pontos! Nada além, disso…”

Carlos Egon Prates

A tal intensidade

Jogadores comemoraram o gol de Vital (Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians)

Vi todo jogo entre Corinthians e Vasco, na Arena Corinthians, com belo público. Confesso que fiquei impressionado pela doação de todos os jogadores que entraram em campo.

Nervos à flor da pele, com os dois times brigando contra o rebaixamento. Vendo o primeiro tempo de uma correria louca, lembrei do nosso João Saldanha, que dizia ser impossível durante 90 minutos, ficar no indo e vindo, beijando o pé e o pescoço da girafa. João, se aqui estivesse, teria ficado surpreso. O ritmo do primeiro tempo continuou no segundo, até o apito final.

Os dois times, medianos tecnicamente, compensaram com juros e correção monetária o que ficaram devendo na parte técnica, com uma intensidade que poucas vezes vi este ano.

Aí, fica no ar a dúvida. Se esta entrega fosse uma rotina, estariam na situação delicada que estão na tabela? E, por consequência, esta dúvida também reside na cabeça de qualquer rubro-negro.

Tudo bem que temos as nossas deficiências, mas longe no aspecto técnico, estamos acima da maioria esmagadora dos times que disputam a série A. Repito: Independente da infeliz experiência com um estagiário, de contratações equivocadas, não teria faltado a tal da intensidade?

Voltando ao jogo. A sorte sorriu para o Corinthians. E sorte – talvez nem tanto quanto a entrega – também é fundamental.

Que ela esteja conosco em Recife.

Flamengo e Seleção

(Foto: Peter Cziborra / Reuters)

Clássico é clássico e não há amistoso quando existe rivalidade. Este jogo em que a Seleção Brasileira venceu a do Uruguai por 1 a 0 teve recorde de faltas, fartíssima distribuição de cartões amarelos e um gol ilegal da nossa Seleção.

No gol de pênalti, marcado por Neymar, houve claro toque de Richarlison na origem da jogada. Gaciba, comentando no Sportv, foi feliz ao afirmar que, se houvesse o árbitro de vídeo, o gol seria anulado. O placar justo seria o empate.

Neymar, mesmo sem ter sido brilhante, foi o melhor pelo lado brasileiro. Como se esperava, Cavani e Luizito Soares foram os destaques uruguaios.

Vendo o jogo pensei no Flamengo. Enquanto temos um jogador com talento para uma enfiada de bola – refiro-me a Diego – e, em contrapartida, tem faltado um atacante rápido e agudo para aproveitar os lançamentos, na Seleção ocorre o inverso. Não há no meio campo nenhum jogador com estas características, porém, com atacantes velozes e agudos que dependem de um meia talentoso.

Continuando com o Flamengo, este último jogo contra o Santos talvez tenha deixado a mensagem de que a nossa dupla de ataque, ante brutal carência de um – ao menos, razoável – centroavante, e a necessidade de se ter um jogador agudo e rápido, a dupla Berrío e Vitinho bem que poderia ser testada. Claro que não contra o Sport, pois Diego recebeu o terceiro cartão amarelo.

Quem sabe no jogo seguinte…

Diego iria adorar…

Presente de São Judas no dia do aniversário

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

São Judas foi ao Maraca e consertou duas lambanças que poderiam ter jogado água no nosso chopp de aniversário.

A primeira, de Henrique Dourado, que parecendo daltônico, confundiu a camisa vermelha e preta com a preta e branca, entregando a bola para Rodrygo, o garoto bom de bola do Santos, que fez linda jogada e o gol só não aconteceu graças à bela defesa de César.

A segunda lambança, de Léo Duarte, perdendo bola boba e fazendo pênalti em Gabriel. De novo, Cesar salvou.

Há jogos em que os erros grosseiros escrevem a derrota. Hoje, só não foi assim porque São Judas foi a Maraca e entrou em campo vestido de amarelo.

O primeiro tempo foi morno, em que apenas Vitinho jogava acima da média. Como sempre, muita posse de bola e pouquíssima objetividade. O segundo tempo, exatamente o contrário. Menos posse de bola e um time mais objetivo.

Aliás, é bom se registrar a falta que faz um atacante agudo e veloz. Há quem reclame de Diego, afirmando ser ele uma enceradeira, pois fica de lá pra cá, e nada sai de bom. Hoje, saiu e, sabem por que? Estava em campo um jogador tecnicamente limitado, mas agudo e rápido. Quem joga no meio campo e sabe enfiar uma bola depende de um atacante rápido. Berrío transformou a enceradeira de Diego em uma Brastemp. O lançamento, perfeito. O “facão” e passe de Berrío, de cinema, e hoje, o Ceifador ceifou…

César saiu como herói. Sem dúvida, o destaque do jogo. Demos no dia do nosso aniversário um grande passo para ficarmos livres da pré-Libertadores, destruidora de qualquer pré-temporada.

Noite para comemorar os 123 aninhos. Vida eterna para o nosso MENGO, para a nossa paixão maior.

Vitória Santa…

15 de novembro, aniversário do Flamengo. Feriado nacional!!!

Não sei se no ano passado, ou no anterior, mas este foi o título de um post em que, com todo respeito a quem pense em contrário, afirmava que o feriado nacional de 15 de novembro se deve ao fato de ser aniversário da maior paixão popular deste país, e não por ter sido a data da Proclamação da República.

Lembro que em dado momento, como pá de cal na discussão, argumentei que o Brasil seria possível, existiria, sem ser uma república, mas simplesmente impensável o Brasil sem o Flamengo. Portanto, este e, todos os passados, a partir de 1895 e, todos os futuros 15 de novembro, o Brasil parará para reverenciar a maior criação institucional de Papai do Céu.

Como estamos em uma semana comemorativa, nasceu, por obra e graça do grande rubro-negro CATITO PERES, o PIETRO, caçula dos grandes restaurantes do Rio. Catito, empreendedor e super criativo, já responde por casas consagradas no Rio, como Fiorentina e Bar Lagoa, além de ser o presidente do Jornal do Brasil.

Recentemente inaugurou o OLIVETTO, irmão gêmeo do PIETRO. As duas casas funcionam na praça Nossa Senhora da Paz, no mesmo prédio onde era o Hipopótamus. Na inauguração, meu presente para a casa foi o “Manto Sagrado”, personalizado… e, pronto para muitas comemorações rubro-negras em 2019. Amém!!!

Agora, vem cá… e a multa de 20 mil reais que o Flamengo foi penalizado pelo STJD pelo apagão que ocorreu no Maracanã, hein? Que coisa maluca, absurda!!! Comenta-se que se chover no jogo contra o Santos, o Flamengo corre o risco de ser multado em 100 mil reais….

E, que seja o que Deus quiser, com Rodinei na direita, Pará na lateral esquerda e, Rômulo na meiuca…

Que São Judas esteja de plantão, mesmo sendo feriado nacional, dia do mais querido do Brasil.