Quatro rodadas para decidir a vida

Hoje, no papo do almoço, onde atingimos o extraordinário índice da mesa ser 100% rubro-negra, partimos para uma análise das próximas rodadas e concluímos que, nas quatro próximas, quem sabe, o Campeonato Brasileiro possa estar sinalizando que rumo tenha tomado.

Nos quatro jogos seguintes, o Corinthians, líder com nove pontos de vantagem sobre o Flamengo, fará um jogo em casa e três fora. O Flamengo, caçador, exatamente o contrário, fazendo três jogos em casa e um fora.

JOGOS DO CORINTHIANS

  • Palmeiras (fora);
  • Atlético Paranaense (casa);
  • Avaí (fora);
  • Fluminense (fora).

JOGOS DO FLAMENGO

  • Grêmio (casa);
  • Cruzeiro (fora);
  • Palmeiras (casa);
  • Coritiba (casa).

A rodada seguinte, ou seja, a quinta, programa Corinthians x Flamengo, em São Paulo.

Estas quatro rodadas terão enorme influência no jogo entre Corinthians e Flamengo. Se fizermos o dever de casa com competência, será meio caminho andado.

Notícia boa

A fonte é de primeira qualidade, portanto, zero de possibilidade de erro.

Hoje, talvez influenciado pelos tristes acontecimentos ocorridos em São Januário, o governador Luiz Fernando Pezão esteve reunido com dirigentes rubro-negros e tricolores, na tentativa de, uma vez por todas, encontrar a solução para o Maracanã.

No caso específico do Flamengo, há a preocupação de alguns jogos serem realizados na Ilha do Urubu, como os clássicos estaduais e confrontos regionais mais “calientes”, como contra Corinthians, Palmeiras e Atlético Mineiro.

Este diálogo chega em boa hora. Por tudo que estamos vendo – e abismados – o momento pede prudência.

Pingadinhas de segunda…feira!!!

(Foto: Extra)

Alguém ouviu alguma autoridade, seja ela esportiva, estadual, municipal ou federal, sobre os tristes acontecimentos de sábado, em São Januário?

Li, no Globo, uma declaração do procurador Rodrigo Terra, dando conta de que pediria a interdição do estádio. De lá para cá, mais nada. Na esfera esportiva, claro que haverá um julgamento e, alguma punição, provavelmente ao Vasco da Gama, deve ocorrer.

Este é o tipo de situação que, como adora o brasileiro, achar o culpado é a missão. Na realidade, foram vários os culpados, pois não é possível que no mundo de violência gratuita em que vivemos, não tenha havido uma única voz, com autoridade e poder de decisão, que se levantasse para defender a tese de que estávamos diante de uma tragédia anunciada.

Aqui no blog, não pecamos, não cometemos este grosseiro erro, até porque, muito além do futebol, estava em jogo a segurança de seres humanos. Inúmeros companheiros chamaram a atenção para o que poderia ocorrer.

No Estado do Rio de Janeiro, só há um lugar para um jogo “à vera”, entre Flamengo e Vasco, que é o Maracanã. Que me desculpem os botafoguenses, mas o Engenhão, com aquela enorme dificuldade de acesso de locomoção e, de ruas estreitas, também não dá. E, para piorar a situação, o conturbado momento político do Vasco, onde qualquer fósforo aceso se transforma em paiol, foi o ingrediente que faltava para tanta violência.

Se o jogo for analisado de forma lúcida, a conclusão é a de que, com a diferença de investimentos, onde o do Flamengo é brutalmente superior ao do Vasco e, consequentemente, em função disso tem um time muito superior, o resultado de 1 a 0 para o Flamengo, nestas condições, deveria ser analisado como absolutamente normal.

Como as recentes vitórias do Vasco sobre o Flamengo, mesmo com equipes inferiores no papel, foram consideradas dentro do contexto por quem é rubro-negro, mesmo com insatisfação, como normal, até porque, quem conhece um pouquinho de futebol sabe que um clássico, pela tradição, encurta a distância técnica e, que tudo pode acontecer. O que se viu no sábado, extrapola o mundo da bola. Infelizmente, os responsáveis pelos “outros mundos” não estão nem aí. Este triste episódio, como resumo da ópera, como resultado final, deveria sim, ao invés de interditar São Januário, interditar todas as autoridades que pecaram, seja por incompetência ou inconsequência. São Januário é o mordomo…

E, apesar de inúmeros zagueiros, quis o destino que estivéssemos à míngua neste setor tão importante. Os únicos “inteiros” são Réver, recuperado da gastrite, e o combatido – e ao mesmo tempo eficiente – Rafael Vaz. Além de poucos zagueiros, pra rimar, sem Guerrero, pelo terceiro amarelo recebido no jogo contra o Vasco. Com tudo isso, o simples fato de ter em campo Diego e Éverton Ribeiro, não há torcedor rubro-negro que tenha uma gotinha de pessimismo. Tipo do jogo, pela importância e pela motivação da nossa torcida, programado em local e horário equivocados. Quinta-feira, 19h30, na Ilha do Governador, em horário de rush e no transito caótico do Rio, é sinal claro de que está faltando sensibilidade…

E a boa notícia é que o Palmeiras vai completinho, no Allianz Parque, pra cima do Corinthians. A caçada só está começando…

Vitória para embalar

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Tomara que ninguém venha aqui colocar que vencemos um time fraco. Hoje, o Vasco não é o “Expresso da Vitória”, mas também não é o Íbis.

Jogo difícil, como imaginávamos. E, em tempo algum foi moleza ganhar em São Januário. Quanto mais agora, com o time da casa tendo 90% dos torcedores.

Primeiro tempo muito truncado, com o árbitro fortão meio enrolado, distribuindo cartões no início do jogo e economizando no final. O Flamengo dominou o primeiro tempo, até porque tem mais time, porém, sem ser agudo.

No segundo tempo procuramos o gol e encontramos. O drible de Éverton Ribeiro foi sensacional. Aliás o gol premiou os dois jogadores mais inspirados. O título do blog bem que poderia ser “ÉVERTONS”… Os dois, Éverton e Éverton Ribeiro, jogaram muito.

E, por falar em jogar muito, não dá para não registrar o quanto foram eficientes, precisos e guerreiros, Márcio Araújo e Raphael Vaz. Desculpem os amigos que pensam de forma diferente, mas não há no elenco do Flamengo um jogador com as características de Márcio Araújo, que resiste como titular ao longo de todos os treinadores que por lá passaram. Por que será?

Raphael Vaz, outro combatido por tanta gente, demonstrou que, além de saber jogar, tem personalidade. Segurou com talento e determinação o seu setor. Acertou tudo. Desculpem. Errou aos 48 do segundo tempo em uma esticada de bola. Bela partida do único zagueiro que sobreviveu…

O nosso goleiro, no momento preciso, compareceu. Muito boa a defesa no chute de Luiz Fabiano. Laterais atentos e fogosos. Cuellar foi um bom auxiliar de Márcio Araújo, e Diego, a categoria de sempre.

Os dois centroavantes, Guerrero e Damião, infernizaram a zaga do Vasco. Curioso que, após a saída de Guerrrero, por contusão, Damião deu ritmo igual, inclusive sendo responsável por linda jogada que Éverton Ribeiro se enrolou e, perdeu o gol.

Vitória para embalar, para dizer a todos que o Corinthians tem no campeonato o seu caçador…

 

São Januário

(Foto: André Durão)

Quem olha a tabela do Campeonato Brasileiro, talvez imagine uma igualdade técnica entre o terceiro e o sexto. Como o campeonato ainda não atingiu o ponto em que tudo fica mais claro, há de se imaginar um equilíbrio entre Flamengo, o terceiro, e Vasco, o sexto.

Na realidade, e sem qualquer influência emocional, este jogo só pode ser encarado como equilibrado pelo fato de ser realizado em São Januário, pois inegavelmente o Flamengo tem um elenco infinitamente melhor e, não bastasse isso, um time bom, que começa a ganhar entrosamento.

Além do que foi colocado, o Flamengo vai completo, já que Pará ou Rodinei, a diferença não é tão grande. O Vasco, além da inferioridade técnica, tem problemas na escalação, principalmente com a ausência do jovem e talentoso Douglas.

Acontece que o jogo é em São Januário, que terá lotação máxima, com goleada cruzmaltina nas arquibancadas, em função do regulamento do Campeonato Brasileiro. De cada dez torcedores, nove estarão torcendo para o Vasco.

E, não fosse São Januário, isto é, não fosse a performance do Vasco como mandante, certamente estaria próximo ou, na zona de rebaixamento. Portanto, localizado está o nosso grande adversário.

Dá pra ganhar em São Januário? Confesso que estou otimista. Hoje, o futebol mudou e, há muito menos árbitros caseiros do que antigamente. Além disso, o time do Flamengo é cascudo e, neste tipo de jogo, experiência conta, e muito.

O horário do jogo, simplesmente espetacular!!! Jogando às 18h, o sábado é todo do torcedor, que pode fazer o que bem entender durante tarde e manhã e, se tiver disposição, a noite será uma criança…

Ontem, Washington Rodrigues, o genial Apolinho, enquanto apresentava o seu programa na Rádio Tupi, recebeu a visita do rubro-negro Leonardo, mineiro, de Belo Horizonte. O filho de Leonardo nasceu em 1995, ano do nosso centenário e, foi batizado com o nome de Washington Kleber, homenagem ao Velho Apolo e a mim. Caramba, quanta honra e que homenagem linda. Obrigado, Leonardo!!!

Como compôs Peninha, um trecho de “Sozinho”, canção eternizada por Sandra de Sá, Tim Maia e Caetano Veloso, retrata com fidelidade as almas rubro-negras, minha e do Velho Apolo… “é que carinho às vezes cai bem…”. E, como… quanto mais pintado com tanto amor e, em vermelho e preto.

Noite feliz e curiosa

(Foto: Staff Images / Flamengo)

. Quem acorda e pergunta quanto foi o jogo e, como resposta, ouve que foi 5 a 2 Flamengo, conclui que deve ter sido um show de bola e, no campo do adversário.

De verdade, o placar. O show de bola só na imaginação de quem não viu o jogo. O primeiro tempo, sofrível tecnicamente, terminou sem um golzinho sequer. Nos 45 minutos finais, sete gols, cinco do Flamengo, e dois do Palestino.


. Além do desnível técnico, o placar pode também ser explicado pelo aspecto físico. A temporada chilena vai começar agora, o que equivale a dizer que um time que está em plena pré-temporada, tem que pagar o preço de um condicionamento físico deficiente.


. Em um dos gols do Palestino, meu amigo Escobar não foi feliz na narração, criticando Rafael Vaz pela rebatida de cabeça. Na verdade, Vaz não tinha outra opção, tirando de cabeça um lance de perigo. O problema foi a falta de alguém do Flamengo no rebote. Faltou ali – que os críticos me perdoem – o Márcio Araújo.


. Tecnicamente, Éverton Ribeiro sobrou na turma, embora não se possa dizer que jogou como Diego jogaria. Diego, a meu conceito, não tem substituto, pelo fato claríssimo de ser um jogador que arma pelo meio e, que chega. Diego é arco e flecha. Éverton Ribeiro é um misto de meia e atacante. Talvez, mais agudo que Diego, porém, não tão articulador, não tão cerebral. De qualquer forma, dentro de suas características, Éverton Ribeiro foi destaque.


.Berrío, sem ter sido brilhante, foi útil e guerreiro. O gol que marcou foi fruto da sua determinação. Damião está se caracterizando por atuações que não animam e, com gols de rara beleza. Outro dia, de bicicleta. Ontem, de letra. Para um centroavante e, reserva, vai dando conta do recado…


. Esta Copa Sul Americana, a bem da verdade, é a segundona do continente sul-americano. Não é um título que enriqueça a sala de troféus de um clube de ponta. De positivo, unicamente a garantia da vaga na Libertadores, ou seja, a garantia de jogar na primeira divisão continental do ano seguinte.


. Agora, o que interessa é o jogo de sábado, que promete… Com todo respeito ao Vasco e ao estádio da colina histórica, estou com um bom pressentimento. Repito: Com todo respeito…

Conhecimento de causa

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Como estive dos dois lados, tendo passado por estilingue e por vidraça, tenho um certo cuidado quando penso em criticar, pois a injustiça começa a ser desenhada quando alguém se arvora a concluir alguma coisa sem que tenha o conhecimento de causa necessário. Ontem, lendo uma matéria no Globo.com, sobre a composição da delegação do Flamengo para o jogo de amanhã, no Chile, pela Copa Sul-Americana, veio a informação de que alguns titulares seriam poupados, e que Conca não viajaria, como de fato não viajou. Os dois primeiros comentários criticavam de forma contundente – diria até, deselegante – o treinador Zé Ricardo, pelo fato de não ter levado o argentino.

 

(Foto: Marco Favero / Diário Catarinense)

Hoje, leio com surpresa que Vagner Mancini foi demitido e não é mais o treinador da Chapecoense. Ainda não li, mas com absoluta certeza haverá uma enxurrada de críticas espinafrando a direção da Chapecoense pela decisão de demitir o treinador. Como o tempo passa e, em função disso, as experiências acumuladas vão cada vez mais solidificando a maturidade, me recuso a comentar qualquer um destes fatos sem que tenha pleno conhecimento de causa.

No caso de Conca, não teria cabimento, se estivesse o jogador minimamente em condições, não usufruir do futebol que vimos quando jogava pelo Fluminense.

Exatamente no Fla-Flu, quando Conca entrou por pouco tempo, tive a impressão de estar ele completamente fora de sintonia, como se o jogo estivesse sendo jogado em ritmo normal e ele em câmera lenta. Pra ser sincero, achei até a maneira de correr meio estranha. Vou me aprofundar no tema e, o que apurar, informo.

De todas as formas, convenhamos ser, no mínimo, precipitada a crítica ao nosso treinador. Talvez, o pessoal do Flamengo deva estar mais atento à comunicação. Se for o caso, é muito melhor dizer a verdade – que o jogador ainda não está inteiro – do que calar e, com isso, criar uma polêmica desnecessária, colocando em risco a imagem dos profissionais que integram a comissão técnica.

No caso de Vagner Mancini, igual. Não dá para criticar sem saber os reais motivos que fizeram a diretoria tomar tão drástica atitude. Se revelarem, facilitarão qualquer tipo de análise. Caso se calem, alimentarão a polêmica e, com certeza, as críticas serão inevitáveis.

Indo e, bem!!!

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

O que imaginamos aconteceu. Um time bem armado, em casa, jogando o que se esperava. Resultado: Flamengo 2 x 0 São Paulo.

Tenho a clara impressão de que Zé Ricardo começa a ter um domínio geral da coisa. Do time, do elenco e dos campeonatos que disputamos. Hoje, acertou tudo, a começar pela escalação.

A partir da próxima rodada, o que vai valer será a perseguição ao líder do campeonato. Os pessimistas que me desculpem, mas não vejo como, entre Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Copa Sul-Americana, não beliscarmos pelo menos um título. E, qualquer um deles, novamente, nos colocará na Libertadores, sendo que, no Brasileiro, o critério é ainda mais favorável.

Ainda me desculpando com os pessimistas, acho que o nosso jogo de hoje, somado a tudo que temos visto, deixa claro que somos sérios candidatos ao título. Só não vê quem não quer ou, quem torce contra.

O ambiente do nosso “alçapão”, realmente, é espetacular! O lance do aconchego, aproximando o torcedor do time, é o céu. Paraíso para quem é de casa e, inferno para quem tem que jogar contra. Ao contrário do ano passado, onde viajávamos como mandante, agora mandamos como mandante e, sem pegar avião…

As notas, as atuações, deixo com vocês. Vou aqui arriscar: Hoje, começou a caçada a quem está na frente. Levo enorme fé no caçador…

Aposto todas as minhas fichas no caçador. MEENGOOOOO!!!!!!!

* Este post é dedicado a Márcio Reis, fundador da Fla Angra (junto com nosso querido amigo Carlos Egon), que hoje nos deixou. E, em dia de vitória e de alegria…

E agora José?

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Domingo, vida nova. Sai da cabeça do torcedor a Copa do Brasil e retorna o Campeonato Brasileiro.

Na Copa, a posição atual do Flamengo pode ser considerada muitíssimo boa, já que não levou gol em casa e fez dois, o que equivale a dizer que a classificação para a fase semifinal, onde – se classificado – pegará Botafogo ou Atlético Mineiro, está maravilhosamente bem encaminhada.

No Campeonato Brasileiro, embora nove pontos distante do líder, a terceira colocação na tabela é animadora, mas dependendo do que aconteça na Copa do Brasil, e na Copa Sul Americana, o Campeonato Brasileiro poderá virar uma bola ou búrica, isto é, ser campeão passar a ser o único objetivo, pois a vaga para a Libertadores pode chegar antes, seja pela Copa do Brasil ou, pela Sul-Americana.

A grande verdade é que nenhum outro jogo no ano empolgou tanto quanto este contra o Santos. E, sem que os mais novos reforços tivessem participado, pois não estavam e, não mais poderão ser inscritos. Fato é que alguns jogadores se encontraram e, Zé Ricardo, talvez tenha dissipado certas dúvidas, como por exemplo, a definição do melhor meio campo e, quem sabe, continue com um ou outro grilinho na cabeça.

Até 26 de julho, data do novo jogo contra o Santos, tenho a impressão de que o nosso treinador possa ter dois questionamentos. Se, efetivamente, Thiago vai aguentar o rojão, e se começa com Pará ou Rodnei. No mais, Réver e Rodholfo, a zaga. Trauco na lateral esquerda. O meio, com Márcio Araújo, Cuellar, Diego e Éverton, e o ataque, com Éverton Ribeiro e Guerrero.

Este jogo de ontem foi formidável, pois além de uma monstruosa injeção de confiança, ressuscitou quem já estava sendo enterrado, como Cuellar, Márcio Araújo e Berrío. Joguinho santo…

Antes que esqueça, e até entendendo em função da modificação introduzida no calendário com o alongamento da Copa Libertadores e, em função disso, modificando outras competições, é importante que a CBF esteja atenta para uma Copa do Brasil com uma melhor distribuição de jogos para o ano que vem, pois a distância entre as duas partidas de uma determinada fase acaba sendo muito grande, como é o caso agora, entre os jogos de ida e volta, nestas quartas de final. Muito tempo entre um jogo e outro. Quebra o encanto…

E, a meteorologia informa que no jogo de domingo, contra o São Paulo, São Judas Tadeu terá São Pedro como companheiro. Sorte dos funcionários responsáveis por molhar, antes do jogo, o gramado da Ilha do Urubu. São Pedro fará o serviço de graça e, com enorme prazer… Os mais velhos que preparem suas galochas… Em tempo: Ainda se compra galocha? Por favor, quem souber, transmitir através do blog. Carlos Egon, que irá ao jogo, não abre mão de tão útil objeto, que até agora não encontrou no mercado…

Isso é FLAMENGO

(Fotos: Gilvan de Souza / Flamengo)

. Sem medo de errar: a melhor atuação do Flamengo neste ano. Antes do segundo gol, imaginei “de ruim, só o placar” como título do post, pois tanta superioridade, perfeição tática e atuações impecáveis, 1 a 0 seria uma maldade. No finalzinho, o golaço de Cuellar mudou tudo, inclusive o título do post.

. No domingo, afirmei aqui que Corinthians e Grêmio eram equipes muito bem arrumadas. Hoje, o time do Flamengo foi superior, pois além de muito bem arrumado, foi guerreiro, intenso, inspirado e criativo. O Flamengo que sonhamos…

. O primeiro tempo foi de uma perfeição impressionante. A diferença entre os dois times foi a determinação da nossa equipe, onde a marcação foi perfeita, ao contrário do Santos, que não tinha a mesma pegada e pecava defensivamente.

. A perfeição foi “do goleiro ao ponta esquerda”, onde cada um cumpriu a sua missão de forma impecável, o que contribuiu para o jogo coletivo engrenar.

. Nada contra William Arão, mas, indiscutivelmente, o time fica mais compactado com Márcio Araújo e Cuellar. As subidas de Arão deixam buracos naturais atrás. Contra um time de qualidade técnica inferior, vá lá. Hoje, a escalação do time foi perfeita, rigorosamente coerente em função do adversário e da necessidade da vitória.

. Berrío fez a sua melhor partida pelo Flamengo. Em outros jogos cheguei a concluir que havia ele errado na escolha do esporte, pois ante tanta deficiência técnica no trato com a bola, e tanta velocidade, o atletismo deveria ter sido para ele a melhor opção. Neste jogo, Berrío pareceu jogador de futebol e, muito bom. Tomara que continue sendo…

. Diego, um príncipe. Guerrero, decisivo. Tão decisivo que participou dos dois gols. Éverton, foi o motorzinho de sempre, em noite iluminada, com direito a gol de altíssima categoria.

. Zé Ricardo, tão criticado, em noite inspirada, a começar pela escalação do time.

. Quarta-feira, deliciosa. A melhor do ano.