Inacreditável…

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Há certas coisas na vida e, claro que, também no futebol, que fazem qualquer pessoa normal não acreditar no que está lendo ou ouvindo. Por exemplo: Esta notícia de que a Conmebol está estudando e, a tendência seja rejeitar, a indicação do Flamengo, no sentido de que o primeiro jogo do rubro-negro, pela Copa Libertadores, seja disputado na Ilha do Urubu.

Fosse este jogo realizado dentro da normalidade, isto é, com ingressos sendo vendidos normalmente e, obviamente, com a presença de um grande público, até daria para entender, pois as arquibancadas são improvisadas e, poderia ser este um motivo razoável para Confederação Sul-Americana resistir em aprovar o estádio indicado pelo Flamengo. Acontece que neste jogo, o primeiro do Flamengo pela Libertadores, contra o River Plate, não haverá presença de público em função da punição imposta pela Conmebol ao Flamengo, pelos fatos ocorridos no Maracanã, quando do jogo final pela Copa Sul Americana.

Este jogo, contra o River, de portões fechados, poderia ser realizado na Rua Figueira de Melo, campo do São Cristovão, caso o gramado estivesse em condições, o que infelizmente não acontece, pois, as ovelhinhas resolveram fazer greve de fome… Francamente, ter que conviver com este tipo de absurdo, é de se perder a paciência. Dona Conmebol não toma jeito…



 
Outro exemplo: Após empate contra um time sem expressão, Oswaldo de Oliveira, treinador do Atlético Mineiro, profissional pra lá de calejado, sempre educado, gentil, muda radicalmente sua permanente postura, partindo pra cima do repórter que havia feito uma pergunta, para ele, cabeluda (vídeo acima, iniciando aos 2min35seg)…. A partir daí, um festival de ofensas e, só não foi pior pela pronta intervenção da turma do deixa disso. O que leva uma pessoa tão educada, perder a cabeça por algo de importância relativa?


(Foto: André Costa / Estadão)

Mais um: Você já tinha ouvido falar em clube cujo nome é APARECIDENSE? Você sabia que este clube existe e, que sua sede, como diria o saudoso grande locutor Antônio Porto, fica no coração verde da Pátria (Goiás)? E o Botafogo, hein? Que loucura…

Aliás, este novo regulamento da Copa do Brasil, em que no seu início, o time mais bem qualificado, obrigatoriamente, em jogo único, é o visitante, podendo se classificar com o empate, começa a apresentar surpresas, como ocorreu com a desclassificação do Botafogo e, levando-se em conta de que o tema em pauta é o futebol, onde a zebra existe, com certeza, não vai parar no papelão do Botafogo. Outros Aparecidenses irão infernizar a vida de grandes clubes.


Mudando de assunto. Curioso como pouco se fala da decisão da semifinal desta Taça Guanabara, entre Flamengo e Botafogo. Será pelo carnaval? Ou haverá outros motivos?

Bom senso

(Imagem: El Pais)

O que é gasto e, o que é investimento? Esta simples questão não deve ter sido colocada quando da reunião de ontem, na qual a CBF transferiu para os clubes a decisão de se implantar no Campeonato Brasileiro deste ano, o tão comentado árbitro de vídeo.

Aos clubes foi informado o custo por jogo desta operação e, sem que houvesse um aprofundamento na discussão do tema, o assunto foi a votação e, como a maioria dos clubes achou a operação dispendiosa, ficou decidido que em 2018, no Campeonato Brasileiro, não teremos o árbitro de vídeo.

Não que seja eu contra o pragmatismo, mas convenhamos que, para assunto tão importante, o debate sequer existiu. O preço foi informado, a maioria achou caro e, baseado nisso, fim de papo. Na verdade, o debate deveria ter sido iniciado no sentido de que se concluísse se esta ação geraria um gasto ou, se tratava de um investimento.

Caramba, são duas coisas completamente distintas. Gasto, é o dinheiro que se aplica sem perspectiva de retorno. Investimento, é quando o dinheiro é aplicado com amplas possibilidades de retorno.

Ora, este fato novo, que traz e garante o sentimento de justiça, empresta uma enorme credibilidade à competição e, como todos sabem, credibilidade é fonte geradora de receita.

Além disso, alguém parou para pensar em transformar os momentos de ação do árbitro de vídeo em produto e, consequentemente, resultado comercial? Ora, se nas entrevistas, coletivas ou não, se tira proveito comercial, se no campo de jogo há o apelo comercial, por que não comercializar este momento único, em que toda a atenção de quem está grudado na telinha é triplicada?

O produto é tão bom que, duvido, não chovesse interessados. Pelo volume de jogos, tenho a certeza de que daria para pagar a conta e ainda haveria um bom troco…

Em síntese, não houve tempo para se debater, para se aprofundar no tema. Perdemos uma bela oportunidade de começar a conviver com a modernidade.

Maracanã, que tristeza…

(Foto: Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians)

Hoje, na sua primeira entrevista coletiva, o presidente eleito do Corinthians, Andrés Sanchez, foi de uma enorme felicidade ao falar sobre a Arena Corinthians.

Indagado como faria para pagar a dívida ainda pendente, Andrés foi categórico ao afirma que: “Vamos encontrar as soluções, porém sem sacrificar o estádio”. O repórter quis saber o que significava “sacrificar o estádio”, ao que Andrés respondeu: “Sacrificar o estádio é cometer o crime de autorizar shows que, liquidam o gramado, comprometendo a qualidade na hora da bola rolar”.

Perfeito!!! Nunca vi, em nenhum estádio do mundo, por mais atual que seja a tecnologia, algo que impeça o sacrifício do gramado. Tudo tem a sua hora. A do show em estádio de futebol, só no recesso da bola. E, ponto!

E imaginar que a bola não vai rolar no Maracanã para shows de Wesley Safadão e de Sertanejos. Francamente…

É o fim do mundo!!! Que vergonha!!!

Sala e cozinha

(Reprodução da internet)

Uma segunda-feira de definições, na cozinha e na sala.

A cozinha é o nosso Campeonato Estadual, onde caminhamos hoje, após longos debates, para ter Volta Redonda como palco para a semifinal, com pinta de final, entre Flamengo e Botafogo.

A pouca vergonha do que ocorre no Maracanã, que deveria ser o estádio do carioca que ama o futebol e, se transformou na casa da mãe Joana, com shows de rock e até de música sertaneja (????), maltrata o torcedor e obriga a que os dirigentes quebrem a cabeça para soluções paliativas.

Entendo perfeitamente o Flamengo não aceitar jogar no Engenhão. Decidir no campo do adversário? Convenhamos que, mesmo com a vantagem do empate, seria dar muita sopa para o azar…

Talvez, pela falta de hábito, não se tenha pensado em São Januário, que apresenta aspectos positivos. Campo neutro. Depois do Maraca e do Engenhão, o estádio com maior capacidade de público. Jogar sem precisar viajar. Com a saída de Eurico Miranda, mais confortável para a diretoria do Flamengo aceitar lá jogar. E, sem falar na oportunidade ímpar de se começar uma boa relação com a nova diretoria do Vasco.

Como já frisei, a “força do hábito de se usar o cachimbo, faz a boca torta”. Pela força do hábito, mesmo diante de um panorama novo, não se pensou nisso e, dá para entender.

Restou Volta Redonda, onde não se sabe o motivo, público e Raulino, não falam o mesmo idioma…

Enfim, o tempo curto para a decisão também pesou. Só não entendi o horário. Por que 16h30?


Na sala, isto é, no Campeonato Brasileiro, hoje na CBF, quando os clubes foram informados de que o “árbitro de vídeo” custaria 20 milhões de reais, desistiram no ato. Árbitro de vídeo, só na Copa do Brasil e, assim mesmo, só a partir da antepenúltima fase (quartas). Nesta reunião, um retrocesso. A grama sintética, que estava proibida, ganhou uma sobre vida. Agora, pode de novo. Até quando, só Deus sabe…

A outra decisão importante foi limitar – em cinco – o número de jogos que o mandante possa vender para outro estado e, proibir, faltando cinco rodadas para o encerramento do campeonato, que isto ocorra. Decisão perfeita que, desestimula qualquer malandragem.


E o Ceifador vem aí!!! Aliás, o Ceifador não vem. Vai, para Volta Redonda…

Gostei e não gostei

Nova Iguaçu 0 x 1 Flamengo – 04/02/2018 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Gostei:

. O que mais gostei foi da flagrante recuperação de Éverton Ribeiro que, pela idade e, pelo fato de em dois Campeonatos Brasileiros ter sido protagonista, estava realmente devendo. Claro que o fato de ter se afastado de um centro competitivo – e, de não ter feito a pré-temporada no ano passado – contribuiu, e muito, para que o torcedor do Flamengo ficasse com “a pulga atrás da orelha”.

Hoje, o dinamismo de Éverton Ribeiro, principalmente no primeiro tempo, começou a espantar a desconfiança do torcedor.

. A nossa zaga, muito bem no jogo. Por cima e por baixo, Juan e Rhodolfo estiveram perfeitos. Como prêmio, o lindo gol de Rhodolfo, no último minuto do jogo.

. Achei válida a iniciativa de Carpegiani de começar o jogo com apenas um volante, no caso, Cuellar. Experiência válida, pois em várias oportunidades nesta temporada vamos nos deparar com idêntica situação. Em tempo, Cuellar foi muito bem. Bela partida.

. Para encerrar o lado positivo, ou seja, do que gostei, alguns momentos de Lucas Paquetá, principalmente, no primeiro tempo.


Não gostei:

Do tempo perdido. Depois de se anunciar durante toda semana que Éverton 22 seria o lateral esquerdo, com Vinícius Júnior compondo o lado esquerdo de ataque, Carpegiani que, pelo jeito, ainda não sabe quem é quem no Flamengo, escala Renê na lateral, com Éverton de 11 e, não de 22. Bola fora… perda de tempo…

. A substituição, com a entrada de Vinícius Júnior no lugar de Lincoln, foi equivocada. Não que duvide da competência de Vinícius Júnior, nem que morra de amores por Lincoln, apenas para registrar que para sair Lincoln, deveria ter entrado outro centroavante. E que ninguém me venha dizer que não temos. Aproveito, para mais uma vez, neste início de fevereiro de 2018, reafirmar que muito em breve, Vítor Gabriel será o dono da camisa 9. Com todo respeito ao Ceifador… Questão de tempo…

Pelo que tenho visto, concordo plenamente com meu amigo Fernando Versiani que, com todos os jogadores à disposição, entende que Éverton 22 deve ser efetivado na lateral esquerda, e que do meio pra frente, até que se prove em contrário, é isso: Cuellar, Arão, Diego e Éverton Ribeiro; Vinícius Júnior e Ceifador.


A semifinal será contra o Botafogo, com o Flamengo jogando pelo empate. Há no ar um comentário de que a Federação vai marcar este jogo, para sábado que vem, no Engenhão. O problema é que isto contraria o regulamento, que prevê o jogo no campo da equipe com melhor performance. Desta forma, o jogo pode ser em qualquer estádio que o Flamengo venha indicar, menos no campo do seu adversário, pois aí seria o caso de abrir mão da primeira vantagem, que é jogar no seu campo. A segunda vantagem, como já disse, é o Flamengo jogar podendo empatar.

Como sempre disse mestre Zagalo, “vantagem é para ser usada.” Aguardemos…

A voz do povo

Desde ontem os amigos do blog estão desfilando suas preferências sobre qual seja, ante as circunstâncias, o time ideal para Carpegiani colocar em campo neste início de temporada.

Hoje, apresentamos, dentro de processo absolutamente democrático, os números aferidos pelo companheiro Robert Rodrigues, inclusive, com comentários que farão com que todos entendam o que vai na cabeça da nossa “Nação”…

Diga aí Robert…


PESQUISA

Quarenta escalações foram consideradas em nossa pesquisa.

O jogador mais votado foi um zagueiro, Réver, que recebeu 38 votos (de 40 possíveis!). Outro defensor ficou dentre os cinco com mais votos: Juan foi escalado 34 vezes. Além dos dois, para esta posição, Rhodolfo recebeu cinco votos e Léo Duarte dois.

Na lateral direita, Rodinei foi o mais pedido, com 28 votos, seguido de Pará (6) e Klebinho (2). Bastante notável a diferença de Rodinei para os demais.

O “dono” da lateral esquerda foi Éverton Cardoso – ou Éverton 22 -, que recebeu 26 votos como o titular desta posição (e mais dois como meia ofensivo). Trauco recebeu 11 votos, e Renê apenas 1.

O volante mais lembrado foi Cuellar, com 33 votos, mesmo estando fora dos dois primeiros jogos da Libertadores. Ronaldo foi mencionado 16 vezes, enquanto Arão recebeu 10 votos. Impressionante como William Arão vem perdendo prestígio junto à torcida rubro-negra.

Dentre os meias, Diego, com 37 votos, foi o segundo jogador mais lembrado do plantel, seguido de Paquetá (31). Éverton Ribeiro foi lembrado em 21 escalações, enquanto Jean Lucas recebeu 10 votos.

No ataque parece haver poucas dúvidas: Vinícius Júnior foi escolhido em 36 oportunidades, e Henrique “Ceifador” Dourado teve apenas dois votos a menos, 34. Ambos figuraram dentre os cinco mais votados de nossa pesquisa. Além destes, Marlos recebeu três votos, Lincoln dois, e até Guerrero foi lembrado por um de nossos amigos.

Seguem abaixo gráficos do percentual de votos recebidos por cada jogador, em cada posição:

 

 

 

 

Observação: em função das variadas formações táticas escolhidas, os percentuais dos gráficos somados nem sempre darão resultados redondos, como 100%, ou 200%.

Está chegando a hora

Treino do Flamengo – 29/01/2018 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Domingo, contra o Nova Iguaçu, às cinco da tarde, em Brasília, em partida válida pelo Campeonato Carioca, talvez seja o último jogo em que não veremos em campo, do goleiro ao ponta esquerda, o time que Carpegiani considera o titular.

E, é exatamente para este o exercício que convido os companheiros e amigos do blog, colocando no ar a seguinte pergunta: Na sua opinião, qual é o melhor time que Carpegiani pode colocar em campo?

E, como somos otimistas, já vale escalar o Ceifador, embora ontem, por este motivo, quase que a torcida do Fluminense ceifa o meu amigo Pedro Abad…

Pode ser até que eu esteja enganado, mas acredito que teremos em determinadas posições, a começar pelo gol, opiniões distintas. Em síntese, no gol, nas duas laterais e no meio campo, a unanimidade vai passar longe…

Vou dar a largada: Julio Cesar, Rodnei, Réver, Juan e Trauco; Cuellar, Arão, Diego e Éverton Ribeiro; Vinícius Júnior e Ceifador.

Este seria o time para começar, com Paquetá e Éverton, prontinhos para entrar… aliás, o fato de se ter um bom elenco obriga a quem é escalado como titular a dar o máximo, pois, se bobear, dança…

Se pedido pudesse fazer a Carpegiani, seria no sentido de que tenha ele, de forma imediata, a máxima atenção ao centroavante Vitor Gabriel. E, não esquecer de ter sempre colado a ele, os garotos Patrick, Bill e Jean Lucas.

E o seu time ideal, qual é?

Você aprova a contratação de Dourado?

(Reprodução da TV)

A contratação de Henrique Dourado é dada como certa.

Ainda sem poder contar com Guerrero e, como a reposta de Vizeu não foi satisfatória, a luz vermelha piscou na Gávea e, pelo jeito, inclusive diante da falta de bons atacantes no mercado, a diretoria do Flamengo partiu para cima do atacante que, no ano passado, foi o artilheiro do Campeonato Brasileiro, ao lado de Jô, do Corinthians.

Dourado é o tipo do jogador pesadão, pouco habilidoso, tendo como características principais, meter a bola pra dentro e ser um excelente batedor de pênaltis.

Embora a contratação não me anime, não há como não reconhecer que a tentativa seja válida. Tenho que ser coerente comigo mesmo e, quando abraço a tese de que o maior pecado é a omissão, não posso deixar de entender, e  – por que não? – concordar com a decisão de se resolver o problema, que é flagrante, com Henrique Dourado.

Bem, esta é a minha opinião. E a sua?

Alô CBF!!!

Ao longo do tempo, desde que o regulamento por pontos corridos foi implantado, a CBF vem adotando o critério no sentido de que o clube que faz o último jogo do Campeonato Brasileiro em casa, no ano seguinte, termine fora de casa e, vice-versa.

Isto vinha sendo respeitado ao longo dos anos, até que – e não se sabe o motivo – o Flamengo nos dois últimos anos jogou sua última partida fora de casa. Em 2016, contra o Atlético Paranaense e, em 2017, contra o Vitória da Bahia.

Para “arrumar a casa” e, principalmente, corrigir o erro cometido, não há como a CBF, nos dois próximos campeonatos, a começar por este de 2018, deixar de determinar que o Flamengo faça seu último jogo em casa. Aguardemos…