Parece que saímos do mapa

Treino do Flamengo – 11/08/2017 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

De ontem para hoje o noticiário do Flamengo é praticamente inexistente. De novo, nada. De antigo e atual, a negociação com o treinador Rueda. E, isto é bom ou ruim? Claro que ruim, pois o afastamento do noticiário é uma constatação de que não estamos inseridos no contexto do momento, que é a Copa Libertadores.

Claro que isso vai passar, até porque, já neste final de semana engrenamos o Campeonato Brasileiro e no meio de semana a Copa do Brasil.

Para nós, situações bem distintas. No domingo, contra o Atlético Mineiro, pelo Brasileiro, praticamente um time alternativo, na medida em que, por lesão e cartões, o time jogará bem desfalcado. Jogo de relativa importância, onde o único objetivo é não desgarrar da turma de cima na tabela.

Já na quarta, ainda sem Guerrero, e já contando com todos que não jogarão contra o Atlético, um jogo decisivo, contra um time embalado e motivado. Pode ser que eu esteja enganado, mas apesar de nas entrevistas coletivas nada se perceber, esta indefinição no comando técnico deve estar mexendo com as cabeças dos meninos…

O noticiário dá conta de que Rueda pode estrear contra o Botafogo. Mas como é possível, se de todo elenco ele só conhece dois jogadores? Se o Flamengo quer apostar mesmo no treinador colombiano, o mais correto seria entregar a Jaime de Almeida a missão de concluir o ano. Paralelo a isso, Rueda iria se adaptando e conhecendo o elenco, para assumir, de fato e de direito, quando se sentir com amplo conhecimento e domínio total do futebol rubro-negro. E, isto pode acontecer ainda este ano, ou não. A decisão deve ser dele.

Pode ser e, tomara que dê certo, mas fica em mim a sensação de que estamos procurando a saída da forma mais complicada.

Como em futebol já vi de tudo, tomara que a estratégia, que considero equivocada, acabe dando certo. Ser otimista é o que nos resta.

O primeiro gol de um raro talento

(Foto: Pedro Martins / MoWa Press)

Jogo bom e, como era por demais previsível, fácil e com goleada. Lá, já havíamos feito cinco, só que tomamos dois. Aqui, repetimos o número de gols, sem levar nenhum.

Não dá para fazer qualquer tipo de avaliação sobre o nosso time, na medida em que jogamos contra um adversário que abriu mão de treinar, para que os jogadores pudessem conhecer a praia carioca.

De muito bom o fato de Vinícius Júnior ter feito o seu primeiro gol jogando no time principal. Não vou dizer que foi o primeiro gol como profissional, pois hoje em dia, o jogador sai da mamadeira e já tem um contrato. Já é profissional.

Este gol já poderia ter saído antes. Alguns goleiros e algumas traves não colaboraram. Hoje, finalmente, aconteceu. Que ninguém duvide. Teremos daqui para frente um outro Vinícius Júnior. Um raro talento, mais leve, mais solto, mais resolvido, mais decisivo.

De muito bom, foi isso. E, claro, a certeza de um soninho delicioso, como todos, após uma vitória.

Voltamos ao Campeonato Brasileiro, à expectativa do novo treinador e, aos sonhos renovados.

E o Palmeiras, hein? O futebol, definitivamente, está muito igual.


Em Tempo

Radamés Lattari envia mensagem que acabou de captar, através da Radio Caracol, da Colômbia, do nosso – quase certo – novo treinador.

 

Adivinhe quem vem para jantar?

Rueda em ação (Foto: Marcos Ribolli)

O noticiário dá conta de que o colombiano Rueda está a caminho de casa após oficializada a proposta do Flamengo e, que já estaria no Rio de Janeiro para dirigir o time no jogo pela Copa do Brasil, quarta-feira da outra semana, contra o Botafogo, no Engenhão.

Isto nos remete a uma profunda reflexão, onde algumas dúvidas começam a atordoar muitas cabeças rubro-negras, sendo que, a principal delas é saber como alguém pode dirigir um time sem ter a mínima noção do elenco que tenha à disposição.

Não faz muito tempo, comentei, atendendo solicitação de um companheiro do blog, que o momento pede um treinador com um mínimo de conhecimento de causa, para, pelo menos, poder saber escalar um time.

Disse também que um treinador estrangeiro poderia ser uma opção, desde que fosse no início de temporada, onde haveria, na pré-temporada, tempo suficiente para que ele tomasse conhecimento do material humano que poderá dispor. Em função destes argumentos, concluí que jamais cogitaria um treinador estrangeiro em um momento como esse. E, ainda conclui dizendo que, por um conceito pessoal, jamais contrataria um treinador de fora.

Talvez na cabeça de quem dirige o futebol do Flamengo possa haver a possibilidade de Rueda chegar com sua comissão técnica e, todos eles serem reais observadores visando a próxima temporada, com o pessoal da casa dirigindo o time nas competições ainda em disputa. Meio confuso, mas também já ouvi falar que isto poderia ocorrer.

O que penso já externei, já deixei bem claro, porém, confesso que algo me intriga. Como é que se contrata alguém sem que se tenha sentado à mesa ou ao sofá ou, seja onde e como for, para, olho no olho, se ter a certeza – aproximada que seja – de que seja este um bom caminho? Quem da direção do Flamengo esteve com Rueda? Quem assina embaixo?

Por favor, que ninguém venha me argumentar que já foi Rueda campeão da Libertadores. Vários técnicos, hoje desempregados, já ganharam títulos importantes. Isto me parece igual ao dirigente que contrata um jogador por DVD, pelos seus melhores momentos. Aí, em passado recente, lembro do diálogo de dois dirigentes rubro-negros, um experiente, outro pato novo, porém, com poder de decisão, que acabara de contratar um zagueiro argentino. Ao ser informado da contratação, o experiente dirigente indagou ao jovem: Você já viu este cara jogando? A resposta do dirigente e a performance do zagueiro foram parecidas. Não – o dirigente – e, provavelmente em função disso, um blefe, uma negação – o zagueiro.

Enfim, aqui estamos para trocar ideias, passar experiência e torcer para que tudo dê certo, até porque, não tenho vocação para masoquista.  Quando o Flamengo vai mal, vou junto, pois não há sintonia entre estar feliz com a tristeza da nação.

Tomara que eu esteja errado, que o colombiano Rueda seja um gênio, que resolva todos os nossos problemas e, que a partir dele, surja o Flamengo dos nossos sonhos. Amém!!!

SAVOIR FAIRE

Roger Machado (Foto: Lauro Alves / Agencia RBS)

O francês usa demais esta expressão, que quer dizer SABER FAZER da maneira mais ampla possível e, pelo que acabo de tomar conhecimento, o SABER FAZER passa longe de quem comanda o futebol do Flamengo.

Leio espantado que Roger Machado – quem é Roger Machado? – recusou o convite do Flamengo, o que convenhamos, termina sendo um enorme mico institucional.

Companheiros, por favor, tenham mais cuidado com a instituição. O Flamengo só convida oficialmente quando tem a certeza de que o convidado vai aceitar.

Como é que se faz? Simples. Uma pessoa qualquer, sem ligação oficial com o clube, mas de confiança da diretoria, sonda o profissional, dizendo que é apenas uma sondagem de caráter pessoal. Se sentir firmeza –  100% – passa a quem de direito no clube e, só aí, rolará o convite oficial.

Por favor…

Perfil e estratégia

(Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA/Divulgação

As noticias começam a pipocar e dão conta de que o Flamengo teria procurado Roger Machado, oferecendo um contrato de um ano e meio, e que Roger Machado havia dito que vai pensar. Cá com os meus botões fico pensando que, se verdadeira a notícia, os pilares de qualquer planejamento – perfil e estratégia – devem estar sendo esquecidos.

Claro que, pelo fato de estarmos caminhando para o final de temporada, com a maioria esmagadora dos treinadores competentes empregados, a missão não é tão simples. Mesmo assim, não há como não seguir o manual do bom planejamento.

Primeiro, o perfil. Como ainda estamos disputando dois títulos – e em três competições – há chance de voltar à Libertadores e já haverá na quarta-feira da próxima semana um jogo decisivo pela Copa do Brasil, quem vier, tem que ter pleno conhecimento de causa, isto é, conhecer o elenco que vai comandar. Este item já elimina qualquer treinador estrangeiro, seja ele quem for.

Como o moral da tropa anda meio em baixa, se tiver competência motivacional, melhor. E, sempre lembrando que o nosso problema é até o final de novembro, pois na virada do ano o mercado de treinadores estará totalmente aberto, inclusive com relação aos estrangeiros.

O que quero dizer? Que seria uma temeridade contratar, agora, um treinador “meia boca”, que não fosse só até o final do ano em curso.

Em síntese, não há desculpa para o Flamengo não começar a próxima temporada com um treinador que tenha peso proporcional ao do clube. Se o treinador que venha ser a solução definitiva para a diretoria não estiver à disposição neste momento e, se estiver na virada do ano, problema resolvido. Escolher o melhor entre os desempregados e, paralelo ao trabalho deste final de temporada, começar a montar o elenco para 2018.

Primeira atitude tomada

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Zé Ricardo saiu. Não importa a forma, e sim, o conteúdo. A verdade é que esta decisão poderia ter sido tomada antes, mas como sempre disse minha avó Corina, “antes tarde do que nunca”.

Nada contra Zé Ricardo. Acho até que, o tempo que permaneceu como treinador do Flamengo, é uma clara demonstração de que Zé Ricardo tem méritos e, como é muito jovem, tem tudo para evoluir.

Agora, é virar a página. O que fazer? Primeiro, não repetir o equívoco filosófico. O Flamengo não foi feito para ser início de carreira para ninguém. Sei que o momento é complicado para se contratar um treinador de peso, mas em se tratando de Flamengo, tudo é possível.

O perfil do treinador para o momento do Flamengo, que ainda corre atrás de dois títulos e uma vaga para a Libertadores, é de alguém consagrado, por conseguinte, experiente e motivador. Melhor ainda se estiver a fim de retomar a vida, como treinador. Como não sou de ficar em cima do muro, Vanderlei Luxemburgo seria perfeito.

Que São Judas inspire nossos dirigentes.

Hora de mudar

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Na vida, há hora pra tudo, inclusive para mudar.

Hoje, Zé Ricardo começou o jogo com o fato novo de entrar com apenas um volante. O escolhido, dentro das circunstâncias, foi o menos indicado. O combatido Márcio Araújo ou, o não tão combatido Cuellar, seriam mais adequados, já que combatem e desarmam com muito mais eficiência do que Arão.

Como a maré não está pra peixe, foi exatamente uma falha de Arão que redundou no primeiro gol do Vitória.

Quando abriu mão de um segundo volante, Zé Ricardo tinha que colocar mais um meia ou um atacante. Optou por mais um atacante, elegendo Geuvânio. Como imaginava ele que o Vitória jogaria fechadinho, entendeu que um jogador mais técnico seria mais útil do que um de velocidade e, acredito que por isso, não começou com Berrío. Em tese, faz até sentido, só que Geuvânio não jogou nada. Dentro do pensamento do treinador, Vinícius Júnior seria melhor opção.

Para complicar ainda mais, os jogadores que vieram para desequilibrar tiveram uma manhã
pouco inspirada. Diego, mais recuado, em função da nova montagem do time, e Éverton Ribeiro, muito abaixo do esperado.

A hora é de acordar, se render à realidade e tomar as providências necessárias. Não há mais clima para Zé Ricardo continuar. Acho até que tomará ele a atitude de entregar o cargo.

Não ocorreu na coletiva, mas quem sabe amanhã?

 

Neymar, Vizeu…

(Foto: AFP)

O mundo do futebol, e de todos os outros esportes, ainda em choque com a transferência quase bilionária (em reais, claro) de Neymar para o PSG.

Apurei com quem é do ramo que o grande articulador de tudo que ocorreu foi o pai de Neymar. Quem o conhece garante tratar-se de um talento raro em negociar.

E, ainda sobre o tema, Vinícius França, o pai do João mais rubro-negro do Brasil (que todos os outros Joões me perdoem), me enviou uma tirada muito boa: “Na coletiva de apresentação, Neymar disse que foi para o PSG pelo desafio. Neymar, vá lamber sabão. Você foi pelo dinheiro! Se fosse pelo desafio você teria ido para o Vasco…”

Brincadeira à parte, até porque sem bom humor não se vive, toda sorte do mundo para o nosso único gênio da bola.

A contusão muscular de Guerrero – grau dois – abre a porta para o jovem Felipe Vizeu.

Antes de abordar o tema, quero registrar que achei a substituição de Guerrero muito demorada, o que pode ter agravado a contusão. Quando o problema é muscular, quando o sinal é dado, o melhor é sair imediatamente. Guerrero ficou tentando, esperando por um milagre que não acontece nunca.

O noticiário dá conta de que Guerrero pode ficar de fora até do primeiro jogo, contra o Botafogo, pela Copa do Brasil. Claro que Guerrero fará falta, mas não deixa de ser interessante o fato de se ter a chance de uma avaliação melhor e mais segura, sobre Vizeu.

E o procurador do STJD vai propor penalidade para o presidente do Santos, pelo fato de ter se pronunciado, alegando ação externa para anulação do pênalti marcado, sem que prova tivesse. Meu caro procurador, com todo respeito, isto é futebol. Conjecturar que tenha havido ação externa é mais do que normal, ante tantos antecedentes na nossa arbitragem. Se todo chororô tivesse esta delicadeza do presidente Modesto Roma, do Santos, seria uma maravilha…

E, menos mal que os protestos rubro-negros acalmaram. Protestar, é uma coisa. Passar do ponto, com grosseria e, às vezes, com selvageria, é perder a razão.

Vamos ver o que nos aguarda neste domingo, às 11 da matina. E, curioso estou para ver o comportamento, primeiro do nosso time e, depois, da nossa torcida.

Tomara que a coisa engrene e que tenhamos um domingo de paz. Domingo que, pode ser de paz e retomada ou, de necessária guinada.

Vamos ver e torcer para tudo dar certo.

Gordo rico na boate

O brasileiro é de um bom humor e de uma criatividade impressionantes, mesmo na “desgraça”… Hoje, a seguinte “joia” circulou na internet:


✨Pensamento do dia✨

Flamengo está parecendo gordo rico na boate…
Gasta, gasta, gasta…
Mas não come ninguém!


Não há o que fazer, apenas parabenizar o autor. Aliás, muito mais eficaz é o protesto carregado de talento e humor, do que as grosserias, como a de hoje no aeroporto, quando Guerrero quase saiu no tapa com um torcedor.

Comentei com uma querida figura rubro-negra, exatamente dentro do raciocínio de quem criou o protesto bem-humorado. Tudo bem que os dirigentes não tenham muita intimidade com o futebol, o que não é nenhum crime, até porque, ninguém nasce sabendo. O problema, é que estas pessoas – de bem e, vitoriosas profissionalmente –  estão contrariando o pragmatismo inerente a qualquer executivo.

No mundo dos negócios, quando os resultados não são compatíveis com os investimentos, providências são tomadas e, rapidamente. Por que no futebol seria diferente?

Outra coisa. Dirigente de futebol não pode impor a sua vontade e fazer prevalecer o seu gosto pessoal. Para o dirigente, bom é quem contribuiu para o RESULTADO POSITIVO.

Já demiti treinador e dispensei jogador, com o coração partido, mas ali o que menos importava era o que eu achava e sim, o que as ruas rubro-negras sinalizavam.

No último post fui cobrado por um companheiro por defender Márcio Araújo. Duas injustiças foram cometidas. Primeiro, não estou aqui para defender ninguém. Sobre Márcio Araújo e, respeitando quem pensa em contrário, o considero, dentro do nosso elenco, como volante, o melhor no desarme. E, para finalizar, mesmo pensando assim, já declarei aqui no blog que, escalá-lo, ante evidente falta de sintonia com a torcida, é um grande equívoco. Ruim para ele e, pior para o Flamengo. O mesmo se aplica a Rafael Vaz.

Há momentos na vida em que mudar é preciso. Uma bela e competente chacoalhada no nosso futebol seria de bom tamanho e, não representaria demérito para ninguém. Apenas uma necessidade, típica do futebol, que se impõe.