Tudo claro

Eduardo Berrizo (Foto: Martin Rickett / PA)

Como estou longe, e a ansiedade nestas circunstâncias potencializa a curiosidade, voltei aos velhos tempos de repórter e, após uns dez telefonemas, o quadro com relação ao nosso futuro treinador é o seguinte:

1 – O nome é Renato Gaúcho. Os problemas para Renato romper com o Grêmio todos já sabem. Pode ser que sim, pode ser que não.

2 – Eduardo Berizzo, técnico argentino, com passagens por Espanha e Chile, entrou na lista para a alça de mira.

3 – Cuca, que já havia declinado de alguns convites alegando que tinha um compromisso com a Globo, para o Flamengo iria, ONTEM!!! GARANTO!!!

O Flamengo jamais demonstrou interesse e, como o tema foi badalado na imprensa, a Globo que ainda não tem o contrato assinado com Cuca para ser comentarista na Copa, exigiu do treinador uma definição.

Como, por parte do Flamengo, ninguém se manifestou, hoje, Cuca se comprometeu a assinar o contrato com a Globo. Portanto, a partir de agora, quem quiser ter Cuca, só após a Copa do Mundo.

4 – Por ordem, esta é a cronologia do futebol rubro-negro:

  1. Esperar a resposta de Renato.
  2. Ir dando tratos à bola, pesquisando o treinador argentino.
  3. Barbieri.
  4. Se o item C falhar, quem sabe, Cuca, após a Copa.

O que eu acho disso? Pode até dar certo e, tomara que dê, pois em qualquer situação, torço a favor, mas a sensação de que a condução é equivocada, é enorme.

Linha cruzada

(Reprodução da internet)

O nosso bravo Globo.com noticia que, na impossibilidade de ter Cuca, a diretoria do Flamengo, com calma, tentará convencer Renato Gaúcho.

O bom leitor, além de ler, procura com cuidado o que está por trás das palavras. E, aprendi que nenhum repórter inventa uma notícia. O repórter é o veículo. O “pai” da notícia sempre é outra pessoa. Por isso mesmo, desconfio que a fonte desta informação esteja na Gávea ou no Ninho do Urubu.

E o que está por trás das letras? Simples. Há a intenção clara de passar para a opinião pública que Cuca, por motivos particulares, não aceitou conversar e, diante da negativa, o alvo passa a ser Renato Gaúcho.

O problema é que Cuca e seu procurador, Eduardo Uram, jamais foram procurados pelo Flamengo. Afirmo e aqui escrevo, pois este fato me foi confirmado por ambos.

O resumo da ópera, pelo que deduzo: O Flamengo quer Renato, mas ainda patina na tentativa por motivos óbvios. O Grêmio disputa a Libertadores, Renato é gremista de carteirinha e, está próximo de virar estátua no tricolor gaúcho. Tudo isso pesa na hora de uma decisão.

E, pelo fato de poder haver críticas se a investida em Renato não der certo, o “terreno já está sendo preparado”…

Cadê o treinador?

(Reprodução da internet)

Esta é a pergunta que todo torcedor do Flamengo, do Oiapoque ao Chuí, está fazendo e, torcendo por uma resposta que seja compatível com o tamanho do Flamengo.

Pelo noticiário, entre os treinadores consagrados, vitoriosos, as alternativas seriam Cuca e Felipão. Tenho por Felipão o maior respeito, mas como premissa de vida, acho que cada um de nós tem o seu momento e, o melhor momento de Felipão ficou no passado.

Cuca, apesar de já somar consideráveis conquistas em sua trajetória profissional, ainda, em função do seu potencial, está distante do ápice. Portanto, juntando perfil e objetivos, não vejo como não se entender que seja Cuca a melhor, talvez única, alternativa, em função da realidade do mercado.

Embora, estatutariamente, possa o presidente Eduardo contratar quem bem entender – e pelo tempo que julgar conveniente -, pode ser que, em função das eleições programadas para o final do ano, passe pela cabeça do presidente que, eticamente, só deva assinar com um treinador até o final deste ano.

Se isto estiver ocorrendo, é um grande equívoco. O presidente do Flamengo, na certeza do que seja o melhor para o clube, deve ter coragem para bancar os seus projetos. Este, duvido, ante as circunstâncias, que alguém possa ser contra.

Alguém se oporia a um contrato com Cuca pelo período de dois anos? Aliás, como já há dois candidatos, se isto o aflige, o nosso presidente poderia consultá-los. Duvido que viessem a criar qualquer problema.

A pior de todas as soluções é a que é alimentada pelo medo de errar. A pior alternativa é contrariar a premissa de que o Flamengo é final de linha para um treinador. Lugar de alguém começar a carreira não é na Gávea. O Flamengo, pela sua grandeza, dispensa experiências. O torcedor rubro-negro é exigente e imediatista. Paciência é uma palavra que não consta do nosso dicionário.

Aliás, nem tempo há para isso. Vem aí o campeonato brasileiro e a sequência da Libertadores.

CADÊ O TREINADOR?  CADÊ O CUCA? JÁ FALARAM COM ELE? E AÍ?????

Meio estranho

Júlio César, Carpegiani e Adílio (Fotos: Gilvan de Souza / Flamengo)

A coletiva de Paulo César Carpegiani transcorreu dentro do que se esperava, afinal, o Flamengo não é um fato novo para ele e, a recíproca é verdadeira.

De positivo – e acho que no futuro pode render bons frutos – as presenças de ilustres figuras rubro-negras, como Adílio e Júlio César, ex-companheiros de Carpegiani na mais gloriosa jornada do futebol rubro-negro, afinal, a presença do ídolo sempre é positiva.

Quando digo que no futuro poderá render bons frutos, me refiro à possibilidade de, pela amizade, Zico poder contribuir de alguma forma, mesmo que seja apenas opinando. Prefiro mil vezes Zico dizendo o que pensa para o treinador do Flamengo, do que saber a opinião dele através de uma ou outra matéria de rádio ou jornal. Para o Flamengo será muitíssimo melhor, pois ignorar a capacidade de Zico analisando futebol e, muito mais ainda, o futebol do Flamengo, é como jogar dinheiro fora…

O que realmente me intrigou foi a fala de Carpegiani, dando conta de que, podendo ser até muito em breve, pode ele indicar – ou participar – da escolha do futuro treinador do Flamengo. Como o tema gerou entre os coleguinhas enorme curiosidade, o presidente Eduardo se apressou em dizer que isto era coisa para o futuro, que Carpegiani era o treinador e, ponto final.

Apesar da oportuna intervenção do presidente, tentando esvaziar o assunto que naquele momento não lhe interessava, a pulga ficou atrás da orelha de todos. Não quero aqui me precipitar fazendo uma análise do fato por ter quase a certeza de que já há um plano definido e, só não é colocado em prática neste momento pelo fato de uma das peças, no caso o treinador, por algum motivo importante, não poder desembarcar na Gávea.

Ora, se Carpegiani já havia decidido dar uma guinada em sua carreira abandonando as quatro linhas para ser coordenador, se o Flamengo já havia se convencido de que Carpegiani tinha todos os atributos para a função, inclusive o tendo convidado formalmente, a guinada – ou melhor, a marcha à ré – de coordenador para treinador, só tem uma explicação. Há um nome definido em que todos acreditam, só que não pode assumir agora. Para não abrir mão de algo que estão convencidos, os dirigentes convenceram Carpegiani a segurar o barco enquanto o comandante não vem.

E quem seria? Renato Gaúcho? Se for, com Rodrigo Caetano, Carpegiani e Renato, o Flamengo adota definitivamente a bombacha e o chimarrão…

Nada contra, apenas uma constatação curiosa.

Já vai tarde

(Foto: Staff Images/Flamengo)

Ou melhor, corrigindo a manchete, NÃO DEVERIA TER VINDO… Rueda, o colombiano louvado por Deus e o mundo – muito mais graças aos fatores sorte e marketing – comunicou à diretoria do Flamengo que vai largar o barco que nunca soube comandar, até porque não sabia nem o nome dos marinheiros e, vai se arrancar para o Chile, atrás de uns trocados mais polpudos do que os daqui e, talvez um pouco movido pela vaidade de dirigir uma seleção nacional em uma Copa do Mundo, embora seja este um projeto arriscado, na medida em que, Copa para a Seleção Chilena só em 2022 e, até lá, muita água vai rolar…

Tudo que começa errado, termina errado. Rueda foi coerente na sua irresponsabilidade. Errou na chegada, assumindo o comando do mais popular clube do Brasil, na fase aguda da temporada, com o time disputando quatro títulos.

Fosse ele um profissional razoavelmente responsável, jamais teria aceito o convite, pois é humanamente impossível alguma coisa dar certo nestas condições. Foi coerente, pois irresponsável foi na entrada e, também na saída, deixando o Flamengo com a broxa na mão e, comprometendo a programação para 2018.

No comando da equipe foi responsável por uma série de barbaridades que um treinador mediano brasileiro jamais cometeria pelo simples fato de conhecer os seus comandados. E, por favor, que ninguém critique a direção do Flamengo pelo fato de deixar que Rueda tomasse a iniciativa de pedir demissão. Só faltava, além de tudo, ele sair daqui levando mais um milhão em função de uma multa rescisória… Enfim, já vai tarde. Vida que segue…

O que se comenta é que o treinador será Paulo César Carpegiani que, a princípio, viria para ocupar o cargo de coordenador. De Carpegiani só tenho as melhores lembranças possíveis, como jogador e como treinador. Figura humana doce, com bom poder de aglutinar e, com uma baita bagagem. Tomara que dê certo, embora o preferisse como coordenador, com Cuca dirigindo o time. Apenas uma colocação de ordem pessoal. Puro achismo…

No elenco para 2018, até agora, o Flamengo foi o único a não contratar. Não vejo nisso nenhum grande problema. Certa vez, em um papo de vestiário, Cuca me disse algo que me deixou plenamente convencido: “Muito pior do que não contratar, é contratar errado”. E, no caso do Flamengo que, pelo fato de faturar mais acaba pagando o preço de ter que pagar mais e, com isso, inviabiliza transações futuras, pois os possíveis pretendentes não têm como pagar os salários que pagamos aos nossos jogadores. Além disto, temos um elenco numeroso e, embora muita gente discorde de mim, um bom elenco. A contratação, ante as circunstâncias, tem que ser cirúrgica. Mesmo que seja uma só. Alguém que venha para resolver e dar uma nova vida, uma nova esperança…

Muitas vezes, uma única contratação muda completamente o cenário. A minha torcida é no sentido de que os nossos dirigentes tenham tido a sensibilidade de acompanhar toda esta confusão envolvendo Gustavo Scarpa. Sinceramente, jogaria todas as fichas para contratar quem na minha opinião é um dos mais promissores jogadores em atividade no Brasil. Talento raro e, muito parecido com o Conca do passado, super atuante. Scarpa jogou os 38 jogos do Campeonato Brasileiro e, com todo respeito, em um time, com boa vontade, mediano.

Mudando de assunto. Vi o nosso último jogo da Copinha, o que empatamos com o time gaúcho em 1 a 1. Placar injusto. Jogamos infinitamente melhor e perdemos muitos gols. Aliás, uma dura bem dada vai cair do céu. Estes garotos, na ânsia de aparecer, visando contratos milionários, jogam para eles e não para o time. Neste jogo, o Flamengo só não ganhou pelo egoísmo de seus atacantes, com cada um querendo marcar o seu golzinho de qualquer maneira, mesmo tendo um companheiro melhor colocado e pronto para fazer o gol. Tomara que quem comanda o time tenha notado este deslize e dê uma sacudidela geral. Embora não seja justo e, quase impossível se avaliar por um jogo, gostei do volante – capitão do time – e do zagueiro de área pela esquerda. Os dois levam muito jeito. O centroavante, ligeirinho, começou bem, depois sumiu. Nesta terça, se não estou equivocado, às sete da noite, com um empate garantimos a classificação. Estarei de olho. Boa sorte para a garota.

Pensamento do dia: A vida sem Rueda será bem melhor…

Itália, Ceni e Vinícius Júnior

(Foto: La Presse)

Bem que o árbitro espanhol tentou ajudar, mas a seleção italiana não se ajudou e a vaca foi pro brejo…

O jogo, pobre tecnicamente, foi rico em emoção. A Itália, com a entrada no time do brasileiro Jorginho, foi bem melhor do que no primeiro confronto, criando jogadas perigosas, o que jamais aconteceu no jogo realizado na Suécia.

Taticamente, o time sueco beirou a perfeição e, não fosse a parcialidade do árbitro, somada à falta de um atacante veloz que puxasse o contra-ataque, poderia ter saído com a vitória.

Ainda no primeiro tempo, o árbitro espanhol deixou de dar dois pênaltis claros a favor da Suécia. Dois lances onde funcionaram duas mãos malandras dos italianos.

O placar de 0 a 0 tirou a Itália da Copa. Papelão… ao molho de tomate!!!


(Foto: Marcos Ribolli)

Já era para ter dividido este tema com vocês e, sempre fui esquecendo. Achei muito legal a decisão de Rogério Ceni em aceitar a proposta para ser o treinador do Fortaleza.

Pela liderança e longa experiência no futebol, Ceni tem tudo para se tornar, quem sabe, um treinador de ponta.

Agora, livre da corrente afetiva que o ligava ao São Paulo, vai poder dar início ao trabalho sem o peso da paixão.

O futebol brasileiro está precisando de boas caras novas. Acho que Rogério Ceni vai se tornar um baita treinador. Boa sorte pra ele.


(Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

Hoje, vendo o jogo em que a Itália se despediu da Copa, não pude deixar de constatar como é importante um time ter, pelo menos, um atacante veloz e, claro, bom de bola. Se a Suécia tivesse ao menos um, teria saído com a vitória.

E, aqui em casa, nós temos e não usamos. Já está passando do ponto o não aproveitamento de Vinícius Júnior, que tem jogado, em média, de 15 a 20 minutos por partida.

Na realidade, hoje, a nossa melhor alternativa ofensiva pela esquerda é com Éverton de lateral e Vinícius Júnior no ataque. Será que é tão difícil ver isso?

E vamos jogar contra o Coritiba que, como precisa do resultado para afastar o fantasma do rebaixamento, vai acabar deixando espaço. Quando isto acontece, o bom de bola veloz fica com a faca e o queijo nos pés…

Vinícius Jr neles!!!

Fator sorte

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

No aeroporto, em Belo Horizonte, verdadeiras procissões de camisas rubro-negras rumando para os mais variados pontos do país e, volta e meia, lá vinha alguém pra lamentar e desabafar.

De muitos, ouvi que o nosso presidente não tem sorte e, a todos contestei, pois não se deve atribuir ao fator sorte o que, de fato e de direito, deve ser imputado a um trabalho equivocado.

Vamos começar? Há quanto tempo estamos aqui falando que o Flamengo deveria contratar um baita goleiro? Demoraram tanto que extrapolou o prazo de inscrição para a Copa do Brasil.

Resultado: perdemos o jogo de 180 minutos em função de uma falha grosseira de um goleiro nos primeiros 90 minutos e, ficamos entregues a outro goleiro para a decisão por pênaltis, goleiro este que, em 31 penalidades só conseguiu pegar uma.

Isto tudo nada tem a ver com sorte ou azar. Isto é resultado de falta de planejamento, somada a enorme falta de sensibilidade.

Falamos de um erro por falta de ação. Agora, vamos falar do erro por ação equivocada. Como é que se contrata um treinador estrangeiro na fase aguda da temporada? Isto vale para Rueda, como valeria para Zidane ou Pepe Guardiola. Qualquer um deles chegaria pegando o bonde andando, sem conhecer nada de Flamengo, do Flamengo e dos adversários do Flamengo.

A irresponsabilidade foi dupla. Do clube em contratar, e do profissional em aceitar. Citei aqui Zidane e Guardiola, embora tenha a certeza de que, se convidados fossem, teriam aconselhado nossa diretoria a desistir de tamanha loucura. O problema é que Rueda não é Zidane, e muito menos Guardiola.

O jogo de ontem estava desenhado e, pelo que aqui já foi colocado, ir para os pênaltis era como ir para a guilhotina. Portanto, era vencer ou, vencer. E, na necessidade de ganhar o jogo, os coringas apresentados pelo treinador foram Paquetá e Rodinei na ponta direita. Dose, para 800 elefantes…

Fechadinho, como jogou o Cruzeiro, só com alguém habilidoso para desarrumar o sistema defensivo azul. O Real Madrid paga 45 milhões de euros por Vinícius Júnior e o nosso Rueda vai de Paquetá e Rodinei.

O que tem o fator sorte a ver com tantos equívocos em tão pouco tempo?

Favoritos de Rueda

Lucas Paquetá, Vinícius Júnior e Thiago. (Foto: Gilvan de Souza).

Deu no rádio, no Globo.com, e até na BBC, que Vinícius Júnior e Thiago foram os escolhidos por Rueda, nas duas únicas dúvidas que tinha para escalar o time do Flamengo para o primeiro jogo contra o Cruzeiro, na finalíssima da Copa do Brasil.

O que eu acho? Simplesmente, perfeito! Vamos lá. Aqui mesmo, no post de ontem, deixei no ar a pergunta: Muralha ou Thiago?

Uma maioria significativa optou por Thiago, sendo que, a justificativa mais usada, foi a de que Muralha, psicologicamente, não está bem e, em função disso, a outra opção, independentemente de quem fosse, seria a melhor alternativa.

A minoria ficou com Muralha e, o principal argumento foi o fato de ser um goleiro mais experiente e, em um momento decisivo isto pesa. De forma pragmática, fico com a minha tese de que futebol é momento. Como o de Muralha é ruim, Thiago neles!!!

No ataque, a situação é mais complicada. Com o Flamengo pagando o caríssimo preço pelo permanente nervosismo de Guerrero, que toma cartão amarelo jogo sim e jogo também, e pela contusão de Vizeu, restaram três alternativas. Paquetá, que é meia, improvisado. Vinícius Júnior, que é atacante, porém não é centroavante, e o jovem Lincoln, centroavante de ofício, do nosso time de juniores.

O noticiário dá conta de que Rueda optou por Vinícius Júnior, e que Lincoln estará no banco de reservas. Esta alternativa, a meu conceito, também é a mais apropriada para o momento. Com Paquetá, o time perderia muita força ofensiva, ficando apenas com Berrío como opção mais aguda. Lincoln, que tecnicamente sempre me agradou, seria a segunda melhor alternativa. E, Vinícius Júnior, abusado por natureza, mesmo sem ser um homem de área, pode ser um enorme transtorno para a defesa do Cruzeiro. Imagino eu que, nestas condições, Berrío deve jogar mais enfiado.

Enfim, pelo que se ouve ou, e pelo que se lê, como diz sempre o nosso companheiro PAULO EDSON SANTOS:

NÓS TEMOS TÉCNICO!!!
NÓS TEMOS TÉCNICO!!!
NÓS TEMOS TÉCNICO!!!
NÓS TEMOS TÉCNICO!!!

Tema polêmico

(Foto: Reprodução SporTV)

O Esporte Interativo antecipou e garantiu Zé Ricardo no Vasco. Esta história pode ser vista das mais variadas formas possíveis.

Vamos começar pela diretoria do Vasco que, imagino, após uma sucessão de derrotas resolveu mudar o comando e, indo ao mercado, achou Zé Ricardo – que conseguiu se segurar no comando técnico do Flamengo por mais de um ano – a melhor alternativa.

Aí está o problema: tivesse Zé Ricardo acabado de sair de qualquer outro clube do Brasil, não estaríamos aqui debatendo o tema. O problema é que até ontem era ele o treinador do… Flamengo!

Será que há na decisão algum apelo midiático? Será que há alguma estratégia de marketing? Será que a escolha para gerar polêmica foi proposital? E, o que pensa a respeito a torcida do Vasco?

Para falar a verdade, e me colocando na situação do torcedor vascaíno, no duro, no duro, tão preocupado em não cair novamente para a segunda divisão, este tormento assustador inibiria qualquer linha de raciocínio mais profundo. Em síntese, acho que o torcedor do Vasco tão apavorado está, que é incapaz de saber o que é bom ou ruim. O que é certo, é que se nada der certo, o culpado já está definido por antecipação.

Zé Ricardo pode consolidar a carreira ou, ir conhecer o inferno. Se os resultados começarem a ser positivos e, o fantasma do rebaixamento for espantado, maravilha…. Agora, se o negócio não começar a caminhar bem, será muito mais difícil para ele do que seria para qualquer outro treinador. Não vai faltar quem levante a bandeira de que, como rubro-negro, Zé Ricardo quer mais é que o Vasco exploda, ou melhor, caia…

Não sei o que levou Zé Ricardo a aceitar a espinhosa e delicada missão, onde a chance de dar errado é muito grande e, o preço a pagar, se isto acontecer, será mais caro para ele do que seria para qualquer outro. Talvez Zé Ricardo não tenha calculado o risco que corre. Esta decisão pode representar um nocaute na sua carreira. Qualquer outro treinador, na pior das hipóteses, perderia por pontos…e, seguiria em frente.

Em síntese, decisão muito arriscada. Saindo do boxe para o pôquer, Zé Ricardo foi para o jogo, arriscando tudo, com um par de 2. Com todo respeito…

Flamengo x Botafogo

E a nossa decisão? Como otimista de carteirinha, já estou preparado e contando as horas para estar no Maraca, na nossa casa. Os dois times vão jogar desfalcados e, aí reside a grande vantagem do Flamengo em ter um elenco, indiscutivelmente, superior.

Pelo regulamento, mesmo marcando um gol, qualquer gol do Botafogo coloca o Flamengo em desvantagem. Acho o tipo de jogo que temos que partir pra cima, espantando qualquer possibilidade para o adversário.

Que São Judas Tadeu vá ao Maraca…

Foi mal…

(Reprodução Instagram)

Este post na realidade é um pedido de desculpas ao pessoal do futebol do Flamengo. Uns dois ou três posts atrás, escrevi dizendo não entender como um profissional pode ser contratado sem que o dirigente tenha com ele um contato mais profundo e, olho no olho, discutam tudo.

Hoje pela manhã, fiquei sabendo que a relação entre os dirigentes rubro-negros e o treinador Reinaldo Rueda é muito mais próxima do que se pode imaginar, já que, antes de efetivar Zé Ricardo, o namoro, olho no olho, com Rueda, foi intenso, tendo havido agora apenas uma retomada.

Reinaldo, como Rueda é tratado pelo pessoal do Flamengo, tem causado a melhor das impressões. A concepção do futebol moderno, valorizando a posse de bola e, de time pegador, já marcando no campo do adversário, que prega Reinaldo Rueda, soa como música para os nossos dirigentes.

O curioso é que o “Projeto Rueda”, embora esteja planejado para 2018, esbarra na necessidade de pelo menos um título entre as três competições em disputa.

Pelo que ouvi, impossível estrear contra o Botafogo, na quarta-feira, em função de problemas burocráticos. Enquanto não estreia, Rueda vai se informando e aprendendo tudo sobre o elenco rubro-negro. Após ver e ouvir o suficiente, sentindo-se pronto, Rueda vai para o campo de luta.

Quem com ele manteve contato, muito bem impressionado ficou. Que venha Rueda e que esteja em casa…