ESPETACULAR!!!!

(Foto: James Hill /The New York Times)

(Foto: James Hill /The New York Times)

Amigos queridos,

Não estou no Rio. Imaginei que a Olimpíada para mim fosse começar na próxima terça-feira, quando retorno, mas que engano…

Vibrei, sorri e chorei de emoção na festa de abertura que, confesso, não levava muita fé.

Caramba, quanta emoção no embalo da competência de profissionais geniais, dentre os quais meu querido amigo Abel Gomes.

Recebi uma mensagem linda de um querido amigo que vive em Vitória da Conquista – Marcus Tanuri, o popular Marcão – que traduz orgulho e profunda emoção de todo brasileiro.

A mensagem, é essa:


Para os críticos de plantão, que não gostam de nada relacionado ao Brasil, vejam o que o mundo falou da abertura:

The Guardian, UK: “[Paulinho da Viola] Simples e elegante.”

El Clarín, ARG: “Uma festa de música, cores e esporte no Rio de Janeiro, à altura da cidade maravilhosa, com ritmo e beleza”

New York Times, EUA: “Você vê que as fantasias e o cenário não são tão luxuosos como os de outras cerimônias, mas isto realmente não importa quando você tem uma energia como esta.”

Washington Post, EUA: “Rio, pelo menos por uma noite, está fazendo o que faz de melhor.”

Boston Globe, EUA: “Se você estava em dúvida sobre assistir à cerimônia de abertura, vale a pena! Uma apresentação visualmente deslumbrante.”

La Tercera, CHI: “Espetacular, espetacular, espetacular.”

Telegraph, UK: “É como se alguém tivesse apertado o botão e ligado as pessoas. De repente, tudo é esplêndido.”

La Vanguardia, ESP: “Chega a construção do Brasil contemporâneo com todas as cidades que o formam. Espetacular o efeito visual que se vê neste momento no Maracanã.”

Sport, ESP: “O Brasil surpreendeu com uma festa cheia de luz e música, assim como com várias cenas muito marcantes. Teve festa, um pouco de samba e, sobretudo, uma enorme celebração nas arquibancadas.”

Espírito coletivo

(Foto: Evaristo Sá / AFP)

(Foto: Evaristo Sá / AFP)

Acredito que qualquer pessoa que tenha visto o jogo de hoje, na estreia do Brasil nestes jogos olímpicos, contra a seleção da África do Sul, deve ter entendido com total clareza o que seja o espírito coletivo em um time de futebol.

Não é o caso de um time que opte por jogar em conjunto, abrindo mão do individualismo. O espírito coletivo é algo muito mais profundo. Pra começar, priorizar sempre as soluções através de dois ou mais jogadores, muito embora não haja nada em contrário com relação a criatividade, que é uma arma preciosa para a solução de uma jogada. O individualismo em excesso, como ocorreu neste jogo, facilita o time adversário e mata o jogo coletivo.

Hoje, o time olímpico da África do Sul, foi o espírito coletivo vestido de verde. Um jogador ajudando o outro, sempre! Aproximação, cobertura, comunicação e determinação. Não sei se este time está treinando faz tempo. Parece que sim. Dá a impressão que sim, embora isto seja relativo, pois há uma enorme diferença entre entrosamento e espírito coletivo.

Em seu comentário, no primeiro tempo, Roger Flores já dizia que o jogo estava esquisito. Muita sensibilidade para mostrar ao telespectador, com uma só palavra, a radiografia do jogo. No segundo tempo, em dia de inspiração, Roger afirmou que o jogo de esquisito, havia se transformado em perigoso.

E, jogamos quase todo o segundo tempo com o time adversário com um jogador a menos…

Ainda na transmissão, outra observação feita que demonstra o que é o espírito coletivo. A seleção da África do Sul, de cada 10 divididas, ganhou 9.

Achei o nosso treinador meio enrolado. Renato Augusto era o único jogador na seleção brasileira que optava pelo coletivo, abrindo mão da individualidade e distribuindo bem o jogo. A substituição foi equivocada.

Que este jogo tenha servido de lição. Não há vitória no futebol que chegue sem que haja espírito altruísta, sem que haja entrega e, principalmente, sem que haja espírito coletivo.

Tomara que os meninos e o “professor” tenham aprendido a lição.

Negueba

(Foto: Lucas Uebel / Grêmio)

(Foto: Lucas Uebel / Grêmio)

Amigos, juro que é verdade.

Hoje, após um intervalado (caminhada e corrida) na Lagoa, que parece estar num salão de beleza, tantas são as ações para deixá-la cada vez mais linda, após muita água de coco, recebi meu afilhado Roger para almoçar. Pra variar, chegou atrasado, mas o seu maravilhoso astral que tem a contundência de um gol, faz parecer que nós é que deveríamos ter esperado para colocar a comidinha na mesa. Após o almoço, coube a ele eleger que jogo veríamos às 4 da tarde. Roger escolheu Grêmio x São Paulo. Querem saber quem foi, disparado, o destaque do jogo?

NEGUEBA!!! É isto mesmo, NEGUEBA!!!

O Grêmio venceu pelo placar de 1 a 0 e, poderia ter sido de mais. O que me impressionou o tempo todo foi ver um jogador criado na Gávea, até então dispersivo, com altos e baixos, mais baixos do que altos, jogando de uma forma diferente do que sempre jogou, demonstrando o tempo todo, categoria, sentido perfeito de marcação, criatividade, articulação, garra e manha. Negueba, deu um show. Negueba, foi quase perfeito.

Para quem não viu o jogo, ao invés do jogador sempre aberto pela direita, jogou mais centralizado, desarmando, armando, sendo decisivo, inclusive, sendo o responsável direto pela expulsão de um jogador do São Paulo.

Agora, sozinho, escrevendo este post, começo a me questionar com relação à nossa impaciência. Como a nossa paixão é imensa, queremos sempre o melhor, o perfeito e, para ontem!!! Acho que falta à nossa família rubro-negra um pouco de paciência.

Para quantos Neguebas viramos as costas?

Falcão

(Foto: site oficial do Internacional)

(Foto: site oficial do Internacional)

E o Inter contratou Falcão… Algumas coisas no futebol não encaixam muito bem e, uma delas, é Paulo Roberto Falcão – até agora – não ter emplacado como treinador de ponta e consagrado, muito embora, até treinador da seleção brasileira tenha sido.

Falcão sabe tudo de bola, tem ótimo poder de observação, espírito de liderança, excelente nível cultural, muito bom poder de comunicação, é sério, direto e carismático. Está aí um enigma que não consigo e tenho vontade de desvendar. Melhor do que isso, só ver Falcão acertar de vez.

Aprendi ao longo da vida a admirar e respeitar esta adorável figura humana e baita jogador. Estou torcendo para que, desta vez, Falcão, como treinador, engrene de vez.

Jogando, foi Rei.

Pingadinhas de segunda…feira!!!

(Foto: André Mourão/MoWA Press)

(Foto: André Mourão/MoWA Press)

. A notícia dando conta de que Renato Augusto pode substituir Douglas Costa na seleção olímpica, é espetacular!!! Nada contra Douglas Costa. O motivo de alegria, é pelo fato deste time do Brasil passar a ter um jogador com a cara do Rio. No caso de Renato Augusto, melhor ainda, pois além de ter a cara do Rio, joga muito, é determinado e tem o coração rubro-negro. Diria, sem medo de errar, perfeito…


(Foto: FIVB)

(Foto: FIVB)

. A polêmica é antiga. Embora o dia da polêmica seja amanhã, não dá para não comentar hoje. As meninas do vôlei, repetindo o que algumas tenistas já colocaram, protestam pelo fato da premiação do vôlei feminino ser inferior à do vôlei masculino. Como as meninas do tênis, as nossas meninas do vôlei classificam o fato como “movimento machista”. Sem entrar no mérito da questão, até porque sou apaixonado pelos infindáveis talentos de Sheila, Sharapova e cia…, diria que tudo não passa de uma situação de mercado. Exemplo: Você pode achar que um imóvel de sua propriedade vale tanto. Isto, é uma coisa. A outra coisa, é o que o mercado diz que vale. E, esta é a regra do jogo, mesmo que machista pareça.


(Foto: Reprodução)

(Foto: Reprodução)

. Não dá para não dar um pitaco no comentário feito aqui no blog pelo companheiro Diogo.S.Oliveira que, se tivesse que escolher para o Flamengo entre Cristiano Ronaldo e Messi, escolheria o atacante português. Diogo, amigo, há uma enorme diferença entre o gênio e o extraordinário jogador. O gênio, é Messi! Pergunte a qualquer torcedor do Barcelona, mesmo após esta final de Eurocopa, se toparia trocar Messi por Cristiano Ronaldo. Aliás, final de Eurocopa que Cristiano Ronaldo não jogou. Outro grande equívoco é Messi ser carimbado como um jogador sem alma e frio. Ninguém é tão vitorioso, ninguém ganha tanto, se alma não tem. Messi, é Messi… hoje, pela genialidade, único!!!

Vou além: morreria feliz, no segundo seguinte, ao ver Messi com o Manto Sagrado. Seria a glória suprema.


(Foto: Getty Images)

(Foto: Getty Images)

. Vocês viram quem foi eleito o craque da Eurocopa? O francês Griezmann. Preciso dizer mais?


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. Estes dois gols de Felipe Vizeu, se foram importantes para o Flamengo, a reboque, também trazem a polêmica do dia. O nosso capita do tri, Carlos Alberto Torres, criticou a contratação de Leandro Damião que, segundo ele, tirará o espaço natural de Felipe Viseu. Na realidade, é muito difícil à distância se concluir alguma coisa sem que se tenha a noção exata do que os dirigentes estão imaginando. De fora, eu não contrataria Leandro Damião e sim, primeiro, um jogador criativo e, na sequência, um atacante para ser titular ao lado de Guerrero. Agora, há situações em que os dirigentes, por motivos óbvios, não podem comentar e, mesmo assim, são obrigados a agir. Exemplo? E se, na janela que fecha depois, Guerrero for negociado, como é que fica? Se Damião não é contratado, ficaria só Felipe Vizeu e, já concordamos com a máxima da minha avó Corina: “quem tem um, não tem nenhum”…

Enfim, só quem está com a mão na massa sabe o tamanho da pizza… de nossa parte, acho que falo por todos os companheiros deste blog, só queremos que seja saborosa…

Comentando os comentários

comments. O companheiro SilasT quer saber o que eu acho da noticia dando conta de que o Flamengo está interessado no volante Fernandinho, ex-Grêmio. Silas, amigo, sinceramente não posso acreditar e, não que não goste do futebol do Fernando, e sim, pelo fato de ser uma superposição. A menos que haja a intenção de se fazer um time só de volantes…

. O companheiro Gusmão Sá, lembra a participação de Zico no Esporte Interativo, em que o nosso “Galo” afirma que os jogadores do Flamengo se entregaram após o segundo gol do Corinthians. Gusmão, amigo, Zico, além de ter sido um gênio em campo, sabe ver futebol como poucos. Com a sensibilidade que Papai do Céu deu a ele, somando-se à experiência e à paixão pelo Flamengo, concluímos que, ao invés de uma opinião, estamos diante da verdade, nua e crua.

. O companheiro Daniel G está desencantado ante a possibilidade de se localizar talentos raros no futebol de hoje. Segundo ele, o que funciona, como demonstra a Alemanha, é o jogo coletivo. Daniel, amigo, respeito sua opinião, mas o meu conceito sobre futebol é o oposto ao que você pensa. Como verdadeiro balé, só que, obrigatoriamente tendo uma bola em cena, o futebol depende do talento. Se for gênio, melhor, perfeito!

. O companheiro Nesti, está desapontado com o famoso camisa 10 que, para ele, é coisa do passado. Nesti, amigo, reconheço que já tivemos uma quantidade maior de jogadores geniais vestindo a camisa 10. Isto é fato. Agora, achar que não existe mais, vai uma distância enorme. O 10 pra nós, o enganche para os argentinos, continua e continuará existindo, até porque, desde Pelé, passou a representar o que há de melhor em um time. O 10 na camisa já é um sinal de perigo para o adversário. O futebol, com qualidade, não vive sem o 10.

Janela perversa

janelaHoje pela manhã, conversando com meu amigo Plínio Serpa Pinto, fui informado de algo realmente estranho que deveria sofrer uma revisão por parte da Fifa.

A “janela” para a contratação de jogadores que atuam no exterior termina no final deste mês, enquanto que, a “janela” para os jogadores que atuam no Brasil irem para o exterior, fica aberta até o final do outro mês.

Isto é muito ruim, na medida em que, se um clube brasileiro tiver que vender um jogador, não mais contará com o mercado do exterior para fazer uma reposição. Isto deveria ser revisto de maneira imediata pela Fifa que, aqui pra nós, não deve estar nem um pouco preocupada com os clubes do Brasil.

Três temas, no “Dia da Polêmica”

4383521 – O modesto Leicester é o campeão na Inglaterra, desbancando Manchester, Liverpool, e outros grandalhões. Em São Paulo, após despachar São Paulo e Corinthians, o Audax decide o campeonato paulista de igual para igual com o Santos. Os pequenos cresceram ou os grandes se apequenaram?

2 – Muricy desembarcou em Fortaleza cuspindo marimbondo, afirmando que o time não suporta mais viajar tanto e que o risco de resultados ruins, pela fadiga, é enorme. Esta é a centésima vez que Muricy aborda o tema, na tentativa de fazer com que a diretoria defina um estádio, de preferência no Rio de Janeiro, para o Flamengo chamar de “casa”. Muricy, tem razão?

3 – De novo, Muricy. Amanhã, contra o Fortaleza, voltamos ao 4-3-3, com Marcelo Cirino, Guerrero e Fernandinho, no ataque. Muricy tem razão?

Vamos lá:


Leicester-City-steht-vor-dem-Gewinn-der-englischen-Meisterschaft1 – A cada dia que passa vejo o futebol mais nivelado. Hoje, a dificuldade em se localizar talentos verdadeiros é enorme. Domingo passado, aqui no Rio, o Vasco era considerado favorito e ganhou o jogo por 1 a 0. Só que, este 1 a 0 poderia perfeitamente ter sido a favor do Botafogo, em clara demonstração de que os times estão nivelados mesmo, e que a vitória chega por um detalhe ou outro. Sem desmerecer o trabalho dos ingleses do Leicester, e da boa turma do Audax, os grandes desceram muito mais a ladeira do que eles subiram. Vou propor ao pessoal do Flamengo uma campanha que vai se chamar “Caça ao talento”. Bem, aí já é outro papo…


(Foto: Gilvan de Souza/ Flamengo)

(Foto: Gilvan de Souza/ Flamengo)

2 – Muricy, com a sua enorme experiência, está coberto de razão. Esta loucura cigana já fizemos nos anos 90, e o resultado foi desastroso. Claro que havia o interesse em colocar a casa em ordem e, para isso era preciso faturar. Ao final, ficou claro que a estratégia era plena de boas intenções, porém, comprometia brutalmente o aspecto físico do time. O Fluminense já resolveu o problema optando em jogar no estádio do América. Bem ou mal, a cada dois jogos um será no Rio de Janeiro e, consequentemente, reduzindo as viagens em 50%. Nestas condições, o time vai poder treinar normalmente e, no aspecto físico, estará em igualdade de condições com seus adversários. O “patinho feio” nesta história, o único, pelo jeito, vai ser o Flamengo. Muricy tem razão.


3902323 – Talvez as ausências de Alan Patrick e Everton empurrem Muricy para o 4-3-3, afinal, não há esquema que seja o melhor, e sim, em função do material humano disponível, achar a melhor solução tática. Particularmente, prefiro o meio de campo sempre bem povoado. Acho até que algumas pessoas se enganam quando afirmam que o Barcelona joga num 4-3-3, com Messi, Soares e Neymar. O grande equívoco é achar que Messi é atacante. Messi, na realidade, é tudo. Aí, é mole…

Na ausência do grande talento ou, de grandes talentos, é bom não correr risco. Povoar o meio, é preciso.

Agora, é com vocês…

Paciência, virtude que passa longe da Gávea

Camacho, à época vestindo a camisa Rubro-Negra.

Camacho, à época vestindo a camisa Rubro-Negra.

Ontem, após o jogo Audax e Santos, comecei a assistir uma entrevista em que o repórter apresentou o entrevistado da seguinte forma: “estou ao lado do grande talento deste time do Audax, o craque deste campeonato Paulista, e aí Camacho, resultado justo?”

A fisionomia do entrevistado me pareceu familiar, apesar da barba que até então não conhecia. A ficha caiu. Camacho, o talento do time do Audax e o craque do campeonato paulista, é o menino Camacho que vi nascer no Flamengo.

Como talento é coisa rara, já na categoria de juniores dava para ver que ali estava um jogador diferenciado. A intimidade com a bola, a visão de jogo, os passes decisivos e a dinâmica de jogo, marcavam aquele menino franzino.

Lembro que, como havia uma corrente no clube que defendia a tese de que ele precisava jogar para amadurecer, foi por um período emprestado ao Vitória, onde, segundo meu amigo Alexi Portela, à época presidente do clube baiano, Camacho foi muito bem.

Daí em diante os nossos caminhos não mais se cruzaram, o que foi acontecer na entrevista que aqui mencionei. De tudo isto, fica em mim uma sensação de que paciência não faz parte do dicionário Rubro-Negro. Sempre foi assim. Vários bons jogadores acabaram estourando em outros clubes pelo fato de querermos tudo para ontem. Zico, o maior jogador da nossa história, só se transformou no Zico que veneramos, a partir dos 23 anos e, estou falando de Zico…

O resumo da ópera, é que quando aparece alguém talentoso, o que é muito difícil nos dias de hoje, toda paciência do mundo é fundamental, senão, os Camachos da vida vão virar craques longe da Gávea e, proporcionar títulos e glórias para outras torcidas.

Também no futebol, a boa relação é fundamental

Bruno Paulo e Camacho (Fotos: Divulgação)

Bruno Paulo e Camacho (Fotos: Divulgação)

Este é o segundo tempo do assunto Camacho. Aquela entrevista não me saía da cabeça e, noite a dentro, um enorme sentimento de frustração ao constatar que um talento lapidado no Flamengo acabara estourando em outro lugar.

Havia marcado, como sempre acontece aos domingos à noite, a nossa “resenha” sobre o final de semana do futebol, com meu afilhado Roger Flores, e com o rubro-negro portador do maior bigode do Brasil, Luiz Guilherme Barbosa, em meio a delicadas garfadas e um belo pinot noir.

Roger chegou e, muitíssimo bem acompanhado, dizendo que o time do Audax havia colocado o Santos na roda. Aí, comecei a contar o caso do Camacho, à época que jogava no Flamengo, quando lá pelas tantas, lembrei que o representante do Camacho, à época em que jogava no Flamengo era o empresário Carlos Leite.

Resolvi arriscar e liguei para o Carlos Leite que, como sempre, prontamente me atendeu. Cumprimentei o amigo e já fui perguntando: “você ainda cuida da vida do Camacho?”. A resposta foi positiva. Aí, não consegui segurar e emendei: “qual é a situação dele? Vamos levá-lo de volta pro Flamengo?” Na resposta de Carlos Leite, dizendo que era tarde, pois o jogador irá para o Corinthians, senti uma ponta de ressentimento na relação do empresário com a turma do futebol do Flamengo. Claro que não com esta turma, pois felizmente agora, temos dois craques no item relacionamento humano, que são Godinho e Plínio.

As queixas, ou desabafos, de Carlos Leite se estenderam, com o empresário dizendo que estava cansado de tentar, sem conseguir, se relacionar bem no Flamengo. Disse ele que ofereceu jogadores importantes, como Renato Augusto, Fagner, Dudu e Maicon, zagueiro do São Paulo, e, nem resposta teve. Ia esquecendo, e Carlos Leite me lembrou que, também brilha no Audax o atacante Bruno Paulo, também por ele representado, e que começou no Flamengo. Bruno Paulo também vai para o Corinthians.

O segundo resumo da ópera é que, no futebol de hoje em dia, qualquer dirigente que não tenha boa relação com quem representa os jogadores vai fazer o navio do clube afundar, ou melhor, encalhar. Houve recentemente no Flamengo um momento em que os dirigentes viam os empresários como inimigos. Equivoco estratégico gigantesco e, atitude intolerante, radical e estúpida.

Há empresários de todos os tipos. Como há dirigentes de todos os tipos. Há empresários parceiros e honestos, principalmente quando não há por parte do dirigente cobrança de “pedágio” para que algum negócio seja concluído. Aí, a relação começa pelo respeito e, havendo afinidade, entra pelo terreno da amizade, onde a parceria será consequência e, que bela consequência…

Desde a época de Andrés Sanchez, passando por Mário Gobi, e pelo atual presidente, o Corinthians vem fazendo este trabalho com maestria. Felizmente, agora no futebol do Flamengo, há quem se faça querer bem, quem tenha o dom de se relacionar. Também no futebol, isto é de vital importância