“Azareio” de novo?

(Foto: Jorge Adorno / Reuters)

Na Copa do Brasil, quando o sorteio indicou o Grêmio como adversário, a maioria de quem aqui comenta entendeu que não foi sorteio e sim, azareio…

Agora, nas oitavas de final da Libertadores, pela quantidade enorme de clubes brasileiros classificados, era certo que houvesse confronto nacional e, quis o destino que o Flamengo fosse um dos clubes e que, o Cruzeiro fosse o nosso adversário. Neste caso, duplo azareio…

As situações são distintas. Na Copa do Brasil, o sorteio indica não só o adversário, como também quem faz o segundo jogo, o decisivo, em casa.

Na Libertadores, só há sorteio para se conhecer o adversário, pois decidir em casa fica por conta do mérito na fase de classificação.

Neste caso, o sorteio foi bom, pois pela Copa do Brasil vamos fazer, contra o Grêmio, o segundo jogo no Maracanã.

Na Libertadores, pela melhor campanha do Cruzeiro na fase de grupos, a decisão será no Mineirão.

Há quem não dê importância em fazer o jogo decisivo em casa. Ao contrário, acho que seja uma bela vantagem.

No nosso caso na Libertadores, quando vamos tentar resolver no primeiro jogo, exatamente neste, não contaremos com Lucas Paquetá.

Só nos resta torcer para que a bola maior, a do jogo, seja mais amiga do que tem sido a bola menor, a famosa bolinha dos sorteios. Isto é, dos azareios…

Em síntese, dos três piores adversários hipotéticos – Palmeiras, Grêmio e Cruzeiro – vamos encarar dois.

Há, porém, uma vantagem. Se ultrapassarmos estas barreiras o moral vai lá em cima e os adversários bem abaixo…

Vamos à luta!!!

O que falta e, o que é possível…

(Foto: Gilvan de Souza)

O Flamengo, líder do Campeonato Brasileiro, não é a seleção húngara de 54, e longe está das fenomenais Seleções Brasileiras de 58, 70 e 82, porém, na triste realidade técnica que assola o país do futebol, vai indo bem.

Há 200 anos se diz que um grande time começa com um grande goleiro. O nosso, a meu conceito, é muitíssimo bom. Goleiraço!!!

A nossa zaga, seja qual for e, há quem não goste, causa inveja a 90% dos torcedores do arco-íris.

Vamos para as laterais. Hoje, o único brasileiro muito além da média joga no Real Madrid. Todos os outros, inclusive os da seleção, são medianos. Nos clubes então… Por isso, Rodnei e Renê vão vendendo, e bem, o peixe deles.

No meio, há até alternativas. Um ou dois volantes? E, há um que vale por dois. O que este Cuellar está jogando é brincadeira. Daí em diante temos três jogadores preciosos: Lucas Paquetá, Éverton Ribeiro e Vinícius Junior.

Claro que falta algo. Até porque, se não faltasse, o placar contra o Corinthians, ao invés de 1 a 0, poderia ser de 3 ou quatro.

O noticiário dá conta de que Vágner Love não vem mais. Se não houver outro atacante deste nível, que tal recorrer à imaginação e, começar a jogar com 11?

Qualquer tentativa será válida… Que o nosso estagiário não tenha medo de tentar…


Esquecimento

Relendo o post, parei para pensar e, algo estava faltando. Claro!!! esqueci, passei batido pelo Diego.

Aí, nova reflexão e, por uma questão de justiça, dentro da atual realidade do que se joga bola no Brasil, Diego – em forma – ajuda.

Portanto, encurtada está a missão de quem comanda. Há uma peça que não funciona. Encontrar a solução é o dever de casa.

Siga o líder

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Meus amigos! Faz tempo que não vejo um exagero tão absurdo quanto a nossa posse de bola hoje…

No barato, ficamos pelo menos uns 80 minutos com ela. Mesmo de um lado para o outro, tocando nas laterais ou fazendo firulas no meio, só deu nós. Simplesmente não permitimos que o Corinthians jogasse. Complicado questionar o trabalho de Barbieri. Realmente o cara está se saindo melhor que o esperado.

“Cadê o técnico?” já não cabe neste momento. Compacto em todas as linhas, disputando palmo a palmo cada pedacinho do campo, vamos em frente sem sombra no retrovisor.
Gostei muito do que assisti hoje! Mordemos, corremos e, apesar do placar magrinho, fizemos o que tínhamos que fazer. Matamos numa das poucas oportunidades que tivemos e não deixamos Diego Alves jogar. Valeu muuuuuuito…

Pra variar, os Gambás vão chorar pela última bola do jogo. Bobeira da grossa! Antes da bola chegar ao Roger, Daronco terminou o jogo com ela nos pés do Rodinei…
Vamos as notinhas das nossas crianças abençoadas.

DIEGO ALVES – Voltou a ser o que era quando foi convocado. Seguro e simples, mas com um defeitinho pra conta. Tem que recolocar a bola em jogo com mais calma e precisão – 7

RODINEI – Cada vez que vejo a correria lembro do Toninho Baiano. É um ala que consegue avançar e um lateral que sabe marcar. Algumas diarreias mentais, mas por outro lado, é rei, perto do PARÁlelepípedo – 6

RHODOLFO – Com certeza é titular ao lado de Réver. Seguro no jogo inteiro e muito equilibrado nos passes – 7

LÉO DUARTE – Quem me conhece sabe o quanto fui crítico sobre a bola deste zagueiro. Felizmente estou queimando minha língua. Léo Duarte está realmente muito bem na fita. Desde o jogo contra o Galo vem jogando muito – 7

RENÊ – Gratíssima surpresa em todos os sentidos. Se continuar jogando essa bola, vão ter que contratar um reserva para o lugar do Trauco. Antes só marcava. Agora, mais assanhado, avança e participa de algumas assistências – 8

JONAS – Mais marcação ferrenha que Cuellar, mas menos habilidade. Volante levar cartão com 6 minutos é quase um caos anunciado. Não comprometeu em nenhum momento – 6

DIEGO – Soltando mais rápido a bola, mas reclamando muito com o juiz. Não podemos reclamar da entrega, mas podemos reclamar das escolhas. Hoje jogou bola e não rodou de um lado pro outro como vinha fazendo – 7,5

PAQUETÁ – Espetáculo de partida! Umas das melhores que vi esse ano. Prendeu menos a bola, fez menos firulas e marcou no campo todo – 9

ÉVERTON RIBEIRO – Em doses homeopáticas, vai voltando a ser o jogador do Cruzeiro. Ainda peca em carregar em demasia a bola, talvez pelo ranço de ser meia. Mas está melhorando muito – 6

CEIFADOR – Passei a adorar Guerrero e Vizeu por conta desse caneludo da porra. A bola realmente demora a chegar em condições. Quando chega isola. Se entrasse em campo com o número zero, estaria mais nos conformes – 3

VINÍCIUS JÚNIOR – Tenho que pegar leve com a criança! O cara é peixe do Guru…
Até agora, é uma mistura do Denner (ex-Vasco) com Fio…  Corre mais que notícia ruim, perde 90% das bolas dominadas. Talvez falte segurança para escolher a melhor jogada. No futebol, correr é muita coisa, mas não é tudo – 5

VIZEU – Entrou e decidiu… 10

BARBIERI – De grão em grão, de 3 pontos em 3 pontos, vai convencendo. Por mim, ficaria até o final do ano. Depois vamos estudar a campanha. Está merecendo.

POR FAVOR, SIGAM O LÍDER… MAS SEM NEGÓCIO DE CHEIRINHO…

Carlos Egon Prates

Sábado elétrico

(Foto: AFP)

E quem levou o maior choque foi a Alemanha, uma das favoritas desta Copa. A derrota de 2 a 1, para a Áustria, foi surpreendente e, pelo fato de ter ocorrido faltando tão pouco tempo para o início do mundial, preocupante para eles e, animador para nosotros

O empate em 3 a 3, entre Atlético e Chape, vai deixando claro que o Galo não é este bicho papão que se esperava antes do início do campeonato. Jogo com erros de arbitragem em penca. Menos mal que as lambanças da arbitragem foram equilibradas… vento que ventou lá, ventou cá… Vendo a entrevista coletiva do treinador do Atlético, fiquei com a sensação de que estes treinadores jovens fizeram o cursinho na mesma escola…

Quem olha a escalação do Corinthians, sinceramente, não pode levar fé que este time chegue ao bi-campeonato. Camisa não falta, mas o material humano atual não ajuda.

Com respeito ao Flamengo, exatamente o contrário. Há alguns jogadores que são figurinhas carimbadas. Aposto todas as minhas fichas que – a menos que haja fato novo marcante – o Flamengo termina o campeonato na frente do Corinthians.

Li e estou sem acreditar que o treinador da seleção colombiana abriu mão de Cuellar. Das duas uma. Há dois volantes geniais na Colômbia, que não conheço ou, o “professor” ficou maluco.

Neste domingo, viajo na hora do jogo. Carlos Egon vai fazer a bola rolar…

E, que o domingo seja rubro-negro.

 

 

No Flamengo, sonhar grande é obrigação. E, também, não custa nada…

(Foto: AFP / PIERRE-PHILIPPE MARCOU)

Primeiro, explico o título do post. Desde menino tive a noção exata do tamanho do Flamengo e, por isto mesmo já tive momentos de revolta com alguns dirigentes que erraram porque nunca tiveram a dimensão do tamanho do avião que pilotavam.

Costumo dizer que para o Flamengo nada é impossível e, partindo desta premissa e, por coerência, procurar soluções de acordo com a grandeza do clube nada mais é do que um primário dever de casa.

O “também” do título, diz respeito a máxima popular, quando afirma que “sonhar não custa nada”. Portanto, em se tratando de Flamengo, mesmo o sonho sendo gigante, também não custa nada…

A partir daí, serão três etapas. Acreditar, saber fazer e, sorte.

Ontem, mandei a seguinte mensagem para o nosso presidente Eduardo Bandeira de Mello:


“Meu presidente,

Por favor, não me chame de maluco, mas será que Zidane não teria a curiosidade de dirigir o time do maior clube das Américas?

Custa tentar?

Já imaginou o desdobramento desta doce maluquice?

Forte abraço.

E, recebi a seguinte resposta:

“Obrigado, amigo.

Grande abraço e saudações rubro-negras.”


Hoje, lendo no JB a coluna de RENATO Mauricio Prado, que pensa o Flamengo como eu, concluí que fiz muito bem em enviar o WhatsApp para o nosso presidente, pois Renato termina sua espetacular coluna indagando se Eduardo já havia comprado sua passagem para Madrid.

Ter Zidane é um sonho impossível? Para o Flamengo não há sonho impossível. Por maior que seja o objetivo, o tamanho deste gigante vermelho e preto é suficientemente grande para abraçar.

Sempre foi assim. Continua sendo e, com o passar do tempo, será algo absolutamente normal.

Quem viver, verá.

Tomara que a resposta gentil, mas evasiva, do nosso presidente, possa ser traduzida como… “já havia pensado e, já estou agindo”!!!

Tomara!!! Amém!!!

Que torcida é essa!!!

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Mais três pontinhos nesta procissão que é o Campeonato Brasileiro, em que o dever de casa
foi feito com determinação inquestionável e, o show, ficou por conta da nossa torcida, que encantou até os poucos baianos que foram ao Maraca.

A individualidade fez a diferença, na medida em que o elenco do Flamengo é infinitamente superior ao do Bahia.

O placar, construído ainda no primeiro tempo, com um gol esquisito de Diego e um golaço de Lucas Paquetá, foi justo. O Bahia só levou algum perigo no segundo tempo, obrigando Diego Alves a fazer duas defesas decisivas.

Destaque absoluto no jogo, não houve. Talvez, hoje, o lateral Renê em um nível superior.

Paquetá, continua jogando muito recuado e como é voluntarioso, quer ir e vir a todo momento. Tipo querer beijar o pescoço e o pé da girafa, como dizia o João. Só que ninguém suporta este exercício o tempo todo, e por isso, Paquetá termina os jogos no bagaço.

Quero chamar a atenção para um fato curioso. Embora tendo no banco, dois centroavantes de origem, nenhum deles entrou em campo na saída do Ceifador.

O resumo da opera é que além do Ceifador não ceifar, o nosso estagiário e, com razão, não leva muita fé em Lincoln e, tão pouco em Vizeu.

Aí, há três alternativas para o futuro imediato, sem Ceifador:

  1. Adiantar Paquetá e escalar um volante;
  2. Dar uma chance a Vítor Gabriel;
  3. Contratar Vágner Love ou algo parecido.

Aliás, melhor resolver este tema o mais rápido possível, para que não venhamos a nos arrepender lá na frente.

Ia esquecendo de registrar a evolução de Éverton Ribeiro que, mesmo também jogando muito recuado, está conseguindo dar conta do recado.

Vinícius Júnior teve seu dia de altruísmo. Podia ter feito dois gols. Não fez por ter preferido passar a bola em duas oportunidades. Diego, empenhado e voltando a mostrar que ainda pode ser útil.

De novo na liderança. Isto é muito bom.

Sorteio ou “azareio”?

(Foto: CBF / Divulgação)

Estava no meio da rua, quando fui surpreendido por um alegre torcedor tricolor que, querendo brincar e ao mesmo tempo provocar, veio em minha direção, muito sorridente, e gritando para quem quisesse ouvir: “Foudez-vous!!! Vocês vão pegar o…Grêmio!!!”

Como o fator surpresa conta, fiquei meio sem jeito e, de cara, imaginei que fosse o sorteio da Libertadores. Em fração de segundos, me dei conta de que este sorteio será no dia 4 de junho e, confesso ter ficado meio sem rumo, até o torcedor rival esclarecer que a definição por sorteio era pertinente à Copa do Brasil.

A minha primeira preocupação, já que a “curra”, na opinião dele, era inevitável, foi saber onde seria o segundo jogo. O companheiro tricolor teve que recorrer à internet e, não demorou muito para afirmar – a bem da verdade, desapontado – que o segundo jogo, o decisivo, seria no Maracanã.

Ai, o sorteio que tinha virado azareio, passou a não ser tão ruim assim. Respeito qualquer tipo de opinião, mas se dependesse de mim, o Flamengo faria sempre o segundo jogo em casa. Por isso, apesar do adversário ser complicado, o final do filme não foi ruim…

De uma certa forma, para o Flamengo, a Copa do Brasil soa como um seguro, levando-se em conta que o campeão tem direito adquirido de participar da Copa Libertadores. Entendo como seguro, pois a boa campanha inicial do Campeonato Brasileiro sinaliza que estaremos sempre no pelotão de cima da tabela, o que equivale a dizer que, a presença na Libertadores deverá vir, certamente, por este caminho.

Além disso, há a própria Libertadores em disputa, onde o campeão tem vaga assegurada na próxima competição.

Como toda competição “mata-mata”, a emoção é outra e desperta um interesse muito maior do que a “procissão” que é o Campeonato Brasileiro.

E como argumento final, o campeão da Copa do Brasil leva para casa 50 milhões de reais. Antes que alguém argumente com o famoso “e daí?” – na equivocada conclusão de que este dinheiro não vai para os jogadores e sim para os clubes – garanto a todos que, seja lá quem for o campeão, os jogadores serão “sócios” no projeto…

Em síntese, a meu conceito, para o futebol e, como gerador de fortes emoções, este sorteio foi …espetacular!!!

Quem é bom, nunca é demais

(Reprodução da internet)

O nome da vez é Vágner Love. Aliás, o nome da milésima vez, já que, de novo, o Flamengo faz a tentativa, após “bater na trave” nas duas últimas.

Vágner Love pode resolver o nosso problema? Claro que pode!!! Além de saber jogar bola, princípio básico para quem pretende atuar em um time de ponta, o nosso personagem tem empatia com o gol e um currículo animador.

Ontem, ouvi de um amigo rubro-negro que Vágner Love é um ex-jogador, ao que contestei de imediato com dois argumentos. Primeiro, por ter começado muito cedo, as pessoas imaginam que tenha muito mais idade do que realmente tem. Vágner Love tem 33 anos e goza de saúde perfeita. Além disso, é bom nunca se esquecer a realidade do futebol brasileiro e, aproveitando o gancho, deixo no ar a seguinte pergunta: Que centroavante em atividade no Brasil é melhor do que Vágner Love?

E, vamos somar a tudo que já disse aqui, a extrema necessidade que tem o Flamengo de um atacante agudo, que possa fazer companhia e dar uma mãozinha lá na frente ao nosso Vinícius Júnior. Tomara que dê certo…


E, conforme já esperávamos, Paulo Autuori deixou o Fluminense e, pelo pique da remada, como diziam os antigos companheiros do Rádio, vai desembarcar no Flamengo.

Todos aqui já sabem o que penso e, como sou fiel às prioridades. Muito antes de um coordenador, diretor técnico, gerente ou, qualquer outro nome que se queira dar, o Flamengo precisa de um TREINADOR compatível com o seu tamanho, suas exigências e seu elenco.

Nada contra Paulo Autuori, a quem considero um gentleman, muito embora tenha como defeito, se é que assim podemos dizer, o fato de não ficar muito tempo nos desafios profissionais que aparecem.

Em 1997, após uma boa campanha no Campeonato Brasileiro, Paulo Autuori me pediu cinco jogadores para que o ano de 98 fosse de ouro para o Flamengo. Contratamos, a pedido dele, Rodrigo Fabri, Zé Roberto, Romário, Palhinha e Cleisson.

Após estrear na temporada com uma derrota para o Vitória, da Bahia, Paulo Autuori entregou o cargo e, consegui demovê-lo desta ideia. No jogo seguinte, perdemos para o Bangu, em Moça Bonita. Aí, não houve jeito. Pegou o boné e foi embora.

Agora mesmo, no Fluminense, nova passagem muito curta. Em que pese, ser estudioso, conhecedor da matéria e, de fino trato, o desapego ao projeto é uma característica marcante no possível futuro gerente de futebol rubro-negro.

Fla x Flu no topo

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Se o Campeonato Brasileiro, corrida de cavalo fosse, quem apostaria nesta dupla?

Não acredito em nada por acaso nesta vida. Vejo claríssimas explicações, tanto para Flamengo, como para Fluminense.

Vamos começar pelo Flamengo. Como somos apaixonados, imaginamos, diariamente, vestindo o Manto Sagrado, um combinado da seleção húngara de 54 e da Seleção Brasileira de 70 e, com o treinador dando um jeito de Zico jogar…

Enfim, somos bem mais exigentes do que os torcedores do arco-íris.

E, a bem da verdade, fosse em outra época, nós os exigentes, poderíamos até ter razão. Acontece que olhamos apenas para o nosso umbigo, e por isso somos tão críticos. Se esta análise for comparativa, vamos começar a entender que, se no céu não estamos, tão pouco no inferno estaremos.

O futebol brasileiro está muito nivelado e, desta forma, tudo pode acontecer, inclusive o Flamengo ser o líder do campeonato, e o Fluminense, vice.

Temos um ótimo goleiro. Dois laterais feijão com arroz e sem sal. No cômputo geral, a zaga é boa.

Temos um volante (Cuéllar) que – com certeza – é um dos três melhores em atividade no Brasil. Daí para a frente, Diego que não é mais o mesmo, mas pode ainda ser útil. Éverton Ribeiro que voltou a boa forma, poderia estar melhor se não fosse escalado para ser auxiliar de lateral.

Paquetá, igual. Muito bom, jogando muito recuado, encurtando o seu potencial ofensivo.

E, para encerrar, Vinícius Júnior é um atacante que faz a diferença. Tudo isto, tendo um estagiário no comando do time. Técnico, não temos.

Vamos ao Fluminense, cujo sucesso poderia ser definido com um único nome: Abel.

Vou acrescentar mais um e, este é de lascar, pois só existe pelo fato de algum gênio ter pago 10 milhões pelo Ceifador. Aí, com os tricolores agradecendo ao “gênio” rubro-negro, surgiu o jovem Pedro.

Sintetizando, Fla e Flu, líder e vice-líder do Campeonato Brasileiro, pode ser surpreendente, mas dá para explicar…

Tite errou

(Foto: Staff Images / Flamengo)

Vou repetir aqui o pitaco que dei em comentário de um post anterior.

Se Tite, quando relacionou Paquetá entre os 35 jogadores, fez isso pensando em ter uma opção diferente, errou. Nada contra Paquetá, que considero muito bom jogador, e que vem jogando, como nesta partida contra o Atlético, muito recuado, prejudicando seu potencial ofensivo. Paquetá é muito bom, mas não é um jogador diferente, não é um jogador decisivo.

Ao contrário, Vinicius Júnior é tudo isso.

Neste jogo, Vinícius foi a única arma ofensiva do Flamengo e, como é diferente, decidiu o jogo. O gol foi de Éverton Ribeiro, mas a obra de arte foi do garoto.

Por falar em Éverton Ribeiro, de novo, foi ajudante de lateral. Está sendo escalado de forma equivocada.

Os garotos da zaga deram conta do recado. Os dois zagueiros bateram um bolão. Depois de Vinícius Júnior, foram os melhores do nosso time.

E o Ceifador, hein?

Voltamos à liderança. E, sem essa de que o Atlético dominou, atacou e chutou mais. Tudo isso é verdade. O problema é que o Galo não tem um jogador diferente. O Flamengo, como tem, ganhou o jogo.

Em síntese, Tite errou…