Que Maravilha!!!

 (Foto: Rio 2016 / Laurence Griffiths)

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Vocês acreditam em intuição?

Pois bem, tive. Quando começou a corrida para a compra dos ingressos olímpicos, meu primeiro passo foi garantir os ingressos para a final do futebol. Isto, sem saber sequer que Neymar participaria, pois havia no ar uma dúvida entre ele jogar na Copa América ou, nas Olimpíadas.

Intuí legal!!! E, de cara, quero elogiar a estratégia dos dirigentes da CBF, que apostaram todas as fichas em ter Neymar nas olimpíadas. Que palpite feliz… Que decisão sensível…

O Barcelona, claro, foi parceiro, mas não seria justo não fazer este elogio, até porque, nesta decisão a medalha de ouro começou a tomar o seu caminho natural. O ouro, tem tudo a ver com o talento. Foram feitos, um para o outro.

Sem Neymar esta medalha de ouro não seria possível. Neymar, jogou como homem. Neymar, jogou como Neymar. Sobre isto, falaremos depois.

Hoje, além de Neymar, ou melhor, junto com Neymar, brilhou Renato Augusto. Que partida!!! Renato Augusto hoje, foi meio Clodoaldo, meio Gérson. O dono do meio de campo. Colocou a bola embaixo do braço. Espetacular!!!

Parabéns à nossa seleção. Finalmente, e de forma dramática, pintou o ouro olímpico. A todos que estavam ao meu lado, dizia que havíamos presenciado e participado de um momento histórico. Repito agora para os meus amigos deste blog: vivemos hoje um momento único, mágico…

Que dia!!! Que maravilha!!!

Chororô espetacular!!!

Yelena Isinbayeva

Yelena Isinbayeva

Estas olimpíadas vão terminar e, sem dúvida alguma, será lembrada como a olimpíada do chororô e, para quem tem sensibilidade, para quem se emociona com uma vitória retumbante ou, com a derrota de cortar o coração, esta olimpíada está sendo imbatível. E, tão diferente das outras que, até quando não há jogo, há emoção.  A coletiva da russa Isinbayeva é prova disso. Que depoimento lindo…

Impedida de participar pelo problema do doping generalizado, e quase que oficializado em seu país, embora jamais tenha nadado nesta praia, morreu afogada…

Quando aqui chegou, cuspindo marimbondo, impedida de participar, passou toda a sua ira e revolta contra aqueles que tomaram tal decisão. Hoje, se despediu como atleta, perdoando os possíveis injustos e insensíveis. E, tudo isto dito de uma forma direta e sincera. Diria mesmo, poética…  Como não se comover… Como não chorar…

(Foto: Murad Sezer / Reuters)

(Foto: Murad Sezer / Reuters)

Ontem, ou melhor, hoje, em plena madrugada, a dupla masculina de vôlei de praia do Brasil fez o país inteiro nadar nas benditas lágrimas do chororô. Caramba, quanta emoção… Alison e Bruno Schmidt, embora tão diferentes, têm almas quase iguais. Que talentos… Que figuras humanas… Como não chorar ante este tsunami de emoções…

Ainda agora, um jogo épico de vôlei. Itália 3 x 2 Estados Unidos, com a Itália garantindo presença na final. O jogo foi emocionante e inacreditável, onde os deuses estavam ao lado da Itália. Mesmo para quem não era italiano ou americano, impossível não vibrar e se emocionar.

(Foto: Getty Images/Shaun Botterill)

(Foto: Getty Images/Shaun Botterill)

Outra coisa. Meu mestre de vida Doalcei Camargo, sempre dizia que música não tem pátria nem idade. Com todo respeito, complemento, afirmando que, os gênios do esporte, também não. Bolt, é o exemplo da vez. O mundo, torce por ele. Cada vitória de Bolt, é a vitória do talento, do super-homem, do bem, da vida… Somos todos, “inclusive todos”, Bolt Futebol Clube…e, diria mais: tenho a impressão de que até os adversários torcem por ele.

Que olimpíada emocionante. Como é bom chorar de alegria… As meninas do futebol esbarraram no talento maior das adversárias. Reconhecer, é preciso. Daí, a falta da presença no pódio. Como contestar a vitória do Canadá?

Amanhã, o “Dia D”. O dia do ouro olímpico no futebol masculino. Estamos, eu e Saleti (mamãe de Renato Augusto) pedindo a Papai do Céu que seja um sábado de muita emoção e, que o nosso choro seja de muita alegria…

Chororô rubro-negro…

Neymar jogou como Neymar

(Odd Andersen / AFP)

(Odd Andersen / AFP)

Uma quarta-feira feliz para o brasileiro que gosta de futebol.

Por favor, sem essa de dizer que pegamos uma moleza. A seleção de Honduras, mesmo sem tradição, sem ser uma seleção que imponha respeito, fez o que pôde, inclusive abusando da violência. O árbitro ainda esperou muito até premiar o primeiro hondurenho com o cartão amarelo.

A nossa seleção jamais se intimidou. O jogador brasileiro tomava a pancada, passava cuspe e ia pro jogo. Claro que o gol mais rápido na história do futebol nas olimpíadas ajudou, mas o que realmente se viu foi um time muito bem arrumado, com os atacantes, sempre que necessário, compondo o meio e com isso, garantindo a posse de bola e, consequentemente, o predomínio do jogo. Nestes 6 a 0, destaque absoluto para Neymar, que foi arco e flecha. Jogou, simplesmente, demais…

Impressionante também, o espírito de “camaleão” de Renato Augusto que, nesta seleção, joga de volante, ante a filosofia do nosso treinador de ter em campo, independente de posição, os melhores jogadores. Renato Augusto já jogou de ponta de lança, de meia, de volante e até centroavante já foi. Lá atrás, o velho lobo Zagalo já havia adotado tal estratégia na extraordinária seleção de 70, onde cabeça de área virou zagueiro, meio campo virou falso ponta esquerda, e ponta de lança virou centroavante. No fundo, podemos dizer que esta opção é uma homenagem e um reconhecimento ao talento.

O lado psicológico também aparenta estar bem trabalhado. Todos os jogadores me pareceram com o mesmo objetivo: determinados, disciplinados taticamente e, jogando com alegria.

Vi pela TV um bom pedaço do jogo da Alemanha e a impressão foi muito boa. A vitória por 2 a 0 foi pra lá de justa. O domínio alemão sobre os africanos foi incontestável.

A final de sábado entre Brasil e Alemanha deve ser sensacional, com um clima de revanche na cabeça de todo brasileiro, muito embora, o que esteja em jogo seja o ouro olímpico, e não uma forra do maior mico da história do nosso futebol. Aliás, isto já deve estar sendo trabalhado na cabeça dos nossos jogadores, pois goleada não pode ser um objetivo.

A goleada, é uma consequência do jogo bem jogado por parte de uma equipe e, do dia desastrado do outro time.

Enfim, estamos aí. Vai ser um jogão. Esse, é o tipo do jogo imperdível. Vou chegar com duas horas de antecedência…

Vôlei ou circo?

(Foto: André Durão / Globoesporte.com / Nopp)

(Foto: André Durão / Globoesporte.com / Nopp)

Amigos queridos,

Madrugada de quarta-feira. Acabo de enviar mensagem que será lida pelo Renato Augusto quando acordar.

Contei na mensagem o que testemunhei no Maracanãzinho. Mais uma vez fica provado – e que sirva de exemplo para o nosso time de futebol no jogo de hoje – que não existe jogo mole. Ninguém ganha de véspera.

O primeiro tempo das meninas do vôlei do Brasil foi avassalador. Aí, começou um circo. Agora nos jogos de vôlei, há um animador e um DJ.

Com certeza absoluta, as jogadoras da seleção brasileira, no embalo de um primeiro set espetacular, e na onda do animador e do DJ, acharam que o jogo estava ganho e passaram a curtir a festa…

Esqueceram que do outro lado da quadra havia um time adversário que não estava nem aí para o circo montado. O que as chinesas queriam era jogar e tentar ganhar. As brasileiras sambaram e as meninas dos olhinhos puxados, jogaram e depois comemoraram.

Com todo respeito à modernidade, está insuportável se ver ao vivo um jogo de vôlei. A concentração, tão importante para qualquer atleta, é humanamente impossível. Sorte das chinesas que nada entendiam do festival do oba-oba. Saíram apenas, como todos que lá estiveram, com os tímpanos em petição de miséria, mas com um enorme sorriso, consequência, acima de tudo, da seriedade com que jogaram.

Na praia, ocorreu o inverso. A dupla americana, franca favorita, foi atropelada pela humildade – com talento – da dupla brasileira. Que fique a lição. Vôlei não é circo e, jogo mole não existe.

Boa sorte para os nossos meninos do futebol.

A bola ensina

Neymar e MartaEsta colocação, entre tantas, cujo tema central é a bola, sempre foi utilizada nos momentos adequados pelo treinador Muricy Ramalho que, já explicou muitos insucessos com o também famoso “a bola não perdoa”.

O tema que vou aqui passar a colocar, tem tudo a ver com o título deste post. O assunto é o futebol olímpico, que começou com o time masculino travado, e o feminino despachando as primeiras adversárias com extrema facilidade.

Li e ouvi uma série de colocações absurdas e, a maioria delas colocava Marta no céu, e Neymar no inferno. Vários escribas se dirigiram a Neymar solicitando que ele jogasse como mulher, isto é, que ele jogasse como Marta.

O tempo, sempre sábio, passou, e finalmente chegamos na fase aguda das olimpíadas, quando qualquer erro pode ser fatal. A partir daí, a seleção masculina emplacou dois bons resultados, sendo um deles por goleada, enquanto que a feminina – que havia começado bem – virou o fio, empatando dois jogos em 0 a 0. No primeiro, sucesso nos pênaltis. Hoje, contra a Suécia, após novo 0 a 0, pênaltis de novo, só que com a vitória sueca.

A BOLA ENSINA, embora alguns alunos sejam insensíveis e teimosos. Considerei uma covardia o que alguns analistas da bola, e também os não da bola, fizeram com Neymar. A Neymar, digo que continue jogando como homem, como sempre jogou e, que a melhor resposta que pode ele dar a esta turma oportunista e insensível, é fazendo o que ele mais gosta, mais tem prazer. Jogar, e bem. Esta será a única resposta que a todos calará.

À Marta, a minha solidariedade neste momento em que o sonho do ouro ficou impossível. Com certeza, se tivéssemos, pelo menos, mais três que jogassem a metade do que joga a nossa camisa 10, o resultado poderia ter sido outro.

Em síntese amigos, o talento, hoje tão raro nos campos de futebol, não merece determinado tipo de tratamento. Quem quiser que não idolatre, mas respeite…

Hoje, no vôlei de praia, eles seguiram, enquanto que elas ficaram…

(Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil)

(Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil)

No vôlei de quadra, os meninos do Bernardinho conquistaram uma vitória quase que impossível contra a França e avançaram. Nada contra as mulheres. Muito pelo contrário!!! Tanto é que daqui a pouquinho estarei no Maracanãzinho, apaixonado que sou por este timaço feminino do Brasil, muito bem dirigido pelo grande Zé Roberto.

Até para quem não acreditava, esta Olimpíada vai deixar saudade.

Que amanhã, Neymar, Renato Augusto e Cia…, arrebentem!!! Não esquecendo que amanhã, Brasil x Honduras será às 13:00h. O jogo da hora do almoço…

E vivas – e muitas palmas – para os nossos heróis do ouro. O de ontem, Thiago Braz, e o de hoje, o bom baiano Robson Conceição. Tapete vermelho… e preto!!! eterno, para os dois.


Para encerrar, os meus mais profundos sentimentos à família de João Havelange, sem qualquer dúvida, o mais carismático e importante dirigente do futebol. O Pelé fora das quatro linhas.

Deixo vocês com esta mensagem que recebi da minha adorável, linda e competentíssima sobrinha de vida, Joana Havelange.

 

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Seleção caminhando

(Foto Fernando Dantas / Gazeta Press)

(Foto Fernando Dantas / Gazeta Press)

Pra começar, um jogo difícil, contra uma seleção colombiana que vem trabalhando há muito mais tempo do que a nossa.

O início foi nervoso, com a bola queimando nos pés de alguns jogadores. O gol de falta de Neymar deu tranquilidade ao time que teve competência para administrar o resultado e, quando a Colômbia partiu para o tudo ou nada, os espaços apareceram e aí fizemos o segundo gol.

O pessoal da frente, que neste esquema “kamikaze” é obrigado a compor o meio e combater muito, fugindo à característica natural de cada um, até que se saiu bem, muito embora, muito melhor seria ter jogadores de meio campo para o setor em pauta.

Sem querer ser chato, repito que o maior erro nesta convocação foi a ausência do tricolor Gustavo Scarpa, que neste time encaixaria como se luva fosse.

Agora, é encarar Honduras, o adversário de quarta-feira no Maracanã, com total seriedade. O jogo é jogado e, em futebol não há mais nenhum bobo. Depois de passar por Honduras, aí sim, pensar na final que, tudo indica, deve ser contra a Alemanha, o que para nós terá, inevitavelmente, todo um clima de revanche. E, nada vai adiantar se dizer que é outra competição, que os jogadores são outros. O que vale é que será (tomara…) um Brasil e Alemanha.

Detalhe final. Vi o jogo no Sportv e, Edinho que comentou o jogo, está coberto de razão. Neymar não tem nada que ser capitão. Ao invés de se preocupar em criar as jogadas, fica perdendo tempo batendo boca com o árbitro e com os adversários. Perda de tempo e de energia.

Se Pelé não foi capitão, por que motivo o principal jogador de um time ou seleção se acha no direito de colocar a faixa no braço? Modismo, convenhamos, pouco inteligente, abonado pelos “professores” que se rendem aos mimos e vontades dos nossos raros talentos que, no fundo, se acham donos do time.

Isto precisar mudar. E, rápido.

Noite delas e …finalmente, deles!!!

(Foto: Jeff Roberson / AFP)

(Foto: Jeff Roberson / AFP)

Esta foi uma noite de fatos novos para mim. Que ninguém se imagine suficientemente experiente a ponto de ignorar que as novidades estarão sempre prontas para aparecer.

O meu coração estava em Salvador, pois tenho um carinho todo especial pelo Renato Augusto e, sabia da importância deste jogo para ele.

Paralelo a isso, o fato de ser brasileiro e, brasileiro otimista, aquele que sempre acredita que, em se tratando de futebol, para nós sempre é possível…

Acontece que, nesta mesma noite já havia na programação familiar o jogo das nossas meninas do vôlei, no Maracanãzinho, contra o Japão.

Graças à tecnologia, vibrava ao vivo com as nossas meninas maravilhosas e, ao mesmo tempo, curtia no meu celular que, em boa hora escolhi o de tela maior, o jogo da nossa seleção, que precisava ganhar da Dinamarca de qualquer maneira.

No momento exato em que Renato Augusto saiu aplaudido pela torcida baiana, senti que a missão do meu celular havia sido cumprida. Desliguei o aparelho e me liguei exclusivamente nas meninas do vôlei.

O vôlei deixou de ser apenas um jogo e se transformou em um grande espetáculo. Organização, nota 10. Meninas, nota 11!!! Esta nossa seleção é de uma agressividade impressionante. Difícil
destacar alguém neste jogo. 3 a 0 com total autoridade. O Japão fez o que pôde.

Toda pinta de que a decisão será contra as americanas que, há menos de um mês vencemos por 3 a 2 e conquistamos, num jogo emocionante, o título mundial. Se pintar este jogo numa final, vai ser teste para cardíaco…

Parabéns ao querido Zé Roberto pelo lindo trabalho.

Voltando ao futebol, rolo a bola para o meu competente e dinâmico fiel escudeiro, Robert Rodrigues, para sua análise sobre a vitória brasileira por 4 a 0. Já sei que o nosso Robert está encantado com o Luan…


(Foto: Nelson Almeida / AFP)

(Foto: Nelson Almeida / AFP)

Hoje assistimos a uma seleção bem diferente, que se movimentou mais e envolveu o adversário, construindo a goleada até com certa naturalidade, com postura, pressionando desde o início, não sendo o time estático que vimos nas duas primeiras partidas.

Finalmente vimos a movimentação entre Gabriel Jesus, Gabriel (ou Gabigol) e Neymar funcionar e, para isso acontecer, a participação de Luan foi fundamental.

Luan chamou a responsabilidade, o que faltou a Neymar nos primeiros jogos, e distribuiu muito bem o jogo. O time se acertou com sua entrada que, diferentemente do que vem sendo dito, não atuou como um atacante – pelo menos não todo o tempo – mas sim ajudando a compor o meio campo, que era formado por uma linha mais defensiva, com Renato Augusto e Walace; tendo Luan e Neymar mais à frente, ambos “dialogando fácil” com o ataque formado pela nossa dupla de “Gabrieis”.

A retaguarda também funcionou, a rigor, nosso arqueiro Welerson foi um mero espectador, não fazendo qualquer defesa complicada e pouco aparecendo na partida. Importante para isso foi a boa atuação da nossa dupla de “volantes”, que soube marcar e sair para o jogo: Walace foi muito bem, e Renato Augusto ótimo, o que não surpreende a ninguém.

É válido destacar também o lateral Douglas Santos, que aproveitou o corredor que havia à sua frente e chegou fácil demais pela esquerda, tendo participação direta em mais de um gol. O lateral direito Zeca também fez bela partida, indo muito bem na parte defensiva.

Enfim, finalmente vimos nossa seleção estrear, e com uma goleada que reacende uma luz inédita e dourada, que quase se ofuscara nas duas primeiras partidas dessa disputa olímpica. Agora é correr atrás do caneco… ou melhor, da cobiçada – e tão querida- medalha de ouro!

Que venha o próximo, e que o time encaixe de novo!

Robert Rodrigues


Valeu, Robert. Amanhã, à tarde, vou para a Barra curtir o judô, na esperança de mais uma medalha de ouro para o Brasil.

Vou dormir ao som dos aplausos para Renato Augusto e encantado com o show das meninas do vôlei.

O soninho, com certeza, será uma delícia…

 

Olimpíadas e polêmica

(Foto: Jim Young / Reuters)

(Foto: Jim Young / Reuters)

Pra começar, um carinhoso abraço para um dos companheiros e amigos deste blog, Luís Rodolfo, claro que rubro-negro, aniversariando hoje.

Dia de emoção no basquete, com uma vitória épica da nossa seleção. A forte Espanha tentou, mas talento e garra da seleção brasileira escreveram uma linda página deste nosso momento olímpico.

Ontem, as meninas do vôlei deram show. Vitória sobre a Argentina que, diga-se de passagem, evoluiu muito no vôlei feminino.

(Foto: Celso Junior / Getty Images)

(Foto: Celso Junior / Getty Images)

Fiquei muito preocupado lendo a entrevista de Rogério Micale, treinador do selecionado olímpico. Diz ele estar preocupado com o futuro de Neymar na seleção, caso a cobrança continue forte em cima do nosso principal jogador.

Por favor… este é um dos preços a se pagar pela fama e pela idolatria. O povão vai cobrar de quem? Do massagista, quem sabe do roupeiro?

E, por favor de novo, Neymar, embora jovem – tem 24 anos – sabe o que é lidar com a paixão popular.

O que nosso treinador deveria estar preocupado é em cortar ao máximo a individualidade, pregando o espírito coletivo na seleção e, entender de uma vez por todas que o jogo é decidido no meio campo.

Tomara que amanhã o espírito seja coletivo e que, tenhamos um meio de campo consistente. O resto, é papo furado.

O maior erro dos “professores”

(Foto: Evaristo Sá / AFP)

(Foto: Evaristo Sá / AFP)

Impressionante como a mídia exerce influência na cabeça dos treinadores. O momento é de comoção nacional pelo jogo ofensivo e, isto não vem de hoje.

Lembro que em 1994, como Raí acabou não vingando, Carlos Alberto Parreira sacou Mazinho da cartola, congestionou o meio de campo, e na frente, Romário (principalmente) e Bebeto resolveram o problema. O que quero dizer é que não há esquema perfeito. Há sim, esquemas equivocados. O treinador que tem um mínimo de sensibilidade, embora possa ter a sua predileção por uma determinada forma de jogar, monta o seu time em função do material humano que dispõe. Exemplo: o treinador que adora um 4-3-1-2, só pode aplicar esta estratégia se tiver à disposição um bom “enganche”, como chamam os argentinos. Para nós, o homem de ligação, tipo Zico, tipo Messi. Não havendo no elenco alguém com esta característica, que outra opção seja encontrada, pois é impossível tirar água de pedra…

Agora, o maior erro dos “professores” é o de achar que, quanto mais atacantes colocar, mais o time será ofensivo. Enorme equívoco. Ontem mesmo, o treinador da seleção brasileira cometeu este erro. Aliás, a meu conceito, já começou errado, com três atacantes.

O Barcelona acaba fazendo enorme confusão na cabeça dos treinadores que imaginam jogar o time espanhol com três atacantes. Lá, são dois: Neymar e Luizito. Messi é o enganche, o homem de ligação. Só que, como gênio, acaba sendo tudo. O problema é que só há um Messi…

Aí a nossa seleção entra em campo com três atacantes e a consequência é a fragilização do meio campo, local onde os jogos são decididos.

Por favor, façam um rápido exercício sobre os grandes times do planeta em todos os tempos e, tentem encontrar algum que não tivesse um meio de campo consistente.

Alguns treinadores, injustamente, ficaram marcados como retranqueiros, exatamente por pensar desta forma. Foram chamados de retranqueiros, mas foram vencedores. Há um monte de exemplos…

Enfim, que o nosso “professor” da amarelinha acorde e, entenda que não é pelo fato de ter mais atacantes que o seu time vai ser mais ofensivo. O que o “professor” precisa entender – e rápido – é que quarta-feira ele tem que ganhar da Dinamarca, se não, a vaca vai pro brejo com uma penca de atacantes…

O Dia da Polêmica

1 – Por que motivo o time do Flamengo não engrena de vez?

2 – Muitos companheiros aqui no blog, afirmam ser incompatível um time com grandes investimentos ser dirigido por um treinador iniciando a carreira. Isto faz sentido?

3 – Há um certo suspense com relação a quem vai acender a pira olímpica na festa de abertura. Quem é o seu candidato?

4 – Qual foi o seu sentimento quando soube que os apartamentos destinados aos atletas olímpicos que chegavam, estavam praticamente “no osso”?

5 – Você acha que esta Olimpíada vai ser um sucesso ou tem receio de um grande fiasco?

6 – Que esportes você pretende acompanhar?

7 – Qual o esporte coletivo você considera verdadeira barbada o Brasil conseguir a medalha de ouro? Vale dizer…nenhum!

COMEÇANDO…


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

1 – Para começar, o time não está completo. Quando entrarem o zagueiro argentino e, principalmente, Diego, o panorama será outro. De qualquer forma – e venho batendo nisto faz tempo – o treinador tem que definir o time titular de uma vez por todas. A indefinição traz insegurança e a “orquestra” não afina nunca.


(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

2 – Em tese, não há como negar que, quem pensa assim está coberto de razão. Cada um, no seu cada um. O problema é que as circunstâncias, em determinado momento, obrigaram a diretoria a seguir por este caminho. Com todo respeito a quem está começando, definitivamente, o Flamengo é ponto final e não, ponto de largada.


201004061920573090_ampliada3 – Acho que a maior expressão esportiva do país deva ter este privilégio. Portanto, Pelé!


danos olimpicos4 – Fiquei com uma vergonha danada…


alojamentos-rio-2016-olimpiada-20160723-00055 – Pela improviso ser uma forte característica do povo brasileiro, acho que vai ser uma grande olimpíada. Claro que, haverá em cada um de nós uma ponta de preocupação em que tudo dê certo, sentimento que passa ao largo de quem não seja brasileiro. Vamos conviver com um pouquinho de medo, mas com esperança.


esportes-116 – No meu caso: Futebol, Judô, Vôlei, Tênis e Ginástica Olímpica.


(Foto: Eduardo Anizelli / Folhapress)

(Foto: Eduardo Anizelli / Folhapress)

7 – Futebol!!! Se não conquistarmos esta medalha de ouro, melhor parar. Já estou com o meu ingresso para a finalíssima no Maraca.


Agora, é com vocês…