O resultado foi bom ou ruim?

(Foto: Lucas Uebel/ GFBPA)

Há duas formas de se tentar entender a vitória do Grêmio sobre o São Paulo.

A primeira, a curto prazo, foi ótima, até porque, se o São Paulo vencesse, o “segue o líder” seria, inevitavelmente, motivo de chacota.

A médio, longo prazo, foi ruim. Afinal, o Grêmio, que já estava na beira do precipício na disputa pelo título, voltou ao páreo.

Agora, faltando quatro rodadas para o final do primeiro turno, é encarar cada jogo como uma final de Copa do Mundo.

A próxima rodada, no papel, nos é altamente favorável, pois enquanto vamos pegar o Sport, no Maracanã, o São Paulo vai a Belo Horizonte pegar o Cruzeiro.

Agora, é jogo a jogo. Cada um, uma final. Quem não pensar assim, dança…

O nosso Fernando Versiani informa e garante que a multa liberatória de Luan está estipulada em 18 milhões de euros. Se for verdade – e acredito na informação – é para comprar… ONTEM!!!

Santos 1 x Grêmio 1

(Foto: Staff Images/Flamengo)

Os notáveis rubro-negros Flávio Soares de Moura e Roberto Abranches, meus adoráveis velhinhos que, infelizmente a garotada que compõe o Conselho Deliberativo de hoje do Flamengo não conheceu, devem estar dando cambalhotas de raiva no céu, com este uniforme que de Flamengo não tem nada.

Os times entraram em campo e o meu telefone tocou. Do outro lado meu amigo Luiz Guilherme Barbosa, indagando: “Ué, mudaram a tabela?” Não entendi, disse eu. Ao que ele retrucou: “este time de azul é o Grêmio!!!” E, furioso, disse alguns desaforos impublicáveis.

Há quem defenda a tese de que na Europa é assim, que é a modernidade. Que o Barcelona já jogou de roxo. A quem assim pensa, digo que nem tudo que é bom para eles, necessariamente é bom para nós. O Barcelona tem jogadores mundiais. De roxo ou com a camisa original, todos sabem quem é o Messi, o Luizito, e por aí vai. Para quem precisa alicerçar a sua marca no mundo, como o Flamengo, esta estratégia de atender ao fabricante de material esportivo, é suicídio institucional…

O jogo? Bom no primeiro tempo. No fundo, perdemos dois pontos, pois dava para ganhar. No segundo tempo o Santos estava mortinho e não tivemos força para liquidar a fatura. Hoje, bem, só a zaga, Cuellar e um pouquinho do Éverton Ribeiro. No mais, todos abaixo do normal.

Para encerrar, uma possível péssima notícia. O Milan está na dependência de vender um jogador e, o tema está bem encaminhado, para vir aqui depositar a multa de 50 milhões de euros e levar Paquetá. Infelizmente, a notícia é quente.

Resta torcer para que a negociação de venda deles de para trás.

Pobre futebol brasileiro…

FIFA, Neymar, Messi e Vitinho

(Reprodução da internet)

Dona FIFA divulgou a relação dos 10 jogadores que concorrerão ao título de melhor do mundo.

Li a matéria no Globo.com que estampou duas manchetes. A primeira: “FIFA deixa Neymar de fora dos 10 melhores do mundo”. A segunda: “Melhor técnico não inclui Tite”.

Vamos começar pela segunda, com uma pergunta: “Ué, e alguém, no mundo inteiro, poderia esperar que Tite estivesse na relação dos melhores treinadores do ano?” Certamente, nem ele mesmo… (assista a um vídeo com os dez indicados aqui).

Numa roda de amigos, cada um apontava um equívoco cometido por Tite, desde a convocação, até a Copa. Prefiro me ater ao equívoco decisivo, quando Tite foi conservador, em um momento que pedia ousadia e coragem. O Brasil volta para o segundo tempo perdendo por 2 a 0, ou seja, com apenas 45 minutos para resolver a vida, e o nosso treinador volta com apenas uma substituição e, equivocada, colocando Firmino no lugar de William, e improvisando Gabriel Jesus pela direita.

Ali, no intervalo, Tite deveria ter voltado com as três alterações: Renato Augusto x Fernandinho; Firmino x Gabriel Jesus; e Diego Costa x William. Se conseguisse empatar, teria ainda direito a mais uma substituição na prorrogação. Com um erro deste tamanho, como estar na lista dos melhores? Bem isto é uma coisa. A outra coisa é entender que Tite deve ter aprendido muito nesta Copa e, com certeza, na próxima, estará muito mais maduro, ousado e corajoso.


(Foto: Dean Mouhtaropoulos/Getty Images)

Neymar não figurou na relação dos 10 (veja um vídeo com os escolhidos clicando aqui). Claro que tudo que aconteceu na Copa influenciou demais os votantes. Aquela história do cai-cai, que virou piada mundial, com certeza absolutíssima, foi o fator decisivo para deixar Neymar de fora.

É o tipo de imagem muito recente, que ainda está na cabeça das pessoas. Talvez, num todo da temporada, possa ele ter ido melhor do que alguns dos indicados, mas ante a força de uma Copa do Mundo, esta ausência pode ser explicada. Isto é uma coisa. A outra, é achar que todos aqueles dez jogam mais bola do que Neymar. Imagine que se você tivesse que escolher para o seu time, entre Neymar e Harry Kane, quem você escolheria?


(Reprodução da internet)

No dia 24 de julho de 2008, Messi, pela primeira vez, colocou a camisa 10 do Barcelona, que pertencia a Ronaldinho Gaúcho. Neste dia ele trocou a camisa 19, com a qual jogava, pela 10 famosa. Nestes exatos 10 anos, os números são impressionantes:

  • 527 jogos.
  • 510 gols marcados
  • 192 assistências que terminaram em gol.
  • 27 títulos
  • 5 bolas de ouro

Como diz o nosso Velho Apolo, “é mole ou, quer mais?”

Que jogador. Que gênio!!!

* Clique aqui para assistir a um vídeo de 26 minutos com as melhores jogadas de Messi APENAS na temporada 2017/2018.


(Reprodução da internet)

E deu em tudo que é lugar que, finalmente, o Flamengo conseguiu contratar Vitinho. Embora seja partidário daquele ditado que diz … “antes tarde do que nunca”, fica a sensação de que todo o período de Copa do Mundo foi jogado fora, pois, as peças de reposição, neste longo tempo ainda aqui não estavam.

Paciência. Agora é bola pra frente na tentativa de agilizar ao máximo a chegada de Vitinho. Pensando nele no tempo de Botafogo, fica a sensação de que é o jogador veloz de que tanto necessitamos. Tomara que ele esteja em forma e tenha conservado sua característica principal, que é a velocidade.

Há no ar, também, a possibilidade de um volante paraguaio que joga na Argentina. Outro estrangeiro? Será que para a reserva de Cuellar, não há nenhum volante brasileiro que jogue o mesmo que este paraguaio?

Quem é o nosso principal adversário no Campeonato Brasileiro?

Treino do Flamengo – 23/07/2018 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Este é um bom tema. Chegando a pouco mais de um terço do Campeonato Brasileiro, em tese, sete clubes brigam pelo título:

  • Flamengo – 30 pontos
  • São Paulo – 29
  • Atlético, Palmeiras, Inter e Grêmio – 23
  • E, acrescento o Cruzeiro, embora com 21 pontos, pelo fato de ter um jogo a menos, pois vencendo o jogo que deve, ultrapassaria Atlético, Palmeiras, Inter e Grêmio.

Como sugiro o debate, vou começar. E começo acatando a tese aqui apresentada pelo nosso amigo Henrique que, em boa hora, lembrou que o São Paulo, coladinho no Flamengo, está disputando o Campeonato Brasileiro, já que eliminado foi da Copa do Brasil e, não disputa a Libertadores, porém ainda na Copa Sul-Americana (como bem lembrado pelo amigo Silviomar Cunha), segunda divisão de clubes do nosso continente, onde certamente vai utilizar um time reserva.

Realmente, este argumento é muito forte. Baseado nele, também é bom lembrar que há outro clube até em melhor condição, no caso, o Internacional, pois joga apenas o Campeonato Brasileiro. Em síntese, não há como negar que a vantagem, no aspecto físico, de São Paulo e Inter, será enorme.

Desta forma, rendendo-me a um melhor argumento, fico com a opinião do Henrique, apontando o São Paulo, porém com os dois olhos abertos para o Palmeiras e um para o Atlético Mineiro, que ontem me deixou muito boa impressão.

Neste meio de semana tenho o palpite de que a missão do São Paulo será mais complicada do que a nossa, pois pega o Grêmio, em Porto Alegre, enquanto o Flamengo vai pegar o Santos, na Vila.

Caiu Jair Ventura e, quando este tipo de coisa ocorre, dependendo da agilidade da diretoria, contratando imediatamente um novo treinador, normalmente funciona bem, pois todos os jogadores vão além da conta, na tentativa de causar boa impressão ao novo “professor”. Quando a diretoria é lenta, e não define, já não é a mesma coisa. Dizem que Zé Ricardo é o preferido da diretoria santista. Tomara que a negociação demore…


Deu no rádio que o nosso treinador pretende manter Matheus Sávio. Com todo respeito ao bonito gol de Matheus contra o Botafogo, acho uma opção equivocada. Com o retorno de Éverton Ribeiro, há a enorme necessidade de se escalar um jogador veloz no ataque e, esta, definitivamente, não é a característica de Matheus Sávio.


Ri muito quando me contaram uma tirada do português Cristiano Ronaldo. O repórter quis saber dele o motivo de não ter uma única tatuagem. Cristiano, respondeu: “Você por acaso já viu alguma Ferrari com adesivo?”

Domingo para avaliar os adversários

(Foto: Bruno Cantini / Atlético-MG)

Estava em dúvida entre ver Palmeiras x Atlético, e Vasco x Grêmio.

Por uma questão de coerência, já que entendo ser o Palmeiras um adversário mais perigoso neste Campeonato Brasileiro, optei pela partida que ocorria em São Paulo e, não me arrependi. Emoção, do primeiro ao último minuto.

Talvez o resultado mais justo tivesse sido o empate. O Palmeiras venceu por 3 a 2, mas confesso que o Atlético me surpreendeu, pois não esperava tanto.

Bruno Henrique, o capitão palmeirense, fez dois gols, sendo o primeiro – de falta – espetacular!!! Lembrei do gol de Zico contra o Santa Cruz. Cobrança pelo lado direito, com a bola morrendo no – improvável – ângulo direito do goleiro.

E nós que contratamos uma tonelada de colombianos, e o mais criativo foi para o Atlético. Esse tal de Chará joga muito. Além de jogar muito bem, meteu um golaço.

Quem não está bem, certamente pelo fato de ter ficado parado muito tempo, é Gustavo Scarpa que, inclusive, foi substituído.  A intensidade do jogo no segundo tempo foi impressionante.

Em síntese, pelo que venho observando, com pequeninos ajustes, principalmente dar mais liberdade a Paquetá, que é o nosso jogador mais criativo, e conseguirmos mais rapidez nos contra-ataques, o nosso time pode encarar qualquer um, em qualquer lugar.

Dos dois problemas que apresentei, um depende da cabeça do treinador e outro, seja fora ou na base, encontrar um BOM atacante rápido.

Na próxima rodada, Flamengo e São Paulo não terão moleza. O Flamengo pega o Santos, na Vila, enquanto o São Paulo joga contra o Grêmio, em Porto Alegre.

Fortes emoções…

Dez minutos de cinema! E só!

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

O início do jogo foi uma avalanche rubro-negra. Em oito minutos, 2 a 0, com direito a um gol de placa, o primeiro, marcado por Matheus Sávio.

O time do Botafogo começou o jogo batendo cabeça e foi a nocaute no segundo gol, marcado por Paquetá. O jogo, foi isso aí, pois na sequência, um festival de passes errados e de jogadas confusas.

Após o segundo gol, parte da torcida rubro-negra começou a gritar “queremos seis”. E, como a torcida estava em estado de graça, dando, mais uma vez, um show à parte, até por merecimento, achei que os jogadores do Flamengo iriam correr atrás de uma goleada histórica, só que, ao invés de “correr atrás” o time puxou o freio de mão e o jogo foi se arrastando até o final.

Sei que vou desagradar muita gente, mas apesar do lindo gol, não vejo espaço para Matheus Sávio neste time. A escalação inibiu qualquer jogada em velocidade, até porque, esta não é a característica de nenhum atacante hoje escalado. E vou além. No futebol jogado hoje em dia, um time que não tem, ao menos um jogador veloz, terá problemas. Por isso, Vinícius Júnior faz tanta falta.

Nosso goleiro, perfeito como sempre. Muito bem a defesa nas bolas aéreas. Cuellar voltou e, com ele, tudo fica muito melhor. Diego, mesmo sem criar muito, bastante participativo. Paquetá, apesar de ter feito um gol, em noite de pouca inspiração, errando muitos passes.

Aliás, recomendo ao Paquetá dar uma lida na coluna do Renato Mauricio Prado, que manda uma mensagem preciosa para Vinícius Júnior, comparando o comportamento dele com o de Neymar (Ler aqui).

Paquetá está em um momento decisivo. Estimo que ele opte pela simplicidade de Vinícius Júnior, do que a arrogância que temos notado, ultimamente, em Neymar.

O líder segue!!! Mas todo cuidado é pouco…

Pikachu, Flamengo e Seleção

Yago Pikachu (Foto: Fernando Torres / Ascom Paysandu)

Que salada, hein? Tudo bem, é uma salada futebolística, mas convenhamos, uma belíssima salada.

Vamos começar pela Seleção e, incluindo nela um jogador que poderia estar jogando no Flamengo e, hoje, defende o Vasco.

Como a legião rubro-negra é nacional, isto é, está espalhada pelo Brasil inteiro, aqui mesmo no nosso blog, companheiros de Belém começaram a alertar sobre um tal de Yago Pikachu, segundo eles, lateral direito muito bom de bola e, artilheiro!!!

Como não poderia deixar de ser, ante tantas indicações, alertamos à nossa diretoria sobre o tema, da mesma forma como agimos com relação ao atacante Keno, à época no Santa Cruz. Pikachu e Keno não foram aprovados pelo nosso “centro de inteligência”. Não demorou muito, um foi para o Vasco e o outro para o Palmeiras.

Outro dia, numa roda de amigos, comentei que Pikachu era um jogador diferenciado e que poderia perfeitamente ter sido convocado por Tite. A maioria concordou comigo e hoje, Jorginho, treinador do Vasco, disse a mesma coisa em um uma coletiva de imprensa.

Aliás, a pergunta é simples. Se você tivesse que escolher para o seu time entre Fagner e Pikachu, qual dos dois vestiria a camisa 2?

Vou além. Se você tivesse que escolher entre Taison e Vinícius Júnior, quem seria o eleito?

Os nossos treinadores e, não é de hoje, são conservadores. Que o velho Lobo me perdoe, mas Zico já deveria ter ido na Copa de 74. Que Menotti me perdoe, mas Maradona já deveria estar na seleção argentina na Copa de 78.

Mesmo que não jogassem, como muitos que foram nas duas jornadas não jogaram. Só que, amadureceriam muito mais rapidamente.

Agora mesmo, nesta Copa. Pra não jogar, não teria sido melhor levar Vinícius Júnior no lugar de Taison?

Agora, o Flamengo

Será que é verdade o que li, dando conta de que o nosso treinador ficou satisfeito com o rendimento do time contra o São Paulo, e que gostou das atuações de Rômulo e Marlos Moreno? Meu Deus…

Se for verdade, acho que vi outro jogo. Errei de estádio…

E, tomara que neste jogo contra o Botafogo, Paquetá tenha mais liberdade para criar. Sem ele atacando, vai ser difícil…

C O N V I T E

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

O título deste post é no sentido de que, juntos, raciocinemos de forma pragmática, até porque, sábado já tem jogo contra o Botafogo, e na quarta seguinte, pegamos o Santos, na Vila.

Li todos os comentários e, embora não tirando a razão de ninguém, entendo que deveríamos trabalhar em duas frentes.

A primeira, a mais urgente, torcer para que o nosso treinador entenda que, enquanto os reforços de reposição não chegam, tem ele a obrigação de, com o que temos, encontrar soluções que funcionem, até porque, não acredito que possam ser contratados jogadores de bom nível técnico com tanta rapidez.

Desta forma, pensemos juntos os nossos problemas mais agudos. Cuellar vai voltar, portanto o setor em pauta estará resolvido. Dever de casa número 1: Chamar o Rômulo, agradecer, mandar embora e, promover um dos meninos da base.

Como estamos falando de volantes e, como é vital dar um mínimo de liberdade para o jogador mais criativo do Flamengo, que é Paquetá, escalar alguém ao lado de Cuellar. Pode ser o nosso menino da base que joga com a camisa para dentro do calção, pode ser o ex-botafoguense que começou bem, chegou a ser convocado para a Seleção e, depois, como balão japonês, foi caindo.

Compete ao treinador definir quem está melhor. Na linha seguinte, a de armadores, Diego e Paquetá. Na frente, Guerrero ou Uribe (começaria com Guerrero) e Éverton Ribeiro (que está suspenso para enfrentar o Botafogo). Isto é o que temos de melhor, enquanto algum bom fato novo não chega.

A segunda frente fica por conta da diretoria. Realmente, o tempo que perdemos não utilizando o período da Copa para repor as perdas de Vinícius Júnior e Jonas, pode comprometer o nosso ano.

Que trabalhem com inteligência e rapidez, e que o nosso treinador entenda que nenhum profissional que fica refém de um grupo consegue chegar a títulos importantes. Não é hora de ser bonzinho e muito menos ficar fazendo média com quem quer que seja. O tempo passa e a bola está rolando. Que treinador e diretoria hajam com rapidez e competência.

E, tomara que algum deles leia esta opinião e todas as outras que virão a seguir. Todas, sem exceção, só querem o melhor para o Flamengo.

Quem concorda? Quem discorda?

Paquetá livre

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Meu amigo e irmão Washington Rodrigues, com razão, estranhava a quantidade de jogadores estrangeiros – de técnica duvidosa – neste elenco do Flamengo. Aliás, hoje, Renato Maurício Prado questionava a quantidade de colombianos no nosso plantel.

Acho que os dois têm razão, mas prefiro me ater a um tema que não é só tático. Diz respeito, também, a um mínimo de inteligência e bom senso.

Com a saída de Vinícius Júnior, e o nosso Egon tem toda razão, o poder ofensivo rubro-negro fica comprometido, debilitado. Aqui pra nós, Marlos Moreno é dose… e, este Uribe, pelo jeito…

Enfim, ficamos reduzidos a Guerrero, que no primeiro tempo ainda rendeu e, no segundo, mal fisicamente, sumiu.

Vamos ao que interessa. Como é que ante problema ofensivo tão agudo, Paquetá é escalado tão atrás?

Uma pessoa ao meu lado, no Maraca, vendo o jogo – e, esta pessoa pouco sabe de futebol – só fez um comentário: “o time do São Paulo parece mais bem arrumado do que o Flamengo”. Sábia observação… até cego percebe…

Em síntese, precisamos arrumar a casa, começando por dar liberdade ao, talvez, maior talento deste elenco. Por favor “professor”, dê liberdade a quem sabe criar. Liberte o Paquetá…

Ah, ia esquecendo. Rômulo, definitivamente, não dá.

Vida que segue… e, por enquanto, segue o líder!!!

Saudade danada!!!

Treino do Flamengo – 16/07/19 (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Pensou que fosse da Copa? Negativo!

Saudade do Manto Sagrado, da torcida do Mengão, do Maraca e de todo o ritual que cerca qualquer jogo do Flamengo. Aliás, este sentimento é de toda nação rubro-negra, haja vista a quantidade de ingressos vendidos para este jogo contra o São Paulo.

Muita gente espinafra este horário de 21h45, mas na nossa cidade, sem estrutura decente de trânsito e de locomoção, quase sempre quando o jogo é marcado para um horário “civilizado”, muita gente acaba não conseguindo chegar a tempo.

Claro que, este ponto de vista vale apenas para jogos com grande apelo popular, como este primeiro, pós copa. Talvez o ideal fosse 21h30, mas convenhamos que quinze minutinhos não fazem tanta diferença.

Perdemos três jogadores. Vinícius Júnior, de brutal importância, e dois que contribuíam, porém, não de forma decisiva. Chegou Uribe, centroavante (?) e, por falar na posição, Guerrero, não se sabe até quando, também está na área…

Bom não esquecer que os outros clubes também tiveram suas baixas, algumas tão grandes como a nossa, como por exemplo o Grêmio, que perdeu Arthur. Enfim, não houve time que se mantivesse intacto.

O que isto quer dizer? Que, mesmo sem Vinícius Júnior, mesmo que ninguém mais seja contratado, o Flamengo continua com um elenco que permite ao torcedor sonhar com a conquista do Campeonato Brasileiro, da Copa do Brasil e da Libertadores. Até porque, como certa vez, Cuca disse algo de uma sabedoria “Maracaneana”, que jamais vou esquecer: “Pior do que não contratar, é contratar errado”.

Pode ser que eu esteja enganado, mas mesmo distante oito pontos, o Palmeiras será o nosso grande rival neste Campeonato Brasileiro. Se penso assim, muito mais ainda será na Copa do Brasil e na Libertadores. Estou levando fé. Embora não tenhamos a seleção húngara de 54, temos elenco para brigar por todos os títulos.