O futebol é mágico

(Foto: Getty Images)

(Foto: Getty Images)

Pela manhã, no vôlei, um jogo parelho e, o vôlei só é bom assim. As meninas do Brasil venceram as americanas por 3 a 2.

O futebol tem sobre todos os outros esportes uma vantagem descomunal. No futebol, tudo é possível. O improvável, sempre ausente nos outros esportes, no futebol é lugar comum. No vôlei, se você é baixinho, só há uma opção para jogar, que é de líbero. No basquete, se você é baixinho, só sendo armador.

O futebol consagrou vários reis. Todos, baixinhos. Pelé, Garrincha, Di Stefano, Puskas, Maradona, Zico, Romário, Platini, Messi e, por aí vai, todos baixinhos. Como é democrático o futebol. Democrático e imprevisível…

Hoje, a seleção francesa, pela campanha e pelo fato de jogar em casa, era a favorita. Se era favorita, muito mais ficou quando Cristiano Ronaldo saiu contundido. O final do filme, inesperado. Portugal 1 a 0, campeão europeu.

Este jogo, de repercussão mundial solidifica a paixão por este esporte fantástico.

A vitória de Portugal, foi mais uma vitória do futebol.

Dor de cotovelo

(Foto: EMPICS SPORT)

(Foto: EMPICS SPORT)

Numa roda de amigos, em que se falava de futebol, lá pelas tantas, alguém argumentou que os dirigentes mais sem visão da face da terra eram os do Barcelona e do Real Madrid. Claro que ninguém entendeu nada e houve quem imaginasse que tal conclusão estivesse relacionada a um exagero nas doses das “papinhas” que, em linguagem natural, todos chamam de Red…

O meu amigo, primeiro esclarecendo que estava na plenitude da sua normalidade física e mental, explicou o seguinte:  “Se os dirigentes do Real Madrid fossem bons, o Messi não estaria no Barcelona e hoje, a dupla de ataque do Real Madrid seria Cristiano Ronaldo e Messi. Se os dirigentes do Barcelona fossem bons, Cristiano Ronaldo estaria lá e, a dupla de ataque do Barça seria Messi e Cristiano Ronaldo. Estes espanhóis só sabem mesmo é dormir depois do almoço e, de futebol, são zero à esquerda”.

Exageros à parte, no fundo, no fundo, realmente pode ser que alguém no Barcelona esteja pensando da seguinte forma: “Bobeamos não contratando o Cristiano Ronaldo. Se tivéssemos sido mais competentes o Barça teria a maior dupla atacante de todos os tempos”.

E, da mesma forma, em Madrid, pode ser que em algum momento algum dirigente tenha pensado com enorme dose de arrependimento: “Se o nosso pessoal responsável por detectar jovens valores mundo afora fosse mais competente, teríamos Cristiano e Messi, juntos. A maior dupla atacante do planeta”.

Claro que, embora possível, estamos diante de pensamentos e conclusões quase doentias, quando nunca se está satisfeito com nada, por melhor que seja.

Nesta viagem de pensamentos, lembro de um sócio na época em que inventamos o Imperator como Casa de Espetáculo que, quando a Casa lotava, ao invés de comemorar, ficava se lamentando, achando que os preços deveriam ser superiores aos que cobramos e que no fundo estávamos diante de um prejuízo…

Tudo isto para dizer que o futebol tem os seus mistérios e, não é pelo fato de se juntar jogadores muito acima da média, que o resultado vai ser positivo. Há o fator psicológico, há o ciúme, há a vaidade e, tudo isto, acaba interferindo, transformando sonho em pesadelo.

Até hoje, volta e meia encontro alguém que, em tom de lamento, me pergunta por que o ataque composto por Romário, Edmundo e Sávio não deu certo. A partir de agora, quem vier com esta pergunta, vou sugerir a leitura deste post.

Por incrível que pareça, em se tratando de futebol, ninguém pode jurar que Messi e Cristiano Ronaldo, juntos, seriam a maior “barbada” do século.

A bola, DE FUTEBOL, é o mais misterioso objeto do planeta.

Comentando os comentários

comments. O companheiro SilasT quer saber o que eu acho da noticia dando conta de que o Flamengo está interessado no volante Fernandinho, ex-Grêmio. Silas, amigo, sinceramente não posso acreditar e, não que não goste do futebol do Fernando, e sim, pelo fato de ser uma superposição. A menos que haja a intenção de se fazer um time só de volantes…

. O companheiro Gusmão Sá, lembra a participação de Zico no Esporte Interativo, em que o nosso “Galo” afirma que os jogadores do Flamengo se entregaram após o segundo gol do Corinthians. Gusmão, amigo, Zico, além de ter sido um gênio em campo, sabe ver futebol como poucos. Com a sensibilidade que Papai do Céu deu a ele, somando-se à experiência e à paixão pelo Flamengo, concluímos que, ao invés de uma opinião, estamos diante da verdade, nua e crua.

. O companheiro Daniel G está desencantado ante a possibilidade de se localizar talentos raros no futebol de hoje. Segundo ele, o que funciona, como demonstra a Alemanha, é o jogo coletivo. Daniel, amigo, respeito sua opinião, mas o meu conceito sobre futebol é o oposto ao que você pensa. Como verdadeiro balé, só que, obrigatoriamente tendo uma bola em cena, o futebol depende do talento. Se for gênio, melhor, perfeito!

. O companheiro Nesti, está desapontado com o famoso camisa 10 que, para ele, é coisa do passado. Nesti, amigo, reconheço que já tivemos uma quantidade maior de jogadores geniais vestindo a camisa 10. Isto é fato. Agora, achar que não existe mais, vai uma distância enorme. O 10 pra nós, o enganche para os argentinos, continua e continuará existindo, até porque, desde Pelé, passou a representar o que há de melhor em um time. O 10 na camisa já é um sinal de perigo para o adversário. O futebol, com qualidade, não vive sem o 10.

Janela perversa

janelaHoje pela manhã, conversando com meu amigo Plínio Serpa Pinto, fui informado de algo realmente estranho que deveria sofrer uma revisão por parte da Fifa.

A “janela” para a contratação de jogadores que atuam no exterior termina no final deste mês, enquanto que, a “janela” para os jogadores que atuam no Brasil irem para o exterior, fica aberta até o final do outro mês.

Isto é muito ruim, na medida em que, se um clube brasileiro tiver que vender um jogador, não mais contará com o mercado do exterior para fazer uma reposição. Isto deveria ser revisto de maneira imediata pela Fifa que, aqui pra nós, não deve estar nem um pouco preocupada com os clubes do Brasil.

O tal do pênalti

(Foto: Reuters)

(Foto: Reuters)

Nesta longa jornada pelo mundo da bola, onde desde os 17 anos passei significativa parte da minha vida, como repórter e como dirigente dentro de um campo de futebol, já vi e ouvi muita coisa sobre este momento mágico, qual seja decidir o jogo que terminou empatado, como ocorreu hoje entre Itália e Alemanha, através da famosa “penalidade máxima”.

Algumas regras básicas que nem sempre funcionam:

. Quem bate primeiro leva vantagem, pois fazendo o gol transfere a responsabilidade para o adversário. Hoje, a Itália começou batendo. Ganhou a Alemanha.

. O melhor batedor, principalmente se for uma “figurinha carimbada” como, Pelé, Zico, Maradona, jamais deve ser o primeiro ou o último a cobrar. Não deve ser o primeiro, pois se erra, afunda o ânimo do time e, não deve ser o último, pois dependendo do andamento das cobranças pode até não bater o quinto pênalti.

. Quem chuta com o pé direito, na maioria absoluta das vezes, bate cruzado, isto é, no canto direito do goleiro. Quem é canhoto, da mesma forma. De cada 10 cobranças, oito vão à esquerda do goleiro.

. Há goleiros que ficam fixos no olhar do cobrador. Por isso, como aconteceu hoje, muitos cobradores evitam a troca de olhar com o goleiro.

. Um erro que jamais o cobrador pode cometer: na corrida para a bola trocar o canto que havia decidido bater.

Enfim, ainda há outras “verdades”, mas como no poema de Vinícius de Moraes, “Para viver um grande amor”, quando o poetinha dá mil dicas para o sonho de todo ser humano, porém conclui com extrema sabedoria: “Mas tudo isso não adianta nada se nessa selva escura e desvairada, não se souber achar a grande amada para viver um grande amor”…

No pênalti, é igual, onde a grande amada é a paz de espírito para encarar tamanha responsabilidade. Sem ela, não há dica que resolva.

Hoje, nas cinco primeiras cobranças, cada equipe só converteu duas. Dez pênaltis cobrados, só quatro convertidos. Resumo da ópera: mais importante do que qualquer coisa na hora do pênalti para quem vai cobrar, é a palavra chave no futebol. Confiança!

No mais: Que o domingo chegue logo, se possível, começando às 4 da tarde…

E, que a noite seja de muita comemoração…

O Dia da Polêmica

Ze Ricardo Flamengo1- Na sua opinião, Zé Ricardo deve ser efetivado. Se não, quem você contrataria para ser o treinador?

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2 – Do goleiro ao ponta esquerda. Qual  é o time ideal do Flamengo na sua opinião? (só valendo jogadores atuais. Sei que é duro, mas por favor esquecer a foto…).

(Foto: EFE)

(Foto: EFE)

3 – Você alguma vez na sua vida imaginou que a Islândia, um pais de pouco mais de 300 mil habitantes, pudesse derrotar a Inglaterra e chegar às quartas de final da Eurocopa?

A bola está com vocês…

Pingadinhas domésticas

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

. A discussão desta segunda-feira entre os rubro-negros foi com relação ao futuro imediato. Efetivar o jovem Zé Ricardo ou contratar um treinador peso pesado? Sei que amanhã, dia da polêmica, vamos voltar ao assunto, mas não dá para não mergulhar ainda hoje neste tema.

Em tese, sempre optaria por um treinador com carcaça suficiente para segurar o rojão vermelho e preto, porém, reconheço que Zé Ricardo, neste momento, foi uma boa alternativa.

Se deve ser efetivado?

Sinceramente, só os que com ele convivem podem responder esta pergunta. À distância, sem conhecer a personalidade, sensibilidade, jogo de cintura, conhecimento de causa, poder de comunicação e empatia com os jogadores, seria leviano de minha parte qualquer afirmativa definitiva. Todos os meus amigos próximos a ele, levam fé. Então, esperar o que para efetivá-lo? Acho que será muito bom, principalmente para os jogadores que vão deixar de trabalhar com um interino, que convenhamos, não se leva tão a sério, pra conviver com o “professor”, que sempre impõe respeito.

E, a primeira coisa que o professor tem a fazer, é definir qual seja o seu time titular. A partir daí, muito trabalho e, contar sempre com a ajuda de São Judas Tadeu, que ontem, se estava em Natal, trocou a Arena das Dunas, por uma festa de São João…

. Ultimamente, tenho notado que o torcedor anda muito impaciente. Sei o quanto foi frustrante tomar aquele segundo gol, mas da frustração à execração pela falha, realmente bisonha, vai uma distância enorme. Rafael Vaz merece a paciência e compreensão do torcedor do Flamengo.

 

(Foto: Site UEFA EURO 2016)

(Foto: Site UEFA EURO 2016)

Pingadinhas internacionais

. E a Islândia? Que linda loucura… Um país com pouco mais de 300 mil habitantes, ver a sua seleção chegar às quartas de final de uma competição como a Eurocopa é simplesmente delicioso…

Só o futebol, o esporte mais democrático, imprevisível e adorável do planeta.

. O nosso carinho para o genial Messi. Apesar de gênio, de ser, disparado, o melhor do mundo, também vítima da imprevisibilidade deste esporte fantástico que é o futebol.
E, sem essa de despedida da seleção argentina. Da mesma forma que imprevisível é, o futebol reverencia os seus reis. Ganhando ou perdendo pênalti…

Rei é rei. Sempre!!! Messi, amigo,  bola pra frente!!!

O futebol explica

(Foto: Benoit Tessier / Reuters)

(Foto: Benoit Tessier / Reuters)

Este jogo de hoje, pela Eurocopa, entre Portugal e Croácia, é uma forma clara de explicar o motivo do futebol ser o mais popular esporte do planeta.

No basquete ou no vôlei, quando um time bom, pega um mais ou menos, não tem conversa. De cada 10 jogos, o time bom vence 11.

No futebol, pode um super time da primeira divisão entregar o ouro para um time ruim, da quarta divisão. A imprevisibilidade no velho esporte bretão talvez seja o seu “mel”. Aliás, o futebol criou a “zebra”, animalzinho que virou sinônimo de surpresa.

Hoje, Portugal e Croácia viajaram por quase todos os caminhos possíveis em uma partida de futebol durante 120 minutos, e mais alguns minutinhos por conta dos acréscimos.

Este jogo talvez tenha batido um recorde mundial. Nenhum chute a gol durante os 90 minutos normais. O que faltou no tempo normal, sobrou na prorrogação. Emoção a cada segundo, com a Croácia dominando, perdendo gols inacreditáveis e metendo bola na trave. E, exatamente após meter uma bola na trave, no finalzinho da prorrogação, pintou um contra ataque e o gol de Portugal. Quem aí achou que o jogo havia acabado, no último segundo, no último lance do jogo, a Croácia perdeu mais um gol incrível.

Este jogo serve também para deixar claro que, ao contrário do basquete e do vôlei, estatística em futebol é algo absolutamente relativo. Se alguém recebesse um papel com toda estatística do jogo para, por ela tentar adivinhar o resultado da partida, duvido que apontasse a vitória de Portugal.

Na parte da manhã, outro bom exemplo do que aqui coloco. A Suíça “dançou”nos pênaltis, mesmo dominando o jogo e marcando o mais lindo gol desta Eurocopa, gol este que certamente concorrerá ao prêmio de mais lindo do ano, na festa da FIFA.

Em síntese, no futebol tudo é possível…

Que venha o domingo. E por falar em domingo… Lobo não come lobo. Fla-Flu, é…em Natal!!!

O dono do mundo


Há determinadas cenas que chocam pela violência que, necessariamente não precisa ser física. Há a agressão moral, descabida e grosseira, como esta que acabo de ver no Globo.com (vídeo acima).

Cada vez que vejo Cristiano Ronaldo, mais admiro e me apaixono pela figura humana de Messi. Um é um gênio com a bola nos pés e exemplo como homem. O outro, o “dono do mundo”, um bom jogador e uma figura humana que deixa a desejar e, que piora a cada cinco minutos…

Minha solidariedade ao profissional de imprensa agredido moralmente por Cristiano Ronaldo.

Que papelão!!!

Assustador…

O "brasileiro" Eder fez o gol da vitória da Azurra (REUTERS/ Vincent Kessler)

O “brasileiro” Eder fez o gol da vitória da Azurra (Foto: Reuters/ Vincent Kessler)

…O nível, não do futebol brasileiro, e sim, mundo afora.

Hoje, vi o segundo tempo de Itália x Suécia, pela Eurocopa. Confesso que fiquei assustado ante tantas caneladas, passes errados e jogadas bizarras.

Esta semana almocei com Zico, nosso ídolo eterno e, lá pelas tantas, disse ele que hoje em dia no futebol parece haver uma lei impedindo o drible. E é a pura verdade, não só no futebol brasileiro.

O futebol empobreceu e, o que é pior, dentro de campo. No jogo entre italianos e suecos, foi preciso um brasileiro naturalizado italiano arriscar uma jogada individual para que a rede fosse balançada. De resto, verdadeiro circo dos horrores para quem já viu tantos talentos encantando o mundo com a bola nos pés.

O incrível é que Milton Leite, locutor do SporTV, afirmou que o primeiro tempo havia sido pior. Ainda bem que peguei este bonde andando…

Que joguinho horroroso…