Bola e urna

(Divulgação)

Estes dois “objetos” adoráveis, às vezes caminham juntos – e às vezes não. Nesta eleição, marcada por estrondosas e fascinantes surpresas, ficou claro que a urna não deu bola para a bola.

No cenário carioca, havia a expectativa de que Eduardo Bandeira de Mello, presidente do clube mais popular do país, conseguiria se eleger deputado federal. Eduardo conseguiu 38.500 votos. Duas coisas ficaram nítidas quando se olha o número de votos conquistados pelo presidente rubro-negro. Primeiro que, levando- em conta a popularidade do Flamengo, se o torcedor estivesse feliz, este número certamente seria bem maior.

Em segundo lugar e, por favor, entendam que a análise que faço longe está de ser política, caminhando apenas pelo pragmatismo, ficou evidente que, a exemplo do futebol, onde Eduardo – na maioria das vezes – não  escolheu bem os reforços para o time, embora gastando muito, na política também não foi competente na escolha do partido. Clarissa Garotinho (PROS), Benedita da Silva (PT), Daniel Silveira e Professor Josiel (PSL), Jean Wyllys (PSOL), Gelson Azevedo (PHS), Paulo Ramos e Chico D’Angelo (PDT) tiveram menos votos e foram eleitos. Definitivamente, sorte e escolher bem, não têm caminhado ao lado do nosso presidente.

Da dupla mais famosa da Copa de 94, composta por Romário e Bebeto, a urna sorriu para um e, para o outro foi um terror. Bebeto, candidato a deputado estadual, foi eleito com 25.917 votos. Já Romário, que nas pesquisas aparecia sempre em segundo lugar, portanto indo para o segundo turno, mancou na reta final, acabando na quarta posição, com 664.511 votos, enquanto que Eduardo Paes teve mais que o dobro dos votos de Romário.

Aí, fica claro que uma coisa é conquistar votos para senador ou deputado, quando a imagem fala mais alto. Para um cargo no executivo, como a de governador, a exposição é muito maior, onde virtudes e defeitos ficam escancarados.

Romário, talvez aconselhado de forma equivocada, não teve a noção exata do seu limite de competência. No futebol, a bola pune. Na política, a urna não perdoa…

Como referencio os gênios da bola, principalmente os que são também craques como figuras humanas, fiquei triste com a não eleição, em São Paulo, de Ademir da Guia.

E a Leila, hein? A nossa musa rubro-negra do vôlei arrebentou nas urnas de Brasília e, se transformou na senadora Leila do Vôlei. Sangue novo. Renovação sadia e necessária. O senado ficará mais jovem e belo.

Para encerrar e, repito aqui, sem nenhuma tinta política. Vendo a Globo News, que fez uma cobertura espetacular das eleições e, no Bom Dia Brasil seguinte, toda vez que via a competentíssima Miriam Leitão, lembrava de mim, como repórter. Explico: era exatamente com a cara e o humor da Miriam que eu trabalhava depois dos jogos em que o Flamengo perdia. Eu e Miriam, temos algo em comum. Não sabemos esconder o que está na alma.

Vida que segue… Agora o que interessa é o Campeonato Brasileiro. Vem aí o Fla x Flu. Que me desculpe meu querido amigo e genial Francisco Horta, mas a começar por sábado que vem, para o Flamengo, todo jogo, será “vencer ou vencer”. Quem viver, verá!!!

Paquetá 9

(Foto: Staff Images / Flamengo)

Entenderam o título do post?

Como estamos em momento eleitoral, pesquisa é fundamental.

PESQUISA!!!!!!!
Qual o motivo real do título do post?
1 – 9 é a nota que Paquetá mereceu pela atuação e pelos dois gols.
2 – 9 é pela vocação de Paquetá em fazer gol.

A margem de erro é de um ponto para baixo ou para cima e, a possibilidade de acerto é de 100%, pois o título do post nada mais é do que o somatório dos dois itens.

Paquetá é o mais perigoso e decisivo jogador do Flamengo, mesmo quando não tem uma atuação brilhante, como neste jogo contra o Corinthians.

E imaginar que na maioria dos jogos deste Campeonato Brasileiro, Paquetá jogou de volante. O problema do futebol é o tal do “professor pardal”, que mesmo contrariando o óbvio, se acha um gênio.

O time jogou com personalidade e deu sorte. Na falha grosseira de Arão, no primeiro tempo, a sorte ajudou na primeira finalização, pois foi em cima do goleiro e, no segundo arremate, César brilhou.

Vitinho jogou um bom primeiro tempo e, ao lado de Paquetá, foi destaque no jogo. 3 a 0 pra ganhar moral. Como sempre falo, confiança em futebol é quase tudo.

O Inter foi para o espaço. Quem perde para o Sport tem que dar adeus à briga pelo título.

Vitória importantíssima. Agora, é votar com juízo e secar os concorrentes ao título.

Continuamos no páreo.

Política x Futebol

(Reprodução da TV)

A mistura de sucesso no futebol, com eleições, nunca deu certo. O problema se agrava, na medida em que o presidente do futebol é candidato à presidência do clube.

Não bastasse, o atual presidente que estatutariamente é impedido de concorrer, ao invés de ser o apaziguador, foi se enfiar na política e, atualmente, é mais visto como papagaio de pirata da Marina do que no Ninho do Urubu.

Em seu recente depoimento à imprensa, Barbieri não negou que o agitado momento político tenha atrapalhado o desempenho do time. Acho que ele está coberto de razão, na medida em que o foco passa a ser outro.

Querem um exemplo claro? Deem uma olhadinha nos comentários do post anterior. A discussão maior não está dentro das quatro linhas, e sim fora delas. De qualquer forma, como não há solução, vida que segue…

Agora, caso haja a tal impugnação do candidato da Chapa Azul, por que não tentar uma chapa única, unindo o azul e o verde? Por exemplo: Landim como candidato único, com o vice saindo da Chapa Azul, que aliás, tem um vice geral que é uma bandeira rubro-negra. Refiro-me a Walter Oaquim, extraordinário rubro-negro, ser humano notável e, com o futebol nas veias.

Como há uma terceira chapa, por que não compor também com seus líderes. Afinal, não somos da mesma família?

Este sonho teria um ganho fantástico para o futebol, pois 2019 poderia começar de maneira imediata. Ganharíamos tempo e a paz voltaria a reinar.

Sonhar não custa nada…

Walter Oaquim (Reprodução da internet)

Eleições Rubro-Negras 2018

Eduardo Bandeira de Mello e Ricardo Lomba (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo).

O grande tema sobre o Flamengo não é o time que será escalado pelo treinador Dorival Júnior para o jogo contra Corinthians e sim, a bomba do dia, qual seja a possível impugnação da candidatura de Ricardo Lomba, candidato do presidente Eduardo Bandeira de Mello.

Nada melhor do que uma consulta a quem tenha profundo saber jurídico e, que seja também profundo conhecedor do nosso estatuto.

Com vocês, o brilhante advogado e extraordinário rubro negro Dr. Marcos Assef e, o panorama completo sobre o polêmico assunto.


“O artigo 117 inciso X (10) da Lei 8112 dispõe que é proibido ao servidor público federal participar de gerência ou administração de sociedade privada, portanto não é possível ao candidato Lomba acumular a presidência do Flamengo com a função de Auditor Fiscal da Receita Federal. O Flamengo, além de cumprir as normas estatutárias internas, também deve obediência à lei federal, não havendo exceção para desobrigar-se a cumprir esse mandamento.

 As comissões temáticas do Conselho de Administração jurídica, e posteriormente eleitoral, irão se reunir para verificar no caso concreto se há impedimento. Havendo impedimento, que será votado no plenário do Conselho, a chapa poderá designar novo candidato em prazo a ser estipulado pelo presidente.”


Bom lembrar que impugnação de candidato não é um fato novo no Flamengo. Eduardo Bandeira de Mello, o atual presidente, foi o grande beneficiado com a impugnação de Wallim Vasconcelos, que era o candidato da Chapa Azul. Eduardo, que nem de longe sonhava com esta possibilidade, da noite para o dia, virou presidente do Flamengo.

Curiosamente, pelo que nos relatou o Dr. Marcos Assef, caberá a ele, por motivo semelhante ao que o conduziu à presidência, indicar um novo candidato. É a vida. É o Flamengo…

Os comentaristas sabem das coisas

Treino do Flamengo – 2/10/18 – (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Não estou falando dos comentaristas da TV Globo, SporTV, Band, O Globo e, por aí vai. Estou falando dos nossos comentaristas, aqueles que deixam suas marcas neste blog.

Outro dia, estava vendo um programa de TV após um jogo do Flamengo. Os dois comentaristas, competentes, porém longe de entender os nossos problemas, o que raramente acontece aqui, pois o que reina e prevalece é o espirito rubro-negro. Querem ver? Retornem aos comentários do post anterior e verão que, como num passe de mágica, como se tivessem combinado, surge a pauta – desculpem o termo – da brochura…

Lá pelas tantas, o Carlos Egon levantou a lebre de que havia um desânimo quase que coletivo aqui na nossa família do blog. A mensagem foi captada e o papo evoluiu, a ponto de não conseguir ficar fora deste tema tão atual. A verdade é que o Egon tem razão. O ânimo da nossa galera – e de TODAS as outras galeras rubro-negras – está lá embaixo.

Na mudança de treinador, a nossa diretoria teve como mudar este ânimo da nossa torcida, porém, sensibilidade não teve. O momento era para contratar um treinador que pudesse dar uma bela sacudidela no moral da tropa e alimentar a esperança de nós torcedores.

Não quero aqui fazer qualquer tipo de avaliação se Dorival Júnior é bom, mais ou menos ou, péssimo treinador. Não vem ao caso. O que tenho certeza absoluta é que o perfil de Dorival Júnior é inadequado, e incompatível, com o nosso momento. Aí não é questão de gostar deste ou daquele treinador.

Querem um exemplo: O nosso catarinense Henrique, aqui já deixou claro que não gosta de Vanderlei Luxemburgo. Tenho sérias dúvidas de que, ante argumento que apresento, em que são somente 11 jogos agora, se até o Henrique não concorde que Vanderlei seria uma opção adequada ao momento.

Isto vale para quem não gosta de Joel Santana ou até do festejado e alegre Lisca que, está em função da sua empatia, operando um milagre no Ceará. São perfis absolutamente adequados à necessidade momentânea do Flamengo. Qualquer um deles incendiaria o ambiente e, duvido que aqui e agora, estivéssemos falando em brochura coletiva rubro-negra.

Dorival pode até ser bom, mas é morno…

E o Palmeiras chegou…

(Foto: Cesar Greco / Palmeiras)

Cinco clubes ainda brigam pelo título: Palmeiras, Inter, São Paulo, Grêmio e Flamengo. Nesta rodada, Palmeiras, Inter e Grêmio venceram. São Paulo e Flamengo, empataram.

Flamengo e São Paulo pisaram na bola. Quem quer ser campeão não pode se dar ao luxo de tropeços evitáveis, na reta final do campeonato.

Dos três que venceram, o Palmeiras foi o que convenceu, embora o Cruzeiro tenha jogado com seu time reserva. O Grêmio, também com time mesclado, ganhou com um gol, aliás, golaço, no último minuto do jogo. E o Inter sofreu para vencer o Vitória.

Faltando onze jogos, o prognóstico é difícil, pois as competições paralelas – Copa do Brasil e Libertadores – podem influenciar, e muito, na definição deste Campeonato Brasileiro. Neste caso, Palmeiras e Grêmio, em tese, os principais favoritos, podem derrapar em função do calendário.

Matematicamente, ainda dá para o Flamengo. Todos os adversários têm os seus problemas, só que nós temos os nossos e, não são poucos. E, com toda sinceridade, ainda acho muito cedo para cravar, entre os cinco, um ou dois, que possam ser apontados como favoritíssimos. Os problemas, dos mais variados, rondam os pretendentes ao título. Quem souber administrar melhor será o campeão.

Agora, na sexta-feira, pegamos o Corinthians, certamente com o time reserva, em São Paulo e, em seguida, o Fluminense. Ganhando estes dois jogos estaremos no páreo. O problema é que para se ganhar, a bola tem que entrar no gol adversário…

Que solução terá Dorival?

Estreia morna

(Foto: Staff Images / Flamengo)

O primeiro jogo do novo treinador do Flamengo teve tudo a ver com ele. O time foi morno…

Para quem não gosta de Diego, hoje fez falta, pois durante todo jogo a bola ficou muito viva. Faltou quem pensasse um pouquinho mais.

Algumas verdades precisam ser enfatizadas. A primeira: não temos NENHUM centroavante que valha a pena escalar.

O de hoje, Lincoln, está no mesmo nível dos que não jogaram. Lincoln, embora feito em casa, não é melhor do que Ceifador e Uribe. Ou seja, a camisa 9, no Flamengo, não há quem mereça usar…

Jogo pobre. Agora, aqui pra nós: como é que ante tanto investimento os resultados são tão ridículos?

O treinador, morno, não inspirou. Aliás, como era de se esperar. O momento pedia alguém com algo a mais que, ao menos tivesse a capacidade de fazer com que estes jogadores entendessem o que é o Flamengo.

Treinador, morno. Jogo morno. Resultado ruim.

Meu otimismo está perdendo ante tanta incompetência.

Resultado da pesquisa

Acho importante a divulgação do resultado da pesquisa antes que a bola role em Salvador.

Como sou um otimista de carteirinha, das quatro questões proposta, discordo apenas da maioria dos amigos em uma delas, exatamente a se ainda é possível conquistar o título de Campeão Brasileiro. A maioria dos companheiros acha que não.

Antes dos detalhes destrinchados pelo querido companheiro Robert Rodrigues, faço questão de deixar a minha posição bem clara com relação à contratação de Dorival Júnior.

Não acho que tenha sido a melhor opção, pois faltando apenas doze jogos para o final do campeonato, o perfil de um técnico motivador seria muito mais pertinente ao momento. Dorival pode até ter os seus méritos, mas aqui pra nós, é pra baixo… imaginar que alguém se supere em função da sua energia e competência de comunicação, é querer se enganar.

Tomara que eu esteja errado.

Com vocês, a conclusão da nossa pesquisa. Dá-lhe Robert!!!


Dos 54 comentários no post, 44 eram – de fato – respostas à pesquisa. Os outros dez não opinavam sobre os temas abordados.

A primeira pergunta foi a que teve maior concordância nas respostas: 86% (38 amigos) disseram que a demissão do Barbieri foi um acerto, enquanto 11% (5) acharam um erro. Uma pessoa não teve posição definida.


Com relação à contratação do Dorival Junior: 61% (27) acharam que foi um erro, 27% (12) consideraram a contratação acertada e 11% (5) não se posicionaram de forma clara.


A confiança no título brasileiro não anda grande: 64% (28) não acreditam mais nessa possibilidade, enquanto que 27% (12) ainda levam fé na conquista. 9% (4) não opinaram.


Já a classificação para a Libertadores parece mais próxima na opinião dos amigos do blog: 66% (29) acham que o Flamengo não corre riscos de não se classificar para a maior competição do nosso continente, sendo que apenas 25% (11) acreditam correr o Flamengo algum risco. 9% (4) não opinaram.

PESQUISA

1 – A diretoria do Flamengo, acertou ou errou, demitindo Barbieri?

2 – A diretoria do Flamengo, acertou ou errou, contratando Dorival Júnior?

3 – Você acredita que o Flamengo possa ser Campeão Brasileiro?

4 – Você acha que o Flamengo corre o risco de não se classificar para a Libertadores do ano que vem?

O preço de uma decisão equivocada

(Foto: Jefferson Botega / Agencia RBS )

Deu no rádio – e já está em tudo que é lugar – que Mauricio Barbieri foi demitido. Enquanto a delegação viajava para Salvador, o treinador retornava para casa.

Sempre ouvi as melhores informações sobre Barbieri. Quem com ele conviveu no dia a dia teve a nítida certeza de que, amadurecendo, ganhando experiência, poderia ter um futuro brilhante. Tanto é que todos no Flamengo, mesmo diante da possibilidade da contratação de um novo treinador, queriam sua permanência na comissão técnica.

O noticiário, entretanto, dá conta de que Barbieri foi demitido sumariamente e, isto quer dizer com absoluta clareza que o ambiente entre treinador e jogadores não estava bom. Cheguei inclusive a ler que alguns jogadores se queixaram das constantes modificações e da falta de critério nas escalações.

Partindo da premissa de que seja Barbieri um profissional interessante e de futuro, é fácil concluir o quão equivocada foi sua efetivação como treinador. Erro crasso do presidente e do vice de futebol. Como efetivar um treinador de 36 anos, que nunca jogou futebol e nunca havia dirigido nenhum clube? Estava na cara que a falta de rodagem faria, mais cedo ou mais tarde, Barbieri rodar…

Esta decisão equivocada acabou por ceifar o amadurecimento de um bom profissional prestando serviço ao Flamengo.

O que se sabe é que o nome para dirigir o time nestes doze jogos restantes é Dorival Júnior. Certamente, será dito a ele que, se a situação vencer as eleições a continuidade estará garantida, o que, em tese, obriga um contrato somente até dezembro. Como está desempregado, é provável que Dorival Júnior tope correr o risco.

Como não sou de ficar em cima do muro, não posso deixar de dizer que é um nome que não me anima, embora entenda que, ante as circunstâncias, seria impossível ter uma pessoa de consenso neste momento.

Mesmo assim, como faltam doze jogos, o perfil de quem venha a ser contratado deveria ser, obrigatoriamente, o de um treinador que pudesse sacudir a moçada. Não vejo Dorival Júnior com este perfil.

O resumo da ópera é simples. O planejamento equivocado da diretoria jogou o ano pela janela.

A esta altura do campeonato, o fundamental é garantir vaga na Libertadores. Aliás, pelo que se gastou, se isto não ocorrer, será a maior prova de incompetência na história do nosso futebol.